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GANEPÃO 2013
INTERESSE CIENTÍFICO - IC 2

IC001 - IMPACTO DA DIETA MATERNAL "OCIDENTALIZADA" SOBRE A INGESTÃO ALIMENTAR, GORDURA VISCERAL E METABOLISM DOS DESCENDENTES MACHOS

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Cavalcante TCF, Silva JML, França AKS, Trindade NGV, Nascimento E, Burgos MGPA.

Objetivos: Analisar as consequências de uma dieta de "estilo occidental" durante a vida perinatal sobre a ingestão alimentar, peso corporal, gordura visceral, tolerância à glicose e concentração de glicose e lipídios no soro dos desecendentes machos. Materiais e Métodos: Ratas (n=12) tiveram livre acesso à água e dietas: Controle (C) ou ocidentalizada (W) durante gestação/lactação. Composição dietética em kcal%: C=19,5% proteína, 61,9% carboidrato, 17,7% lipídios, 3,6kcal/g, 5gfibra; W=19,9% proteína, 49,3% carboidrato, 31,5% lipídios, 4,2Kcal/g, 2,4gfibra. Ao desmame, filhotes foram mantidos com dieta padrão e divididos em dois grupos (CC=8; WC-8). Aos 35 e 110 dias de vida, foram colocados em gaiolas individuais e consumo diário determinado. Aos 110 dias, teste de tolerância à glicose foi realizado e aos 140d amostras do sangue foram obtidas por punção cardíaca (após 12h de jejum) e o soro armazenado a -70ºC até análise. Significância foi de P<0,05. Para fins estatísticos usou-se teste "t" de Student para comparar peso corporal e órgãos, ingestão alimentar, bioquímica e gordura visceral; ANOVA two-way de medidas repetidas seguido do teste de Bonferroni foram usados para o teste de tolerância à glicose tendo dieta materna e tempo como variáveis. Resultados: Peso corporal, peso relativo dos órgãos, gordura visceral, glicose e lipídios séricos (triglicérides, colesterol total e frações) foram determinados. O grupo WC mostra 15% de elevação de peso ao desmame comparado ao CC (CC= 48,2±1,4g; WW=55,4±1,2g, P<0,01) e alta ingestão alimentar na vida adulta (CC=6,3±0,1g/100g; WW=7,2±0.2g/100g, P<0,01), assim como maior gordura visceral (CC=3,01±0,11g/100g; WW=4,01±0,01g/100g, P=0,01), triglicérides (CC= 0.51±0.04mmol/L; WW=0,82±0,32mol/L) e VLDL-c (CC=0,19± 0,02mmol/L; WW=0,38±0,03mmol/L). Em adição, o teste de tolerância à glicose mostrou maior área sob a curva (mg/dL por 120min) em WW comparado ao CC (CC= 51.860±531.6; WW=73.630 799.2, P=0.02). Conclusão: A dieta da mãe no início da vida pode alterar a longo prazo a ingestão alimentar, a gordura visceral, perfil lipídico e o risco de distúrbios metabólicos dos seus descendentes na vida adulta mesmo quando os filhotes passam a receber dieta padrão após o desmame. Unitermos: Dieta Materna de Estilo Occidental, Descendentes Adultos, Ingestão Alimentar, Metabolismo da Glicose.

IC002 - QUALIDADE PROTEICA DA SUPLEMENTAÇÃO DA DIETA DE BASE DO PARÁ (DBR-PA) ADICIONADA DE AMARANTO CRUENTUS DURANTE AS FASES DE LACTAÇÃO DE RATOS WISTAR

Instituição: Universidade Federal do Pará, Belém - PA
Autores: De Souza MAM, De Souza AEM, Silva FBM, Mendes WAA, Nogueira MPS.

Objetivos: O estudo objetivou avaliar o impacto da suplementação da farinha instantânea de amaranto adicionada de arroz na proporção de 30/70% na dieta de base de uma população do norte do Brasil. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado em 6 ratas alimentadas na gestação com dieta controle 22% de proteínas e acompanhadas no pós parto imediato, assim como seus filhotes em número de 30 da linhagem Wistar durante o período de aleitamento, comparando-se os animais de dieta hipoproteica -7,8% de proteína, aos tratados com a dieta suplementada - 11,33% de proteínas. A dieta hipoproteica foi confeccionada com alimentos de base de uma população do norte do País, e a suplementada foi elaborada adicionando-se 30% da farinha de amaranto. A dieta controle é a comercializada. O peso foi aferido diariamente. A qualidade da proteína da dieta foi mensurada pelo valor de lactância, perfil de aminoácidos e escore de aminoácidos. Resultados: Os resultados revelaram que a dieta hipoproteica promoveu perda de peso nos animais desde o período de aleitamento com acentuada perda de peso nas ratas mãe e nos filhotes aos desmame. A dieta teste promoveu ganho de peso no aleitamento, tanto nas ratas mães p<0,05, como nos filhotes a partir do 14º dia p<0,05, aos 21 dias p<0,05. Conclusão: Ao final do estudo concluíram que a suplementação da dieta hipoproteica com a farinha instantânea de amaranto foi capaz de promover ganho de peso satisfatório no aleitamento tanto para as lactantes como para os lactentes. Unitermos: Amaranto, Valor de Lactância, Hipoproteica.

IC003 - SUPLEMENTAÇÃO DE POLIDEXTROSE: UM ALIADO CONTRA DOENÇAS CORONARIANAS

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói - RJ
Autores: Anjos JS, Azevedo MC, Correia-Santos AM, Rego TS, Martucci RB, Boaventura GT.

Objetivos: Avaliar o efeito da polidextrose (fibra solúvel) nos níveis de triacilglicerol em ratos Wistar. Materiais e Métodos: Doze Rattus norvegicus, variedade Albinus, linhagem Wistar, recém-desmamados, foram divididos em dois grupos experimentais. Cada ração foi elaborada com um tipo de fibra diferenciado: Grupo controle (GC), n=6, ração com 10% de celulose; Grupo polidextrose (GPX), n=6, ração com 10% de polidextrose. Os ingredientes foram pesados e homogeneizados em batedeira industrial HOBART, com água fervente. A massa foi transformada em pellets e seca em estufa ventilada a 600C/24h, e armazenada sob refrigeração até o uso. Cada grupo foi submetido a uma dieta por 28 dias, quando foram sacrificados para coleta do sangue por punção cardíaca. A análise de triglicerídeo(g/dL) foi realizada com a utilização de kit da BIOCLIN. Os dados foram submetidos à comparação entre os grupos utilizando-se o teste t student para dados independentes. Os resultados foram apresentados em média + erro padrão. A significância foi estabelecida ao nível de pd"0,05. Resultados: O GPX apresentou valores de triacilglicerol (47,73+/-4,613) significativamente inferiores (p<0,05) quando comparados ao GC (80,68+/-10,05). Conclusão: A suplementação de polidextrose foi capaz de diminuir os níveis de triacilglicerol em ratos saudáveis. A utilização diária de polidextrose na concentração de 10% da dieta pode ser um aliado contra doenças coronarianas. Unitermos: Ratos, Polidextrose, Fibra, Triacilglicerol

IC004 - EFEITO DO USO DO ÓLEO DE LINHAÇA DURANTE O PERÍODO PERINATAL EM RATAS INDUZIDAS AO DIABETES SOBRE O TECIDO ADIPOSO DA PROLE DE MACHO NA VIDA ADULTA (100 DIAS)

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói - RJ
Autores: Anjos JS, Correia-Santos AM, Suzuki A, Vicente GC, Lenzi-Almeida KC, Boaventura GT.

Objetivos: Avaliar o uso do óleo de linhaça durante a gestação e lactação de ratas wistar diabéticas sobre o tecido adiposo da prole de macho aos 100 dias de vida. Materiais e Métodos: 12 ratas Wistar foram induzidas ao diabetes por dieta hiperlipídica (DH) (60%) durante quatro semanas e única dose baixa de estreptozotocina (35 mg/kg). Outras 6 ratas não foram induzidas. Após a confirmação da diabetes (glicose > 300 mg/dL), as ratas foram acasaladas, e, confirmada à gestação, foram divididas em três grupos (n=6): grupo hiperlipídico (GH) (diabéticas recebendo DH, 49%), grupo óleo linhaça (GOL) (diabéticas recebendo DH, 49%, onde o óleo de soja foi trocado pelo óleo de linhaça) e grupo controle (GC) (não diabéticas recebendo dieta controle). Esse esquema de alimentação foi feito durante a gestação e lactação. Ao desmame, os filhotes machos dos três grupos (n=6 por grupo) receberam ração comercial para ratos e aos 100 dias de vida foram pesados e sacrificados para retirada do tecido adiposo retroperitoneal e genital que foram pesados em balança analítica. Para a comparação dos grupos foi utilizado o teste ANOVA e pós-teste de Tukey, tendo p<0,05 como nível de significância. Resultados: Houve aumento da massa relativa de tecido adiposo retroperitoneal nos machos do grupo hiperlipídico (+18,7%) quando comparado ao grupo controle. Já o grupo óleo de linhaça mostrou redução da massa de tecido adiposo quando comparada ao grupo controle (-31,2%) e grupo hiperlipídico (-42,1%) (GC:1,6±0,2%, GH: 1,9±0,2, GOL:1,1±0,2%, p=0,0298). Concernente a massa de tecido adiposo genital, os machos não apresentaram diferença estatística (p=0,2182) entre os pesos relativos. Ao somarmos a massa relativa de ambos os tecidos, retroperitoneal e genital, não encontramos diferenças entre os grupos, mas podemos observar que a massa relativa total de tecido adiposo do grupo óleo de linhaça foi menor, 21,4% e 18,5% quando comparada aos dois outros grupos, controle e hiperlipídico, respectivamente. (GC: 2,8±0,3%, GH: 2,7±0,3, GOL: 2,2±0,2%, p=0,2678). Conclusão: O presente estudo demonstrou que o óleo de linhaça quando utilizado no período perinatal por mães diabéticas "programa" a prole macho para uma quantidade menor de gordura total aos 100 dias. Unitermos: Programação Metabólica, Dieta Hiperlipídica, Estreptozotocina, Tecido Adiposo, Prole.

IC005 - EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DO ÓLEO DE LINHAÇA NA PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA DE PROLE MACHO ORIUNDA DE RATAS DIABÉTICAS

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói - RJ
Autores: Anjos JS, Correia-Santos AM, Suzuki A, Vicente GC, Lenzi-Almeida KC, Boaventura GT.

Objetivos: Avaliar o efeito do tratamento à base de óleo de linhaça sobre a evolução da hipertensão arterial da prole de machos aos 90 dias oriundos de ratas wistar diebéticas. Materiais e Métodos: 12 ratas Wistar foram induzidas ao diabetes por dieta hiperlipídica (HF) (60%) durante quatro semanas e baixa dose única de estreptozotocina (35mg/Kg). Outras 6 ratas não foram induzidas. Após a confirmação da diabetes (glicose>300mg/dL), as ratas foram acasaladas, e, confirmada à gestação, foram divididas em três grupos (n=6): grupo hiperlipídico (HF) (diabéticas recebendo DH, 49%), grupo óleo linhaça (GOL) (diabéticas recebendo DH, 49%, onde o óleo de soja foi trocado pelo óleo de linhaça) e grupo controle (GC) (não diabéticas recebendo dieta controle). Esse esquema de alimentação foi feito durante a gestação e lactação. A pressão arterial sistólica foi aferida aos 90 e aos 180 dias, por método não invasivo de pletismografia caudal. Para a comparação dos grupos foi utilizado o teste ANOVA e pós-teste de Tukey, tendo p<0,05 como nível de significância. Resultados: Aos 90 dias, o HF (145,5+1,19 mmHg) apresentou um nível de pressão arterial sistólica significativamente maior (p<0,0003) quando comparado ao GC (111,2+7,69 mmHg). Já aos 180 dias, o grupo HF (174+9,42 mmHg) apresentou diferença significativamente maior (p<0,0102) quando comparados ao GOL (129,4+4,10 mmHg). Conclusão: O óleo de linhaça apresentou efeitos benéficos na proteção da prole em relação ao aumento da pressão arterial sistólica tanto aos 90 como aos 180 dias, não apresentando diferença estatística quando comparado ao controle. Unitermos: Pressão Arterial, Ratos Wistar, Programação Metabólica, Linhaça.

IC006 - EFEITOS DO CONSUMO PROLONGADO DA SEMENTE DE LINHAÇA SOBRE PARÂMETROS DE RISCO CARDIOVASCULAR EM RATOS

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói - RJ
Autores: Brant LHC, Cardozo LFMF, Vicente GC, Suzuki A, Boaventura GT, Chagas MA.

Objetivos: O objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos do consumo prolongado de uma dieta contendo 25% de semente de linhaça como terapia preventiva sobre parâmetros de risco cardiovascular em ratos Wistar saudáveis com 250 dias de vida. Materiais e Métodos: Foram utilizadas ratas grávidas Wistar, provenientes do Laboratório de Nutrição Experimental/UFF, mantidas em biotério com temperatura (21-23°C) e ciclo claro-escuro (12/12h) controlados, recebendo água e ração ad libitum. Após o parto foram aleatoriamente divididas em 2 grupos: Grupo Controle (GC), com ração à base de caseína e Grupo Linhaça (GL), com ração à base de caseína contendo 25% de semente de linhaça. Ao desmame, 12 filhotes machos de cada grupo continuaram recebendo as rações experimentais dos seus grupos de origem (10% de proteína, AIN-93M) até a idade adulta, quando foram sacrificados, aos 250 dias de vida, para a coleta do sangue por punção cardíaca. Foram analisados os seguintes parâmetros: colesterol, glicose, massa de gordura visceral e espessura da artéria aorta. As análises estatísticas foram realizadas pelo programa SPSS for Windows 10.0, sendo estabelecida a significância ao nível de p<0,05. Resultados: Observou-se aos 250 dias no grupo linhaça menores valores para o colesterol (-36%, GL = 68,9±10,6 mg/dL; GC=108,5±21,5 mg/dL; p<0,000); menores valores de glicose (7%, GL = 95,7±5,3 mg/dL; GC = 103,2±6,6 mg/dL; p=0,004); MGV relativa (-29%, GL = 7,6 ± 1,7 g/100 g peso corporal; GC = 10,8±2,3g/100 g peso corporal; p= 0,0016) e uma menor espessura da artéria aorta (GL = 0,13±0,01 hcm; GC = 0,15±0,02 hcm; p< 0,005). Conclusão: Embora a extrapolação dos resultados de estudos em animais para humanos deva ser feita com cautela, esta pesquisa em ratos saudáveis demonstrou que a farinha da semente de linhaça, consumida de forma prolongada, diminuiu a remodelação aórtica e pode ser utilizada como medida preventiva na modulação de alguns fatores de riscos modificáveis relacionados a doença cardiovascular. Unitermos: Semente de Linhaça, Ratos, Doenças Cardiovasculares, Glicose, Colesterol.

IC007 - AVALIAÇÃO DOS EFEITOS PREVENTIVOS DE UMA DIETA RICA EM ÔMEGA 3 SOBRE OS INDICADORES DA INFLAMAÇÃO E DA OBESIDADE EM RATAS

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói - RJ
Autores: Brant LHC, Cardozo LFMF, Vicente GC, Suzuki A, Boaventura GT, Velarde LGC.

Objetivos: Verificar o efeito da suplementação da semente de linhaça, oleaginosa rica em ômega 3, no peso corporal e nos teores plasmáticos de Interleucina-6 em ratas Wistar saudáveis que consumiram a semente desde a lactação até a idade adulta. Materiais e Métodos: Foram utilizadas ratas Wistar grávidas, mantidas em biotério com temperatura controlada (21 a 23°C), ciclo claro-escuro (12/12h), recebendo água e ração ad libitum. Após o parto ratas lactantes foram divididas em 2 grupos: grupo controle (GC) com ração à base de caseína, e grupo linhaça (GL) ração caseína adicionada de 25% de semente de linhaça, ambas com 17% de proteína. Ao desmame, 12 filhotes de cada grupo permaneceram no experimento, sendo escolhidos de forma aleatória, recebendo as rações acima, porém com 10% de proteína até completarem 200 dias de vida. Para a verificação do ganho de peso corporal, as ratas foram pesadas individualmente 3 vezes por semana em balança comercial marca Gehara® durante todo o período experimental. A Interleucina-6 foi dosada ao final do experimento pelo método ELISA com Kit comercial. A análise estatística foi realizada com a ajuda do software S-Plus for Windows 6.0, sendo estabelecida a significância ao nível de p<0,05. Resultados: O GL apresentou menor valor no peso corporal (GL: 317,2±9,33g; GC:352,91±24,03g; p=0.001), e uma redução de 21% nas concentrações séricas de interleucina-6 em comparação ao grupo controle (GL: 73,61±18,03pg/ml; GC: 92,36±18,21pg/ml; p=0,1036), porém sem diferença estatística. Conclusão: Nossos resultados demonstram que uma dieta suplementada com semente de linhaça é capaz de modular o ganho de peso, mesmo em animais saudáveis, o que sugere uma ação preventiva contra o desenvolvimento da obesidade. Quanto ao marcador inflamatório esta oleaginosa não foi eficiente em alterar sua concentração, porém houve uma tendência positiva em relação à redução do processo inflamatório. Unitermos: Linhaça, Peso Corporal, Ratos, Interleucina-6.

IC008 - AVALIAÇÃO DO CONSUMO PROLONGADO DA SEMENTE DE LINHAÇA (LINUM USITATISSIMUM) NOS PARÂMETROS QUE CONTRIBUEM PARA A SÍNDROME METABÓLICA EM RATAS WISTAR SAUDÁVEIS

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói - RJ
Autores: Brant LHC, Cardozo LFMF, Anjos JS, Boaventura GT, Velarde LGC.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da semente de linhaça nos níveis de glicose sanguínea e perfil lipídico, fatores diretamente ligados a Síndrome Metabólica, em ratas Wistar saudáveis que consumiram linhaça desde a lactação até a idade adulta. Materiais e Métodos: Ratas com 90 dias de idade foram acasaladas na proporção de três fêmeas para um macho. Após o parto as mães foram distribuídas de forma aleatória em dois grupos durante o período de lactação: grupo controle (GC) recebendo dieta à base de caseína com 17% de proteína, e grupo Linhaça (GL), com dieta à base de caseína adicionada de 25% de semente de linhaça. Ao desmame, 12 filhotes de cada grupo, escolhidos ao acaso, continuaram a receber as rações citadas acima, porém com 10% de proteína, até os 200 dias de vida, quando foram eutanasiados. A coleta de sangue se deu por punção cardíaca. A glicemia foi verificada através do medidor automático (ACCU CHECK-Active, Roche®), com base na reação glicose-oxidase e o perfil lipídico através de kit comercial da Bioclin. A análise estatística foi realizada com a ajuda do software S-Plus for Windows 6.0, sendo estabelecida a significância ao nível de p<0,05. Resultados: Em relação ao perfil lipídico a adição de semente de linhaça na dieta de ratas Wistar resultou em menores teores plasmáticos de colesterol total (GL: 21,15±11,68mg/dl; GC: 47,92±3,87mg/dl; p<0,01), triglicerídeos (GL:74,54±19,75mg/dl; GC:150,91±35,47mg/dl; p=0,01) e VLDL (GL: 15,81±5,67mg/dl; GC:29,90±14,88mg/dl; p=0,02). O HDL não apresentou valores significantes, porém quando comparado com o GC houve um aumento de 14% nas concentrações séricas de ratas alimentadas com a oleaginosa (GL:123,31±23,44mg/dl; GC:108,20±15,48mg/dl; p=0,1538). A semente também alterou de forma satisfatória a glicemia das ratas suplementadas (GL: 102,25±10,86mg/dl; GC:122±8,12mg/dl; p=0,001). Conclusão: Os dados apresentados sugerem que a semente de linhaça contribui positivamente na prevenção dos fatores que podem desencadear a síndrome metabólica, e sua ação no metabolismo lipídico e glicêmico independe do estado nutricional, visto que as ratas utilizadas neste estudo eram saudáveis. Unitermos: Linhaça, Perfil Lipídico, Ratos, Glicose, Síndrome Metabólica.

IC009 - ANÁLISE COMPARATIVA DO GANHO DE PESO ENTRE DIETAS A BASE DE ARROZ POLIDO E ARROZ INTEGRAL: ESTUDO EM RATOS

Instituição: Anhanguera/UNIDERP, Campo Grande - MS
Autores: Araújo TF, Vargas TP.

Objetivos: Através deste trabalho objetivou-se avaliar se há diferença no índice de ganho de peso e no acúmulo de gordura intrínseca gerados pela ingestão de dois tipos de arroz, polido e integral, analisando em ratos a crença da população de que pode haver perda de peso substituindo o arroz polido, que é largamente consumido, pelo arroz integral, sem alterar a quantidade ingerida. Materiais e Métodos: GRUPOS EXPERIMENTAIS: Foram utilizados 15 ratos adultos machos, da linhagem Wistar, acomodados em ambiente controlado a +/- 22ºC, fotoperíodo de 12 horas claro e 12 horas escuro, por um período de 5 semanas. Os animais foram divididos em 3 grupos, conforme relato a seguir: Grupo arroz polido (G1): 5 animais adultos, com água ad libitum e ração padrão com adição de arroz polido, na proporção de 2:1; Grupo arroz integral (G2): 5 animais adultos, com água ad libitum e ração padrão com adição de arroz integral, na proporção 2:1; Grupo controle (G3): 5 animais adultos, ausência de intervenção experimental, mantendo ração padrão e a água ad libitum. PREPARO DAS RAÇÕES: Foi utilizados 1kg de arroz polido e 1kg de arroz integral, Após a cocção os grãos de arroz cozido foram misturados a ração padrão, mantendo a proporção de uma quantidade de 500g de arroz cozido para o dobro de ração. Por fim, foi oferecida cada qual para o seu respectivos grupos, sendo repostas 3x na semana. Resultados: O grupo que obteve maior ganho de peso corporal foi o do arroz integral, seguido pelo grupo do arroz polido e por fim o grupo controle. Os valores médios de peso corporal obtidos por grupo experimental, confirmando que o ganho de peso foi maior no G2 (158 ± 2,89) seguido dos grupos G1 (150,8 ± 8,08) e G3 (149,9 ± 8,25). Somente o grupo G2 mostrou diferença significativa em valor comparada com os outros grupos, analisando (p>0,05). Observou que o grupo 2 durante a pesquisa obteve 38,40% de ganho de peso enquanto os grupos 1 e 3 aumentaram respectivamente 27,30% e 35,6% do seu peso corporal. Verifica-se estatisticamente que os valores em porcentagem entre os 3 resultados não mostraram diferenças significativas (p>0,05). Verifica-se que mesmo o ganho de peso sendo significativamente maior no grupo (G2), os valores de gordura corporal não se diferem muito entre os grupos. O grupo (G2) adquiriu um pouco mais de gordura corporal, obtendo o valor de 4,8g comparado aos outros dois grupos (G1) e (G3), os quais apresentaram respectivamente 4,7g e 4,6g. Conclusão: O consumo de o arroz integral, que há muitos anos era utilizado como indicação em dietas de emagrecimento, também pode acarretar ganho de peso. Observando o ganho de peso maior dos ratos após a ingestão da ração a base de arroz integral, podemos constatar que a indicação em quantidades iguais para indivíduos que apenas almejam perda de peso, pode não ser a melhor escolha. Unitermos: Não informado.

IC010 - EFEITO HIPOGLICEMIANTE DA INGESTÃO DE MAÇÃ IN NATURA EM RATOS TRATADOS COM DIETA HIPERCALÓRICA

Instituição: Universidade Anhanguera Uniderp, Campo Grande - MS
Autores: Zanatta RM, Flavio FN, Trevizan LL, Martinez JPS, Bento LA, Bento LMA.

Objetivos: A ingestão de fibras solúveis (pectinas) gera efeitos benéficos à saúde, devido à relativa importância dessa substância no metabolismo da glicose e de lipídeos, nesse estudo objetivamos analisar o efeito hiperglicemiante de uma dieta hipercalórica em ratos Wistar e os efeitos hipoglicêmicos da ingestão de Malus domesticam Borkh (maçã) em ratos Wistar tratados com a ração hipercalórica. Materiais e Métodos: Utilizamos 36 ratos da linhagem Wistar, machos, adultos. Foram divididos em 4 grupos(n=9): dieta hipercalórica tratados (HT), hipercalóricos controle (HC), normocalóricos controle (NC), normocalóricos tratado (NT), durante 80 dias. Os animais foram mantidos em gaiolas coletivas, com ciclo claro/escuro (12/12h). Os grupos HT e HC receberam ração hipercalórica produzida semanalmente, sendo constituída por 15g de ração padrão, 10g de amendoim torrado, 10g de chocolate ao leite e 5g de biscoito maisena: moídos, misturados e moldados na forma de péletes e secados em estufa durante 24h à 60°C, e os controles ração padrão Nuvilab®. Após 60 dias iniciais, os ratos HT e NT foram colocados em gaiolas metabólicas, foi adicionada a dieta pedaços de maçã in natura, repostos a cada 2 dias. A glicemia e peso foram aferidos quinzenalmente com aparelho Accu Check e balança analítica. Os dados estão apresentados como média ± desvio-padrão e avaliados estatisticamente por análise de variância (ANOVA). Resultados: Durante os 60 dias de tratamento não foi observado diferença nos índices glicêmicos entre os grupos estudados, com o *p=0,2165. Após 60 dias do tratamento com a ração hipercalórica foi adicionado à dieta pedaços de maça in natura. Depois de 20 dias verificamos a redução da glicemia nos grupos HT e NT, *p < 0,0001, apresentando resultados: HT (92.11 ± 10.34), HC (122,7 ± 10.35), NC (117.33 ± 12,02) e NT (119 ± 8,68) em concordância com o efeito observado por Braga em 2009, em ratos diabéticos induzidos por aloxana com farinha da casca do maracujá. O peso corporal dos grupos: HT (391,44 ± 46,93), HC (458,44 ± 58,34), NC (400.46 ± 36,89) e NT (391,49 ± 57,87) não apresentaram diferenças significativas, com p> 0.05, no período de 60 dias; em discordância com Duarte, et al (2006) que observou que os ratos submetidos a dieta hipercalórica apresentaram maior ganho de peso em comparação a ratos com dieta normocalórica com dados estatísticos significativos. Conclusão: A adição da maçã na dieta promoveu uma diminuição significativa nos níveis glicêmicos do grupo HT, confirmando a hipótese inicial. Não foi observado perda de peso com a introdução da fibra na alimentação apesar das fibras produzirem a sensação de saciedade devido ao retardo do esvaziamento gástrico. Os resultados sugerem que dietas ricas em fibras são de grande importância no controle da glicemia. Unitermos: Dieta Hipercalórica, Hiperglicemia, Maçã, Ganho de Peso.

IC011 - PREBIOTIC AND PROBIOTIC EFFECTS ON ACUTE GOUT: IMPORTANCE IN RESOLUTION OF INFLAMMATORY RESPONSE

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG
Autores: Vieira AT, Martins FS, Canesso MCC, Nicoli JR, Mackay CR, Teixeira MM.

Objetivos: Gout is an inflammatory disease characterized by release of uric acid crystals into the joint cavity and neutrophil infiltration that leads to tissue damage. Our aim in this work is investigate the role of higher fibre diet (prebiotic) and Bifidobacterium longum (probiotic) in gout model. Materiais e Métodos: Gout model was induced in wild type C57/bl6 mice mice by intra-articular injection of Monosodium Uric Acid (MSU) crystals. Mice were maintained on a high fibre (10%) 2 weeks before and during MSU challenge. A single daily dose of 0.1 ml containing 108 colony forming units (CFU) was administrated intragastrically to each mouse. A control group was inoculated with phosphate buffer saline (PBS). Resultados: Mice feed with the fibre enriched diet and with probiotic Bifidobacterium longun reduced neutrophils infiltrate in knee cavity of mice challenged with MSU. Furthermore, treatment with acetate (the most ambudant SCFAs) was able to protected mice from injury by intra-articular injection of MSU crystal showing increasing anti-inflammatory mediators levels (IL-10 and TGFbeta) after MSU injection and increased apoptosis's neutrophils. Conclusão: Treatment with both prebiotic and probiotic protects against gout in mice by inducing resolution of inflammation. This work suggests that endogenous microbiota shapes the host's ability to resolve an inflammatory response and strategies that induces SCFAs production by gut microbiota provides a molecular link between diet, gastrointestinal bacterial metabolism and inflammation. Financial Support: Cnpq, Fapemig, Crc (Australia). Unitermos: Não informado.

IC012 - RELAÇÃO ENTRE TRIAGEM DE RISCO NUTRICIONAL (NRS 2002) E EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRIA NA SANTA CASA DE BELO HORIZONTE

Instituição: Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte - MG
Autores: Soares MG, Roncoleta F, Guimarães EM, Petroianu A.

Objetivos: Avaliar se o instrumento de triagem nutricional NRS-2002 apresenta correlação com a frequência de complicações pós-operatórias e a evolução clínica dos pacientes (permanência hospitalar, óbito, reinternações). Materiais e Métodos: O estudo foi desenvolvido a partir de dados de 200 pacientes atendidos nas enfermarias de especialidades cirúrgicas da Santa Casa de Belo Horizonte/MG, que foram triados por meio do NRS-2002 no período de 2010 a 2012 e constam no Ágeis Nutrition, banco de dados utilizado pela Nutrição Clínica. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos quanto à classificação de risco pela NRS-2002: grupo em risco nutricional (escore NRS e" 3) composto por 100 pacientes e grupo sem risco nutricional (escore NRS < 3) também composto por 100 pacientes. A coleta dos dados foi feita por análise dos prontuários. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa estatístico PRISM GraphPad Versão 3.0. Foram consideradas como diferenças significativas valores de p < 0,05. Resultados: A média dos dias de internação do grupo com risco nutricional apresentou-se significativamente superior (p < 0,0001) em relação ao grupo sem risco nutricional. (p < 0,0001). Entre o grupo sem risco nutricional não foi identificada a ocorrência de nenhuma complicação cirúrgica, enquanto que no grupo em risco nutricional as complicações clínicas foram observadas em 36% das amostras. O valor médio da pontuação do NRS-2002 foi de 2,2 (±2,0). Os óbitos só foram observados entre os pacientes pertencentes ao grupo com risco nutricional, representando 7% dos pacientes que obtiveram escore NRS e" 3 durante a triagem nutricional. 10% dos pacientes sem risco necessitaram de reinternação hospitalar enquanto que entre os pacientes com risco nutricional esse valor subiu para 17%, não havendo porém, diferença estatística (p> 0,05). Conclusão: A análise dos dados mostrou que o risco nutricional identificado através do escore NRS-2002 foi significativo para o desfecho em óbito (p=0,007), aumento do tempo de permanência hospitalar (pe"0,0001) e acometimento de complicações cirúrgicas e clínica (pe"0,0001), com exceção da reospitalização. Unitermos: Triagem Nutricional, NRS 2002, Evolução Pós-operatória.

IC013 - NRS 2002 COMO PREDITORA DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR EM CIRURGIAS DIGESTIVAS

Instituição: Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte - MG
Autores: Soares MG, Chaves JS, Guimarães EM, Petroianu A.

Objetivos: Avaliar o instrumento de triagem nutricional NRS 2002 e sua relação com permanência hospitalar em pacientes de cirurgias digestivas. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo com base em dados de 627 pacientes adultos e idosos que estiveram internados na Santa Casa de Belo Horizonte para realização de operações do sistema digestório e órgãos anexos, no período de julho 2010 a fevereiro de 2013 e cuja triagem nutricional NRS 2002 consta no banco de dados Ágeis Nutrition do Serviço de Nutrição Clínica do referido hospital. A aplicação do protocolo de triagem nutricional foi realizada por acadêmicos de nutrição treinados, em até 48 horas da internação hospitalar. Foi realizado teste de Kolmogorov-Smirnov e qui-quadrado para identificar as associações das variáveis analisadas. Resultados: A amostra foi constituída de 627 pacientes, sendo 45,9% do sexo masculino e 54,1% do sexo feminino. A média de idade dos pacientes foi de 55,4 com desvio padrão de ±17,3, mediana de 56,0. Houve predominância de pacientes identificados como em risco nutricional pelo NRS 2002 no grupo estudado, 56,3% contra 43,7% sem risco nutricional. Isto é, pacientes com risco nutricional foram mais frequentes que os pacientes sem risco nutricional. A média de permanência hospitalar foi de 18,3 com desvio padrão de ±20,3 dias, mediana de 12. Com risco 21,50 e desvio padrão de ±21,50, sem risco 14,06 com desvio padrão de ±17,84. A amostra foi dividida em 52 pacientes submetidos a cirurgias do esôfago, 33 do estômago, 44 do intestino delgado, 94 do intestino grosso, 9 de cirurgias hepáticas, 17 pancreáticas e 236 das vias biliares. O índice de gravidade do NRS é significativo para predizer o aumento da permanência hospitalar com valor de pd"0,0001. Conclusão: Pelo estudo o NRS 2002 é útil para predizer permanência hospitalar em pacientes de operações digestivas. Unitermos: Cirurgias Digestivas, NRS 2002, Permanência Hospitalar.

