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GANEPÃO 2013
TEMA LIVRE - TC 2

TL001 - GASTO ENERGÉTICO EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG
Autores: Zuconi CP, Correia MITD, Alves ALC.

Objetivos: Comparar o gasto energético de repouso (GER) de mulheres com câncer de mama com o de mulheres sadias; comparar o GER obtido por CI com o estimado por equações de predição do GER das pacientes com câncer de mama, assim como verificar a eficácia da estimativa simplificada de kcal/kg peso em predizer o gasto energético total (GET) dessas doentes. Materiais e Métodos: 17 mulheres com câncer de mama e 19 mulheres controles sadias foram incluídas. O estado nutricional foi avaliado por antropometria e bioimpedância elétrica. O GER foi medido por calorimetria indireta (CI), sob protocolo estabelecido, com o uso do calorímetro Quark RMR (Cosmed, Rome, Italy), utilizando o sistema campânula. O GER foi estimado pelas equações de Harris-Benedict (HB) e Mifflin St. Jeor (Mifflin). O valor de 25 kcal/kg peso corporal/dia foi comparado com o GET obtido a partir do GER medido por CI (GERm), multiplicado pelo fator atividade 1,3. A análise estatística incluiu os testes t-Student e t-pareado, regressão linear múltipla, adequação individual e análise de Bland-Altman. Resultados: 64,7% das pacientes apresentaram sobrepeso/obesidade e 88,2% tinham excesso de gordura corporal. O GER das mulheres com câncer de mama foi igual ao das mulheres sadias (1.247,0 ± 165,8 vs 1.228,2 ± 125,9) mesmo após ajuste por massa livre de gordura (1.224,0 vs 1.246,1 kcal). O GERm e o GER estimado pela equação de HB foram similares, enquanto houve subestimação pela equação de Mifflin. Embora não tenha havido diferença significativa entre a equação de HB e a CI, na análise de Bland-Altman verifica-se que os limites de concordância para tal equação sugerem variabilidade considerável (-343,1 a +320,1kcal), maior do que aquela observada na equação de Mifflin (-175; 327). Ainda, analisando a adequação individual, verificou-se que a equação de Mifflin apresentou maior porcentagem de adequação (65%) em comparação com HB (41%). O cálculo de 25 kcal/kg/dia não diferiu do GET obtido a partir da CI (1603,7 vs 1621,1 kcal), porém, quando utilizado individualmente pode provocar erros na estimativa. Conclusão: Mulheres com câncer de mama apresentaram elevada prevalência de excesso de peso e GER igual ao de mulheres sadias. A estimativa do gasto energético nessas pacientes pode ser feita a partir do cálculo de 25 kcal/kg peso corporal, o que já permite a obtenção do GET. Contudo, o acompanhamento nutricional é fundamental para avaliar a eficácia da terapia nutricional e fazer os ajustes pertinentes. Unitermos: Gasto Energético, Câncer de Mama

TL002 - AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL, CITOCINAS INFLAMATÓRIAS E GASTO ENERGÉTICO BASAL EM PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO ANTES E APÓS O TRATAMENTO PADRÃO

Instituição: Unicamp, Campinas - SP
Autores: Carvalho TMR, Marin DM, Lima CSP, Souza AL, Batista GA, Monte Alegre S.

