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Editorial
Apresentação da edição Agosto de 2014
Revista Brasileira de Clínica e Terapêutica Ago 14 V 40 N 1

É com muita satisfação que iniciamos uma publicação que certamente vai agradar aos leitores. Serão revisados aspectos modernos e práticos de enfermidades de prevalência elevada e de grande interesse clínico, em uma linguagem prática e descomplicada. No primeiro número da Clínica e Terapêutica Neurologia, teremos três temas que certamente preenchem os critérios acima: Enxaquecas, Depressão e Dor Neuropática em idosos.

A enxaqueca ou migrânea é caracterizada principalmente por crises de cefaleias pulsantes e/ou em pressão, altamente incomodativas, de intensidades variáveis. O esforço físico costuma agravar as crises, que podem durar de horas a alguns dias. A frequência das crises é bastante variável e a fisiopatologia ainda complexa. O tratamento adequado com significativa resposta terapêutica induz à redução na frequência das crises e importante alívio para os pacientes. Nesse caso, cita-se entre as drogas mais utilizadas os beta-bloqueadores, os antidepressivos, os neuromoduladores, destacando-se dentre estes o topiramato, além dos antagonistas da serotonina, dos canais de cálcio e outros.

A depressão ou transtorno depressivo maior incide mais em mulheres, ocorre em qualquer idade, com maior probabilidade no início da puberdade, constituindo uma importante causa de adoecimento e invalidez em nível global. Não é incomum pacientes depressivos apresentarem predomínio de sintomas físicos em vez de emocionais. Fadiga, indisposição física, tonturas, palpitações, insônia, dores generalizadas, humor deprimido, diminuição do prazer, insônia ou hipersônia são exemplos de manifestações que conduzem ao diagnóstico efetivo. O tratamento pode ser multidisciplinar. Para casos leves a moderados a psicoterapia pode ser suficiente. Nos casos em que existe indicação de farmacoterapia, os antidepressivos mais utilizados são os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSN), bupropiona e martazepina, dentre outros.

A dor neuropática é conceituada como dor consequente à lesão ou doença primária do sistema nervoso periférico ou central. A prevalência aumenta com a idade. A dor interfere nas atividades físicas diárias, no humor, no sono e na capacidade de vida produtiva, com importantes consequências na qualidade de vida do paciente. O diagnóstico muitas vezes é difícil. Entre idosos, as principais causas são a polineuropatia diabética, a neuralgia pós-herpética, as discopatias e doenças neoplásicas. Em idosos os fármacos devem ser iniciados em monoterapia, na menor dose efetiva com aumento gradual até a resposta terapêutica com mínimo de eventos adversos. As drogas de escolha são os estabilizadores de membrana, os antidepressivos tricíclicos, os inibidores seletivos de receptação da serotonina e noradrenalina e analgésicos.

Dentro do contexto inovador de uma revista totalmente brasileira, as críticas e sugestões dos colegas leitores serão bem-vindas.