IC014 - USO DA MINI-AVALIAÇÃO NUTRICIONAL FORMA REDUZIDA REVISADA COMO INSTRUMENTO DE TRIAGEM NUTRICIONAL EM IDOSOS HOSPITALIZADOS E PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

Instituição: Hospital Universitário da Universidade São Paulo (HU-USP), São Paulo - SP
Autores: Gallello DC, Sousa APG, Carrera MC, Silva ALND.

Objetivos: Avaliar o risco nutricional em idosos hospitalizados através da mini avaliação nutricional na forma reduzida e revisada e elaborar uma proposta de fluxograma de intervenção nutricional. Materiais e Métodos: Estudo transversal, realizado com 253 idosos, de ambos os gêneros, com idade e" 65 anos internados nas clínicas médica e cirúrgica do Hospital Universitário da Universidade São Paulo. A partir dessa amostra foi realizada a caracterização demográfica (gênero e idade), avaliação antropométrica (circunferência da panturrilha), identificação do perfil clínico (diagnóstico de internação, comorbidades, procedência, via de alimentação e desfecho clínico), além da aplicação da mini avaliação nutricional na forma reduzida e revisada. A partir dos resultados obtidos propôs-se um fluxograma de intervenção nutricional. Foram realizados os testes de análise de variância (ANOVA) e coeficiente de correlação de Spearman, sendo considerado significativo p < 0,05. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 74,8 anos e desvio padrão de 7,0, sendo 49% do gênero masculino e 51% do feminino. Doenças dos aparelhos: circulatório (18,6%), digestivo (25,3%) e respiratório (11,1%) foram os diagnósticos de internação mais frequentes, sendo a hipertensão arterial (81,4%) a comorbidade prevalente. A via de alimentação oral foi verificada em 95,3% dos idosos na internação. Os resultados da mini avaliação nutricional na forma reduzida e revisada mostraram que 68,0% dos idosos apresentavam risco nutricional e desnutrição. Catorze pacientes (5,5%) evoluíram a óbito, sendo que 85,7% desses foram classificados como desnutridos ou em risco nutricional. A análise de quartis indicou que os idosos no maior quartil de idade (80 a 93 anos) apresentaram os menores valores de circunferência da panturrilha. Foi verificada correlação negativa e fraca entre a circunferência da panturrilha e o tempo de permanência hospitalar (r=-0,198; p=0,002). Conclusão: A ferramenta de triagem nutricional utilizada mostrou-se simples, prática e aplicável na rotina hospitalar. Os resultados obtidos permitem a identificação rápida de idosos que necessitam de intervenção nutricional precoce, contribuindo para a sua recuperação ou manutenção do estado nutricional. O uso de um fluxograma de intervenção nutricional pode ser um facilitador desse processo. Unitermos: Triagem Nutricional, Idosos Hospitalizados, Risco Nutricional, Intervenção Nutricional.

IC015 - ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A MINI AVALIAÇÃO NUTRICIONAL REDUZIDA E UMA FERRAMENTA DE TRIAGEM NUTRICIONAL PRODUZIDA EM UM HOSPITAL PRIVADO

Instituição: Hospital Copa D'or, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Milanez DSJ, Leite MO, Custódio CS, Lopes NLA, Gomes KLP, Rocha EEM.

Objetivos: Comparar a eficácia da Triagem Nutricional (TrN) na detecção do Risco Nutricional (RN), através de um protocolo próprio de TrN instituído em um hospital privado com uma ferramenta para TrN cientificamente validada para pacientes idosos: a Mini Avaliação Nutricional Reduzida (MNAr). Materiais e Métodos: No mês de Março de 2013, 301 pacientes idosos (I) com e" 60 anos (74,4±9,2 anos), onde 141 (46,8%) eram masculinos e 160 (53,2%) femininos, internados nas unidades de terapia intensiva + semi intensiva (UTI) e unidades de internação (UI), foram submetidos a TrN para a avaliação do RN nas primeiras 24h da internação hospitalar. Para todos os pacientes, utilizou-se a MNAr e um protocolo próprio do hospital (ARNi) que considera as informações de percentual de perda de peso (%PP) segundo Blackburn (1977) e o índice de massa corporal (IMC) por Lipschitz (1994), onde qualquer uma dessas, ou ambas, podem caracterizar o RN do paciente. Foi feita a comparação entre os resultados do MNAr (estado nutricional normal - ENN, sob risco de desnutrição + desnutrido - RDD) com o ARNi (sem RN - sRN, com RN - cRN) para todos os pacientes, bem como somente nas UTI e UI. A estatística utilizada foi paramétrica com significância em d"5%. Resultados: Do total, 178 e 123 ENN e RDD pelo MNAr e 217 e 84 sRN e cRN pelo ARNi, respectivamente, p=0,001, porém para RDD (123-40,86%) vs cRN (84-27,9%) p=0,078. Nas UTI, 64 e 69 eram ENN e RDD pelo MNAr e 92 e 41 eram sRN e cRN pelo ARNi, respectivamente, p=0,0001, bem como para ENN (64-48,1%) vs sRN (92-69,17%) e RDD (69-51,87%) vs cRN (41-30,8%), p=0,013 e p=0,051, respectivamente. Contudo nas UI, 114 e 54 eram ENN e RDD pelo MNAr e 125 e 43 eram sRN e cRN pelo ARNi, respectivamente, p=0,229, sendo o ENN (114-67,85%) vs sRN (125-74,4%) e RDD (54-32,1%) vs cRN (43-25,6%), p=0,64 e p=0,64, respectivamente. Sem diferença entre MNAr e ARNi para UTI vs UI, p=0,59. Do total de pacientes, pelo MNAr: os RDD da UTI (69-22,9%) vs RDD da UI (54-17,9%), não houve diferença, p=0,65, como também pelo ARNi: cRN na UTI (41-13,6%) vs cRN na UI (43-14,3%), p=0,86. Separadamente, o MNAr e o ARNi, na UI, monstraram diferença entre RDD (54-32,1%) e ENN (114-67,8%), e cRN (43-25,6%) e sRN (125-74,4%), p=0,0001, mas na UTI, essa análise foi semelhante somente para o ARNi: cRN (41-30,8%) e sRN (92-69,2%), p=0,001. Conclusão: A análise específica dos dois parâmetros: %PP segundo Blackburn (1977) e o IMC por Lipschitz (1994) não são suficientes para avaliar o RN no processo de TrN, principalmente nos pacientes em UTI, no entanto, na UI houve uma melhor associação dessa comparação entre o MNAr com o ARNi. Unitermos: Triagem Nutricional, Índice de Massa Corporal, Mini Avaliação Nutricional Reduzida, Idoso.

IC016 - COMPARAÇÃO ENTRE IMC E ASG NA PREDIÇÃO DO RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS

Instituição: Hospital Universitpario de Sergipe, Aracaju - SE
Autores: Dantas CAO, Pereira LC, Filha EOS, Araujo AM, Lins SD, Lacerda DC.

Objetivos: Comparar o IMC e ASG na predição do Risco Nutricional de pacientes hospitalizados. Materiais e Métodos: Estudo transversal com pacientes de ambos os gêneros, internados na clínica médica em um hospital universitário. O estado nutricional foi avaliado por meio do Índice de Massa Corporal e pela Avaliação Subjetiva Global (ASG) nas primeiras 48 horas de admissão. Para análise estatística dos dados foi utilizado o SPSS versão 18.0. A análise comparativa dos dados foi realizada pelo teste do Qui-Quadrado, sendo o nível de significância adotado de 5% ou p<0.. esultados: A amostra foi composta por 91 pacientes com média de idade de 41 ± 15 anos, sendo 59,3% (n=52) do sexo masculino. Quanto ao IMC, observou-se que 49,5% (n=45) eram eutróficos, 39,6% (n=36) desnutridos e 11% (n=10) apresentaram excesso de peso. Em relação à ASG, 39,1 % (n= 31) dos pacientes estavam bem nutridos e o estado de desnutrição ou risco nutricional foi encontrado em 65,9% (n=60) da amostra. Observou-se uma maior sensibilidade para detecção de risco nutricional na avaliação pela ASG (p=0,002). Conclusão: Diante dos resultados encontrados, torna-se evidente que ASG detectou maior prevalência de desnutrição quando comparado ao IMC e, desse modo, tem se mostrado como boa opção na predição de risco nutricional em pacientes hospitalizados. Unitermos: Desnutrição, Estado Nutricional, Avaliação Subjetiva Global.

IC017 - ANÁLISE DO ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES CRÍTICOS ADMITIDOS EM UM CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande - MS
Autores: Oliveira MCF, Leite APN, Palácio BM, Faria EHS, Freitas KC, Guimarães RC.

Objetivos: Analisar o estado nutricional de pacientes críticos admitidos em um Centro de Terapia Intensiva de um Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campo Grande/MS. Materiais e Métodos: Estudo de caráter transversal retrospectivo, com levantamento de dados em fichas de acompanhamento nutricional de pacientes admitidos na unidade, nos meses de janeiro a março de 2013. As variáveis analisadas foram sexo, idade, estado nutricional (EN), o qual foi classificado utilizando o Índice de Massa Corporal (IMC) e a Circunferência do Braço (CB), esse dados foram colhidos através da avaliação antropométrica realizada nas primeiras 24 horas da admissão do paciente. Também analisou-se exames laboratoriais realizados na admissão do paciente como níveis séricos de leucócitos e linfócitos afim de determinar contagem total de linfócitos (CTL). Fichas com dados incompletos que impossibilitavam a classificação do EN foram excluídas. Resultados: Dos 33 pacientes, 52% homens (59% idosos e 41% adultos) e 48% mulheres (44% idosas e 56% adultas). O EN de acordo com o IMC revelou 72% dos homens adultos eutróficos, 14% magreza grau I e 14% sobrepeso grau I. Dos idosos 60% foram classificados com eutrofia, 30% com magreza e 10% com obesidade. Entre as mulheres adultas, 78% encontravam-se eutróficas, 11% magreza grau I e 11% sobrepeso grau I. Das idosas 57% apresentavam-se em eutrofia, 29% com magreza e 14% com obesidade. Considerando a CB para classificação do EN, em 43% dos homens adultos verificou-se eutrofia, 14% desnutrição leve, 29% moderada e 14%sobrepeso. Entre os idosos 30% estavam eutróficos, 30% com desnutrição leve, 30% moderada e 10% grave. Nas mulheres adultas encontrou-se 56% de desnutrição leve, 22% de eutrofia, 11% de desnutrição moderada e 11% de sobrepeso. Verificou-se 44% das idosas eutróficas, 14%de desnutrição leve, 14% moderada, 14% grave e 14% obesidade. Pela CTL, 29% dos homens tinham depleção leve instalada, 29% moderada, 24% grave. Para as mulheres 38% possuíam depleção grave, 25% moderada e 25% leve. Conclusão: Observou-se prevalência de homens, idosos, eutróficos ou com algum grau de desnutrição instalada. Dentre os métodos de avaliação a desnutrição foi prevalente na CTL. A desnutrição pode prolongar o tempo de internação, por isso a instituição adequada da Terapia Nutricional, por meio da avaliação nutricional, contribui para otimização dos resultados. Unitermos: Avaliação Nutricional, Estado Nutricional, Desnutrição.

IC018 - ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE IMC E CIRCUNFERÊNCIA BRAQUIAL NA DETECÇÃO DO RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS

Instituição: Hospital Universitário de Sergipe, Aracaju - SE
Autores: Santos-filha EO, Pereira LC, Dantas CAO, Melo TTR, Souza MFC.

Objetivos: Comparar o Índice de Massa Corporal (IMC) com a Circunferência Braquial (CB), na detecção do risco nutricional em pacientes hospitalizados. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado com adultos e idosos, de ambos os gêneros, internados em um hospital Universitário. O estado nutricional foi avaliado por intermédio do Índice de Massa Corporal (IMC) e da Circunferência Braquial (CB), nas primeiras 48 horas de internamento. Para analisar os dados utilizou-se o programa SPSS versão 18.0. O teste do Quiquadrado, foi utilizado para análise dos dados, e foi considerado um nível de significância de 5% ou p<0.05. Resultados: A amostra foi composta por 114 pacientes, 87 adultos e 27 idosos hospitalizados, sendo que a maioria (55,3%) era do sexo masculino. A média de idade encontrada foi de 46±16 anos. Ao avaliar o estado nutricional por meio da CB, 67,5% (n=77) foram diagnosticados com desnutrição, 25,4% (n=29) apresentaram-se eutróficos e 7,0% com excesso de peso. Em relação ao IMC, verificou-se uma prevalência de 44,7% (n=57) eutróficos, 34,2% (n=39) desnutridos e 21,0% com excesso de peso. Foi observada uma maior sensibilidade para detecção do risco nutricional na avaliação da CB (p=0,00). Conclusão: No presente estudo a CB demonstrou uma alta prevalência de desnutrição e pode ser considerado um bom parâmetro de detecção de risco nutricional em pacientes hospitalizados. Unitermos: Circunferência Braquial, Índice de Massa Corporal, Pacientes Hospitalizados.

IC019 - AVALIAÇÃO FÍSICA E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COMO INDICADOR DA DESNUTRIÇÃO EM PACIENTES CRÍTICOS

Instituição: Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus - AM
Autores: Sousa RL, Cruz PRB, Aguiar MCT, Lima TMS, Carvalho HMSC, Oliveira MC.

Objetivos: Avaliar a o método subjetivo ou avaliação física e índice de massa corporal como indicador da desnutrição de pacientes em tratamento intensivo. Materiais e Métodos: Utilizou-se um estudo transversal, testando comparativamente os indicadores objetivos e subjetivos na avaliação nutricional de pacientes em UTI de um Hospital de Manaus - AM. Avaliaram-se indivíduos por palpação e observação (músculo parietal bilateral - MPB, gastrocnêmico - MG e interósseos - MID) e aferições antropométricas, peso e estatura estimada e cálculo do IMC. Foram realizadas. Resultados: Do total de 20 participantes, 60% eram homens, 40% mulheres, idade mediana (44,5; 45,5 anos); estatura (180,95cm±14,8; 178,77cm±9,14) respectivamente. A palpação do MPB mostrou desnutrição leve - DL nos homens (50%) e mulheres (37,5%). A desnutrição moderada - DM foi presente em 16,7% (homens), sendo normais 33,3% homens e 62,5% mulheres. O MG evidenciou DL em 50% (homens) e 37,5% (mulheres); e DM somente nos homens (25%). A eutrofia em 25% (homens) e 62,5% (mulheres). O MID diagnosticou DL em 50% dos homens, e todas as mulheres normais. O IMC, nos homens classificou apenas 8,3% de DL e 16,7% de pré-obesidade. Nas mulheres 38% de DM e 25% de pré-obesidade. Conclusão: Os resultados sugerem que o IMC subestima a desnutrição em homens e superestima nas mulheres, incluindo pré-obesidade em ambos. Unitermos: Avaliação Física, Desnutrição, IMC, Manejo UTI.

IC020 - ANÁLISE COMPARATIVA DE DOIS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM IDOSOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Hospital Universitário João de Barros Barreto, Belém - PA
Autores: Santos GCP, Costa LPS, França LG, Castro AJO, Guterres AS.

Objetivos: Verificar nos grupos estudados a aplicação dos métodos MAN e ASG na identificação de alteração do estado nutricional em idosos hospitalizados. Materiais e Métodos: Estudo transversal com 70 idosos (60 a 85 anos) hospitalizados no Hospital Universitário João de Barros Barreto, sendo 45 homens e 25 mulheres. Foram aplicados os formulários da Mini-Avaliação Nutricional e da Avaliação Subjetiva Global. Os idosos foram divididos em três grupos (Grupo A - portadores somente de HAS; Grupo B - portadores somente de DM II; e Grupo C - portadores de HAS e DM II). Utilizou-se o teste do Quiquadrado. Resultados: O grupo A apresentou maior número de idosos (62,9%). A HAS foi mais frequente entre os homens (82,2%). A partir dos resultados obtidos pela MAN, 70,4% do Grupo A, 87,5% do Grupo B e 100% do Grupo C, foram classificados como risco de desnutrição ou desnutridos (p<0,054). Pelos resultados obtidos pela ASG, 93,2% do Grupo A, 87,5% do Grupo B e 100% do Grupo C, foram classificados como bem nutridos (p< 0,05). Comparando os dois métodos, foi evidenciada diferença significante (p<0,1), onde a MAN demonstrou ser mais sensível (78,6%) para identificação do risco de desnutrição e/ou desnutrição. Conclusão: Houve diferença significante entre os dois métodos avaliados, sendo a MAN o método mais sensível para identificar alterações no estado nutricional dos idosos. Segundo a MAN, todos os portadores das duas patologias apresentaram comprometimento do estado nutricional. Portanto a MAN deve ser o método a ser usado entre idosos. Unitermos: Métodos de Avaliação Nutricional, MAN, ASG, Idosos, Desnutrição.

IC021 - COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES MÉTODOS UTILIZADOS PARA CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM IDOSOS

Instituição: Hospital Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte - MG
Autores: Almeida CPM, Lima CGRMV, Guimarães EM.

Objetivos: O objetivo do estudo é correlacionar métodos de avaliação nutricional com a triagem Nutrition Risk Screening (NRS-2002), entre eles o Índice de Massa Corporal (IMC), níveis de albumina sérica e as triagens nutricionais Mini Avaliação Nutricional Reduzida (MNA-SF), e Avaliação Subjetiva Global (ASG), a fim de detectar diferenças nos resultados dos parametros e avaliar a fidedignidade dos mesmos. Materiais e Métodos: A Coleta dos dados foi realizada em 42 idosos residentes do Instituto Geriátrico Afonso Pena (IGAP), um anexo do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte. Foram aplicadas as três triagens nutricionais foco do estudo: MNA-SF, NRS-2002 e ASG. Foram realizadas medidas antropométricas (peso, altura, circunferência de braço e circunferência de panturrilha). Os valores dos níveis de albumina sérica foram coletados dos prontuários, assim como outras informações necessárias para o estudo, sendo considerado hipoalbuminemia valores abaixo de 3,5 mg/dL. O ponto de corte utilizado para a classificação de desnutrição pelo IMC foi 22,5 Kg/m² (OMS). A análise de dados foi realizada por meio de técnicas descritivas que consistem de medidas convencionais (média e desvio-padrão) e tabelas para caracterização da amostra. Os dados foram organizados no programa Excel e analisados com o auxílio do software Statistical Package for the Social Sciences for Windows StudentVersion (SPSS),versão 19.0. Resultados: Dos 42 idosos avaliados 13 foram classificados como desnutridos segundo a ASG (31% da amostra), 17 desnutridos segundo a NRS-2002 - método ouro - (40,5%), 27 desnutridos segundo a MNA-SF (64,3%), 15 desnutridos segundo os níveis séricos de albumina (35,7%) e 19 desnutridos, de acordo com o (IMC). Houve correlação significativa (P<0,0001) no diagnóstico de desnutrição entre a ferramenta NRS e as ferramentas ASG, MNA-SF e IMC. A NRS só não se correlacionou positivamente para o diagnóstico de desnutrição com a dosagem sérica de albumina. De acordo com a curva ROC, tendo como método ouro a NRS-2002, a ferramenta mais sensível para detecção de desnutrição dessa população foi a MNA (100% de sensibilidade), além de ser o melhor para o diagnóstico de desnutrição (VPP 100% e VPN de 51,7%). O método mais específico (100%) foi a ASG. O método menos sensível (52,9%), específico (76%) foi a dosagem sérica de albumina. Conclusão: O método que melhor se correlacionou com a NRS-2002 foi a MNA-SF. Em contrapartida, os níveis de albumina sérica não apresentaram correlação significativa com o método ouro. Conhecer o perfil nutricional da população com que se trabalha e a melhor forma de avaliar o seu risco nutricional promove melhoria na qualidade da assistência e prevenção na ocorrência de agravos nutricionais. Unitermos: Não informado.

IC022 - PERFIL NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS NAS UNIDADES DE INTERNAÇÃODO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS

Instituição: Hospital Síro Libanês, São Paulo - SP
Autores: Nascimento LA, Rodrigues ALC, Severine AN, Pescuma JMS, Machado SR.

Objetivos: O presente estudo teve como objetivo avaliar o estado nutricional dos idosos atendidos nas unidades de internação do Hospital Sírio Libanês. A coleta de dados foi realizada durante o ano de 2010, a tabulação dos mesmos no ano seguinte e a análise estatística no primeiro semestre de 2012. Materiais e Métodos: O estudo caracterizou-se como transversal, a amostra foi constituída por 389 pacientes das unidades de internação e a classificação de acordo com o motivo da internação procedeu-se em: crônicos, cirúrgicos, infecciosos, check up e outros. Para a análise dos dados dividiu-se os indivíduos estudados de acordo com a idade nas seguintes faixas: d" 66; 67-73; 74-81; e" 82. Foram avaliados os parâmetros antropométricos peso e estatura. Os autores deste estudo não tiveram contato direto com os pacientes. Os valores de peso e estatura foram coletados por meio de registro prévio em programa informatizado. Os dados foram inseridos em planilha no Excel com iniciais do nome, idade, peso, estatura, índice de massa corporal (IMC), classificação do estado nutricional e motivo da internação. Utilizou-se para a avaliação do estado nutricional o IMC, com classificação proposta pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) 2002. Resultados: Os resultados obtidos foram submetidos à análise descritiva e expressos em porcentagem relativa aos valores válidos. Dos 389 indivíduos avaliados a distribuição entre gêneros foi de 49,9% e 50,1% para o feminino e masculino, respectivamente. Com relação ao motivo da internação 19% dos pacientes eram crônicos, 35,7% eram cirúrgicos, 16,5% eram infecciosos, 2,3% eram check up e 26,5% eram outros. Ressalta-se que o principal motivo de internação foi para realização de cirurgia (35,7%). Em relação a classificação do estado nutricional pelo IMC, 23,1% apresentavam baixo peso, 43,2% eutrofia, 13,6% sobrepeso e 20,1% eram obesos. Não houve diferença significativa do IMC entre o sexo masculino e feminino. A idade média foi de 74,5 anos. Observou-se que acima dos 74 anos ocorre aumento no número de idosos com baixo peso e diminuição no número de eutróficos e obesos (Quiquadrado, p< 0, 005).Conclusão: Visto o risco de piora no estado nutricional. Considerou-se a necessidade de intervenções nessa população incentivando hábitos alimentares saudáveis e utilização quando necessário de suplementos, a fim de reverter o quadro de risco. Unitermos: Avaliação Nutricional, Estado Nutricional, Idosos.

IC023 - ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES ACAMADOS DOMICILIARES PORTADORES DE ÚLCERA POR PRESSÃO

Instituição: Faculdade de Medicina - FAMERP, São José do Rio Preto - SP
Autores: Oliveira NC, Soares NG, Paes AG, Poletti NA, Albertini S.

Objetivos: Verificar o estado nutricional de pacientes acamados portadores de úlcera por pressão (UPP) atendidos no domicílio por uma equipe de residência multiprofissional em Estratégia da Saúde da Família. Materiais e Métodos: Foram estudados, entre Julho e Agosto de 2012, 12 pacientes (06 homens e 06 mulheres), com idade entre 44 e 96 anos, acompanhados em domicílio por equipes de Saúde da Família do Distrito de Saúde III e IV do Município de São José do Rio Preto. Os dados foram coletados por meio de protocolo específico composto por história clínica (onde constava o diagnóstico das UPPs), avaliação nutricional, avaliação antropométrica e história alimentar, aplicado na data de avaliação nutricional no domicílio dos pacientes. A classificação das UPPs foi baseada no National Pressure Ulcer Adivisory Panel (NPUAP). As necessidades de energia (NE) e de proteína (NP) foram calculadas com base nas Diretrizes Brasileiras para a Terapia Nutricional para Portadores de Úlceras por Pressão (DITEN/2011), no qual é recomendado de 30 à 35 Cal/kg de peso e 1,2 à 1,5 g de proteína/ kg de peso corporal. Resultados: Seis pacientes apresentavam UPP grau II, 05 grau III e 01 grau IV. Os diagnósticos clínicos foram Alzheimer (33%), Parkinson (25%), Sequela de AVE (25%) e outros (33%). Na ANSG 06 pacientes (50%) estavam em risco nutricional, 05 (41,7%) com desnutrição leve/moderada e 01 (8,3%) com desnutrição grave. Pelos dados antropométricos, 04 (33,3%) com desnutrição calórico-proteica leve ou moderada, e 03 (25%) com desnutrição calórico-proteica grave, 03 (25%) em risco nutricional e 02 (16,7%) pacientes eram eutróficos. A casuística apresentou uma média de NE de 1670,7 + 411,4 (DP) kcal/dia e ingeriam uma média de 1465,3 ± 459 (DP) calorias/dia, com 92,5 + 34,7 (DP) % de adequação (teste T-student, p=0,24). A média de NP foi 67,7 + 16,3 (DP) g/dia, enquanto a média de ingestão proteica foi de 54,1 + 26,9 (DP) g/dia, com 91,8 + 35,2 (DP) % de adequação (teste T-Student, p=0,28). Sobre o ritmo intestinal diário, 04 (33,3%) mulheres e 05 (41,6%) foram considerados obstipados. Apenas 01 (8,33%) fazia uso de albumina em pó e 01 (8,33%) utilizava polivitamínicos/multiminerais e sulfato ferroso. Conclusão: A casuística apresentou alta prevalência de desnutrição e/ou risco nutricional. Considerando-se que o estado nutricional é fator de risco para UPPs e uma complicação quando o paciente já desenvolveu tais lesões, a terapia nutricional domiciliar, com orientações nutricionais especificas para adequada ingestão de macro e micronutrientes, é fundamental para dar suporte à cicatrização destas lesões. Unitermos: Úlcera por Pressão, Estado Nutricional, Cicatrização de Feridas, Terapia Nutricional.

IC024 - PRECISÃO DO SOMATÓRIO DE DOBRAS CUTÂNEAS EM DIAGNOSTICAR CORRETAMENTE O EXCESSO DE GORDURA CORPORAL AVALIADA PELA BIOIMPEDÂNCIA

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Ponzi FKAX, Cabral PC, Melo AMAB, Oliveira LMB, Bezerra BS, Pereira SA.

Objetivos: Determinar a precisão do somatório de dobras cutâneas em diagnosticar corretamente o excesso de gordura corporal avaliada pela bioimpedância em funcionários de ambos os sexos de uma Universidade pública do Recife. Materiais e Métodos: Estudo do tipo corte transversal envolvendo funcionários de uma instituição de ensino superior da cidade do Recife-PE. As dobras cutâneas tricipital, bicipital, subescapular e supra ilíaca foram obtidas segundo a padronização de Lohman et al. 1991, utilizando nessa aferição o adipômetro tipo Cescorf científico com unidade de medida de 1mm e resolução de 0,05mm, tendo sido realizada três aferições da mesma medida e, posteriormente, calculada uma média aritmética. De posse desses quatro valores, o percentual de gordura corporal foi obtido através de uma tabela elaborada por Durnin & Wormersley, 1994. As medidas de bioimpedância (BIA) foram realizadas com o aparelho Quantum BIA - 101 Q (RJL Systems, Inc. Clinton: MI, EUA), com uma frequência de 50 kHz em corrente alternada de quatro eletrodos. O aparelho fornecia o percentual de gordura diretamente através de equações já programadas pelos fabricantes. A análise estatística foi realizada por meio do programa Epi-info versão 6.04. Resultados: Dos indivíduos avaliados (268) 50,4% foram do sexo masculino com média de idade em torno de 43 anos. Em relação a BIA, 28,9 (21,2-37,9) nas mulheres e 31,1 (23,2-40,2) nos homens (p=0,812) apresentaram percentual de gordura corporal na faixa de risco de complicações metabólicas associadas a obesidade. Esses percentuais quando avaliados pelo somatório de dobras cutâneas foi de 43,8 (34,8-53,1) e 42,5 (33,3-52,1) para homens e mulheres respectivamente (p=0,942).No estudo comparativo entre os resultados da BIA X somatório de dobras verifica-se que tanto entre as mulheres (p=0,023)como entre os homens (p=0,095) os resultados foram estatisticamente diferentes, com o somatório de dobras apresentando percentuais bem mais elevados de risco relacionados à obesidade. Conclusão: Conclui-se que na impossibilidade de utilizar a BIA, o somatório de dobras cutâneas pode ser utilizado para avaliar o % da gordura corporal. Sendo a gordura abdominal a mais prejudicial à saúde por estar intimamente relacionada a doenças cardiovasculares, sugerimos que associadas à BIA ou ao somatório das dobras, sejam realizados medidas de CC ou RCE por serem bons preditores de gordura abdominal. Unitermos: Avaliação Nutricional, Percentual de Gordura Corporal, Dobras Cutâneas, Bioimpedância Elétrica.

IC025 - AVALIAÇÃO DA GORDURA CORPORAL PELA BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA E SUA CORRELAÇÃO COM ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS: UM ESTUDO EM FUNCIONÁRIOS DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DO RECIFE - PE

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Ponzi FKAX, Cabral PC, Melo AMAB, Lima JCB, Vieira NFL, Pereira SA.

Objetivos: Avaliar a correlação do percentual de gordura estimado pela bioimpedância (GorBIA) com o obtido através do somatório das dobras cutâneas e parâmetros antropométricos de obesidade abdominal e total. Materiais e Métodos: Foi realizado estudo transversal, sendo a amostra composta por 268 indivíduos de ambos os sexos, com média de idade de 43 anos, funcionários da Universidade Federal de PE. O percentual de gordura corporal foi avaliada pela bioimpedância (BIA) através do aparelho Quantum BIA - 101 Q (RJL Systems, Inc. Clinton: MI, EUA, com uma frequência de 50 kHz em corrente alternada de quatro eletrodos) e o somatório das dobras cutâneas tricipital, bicipital, subescapular e supra ilíaca que foram obtidas segundo a padronização de Lohman et al. 1991, utilizando o adipômetro tipo Cescorf científico com unidade de medida de 1mm e resolução de 0,05mm. As medidas de distribuição de gordura abdominal utilizadas foram circunferência da cintura (CC) e relação cintura-estatura (RCE) aferidas com uma fita métrica não extensível, a partir dos pontos de corte recomendados pela OMS em 1998. A construção do banco de dados e a análise estatística foram realizadas nos programas Epi-info versão 6.04 e SPSS versão 12. Resultados: Foi elevada a prevalência de obesidade abdominal, 56,3% dos homens e 81,6% das mulheres foram classificados na faixa de risco pela CC (p=0,0001) e mais de 70,0% da amostra foi classificada nessa categoria pela RCE. Em relação a GorBIA, 28,9% das mulheres e 31,1% dos homens apresentaram percentual de gordura na faixa de risco (p=0,812). Esses percentuais quando avaliados pelo somatório de dobras foi de 43,8% e 42,5% para mulheres e homens, respectivamente (p=0,942). Os resultados mostraram que houve moderada associação entre a GorBIA e o somatório das dobras, assim como entre a GorBIA e a RCE e CC. Por outro lado, no estudo comparativo entre a GorBIA x somatório de dobras verificou-se que este último identificou, no sexo feminino, percentuais bem mais elevados de risco relacionados à obesidade. Conclusão: Os achados mostram que na impossibilidade de utilizar a BIA, o somatório das dobras cutâneas pode ser utilizado para avaliar o percentual da gordura corporal e devem ser realizadas também medidas da CC e da RCE para analisar distribuição corporal de gordura. Unitermos: Bioimpedância Elétrica, Dobras Cutâneas, Circunferência da Cintura, Relação Cintura-Estatura.

IC026 - FREQUÊNCIA DE CONSUMO DE ALIMENTOS CARCINOGÊNICOS POR PACIENTES COM CÂNCER DE TRATO GASTRINTESTINAL REALIZANDO TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO

Instituição: Faculdade de Nutrição - Universidade Federal de Pelotas, Pelotas - RS
Autores: Back ML, Santos LP, Assunção MCF, Gonzalez MC, Pastore CA.

