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Editorial
Eu tenho ORGULHO DE SER PSIQUIATRA
Vladimir Bernik
Editor Científico
RBM Ago 14 V 71 n esp h1
Neuropsiquiatria

Indexado LILACS LLXP: S0034-72642014016700002

No próximo XXXII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, a realizar-se em Brasília entre 15 e 18 de outubro, o "slogan" ORGULHO DE SER PSIQUIATRA completa dois anos. O incentivo parte de toda a classe e é liderada pelo seu presidente Antonio Geraldo da Silva.

Lançado em Natal, em outubro de 2012, pela ABP - Associação Brasileira de Psiquiatria, o slogan vem recebendo adesões maciças dos psiquiatras brasileiros. A ideia foi simplesmente genial, já que representou uma convicção de todos os profissionais da área, que sempre sentiam orgulho em exercer a Psiquiatria, mas ainda não sabiam como expressar este orgulho, pois não tinham um lema nem uma bandeira para os seus sentimentos.

Agora a bandeira é o novo logo da ABP e o lema é o orgulho de ser psiquiatra. Mas ser psiquiatra sempre representou o desejo de inúmeros médicos, hoje abrigados na ABP, e outros que anualmente fazem a revalidação de seus cursos para se tornarem especialistas. Submetem-se a rigoroso exame nos dias de cada congresso anual e entram na especialidade engrossando o número dos que já lá estão. O crescimento é dos maiores entre todas as especialidades. Que o diga a Associação Médica Brasileira.

Este congresso jamais deixou de acontecer. Sempre numa capital do país. Desta vez na capital do Brasil. Sempre reunindo a maior parte dos médicos e principalmente os mais representativos em suas áreas de trabalho, que partilharam o seu conhecimento com os demais colegas, a maior parte ainda bastante jovem e iniciante na profissão.

Nos dois últimos, em Natal e em Curitiba, os espaços eram tão imensos que havia necessidade de se colocarem poltronas nos percursos de modo a permitir que os congressistas pudessem descansar, quando percorriam as instalações. Enormes filas se formavam nos pontos de embarque para o Congresso e nos de retorno aos hotéis. Algumas das reclamações que se ouviam era de que faltava transporte para tantos congressistas... ou o número de congressistas sobrepujou em muito as expectativas de seus organizadores?

Além do mais, funcionavam simultaneamente anfiteatros e salas de reuniões, quase todos os espaços repletos de participantes. Os temas apresentados eram sempre de interesse geral, além de alguns específicos dirigidos a alguns grupos menores, mas de ouvintes altamente envolvidos em estudos nos assuntos em debate.

Brasília não será diferente,
O programa começou a ser traçado desde o encontro de outubro do ano passado e os assuntos a serem apresentados foram sendo rigorosamente analisados e selecionados, buscando aqueles que apresentassem mais interesse ou mais modernidade.

Além dos debates sobre as patologias psiquiátricas mais comuns e de maior interesse geral, foram também selecionados temas modernos entre os quais, somente para citar um único exemplo, o da influência climática sobre as doenças mentais.

O lema da Associação Brasileira de Psiquiatria, "A Psiquiatria e os avanços da Neurociência" define a busca da ampliação e da abrangência do conhecimento psiquiátrico estudando-se o todo. A Psiquiatria não mais se limita aos conhecimentos das patologias da especialidade, mas parte em busca de suas origens e etiologias, dos tratamentos, que vai da genética ao campo social.

Contudo, cabe um grande mérito as atuais diretorias da ABP, sob a liderança do doutor Antonio Geraldo da Silva, procurar avançar no entendimento das doenças mentais e do paciente psiquiátrico por parte da população em que reina o desconhecimento e o distanciamento da realidade científica, mesmo porque, até na classe médica, ainda existem preconceitos quanto a Psiquiatria, suas bases, seus quadros clínicos, seus tratamentos e... seus pacientes.

A campanha de esclarecimento popular quanto a especialidade é hoje talvez a grande tarefa que desafia os psiquiatras e a própria especialidade. Combater preconceitos e marginalização de pacientes é ainda o grande desafio de toda a classe e um serviço para a Humanidade.

Mais que simplesmente substituir o já 'superado' DSM-IV, mesmo em sua edição mais atualizada, a TR, pelo novo e magnífico DSM 5, é uma grande tarefa para o especialista, mas maior ainda é o trabalho de aproximar a Psiquiatria da grande população brasileira tão carente de esclarecimentos e de informações.

Este é mais um ano de trabalho com o encontro de profissionais de todo o Brasil. E, talvez, uma nova esperança possa nascer ao se imaginar que a luta contra este obscurantismo se irradie - cada vez mais - a partir da Capital do País para todos os recantos.

Este é o maior desafio de mais um Congresso Brasileiro de Psiquiatria.