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Editorial
Apresentação da edição de Setembro de 2015
Joaquim Prado P. Moraes-Filho
Editor Científico
CT Gastroenterologia
Set 15 V 1 N 3

A CT-Gastro tem nesta edição um alcance grande dentro da perspectiva gastroenterológica, porque os temas revisados são muito frequentes na clínica: Doença do refluxo gastroesofágico, Dispepsia e Helicobacter pylori e Cirurgia bariátrica.

A doença do refluxo gastroesofágico era inicialmente chamada de "esofagite" e o refluxo ácido proveniente do estômago era apenas uma hipótese. As manifestações não eram evidentes e muitas vezes a doença se confundia com a dispepsia, chegando a ser associada à úlcera péptica, mas essas concepções se alteraram muito. De fato, foi somente com o advento dos equipamentos que possibilitaram o estudo motor do esôfago e, sobretudo, os estudos com pHmetria prolongada, que se caracterizou melhor a etiopatogenia da enfermidade como dependente - na maioria das vezes - do refluxo ácido. É interessante, entretanto, comentar que, apesar de ter sido bem caracterizadas a etiopatogenia e a fisiopatologia e de ter a terapêutica estabelecida, a doença do refluxo gastroesofágico, que basicamente um problema motor esfincteriano, ainda não teve descrito um fármaco motor que tivesse atuação satisfatória no esfíncter inferior do esôfago, isento de riscos. O fato é que a doença do refluxo gastroesofágico, apesar da prevalência bastante elevada, apresenta ainda questionamentos que merecem ser periodicamente revisados.

Qual o gastroenterologista que já não se defrontou muitas e muitas vezes com as queixas típicas ou atípicas da doença e se questionou se a conduta estava efetivamente adequada?

Como sabemos, no Brasil a prevalência do H.pylori é muito elevada, ultrapassando 60%. É certo que a distribuição da infecção não é a mesma em diferentes partes do país, mas é válido questionar a relação entre a presença do H.pylori e a ocorrência da dispepsia, porque este é um sintoma de desconforto digestivo alto igualmente muito frequente que pode ter diversas causas e que afeta bastante a qualidade de vida. Os benefícios da erradicação em pacientes com sintomas dispépticos são relativamente pobres, mas ainda assim são bem caracterizados: ainda que sejam disponíveis diretrizes nacionais sobre a conduta diante da infecção por H. pylori - o III Consenso Brasileiro sobre o Helicobacter pylori, publicado em 2013, a relação da indesejável bactéria com a dispesia continua intrigante e assunto de discussão como se verá no artigo publicado neste número.

O número elevado e sempre crescente de obesos coloca a cirurgia bariátrica no centro das atenções e de temas de atualidade, porque, como sabemos, a obesidade não consiste apenas no aumento exagerado do peso corporal e nas eventuais implicações estéticas e sociais que daí decorrem. A hipertensão, resistência à insulina, hipercolesterolemia, hiperuricemia e outros fatores de risco que acompanham a obesidade fazem dela um assunto de grande prioridade. O acompanhamento desses pacientes antes e após a cirurgia bariátrica merece a atenção criteriosa dos médicos que são responsáveis por esses pacientes. Na presente edição são cuidadosamente revisados e de leitura agradável os cuidados póscirúrgicos dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.