Objetivos: Hábitos de vida inadequados, em particular fatores dietéticos, com alimentação rica em carcinógenos, são fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de trato gastrintestinal. Este trabalho objetiva Investigar a frequência de consumo de alimentos relacionados à carcinogênese por pacientes com câncer de trato gastrintestinal realizando tratamento quimioterápico. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, cujo atendimento é realizado pelo Sistema Único de Saúde, entre Junho de 2008 e Maio de 2010. A amostra foi composta por 46 pacientes (50% mulheres), que realizavam quimioterapia pela primeira vez. Os pacientes responderam a um Questionário de Frequência Alimentar e tiveram dados sócio-demográficos, características do tumor e medidas antropométricas coletadas. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas. Resultados: Com relação aos hábitos dietéticos, 69,5% da amostra consumia alimentos embutidos, 93,4% carnes fritas e 89,1% carnes processadas; 91,3% consumiam laticínios integrais e doces, enquanto que 100% consumiam alimentos refinados; 82,6 dos pacientes referiu tomar café e 21,7% consumia bebidas alcoólicas. Apenas 13% da amostra relatou adicionar sal em alimentos já preparados. Quanto ao número de refeições diárias, a média foi de 3,8. Com relação à gordura mais utilizada no preparo dos alimentos, em 87% foram os óleos vegetais. Conclusão: Foi observado alto consumo de alimentos carcinogênicos pelos pacientes. Com isso, fazem-se necessárias intervenções nutricionais a nível populacional, enfatizando os perigos de uma alimentação rica em carcinógenos. Unitermos: Dieta, Hábitos Alimentares, Carcinogênese, Câncer de Trato Gastrintestinal.

IC027 - EVOLUÇÃO DO RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES PRÉ-CIRÚRGICOS COM DIAGNÓSTICO DE NEOPLASIA DO TRATO GASTROINTESTINAL DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão - SE
Autores: Araujo AM, Lins SD, Cardoso BCN, Cândido MF, Lacerdas DC, Melo TTR.

Objetivos: Identificar a evolução do risco nutricional em pacientes pré-cirúrgicos na admissão e após cinco dias de hospitalização com diagnóstico de neoplasia do Trato Gastrointestinal (TGI) que internaram no Hospital Universitário. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal com uma amostra de pacientes em pré-operatório de cirurgia do TGI. As avaliações foram realizadas em até 48 horas após a admissão e após cinco dias de hospitalização. Foi realizada a avaliação antropométrica (peso, altura, circunferência do braço (CB)) e as avaliações subjetivas: Avaliação Subjetiva Global (ASG) e Mini Avaliação Nutricional (MAN) de acordo com a faixa etária específica. Resultados: Dos 32 pacientes da amostra, 53,1% eram do gênero feminino, com idade média de 63,75 ± 14,99 anos. Os resultados obtidos na admissão, através do Índice de Massa Corpórea (IMC), demonstraram que 50% dos pacientes apresentaram baixo peso. De acordo com a CB, 65,6% da amostra foram classificados como baixo peso. Nas avaliações subjetivas iniciais, 84,4% dos pacientes foram diagnosticados com desnutrição ou em risco nutricional. Na segunda avaliação, o percentual de pacientes com baixo peso de acordo com o IMC, diminuiu significativamente (p=0,005) para 37,57%. Segundo a CB o percentual de pacientes com baixo peso aumentou significativamente (p<0,001) para 68,8%. Quando analisados pelas avaliações subjetivas, o quantitativo dos pacientes com desnutrição ou em risco nutricional aumentou do significativamente (p<0,001) para 90,6%. Conclusão: A análise da CB e ASG demonstrou um aumento do risco nutricional durante o período de hospitalização dos pacientes estudados. Ao passo que, o IMC demonstrou uma diminuição desse risco, sendo portanto, um método menos eficaz no acompanhamento da evolução nutricional de pacientes hospitalizados. Unitermos: Risco Nutricional, Desnutrição, Cirurgia.

IC028 - PROTOCOLO DE BREVIAÇÃO DE JEJUM OPERATÓRIO (AJO) DE PACIENTES PORTADORES DE TUMORES ABDOMINAIS

Instituição: Instituto Nacional de Câncer - Unidade I - INCA, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Feijó PM, Pinho NB, Rodrigues VD, Virgulino KF, Martucci RB.

Objetivos: Avaliar a resposta operatória dos pacientes com tumores abdominais do Serviço Abdomino-pélvica do Hospital do Câncer I, do Instituto Nacional de Câncer, descrevendo o tempo de jejum pré-operatório, realimentação precoce no pós-operatório, tempo de internação hospitalar, taxas de complicações pós-operatórias, avaliação do estado nutricional e deambulação precoce no pós-operatório. Materiais e Métodos: Foi realizada uma coleta de dados no período de 05 de Março de 2012 e 26 de Abril de 2012, nos pacientes cirúrgicos portadores de tumores abdominais do Instituto Nacional de Câncer unidade HCI, que receberam solução com maltodextrina a 12,5%, duas horas antes da cirurgia, compreendendo um total de 73 pacientes. Foram coletados no pré-operatório dados como: idades, sexo, estado nutricional, tempo de jejum pré-operatório e no pós-operatório foram coletados dados como: tempo de jejum pós-operatório, mobilização precoce, complicações no pós-operatório, aceitação da dieta e tempo de internação hospitalar. Os dados foram descritos com média e percentual, usando o programa SPSS 17.0. Resultados: Os tumores mais prevalentes foram 31,5% tumor de reto, 30,1% tumor gástrico e 16,4% tumor de cólon. Dentre os pacientes estudados, 42,5% apresentavam algum grau de desnutrição ou estavam em risco nutricional e 54,8% eram eutróficos. Do total da amostra 90,4% fizeram uso de solução de maltodextrina, e destes 71% fizeram uso 2 horas antes da cirurgia. No pós-operatório, 50,7% dos pacientes sofreram mobilização precoce e 53,4% dos pacientes iniciaram a alimentação em até 24h de pós-operatório, sendo a alimentação oral a via mais utilizada no pós-operatório, 68,5% dos casos, com 78% dos pacientes com aceitação desta dieta acima de 60% da quantidade oferecida.

Apresentaram complicações no pós-operatório, 8,2% dos casos, sendo as mais prevalentes, fístulas e infecção de feridas, correspondendo ambas 2,8% dos casos. O tempo de internação destes pacientes foi em média 6,2 dias. Conclusão: Podemos concluir que, adoção de medidas para abreviação do jejum operatório é factível como retrata as evidências científicas, reduzindo as taxas de complicações (8,2%), melhorando assim a morbidade, reduzindo o tempo (6,2 dias) e os custos de internação hospitalar. Melhorando desta forma a qualidade de vida destes pacientes. Unitermos: Cirurgia Gastrointestinais, Fast Track, Complicações Operatórias, Abreviação de Jejum Cirúrgico.

IC029 - DETERMINAÇÃO DO GASTO ENERGÉTICO BASAL MEDIDO POR CALORIMETRIA INDIRETA EM PACIENTES COM CARCINOMA EPIDERMOIDE DE ESÔFAGO

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre - RS
Autores: Veronese CBB, Kruel CDP, Rosa ARP, Guerra LT, Grigoletti SS, Vargas J.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi determinar o Gasto Energético Basal (GEB) através da Calorimetria Indireta (CI) em pacientes com carcinoma epidermoide de esôfago (CEE). Materiais e Métodos: Estudo transversal com 30 pacientes internados com diagnóstico de CEE submetidos à CI antes de iniciar a terapia oncológica. A avaliação nutricional foi realizada a partir de parâmetros antropométricos (Índice de Massa Corporal, Circunferência do Braço, Dobra Cutânea Triciptal, Circunferência Muscular do Braço e Percentual de Perda de Peso), parâmetros bioquímicos (albumina, transferrina e Proteína C Reativa) e bioimpedância tetrapolar. Além disso, foram determinados a capacidade pulmonar e o estadiamento clínico. A CI foi realizada depois de uma noite de jejum. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados: A média do GEB pela CI foi de 1.421,8 ± 348,2 kcal e pela Equação de Harris e Benedict (EHB) de 1.310,6 ± 215,1 kcal. A EHB subestimou o GEB comparado com a CI (p= 0,014). Foi encontrada diferença significativa no GEB entre os pacientes desnutridos (1.181,7 ± 278,1 kcal) e bem nutridos (1.509,1 ± 334,1 kcal) pelo IMC (p=0,020). Pelo %PP não foram encontradas diferenças significativas entre o GEB dos pacientes com PP significativa e não significativa (p=0,526). Entre os pacientes que apresentavam o percentual de massa magra abaixo do esperado, foi encontrada GEB de 1.408,9 ± 364,3 kcal, enquanto que os que tinham o percentual de massa magra adequado o GEB foi de 1.538,4 ± 97,5 kcal (p=0,550). Não houve associação entre o GEB pela CI e o estadiamento (p=0,255) e o Índice de Tiffeneau (p=0,946). Na associação entre os exames laboratoriais e o GEB pela CI, não foram encontradas associações significativas entre os que tinham alteração e os que não a tinham (p= 0,364, 0,309 e 0,780, respectivamente).
Conclusão: O GEB de pacientes com CEE foi subestimado pela EHB sem fator injúria e superestimado pela EHB com fator injúria de 1,3 quando comparado ao GEB medido pela CI. Unitermos: Câncer de Esôfago, Calorimetria Indireta, Gasto Energético Basal.

IC030 - CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE VITAMINAS A, C E E E SUA RELAÇÃO COM A TOXICIDADE NO CÂNCER DE MAMA ANTES E APÓS TRATAMENTO RADIOTERÁPICO

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Matos A, Nogueira C, Franca C, Penna A, Carvalho A, Ramalho A.

Objetivos: Avaliar as concentrações séricas das vitaminas A (retinol e h2-caroteno) C e E e sua relação com a toxicidade antes e após tratamento radioterápico no câncer de mama. Materiais e Métodos: Foram avaliadas 230 mulheres com câncer de mama submetidas à radioterapia no período pré (T0) e pós-tratamento radioterápico (7 dias -T1). As concentrações séricas de vitamina A (retinol e h2-caroteno), C e E foram avaliadas pelo método CLAE-UV. A toxicidade aguda foi avaliada de acordo com a escala para toxicidade aguda da Radiation Therapy Oncology Group (RTOG). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ. Resultados: A média de idade foi de 63,7 + 9,37 anos. Após radioterapia, foi observada uma redução significativa de todos os antioxidantes analisados: retinol de 45,2 + 18,2 µg/dl em T0 para 27,2 + 11,7 µg/dl em T1 (p < 0,0001); h2-caroteno de 209,2 + 153,9 µg/L em T0 para 47,8 + 25,4 µg/L em T1 (p < 0,0001); vitamina C de 13,5 + 5,2 mg/L em T0 para 2,7 + 1,7 (p < 0,0001) e vitamina E de 1,7 + 1,1 em T0 para 0,2 + 0,2 (p < 0,0001). Foi observada diferença significativa nas concentrações séricas de retinol (p = 0,014) segundo a toxicidade do tratamento radioterápico, sendo estas significativamente menores nas pacientes que apresentaram toxicidade aguda grau II (25,4 + 11,0 µg/dl; p = 0,032) e grau III (23,0 + 10,1 µg/dl; p = 0,05) comparadas com as de grau I (28,8 + 11,7 µg/dl). Entretanto não foi encontrada diferença significativa entre as concentrações séricas de h2-caroteno, vitamina C e E de acordo com a toxicidade. Conclusão: Diante dos significantes resultados encontrados, sugere-se maior atenção ao aporte nutricional das vitaminas A, C e E em pacientes submetidos à radioterapia devido a relação destes no combate ao estresse oxidativo, em especial a vitamina A, visto sua importante participação nas atividades imunomoduladora, anti-inflamatória e na regulação da proliferação e diferenciação celular. Unitermos: Câncer de Mama, Antioxidantes, Estresse Oxidativo, Radioterapia.

IC031 - FOLATO E NUTRIENTES ENVOLVIDOS NO CICLO DO CARBONO-1 EM PACIENTES PRÉ-TRATAMENTO POR ADENOCARCINOMA COLORRETAL EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA ONCOLÓGICA NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL

Instituição: Hospital AC Camargo, São Paulo - SP
Autores: Ferrari A, Martins A, Steluti J, Teixeira J, Marchioni DML, Aguiar Junior S.

Objetivos: Avaliar a ingestão de folato e nutrientes envolvidos no ciclo do carbono-1 em pacientes pré-tratamento por adenocarcinoma colorretal em um centro de referência oncológica na região Sudeste do Brasil. Materiais e Métodos: 195 pacientes casos novos com adenocarcinoma colorretal responderem a um questionário de avaliação clínica e a um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) validado para estimar a ingestão alimentar habitual de pacientes com adenocarcinoma colorretal. Foi realizada a metodologia de calibração dos dados brutos encontrados no QFA, utilizando R24h e QFA do estudo de validação deste mesmo inquérito. Amostras de sangue de 161 pacientes foram coletados para a avaliação do folato sérico. Resultados: Foi encontrada correlação moderada entre os níveis séricos de folato e a ingestão de folato sintético do suplemento e o DFE suplemento. Não houve correlação entre o folato sérico e os demais nutrientes. Pacientes do sexo masculino, das cors parda/negra e com nível educacional até ensino fundamental completo apresentaram uma maior ingestão de folato através da dieta. Já em relação à suplementação, o consumo maior foi entre o sexo feminino e nos pacientes com tumor em cólon. Em relação ao folato, 11% e 0.1% dos pacientes com apenas dieta e dieta mais suplementação, respectivamente, estavam com ingestão abaixo do recomendado. Dos pacientes com suplementação, de 35% a 50% apresentaram altos valores de ingestão de ácido fólico. Em relação às vitaminas B2, B6 e B12, foi encontrada uma prevalência de inadequação que variou de 0.10% a 20.18%. Em relação à colina, de 13.76% à 22.55% dos pacientes provavelmente estavam com uma ingestão adequada. Conclusão: O considerável percentual de pacientes com ingestão de folato acima do recomendado é preocupante, em razão de possíveis efeitos deletérios que esse nutriente pode acarretar quando já há lesão neoplásica estabelecida. Unitermos: Câncer Colorretal, Ciclo do Carbono-1, Folato, Vitaminas Do Complexo B, Ingestão Alimentar.

IC032 - CALIBRAÇÃO DOS DADOS DIETÉTICOS DO ESTUDO: "FOLATO E NUTRIENTES ENVOLVIDOS NO CICLO DO CARBONO-1 EM PACIENTES PRÉ-TRATAMENTO POR ADENOCARCINOMA COLORRETAL EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA ONCOLÓGICA NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL"

Instituição: Hospital AC Camargo, São Paulo - SP
Autores: Ferrari A, Martins A, Steluti J, Teixeira J, Marchioni DML, Aguiar Júnior S.

Objetivos: Calibrar o QFA e avaliar o seu desempenho, em relação ao consumo de energia, carboidratos, proteínas, gordura, álcool, folato, vitamina B2, vitamina B6, vitamina B12, metionina, colina e betaína na população do estudo "Folato e nutrientes envolvidos no ciclo do carbono-1 em pacientes pré-tratamento por adenocarcinoma colorretal em um centro de referência oncológica na região sudeste do Brasil". Materiais e Métodos: 189 pacientes responderam a um QFA validado para pacientes com tumores colorretais. Para a calibração foram utilizados os três R24h (n= 270) e o segundo QFA (n=90) coletados em estudo prévio. Os R24h foram utilizados como método de referência e os dados foram submetidos à regressão linear, sendo os valores de h2utilizado como fator de calibração para os dados do QFA coletados. Foram calculadas as médias geométricas e intervalos de 95% de confiança para os R24h, dados calibrados e não calibrados do QFA. O teste U de Mann-Whitney foi utilizado para identificar diferenças entre as médias dos R24h e do QFA. Resultados: Os coeficientes de calibração variaram entre 0.09 para o DFE da dieta e 0.40 para o álcool. O poder dos modelos (R2a) variou entre 0.01 para DFE dieta e betaína e 0.20 para a vitamina B12. Comparando os dados do R24h aos dados do QFA bruto e os dados o QFA bruto aos calibrados as médias foram significantemente diferentes para todos os nutrientes. Quando comparado os dados do QFA calibrado aos valores do R24h, as médias foram estatisticamente iguais para os carboidratos, vitamina B2, vitamina B6, folato natural, folato sintético, DFE dieta e betaína. Conclusão: Os coeficientes de calibração foram baixos, entretanto o método de referência utilizado pode não ter sido a melhor maneira de eliminar os erros de medidas encontrados no QFA. Unitermos: Câncer Colorretal, Consumo Alimentar, Questionário de Frequência Alimentar, Calibração.

IC033 - ÁCIDOS GRAXOS NÃO ESTERIFICADOS PLASMÁTICOS AUMENTAM O RISCO DE CÂNCER DE MAMA: ESTUDO CASO-CONTROLE

Instituição: Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Carioca AAF, Lima Verde SMM, Aldin MN, Damasceno NRT.

Objetivos: Avaliar a concentração de ácidos graxos não esterificados (NEFAs) como fator de risco para o câncer de mama. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de caso-controle, com 114 mulheres com recente diagnóstico de câncer de mama (CAM) e 100 mulheres sem câncer, selecionadas no Hospital Geral de Fortaleza (Fortaleza-CE), nos anos de 2011 a 2012. Foram realizadas as avaliações demográficas, clínica (estadiamento tumoral, antecedentes familiares, estado de menopausa, tabagismo, uso de medicamentos), antropométrica (peso, altura, IMC) e de composição corporal (%MassaGorda - %MG) por impedância bioelétrica. Após jejum de 12h foram obtidas alíquotas de sangue e a partir do plasma foi analisada a concentração de NEFAS por meio do kit comercial em sistema automatizado. Foram realizados modelos de regressão logística com a utilização do pacote estatístico SPSS versão 17.0. Considerou-se p < 0,05, como nível descritivo de teste. Resultados: As pacientes com CAM apresentaram o seguinte perfil: 50% estavam na pré-menopausa, 63,2% apresentavam estadiamento tumoral entre I e II, idade média de 50,6 (11,4) anos, IMC de 27,8 (4,5) kg/m² e %MG de 35,5 (4,9)%. Em contrapartida, as mulheres do grupo controle apresentaram: 42% estavam na pré-menopausa, com idade média de 48,2 (12,9) anos, IMC de 27,1 (4,4) kg/m² e %MG de 34,5 (4,7). Destaca-se que essas variáveis foram semelhantes entre os grupos. Entretanto, as pacientes com CAM apresentaram valores de NEFAs [0,58 (0,26) mmol/l] superiores ao observado no grupo Controle [0,46(0,21) mmol/l] (p=0,034). Considerando esse perfil, modelos de regressão logística foram testados e os resultados obtidos indicaram que para cada aumento na unidade de NEFAS houve aumento na odds ratio de 9,42 (p=0,034), independente do IMC apresentado pelas pacientes. Conclusão: Portanto, o conteúdo de NEFAs tem forte associação com o câncer de mama, aumentando o risco deste tipo de neoplasia em 9,42. Unitermos: Nefas, Câncer de Mama, Ácidos Graxos.

IC034 - PROTEÍNAS DE FASE AGUDA INDICAM ALTO RISCO INFLAMATÓRIO-NUTRICIONAL EM INDIVÍDUOS COM LEUCEMIAS AGUDAS E LINFOMAS

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis - SC
Autores: Betiati DSB, Camargo CQ, Oliveira PF, Nunes EA, Trindade EBSM.

Objetivos: Avaliar indivíduos adultos com diagnóstico de leucemias agudas e linfomas, quanto as proteínas de fase aguda (PCR e albumina) e o estado nutricional, correlacionando-os com sinais e sintomas referidos. Materiais e Métodos: A amostra foi constituída por indivíduos adultos, de ambos os sexos, com diagnóstico de leucemias agudas e linfomas, atendidos no Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no período de Novembro de 2012 a Abril de 2013. Foram excluídos indivíduos que estavam em tratamento paliativo; tratamento com estatinas e/ou anti-inflamatório; ou que apresentavam diagnóstico de doença infectocontagiosa. Foram coletadas informações quanto ao peso usual e referência a sinais e sintomas apresentados no período de duas semanas anteriores ao diagnóstico. Adicionalmente, foi realizada a coleta de amostras de sangue e medidas antropométricas: peso, estatura, circunferência braquial e dobra cutânea triciptal. Em soro, os valores de PCR foram determinados pelo método de imunonefelometría, e os de albumina pelo método colorimétrico de verde de bromocresol. Para a análise estatística foi o utilizado o software STATA® versão 11.0 para Windows (StataCorp, Texas, Estados Unidos. Resultados: Participaram da pesquisa 17 indivíduos, dos quais 9 (52,9%) eram do sexo feminino. A idade mediana foi de 49,1 anos (30,5; 72,4) e IMC médio de 26,3 kg/m2 (± 3,1). Os sinais e sintomas mais citados foram: boca seca (64,7% (11)), náuseas e anorexia (52,9% (9) cada). Foi observada correlação alta e positiva entre distensão abdominal e anorexia (r=0,79), mucosite e dor abdominal (r=0,72), distensão abdominal e alteração de paladar (r=0,76), e entre dor abdominal e constipação (r=0,77). Aliado a isso, 31,5% (5) dos indivíduos apresentaram perda grave de peso (Blackburn et al., 1977). Quanto a albumina sérica, os valores observados (mediana de 3,2 g/dL (2,8; 3,6)) foram menores em relação aos valores de referencia para indivíduos sadios, já os valores de PCR observados (mediana de 37,5 mg/L (7,2; 68,8)) estavam muito acima dos valores referencia. A análise conjunta desses dados mostrou que existe correlação alta e negativa entre essas variáveis (r= -0,76). A relação PCR/albumina revelou mediana de 37,5 (7,2; 68,8), classificando-os como indivíduos de alto risco (Corrêa et al., 2002). Conclusão: A diminuição dos níveis séricos de albumina e aumento da PCR demonstra depleção do estado nutricional e existência de resposta inflamatória, colocando seu estado nutricional em risco, necessitando assim, de acompanhamento próximo pela equipe clínica. Unitermos: Leucemias Agudas, Linfomas, Proteína C Reativa, Albumina, Estado Nutricional.

IC035 - DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D EM PACIENTES SUBMETIDOS AO TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOIÉTICAS

Instituição: Hospital Israelita Albert Eisntein, São Paulo - SP
Autores: Bernardo J, Barrére APN, Piovacari SMF, Pereira A, Ribeiro AAF, Hamerschlak N.

Objetivos: Existem poucos estudos sobre a deficiência de vitamina D em pacientes submetidos ao transplante de células hematopoiéticas (TCTH), sabe-se que níveis séricos de vitamina D estão associados ao uso de corticosteroides e imunossupressores, drogas utilizadas no tratamento. Diante do exposto, o objetivo do estudo é verificar a prevalência de deficiência de vitamina D em pacientes submetidos ao TCTH. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo transversal realizado na Unidade de Transplante de Médula Óssea do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), São Paulo - Brasil, no período de maio de 2012 - março de 2013. O método utilizado para dosar 25-hidroxivitamina D é a eletroquimioluminescência da Roche Diagnostics®. Resultados inferiores a 10 mg/dL, foram classificados como deficiência de vitamina D, entre 10-30 mg/dL, insuficiência, e 30 - 100 mg/dL, suficiência. Dados antropométricos e demográficos foram coletados através do prontuário do paciente. As características demográficas serão descritas por médias, desvios padrão, mínimos e máximos no caso das variáveis quantitativas e por frequências absolutas e porcentagens no caso das variáveis qualitativas. Resultados: Foram estudados 51 pacientes, dentre eles 28 homens e 23 mulheres, com idade média de 50 ± 16 anos, onde 5,9 % dos pacientes apresentavam desnutrição, 33,3% eutrofia, 41,2% sobrepeso e 19,6% obesidade segundo IMC para idade. 54% apresentaram inuficiência de vitamina D e, 12% deficiência de vitamina D. Entre os tipos de TCTH, os pacientes do TCTH Haploidêntico apresentaram maior índice de deficiência (33%), sendo que, o restante desses pacientes apresentaram insuficiência, e nenhum apresentou nível sérico normal de vitamina D. Pelo teste de Fisher, houve uma significância estatística entre o IMC e os níveis séricos de vitamina D, sendo que entre os obesos 71% apresentaram deficiência de vitamina D. Conclusão: A utilização de corticosteroides, imunossupressores e a baixa exposição solar, durante o TCTH e durante o primeiro ano pós, estão associados a uma maior tendência a deficiência de vitamina D. Esta deficiência pode causar problemas musculares e ósseos, que podem ser evitados através do diagnóstico e tratamento precoce. A deficiência deve ser investigada em todos os pacientes, principalmente obesos. Unitermos: Deficiência de Vitamina D, Transplante de Células-tronco Hematopoiéticas, TCTH, Obesos.

IC036 - NÍVEIS SÉRICOS DE 25 HIDROXIVITAMINA D EM PACIENTES COM CARCINOMA EPIDERMOIDE DO ESÔFAGO E EM PACIENTES ALCOOLISTAS/TABAGISTAS SOB RISCO: RESULTADOS PRELIMINARES

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre - RS
Autores: Boneti RS, Fagundes RB, Santana D, Zabot M.

Objetivos: A deficiência de Vitamina D tem sido implicada como fator de risco no desenvolvimento de alguns tipos de câncer. No RS existem evidências de deficiência de Vitamina D e o estado apresenta as taxas mais altas de câncer esofágico (CE) no Brasil. Este trabalho objetiva estudar níveis séricos de 25(OH)D em pacientes com CE e em alcoolistas/tabagistas sob risco para esta neoplasia. Materiais e Métodos: Estudo transversal cujo fator em estudo é a condição clínica dos pacientes e o desfecho é o nível sérico de 25(OH)D. Incluídos pacientes com carcinoma epidermoide de esôfago (CEE) e alcoolistas/ tabagistas com consumo diário de álcool superior a 40 g de etanol e 10 ou mais cigarros por mais de 10 anos. Excluídos pacientes com doença renal e hepatopatias crônicas, IMC>30, doença disabsortiva intestinal, gestantes e nutrizes. Coletados 5ml de sangue total de cada paciente, acondicionados em tubos embalados por papel alumínio, para evitar exposição solar. A dosagem de 25(OH)D foi realizada por meio de imunoensaio por quimioluminescência, técnica da DiaSorin LIAISON platform (DiaSorin, Inc., Stillwater, Minnesota) e os resultados desta dosagem foram classificadas conforme os seguintes parâmetros: a) hipovitaminose D severa: concentração de 25(OH)D menor que 25 nmol/L (<10 ng/ml); b) moderada: 25(OH)D maior ou igual a 25 e menor que 50 nmol/L (³10 e <20ng/ml). Resultados: Dos 40 pacientes alcoolistas/tabagistas 67,5% apresentaram níveis adequados de 25(OH)D (mediana = 72,6 nmol/L - amplitude = 20,90-47,90), 32,5% apresentaram hipovitaminose moderada (mediana = 43,75 nmol/L- amplitude= 10,20 - 20,00) e nenhum apresentou deficiência severa. Dos 20 pacientes com CEE, 65% apresentaram níveis adequados (mediana de 64 nmo/L - amplitude = 21,20-43,00), e 35 % apresentaram algum tipo de hipovitaminose: 15% hipovitaminose moderada (mediana 46,25 nmo/L - amplitude = 14,70-19,60) e 20% deficiência severa (mediana 19,3 nmol/L - amplitude = 4,90-9,98). Conclusão: 1) Os níveis de 25(OH)D estavam dentro dos valores adequados em mais da metade dos pacientes, em ambos os grupos; 2) Pacientes com CEE apresentaram níveis mais baixos de 25(OH)D, quando comparados aos alcoolistas/ tabagistas; 3) Deficiência severa só foi identificada nos pacientes com CEE. Unitermos: Vitamina D, Câncer, 25(OH)D, Calcitriol, Calcidiol, Câncer de Esôfago, Alcoolistas, Tabagistas.

IC037 - ASSOCIAÇÃO ENTRE ÂNGULO DE FASE E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM TRATAMENTO OPERATÓRIO ELETIVO DE CÂNCER

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG
Autores: Magalhães JP, Santos ÉF, Rodrigues AM, Pereira SS, Jansen AK, Generoso SV.

Objetivos: O estudo teve como objetivo avaliar o estado nutricional de pacientes com câncer na região da cabeça, pescoço e trato gastrointestinal no período pré-operatório (PO) e verificar se o ângulo de fase (AF) pode ser utilizado como ferramenta para auxiliar no diagnóstico nutricional nesta população. Materiais e Métodos: Trata-se de dados preliminares de estudo observacional transversal desenvolvido no Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas de Minas Gerais. Pacientes internados para tratamento operatório eletivo de câncer na região da cabeça, pescoço e trato gastrointestinal foram recrutados para participarem do estudo após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram analisados como indicadores do estado nutricional: avaliação global subjetiva (AGS), percentual de perda de peso, peso e estatura para cálculo do índice de massa corporal (IMC), circunferência de braço, dobra cutânea tricipital, área muscular do braço (AMB), composição corporal por meio bioimpedância elétrica (BIA) e, força muscular por meio da dinamometria. A BIA foi utilizada também para determinação do AF. Informações referentes à localização do tumor foram coletadas de prontuário médico. A coleta de dados ocorreu nas 24 horas antecedentes à operação. Resultados: O estudo envolveu 17 pacientes com idade de 61±11,7 anos, destes 52,9% eram mulheres. O tumor de colón foi o mais frequente, representando 52,9% da amostra. Desnutrição foi diagnosticada por meio da AGS em 58,8%, sendo mais frequente em pacientes com câncer de cólon, reto ou ânus (29,4%). Perda de peso nos últimos 6 meses foi relatada por 70,6%, com redução média de 12,6±9,8%. Correlação positiva foi verificada entre o AF e peso (r=0,658; p=0,006), IMC (r=0,672; p=0,004), AMB (r=0,709; p=0,002) e percentual de gordura corporal (r=0,644, p=0,007). Ademais, correlação negativa foi observada entre AF e percentual de perda de peso (r=-0,691, p=0,019). Conclusão: Os achados preliminares sugerem que o AF, em pacientes oncológicos no pré-operatório, correlaciona-se com o diagnóstico nutricional obtido por diferentes métodos. Assim sendo, poderá ser avaliado, no futuro, como instrumento que em conjunto com método clínico possa aumentar a sensibilidade em predizer a evolução desses enfermos. Unitermos: Ângulo de Fase, Impedância Elétrica, Avaliação Nutricional, Composição Corporal.

IC038 - INFLUÊNCIA DO ESTADO NUTRICIONAL SOBRE A QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM CÂNCERES DE TRATO GASTRINTESTINAL E DE PULMÃO

Instituição: Faculdade de Nutrição - Universidade Federal de Pelotas, Pelotas - RS
Autores: Firnkes R, Gonzalez MC, Pastore CA.

Objetivos: Avaliar a influência do estado nutricional sobre a qualidade de vida em pacientes oncológicos atendidos em um serviço público de quimioterapia de Pelotas - RS. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado no Serviço de Quimioterapia do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, entre junho de 2008 a maio de 2010, com pacientes portadores de câncer de trato gastrintestinal e de pulmão. O estado nutricional foi avaliado através da Avaliação Nutricional Subjetiva Global Produzida pelo Paciente (ASG-PPP) e a qualidade de vida através do instrumento European Organization for Research and Treatment of Cancer - Quality of Life Questionnaire Core-30 (EORTC QLQ C-30). Resultados: Foram avaliados 77 pacientes, sendo 57,1% do sexo masculino, com 74% da amostra apresentando câncer de trato gastrintestinal. O instrumento EORTC QLQ C-30 mostrou que o escore médio da escala de saúde geral/QV atingiu 67,1±22,5 pontos, a escala funcional atingiu 69±22,4 e a escala de sintomas 25,5±21,3 pontos. Os pacientes classificados como severamente desnutridos, segundo a ASG-PPP, apresentaram pior qualidade de vida geral (p=0,02), funcionalidade diminuída (p=0,01) e aumento dos sintomas (p<0,001). Os pacientes classificados como obesos, segundo o Índice de Massa Corporal, obtiveram os melhores escores da escala de estado geral de saúde/QV (p=0,08) e da escala funcional (p=0,04). Os pacientes com cânceres de pulmão apresentaram pior qualidade de vida geral (p=0,07), menor funcionalidade (p=0,04) e maior presença de sintomas (p=0,02). Conclusão: Pacientes oncológicos desnutridos apresentaram menores escores de qualidade de vida, o que representa importante aspecto no tratamento e na sobrevida destes indivíduos. Unitermos: Qualidade de Vida, Câncer, Estado Nutricional.

