Home Busca Avançada Normas de Publicação Assinaturas Fale Conosco
Contact Us
 
 

 

CopyRight
Moreira Jr Editora
Proibida a reprodução sem autorização expressa


 
sêlo de qualidade
Like page on Facebook



Editorial
Edição de Dezembro de 2015
Joaquim Prado P. Moraes-Filho
Editor Científico

Ao folhear uma revista médica da década de 1970, observei um aspecto interessante. Embora os temas não
fossem totalmente diferentes dos de hoje, em alguns casos o enfoque era maior em enfermidades que eram
consideradas mais importantes ou estavam mais na moda. Ali figuravam pela primeira vez as estatinas que
recentemente haviam sido lançadas no mercado mundial em artigos de revisão tratando dos importantes
malefícios da hipercolesterolemia. Tambem havia muita ênfase em problemas articulares e dolorosos: os
anti-inflamatórios não-hormonais estavam em destaque e ali se descreviam os novos os inibidores da cox-2.
Atualmente tambem temos temas que são importantes e que, por outro lado, tem sido mais comentados
e merecido destaque de ocasião: muito se fala, por exemplo, em produtos biológicos, em probióticos, em
antitrombóticos, em novos antineoplásicos. Na gastroenterologia clínica tambem ocorre a mesma situação:
tem-se caracterizado a frequência elevada de algumas enfermidades e alem disso outras tem se
destacado pelo prejuizo na qualidade de vida. Em determinados casos fortuitamente os conhecimentos
da doença tem evoluido rapidamente ou uma nova ou diferente abordagem tem permitido maior alcance
terapêutico. A esofagite eosinofílica e a síndrome do intestino irritável, objetos do presente
número, são bons exemplos dessas condições.
A esofagite eosinofílica era frequentemente confundida com a doença do refluxo gastroesofágico e só começou
a ser efetivamente melhor conhecida na última década. Particularmente nos últimos anos os conhecimentos
tem se avolumado, assim como a prevalência que tem crescido de forma notória. Vale comentar que, tal como
ocorre com outras enfermidades que uma vez bem estabelecidas passam a ser mais diagnosticadas, tambem
os conhecimentos sobre a esofagite eosinofílica tem sido mais divulgados e, provavelmente, o diagnóstico tem
tambem sido realizado mais vezes com sucesso graças ao melhor conhecimento da doença. Uma revisão bem
orientada e minuciosa sobre esofagite eosinofíca como a que ora apresentamos, atual quanto aos aspectos diagnósticos
e do tratamento, certamente virá ao encontro dos colegas interessados em se atualizar sobre a doença.
A denominada síndrome do intestino irritável pode na verdade ser considerada uma doença que tem ganho
maior interesse do clínico geral e do especialista por sua elevada e crescente prevalência e pelo bem estar
dos pacientes preocupados com seus sintomas. A síndrome tem ultimamente sido objeto de numerosos
estudos não somente pela prevalência elevada e relativo desconhecimento das origens, mas tambem pelo
prejuízo importante que acarreta na qualidade de vida dos pacientes por ela acometidos. A etiopatogenia
e a fisiopatologia apresentam ainda aspectos incertos ou mal caracterizados o que, algumas vezes, pode
dificultar o tratamento uma vez que a causa efetiva da doença pode permanecer desconhecida. A caracterização diagnóstica, por outro lado, está bem estabelecida bem como a participação psico-emocional na maioria dos pacientes. Com isso alinham-se alternativas terapêuticas com boas possibilidades de sucesso. O
artigo de revisão publicado neste número sobre a síndrome do intestino irritável, abrangente e bem escrito,
foca os aspectos conhecidos e mais atuais da enfermidade e constitui uma fonte moderna e atual sobre a
enfermidade que, com certeza, será objeto da atenção cuidadosa dos leitores.