IC039 - CORRELAÇÃO DA TRIAGEM NUTRICIONAL NRS 2002 COM PERMANÊNCIA HOSPITALAR DE PACIENTES CIRÚRGICOS DE CABEÇA E PESCOÇO

Instituição: Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte - MG
Autores: Soares MG, Souza UMS, Guimarães EM.

Objetivos: Avaliar se o instrumento de triagem nutricional NRS 2002 indica permanência hospitalar em pacientes de cirurgias de cabeça e pescoço. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo desenvolvido no Hospital Santa Casa de Belo Horizonte com base no banco de dados Ágeis Nutrition utilizado pela Nutrição Clínica do hospital referido no estudo com 42 pacientes internados no período de Julho de 2010 a Fevereiro de 2013. Os Critérios de inclusão foram pacientes candidatos a cirurgias de cabeça e pescoço com e sem risco nutricional pelo NRS 2002, excluiu-se pacientes sem triagem pelo NRS 2002 e que estavam no Ágeis Nutrition. Resultados: A amostra foi constituída de 42 pacientes com idade média de 60,29 (DP ± 14,09) anos e com média de permanência hospitalar de 9,26 (DP ± 13,16) dias de internação. A média de permanência hospitalar dos pacientes sem risco foi de 3,29 (DP ± 1,82) e dos pacientes com risco 12,25 (DP ± 15,28). O CID mais prevalente foi C73 (14,3% da amostra), com diagnóstico de tireoidectomia total. Executamos analise univariada com teste de Mann-Whitney U comparando as variáveis não paramétricas e identificamos que a classificação de risco pela NRS 2002 foi significativa para o aumento da permanência hospitalar (p=0,001). Este dado pode referir-se ao estado de gravidade dos pacientes em risco nutricional, sendo a gravidade dos pacientes já um fator conhecido para prolongar a estadia hospitalar. Conclusão: Conclui-se que a identificação de pacientes com risco nutricional aferido pelo NRS 2002 pode ser um preditor de aumento da permanência hospitalar. Novos estudos prospectivos devem ser realizados para confirmar a hipótese. Unitermos: Cabeça e Pescoço, Triagem Nutricional, Permanência Hospitalar.

IC040 - PERFIL DE ALFA-TOCOFEROL NO SORO E COLOSTRO DE PUÉRPERAS ATENDIDAS EM MATERNIDADE PÚBLICA BRASILEIRA E SUA ASSOCIAÇÃO COM CARACTERÍSTICAS MATERNA

Instituição: Centro Universitário do Rio Grande do Norte, Natal - RN
Autores: Clemente HA, Melo LRM, Bezerra DF, Bellot PENR, Dimenstein R.

Objetivos: O objetivo do estudo foi avaliar a influência de características maternas e obstétricas sob a concentração de alfa-tocoferol no colostro e soro de puérperas atendidas em maternidade pública de Natal, RN. Tendo como objetivos específicos, avaliar a influência do IMC pré-gestacional e gestacional, paridade e tipo de parto sobre as amostras biológicas coletadas. Materiais e Métodos: O estudo foi do tipo transversal, realizado no período de Janeiro a Junho de 2012 com 42 nutrizes adultas e sem patologias associadas à gestação, com idade entre 18 e 40 anos, atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), Natal, RN, Brasil. As puérperas recrutadas foram esclarecidas quanto aos objetivos da pesquisa e autorizaram sua inclusão no estudo assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados sobre as características obstétricas e maternas foram obtidos do cartão de acompanhamento pré-natal e do inquérito aplicado pelos pesquisadores. A concentração de alfa-tocoferol nas amostras biológicas foi inicialmente analisada pelo método de extração utilizado por Ortega et al. (1998) e posteriormente determinadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Resultados: A população do estudo caracterizou-se por apresentar, em sua maioria, idade entre 25 e 40 anos, ter sido submetida a parto cesáreo (56%), estar na primeira gestação (59%) e apresentar adequado estado nutricional (31%). Nessas parturientes, a concentração média de alfa-tocoferol encontrada no soro foi de 993,8± 364,7 hcg/dL e para o colostro de 1645,5 ± 983,8 hcg/dL, evidenciando um estado nutricional adequado para alfa-tocoferol sérico. Além disso, foi verificado que 92% das amostras de colostro forneciam alfa-tocoferol suficiente para atingir o requerimento diário dos recém-nascidos. Não foi verificada associação significativa entre IMC pré-gestacional e gestacional, paridade e tipo de parto com o perfil de tocoferol no colostro e soro. Também não houve correlação significativa entre os níveis de alfa-tocoferol no sangue e no colostro. Entretanto, foi verificado que o estado nutricional gestacional apresenta relação com os níveis de alfa-tocoferol no soro, em contrapartida, este estado nutricional não interfere nos níveis de alfa-tocoferol no colostro. Conclusão: Sabe-se que o transporte desse nutriente do soro para a glândula mamária ainda não está bem esclarecido, entretanto pode ser sugerido que há um mecanismo homeostático materno que promove a adequação dos níveis desse nutriente no leite materno, fazendo com que as características maternas não apresentem influência sobre os níveis de alfa-tocoferol no colostro. Unitermos: Alfa-tocoferol, Características Maternas, Leite Materno, Colostro, Estado Nutricional.

IC041 - CONCENTRAÇÃO DE VITAMINA E NO COLOSTRO DE MULHERES SUPLEMENTADAS COM ALFA-TOCOFEROL NA FORMA NATURAL E SUA RELAÇÃO AO REQUERIMENTO NUTRICIONAL DO LACTENTE

Instituição: Centro Universitário do Rio Grande do Norte, Natal - RN
Autores: Clemente HA, Santana MKL, Lima MSR, Grilo EC, Dantas RCS, Dimensteis R.

Objetivos: Verificar se a suplementação materna no pós-parto com alfa-tocoferol (h1-TOH) natural aumenta o fornecimento de vitamina E para o recém-nascido através do leite colostro. Materiais e Métodos: Estudo clínico randomizado com 76 mulheres atendidas em uma maternidade de Natal (RN), divididas em grupo controle (36) e suplementado (40). A coleta do colostro ocorreu por expressão manual da mama, em duas etapas: uma no contato inicial e outra 24h depois. O grupo suplementado ingeriu uma cápsula de 400UI de RRR-h1-TOH após a 1ª coleta. A extração da h1-TOH foi adaptada de Romeu-Nadal et al. (2006), utilizando hexano como reagente extrativo de lipídios. O hexano foi evaporado e o extrato seco reconstituído em etanol absoluto para determinação do h1-TOH por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência a 292 nm. Para a análise estatística foi utilizado o software IBM SPSS®. A resposta à suplementação foi analisada através do % de variação e das médias, sendo considerada diferença significativa quando p<0,05. Foi comparada a quantidade de vitamina E oferecida no colostro, considerando o consumo de 500mL/dia (ROSS;HARVEY, 2003) ao requerimento nutricional para recém-nascidos, 4mg. Resultados: No 1º dia, as médias de h1-TOH no colostro foram 1665,2 ± 160,2 µg/dL no grupo controle (GC) e 1387,1 ± 176,5 µg/dL no suplementado (GS), não existindo variância na amostra (p=0,767) ou evidência de diferença entre as médias (p=0,253). Após 24h as médias foram 1642,5 ± 181,9 (GC) e 2187,2 ± 248,6 (GS). Observa-se que o GC apresentou concentrações semelhantes nos dois momentos. Entretanto, a comparação das médias do % de variação revelou que a média do GC no 2º dia difere daquela do GS (p=0,000). As mulheres suplementadas tiveram 101% a mais de h1-TOH no colostro que as não suplementadas. Analisando apenas as médias obtidas, foi visto que tanto antes quanto depois da suplementação, ambos os grupos forneciam quantidades suficientes da vitamina ao recém-nascido, atingindo o seu requerimento nutricional. Porém, ao analisar as concentrações individualmente, verificou-se que 30% (12) das mulheres do GS forneciam valores inferiores a 4 mg/dia de h1-TOH através do colostro. Após suplementação, apenas 10% (4) dessas mulheres forneciam menos de 4mg/dia de h1-TOH para o recém-nascido. Conclusão: A concentração de h1-TOH no colostro das mulheres suplementadas foi significativamente maior. O colostro mostrou fornecer quantidade suficiente de h1-TOH para suprir a necessidade do lactente, entretanto algumas mulheres apresentaram quantidades insuficientes para tal. Com a suplementação materna, os níveis de h1-TOH se elevam no colostro, aumentando o fornecimento de vitamina E. Unitermos: Alfa-tocoferol, Vitamina E, Colostro, Suplementação.

IC042 - PERFIL DE ALFA-TOCOFEROL NO SORO E SUA CORRELAÇÃO COM DADOS BIOQUÍMICOS MATERNOS

Instituição: Centro Universitário do Rio Grande do Norte, Natal - RN
Autores: Clemente HA, Melo LRM, Bezerra DF, Costa PN, Santana MKL, Dimenstein R.

Objetivos: Avaliar a concentração de vitamina E no soro de parturientes atendidas em maternidade pública do Rio Grande do Norte, verificando sua influencia sobre os valores de hemoglobina e hematócrito. Materiais e Métodos: Participaram do estudo 95 mães atendidas em Maternidade Pública do Rio Grande do Note. Participaram da pesquisa mulheres com idade entre 18 e 40 anos, sem patologias como hipertensão, diabetes, ou quaisquer doenças infecciosas (HIV/sífilis). Foram coletadas 5 mL de sangue por punção venosa, e armazenado em tubos de polipropileno, protegido da luz. Em seguida, o sangue foi submetido a centrifugação por 10 minutos, retirando-se uma alíquota de 1mL de soro. A extração ocorreu segundo o método de Ortega (1997) adaptado. A dosagem de vitamina E foi realizada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). Os valores de hemoglobina (g/dL) e hematócrito (%) foram obtidos através do cartão da gestante. Para a análise estatística foi verificada a normalidade da amostra e aplicado a correlação de Pearson para analisar a relação da vitamina E com os níveis de hemoglobina e hematócrito, sendo consideradas relevantes valores de p< 0,05. Resultados: A média encontrada para alfa-tocoferol no soro foi de 1210,7±51, com 4,2% apresentando concentrações séricas de alfa-tocoferol que as classificam como deficientes para o micronutriente. Ao analisar os hematócritos 59,8% (n=63) das mulheres encontravam-se abaixo dos valores de referência. Correlacionando as variáveis soro e hematócrito não foi encontrada correlação (p=-0,110) entretanto, foi encontrada correlação entre alfa-tocoferol no soro e hemoglobina (p=-0,02). Conclusão: Tais resultados confirmam que os baixos resultados do hematócrito estão relacionado a anemia ferropriva, bastante comum em gestantes. Entretanto a correlação significativa entre o soro e a hemoglobina demonstra que baixos níveis de alfa-tocoferol podem está relacionados. Unitermos: Alfa-tocoferol, Vitamina E, Hematócrito, Hemoglobina.

IC043 - A INGESTÃO DE CÁLCIO É FATOR DE RISCO PARA O EXCESSO PONDERAL PRÉ-GRAVÍDICO E NO PRIMEIRO TRIMESTRE GESTACIONAL? A REALIDADE DE MULHERES ATENDIDAS EM UM SERVIÇO PÚBLICO DE REFERÊNCIA EM ATENDIMENTO PRÉ-NATAL EM FORTALEZA - CE

Instituição: Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza - CE
Autores: Silva BYCS, Sampaio HACS, Alves JAGA, Costa FSC.

Objetivos: Avaliar a inter-relação entre o consumo de cálcio dietético e o índice de massa corporal pré-gravídico e no primeiro trimestre gestacional em gestantes atendidas em um serviço de referência em atendimento pré-natal de Fortaleza - CE. Materiais e Métodos: O estudo incluiu 233 gestantes no primeiro trimestre. Na visita ao serviço, as mulheres foram avaliadas quanto ao peso atual e altura, questionadas quanto ao peso prévio à gravidez e preencheram um recordatório alimentar de 24 horas de um dia da semana, o segundo coletado por telefone, em dia não-consecutivo e referente a um dia de fim de semana. A composição nutricional das dietas foi determinada através do software DietWin Profissional 2.0. A ingestão habitual de cálcio correspondeu à média estimada a partir dos recordatórios. Para avaliar o estado nutricional pré-gestacional, utilizou-se o Índice de Massa Corporal (IMC), conforme critérios do National Academy of Sciences (1990). A avaliação do IMC atual baseou-se na tabela de Atalah et al. (1997). A ingestão de cálcio foi avaliada segundo as necessidades diárias médias estimadas (OTTEN et al., 2006). O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para analisar a correlação entre consumo de cálcio e IMC pré-gravídico e atual. Resultados: O estado nutricional pré-gravídico de eutrofia foi detectado em 54,08% das mulheres. Foi alto o percentual de gestantes com excesso de peso antes da gravidez (33,05%). O IMC pré-gravídico médio da população correspondeu a 24,56Kg/m². O estado nutricional atual foi compatível com eutrofia em 43,77% das gestantes, contudo em menor percentual que o revelado na avaliação do IMC pré-gravídico. Aumentou a presença de excesso ponderal (40,78%). O IMC médio passou a 25,15Kg/m². Detectou-se uma ingestão de cálcio total (dieta e suplemento) muito aquém da EAR em 84,55% das entrevistadas, com média de 524,84mg. Excetuando-se as gestantes com baixo peso, o consumo médio de cálcio diminuiu à medida que aumentou o IMC. Estatisticamente, observou-se correlação negativa (r = -0,132). Quanto ao estado nutricional no primeiro trimestre, também se observou relação inversa entre ingestão de cálcio e IMC, estatisticamente significativa, contudo agora incluindo também as mulheres com baixo peso (r = -0,130). Conclusão: Há necessidade de intervenção nutricional junto às participantes com vistas a auxiliar no controle ponderal durante a gestação e após esta fase, bem como para prevenir outras morbidades com as quais a baixa ingestão de cálcio guarda relação, como pré-eclâmpsia e hipertensão. Sugere-se mais estudos investigando outras populações de gestantes cearenses, com vistas a se intervir precocemente. Unitermos: Cálcio, Ganho de Peso Gestacional, Índice de Massa Corporal.

IC044 - PREVALÊNCIA DO USO DO LEITE MATERNO EM RECÉM-NASCIDOS COM MUITO BAIXO PESO NO MOMENTO DA ALTA EM HOSPITAL PRIVADO DE NÍVEL TERCIÁRIO: COMPARAÇÃO COM A VERMONT OXFORD NETWORK

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo - SP
Autores: Potenza ALS, Rebello CM, Piovacari SMF, Deutsch AD.

Objetivos: Comparar a porcentagem de recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBP), definidos como peso de nascimento inferior a 1500g que recebem leite materno (exclusivo ou associado à fórmula) ou apenas fórmula no momento da alta hospitalar, em hospital privado de nível terciário, do município de São Paulo com Vermont Oxford Network (VON). Materiais e Métodos: Foram estudadas crianças com peso de nascimento entre 501 a 1500 g ou idade gestacional entre 22-32 semanas, nascidos entre janeiro de 2010 a dezembro de 2012 em um hospital privado do Município de São Paulo. Foi determinada a frequência de uso de leite materno (exclusivo ou associado à formula - Leite Materno) e a frequência de uso de fórmula exclusiva - Fórmula) no momento da alta, nas seguintes faixas de idade gestacional: <24 semanas; 24-26 semanas; 26-29 semanas; 30-32 semanas e >32 semanas. Os dados foram comparados com os da VON, que mantém uma base de dados mundial de RNMBP com informações sobre intervenções de desfechos hospitalares, visando a melhoraria da qualidade e segurança dos cuidados de saúde para esses recém-nascidos. 654 caracteres. Resultados: Os RNMBP nascidos no HIAE apresentaram uma maior proporção de aleitamento materno (exclusivo ou associado à formula) no momento da alta nas faixas de idade gestacional de 24-26 semanas (Leite Materno: HIAE, 11/13 (84,6%); VON, 3571/8773 (40,7%); Fórmula: HIAE, 2/13 (15,4%); VON, 5080/8773 (57,9%); p= 0,004) e 27-29 semanas (Leite Materno: HIAE, 46/51 (90,2%); VON, 9251/17963 (51,5%); Fórmula: HIAE, 7/51 (13,7%); VON, 8532/17963 (47,5%); p< 0,001). Nas demais faixas de idade gestacional embora tenha sido observada uma tendência de maior aleitamento materno nas crianças nascidas no HIAE, esta diferença não foi significante: < 24 semanas (Leite Materno: HIAE, 2/2 (100%); VON, 249/798 (31,2%); Fórmula: HIAE, 0/0 (0,0%); VON, 534/798 (67,4%) p=0,189); 30-32 semanas (Leite Materno: HIAE, 29/46 (63,0%); VON, 8032/13613 (59,0%); Fórmula: HIAE, 17/46 (37,0%); VON, 5472/13613 (40,2%) p=0,733); > 32 semanas (Leite Materno: HIAE, 8/9 (88,9%); VON, 2460/3802 (64,7%); Fórmula: HIAE, 1/5 (20,0%); VON, 1308/3802 (34,4%); p =0,091). Conclusão: A porcentagem de RNMBP nas idades gestacionais de 24-26 semanas e 27-29 semanas, em uso do LM exclusivo ou associado à fórmula no momento da alta hospitalar foi maior no HIAE do que na Rede Vermont Oxford, considerada um dos principais marcadores internacionais de qualidade de atendimento a recém-nascidos de muito baixo peso. Unitermos: Recém-Nascido, Muito Baixo Peso, Leite Materno, Fórmula.

IC045 - EVOLUÇÃO DA PRESCRIÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL DE RECÉM-NASCIDOS MENORES DE 500 G

Instituição: Farmoterápica, São Paulo - SP
Autores: Amaral RC, Satiro CAF, Akamine D, Maldonado CP, Filho MK.

Objetivos: Identificar o perfil da prescrição de nutrição parenteral (NP) de recém-nascidos (RN) menores de 500 g, quanto ao tempo de início e dias de uso e mostrar a evolução da oferta de fluido, caloria e proteína. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo utilizando os dados das prescrições recebidas por um sistema de prescrição eletrônica de uma empresa terceirizada de manipulação de NP entre janeiro e dezembro de 2012. Os dados do relatório geral das prescrições de NP de RN com menos de 500 g foi analisado considerando a data de início e o tempo de uso da NP e a oferta de fluido, caloria e proteína na primeira e última prescrição. Resultados: No período do estudo, das 15302 prescrições de RN recebidas das regiões sul e sudeste do Brasil, 4256 (27,8%) eram de pacientes de extremo baixo peso (<1000). Dessas 264 (6,2%) eram de 43 pacientes com o peso inferior a 500 g. O início da terapia nutricional com nutrição parenteral foi em média com 3 dias de vida. A média do peso do paciente no início da terapia nutricional foi de 450,5g (DP 42,6). A média da oferta de fluido na primeira prescrição foi de 104,8 ml/kg, a de caloria foi em média de 52,3 kcal/kg e a média da oferta proteica de 2,11 g/kg. Na última prescrição a oferta de fluido média foi de 113,9 ml/kg a de caloria foi em média de 62,2 kcal/kg e a média da oferta proteica de 2,6 g/kg. A média dos dias de uso da NP foi de 5,7 dias (DP 6,34). Conclusão: O número de prescrições de recém-nascidos de extremo baixo peso recebidas é representativo. Considerando as prescrições dos pacientes menores de 500 g, nota-se a tentativa no aumento da oferta de fluido, proteína e caloria de acordo com o tempo. Dados como a condição clínica do paciente seriam necessários para comparação da oferta prescrita com as recomendações internacionais. Unitermos: Nutrição Parenteral, Recém-Nascido.

IC046 - APLICAÇÃO DE UMPLANO TERAPÊUTICO NUTRICIONAL E AVALIAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DA NUTRIÇÃO ENTERAL EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA TERCIÁRIA

Instituição: Instituto da Criança - HCFMUSP, São Paulo - SP
Autores: Zamberlan P, Gandolfo AS, Orlando PR, Silva APA, Carvalho WB, Delgado AF.

Objetivos: Mostrar se o uso de um fluxograma de terapia nutricional (TN) é útil para padronizar a nutrição enteral (NE) de crianças e adolescentes internados em uma unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP); avaliar a presença de complicações gastrointestinais; identificar 3) identificar as causas de interrupção da nutrição enteral na PICU. Materiais e Métodos: Por 4 meses a NE de 46 pacientes internados na UTIP foi iniciada seguindo o fluxograma de padronização da TN desenvolvido pela equipe multidisciplinar e avaliada por um protocolo padrão de atendimento aplicado pelos nutricionistas da unidade, que incluiu presença de diarreia ou constipação, e principais causas de interrupção da NE. Resultados: A média do tempo de utilização da NE foi de 12 dias (mediana 9 dias). Constipação ocorreu mais frequentemente do que diarreia (15% versus 6,5%). A maioria dos pacientes recebeu dieta polimérica completa (80,4%) por sonda na posição gástrica (64,8% sonda nasogástrica e 35,2% gastrostomia), como recomendado pelo fluxograma. O restante dos pacientes utilizou dieta oligomérica por sonda gástrica ou pós-pilórica. A principal causa de descontinuação da dieta foi jejum para procedimentos e avaliações radiológicas (30% dos pacientes). Aspiração e intolerância foram causas menos frequentes e ocorreram em 17% dos pacientes. Uma média de 15% do volume de dieta prescrito não foi infundido devido a estas interrupções. Conclusão: Um fluxograma de TN foi útil para racionalizar a TNE na UTIP. Interrupções inadvertidas da NE deveriam ser monitoradas, pois podem causar adicional piora da condição nutricional. Constipação foi uma complicação gastrointestinal relevante nestes pacientes. Unitermos: Nutrição Enteral, Crianças, Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.

IC047 - AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE PACIENTES PEDIÁTRICOS COM ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA SEGUNDO DIFERENTES MÉTODOS DE CLASSIFICAÇÃO

Instituição: Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira - Fiocruz, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Teixeira JS, Gomes MM.

Objetivos: Realizar avaliação antropométrica de pacientes com encefalopatia crônica não progressiva (ECNP) quadriplégica comparando duas referências distintas de classificação nutricional, classificação nutricional segundo medidas de circunferência do braço (CB), circunferência muscular do braço (CMB) e prega cutânea tricipital (PCT) e comparar a altura estimada com o comprimento mensurado por antropômetro. Materiais e Métodos: Estudo transversal descritivo, incluindo crianças com ECNP quadriplégica de 0 a 3 anos em hospital público de média e alta complexidade. Foi aferido comprimento, peso, CB, PCT e altura do joelho (AJ). Foi calculada CMB e a estimativa da altura. Foram avaliadas as relações peso para idade, comprimento para idade e peso para comprimento, utilizando como referência os gráficos da OMS e os propostos por Krick et al. Resultados: Foram avaliadas 14 crianças com idade média de 21 meses. A avaliação dos indicadores antropométricos mostrou que houve diferenças significativas entre os dois métodos de classificação nutricional ao avaliar os indicadores comprimento/idade (p=0,014), peso/idade (p=0,014) e peso/comprimento (p=0,001). Houve correlação significativa entre comprimento mensurado e estatura estimada (r=0,796; p=0,001). A avaliação da CB e PCT mostrou que a maioria dos pacientes apresentava algum grau de desnutrição. Através da CMB, a maioria estava eutrófica. Conclusão: Existem diferenças estatísticas entre as curvas de crescimento. Curvas específicas parecem subestimar a desnutrição quando se leva em consideração indicadores que envolvem peso. Curvas elaboradas para crianças hígidas podem ser uma boa opção para prática clínica, devendo-se considerar indicador peso/estatura e as medidas de composição corporal como ferramentas complementares. Unitermos: Não informado.

IC048 - CASO CLÍNICO: ALIMENTO HIPERPROTEICO E HIPERCALÓRICO NA RECUPERAÇÃO DE LACTENTE COM FIBROSE CÍSTICA

Instituição: Instituto da Criança - HCFMUSP, São Paulo - SP
Autores: Neri LCL, Veiga CS, Mattar LB, Murakami DK, Silva Filho LVRF, Cardoso AL.

Objetivos: Descrever o uso de alimento hipercalórico e hiperproteico destinado a lactentes, na recuperação nutricional de um paciente com fibrose cística gravemente desnutrido. Materiais e Métodos: Lactente prematuro (34 semanas de gestação, 2100g peso ao nascer) com fibrose cística e desde o nascimento evoluiu com problemas gastrintestinais e dificuldades respiratórias. Após uma internação por infecção respiratória aguda grave aos 2 meses de idade evoluiu com dependência de oxigênio e teve novos episódios de internação por infecção respiratória. Aos 8 meses recebia polivitamínicos (com ênfase em vitaminas lipossolúveis), e a sua alimentação consistia de uma refeição salgada e fórmula infantil padrão (cerca de 150ml cinco vezes ao dia) suplementada com TCM (1,5%). A oferta calórica era de 195 kcal/kg/dia e não ganhava peso, o que poderia ser decorrente do fenômeno de "overfeeding". Optou-se então pelo uso de um alimento hipercalórico e hiperproteico. Iniciou-se a oferta de 120 kcal/kg/dia e aquilo que não aceitasse era oferecido por sonda nasogástrica. Nesta última internação, estando com magreza acentuada, foi indicada uma gastrostomia para garantir o aporte nutricional. Resultados: Seu estado nutricional foi melhorando paulatinamente e em mais 30 dias saiu do estado de magreza para o de eutrofia (escore Z da relação P/E normal). Nesse tempo foi iniciada a retirada do alimento hipercalórico e hiperproteico. Gradualmente a fórmula infantil e os alimentos salgados voltaram a constituir sua alimentação diária. Conclusão: Em lactentes com fibrose cística, que possuem necessidade energética aumentada em até 150%, o uso de um alimento hipercalórico e hiperproteico destinado para lactentes com necessidades especiais é uma alternativa eficaz para a recuperação nutricional. Unitermos: Fibrose Cística, Alimento Hipercalórico Hiperproteico, Recuperação Nutricional, Lactente.

IC049 - COMPARAÇÃO ENTRE AS CURVAS DE CRESCIMENTO NCHS(1977) E OMS(2006) NO DIAGNÓSTICO ANTROPOMETRICO DE CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS

Instituição: Programa Leite de Todos de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Lima RL, Martins PR.

Objetivos: O objetivo desse estudo foi analisar comparativamente a avaliação nutricional de crianças atendidas pelo Programa Leite de Todos de Pernambuco, utilizando as curva de crescimento do National Center for Health Statistics (NCHS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal na cidade do Recife com 143 crianças de até 60 meses de idade, em outubro de 2009. Foram obtidos os dados antropométricos de peso e estatura. Os valores antropométricos foram convertidos manualmente em escores z. Os conjuntos de curvas de crescimento utilizados foram aqueles conhecidos como NCHS/1977 e WHO/2006. Os índices antropométricos utilizados para avaliação do estado nutricional foram peso para idade (P/I), estatura para idade (E/I) e peso para estatura (P/E) medidos em escores Z. Valores de escore z <-2 para os índices E/I, P/I e P/E foram utilizados para caracterizar baixa estatura para a idade, baixo peso para a idade e baixo peso para estatura, respectivamente. Utilizou-se o índice P/E para verificação de sobrepeso (ponto de corte ³+2 escores Z). A análise estatística dos dados foi realizada através do programa SPSS. As variáveis contínuas foram testadas quanto à normalidade da distribuição, pelo teste de Kolmogorov Smirnof. Resultados: Foram analisadas 143 crianças. A distribuição das crianças foi homogênea em relação ao sexo, sendo, 72 (50,4%) do sexo feminino e 71 (49,6%) do sexo masculino. A idade média das crianças foi 34,69 ± 17,49 meses. As médias de altura e peso encontradas nas crianças foram, respectivamente, 92,25±15,66cm e 15,06±4,68 kg. Foi observada diferença estatisticamente significante (p <0,05) para peso entre os sexos. O déficit de crescimento linear foi detectado em 13,2% e 16%, das crianças, a partir das curvas de crescimento do NCHS e da OMS respectivamente. Foram observadas frequências de baixo peso para a idade em 0,7%, a partir das duas curvas. O baixo peso para a estatura em 0,7% e 1,4% das crianças, respectivamente para as curvas NCHS e OMS. Com relação ao sobrepeso, as frequências foram 7,7% e 12,6% e à obesidade foram 9,8% e 14%, respectivamente para as curvas NCHS e OMS. Notou-se baixa frequência de desnutrição aguda. Conclusão: As curvas da OMS constituem um instrumento mais adequado para avaliação de crianças. Esta identificou menor proporção de déficits nutricionais e, ao mesmo tempo, uma elevação importante da prevalência de obesidade. Os resultados constituem um sinal de alerta, uma vez que o estado nutricional nessa faixa etária pode determinar o estado nutricional na vida adulta. Unitermos: Avaliação Nutricional, Curvas de Crescimento, Organização Mundial da Saúde, Crianças.

IC050 - DESENVOLVIMENTO DE DOCES ALTERNATIVOS E ANÁLISES SENSORIAIS EM CRIANÇAS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL

Instituição: Universidade Paulista, Campus Brasília, Brasília - DF
Autores: Santos LA, Fortes RC, Sousa RMD.

Objetivos: Avaliar a aceitação de doces alternativos desenvolvidos com as hortaliças, beterraba e cenoura, por meio de análise sensorial em crianças na fase escolar. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal analítico realizado na escola classe 02 da Candangolândia - DF no qual participaram 49 crianças na faixa etária 8 e 9 anos, matriculados na 3ª e 4ª série do ensino fundamental. Cada criança recebeu uma formulação com quantidades de 50% e 25% de cada hortaliça, após a degustação cada criança individualmente pôde marcar no questionário o que expressou sua satisfação e aceitabilidade em relação ao sabor, cor e textura. Para os cálculos dos resultados foram utilizados o teste (F) e a comparação de médias pelo Microsoft Office Excel 2010, com o teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Paulista, Campus Indianópolis - SP. Resultados: Observou-se que o percentual de aceitação foi maior em relação aos doces de cenoura nas diferentes concentrações e o doce de beterraba embora tenha tido um bom percentual de aceitação, não alcançou 70% que é o parâmetro para indicar que a aceitação foi significativa. Conclusão: O incentivo do consumo de hortaliças por meio de novas preparações pode ser uma alternativa para aumentar o interesse das crianças por alimentos fonte de vitaminas e minerais, principalmente as que estão em fase escolar. Unitermos: Hortaliças, Preparações, Crianças, Fase Escolar, Análise Sensorial, Alimentação Alternativa.

IC051 - ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL DE ESCOLARES EM MUNICÍPIOS DO INTERIOR DO AMAZONAS

Instituição: Universidade Federal do Amazonas, Manaus - AM
Autores: Paz AS, Amaral JH, Souza CSM.

Objetivos: Avaliar o consumo alimentar dos macronutrientes de escolares na faixa etária de 9 anos, verificando índices antropométricos de estatura/idade, peso e circunferência da cintura nos municípios de Itapiranga e Silves, Amazonas. Evidenciando o estado nutricional e relacionando os diversos padrões alimentares encontrados com estado nutricional. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo e quantitativo, com levantamento de dados primários com escolares de 9 anos dos municípios de Itapiranga e Silves, que visa verificar perfil nutricional dos escolares, utilizando duas técnicas: Recordatório de 24 horas e o habitual. Quanto aos dados antropométricos a ferramenta utilizada foi os parâmetros de crescimento e desenvolvimento (peso, altura, circunferência da cintura, sexo). A parte quantitativa do estudo é do tipo transversal com o nível de confiança em que a probabilidade de que o erro amostral efetivo foi 5%, o nível de confiança utilizado na pesquisa foi de 95%. Foi utilizado a anamnese alimentar por meio das duas técnicas, com auxilio de técnicas pedagógicas para inserir o escolar dentro do contexto do hábito alimentar com uso de figuras de utensílios e vários alimentos para que seja possível verificar o calculado o consumo em gramas e calorias de carboidratos totais. Resultados: O estudo contou com a participação de 242 crianças. 115 do município de Silves, e 127 de Itapiranga, interiores do Amazonas. Todas as crianças investigadas estavam com 9 anos de idade, sendo 145 do sexo feminino e 97 do sexo masculino. Na avaliação do estado nutricional, 56 % das crianças estavam eutróficas, 22%, com sobrepeso, 11%, com obesidade e 11% com baixo peso, de acordo com IMC/Idade, peso/altura a Circunferência de Cintura demonstrou que 55 % das crianças estavam dentro da recomendação para idade, porém 45% delas apresentaram valores elevados de circunferência. Os recordatórios alimentares tanto habitual quanto de 24h, evidenciaram elevado consumo de guloseimas e carboidratos em contra-partida escassez de verduras, legumes e frutas. Notou-se também alta ingestao de frituras, principalmente dos peixes regionais. Conclusão: Os hábitos alimentares das crianças no interior do amazonas, onde não temos os grandes centros de fast-foods, ainda são muito entrincheirados com alimentos não nutritivos e que apesar de um grande número de crianças apresentarem eutrofia de acordo com o IMC/Idade, propomos que atividades de praticas de educação em saúde sejam elaboradas desde para prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Unitermos: Consumo Alimentar, Estado Nutricional, Práticas Educativas, Crianças.

IC052 - ASSOCIAÇÃO ENTRE MATURAÇÃO SEXUAL, EXCESSO DE PESO CORPORAL E ESTATURA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis - SC
Autores: Benedet J, Adami F, Luciano AP, Hinnig PF, Vasconcelos FAG.

Objetivos: Analisar associação entre a maturação sexual, excesso de peso e estatura em crianças e adolescentes de 8 a 14 anos de Florianópolis/SC. Materiais e Métodos: Estudo transversal, realizado em 2007, em Florianópolis - Brasil, com 2.339 escolares de 8 a 14 anos (1.107 do sexo masculino) selecionados probabilisticamente em dois estágios (região: centro e praias e tipo de escola: públicas e privadas). Os escolares foram divididos em: i) excesso de peso e ii) não excesso de peso, segundo pontos de corte do IMC para sexo e idade. A Estatura e o IMC foram analisados pelos valores de Z escore. A maturação sexual foi auto-avaliada segun_do estágios de desenvolvimento de órgão de Tanner. Os escolares foram classificados segundo tercis de idade para cada estágio de maturação sexual - precoce, normal e tardia. Na análise estatista dos dados utilizou-se modelo de regressão de Poisson e linear. Resultados: Tendo como referência o sexo feminino ou as escolares com maturação sexual normal, as com maturação sexual precoce apresentaram maior estatura para a idade e prevalência de excesso de peso corporal, com valor ajustado de razão de prevalência (IC95%) igual a 1,70 (1,24; 2,33) e de beta (IC95%) igual a 0,37 (0,14; 0,59); as com maturação tardia, menor estatura e prevalência de excesso de peso corporal, com razão de prevalência (IC95%) igual a 0,57 (0,37; 0,87) e de beta (IC95%) igual a -0,38 (-0,56; -0,20). Nos escolares do sexo masculino, não foi encontrada associação estatisticamente significante entre classificação de maturação sexual e excesso de peso corporal. Observou-se maior estatura para a idade naqueles com maturação sexual precoce e menor naqueles com maturação sexual tardia comparado aos com maturação normal, sendo os valores ajustados de beta (IC95%) iguais a 0,37 (0,14; 0,59) e -0,38 (-0,56; -0,20), respectivamente. Conclusão: A maturação sexual precoce apresentou-se como um fator associado ao excesso de peso corporal em escolares do sexo feminino e maior estatura para a idade em escolares de ambos os sexos. Destaca-se a importância da relação desses indicadores com doenças crônico não transmissíveis e evidências de que a obesidade na idade adulta está associada a altos valores de IMC ou excesso de adiposidade corporal. Unitermos: Obesidade, Puberdade, Crescimento, Escolares.

IC053 - INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM EXCESSO DE PESO: QUAL A MELHOR ESTRATÉGIA?

Instituição: Programa de Residência Multiprofissional em Saúde - Hospital Escola Universidade Federal de Pelotas, Pelotas - RS
Autores: Ramalho JB, Grellert MN, Costa MVM, Vohlbrecht MBC, Pastore CA.

Objetivos: Diante da escassez de dados na literatura sobre qual a melhor forma de abordagem no tratamento do excesso de peso na infância e adolescência e conhecendo os malefícios da patologia na vida desses indivíduos, o objetivo do presente estudo foi comparar dois métodos de manejo do excesso de peso: prescrição dietética formal ou orientações pontuais de correção de equívocos alimentares e comportamentais. Materiais e Métodos: Foram incluídos indivíduos de 6 a 12 anos de idade com excesso de peso (critérios da OMS 2007 de IMC para idade e sexo). Na primeira consulta foram avaliados aspectos demográficos, socioeconômicos, alimentação habitual e medidas antropométricas (peso e altura). Os pacientes foram randomizados através de sorteio para dois grupos: Intervenção, no qual receberam prescrição dietética formal, com lista de substituição de alimentos por grupo alimentar, com valor calórico total (VCT) calculado de acordo com idade e sexo através do método FAO (2001); ou Controle, no qual receberam orientações baseadas nos principais erros alimentares e comportamentais identificados na anamnese. Ambos os grupos foram incentivados à maior atividade física em seus momentos lúdicos. O retorno ocorreu em intervalo mínimo de 4 semanas, com reavaliação dos hábitos alimentares e averiguação de dificuldades e dúvidas no seguimento da prescrição, além de reavaliação antropométrica e da classificação pelo IMC. Resultados: Foram avaliadas 40 crianças e adolescentes com média de idade de 9,3±1,9 anos, sendo a amostra composta por 60% (n=24) do sexo feminino. A maioria das mães tinha até oito anos de estudo e 43,8% tinham renda familiar entre um e dois salários mínimos. A média de IMC das crianças e adolescentes na primeira consulta foi de 24,9±5,1 kg/m² e a maioria (85%) foi classificada como obesa. O tempo médio gasto com atividades sedentárias, como assistir televisão e jogar videogame/computador, foi de 4,4±2,5 horas/dia. Não foi observada diferença significativa entre o IMC inicial e o IMC final na população geral (p=0,09). Quando observados pelos grupos do estudo, o grupo controle também não apresentou alteração significativa de IMC, sendo a mediana inicial de 24,3 (IIQ 23,3 - 26,8) kg/m² e a final de 24,3 (IIQ 23,1 - 26,7) kg/m² (p=0,35). Já no grupo intervenção foi observada uma tendência à diferença entre o IMC inicial (24,1 [IIQ 21,2 - 26,8] kg/m²) e o IMC final (21,5 [IIQ 20,9 - 24,6] kg/m²), porém de forma não significativa (p=0,06). Conclusão: Os achados deste estudo sugerem que, mesmo sendo uma abordagem mais restritiva, que altera qualidade e quantidade da alimentação consumida, modificando, assim, hábitos alimentares adquiridos durante a vida, a prescrição dietética formal também é uma boa opção para o tratamento do excesso de peso importante em crianças e adolescentes. Unitermos: Excesso de Peso, Intervenção Nutricional, Crianças, Adolescentes, Hábitos Alimentares.

IC054 - AVALIAÇÃO DA INGESTÃO DE FERRO DE UM GRUPO DE ADOLESCENTES, MORADORES DA CIDADE DE BAURU, SÃO PAULO

Instituição: Universidade Paulista - Campus Bauru, Bauru - SP
Autores: Destefani SA, Moraes A.

Objetivos: Avaliar a ingestão de ferro em um grupo de adolescentes na faixa etária de 14 a 18 anos de idade, atendidos pelo Consórcio Intermunicipal da Promoção Social de Bauru (CIPS). Materiais e Métodos: Foi efetuado um estudo não experimental de caráter exploratório/descritivo, com corte transversal. Participaram 52 adolescentes de ambos os sexos, entre 14 a 18 anos. Foram incluídos somente aqueles que não apresentavam qualquer tipo de doença que poderia influenciar no consumo do nutriente. Foram aplicados dois R24h, com a finalidade de avaliar a ingestão habitual do ferro, sempre pelo mesmo entrevistador. Para avaliar a prevalência de inadequação da ingestão do ferro foram utilizados os valores de referências das EARs. Para o cálculo da ingestão do ferro, os alimentos informados em medidas caseiras foram transformados em gramas com o auxílio de tabela de pesos e medidas, inseridos no programa Dietpro 5i, o qual gerou os valores de ingestão. Para análise estatística, foram calculados média, desvio padrão, valor máximo e mínimo, também foi efetuada a prevalência de inadequação da ingestão. Este estudo recebeu aprovação favorável do CEP da UNIP sob o Protocolo nº 04122312.6.0000.5512. Resultados: Do total de indivíduos avaliados, 31 eram do sexo feminino e 21 do sexo masculino, com idade média de 15 ± 0,6 anos. A média do consumo do ferro observado neste grupo foi de 8,6 ± 2,9 mg, com uma mediana 8,4 mg, valor máximo de 17,1 mg e valor mínimo de 3,5 mg. Considerando a ingestão do nutriente de acordo com o gênero foi observado que para o feminino, a média do consumo foi de 8,6 ± 2,6 mg, com uma mediana 8,3 mg, valor máximo de 17,7 mg e valor mínimo de 4,9 mg. Já para o masculino a média do consumo foi de 8,5 ± 3,3 mg, com uma mediana 8,9 mg, valor máximo de 17,1 mg e valor mínimo de 3,5 mg. Quanto à prevalência de inadequação, esta foi de 41,9 % para o grupo feminino e 47,6% para o grupo masculino. Conclusão: Conclui-se assim que, a ingestão média de ferro do grupo estudado em geral ou por gênero feminino e masculino apresentou valores próximos ao ponto de corte da EAR. Contudo, a melhor forma de se avaliar a ingestão alimentar ou de nutrientes de grupos, é analisar a prevalência da inadequação do elemento estudado, que neste estudo em particular foi considerável tanto para o sexo feminino como para o masculino. Unitermos: Ferro, Adolescentes, Alimentação.

IC055 - IMPACTO DO ESTADO NUTRICIONAL E DA IMAGEM CORPORAL NA QUALIDADE DE VIDA DE ADOLESCENTES DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO RS

Instituição: Centro Universitário Univates, Lajeado - RS
Autores: Dalpubel V, Paludo J, Da Costa SM.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional, o grau de satisfação com a imagem corporal e seu impacto na qualidade de vida em adolescentes de um município do interior do RS. Materiais e Métodos: Trata-se de uma pesquisa com delineamento observacional do tipo transversal. Realizado com 425 adolescentes do 5° ao 9° ano do ensino fundamental com idade entre 10 a 17 anos e 11 meses, de ambos os gêneros, das escolas municipais de um município do interior do RS. Foi realizada a amostragem não-probabilística por conveniência, para recrutamento dos indivíduos. Todos os participantes entregaram um termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelos pais antes da coleta de dados. Os adolescentes foram submetidos à avaliação antropométrica preenchimento da escala de satisfação da imagem corporal proposta por Tiggemann & Wilson-Barret e do Questionário Pediátrico Qualidade de Vida PedsQL versão 4.0. Para análise dos dados utilizou-se o software SPSS versão 17.0. A associação das variáveis foi avaliada pelo teste quiquadrado de Pearson. Para comparar as médias entre os grupos aplicou-se o teste t-student. O nível de significância estatística considerado foi de 5% (p £ 0,05). Resultados: Dos 425 adolescentes 55,1% eram do gênero feminino (n=234). 24% dos adolescentes apresentaram sobrepeso e 11,1% obesidade. Dos meninos e meninas, respectivamente 24,1% e 23,9% estavam com sobrepeso e 11,5% e 10,7% com obesidade. E 7,1 % dos adolescentes estavam com a CA elevada, segundo os pontos de corte de Freedman et al 1999, sendo significativamente maior nos adolescentes com obesidade (55,3%). Obteve-se 8,5% de meninas e 5,8% de meninos com medidas elevadas de DCSE e DCT, conforme Frisancho 1990. Das meninas 71,8% e dos meninos 56,6% estavam insatisfeitos com sua imagem corporal (p<0,001). Na comparação do IMC com a satisfação corporal os classificados como magreza 69,7%, eutrofia 55,6%, sobrepeso 74,5% e obesidade 89,4% estavam insatisfeitos com seu corpo. Ao comparar a qualidade de vida com o gênero analisou-se as variáveis: físico, emocional, social e escolar, sendo que, encontrou-se (p< 0,001) na variável emocional das meninas. Ao cruzar a qualidade de vida com o estado nutricional e com a satisfação corporal não foram encontradas relações estatisticamente significativas. Conclusão: A prevalência de insatisfação corporal entre os adolescentes foi diretamente proporcional com o aumento do IMC. Os meninos são mais insatisfeitos pela magreza e as meninas pelo excesso de peso. O domínio emocional das meninas se mostrou afetado na qualidade de vida. O estado nutricional e a percepção da imagem corporal não se mostraram impactantes na qualidade de vida destes adolescentes. Unitermos: Adolescentes, Estado Nutricional, Imagem Corporal, Qualidade de Vida.

IC056 - A PERCEPÇÃO DO RESIDENTE NA APLICAÇÃO DOS PROTOCOLOS E AS DIRETRIZES CLÍNICAS DE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA, ASMA E VENTILAÇÃO MECÂNICA NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO AMAZONAS

Instituição: Universidade Federal do Amazonas, Manaus - AM
Autores: Reis VP, Brandão DM.

Objetivos: Em se tratando de doenças do trato respiratório e um dos seus suportes já bastante conhecidos, espera-se conhecer a existência ou não de protocolos e diretrizes acerca de tais patologias, assim como verificar o conhecimento por parte dos profissionais dos setores sobre esta mesma existência, e de saber, no caso de haver protocolos e diretrizes, a acessibilidade e seus métodos de elaboração. Materiais e Métodos: Fez-se uma busca-ativa e contato com os profissionais dos setores acerca da existência de protocolos voltados para asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e ventilação mecânica, na unidade de tratamento intensivo (UTI) e na farmácia central do Hospital Universitário Getúlio Vargas - UFAM, durante uma semana. Resultados: Encontrou-se na UTI apenas três protocolos e voltados para ventilação mecânica em: sedação e analgesia, pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Dos três protocolos, dois são de 2004 e um de 2005. Além do mais, nenhum dos três protocolos fora confeccionado no próprio hospital, sendo pertencentes a outros hospitais. Já na farmácia do hospital, não fora encontrado nenhum protocolo relacionado a um dos três temas. Observa-se então nos setores visitados uma cultura de protocolo "verbal", onde todos sabem quais procedimentos seguirem porque aprenderam desta forma, porém quando se fala em documento regulamentado a prática, ele não existe. Qualquer alteração é feita de maneira verbal e passado desta mesma forma. Quando os protocolos são encontrados nos setores, estão desatualizados e nem apresentam sinais de revisão. Conclusão: Fica claro a importância da existência de uma comissão de protocolos e diretrizes clínicas, onde através da união multiprofissional haja uma regulamentação das práticas, organizando e informando intersetorialmente as ações em prol da qualidade dos serviços prestados. Unitermos: Protocolos, Diretrizes, DPOC, Asma, Ventilação Mecânica.

IC057 - FAZENDO AUDITORIAS DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL COM PRONTUÁRIOS ELETRÔNICOS

Instituição: Universidade de Brasília, UNB, Brasília - DF
Autores: Ceniccola GD, Abreu HB, Araújo WC, Akutsu R, Trindade J.

Objetivos: Esse estudo se dedicou a realizar uma auditoria de qualidade em pacientes em terapia nutricional enteral (TNE), baseado em prontuários eletrônicos para guiar implementação de estratégias. Materiais e Métodos: Todas as prescrições dietéticas foram coletadas na unidade de nutrição e dietética (UND) afim de captar os pacientes utilizando TNE via enteral e suplementação oral, em um hospital público com 321 leitos, com 60 leitos de UTI adulto. Os prontuários eletrônicos desses pacientes foram verificados por dois nutricionistas, coletando-se informações sobre indicadores de qualidade hospitalares em TNE e promovendo decodificação dos pacientes. Considerando os critérios de inclusão (> 48 horas de hospitalização, > 18 anos e não estar na maternidade), obteve-se 200 leitos elegíveis para o estudo. Esse projeto foi autorizado pelo comitê de ética local, mas os profissionais não sabiam da avaliação. Essa foi a primeira auditoria feita neste hospital e serviu como projeto piloto. Resultados: Foram encontrados na UND 67 pacientes utilizando TNE, 100% estavam registrados nos prontuários eletrônicos, três pacientes não cumpriram um dos critérios de inclusão (>48 horas de hospitalização). Risco nutricional estava presente em 57,8% dos 64 pacientes incluídos, em 35.9% dos prontuários o risco nutricional não foi informado. A média de utilização de NE foi de 37,6 dias (±38,4). Foi verificado registro de Kcal ofertadas em 82,8% dos prontuários e não houve registro de kcal recebidas. A primeira avaliação nutricional foi documentada em 7.3 dias (±11,7), 68,7% dos pacientes possuíam uma avaliação nutricional e 37.5% apresentavam mais de uma. Foi verificado que 40,1% dos pacientes foram classificados como desnutridos na primeira avaliação. A média avaliações nutricionais foi de 1,6 (± 1,8) por paciente. Registro do peso foi verificado em 78,1% dos prontuários. Conclusão: Auditorias de qualidade são fundamentais e devem ser realizadas periodicamente. Elas geram informações sobre o nível da atenção hospitalar, como foi visto acima. Quando direcionadas, essas atividades geram indicadores de qualidade que podem guiar a capacitação de recursos humanos, implementar estratégias de melhoria e analisar o custo/benefício da TNE. Unitermos: Indicadores de Qualidade, Auditorias, TNE, Prontuários Eletrônicos.

IC058 - INDICADORES DE QUALIDADE DA TERAPIA NUTRICIONAL EM UM HOSPITAL PRIVADO - UMA ANÁLISE AO LONGO DE 5 ANOS

Instituição: Hospital Copa D’or, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Lopes NLA, Rocha EEMR, Gomes KLP, Tanaka LMS, Espinoza REA, Souza MPDS.

Objetivos: Analisar os Indicadores de Qualidade (IQ) da Terapia Nutricional (TN) estabelecidos pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) em um hospital privado. Materiais e Métodos: De Janeiro de 2008 a Dezembro de 2012 foram avaliados retrospectivamente os relatórios mensais da EMTN, contendo os IQ. Foram analisados o total de pacientes em TN, tanto enteral (TNE) quanto parenteral (TNP); a obstrução (O) de cateteres ou gastrostomias/jejunostomias; as perdas de frascos (Fr) de 1L para nutrição enteral (NE); a utilização das formulações poliméricas (FP) e oligoméricas (FO); os percentuais de administração (%Ad) da NE e da nutrição parenteral (NP) prescritas; os dias, à partir do início da TN, para atingir o valor calórico total calculado com a NE (DpNE) e com a NP (DpNP); a média de dias em NE (mdNE) e em NP (mdNP) que esses pacientes ficaram submetidos durante a sua internação hospitalar, bem como seus desfechos. A estatística foi paramétrica com significância em d"5%. Resultados: No período de 60 meses, foram acompanhados 5532 pacientes em TN, sendo 5179 (94%) em TNE e 353 (6%) em TNP, p=0,0001. Em média, a ocorrência de O não aumentou significativamente no período, p=0,236, com 336 (6%) no total. Foram utilizados 91071(99,67%) e inutilizados 295(0,33%) Fr, p=0,0001, com correlação positiva e significativa entre número de pacientes em TNE e a perda de Fr de NE no período, r=0,54 (p<0,001). As FP foram utilizadas em 4325 (84%) e as FO em 857 (16%) pacientes, p=0,0001. O %Ad de NE foi 93±2% e NP 90±7%, aumentando e diminuindo no período para NE e NP, p=0,0001 e p=0,043, respectivamente. DpNE foi 3,56±0,43, com pequeno aumento, porém significativo no período, p=0,0001, bem como o DpNP 4,57±1,32, com aumento no período, p=0,001. Observou-se a mdNE (10,99±1,23) diferente da mdNP (9,36±3,47), p=0,0001, bem como o total de pacientes e o n° de dias, em TNE e TNP, relativamente maiores para a TNE, ao longo do período, p=0,0001 e p=0,002, respectivamente. Houve diferença significativa entre todas as altas (1811 - 32,7%) e os óbitos (836 - 15,1%), p=0,0001. Conclusão: A atuação da EMTN foi eficaz pela monitoração da O dos acessos, assim como na perda mínima de Fr para a TNE, apesar do aumento do n° de pacientes, bem como na utilização dos tipos de FP e FO, no controle dos %Ad e nos DpNE e DpNP, esse último maior ao longo do período, possivelmente pela gravidade dos pacientes. Mesmo assim com o % de altas maior que o % de óbitos ao longo desses 5 anos. Unitermos: Indicadores de Qualidade, Terapia Nutricional, Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional.

IC059 - ESTUDO DOS INDICADORES DA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE DIETAS ENTERAIS INDUSTRIALIZADAS PREPARADAS EM LABORATÓRIOS DE ENTERAL DA REDE PÚBLICA HOSPITALAR DO DF: A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO

Instituição: Universidade de Brasília, Brasilia - DF
Autores: Cedro A, Araújo W, Haack A.

Objetivos: Analisar a qualidade microbiológica de dietas enterais industrializadas preparadas em laboratórios de enteral da rede pública hospitalar do DF e verificar os contaminantes mais susceptíveis destas dietas. Materiais e Métodos: Trata-se de análise microbiológica mensal de fórmula enteral padronizada, preparada nos laboratórios de nutrição enteral dos quatorze hospitais pertencentes à Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal. As características do produto são: Fórmula enteral polimérica, nutricionalmente completa, isenta de lactose, com ou sem sacarose, densidade calórica 0.9 a < 1.2 kcal/ml, proteína 14 a 20% do valor calórico total, volume para atingir 100% da IDR para vitaminas e minerais -1800 ml, osmolaridade (mOsm/l) 500. A amostra era coletada com base nas informações do Manual de Boas Práticas de Preparo de Nutrição Enteral da Gerência de Nutrição da SES/GDF (BRASÍLIA, 2003). A amostra era composta por uma alíquota de 200 ml da fórmula. Foram analisadas 61 amostras de dietas, no período de janeiro a dezembro de 2012. Os microrganismos pesquisados foram: Coliformes totais, Salmonella sp, Mesófilos e Staphylococcus aureus. A metodologia empregada para realização das análises foi preconizada pela Resolução RDC nº 63 de 06/07/2000 - ANVISA/MS. Como medidas corretivas foram realizados cursos mensais sobre Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle e Boas Práticas de Manipulação com os manipuladores para controle do ambiente. Nos cursos foram ministradas aulas sobre importância do trabalho em equipe para lactaristas, boas práticas em nutrição enteral, Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle para lactaristas e programa 5S (Seiri (utilização), Seiton (ordenação), Seiso (limpeza), Seiketsu (higiene) e Shitsuke (autodisciplina). Em alguns casos, foi solicitado a troca dos materiais de limpeza de 02 em 02 dias e troca dos liquidificadores, jarras e colheres do setor. Os cursos foram aplicados sistematicamente após os resultados dos laudos microbiológicos mensais, porém treinamentos a lactaristas eram feitos com frequência. Resultados: Em 12 meses de acompanhamento e intervenção foram evidenciadas 15 amostras contaminadas de 117 amostras analisadas. A contaminação foi por Salmonela, Coliformes totais e Mesófilos em 1,3%, 33,3% e 73,3% das análises, respectivamente. Não houve contaminações por Staphylococcus aureus nas amostras analisadas. Não houve registros de contaminação em junho, outubro e dezembro. 64,28% dos hospitais apresentaram contaminação desta fórmula no período de 1 ano. Das 14 unidades, 57,14% mostraram contaminação por Mesófilos, 28,57%, presença de Coliformes totais e 14,28% presença de Salmonela. Conclusão: As fórmulas enterais são compostas por macro e micronutrientes sendo, assim, excelentes meios para o crescimento de microrganismos. De todas as possíveis causas contaminantes de dietas enterais, a manipulação, é a mais crítica fonte de contaminação microbiana no ambiente hospitalar. Os manipuladores envolvidos no processo podem ser transmissores de microorganismos, principalmente através das mãos. Unitermos: Nutrição Enteral; Manipulação. (Enteral Nutrition; Food Handling).

IC060 - INDICADOR DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM PACIENTES CRÍTICOS

Instituição: Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia - ENUFBA, Salvador - BA
Autores: Barretto LMA, Almeida AF, Soares IPM.

Objetivos: Avaliar o volume de dietas enterais prescritas e administradas em um hospital privado em Salvador - BA. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, de caráter observacional prospectivo, realizado na Unidade de Cuidados Intensivos, entre janeiro e junho de 2012. O critério de inclusão adotado foi pacientes com idade igual ou superior a 18 anos de ambos os sexos, que receberam nutrição enteral exclusiva em infusão contínua (22horas/dia) por pelo menos 72 horas. Considerou-se como critério de exclusão o uso de nutrição enteral associada a dieta via oral. A adequação da oferta de energia foi estimada pela razão administrado/prescrito. A afim de avaliar esta adequação foi considerado o volume de dieta infundido e" 80% da necessidade energética. Resultados: No decorrer do estudo, 73 pacientes receberam nutrição enteral exclusiva, dentre esses 13 pacientes não preencheram os critérios de inclusão. Assim, foram analisados dados de 60 pacientes, com idade média de 71,5 anos (± 15,2 DP), sendo 40% do sexo feminino e 60% do sexo masculino. O tempo médio de permanência hospitalar foi de 34,9 dias (± 26,5 DP) e o tempo médio de uso nutrição enteral foi de 18 dias (± 18,5 DP). Em relação à adequação da oferta energética, 50 pacientes (83,3%) receberam e" 80% da necessidade energética prescrita e 98,3% dos pacientes receberam volume de infusão > 70% do volume prescrito. Conclusão: Os resultados dos valores de dietas administradas e prescritas encontram-se de acordo com valores recomendados na literatura. A nutrição enteral é considerada um indicador de qualidade e deve ser monitorado rotineiramente. Unitermos: Nutrição Enteral, Indicadores de Qualidade, Paciente Crítico.

IC061 - ANÁLISE DO INDICADOR DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA - ADULTOS

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo - SP
Autores: Moraes JR, Santos KFF, Shima M, Gil MF, Ferraz LJR, Piovacari SMF.

Objetivos: O início precoce e adequado, da terapia nutricional enteral (TNE) é reconhecido como estratégia terapêutica que reduz infecções, complicações e tempo de internação hospitalar. Sendo assim, avaliar a eficácia desse tratamento é fundamental. Materiais e Métodos: avaliar a adequação do Indicador de Qualidade em TNE exclusiva do Centro de Terapia Intensiva-Adultos (CTI-A),cuja meta estabelecida foi que e"70% dos pacientes em TNE atingissem e"60% das necessidades calóricas no 3°dia (D3) após inicio da dieta; e verificar os motivos frequentes para a inadequação do indicador. Resultados: Em 2010 foram analisados 353 pacientes, dos quais a média de 80% atingiu as necessidades calóricas estimadas no D3. Em 2011 (402 pacientes) o resultado foi de 88%. Em 2012 foram analisados 444 pacientes, dos quais 91% atingiu. Quando os dados foram analisados separandos, observou-se que 79% (2010), 86% (2011) e 90% (2012) dos pacientes atingiram a meta na Unidade de Terapia Intensiva, respectivamente aos anos. Na Unidade Semi Intensiva observou-se que 81% (2010), 93% (2011) e 94% (2012) atingiram a meta, respectivamente, com o aumento progressivo da meta. Os motivos frequentes de inadequação do indicador foram: jejum exame (16,9%), conduta médica (15,4%), instabilidade hemodinâmica (10,8%) em 2010. Em 2011, cita-se distensão abdominal (29,2%), retirada sonda (18,8%), jejum procedimento (16,7%) e, em 2012, jejum procedimento (21,4%), distensão abdominal (19,0%), retirada sonda (16,7%). Ao longo do período analisado, observa-se que o jejum (exame, procedimento) e distensão abdominal são os fatores mais frequentes. Conclusão: Os dados mostram que a meta programada está sendo atingida, com isso, houve adequação da meta do indicador (para e"80% dos pacientes em TNE que devem atingir e"60% das necessidades calóricas no (D3)). Através da implantação de protocolos institucionais (de diarreia e de progressão de nutrição enteral) e capacitação da equipe multiprofissional, observou-se melhoria nos dados dos indicadores. Unitermos: Terapia Nutricional Enteral, Indicadores, Pacientes Graves.

IC062 - TERAPIA INTENSIVA: INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL

Instituição: Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Oliveira Filho RS, Ribeiro LMK, Caruso L, Lima PA, Damasceno NRT, Soriano FG.

Objetivos: Aplicar e monitorar os Indicadores de Qualidade em Terapia Nutricional (IQTN) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital Universitário na cidade de São Paulo. Materiais e Métodos: Em estudo realizado entre 2010 e 2012 foram avaliados 145 pacientes, acima de 18 anos, sob Terapia Nutricional Enteral (TNE) ou Parenteral (TNP) exclusiva, por no mínimo 72 horas, de acordo com aprovação do Comitê de Ética. A coleta de dados foi prospectiva para TNE e retrospectiva para TNP, sendo que teve início no primeiro dia de Terapia Nutricional (TN) até a descontinuidade por outra via de administração, óbito ou alta da UTI. Preconizou-se posicionamento pós-pilórico da sonda enteral e os acessos venosos foram de posicionamento central. Os indicadores (meta) para TN foram: Frequência de triagem nutricional (>80%), estimativa de necessidade energética e proteica (>80%), jejum >48h antes do início da TN (<20%), dias de administração adequada (25-35kcal/kg) de energia (>80%), recuperação da via oral (>30%). Foram aplicados apenas em TNE: saída inadvertida de sonda enteral (<5%), jejum >24h (<10%) e episódios de diarreia (<10%). Resultados: Em 2010, 61,5% dos IQTN aplicados atingiram a meta e esse percentual aumentou para 69,2% em 2011 e também em 2012. Nos três anos, 100% dos pacientes foram triados nutricionalmente e tiveram suas necessidades energética e proteica estimadas. A frequência de jejum antes da TNE atingiu a meta em 2011 (12,9%) e 2012 (19,4%). Entretanto, esse indicador não teve sua meta alcançada em nenhum dos anos nos pacientes sob TNP, o qual se associa ao fato da TNP ser iniciada apenas após a inviabilidade da TNE e 80,8% dos pacientes encontrarem-se em pós operatório de cirurgia abdominal. Na TNE, a saída de sonda enteral e recuperação da via oral atenderam às metas nos três anos, mas no indicador de diarreia, a meta foi atingida somente em 2011. Em relação à administração de energia, a meta não foi alcançada em 2010 (75,6%), 2011 (73,6%) e 2012 (72,6%), assim como no jejum >24h: 2010 (16,1%), 2011 (19,4%) e 2012 (16,1%). Na TNP, a energia administrada atingiu a meta em todos os anos, porém a meta da recuperação da via oral não foi alcançada somente no ano de 2011 (28,6%), quando houve 76,2% de óbitos. Conclusão: Dos IQTN aplicados, 67% alcançaram a meta estabelecida. A introdução da TNP e o jejum >24h na TNE merecem atenção. A Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional tem estabelecido protocolos, monitorado continuamente a oferta nutricional, com constante reavaliação dos processos, sendo que novas estratégias deverão ser propostas de forma a favorecer a qualidade da assistência nutricional. Unitermos: Terapia Nutricional, Qualidade da Assistência à Saúde, Terapia Intensiva.

IC063 - INTERFACE ENTRE NUTRIÇÃO E INDICADORES DE GESTÃO

Instituição: Hospital Geral de Carapicuiba, Carapicuíba - SP
Autores: Souza MS, Pereira MAG, Villela L, Silva NF, Raffa C, Bauchiunas D.

Objetivos: Determinar se a assistência prestada pelo Serviço de Nutrição e Dietética aos pacientes internados em um Hospital público de Carapicuíba (SP) pode interferir no Indicador de Gestão de Tempo de Permanência. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo não controlado longitudinal, conduzido nas Clínicas Médica e Unidade de Terapia Intensiva de um hospital público de Carapicuíba (SP). Os dados foram coletados no período de seis meses. Foram incluídos no estudo com 86 pacientes, com idade acima de 20 anos, sem restrição de gênero, que concordarem em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário São Camilo, parecer n0 078/011, Para determinação do risco nutricional e do diagnóstico nutricional foram realizados, respectivamente, os procedimentos de triagem nutricional e de avaliação antropométrica; analisou-se a presença de terapia nutricional (>90%do ingerido ou infundido); e calculou-se o Tempo de Permanência Hospitalar. Para a análise estatística aplicou-se o teste Correlação de Pearson na comparação entre proporções, nível de significância estatística de 0,05 ou 5%. Resultados: Na análise dos grupos "presença de risco nutricional" e "ausência de risco nutricional", não houve diferença estatisticamente significante entre as médias do tempo de permanência, 5,73±2,85 e 6,04±2,70 dias respectivamente (p=0,6759), e não houve significância estatística na correlação positiva com os valores de Tempo de permanência hospitalar (r=0,02; p=0,9128). Na análise da interferência da presença de Desnutrição Hospitalar, verificou-se que não houve significância estatística na correlação positiva com os valores de Tempo de permanência hospitalar entre eutrofia e desnutrição (r=0,22; p=0,2828), e eutrofia e sobrepeso (r=0,006; p=0,9839). Em relação à aplicação da terapia nutricional não houve diferença estatisticamente significante (p=0,08) entre as médias de tempo de permanência nos grupos de adequação (>90% e <90%), além de apresentar correlação negativa não estatisticamente significante entre estas variáveis (r= - 0,08; p=0,7940). Conclusão: A assistência nutricional mostrou-se efetiva, já que 81% dos pacientes alcançaram a meta estabelecida. Não havendo correlação estatisticamente significante entre as variáveis estudadas com o indicador "Tempo de Permanência Hospitalar". Unitermos: Terapia Nutricional, Estado Nutricional, Indicadores de Qualidade em Assistência à Saúde.

IC064 - GESTÃO E MONITORAMENTO DO PROGRAMA DE VISITAS DOMICILIARES EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR DA SECRETARIA DE SAÚDE DO DF, DESCRITAS NA PORTARIA Nº94/2009. DURANTE OS ANOS DE 2011 E 2012

Instituição: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Brasília - DF
Autores: Dutra AHA, Voos ISP, Altaf MCJ, Bastos RM.

Objetivos: Descrever a gestão do programa de Visitas Domiciliares em Terapia Nutricional Enteral Domiciliar da Secretaria de Saúde do DF e confirmar o estado nutricional, a administração, o armazenamento das fórmulas e o atendimento das condicionalidades descritas na Portaria nº 94/2009, durante os anos de 2011 e 2012. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo realizado com 194 pacientes credenciados para o recebimento de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED/Portaria n° 94/2009), entre os anos de 2011( n=54) e 2012(n=140).Entre os 2.500 pacientes ativos (800 em 2011 e 1700 em 2012) nas 16 áreas de abrangência administrativas do DF, cadastrados pela Gerência de Nutrição, ocorreu uma seleção aleatória com aplicação de questionário contendo dados sociais, avaliação e diagnóstico clínico-nutricional, via de administração, tipo de fórmula, quantidade prescrita, além do custo mensal por paciente cadastrado no programa. As condições de manipulação de fórmulas, administração e armazenamento, além do registro das irregularidades e procedimentos para manutenção no programa, também foram avaliadas. Os pacientes eram descadastrados caso houvesse descontinuidade dos pré-requisitos. Foi utilizado o programa SPSS para análise dos resultados e todos os pacientes assinavam termo de consentimento para a visita. Resultados: No programa 35% em 2011 e 31% em 2012 são idosos. O diagnóstico mais prevalente nos 1 e 2°ano foi a Sequela de AVC, 30% e 23% respectivamente. A fórmula nutricioanlmente completa à base de soja foi a mais prescrita tanto em 2011(57%) como em 2012(48%). Ocupando a posição subsequente, em 2011 as fórmulas à base de aminoácidos livres e hidrolisados proteicos representavam 17% do consumo, já em 2012 a segunda fórmula mais utilizada foram os módulos de fibras solúveis e os suplementos orais hipercalóricos e hiperproteicos, 16,4% e 9,2%, respectivamente. Em 2011 e 2012 a via de acesso mais utlizada foi a Gastrostomia (GT),seguida de via oral(VO) e nasoenteral/gástrica(SNE/G), GT-42%; Oral- 38,8%; NE-18,5% e GT-56,4%; Oral-29,3%; SNE/G- 12,8%, respectivamente. A irregularidade mais prevalente em 2011 foi a manipulação incorreta das fórmulas, 29%, já em 2012, 23,6% estavam com inconformidades, desses, 45,3% com estoque de fórmulas em excesso e 15% com endereço incorreto. Após análise das irregularidades 9,3% dos pacientes foram descredenciados em 2011 e 1,4% 2012. Conclusão: O número de credenciados e as visitas aumentaram mostrando o perfil positivo de controle da GENUT. Manteve-se o atendimento oferecido a idosos, aspecto desejado, pois diminui hospitalizações onerosas. O monitoramento pelos gestores pode ampliar a assistência nutricional e a atenção domiciliar, além de reduzir os custos. Unitermos: Avaliação Nutricional, Terapia Nutricional, Gestão, Visitas Domiciliares.

IC065 - PREVALÊNCIA DE DIARREIA EM PACIENTES SOB CUIDADOS INTENSIVOS COM USO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EXCLUSIVA

Instituição: Hospital dos Servidores do Estado de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Costa MDS, Oliveira AEA, Santos ACS, Lopes AFN, Silva LML, Ferreira KVS.

Objetivos: Caracterizar a amostra quanto ao sexo, idade, estado nutricional e avaliar a frequência de diarreia nos pacientes em Terapia Nutricional Enteral (TNE) exclusiva internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital dos Servidores do Estado de Pernambuco. Materiais e Métodos: Estudo transversal, observacional, com pacientes de ambos os sexos em uso de nutrição enteral exclusiva, internados nas UTI dos Hospital dos Servidores do Estado de Pernambuco, no período de janeiro a abril de 2013. Foram analisados sexo, idade, estado nutricional através do índice de Massa Corporal (IMC) bem como as variáveis tempo de uso de TNE, número de dias com diarreia e uso de antibiótico. Foi utilizada a informação da avaliação nutricional admissional na UTI e demais variáveis foram coletadas no prontuário do paciente até modificação da via de alimentação, alta ou óbito. Para a classificação do IMC, foi utilizado o ponto de corte da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1997) para adultos e para idosos o proposto por Lipschitzs (2004). Foi definido como diarreia a ocorrência de três ou mais evacuações líquidas/dia (WHO, 2005; Whelan; Gibson; Judd et al, 2001). Resultados: Foram avaliados 33 pacientes, sendo a maioria com idade superior a 60 anos (84,8%) com idade média de 72,54 anos e, na sua maioria, homens (55%). De acordo com o IMC 43% dos pacientes internados apresentavam algum grau de desnutrição. O tempo médio de utilização da TNE foi de 15 dias. A frequência de diarreia foi de 16%, sendo que, 100% dos pacientes que apresentaram esses episódios realizavam antibioticoterapia. O tempo médio de episódios diarreicos foi de 4 dias. Conclusão: A frequência de diarreia esteve associada ao uso de antibióticos, que no ambiente de cuidado intensivo, devido a grande incidência de infecções e sepse, se torna parte da rotina nas UTI. Por isto, a prescrição criteriosa de antimicrobianos, provavelmente reduzirá a ocorrência de diarreia nas UTI colaborando, portanto, na preservação do estado nutricional destes pacientes. Unitermos: Terapia Nutricional Enteral, Pacientes Críticos, Estado Nutricional, Diarreia.

IC066 - EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE BIOMASSA DE BANANA VERDE EM PACIENTES IDOSOS COM CONSTIPAÇÃO INTESTINAL ATENDIDIOS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ - MT

Instituição: Universidade Federal De Mato Grosso, Cuiabá - MT
Autores: Pansonato R, Arruda ICS.

Objetivos: Avaliar o efeito da suplementação de biomassa de banana verde no tratamento de pacientes idosos constipados atendidos em uma unidade de saúde do município de Cuiabá - MT. Verificar a frequência de evacuações e alterações da consistência das fezes, conforme escala Bristol. Avaliar ocorrência de sintomas como: distensão abdominal, flatulência, diarreia e sensação de plenitude gástrica, a cada 15 dia. Materiais e Métodos: Nove pacientes constipados foram acompanhados para receber suplementação de biomassa de banana verde, por um mês. Os pacientes foram orientados a consumir 20 g de biomassa diariamente. Todos foram submetidos a avaliação nutricional antes da intervenção. Classificou-se o tipo de fezes segundo a Escala de Bristol. As variáveis: presença de gases, esforço evacuatório, distensão abdominal, tipo de fezes, intervalo de evacuações, foram avaliados a cada 15 dias. Inicialmente os dados (variáveis) foram analisados de modo descritivo. Todas as análises foram desenvolvidas pelo Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) for Windows versão 10.0. O presente estudo foi realizado após a análise e a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Júlio Muller - Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT). Resultados: Na amostra estudada 66,7% dos pacientes apresentavam fezes tipo 1 e ao final do estudo 77,8% já apresentavam fezes tipo 4. Quanto as variáveis antes, da intervenção 77,8% apresentavam esforço para evacuar e flatulência e 100% queixavam-se de distensão abdominal. Após 30 dias já houve melhora dos sintomas, onde apenas 11,1% dos pacientes possuíam esforço para evacuar e distensão abdominal e nenhuma queixa de flatulência. Quanto ao intervalo das evacuações, antes da intervenção nenhum paciente apresentava evacuação diária e ao longo do estudo 100% dos pacientes passaram a evacuar diariamente. Conclusão: A suplementação de biomassa de banana verde, como prébiótico, por 30 dias em pacientes idosos constipados, reduz os intervalos das evacuações, melhora o tipo de fezes e os sintomas associados como distensão abdominal, flatulência e esforço ao evacuar. Unitermos: Idosos, Constipação, Biomassa.

IC067 - USO DE MÓDULO DE FIBRAS PARA CONSTIPAÇÃO E MÓDULO SIMBIÓTICO PARA DIARREIA EM PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL PRIVADO DE PELOTAS/RS: RESULTADOS PARCIAIS

Instituição: Hospital Miguel Piltcher, Pelotas - RS
Autores: Pacheco FB, César JG, Firnkes R, Pastore CA.

Objetivos: Constipação e diarreia são alterações do hábito intestinal frequentes durante internações hospitalares. O objetivo do presente estudo é avaliar o tempo até o melhora da diarreia ou da constipação com o uso de módulo simbiótico ou de mix de fibras, respectivamente, em pacientes internados no Hospital Miguel Piltcher, em Pelotas - RS. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal observacional, com pacientes das alas clínica, cirúrgica, obstétrica e UTI do Hospital Miguel Piltcher. Diarreia foi classificada como fezes pastosas ou líquidas, com 3 ou mais evacuações diárias, por pelo menos 2 dias. Constipação foi definida como ausência de evacuação ou fezes ressecadas/endurecidas, com dor e esforço à eliminação, por período mínimo de 3 dias. Os dados foram relatados pelo paciente/acompanhante. Para tratamento da diarreia foi utilizado módulo simbiótico (mix de fibras solúveis e probiótico lactobacillus reuteri: Resource Fiber Mais Flora®), e para constipação foi utilizado módulo com mix de fibras solúveis e insolúveis (Resource Fiber Mais®), ambos 2 sachês/dia. Foram coletados dados clínicos dos paciente e o risco nutricional foi avaliado através do Malnutrition Screening Tool (MST) Os dados foram analisados através do programa Stata 11,1®. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Parcial 2 meses de estudo: 9 pacientes (66,7% mulheres) apresentaram constipação, com idade média de 59,7 ±27,8 anos, sendo que 44,4% estavam recebendo analgésicos redutores da motilidade intestinal. O risco nutricional foi classificado como baixo (escore=0) em 6 pacientes, sendo médio (escore=1) em 2 pacientes e alto (escoree"2) em 1 indivíduo. Cinco pacientes (55,6%) obtiveram resolução do quadro entre o primeiro (n=2) e o segundo dia (n=3) de ingestão do mix de fibras. Dos demais (n=4), três receberam alta entre o 2º e 3º dia de internação sem evacuar e um paciente foi a óbito no 6º dia de internação, permanecendo na UTI em NPVO a partir do 3º dia. No mesmo período, foram incluídos 7 pacientes com diarreia, com idade média de 74,6 ±25,0 anos, sendo 4 (57,1%) mulheres, sendo que todos os pacientes estavam em uso de antibióticos. Exceto por uma paciente (23 anos, escore MST=0), todos os pacientes (66 a 96 anos) apresentaram alto risco nutricional. Com o uso do simbiótico, o tempo médio de resolução da diarreia foi de 2,2 ±1,6 dias. Conclusão: O uso do mix de fibras no tratamento da constipação foi efetivo, suprindo possíveis carências da alimentação do paciente. Os antibióticos parecem exercer importante efeito disbiótico, contribuindo importantemente para a ocorrência de diarreia. O uso de simbiótico produziu efeito na rápido na resolução do quadro diarreico. Unitermos: Diarreia, Constipação, Prebiótico, Probiótico, Simbiótico, Antibioticoterapia.

IC068 - O CONHECIMENTO NUTRICIONAL E A (DES) CONHECIDA DISBIOSE INTESTINAL

Instituição: Universidade Tiradentes, Aracaju - SE
Autores: Santos HJX, Melo CM, Madi RR, Mardones LZ, Neves RCM, Passos SBA.

Objetivos: Avaliar o conhecimento nutricional de mulheres e sua influência com a disbiose intestinal e com valores antropométricos. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 40 mulheres participantes de um grupo de convivência mantido pela Universidade Tiradentes, Aracaju-SE. Para a mensuração do conhecimento nutricional utilizou-se a escala desenvolvida por Harnack et al. Para avaliação dos sinais e sintomas associados à hipersensibilidade alimentar e ambiental, utilizou-se o questionário de Rastreamento Metabólico. Os dados antropométricos foram aferidos através do Índice de Massa Corpórea (IMC), circunferência da cintura (CC), circunferência do braço, circunferência muscular do braço e, circunferência da panturrilha e a prega cutânea triciptal. Utilizou-se estatística descritiva, além do cálculo do coeficiente de correlação de Pearson entre os valores de IMC, rastreamento metabólico e conhecimento nutricional. Resultados: Este estudo caracteriza-se como transversal associativo e comparativo utilizando a pesquisa descritiva e exploratória. A média de idade das participantes foi de 69,93±5,94 anos, variando entre 61 a 89 anos. As participantes foram diagnosticadas em sua maioria pelos parâmetros antropométricos com excesso de peso (IMC médio=27,40±4,96) e com risco de desenvolvimento de doenças cardio vasculares, com valores médio de CC 90,82±11,93 cm. Constatou-se um alto conhecimento nutricional (média de 9,81±1,31) e indicativo de hipersensibilidade alimentar quanto ao rastreamento metabólico (média de 60,58±28,45), o que constata um cenário de disbiose intestinal nessas mulheres. A correlação entre os valores de IMC e o conhecimento nutricional apresentou-se negativa, porém não significativa (r=-0,2164; p=0,278). Em relação ao rastreamento metabólico e o IMC a correlação também se apresentou negativa e não significativa (r=-0,2904; p=0,142), o que sugere, no entanto que não existe uma relação direta entre antropometria e disbiose intestinal. Conclusão: No envelhecimento observa-se uma ligação consistente entre o tipo de dieta e o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis. Neste estudo, pode-se concluir que o estado nutricional das idosas, reflete um cenário de alta prevalência de excesso de peso e disbiose intestinal, com um menor conhecimento sobre a qualidade alimentar, mesmo pertencentes a um espaço com acesso a informação. Unitermos: Conhecimento Nutricional, Antropometria, Disbiose Intestinal, Rastreamento Metabólico.

IC069 - ANÁLISE DOS NÍVEIS SÉRICOS DE VITAMINA D E CÁLCIO EM PACIENTES OBESOS PRÉ E PÓS BYPASS GÁSTRICO ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA MÉDICA PARTICULAR DE FORTALEZA

Instituição: Universidade de Fortaleza - UNIFOR, Fortaleza - CE
Autores: Carlos DMO, Rocha EC, Albuquerque HJM, Antunes MFR, França MO.

Objetivos: O presente estudo tem como objetivo analisar os níveis séricos de vitamina D e cálcio em pacientes obesos pré e pós bypass gástrico atendidos em uma clínica médica particular de Fortaleza. Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo longitudinal, descritivo, retrospectivo, em que foram analisados os prontuários de 69 pacientes submetidos a bypass gástrico no período de maio a dezembro de 2010, que apresentavam índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 35 kg/m2. Foram coletados dados antropométricos (peso, estatura e IMC) e laboratoriais (25 Hidroxi-vitamina D e Cálcio Iônico) em três momentos distintos: pré-operatório, 6 e 12 meses após o procedimento. Os dados analisados foram descritos usando frequência percentual, média e desvio padrão. A estatística selecionada foi o teste T de Student para amostras pareadas com nível de significância de 5%. Resultados: Dos 69 pacientes estudados 66,67% (46) eram do sexo feminino. A média de idade foi de 35,7±10,65 anos. Em relação ao diagnóstico nutricional, no pré-operatório 65,20% (45) apresentava obesidade grau 3 e o restante grau 2 com 34,8% (24). Considerando as médias globais, os pacientes evoluíram no período de 12 meses de pós-operatório de obesidade grau 3 (42,23±5,92 kg/m2) para pré-obesidade (27,43±3,69 kg/m2). Quanto aos dados globais de cálcio e vitamina D observou-se que ambos evoluíram com aumento ao final de 12 meses, de 1,18± 10,07mmol/L; 24,22±7,30ng/mL para 1,23±0,10mmol/L; 29,58±9,84ng/mL, respectivamente. Conclusão: O Bypass gástrico é um método eficaz para perda de peso. Verificou-se baixos níveis de vitamina D nos pacientes obesos antes da cirurgia e uma melhora signinificativa pós bypass gástrico. Embora o cálcio não tenha apresentado deficiência no pré-operatório, os níveis melhoraram ainda mais após a cirurgia. O que nos leva a acreditar que a perda de peso foi o fator mais importante para essa melhora. Unitermos: Bypass Gástrico, Perda de Peso, Vitamina D, Cálcio.

IC070 - AVALIAÇÃO DO GRAU DE TOLERÂNCIA E SATISFAÇÃO ALIMENTAR DOS PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA TIPO MINI-GASTRIC BYPASS EM DIFERENTES PERÍODOS DE PÓS-OPERATÓRIO

Instituição: Universidade Regional de Blumenau - FURB, Blumenau - SC
Autores: Campanella LCA, Ardenghi JV, Prust ML.

Objetivos: Avaliar o grau de tolerância e satisfação alimentar de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica pela técnica de Mini-Gastric Bypass. Materiais e Métodos: Avaliaram-se os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, na técnica Mini-Gastric Bypass, no período de março de 2011 a março de 2012 em clínica especializada de Blumenau/ SC. Esses foram estratificados em 4 grupos de estudo: Grupo de até três meses de cirurgia, Grupo acima de 3 a 6 meses, Grupo de 6 a 9 meses e Grupo de 9 a 12 meses. Coletaram-se dados demográficos, sociais, clínicos e os relacionados ao grau de tolerância e satisfação da dieta no pós-operatório, por meio do questionário de Avaliação da Tolerância Alimentar após Cirurgia Bariátrica (ATACB) (SUTER et al., 2007). As primeira, terceira e quarta partes do questionário geram uma pontuação final que varia entre 1 e 27 pontos, sendo 1 o ponto mínimo, que indica baixa tolerância alimentar, e 27 o máximo, apontando uma excelente tolerância alimentar. Adotou-se como significantes diferenças com p<0,05. Resultados: Avaliaram-se 66 pacientes, 84,8% do sexo feminino, 81,9% casados, 46,9% com ensino médio completo e 69,6% sem pratica habitual de atividade física. A média de pontuação do ATAC foi de 22,6±3,6 pontos, sem diferença entre os sexos. Os que praticavam atividade física e recebiam acompanhamento nutricional pós-gastroplastia apresentaram média de pontos relacionados ao grau de tolerância alimentar maior do que os que negaram tal prática ou que não mantinham contato com nutricionista, respectivamente. Não foi identificada diferença nas médias de escores do teste entre os grupos distribuídos conforme o tempo de pós-cirurgia. A maioria referiu (a) satisfação alimentar excelente (sem diferença estatística entre as categorias com relação à idade e ao tempo de pós-operatório), (b) o almoço como principal refeição do dia, (c) realizar lanches intermediários entre as grandes refeições, (d) comer todos os alimentos presentes na dieta e (e) raramente apresentar episódios de vômito ou regurgitação pós-prandial no pós-operatório. Conclusão: Conclui-se que a maior parte dos avaliados era jovem, mulheres, com boa ou excelente satisfação alimentar. A tolerância alimentar referida pelos participantes não foi diferente conforme o tempo de realização de cirurgia, porém, os que praticavam atividade física ou os que mantiveram acompanhamento nutricional no pós-operatório obtiveram maior pontuação de escores do teste de Tolerância Alimentar. Unitermos: Gastroplastia, Tolerância, Satisfação, Alimentos, Dieta.

IC071 - ESTUDO DO PADRÃO QUALITATIVO DE INGESTÃO ALIMENTAR APÓS A REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE COLOCAÇÃO DE BALÃO INTRAGÁSTRICO NO TRATAMENTO DA OBESIDADE

Instituição: Centro Universitário São Camilo, São Paulo - SP
Autores: Corrêa RB, Giacomini BS, Gouveia MA.

Objetivos: Este estudo tem como objetivo verificar se há modificação no padrão qualitativo de ingestão alimentar após a realização do procedimento da colocação de balão intragástrico no tratamento da obesidade. Materiais e Métodos: É um estudo experimental, prospectivo, não controlado, descritivo com abordagem qualitativa, aprovado pelo comitê de ética do Centro Universitário São Camilo, com indivíduos obesos, adultos, sem restrição de gênero, realizado em uma clínica particular de São Paulo. Foram coletados dados antropométricos, e de ingestão alimentar. Realizou-se a análise de perda de peso absoluta e de Perda de peso em excesso (PPE%). Para análise da qualidade da ingestão alimentar considerou-se o padrão de Diversidade e Variedade alimentar. Foram incluídos no estudo oito pacientes, todos do gênero feminino, com a média de idade de 32,13 ± 9,31 anos, variando de 18 a 43 anos. Resultados: A média de peso inicial dos pacientes foi de 89,70 ± 8,53 Kg, e de peso final de 72,57 ± 8,61 Kg, com perda de peso absoluta estatisticamente significante (p=0,02), resultando em modificação da classificação do IMC. A Circunferência da Cintura (CC) obteve uma diminuição estatisticamente significante (P=0,004), com média inicial de 105,3 ± 6,17 cm e média final de 91,50 ± 8,6 cm. Quanto à avaliação da PPE% observou média de 39,52± 4,34 Kg, de acordo com a literatura. A correlação entre número de retornos e adesão ao tratamento foi mostrada pelo peso final em relação ao peso inicial, gerando assim a perda de peso total e o número de retornos registrados, após os cálculos obtivemos um resultado positivo o que significa que o valor de uma variável está relacionado com o valor crescente da outra variável, sendo 0,96 o valor obtido. Na análise da diversidade e variedade alimentar no início do tratamento, 100% dos grupos alimentares estiveram fora da recomendação quanto ao consumo de porções diárias. Ao final, 62,5% dos grupos foram consumidos dentro da recomendação de ingestão diária. Conclusão: Verificou-se modificação no padrão alimentar qualitativo de ingestão alimentar após a realização do procedimento da colocação de balão intragástrico, mostrando que indicadores dietéticos como a variedade e diversidade são aplicáveis e fornecem informações suficientes para a avaliação do padrão qualitativo de ingestão alimentar. Unitermos: Balão Intragástrico, Obesidade, Diversidade, Variedade Alimentar.

IC072 - PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA EM UM CENTRO DE EXCELÊNCIA EM CIRURGIA BARIÁTRICA NUM HOSPITAL PRIVADO

Instituição: Hospital Copa D'or, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Brascher JMM, Ramos BG, Gonçalves ACS, Abreu CH, Tavares NS, Lopes NLA.

Objetivos: Caracterizar os pacientes que são submetidos à Cirurgia Bariátrica (CB) em um hospital privado que tem um Centro Acreditado para realização desse tipo de intervenção cirúrgica. Materiais e Métodos: No período de setembro de 2012 a março de 2013 foram coletados retrospectivamente informações de 95 pacientes submetidos à CB, com superfícies corporais de 2,13 ± 0,16, para o sexo feminino e 2,49 ± 0,19, para o sexo masculino. A idade desses pacientes foi 36,37 anos ± 10,33. Foram avaliados os valores de IMC, bem como as Comorbidades (CM), quando instaladas, para a indicação da CB; o tempo para liberação da dieta via oral (TVO) após o procedimento cirúrgico, assim como o fracionamento da dieta via oral liberada e, as complicações gastrintestinais (CGI), caracterizadas como náuseas e episódios eméticos, após a liberação da dieta via oral (VO), bem como o tempo de internação hospitalar (TIH). A estatística foi paramétrica com significância em d" 5%. Resultados: Dos 95 pacientes, 70 (74%) eram femininos e 25 (26%) masculinos, p=0,001, onde 59 (62%) apresentavam IMC e"40Kg/m² e 36 (38%) IMC >30 e <40 Kg/m², com diferença estatística (p=0,037), desse último, somente 1 apresentava o IMC >30 e <35Kg/m². Comparando os grupos pelo IMC, analisando-se as CM (hipertensão arterial sistêmica, diabetes, dislipidemias e doença coronariana), observou-se: 35 (59,3%) com 1 ou + CM e 24 (40,7%) sem CM no grupo e"40Kg/m² e 21 (58,3%) com 1 ou + CM e 15 (41,7%) sem CM no grupo IMC > 30 e<40 Kg/m², p=0,519 e p=0,255, respectivamente. O TVO em até 24h foi para 62 (66%) pacientes, e"48h e d"72h para 29 (30%) pacientes e e"96h e d"120h para 4 (4%) pacientes. O volume inicial da VO foi de 50ml/h para a maioria dos pacientes: 42 (44%). Do total de pacientes, 5 (5,26%) apresentaram CGI e 90 (94,73%) não apresentaram CGI, p=0,0001. Para o TIH, 89 pacientes (22,25±13,2 pacientes) permaneceram internados entre 24h e 120h e 6 pacientes (2±1 pacientes) e"120h e d"312h, com p=0,0001. As CGI não influenciaram nesse TIH. Conclusão: A maioria dos pacientes recebeu VO liquida de prova em 24h do pós-operatório, conforme protocolos pré estabelecidos pelas equipes cirúrgicas, com boa tolerância digestiva e, quase todos os pacientes receberam alta hospitalar em até 5 dias. Não foi evidenciada CGI grave ou óbitos nesse grupo avaliado. Conclui-se que, rotinas bem definidas contribuem para o sucesso no pós operatório imediato da CB. Unitermos: Obesidade, Cirurgia Bariátrica, Índice de Massa Corporal, Comorbidades.

IC073 - COMPARAÇÃO DA SENSAÇÃO SUBJETIVA DE APETITE PARA ALIMENTOS DOCES E GORDUROSOS ENTRE PACIENTES COM EXCESSO DE PESO E EUTRÓFICOS

Instituição: Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Rocha DC, Carioca AAF, Oliveira AJN, Lima RMA, Sabry MOD, Sampaio HAC.

Objetivos: O sobrepeso e obesidade vêm aumentando rapidamente no mundo todo. Apesar da etiologia multifatorial, tem sido destacada a ingestão de alimentos ricos em açúcar e gordura. Há poucos estudos enfocando o apetite para tais alimentos. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar as sensações subjetivas de apetite para alimentos doces e gordurosos de pessoas eutróficas e com excesso de peso. Materiais e Métodos: O estudo foi transversal, sendo a amostra constituída por 26 pacientes adultos atendidos pelo SUS de julho/2012 a abril/2013. O índice de massa corporal dos pacientes foi determinado mediante coleta de dados de peso e altura. A partir do IMC o estado nutricional dos participantes foi categorizado segundo a WHO. O apetite investigado foi referente ao lanche da manhã e da tarde, através da Escala Visual Analógica de Apetite, integrada por 2 questões, onde o paciente registra seus sentimentos atuais de desejo de comer alimentos doces e gordurosos. Para cada questão há uma linha de 100 mm de comprimento, com valores extremos de sensação presente ou ausente. Quanto mais próximo de 0, maior é o desejo por determinado grupo de alimento. Os voluntários foram orientados a marcar uma linha vertical no ponto da escala em que achassem estar a sua sensação, antes e após a refeição. Tal ponto foi posteriormente medido com auxilio de uma régua, da extremidade esquerda (0 mm) para direita (100 mm). Resultados: O grupo estudado apresentou uma idade média de 43,76 (12,28) anos. A renda mensal média encontrada foi de 2,69 (1,61) salários mínimos. Entre os pacientes, 15 tinham excesso de peso e 11 eram eutróficos. Os pacientes com excesso de peso apresentaram médias do apetite para doces antes e depois do lanche da manhã e da tarde, respectivamente de 6,6 e 7,06 (p=0,731); 6,2 e 7,33 (p=0,467). Já para os eutróficos, estes números foram de 5,37 e 6,32 (p=0,648); 3,76 e 6,42 (p=0,171). Em relação ä vontade de ingerir alimentos gordurosos, os pacientes com excesso de peso tiveram como média antes e depois do lanche da manhã e da tarde, respectivamente: 8,67 e 8,73 (p=0,720); 8,21 e 9,45 (p=0,201). Já para os eutróficos, os valores foram 9,89 e 9,72 (p=0,050); 9,83 e 9,84 (p=0,756). Indivíduos eutróficos e com excesso ponderal não demonstram apetite para alimentos gordurosos no horário dos lanches, principalmente os eutróficos. Há um maior desejo, embora não pronunciado, em ambos os grupos, por alimentos doces, destacando-se os eutróficos, notadamente no lanche da tarde. Conclusão: Há diferença, embora pequena, na sensação subjetiva de apetite por alimentos doces e gordurosos segundo o estado nutricional. O uso desta escala pode ser uma boa ferramenta para abordagem do excesso ponderal na prática clínica, ampliando-se a avaliação para todas as refeições e confrontando-se com volume e composição do alimento ingerido. Unitermos: Apetite, Doces, Gorduras, Estado Nutricional.

IC074 - COMPARAÇÃO DE DUAS ABORDAGENS DIETOTERÁPICAS EM ADOLESCENTES OBESOS: REGISTRO DE CONSUMO ALIMENTAR E CONTAGEM DE EQUIVALENTES CALÓRICOS

Instituição: Liga de Obesidade Infantil, Disciplina de Endocrinologia e Metabologia, HCFMUSP, São Paulo - SP
Autores: Mendes MDSD, Melo ME, Fernandes AE, Fujiwara CTH, Pioltine MB, Mancini MC.

Objetivos: Comparar a variação do escore Z do IMC (ZIMC) em adolescentes obesos submetidos a duas abordagens dietoterápicas distintas, registro de consumo alimentar de três dias (RCA) e contagem de equivalentes calóricos (CEC), além das variáveis antropométricas, marcadores metabólicos, ingestão calórica, composição de macronutrientes e influência do automonitoramento na variação do ZIMC. Materiais e Métodos: Foram incluídos adolescentes obesos atendidos na Liga de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas da FMUSP. Os pacientes foram acompanhados por 24 semanas, sendo avaliados em 8 consultas conduzidas por um nutricionista. Os participantes foram randomizados em dois grupos, de acordo com a abordagem nutricional (RCA e CEC). Foram realizadas avaliações antropométricas, clínicas, laboratoriais e de consumo alimentar. A análise estatística foi realizada utilizando teste T pareado, teste T para amostras independentes, Mann-Whitney, correlações de Pearson e Spearman, com nível de significância de p<0,05. Resultados: Concluíram o tratamento 45 pacientes, com idade 14,3±0,6 anos, 64% do sexo feminino, sendo 25 participantes do grupo RCA e 20 participantes do grupo CEC. Os pacientes apresentaram perda ponderal e melhora significativa dos parâmetros metabólicos durante o tratamento. Quando comparados os dois grupos, não foi observada diferença estatisticamente significativa na variação do ZIMC que foi de -0,18 ± 0,20 no RCA e -0,24 ± 0,19 no CEC (p=0,26). Também não encontramos diferença entres os grupos quanto às variações de pressão arterial, HDL-colesterol, glicemia de jejum e insulina, bem como no consumo alimentar. A redução do ZIMC no grupo CEC se correlacionou positivamente com um maior índice de auto-monitoramento (r=0,453 e p=0,04). Conclusão: A intervenção nutricional em adolescentes obesos leva a perda de peso, independente da abordagem nutricional utilizada (RCA ou CEC). Pacientes que realizam CEC tendem a perder mais peso quanto mais os mesmos se automonitoram. Unitermos: Obesidade Infantil, Tratamento Dietoterápico, Consumo Alimentar.

IC075 - EFEITOS DOS FITOTERÁPICOS CAMELLIA SINENSIS E CITRUS AURANTIUM L. NO TRATAMENTO DO EXCESSO DE PESO EM PACIENTES DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE EM POUSO ALEGRE - MG

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre - MG
Autores: Pereira LR, Soares LR, Tiengo A.

Objetivos: Analisar a eficácia dos efeitos emagrecedores e redutores de gordura corporal dos fitoterápicos Camellia sinensis e Citrus aurantium L. no tratamento do excesso de peso de pacientes com sobrepeso e/ou obesidade em uma Unidade Básica de Saúde, na cidade de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado com 51 pacientes de ambos os gêneros portadores de sobrepeso e obesidade, divididos em grupo controle (n= 17), grupo estudo A (n=18) e grupo estudo B (n=16) que receberam durante 60 dias 1 cápsula de placebo, 250 mg Camellia sinensis e 500 mg Citrus aurantium respectivamente. Os pacientes foram submetidos à avaliação antropométrica (peso, altura, circunferência do braço, circunferência da cintura e dobras cutâneas para avaliação do percentual de gordura corporal), além de avaliação socioeconômica. Resultados: O grupo estudo A presentou redução significativa de IMC quando comparado os valores antes (33,6 ± 6,5 Kg/m²) e depois (32,7 ± 3,2 Kg/m²) do consumo de chá verde (p=0,025), assim como percentual de gordura corporal, quando comparado os valores antes (35,7 ± 4,2 %) e depois (34,8 ± 4,1 %), circunferência da cintura antes (108,4 ± 17,1 cm) e depois (105,6 ± 16,5 cm) (p=0,001) e circunferência do braço comparando antes (36,1 ± 5,7 cm) e depois (34,5 ± 5,6 cm) (p<0,001). O grupo estudo B apresentou redução apenas no percentual de gordura corporal, quando comparado os valores antes (35,3 ± 4,0 %) e depois (34,5 ± 4,0 %) do consumo do fitoterápico (p=0,002) e circunferência do braço antes (36,2 ± 4,35 cm) e depois (34,9 ± 5,0 cm) (p=0,001). O controle apresentou diferença estatística em relação ao percentual de gordura corporal quando comparado os valores de antes (34,1 ± 5,4 %) e depois (33,6 ± 5,8 %) do consumo do placebo (p=0,025). Quando comparados os grupos entre si, O grupo estudo A apresentou reduções significativas no IMC, circunferência da cintura e circunferência do braço. Conclusão: Conclui-se que os três grupos apresentaram reduções o que nos sugere que a dieta isolada também apresenta efeito benéfico a longo prazo e que o extrato do chá verde possui efeitos termogênicos podendo ser utilizado como coadjuvante em um programa de reeducação alimentar. Unitermos: Obesidade, Camellia Sinensis, Citrus Aurantium L.

IC076 - ANÁLISE DA PERDA PONDERAL E DA ALTERAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DE PESCOÇO (CP) EM OBESOS MÓRBIDOS APÓS CONSUMO DE DIETA HIPOCALÓRICA

Instituição: Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo- FMUSP, São Paulo - SP
Autores: Serafim MP, Scabim VM, Santo MA, Salimom CC, Trecco SMLSS, Evazian D.

Objetivos: A medida da CP é utilizada para estimar a probabilidade do desenvolvimento da Síndrome da Apneia do Sono, patologia que eleva o risco de morbimortalidade em seus portadores. Sua ocorrência é estimada em 70% para obesos mórbidos. O objetivo do estudo é avaliar a alteração da CP após perda de peso induzida por dieta de muito baixa caloria no período pré-operatório de cirurgia bariátrica. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, realizado com pacientes obesos internados no Hospital das Clínicas de São Paulo para perda de peso aguda antes da cirurgia bariátrica. Estes pacientes receberam dieta de muito baixo valor calórico, em média de 600 kcal ou 6 kcal/kg peso atual/dia, desde a admissão hospitalar até a véspera da cirurgia. Esta é uma prática adotada rotineiramente para diminuição do risco cirúrgico, não sendo uma variável introduzida para este estudo. A avaliação nutricional (AN) foi realizada no primeiro dia de internação e um dia antes da cirurgia. Para isto, considerou-se o peso aferido em balança digital com capacidade máxima de 300 kg, a altura para o cálculo do índice de massa corporal (IMC), e a circunferência de pescoço aferida com uma fita métrica inelástica, ao nível da articulação cricoaritenoide. Foram excluídos os indivíduos acamados, pela impossibilidade de realizar a pesagem. Resultados: A amostra constituiu-se de 54 pacientes com idade média de 44,3±11,6 anos, sendo 14(26%) do sexo masculino e 40(74%) do sexo feminino, com peso e IMC iniciais de 150,04±22,5 kg e 48,73±5,7 kg/m2, e 125,83± 21 kg e 48,81±5,7 kg/m2, respectivamente. O período de internação pré-operatório foi de 7,5±3,2 dias. Na totalidade, a perda de peso foi de 4,8±2,1kg (3,7±1,8%), estatisticamente significante. Os homens apresentaram maior perda ponderal 5,5±2,1 kg (3,9±1,8%) em comparação às mulheres, que foi de 4,5±2,2 kg (3,6±1,9%), porém sem diferença significativa entre os sexos. Com relação à CP, as mulheres apresentaram redução média de 1,3±1,1 cm (CP inicial: 44,2±6,0 cm e final: 42,9±5,9 cm), maior em comparação aos homens que foi de 1,2±1,1 cm (CP inicial: 52,2±3,8 cm e final: 50,9±3,9 cm), porém sem diferença significativa. Conclusão: A dieta muito baixa em calorias promoveu perda de peso e consequente redução da medida de circunferência de pescoço, o que poderá contribuir para o sucesso da cirurgia. Unitermos: Composição Corporal, Circunferência de Pescoço, Dieta de Muito Baixo Valor Calórico, Obesidade.

IC077 - ESTADO NUTRICIONAL DA VITAMINA D EM INDIVÍDUOS COM OBESIDADE CLASSE III COM DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Cordeiro A, Pereira S, Saboya C, Rodrigues B, Ramalho A.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de vitamina D, em indivíduos com obesidade classe III no pré-operatório do Bypass Gástrico em Y de Roux e sua relação com a Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica O estado nutricional de vitamina D em indivíduos obesos classe III mostrou alto percentual de deficiência segundo concentrações séricas de calcidiol (25(OH)D), associado a estágios mais graves da DHGNA e IMC. Materiais e Métodos: Estudo descritivo do tipo transversal com indivíduos de ambos os sexos entre 20 e 60 anos, índice de massa corporal e" 40,0 kg/m², no pré-operatório do Bypass Gástrico em Y de Roux. Obteve-se dados de peso, estatura, índice de massa (IMC), circunferência abdominal, colesterol total, HDLc, LDLc, triglicerídeos, AST, ALT, gama glutamil transpeptidase e vitamina D. Os pontos de corte adotados para deficiência de vitamina D (25(OH)D) foram d" 20 ng/ml e a análise foi por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. O diagnóstico de esteatose hepática foi por ultrassografia de abdômen total e a graduação da DHGNA foi através de biópsia hepática. Resultados: Dos 20 indivíduos, 70% eram do sexo feminino e a média de idade foi de 43,6±9,82 anos. O IMC médio foi de 45,37 ± 4,01kg/m² e a distribuição da amostra segundo as concentrações séricas de 25(OH)D mostrou que 55% da amostra apresentavam deficiência dessa vitamina, 40% apresentavam insuficiência e apenas 5% encontravam-se em níveis adequados. A média dos níveis de 25(OH)D foi de 19,35±8,32ng/ml para o sexo feminino e 17,5±10,61ng/ml para o sexo masculino (p=0,678). O diagnóstico de DHGNA foi confirmado em 100% dos indivíduos e analisado o estadiamento da DHGNA foi observado diferença significativa nas concentrações séricas de 25(OH)D(p<0,001), sendo o estágio de necrose e esteatose leve macrovesicular o que apresentou menor concentração sérica de 25(OH)D, equivalente a 5ng/ml. Comparada o IMC com inadequação das concentrações de vitamina D, observou-se que a média do IMC, 46,69±6,19kg/m², foi maior no grupo com inadequação. Conclusão: A análise do estado nutricional de vitamina D nos indivíduos estudados mostrou alto percentual de deficiência segundo concentrações séricas de calcidiol (25(OH)D), associado a estágios mais graves da DHGNA e IMC mais elevados. Unitermos: Deficiência de Vitamina D, Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica, Obesidade

IC078 - RELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE QUALIDADE DE VIDA, CONSUMO ALIMENTAR E ESTADO NUTRICIONAL EM PACIENTES RENAIS CRÔNICOS SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE

Instituição: Faculdade Católica Salesiana do Espirito Santo, Vitória - ES
Autores: Machado MCM, Bonelá ACBS, Rabelo LRP, Lyra MBL, Abreu JPLA.

Objetivos: O objetivo do trabalho foi correlacionar qualidade de vida através do o instrumento do tipo genérico SF-36 Medical Outcomes Study 36 - Item Short - Form Health Survey (SF-36) com consumo alimentar e estado nutricional em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) em hemodiálise (HD). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo quali-quantitativo, descritivo e transversal. Os dados foram coletados no Centro de Nefrologia do Hospital Evangélico de Vila Velha, Espírito Santo, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde. Realizou-se avaliação antropométrica, coleta dos resultados de exames bioquímicos (fósforo, cálcio, creatinina, paratormônio e potássio), aplicação do questionário SF-36 (que avalia a qualidade de vida com nota de 0 a 100, sendo que quanto mais próximo de 0 há menor qualidade de vida e mais próximo de 100, melhor qualidade de vida) e anamnese alimentar através de recordatório alimentar de 24h de 3 dias. O índice de massa corpórea foi classificado segundo pontos de corte para população renal proposto por Riella e Martins e comparados com a classificação da Organização Mundial da Saúde. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo comitê de ética da Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo e também pala diretoria do Hospital Evangélico de Vila Velha. Resultados: A amostra foi composta por 30 pacientes adultos com idade entre 28 a 76 anos. A doença relacionada com DRC mais encontrada foi hipertensão arterial sistêmica (53,3%), a média do Índice de Massa Corporal foi 25,04±4,50kg/m². O tempo de diagnóstico de doença renal teve média de 4,84±3,51 anos. Pela média dos exames bioquímicos somente fósforo (5,51±1,61mg/dl) e creatinina (10,84±3,33mg/dl) estavam adequados. A medida antropométrica que se mostrou mais sensível para diagnosticar a desnutrição foi a dobra cutânea do braço, indicando que 73,3% dos indivíduos apresentavam desnutrição. O diagnóstico nutricional final, obtido através das várias medidas antropométricas aferidas, detectou 80% de desnutrição na amostra estudada. O resultado do questionário SF-36 pontuou menor valor para a dimensão limitação por aspectos físicos (16,67±29,60) e o maior para aspectos sociais (68,17±33,67). Obteve-se correlação positiva do consumo calórico, proteico, fibra, cálcio e carboidrato com qualidade de vida, indicando que quanto maior o consumo desses nutrientes, maior a qualidade de vida. Conclusão: Os resultados encontrados neste estudo sugerem que consumo alimentar se correlaciona positivamente com o nível de qualidade de vida. Apresentou melhor nível de qualidade de vida, aqueles pacientes que possuíam um consumo energético maior. Conclui-se então que a alimentação tem interferência direta na qualidade de vida do paciente renal hemodialítico. Unitermos: Doença Renal Crônica, Estado Nutricional, Qualidade de Vida.

IC079 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL BIOQUÍMICA EM PACIENTES EM TRATAMENTO DE HEMODIÁLISE DE UM HOSPITAL PÚBLICO EM ERECHIM/RS: ANTES E APÓS ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL

Instituição: Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI Erechim, Erechim - RS
Autores: Zanardo VPS, Rosa RD, Deon RG, Turski T, Zanardo JC, Spinelli RB.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional, através de exames bioquímicos, de pacientes da Clínica Renal do Hospital Público de Erechim/RS, antes e após orientação nutricional. Materiais e Métodos: Estudo observacional com 26 pacientes em tratamento de hemodiálise. O estudo iniciou em agosto de 2011 e finalizou em julho de 2012. As coletas para análises bioquímicas de hemoglobina, albumina, fósforo e potássio foram feitas no início e final do estudo. Após a avaliação bioquímica inicial, os pacientes receberam orientações nutricionais relacionadas ao sódio, potássio, fósforo e água; adequação dos hábitos alimentares; lista de alimentos permitidos e proibidos e identificação de nutrientes permitidos e proibidos em rótulos de alimentos. Todas as orientações foram explicadas individualmente. O estudo foi aprovado pelo CEP da URI-Erechim. Os dados coletados foram avaliados utilizando estatística descritiva e teste paramétrico (test t de Studant para amostras pareadas), com nível de significância de p<0,05. Resultados: A amostra constituída por maioria do sexo masculino (65,4%), com idade de 22 a 79 anos, sendo 61,5% adultos e 38,5% idosos. Os resultados de hemoglobina foram adequados no início em 61,5% e no final em 57,7% do estudo. A albumina sérica revelou maioria nutrido no início (69,3%) e no final (69,2%); levemente desnutrido foram 26,9% no início e 30,8% no final e, moderadamente desnutrido foram 3,8% somente no início do estudo. O fósforo sérico teve redução na média de inadequação de 69,2% na primeira avaliação para 57,8% na segunda, no entanto não foram consideradas outras variáveis como uso de quelantes de fosfato. A maior parte da amostra (73,1%) apresentou nível adequado de potássio antes das orientações nutricionais, reduzindo (57,8%) após as orientações nutricionais. Conclusão: Grande parte dos exames bioquímicos mostrou adequação nas duas avaliações, exceto o índice de adequação do potássio que reduziu ao longo do estudo. A educação nutricional é um processo de aprendizagem que objetiva mudança no comportamento alimentar. Dessa forma, ressalta-se a importância do acompanhamento nutricional e sugere-se períodos mais prolongados na realização de estudos neste âmbito. Unitermos: Avaliação Nutricional Bioquímica, Orientação Nutricional, Hemodiálise

IC080 - EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE OVO OU CLARA DE OVO NO PERFIL SÉRICO DOS MARCADORES NUTRICIONAIS EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE

Instituição: Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre - RS
Autores: Vieira AP, Lutzky M, Kalil M, Royer HLM, Kumbier MCC, Sonaglio E.

Objetivos: Avaliar o efeito da suplementação proteica com ovo ou clara de ovo em relação ao perfil sérico dos marcadores nutricionais dos pacientes em hemodiálise. Materiais e Métodos: Foram selecionados 18 pacientes adultos com insuficiência renal crônica em hemodiálise com mais de seis meses de tratamento, divididos em 2 grupos. Sendo: Grupo I: 9 pacientes que receberam ovo inteiro. Grupo II: 7 pacientes que receberam clara de ovo. Foram excluídos os pacientes com tempo menor de seis meses de hemodiálise e pacientes com infecções. Dois pacientes não aceitaram a suplementação no período. Todos os 16 pacientes receberam a suplementação por 4 meses no lanche oferecido no serviço de hemodiálise em 3 dias na semana. Foi coletado albumina sérica, colesterol total e fósforo pré e pós-intervenção. Na análise estatística empregou-se o teste t para estabelecer as diferenças significativas entre os dados. O nível de significância foi p<0,05. Resultados: Não houve diferença significativa nos níveis séricos de albumina no grupo I (p = 0,13) e no grupo II (p=0,83). No nível de colesterol os dois grupos também não mostraram diferença no grupo I (p=0,40) e grupo II (p=0,56). Houve elevação do nível de fósforo no grupo I considerando os níveis pré (p=0,035) e pós-intervenção (p=0,14). No grupo II não houve aumento em relação ao fósforo no período pré (p=0,50) e pós-suplementação (p=0,87). Conclusão: A utilização do ovo inteiro como suplementação no paciente com insuficiência renal crônica em hemodiálise não altera o perfil sérico de albumina e do colesterol, porém eleva o nível sanguíneo de fósforo. Esta elevação não ocorre quando utilizada somente a clara do ovo, sugerindo que estes pacientes foram beneficiados em relação ao fósforo, quando utilizada esta suplementação somente. Unitermos: Hemodiálise, Albumina, Colesterol, Fósforo

IC081 - HIPERFOSFATEMIA E RISCO DE CALCIFICAÇÃO METASTÁTICA EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO DIALÍTICO EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE RECIFE - PE

Instituição: Hospital das Clínicas de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Luz MCL, Morais GQ, Ferraz JA, Sousa AFO, Fraga ACGA, Cabral PC.

Objetivos: Avaliar a ocorrência de hiperfosfatemia, o risco de calcificação metastática e a possível associação dessas duas variáveis com o índice de massa corporal (IMC) em pacientes mantidos em tratamento dialítico. Materiais e Métodos: Estudo do tipo série de casos envolvendo 27 pacientes mantidos em hemodiálise no Hospital das Clínicas de Pernambuco (HCPE). Foi avaliado o IMC destes pacientes, juntamente com os exames laboratoriais de fósforo (P) e cálcio (Ca). A construção do banco de dados e a análise estatística foram realizadas no programa Epi-info versão 6.04 e SPSS versão 13.0. Resultados: Dos pacientes avaliados 64,3% eram do sexo feminino com idade média de 46,6 ± 12,4 anos. 42,8% dos indivíduos tinha excesso de peso, a hiperfosfatemia (fósforo sérico >5,5mg/dL), foi encontrada em 44,4% e o produto Ca x P esteve acima do limite de referência (55mg/dL) em 36,7% da amostra. Quanto a associação, foi evidenciado que 70,0% dos pacientes com excesso de peso apresentavam hiperfosfatemia (p< 0,05). Por outro lado, não foi evidenciada associação entre o produto CaxP elevado (p=0,2475) e o excesso de peso. Conclusão: Apesar do uso rotineiro dos quelantes de fósforo, a hiperfosfatemia ocorre em grande parte dos pacientes mantidos em hemodiálise. O aumento do produto CaxP também é preocupante pois quanto maior o risco de calcificação metastática, maior o risco de morte do paciente em tratamento dialítico. Outro dado que chama a atenção é a associação entre excesso de peso e hiperfosfofatemia. Unitermos: Hiperfosfatemia, Calcificação Metastática, Hemodiálise.

IC082 - COMPOSIÇÃO SÉRICA E DIETÉTICA DE FÓSFORO E POTÁSSIO EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA SUBMETIDOS À SUPLEMENTAÇÃO

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre - MG
Autores: Souza CP, Mariano EC, Soares LR, Tiengo A.

Objetivos: Avaliar os níveis séricos e dietéticos de fósforo e potássio, além de ureia e creatinina após suplementação com quinua (Chenopodium quinoa) em pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise em Pouso Alegre - MG. Materiais e Métodos: A população do estudo foi composta por 27 pacientes, de ambos os gêneros, separados aleatoriamente em grupo estudo (n=15) e controle (n=12). O grupo estudo recebeu 2 colheres de sopa de Super Quinua modificada, enquanto o controle recebeu 2 colheres de sopa de Super Quinua tradicional®. Cada grupo foi orientado a consumir o suplemento por 8 semanas (agosto e setembro de 2012). Para caracterização da população os participantes foram submetidos a um questionário socioeconômico, e para a avaliação dietética foi realizado o recordatório 24 horas. Os pacientes também realizaram avaliações antes e após o consumo da quinua: avaliação antropométrica (peso, altura, dobras cutâneas para avaliação do percentual de gordura corporal), e exames bioquímicos (potássio, fósforo, cálcio, ureia, creatinina, hemoglobina, hematócrito). A análise dos resultados foi realizada pelo Teste Student t com nível de significância p < 0.05. Resultados: Dos 27 pacientes, 56% eram do gênero masculino e 44% feminino, e em relação a idade 26% apresentavam entre 20-49 anos e 74% entre 50-79 anos. Após a suplementação pôde-se observar, no grupo estudo, aumento significativo no peso e IMC (p<0,05), e redução no % de gordura corporal (p<0,05), porém no grupo controle não houve diferença estatística em nenhum dos parâmetros avaliados (p>0,05). Em relação aos exames bioquímicos o grupo controle apresentou um aumento significativo no nível sérico da ureia, e aumentos para ambos os grupos no nível sérico de fósforo, porém sem ultrapassar os limites aceitáveis para pacientes renais crônicos. Quando comparados os grupos entre si, verificou-se diferença estatística (p=0,038) apenas em relação à altura, sem diferença significativa quando comparados os demais parâmetros antropométricos e bioquímicos, verificando-se que após a suplementação houve uma melhora nutricional no grupo Super Quinua Modificada sem alterações dos parâmetros bioquímicos. Conclusão: Concluiu-se que o consumo da Super quinua modificada pode melhorar o estado nutricional dos pacientes renais crônicos e ainda melhorar o estilo de vida quando consumidos corretamente. Sugere-se a realização de outros trabalhos, com diferentes dosagens e maior duração para maior concretização sobre os efeitos da quinua em pacientes renais crônicos. Unitermos: Insuficiência Renal Crônica, Estado Nutricional, Quinua.

IC083 - O IMPACTO DAS ALTERAÇÕES NUTRICIONAIS EM PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS: COORTE DE 5 ANOS

Instituição: Centro Universitário Univates, Lajeado - RS
Autores: Moreira TR, Bassani T, Souza GD, Manfro RC, Gonçalves LFS.

Objetivos: Avaliar a prevalência das alterações nutricionais em transplantados renais (TR) e sua influência na evolução desses pacientes. Materiais e Métodos: Estudo de coorte retrospectivo com pacientes TR entre Janeiro de 2000 a Dezembro de 2007. Os dados foram coletados antes do TR, 1 e 5 anos pós-TR. Os fatores estudados foram: estado nutricional pré-TR e mudança de estado nutricional 1 ano pós-TR. Os desfechos analisados foram: incidência de função tardia do enxerto, complicações da ferida operatória, sobrevida do enxerto e paciente, perda precoce do enxerto, rejeição aguda, eventos cardiovasculares, filtração glomerular estimada(TFG) e Diabetes Mellitus (DM) pós-TR. Para as análises de sobrevida utilizou-se teste de Kaplan-Meier e para avaliar o comportamento da TFG utilizou-se o modelo de Equações de Estimação Generalizada. Resultados: Foram avaliados 447 pacientes com estado nutricional pré-TR de 6,9% (n=31) desnutrição, 55,5% (n=248) eutrofia, 26,8% (n=120) sobrepeso e 10,7% (n=48) obesidade. Avaliação do estado nutricional pré e desfechos em 1 ano observou-se que os receptores desnutridos e obesos tiveram maior número de perdas precoces do enxerto (9,7% e 12,5%) quando comparados aos grupos de eutróficos e sobrepesos (3,2% e 6,2%, P=0,042). Os receptores sobrepeso e obesos tiveram mais desenvolvimento de DM pós-TR (25% e 26,3%) em comparação com os outros grupos (15,4% e 12,4%, P=0,018), o que manteve-se na análise de 5 anos pós-TR (P=0,017). Não houve diferença significativa na análise de sobrevida de enxerto e de pacientes em 1 e 5 anos em relação ao estado nutricional pré-TR. Os pacientes obesos e sobrepeso diminuíram significativamente suas taxas de TFG em 5 anos em relação aos demais pacientes (P=0,002). Conclusão: A elevada prevalência de sobrepeso e obesidade pré-TR esta associada com desenvolvimento de DM pós-TR, perda precoce do enxerto e diminuição da TFG ao longo do tempo. Unitermos: Obesidade, Sobrepeso, Transplante Renal.

IC084 - PERFIL NUTRICIONAL, TEMPO DE PERMANÊNCIA E DESFECHO DE PACIENTES CARDIOPATAS SUBMETIDOS À CIRURGIA CARDÍACA E ADMITIDOS EM UMA UNIDADE CORONARIANA DE CUIDADOS INTENSIVOS (UCO)

Instituição: Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte - MG
Autores: Vaz De Lima CGRM, Chaves JS, Rydan RL, Almeida CPM, Roncoleta F, Ferreira AF.

Objetivos: Correlacionar o estado nutricional de pacientes cardiopatas submetidos à cirurgia cardíaca com o seu desfecho clínico, através da determinação do seu perfil nutricional e risco nutricional (NRS 2002 ou ANSG) e da correlação do estado nutricional com o tempo de permanência do paciente na UTI Coronariana e no hospital. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional do tipo transversal.Foi realizada a coleta dos dados antropométricos e de triagem do risco nutricional (NRS-2002 e ANSG) de pacientes admitidos no pós operatório de cirurgia cardíaca em uma UTI Coronariana (UTIC) entre os meses de agosto de 2011 e janeiro de 2012. Os dados referentes ao tempo de internação na UTIC e no hospital foram determinados com base na data de admissão no hospital, na UTIC, data de alta da UTIC e do hospital. A avaliação antropométrica foi realizada com fita métrica inelástica para medição da altura do joelho, cincunferência braquial e da panturrilha conforme técnica existente. O risco nutricional foi obtido pela aplicação das ferramentas de triagem nutricional NRS 2002 e ANSG, sendo utilizados os scores preconizados para definição do risco. A estatística descritiva, elaborada com auxilio do programa Excel. Resultados: Foram avaliados 215 pacientes, de ambos os sexos, com idade média de 60,55 ± 36,2 anos. Dentre os pacientes avaliados, 89 eram mulheres (49 idosas) e 114 homens (71 idosos). Dentre as mulheres, nove (9) adultas e 14 idosas estavam em risco nutricional. Dos homens, 34 adultos e 60 idosos estavam fora do risco nutricional. A média de permanência dos homens foi de 7,38 dias na UTIC e 31,99 dias no hospital, já as mulheres ficaram 8,57 dias na UTIC e 41,04 dias no hospital. A média de permanência hospitalar das mulheres idosas em risco nutricional foi a maior (61,1 dias) e elas também obtiveram o maior percentual de óbitos (43,9%), já os homens adultos em risco nutricional tiveram a menor média de permanência no hospital e na UTIC (18,8 e 2,8 dias, respectivamente). O menor percentual de óbitos foi encontrado no grupo de homens adultos sem risco nutricional (2,3%). Conclusão: Parece haver uma correlação clara entre idade, risco nutricional, tempo de permanência e desfecho, sendo importante diagnosticar e tratar, não somente a desnutrição, mas também atentar para o risco nutricional neste grupo de pacientes. O suporte nutricional precoce e efetivo pode reduzir tempo de internação e custos nos serviços hospitalares. Unitermos: Avaliação Nutricional, Cirurgia Cardíaca, Tempo de Internação, Risco Nutricional.

IC085 - VARIAÇÕES METABÓLICAS EM INDIVÍDUOS EM UTILIZAÇÃO DO FITOTERÁPICO BAUHINIA FORFICATA

Instituição: Centro Universitário Univates, Lajeado - RS
Autores: Moreira TR, Heller M, Rempel C, Bosco SMD.

Objetivos: Objetivou-se relacionar os índices antropométricos, pressão arterial e glicemia de jejum, com o uso de Bauhinia forficata. Materiais e Métodos: O delineamento desse estudo foi do tipo caso-controle, realizado com usuários de Unidades Básicas de Saúde dos municípios de Travesseiro, Teutônia, Lajeado, Roca Sales, Estrela e Encantado, do estado do Rio Grande do Sul. Foram incluídos no estudo, indivíduos de ambos os gêneros, adultos e idosos, que participaram de forma voluntária. Excluíram-se os indivíduos que interromperam o uso do fitoterápico, não compareceram na coleta de dados ou apresentaram alguma patologia que pudesse interferir no resultado deste estudo. Os indivíduos foram divididos em dois grupos, grupo 1, de intervenção, composto por 31 indivíduos, e grupo 2, controle, composto por 23 indivíduos. Foram realizadas verificações de peso, pressão arterial e glicemia, antes e após consumo de infusão do fitoterápico Bauhunia forficata, num intervalo de 8 meses. Resultados: No grupo 1 houve diferença estatisticamente significativa para valores de pressão arterial diastólica (p<0,001). O grupo 2 não apresentou diferença significativa em nenhuma variável. Se comparando os dois grupos, encontra-se diferença estatisticamente significativa nas variáveis peso (p=0,037) e índice de massa corporal (p=0,047). Os resultados obtidos no presente estudo, durante a utilização do fitoterápico Bauhinia forficata, sugerem a ineficácia deste fitoterápico na amostra em estudo em relação à redução de glicemia sanguínea. Porém, verificou-se diferença estatisticamente significativa para a variável pressão arterial diastólica no grupo intervenção quando comparados os valores pré e pós-intervenção. Na comparação dos grupos, observou-se diferença significativa no peso e índice de massa corporal. Conclusão: As variações encontradas no peso, IMC e pressão arterial diastólica sugerem que Bauhinia forficata auxilia no controle desses parâmetros. Unitermos: Bauhinia Forficata, Peso Corporal, Índice de Massa Corporal, Pressão Arterial, Glicemia Sérica.

IC086 - ASSOCIAÇÃO ENTRE CARGA GLICÊMICA, ESTILO DE VIDA E TRIGLICERIDEMIA DE INDIVÍDUOS HIPERTENSOS ACOMPANHADOS PELO HIPERDIA MACEIÓ - AL

Instituição: Universidade Federal de Alagoas, Maceió - AL
Autores: Macêdo PFC, Vasconcelos SML.

Objetivos: Associar o consumo de carboidratos e indicadores de estilo de vida ao aumento dos triglicerídeos séricos. Materiais e Métodos: Foi conduzido um estudo transversal com 42 indivíduos selecionados a partir do banco de dados do estudo intitulado "Hábitos alimentares, ingestão de nutrientes e consumo de alimentos relacionados à proteção e risco cardiovascular em uma população de hipertensos do município de Maceió-AL" realizado em 2010/2011. Foram selecionadas informações sobre estilo de vida (consumo de álcool e prática de atividade física), bioquímicas (triglicerídeos séricos e glicemia) e dietéticas (carga glicêmica) para compor o banco de dados da presente pesquisa. Inicialmente, calculou-se as médias e desvios padrão para variáveis continuas, bem como foi obtida a frequência de algumas variáveis categóricas em seus pontos de corte. A carga glicêmica foi separa em quartis de consumo e outras alocadas nestes. Anova e o teste qui quadrado foi usados para avaliar associação entre as variáveis. Resultados: Na amostra estudada todos os indivíduos eram portadores de HAS. Predominou o sexo feminino e idade superior a 60 anos. Quanto ao estilo de vida, destacou-se a inatividade física (59,5%) e o baixo consumo de álcool (16,6% da amostra). A maior parte dos indivíduos consumia dietas de moderada a alta carga glicêmica (73,8%), sendo a média geral da ingestão habitual da amostra considerada moderada. O perfil metabólico revelou frequência significativa de hipertrigliceridemia (59,5%), mas níveis médios normais de glicemia capilar, sendo a maior parte da amostra normoglicêmica (80,95%). Em relação aos quartis de carga glicêmica, o consumo de álcool e os níveis de triglicerídeos foram maiores naqueles alocados no primeiro quartil. Já ao medir a força de associação entre as variáveis estudadas e a chance de ter hipertrigliceridemia, foi visto associação positiva para o sedentarismo (OD = 1,24). Já a carga glicêmica não apresentou tal associação (OD =0,8) quando comparados a hipertrigliceridemia dos indivíduos com consumo dietas de carga glicêmica moderada a baixa e alta. Conclusão: Apesar da associação positiva entre carga glicêmica e TG não ter sido verificada na amostra estudada, foi visto associação positiva entre o sedentarismo e a hipertrigliceridemia, porém mais estudos precisam ser desenvolvidos neste sentido, inclusive com amostras mais representativas e eliminação ao máximo de possíveis vieses. Unitermos: Dislipidemias, Carboidratos, Hipertensão.

IC087 - PREVALÊNCIA DE SÍNDROME METABÓLICA EM ALCOOLISTAS CRÔNICOS E RISCO CARDIOVASCULAR ATRAVÉS DA RAZÃO TG/HDL-C

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Andrade MIS, Macêdo PFC, Souza MMAV, Souza MCM, Mota KGLS, Dourado KF.

Objetivos: Avaliar a prevalência de Síndrome Metabólica (SM) em alcoolistas e não alcoolistas, e a presença de risco cardiovascular através da Razão Triglicerídeo/HDL-C (TG/HDL-C). Materiais e Métodos: Estudo de caso e controle realizado de fevereiro a outubro de 2011. A amostra foi composta por indivíduos adultos e idosos, de ambos os sexos, alcoolistas e não alcoolistas, pareados conforme o sexo e a idade (±2 anos). O diagnóstico da SM foi feito segundo a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da SM, a qual utiliza como critérios as seguintes variáveis: circunferência da cintura (CC), TG, HDL-C e presença de intolerância à glicose e hipertensão arterial. A razão TG/HDL-C foi obtida a partir de valores de TG e HDL-C, sendo considerado risco se e" 3,8. Os testes estatísticos foram aplicados com 95% de confiança e a verificação da existência de associação foi determinada quando p<0,05. Resultados: A amostra constou de 100 indivíduos, 96% do sexo masculino, com média de 45 ± 10,21 anos. A prevalência de SM no grupo de alcoolistas foi de 14%, onde 57% destes apresentaram valores elevados da razão TG/HDL-C. Já no grupo dos não alcoolistas, 60% evidenciaram a SM, e 86,6% destes exibiram valores de risco da relação. Os valores médios da razão TG/HDL-C no grupo alcoolista foi 3,16 + 3,34 e de 5,65 + 4,43 entre os não alcoolistas. A razão TG/HDL-C não apresentou associação com a CC, dados bioquímicos e comorbidades no grupo de alcoolistas, e demonstrou associação positiva com a CC no grupo dos não alcoolistas. Conclusão: No presente estudo, o grupo de alcoolistas apresentou menor prevalência de SM, fato que pode ser atribuído ao consumo excessivo de álcool ocasionar hipermetabolismo, perda ponderal e consequente redução da CC. A razão TG/HDL-C parece ser indicador promissor na avaliação do risco cardiovascular, no entanto estudos que comprovem a real eficácia do índice em alcoolistas crônicos são necessários. Unitermos: Alcoolismo, Obesidade Abdominal, Circunferência da Cintura, HDL-C.

IC088 - FATORES DEMOGRÁFICOS, CLÍNICOS E ESTILO DE VIDA EM ADOLESCENTES COM FENÓTIPO CINTURA HIPERTRIGLICERIDÊMICA

Instituição: Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia - ENUFBA, Salvador - BA
Autores: Mendonça CRL, Roriz AKC, Novaes LN, Adan LFF, Souza VS.

Objetivos: Avaliar os fatores independentes ao fenótipo cintura hipertrigliceridêmica (CCTG) em adolescentes. Materiais e Métodos: Estudo transversal com amostra não probabilística realizado em um ambulatório de referência para adolescentes, ambos os sexos, entre 10 e 19 anos, na cidade de Salvador-BA. Foi mensurada a circunferência da cintura (CC), realizado avaliação bioquímica do triglicerídeo (TG) e aplicado um questionário sobre características demográficas, clínicas e dos hábitos de vida. O fenótipo cintura hipertrigliceridêmica foi definido a partir da presença simultânea de valores de: CC> percentil 75 para idade e sexo, proposto por Fernandez, 2004 e o nível de TG elevado: e"100mg/dL, segundo a I Diretriz de Prevenção da Aterosclerose na Infância e na Adolescência, 2005. Foram considerados como fatores independentes ao fenótipo CCTG: idade, sexo, atividade física regular, etilismo, tabagismo e antecedentes familiares para diabetes, hipertensão e cardiopatias. Utilizou-se Teste i7² e exato de Fischer. Resultados: Dos 82 adolescentes observou-se uma prevalência de 25,6% do fenótipo cintura hipertrigliceridêmica, dos quais 85,7% estavam entre 10-14 anos, 71,4% eram do sexo feminino, 85,7% sedentários e apenas 9,5% etilistas. Quanto aos antecedentes familiares, 84,2% não apresentavam antecedentes para hipertensão,73,7% apresentavam antecedentes para diabetes mellitus e 73,7% para cardiopatias. Os adolescentes com maiores chances para apresentarem o fenótipo CCTG eram mais jovens (RP:1,8); do sexo feminino (RP:1,9); não realizavam atividade física regular (RP:3,3) e referiram antecedentes familiares para diabetes (RP:2,02) e cardiopatias (RP:1,29), porém apenas a não realização de atividade física regular apresentou significância estatística (p= 0,032). Conclusão: De forma independente o sedentarismo foi o fator que mais se associou à presença do fenótipo CCTG, considerado um indicador de risco cardiovascular. Sugere-se uma triagem precoce destes fatores para identificação deste fenótipo. Unitermos: Cintura Hipertrigliceridêmica, Doença Cardiovascular, Adolescentes.

IC089 - ESTIMATIVA DA FUNÇÃO RENAL EM PACIENTES CORONARIOPATAS COM EXCESSO DE PESO

Instituição: Pronto Socorro Cadiológico de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Araújo AJS, Lins RAG, Silva RRL, Barrocas PS, Pinho CPS.

Objetivos: Realizar uma análise comparativa da estimativa da função renal em pacientes com excesso de peso, considerando a fórmula de Cockcroft e Gault sem o fator de correção e corrigida pelo fator proposto por Saracino et al. (2004) (CG corrigida). Materiais e Métodos: Estudo transversal com coleta de dados de fichas de acompanhamento nutricional de pacientes coronariopatas hospitalizados no período de Fevereiro de 2011 a Fevereiro de 2012. Foram incluídos pacientes de ambos os sexos, com idade e"18 anos e diagnóstico de obesidade segundo IMC, e excluídos aqueles com registro de edema, diagnóstico prévio de doença renal e sem informação de alguma variável selecionada. A Taxa de Filtração Glomerular (TFG) foi estimada através da equação proposta por Cockcroft e Gault (CG), corrigida por um fator de 0,85 para o sexo feminino. E para o cálculo da fórmula de CG corrigida foi aplicado o fator de correção proposto por Saracino et al. (2004) (x [1,25 - 0,012 x IMC]). Foi considerada alteração da função renal valores >1,2 mg/dL para a creatinina sérica (CrS), e <60 mL/min/1,73m² para a TFG estimada pela equação CG e CG corrigida. Os dados foram inseridos no programa operacional Excel 2007 e analisados no programa SPSS, versão 13.0. Resultados: Foram avaliados 155 pacientes, com idade média de 57,5 (± 9,8) anos, sendo 55,5% do sexo masculino. A média do IMC foi de 29,8 (± 3,74) kg/m². A média da CrS foi 0,96 (± 0,4)mg/dL. A prevalência de disfunção renal segundo a CrS foi de 19,4%, onde a maioria dos pacientes se revelaram do sexo masculino (27,9%; p=0,004) e idosos (28,6%; p=0,022). De acordo com a equação CG e CGcorrigida, a função renal diminuída prevaleceu em 16,8% e 21,9% dos pacientes, respectivamente, onde também se apresentaram idosos (44,4%, p=0,000), porém do sexo feminino (23,2%), não havendo significância estatística para esta última variável. As médias da TFG considerando CG e CGcorrigida foram 99,08 (±94,2) mL/min./1,73 m2 e 87,56 (±85,5) mL/min/1,73m2, respectivamente, havendo diferença estatística (p=0,006). Isso significa que, considerando a equação CG sem o fator de correção descrito por Saracino et al, a estimativa da média da função renal estava superestimada em 11,6%. Conclusão: A prevalência de disfunção renal foi maior quando utilizado a correção da equação CG proposta por Saracino et al., visto que cerca de 5% não teriam diagnóstico de disfunção renal, comprometendo a adoção de medidas preventivas e terapêuticas. Isso indica a importância da correção dos resultados da fórmula de CG para a adequada estimativa da função renal em indivíduos com excesso de peso. Unitermos: Creatinina, Taxa de Filtração Glomerular, Cockcroft-gault, Obesidade.

IC090 - ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL DE PACIENTE EM USO DE CORAÇÃO ARTIFICIAL EM UM HOSPITAL DE REFERENCIA EM TRANSPLANTE CARDIACO NA CIDADE DE FORTALEZA - CEARÁ

Instituição: Hospital Dr Carlos Alberto Studart Gomes, Fortaleza - CE
Autores: Araujo RVC, Bezerra LTC, Alencar ES, Aguiar IL, Vasconcelos GG, Pessoa MMS.

Objetivos: A miocardiopatia periparto é uma causa rara de insuficiência cardíaca que acomete mulheres no final da gestação e no puerpério. Esse estudo de caso tem como objetivo mostrar que o GET recomendado pela literatura subestima a real necessidade energética e proteica do paciente hipercatabólico por caquexia cardíaca em associação ao uso do dispositivo de assistência biventricular (coração artificial). Materiais e Métodos: Paciente, M.P.S., 27 anos, sexo feminino, diagnóstico de MPP, pós-operatório (PO) de DAV, transplante (TX) cardíaco e ulcera por pressão (UPP), foi utilizado suporte nutricional hipercalórico, hiperproteico, adequado em macro e micronutrientes, enriquecido com imunomoduladores, no período de 28 de janeiro a 12 de março de 2013. Utilizou-se Harris Benedict para cálculo da estimativa das necessidades energéticas incluindo fator injúria para traumas múltiplos, com acrescimento de 500 kcal\dia devido a caquexia. Realizou-se monitoramento antropométrica por meio de dobra cutânea triciptal, circunferência do braço, IMC e circunferência muscular do braço. Para cálculo do plano alimentar estabelecido, preconizou-se a Tabela de Equivalentes de Alimentos segundo Philippi, publicada pelo Ministério da Saúde em 2005, respeitando oferta hídrica determinada e a tolerância da consistência alimentar. Resultados: A paciente foi submetida ao uso do Dispositivo de Assistência Biventricular pelo período de 43 dias, realizou 15 sessões de plasmaférese e obteve regressão da ulcera por pressão. Observou-se pela aferição das medidas antropométricas, perda de massa magra e ponderal, bem detectada, manutenção dos níveis de gordura subcutânea, evidenciadas pela adequação percentual. Redução de 9,41% e 12,79%, CB e CMB, respectivamente. A aceitação do plano alimentar oferecido foi em media 70%, superior a 40kcal\kg de peso e a oferta proteica maior que 2 g\ptn\kg de peso. Ao exame físico foi observado melhora nos sinais de desnutrição como consequência do suporte nutricional oferecido. Conclusão: Constatou-se que apesar do uso da terapia nutricional adequada à recomendada pela caquexia cardíaca e multitrauma, não foi possível reverter a caquexia devido ao hipercatabolismo imposto pelo diagnostico clinico e trauma exercido pelo coração artificial. Unitermos: Miocardiopatia Periparto, Dispositivo de Assistência Biventricular, Caquexia, Suporte Nutricional.

IC091 - PREVALÊNCIA DE OBESIDADE ABDOMINAL EM PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA A PARTIR DO ÍNDICE DE CONICIDADE

Instituição: Hospital Metropolitano Sul - Dom Helder Câmara, Cabo de Santo Agostinho - PE
Autores: Silva NA, Dourado KF, Silva ARA, Moura NMR.

Objetivos: Detectar a prevalência de obesidade abdominal em pacientes portadores de DAC a partir do IC para avaliar sua acurácia. Materiais e Métodos: Estudo de série de casos conduzido na enfermaria de cardiologia do Hospital das Clínicas de Pernambuco, com 106 pacientes (58 homens e 48 mulheres) com idade mínima de 20 anos. A avaliação antropométrica constou de aferição do peso, altura e circunferência da cintura dos participantes. O IC foi obtido através da fórmula proposta por Valdez et al. (1993) e foram adotados os pontos de corte de e" 1,25 e e" 1,18 para homens e mulheres, respectivamente, com base no estudo de PITANGA & LESSA (2004). Foi avaliada a prevalência de indivíduos com RC quanto ao IC. Resultados: Dos 106 participantes, 54,7% eram do sexo masculino e 51,9% tinham idade acima de 60 anos. A obesidade abdominal, a partir do IC, teve alta prevalência em ambos os sexos (93,4%), sendo mais prevalente entre as mulheres (97,9%). Conclusão: O IC se apresentou como um instrumento simples e eficaz para detectar a obesidade abdominal e, consequentemente, confirmar o RC nestes pacientes. Unitermos: Doenças Cardiovasculares, DAC, Índice de Conicidade, Obesidade Abdominal.

IC092 - CORRELAÇÃO ENTRE INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS DE ADIPOSIDADE ABDOMINAL E FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM ADOLESCENTES

Instituição: Residência em Nutrição Clínica da Sesab/ UFBA, Salvador - BA
Autores: Novaes LN, Roriz AKC, Mendonça CRL, Adan LFF, Souza VS.

Objetivos: Verificar correlação entre circunferência da cintura (CC) e relação cintura/ estatura (RCE) e os fatores de risco para doenças cardiovasculares (DCV) em adolescentes de ambos os sexos. Materiais e Métodos: Estudo transversal, composto por uma amostra não aleatória com adolescentes de ambos os sexos, entre 10 e 19 anos, realizado em um ambulatório de referência em Salvador - BA. Foram coletados dados antropométricos: altura e circunferência da cintura e dados clínicos laboratoriais: pressão arterial, glicemia, insulina, HOMA-IR, perfil lipídico, homocisteína e Proteína C Reativa de alta sensibilidade (PCRas). Utilizou-se análise descritiva e Coeficiente de correlação de Pearson e de Spearman, com nível de significância p < 0,05. Resultados: Dos 83 participantes, 55,4% (46) eram do sexo feminino, com mediana da idade de 12 anos (11-14 anos). O valor médio da CC foi de 83,67cm (DP 17,7) e para RCE foi de 0,52 (DP 0,10). Para o sexo feminino verificou-se altas correlações da CC com: pressão arterial sistólica (PAS) (r = 0,66; p = 0,00), insulina (r = 0,65; p = 0,00), HOMA-IR (r = 0,62; p = 0,00), PCR (r= 0,49; p= 0,00) e homocisteína (r= 0,29; p= 0,05). A RCE apresentou altas correlações com PAS (r=0,60; p=0,00), insulina (r=0,67; p= 0,00), HOMA-IR (r=0,65; p=0,00) e PCRas (r= 0,56, p= 0,00). Entre os meninos, observou-se correlação positiva entre a CC e insulina (r = 0,41; p = 0,02), HOMA - IR (r = 0,40; p = 0,02) e PCR (r = 0,40; p = 0,02) e entre a RCE com a insulina (r= 0,39; p=0,01) e o HOMA-IR (r=0,38; p= 0,02). Conclusão: As adolescentes apresentaram as maiores correlações entre os indicadores antropométricos de adiposidade abdominal e os fatores de risco cardiovascular. A CC foi o indicador antropométrico que correlacionou com mais fatores de risco em adolescentes de ambos os sexos. Unitermos: Circunferência da Cintura, Antropometria, Doença Cardiovascular, Adolescente.

IC093 - AVALIAÇÃO DO EFEITO DA FARINHA DE BANANA VERDE NA REGULAÇÃO DA GLICEMIA DE DIABÉTICOS TIPO 2

Instituição: Centro Universitário do Espírito Santo, Colatina - ES
Autores: Cheibub RV, Denicoli LM, Rocha Júnior LDU.

Objetivos: Verificar se o amido resistente encontrado na farinha de banana verde pode provocar alterações na glicemia pós-prandial de portadores de diabetes mellitus tipo 2, não-insulino dependentes. Materiais e Métodos: Esse trabalho é um estudo experimental cego. Participaram 26 voluntários diabéticos tipo 2 acompanhados pela Estratégia de Saúde da Família que foram divididos aleatoriamente em 2 grupos iguais. Ambos foram orientados a permanecer num jejum equivalente a dez horas. Após esse período foi aferida a glicose pré prandial e posteriormente oferecido um café da manhã com suco de laranja para os 2 grupos. No suco do grupo de estudos eram adicionados 10g de farinha de banana verde. Vinte minutos após a refeição foi medida a glicose pós prandial. A análise estatística comparou a frequência dos sexos entre os grupos pelo teste que Qui-Quadrado e a comparação das médias da idade dos grupos, glicose pré-prandial e pós prandial foram feitas pelo teste t de Student. Como os grupos não apresentavam a mesma glicose em jejum foi feito um cálculo do percentual de variação dos grupos. As médias dessas variações foram comparadas pelo teste t de Student. O nível de significância foi de p<0,05. Resultados: Ambos os grupos pesquisados foram compostos em sua maioria por indivíduos do sexo feminino. A média de idade do grupo de estudo foi 65,17 (± 10,23) anos. A do grupo controle 63,40 (± 11,82) anos. A glicemia de jejum foi significantemente maior no grupo de estudo (157, 69 mg/dl, +30,11) em relação com o grupo controle 125.85 (+25,17) (p = 0,00). Em relação às glicemias pós-prandiais e a variação da glicemia entre os períodos de jejum e pós-prandiais não foram encontrados diferenças significativas (p>0,05). Conclusão: Os resultados evidenciaram que a glicemia pré-prandial foi maior no grupo de estudo, e, as glicemias pós-prandiais e variação da glicemia pós-prandial quando comparadas não apresentaram diferenças. Conclui-se que, para a dosagem utilizada pelo (10g) estudo, a farinha de banana verde não produziu alterações significativas na glicose pós-prandial e no percentual da variação da glicose pós prandial. Unitermos: Amido Resistente, Regulação Glicêmica, Diabéticos Tipo 2 Não Insulino-Dependente.

IC094 - USO DE TGF BETA 2 E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN ASSISTIDOS POR UM PROGRAMA DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR DO DISTRITO FEDERAL

Instituição: Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Brasilia - DF
Autores: Haack A, Cedro A.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional e o consumo de fórmula especial com TGF beta 2 em pacientes portadores de Doença de Crohn assistidos por um Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar do Distrito Federal. Materiais e Métodos: Trata-se de estudo retrospectivo descritivo realizado no banco de dados de pacientes portadores de Doença de Crohn atendidos no Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED) no ano de 2012. Foram assistidas crianças, adolescentes e adultos. A análise dos dados foi feita com base na faixa etária, via de administração, estado nutricional e na quantidade de fórmula com TGF beta 2 consumida. Resultados: Foram assistidos pelo PTNED 54 pacientes. Dentre estes, 2 eram crianças (entre 0 e 9 anos), 8 adolescentes (entre 10 e 19 anos), 17 adultos (entre 20 e 35 anos)) e 27 adultos acima de 35 anos.Todos estes indivíduos consumiam a fórmula especial com TGF beta 2 por via oral. Destes pacientes, 63% estavam eutróficos, 20% desnutridos, 2% estavam em risco nutricional, 2% eram obesos; 7% estavam em sobrepeso e 2% dos pacientes tinham baixa estatura. O consumo médio de crianças era 3300 gramas, de adolescentes 3512,50 gramas/mês, de adultos entre 20 e 35 anos de 3120,58 gramas/mês e de adultos acima de 35 anos de 3396,29 gramas/mês. O maior consumo de fórmula foi observado entre aqueles que apresentavam estado nutricional adequado contribuindo para a manutenção das necessidades energéticas dos pacientes de Doença de Crohn. O Modulen IBD encontra-se disponível em pó e sua comercialização é em lata de 400 gramas. A Secretaria do Estado de Saúde do DF gasta em média R$ 1577,60 com cada portador, isto perfaz uma média de 8 latas/mês/ paciente, embora seja fórmula de alto custo. Conclusão: A terapêutica nutricional oferece qualidade de vida aos pacientes, recuperação e manutenção do estado nutricional. A fórmula especial com TGF beta 2 é um produto destinado, especificamente, a pacientes com Doença de Crohn. Os resultados indicam que possivelmente o aporte calórico pode evitar a desnutrição, principalmente quando assegurado pelo serviço público do Distrito Federal. Unitermos: Avaliação Nutricional, Nutrição Enteral, Doença de Crohn.

IC095 - MINERAÇÃO DE DADOS APLICADA AO ATENDIMENTO NUTRICIONAL AMBULATORIAL E DE CONSULTÓRIOS

Instituição: PUCPR, Curitiba - PR
Autores: Oliveira GC, Carvalho DR.

Objetivos: Este artigo apresenta e experimenta até que ponto a mineração de dados agrega valor ao atendimento e estabelecimento da conduta nutricional. Materiais e Métodos: Para a extração de informações e de padrões foi adotada uma base de dados secundária, referente ao atendimento nutricional ambulatorial de uma empresa de grande porte sediada em Curitiba, contemplando 24 variáveis referentes 120 pacientes, no período entre fevereiro e agosto de 2012. A utilização desta base de dados secundária sem a identificação dos pacientes foi formalmente autorizada pela empresa. Tais variáveis foram selecionadas devido a maior facilidade de padronização dos dados para a preparação e pré-processamento dos dados. Para a extração das informações foi utilizado o programa computacional SPSS. Para a extração de padrões foram utilizados dois programas computacionais: APRIORI(RB) para a descoberta de regras de associação e o WEKA(RB) para a descoberta de classificadores e agrupamentos. Para a descoberta de regras de exceção no pós-processamento foi utilizado o programa DRE(RB). Resultados: Com a utilização do programa WEKA através de técnicas de classificação com a variável de sentimento relacionado a ingestão alimentar, foi descoberto uma correlação com funcionamento intestinal e alteração de peso, sendo que: os pacientes que apresentam funcionamento intestinal diário e não são fumantes não apresentaram alterações de peso, já os pacientes que apresentam funcionamento intestinal diário e são fumantes apresentaram ganho de peso associado a ansiedade. Os pacientes que apresentam funcionamento intestinal média de 6x na semana até ausência por mais de 10 dias por semana apresentaram ganho de peso associado à ansiedade. No pós-processamento dos dados através do programa Apriori foram encontrados alguns padrões interessantes sobre a população estudada, tais como: 1,5% da população que tem como objetivo a melhora da pratica esportiva e não apresenta nenhum tipo de esforço físico apresentam funcionamento intestinal máximo de 2 a 4x/semana. 1,5% da população cujo objetivo é a melhora da prática esportiva e com hipertensão apresentam alguma alteração no perfil lipídico. Conclusão: Conclui-se, portanto que a mineração de dados além de facilitar a aquisição de informações, auxilia da extração de padrões nutricionais importantes que sem dúvidas, trarão uma maior confiabilidade na definição do estado e diagnóstico nutricional. É necessário um maior investimento em pesquisas quem envolva a nutrição e a mineração de dados, pois este ainda é um campo muito pouco explorado. Unitermos: Inteligência Artificial, Mineração de Dados, Atendimento Nutricional.

IC096 - QUALIDADE DA DIETA DE UM GRUPO DE MULHERES IDOSAS DA CIDADE DE BAURU

Instituição: Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Botucatu - SP
Autores: Destefani SA, Corrente JE, Paiva SAR, Mazeto GMFS.

Objetivos: Avaliar a qualidade da dieta, de mulheres idosas, atendidas no Programa Municipal de Atendimento ao Idoso da cidade de Bauru, São Paulo, considerando o Índice de Qualidade da Dieta Revisado (IQDR), para a população brasileira, e o Índice de Alimentação Saudável (IAS). Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal, com um grupo de 118 pacientes idosas, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu. Foram excluídas aquelas com doenças graves e com uso de suplementos de Ca e vitamina D. A dieta das pacientes foi avaliada por meio de dois recordatórios de 24 horas (R24H), com o auxílio de um Registro Fotográfico para Inquéritos Dietéticos, quando a paciente mostrava dificuldade em dimensionar porção ou utensílio. A avaliação da qualidade dietética foi efetuada por meio do IQDR e do IAS. De acordo com estes índices, a dieta foi classificada como de boa qualidade, quando com pontuação maior que 80, necessitando de melhorias, quando a pontuação encontrava-se entre 51 e 80 e de má qualidade, quando a pontuação era menor que 51. Resultados: Quanto à qualidade da dieta, considerando a média dos recordatórios, nenhuma paciente apresentou-a de boa qualidade, sessenta (50,8%) necessitariam de melhoria e 58 (49,2%) apresentaram-na de má qualidade. Quando foi avaliada, levando-se em consideração os dois R24 H, estes não apresentaram diferenças relevantes entre si quanto ao percentual de pacientes em cada classe do IQDR, pois 49 (42%) apresentaram dieta necessitando de melhorias e 69 (58%) dieta de má qualidade para o recordatório aplicado em dias úteis, já para recordatórios aplicados em dias não úteis, 51 (43%) apresentaram dieta necessitando de melhorias e 67 (57%) dieta de má qualidade. Não ocorreram casos de indivíduos com dieta de boa qualidade nos dois recordatórios. Conclusão: Considerando o exposto anteriormente, conclui-se que a qualidade da dieta de mulheres idosas acompanhadas no PROMAI - Bauru é insatisfatória, tanto no que se refere à média do cálculo da ingestão como para cálculo dos recordatórios individualmente. Unitermos: Qualidade da Dieta, Idoso.

IC097 - DEFICIÊNCIA PROTEICA EM PACIENTES COM SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL: UM ESTUDO DE CASO-CONTROLE

Instituição: Universidade Federal de Alagoas, Maceió - AL
Autores: Barros-Neto JA, Cortes ML, Jesus RP, Kraychete DC, Souza-Machado A.

Objetivos: Identificar possíveis deficiências proteicas séricas associadas ao estado nutricional e avaliar o consumo alimentar de pacientes com dor crônica miofascial. Materiais e Métodos: Estudo de caso-controle realizado com 62 indivíduos, sendo 31 pacientes com diagnóstico de dor crônica miofascial (grupo I) e 31 indivíduos sem dor (grupo II). A avaliação do estado nutricional foi realizada por meio do índice de Massa Corporal (IMC) e avaliação de variáveis antropométricas como Circunferência da cintura (CC), Circunferência do braço (CB) e Pregas cutâneas (PC) para avaliação da composição corporal. Foram aplicados dois Recordatórios de 24h e Registro alimentar de três dias para avaliar o consumo alimentar quantitativo. Para o cálculo do teor de energia e macronutrientes foi utilizado o programa de apoio a nutrição AVANUTRI versão 3.09 (2008). Para o processamento dos dados foi utilizado o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na versão 17.0, sendo fixado um erro alfa de 5%. Resultados: A média de idade do grupo I foi de 46,3anos +/- 7,6DP, enquanto que o grupo II apresentou-se mais jovem com média de idade 39,6anos +/- 12,0DP (p = 0,039). A média do IMC dos pacientes 27,0kg/m² +/- 3,9DP e no grupo de pacientes sem dor foi de 25,1kg/m² +/- 5,3DP (p = 0,109). Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes nos demais parâmetros de avaliação antropométrica (CB, CC e PC). Avaliando o consumo alimentar observou-se uma menor ingestão de energia, carboidratos, lipídeos e proteínas (p = 0,001; p=0,002; p=0,001 e p=0,001, respectivamente) no grupo de pacientes. Os níveis séricos de albumina foram menor no grupo I, com média igual a 3,8g/dl +/- 0,3DP, quando comparado com o grupo II, com média igual a 4,2g/dl +/- 0,4DP (p=0,005). Os valores médios de proteínas totais também apresentou diferença entre os grupos I e II, 7,5g/dl +/- 0,6DP e 8,0g/dl +/- 0,7DP (p=0,008), respectivamente. Não foram observadas diferenças nas concentrações séricas de globulinas entre os grupos. Conclusão: A diferença na ingestão energético-proteica observada entre os grupos refletiu nos menores níveis séricos proteicos dos pacientes com dor crônica miofascial, entretanto não reflete alterações na relação de peso/altura entre os grupos, classificadas pelo IMC. Unitermos: Dor Miofascial, Proteínas Séricas, Consumo Alimentar.

IC098 - PROGRAMA NACIONAL DE SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA A: MODELO DE IMPLANTAÇÃO POR MEIO DE FLUXOGRAMAS ESTABELECIDOS PELA GERÊNCIA DE NUTRIÇÃO DA SECRETARIA DE SAÚDE DO DF

Instituição: Secretaria de Saúde- DF, Brasília - DF
Autores: Haack AHAD, Martins MM, Coutinho RC, Voos ISP.

Objetivos: Implantar o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A(PNSVA), previsto na Ação Brasil Carinhoso e Programa Brasil sem Miséria, no Distrito Federal, por meio das Campanhas de Vacinação nacionais, Rotinas nas Unidades Básicas de Saúde urbanas e rurais, Clínicas da Família e Busca Ativa a Grupos de Populações Vulneráveis. Materiais e Métodos: Elaborou-se 3 fluxogramas para o programa no 2º semestre de 2012, implementados no 1º semestre de 2013, com base no perfil epidemiológico relatado na Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher que apontou o Centro-Oeste com 11,8% de Hipovitaminose A. Foram recomendadas as suplementações nos estados brasileiros. Conforme prescrição do Ministério da Saúde (MS) foram elencadas crianças de 6-59meses de idade pelo impacto positivo na literatura. O quantitativo foi definido pelo MS, conforme cálculos referentes ao nº de nascidos vivos e faixa etária, resultando em 87.050 cápsulas a serem administradas nos anos de 2013/2014. A Gerência de Nutrição (GENUT) agendou capacitações quinzenais, para as equipes de saúde das 15 regionais do DF. Ao termino da capacitação as equipes recebem os suplementos, são considerados aptos, e se responsabilizam pelo acondicionamento, administração e registro das informações do Programa. Resultados: A coordenação do programa ficou sobe a responsabilidade da GENUT e consolidou-se de maneira multisetorial com ações articuladas entre os setores locais do Governo do DF, aos moldes da esfera federal. Foi necessária uma intensa sensibilização dos profissionais de saúde, pois os esforços da suplementação para todos os estados brasileiros são recentes, embora já conhecidos no Norte, Vale do Jequitinhonha e Mucuri. Preocupação especial foi dada ao fluxo atrelado ao programa de imunização e ao seu funcionamento quando da execução do PNSVA. Foi sugerido um fluxo para as campanhas de vacinação, de modo que não conflitasse com a imunização, sendo necessário somente o encaminhamento das crianças vacinadas à sala de administração da vitamina A. Os fluxos também direcionavam a suplementação de acordo com a rotina dos serviços, incluindo crianças da zona rural e moradores de rua. Foi estabelecida como rotina a distribuição mensal de frasco com 50 cápsulas de vitamina A de 100.000 e 200.000UI, armazenados à temperatura ambiente cuja administração seria feita manualmente. Conclusão: Com o lançamento da ação Brasil Carinhoso em 2012, o PNSVA foi ampliado no Brasil. O DF está entre os locais que necessitam intensificar as ações para o aumento da cobertura do programa, por este motivo, os 3 fluxogramas foram criados pela GENUT de modo que houvesse uma maior mobilização da gestão intersetorial local, contribuindo com a redução da morbimortalidade infantil relatada na literatura. Unitermos: Não informado.

IC099 - COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE UNIVERSITÁRIOS DOS CURSOS DE PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO FÍSICA DO CAMPUS RECIFE DA UFPE

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
Autores: Mendes RML, Santana RA, Figueiredo ATT, Oliveira JMWC, Santana RR, Ambrósio CLB.

Objetivos: O estudo teve como objetivo avaliar o comportamento alimentar de universitários dos cursos de Psicologia e Educação Física do Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco. Materiais e Métodos: Estudo transversal com a participação de 103 alunos maiores de 18, incluídos mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os voluntários foram submetidos a Avaliação Antropométrica, segundo o IMC (parâmetros da OMS). Para a Avaliação Psicométrica, foi aplicado o EAT-26, onde a pontuação  a 20 identifica o indivíduo supostamente suscetível ao desenvolvimento de distúrbio de conduta alimentar. O Teste de Imagem Corporal foi realizado para verificar o índice de insatisfação corporal. Os dados obtidos foram armazenados no Excel 2007. Na interpretação estatística foram utilizados os programas Epi Info 6.04, SampleXS e SPSS versão 13.0 (SPSS, 1996). Para avaliar o comportamento das variáveis segundo o critério de normalidade da distribuição utilizou-se o Teste de Kolmogorov-Smirnnov. A concordância das comparações foram medidas através do índice Kappa. Resultados: Dos 103 avaliados, 52,4% (N.54) foram do curso de Psicologia, enquanto 47,6% (N. 49) de Educação Física. Prevaleceu o sexo feminino (55,3%) da amostra. Cerca de 72,1% apresentou-se eutrófica segundo o IMC. No Teste de Imagem Corporal, a figura com o percentual maior de escolha foi a indicativa da eutrofia (69,9%), seguida do sobrepeso, 28,2% e obesidade 1,9%. Quando avaliado o IMC em relação a Auto Imagem observou-se que 69,9% que se auto avaliaram como eutróficos no TIC, porém segundo o IMC pelo menos 12,5% estão em condição de magreza, sendo 88,8% destes, mulheres. Através do índice Kappa identificou-se que a concordância entre Auto Imagem e IMC é fraca. O Teste de Atitudes alimentares - EAT 26, revelou que 77,2% das mulheres e 56,5% dos homens apresentaram pontuação superior a 20, apontando o sexo feminino como o mais vulnerável. Quanto à comparação do risco de TA entre os cursos, observou-se que 67,96 do total apresentou pontuação de risco. Houve diferença significativa entre eles, sendo o de Psicologia o de maior percentual de risco 61,42%, enquanto Educação Física 38,57%. Conclusão: Foi constatado que os cursos em estudo, integra um grupo altamente vulnerável ao desenvolvimento de TA, o que motiva a realização de mais pesquisas e ações preventivas com universitários da área. O sexo feminino é de fato o mais vulnerável ao aparecimento de TA, visto que a houve fraca concordância entre a avaliação do estado nutricional, de acordo com o IMC e a autoavaliação da imagem corporal. Unitermos: Autoimagem, Distúrbios Alimentares, Universitários.