Objetivos: Identificar o gasto energético basal destes pacientes por meio de Calorimetria Indireta, antes e após 30 dias do término do primeiro ciclo de radioterapia/quimioterapia. Avaliar sensibilidade à insulina pelo HOMA-IR. Avaliar composição corporal e a ingestão alimentar. Avaliar estado inflamatório e sua relação com o quadro metabólico - nutricional. Avaliar influência da ressecção tumor. Materiais e Métodos: A seleção dos indivíduos foi realizada no ambulatório de Oncologia do Hospital das Clinicas -Universidade Estadual de Campinas. A coleta de dados realizou-se na Unidade Metabólica, 6° andar do HC-UNICAMP que englobou o preenchimento de um questionário com informações pessoais (idade, sexo, tabagismo), avaliação do estado nutricional (peso, altura e avaliação subjetiva global preenchida pelo próprio paciente), avaliação da composição corporal (bioempedância elétrica, circunferência braquial, prega cutânea do tríceps e circunferência muscular do braço), avaliação do gasto energético basal (calorimetria indireta), avaliação metabólica/bioquímica (colesterol total e frações, triglicérides, glicemia, insulinemia, adiponectina, leptina, fator de necrose tumoral (TNF-h1), interleucina 1 (IL-1h2), interleucina 6 (IL-6) e avaliação da sensibilidade à insulina (HOMA). Além disso os pacientes foram avaliados em relação à ingestão alimentar por meio do recordatório de 24 horas. Resultados: Trinta e dois pacientes com CCP tratados com radio/quimio (QR) participaram deste estudo. Destes, 12 tiveram ressecção do tumor predominante na cavidade oral (n = 7), faringe (n = 3) e laringe (n = 2) e 20 não tiveram ressecção do tumor prévia a QR. O estágio do tumor foi classificado de acordo com a AJCC. 8 pacientes foram classificados como estádio III, 18 eram estádio IVa e 6 foram classificados como estádio IVb. Os participantes tiveram perda significativa de peso durante o tratamento (67,0 ± 13,10 vs 60,6 ± 11,8 kg), com consequente redução no IMC (23,9 ± 4,3 vs 21,6 ± 3,9 kg). Esta redução de peso foi acompanhado por uma redução significativa na percentagem de gordura corporal (27,3 ± 4,4 vs 23,4 ± 7,7 kg) e uma redução da massa magra (48,3 ± 9,8 versus 45,9 ± 8,7 kg), calculada a partir de ambas as pregas cutâneas e impedância bioelétrica. Em relação a ingestão não houve mudanças significativas. Conclusão: Nosso estudo mostrou que não podemos justificar a perda de peso pelo aumento do gasto energético basal e/ou diminuição do gasto energético basal, sendo a mesma influenciada por fatores derivados do tumor e pelo início de um processo inflamatório e sugerimos que o aporte nutricional precoce e a ressecção tumoral antes de iniciar o tratamento poderiam melhorar o prognóstico do paciente. Unitermos: Câncer, Cabeça e Pescoço, Gasto Energético Basal, Caquexia

TL003 - AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL E GASTO ENERGÉTICO EM REPOUSO DE USUÁRIAS DE ACETATO DE MEDROXIPROGESTERONA DE DEPÓSITO

Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Campinas - SP
Autores: Batista GA, Marin D, Souza AL, Melhado VC, Fernandes A, Alegre SM.

Objetivos: Avaliar as alterações de composição corporal e GER de mulheres em uso de AMPD e DIU TCu 380. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo com 21 usuárias de AMPD e 17 usuárias de DIU TCu380, como controle, no período de um ano. Participaram do estudo mulheres com idade entre 18 e 40 anos e IMC < 30kg/m², atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar - Caism/UNICAMP. No período basal e após um ano foram avaliadas as alterações da composição corporal por Bioimpedância Elétrica (BIA) e do GER por Calorimetria indireta. Para avaliar as diferenças entre as médias dos dois grupos foi realizado o teste t de Student. Resultados: Com relação à faixa etária, os grupos AMPD e DIU TCu380 foram pareados e apresentaram idade média de 29,7(± 6,03) e 28,4(±5,77) anos, respectivamente. No período basal, o peso das mulheres do grupo AMPD foi 62,0 kg(±9,45), após um ano foi 64,6 kg(±9,31) (p< 0,05), enquanto o grupo controle apresentou peso inicial de 61,2 kg (±6,98) e 61,8 kg (±7,53) após um ano. O peso basal de massa magra do grupo AMPD foi 42,8 kg(±5,80) e após um ano foi 44,4(±6,22) (p=0,057), já o grupo controle apresentou 42,0 kg (±4,93) de massa magra basal e após um ano 43,5 kg (±4,30) (p=0,054), o peso basal de gordura do grupo AMPD foi 19,4 kg (±4,90) e após um ano de uso foi 20,2 kg (±5,46), o grupo controle apresentou peso de gordura inicial 19,2 kg (±5,21) e 18,2 kg (±4,56) ao final do estudo. O GER do grupo AMPD no período basal foi de 1081,7 kcal/d (±246,89), e 1319,3 kcal/d (± 130,15) (p<0,05), após um ano, já o grupo controle apresentou GER inicial de 1187,6 kcal/d (±246,23) e final de 1303,2 kcal/d (±104,02). Conclusão: As usuárias de acetato de medroxiprogesterona de depósito apresentaram aumento de peso corporal, que refletiu no GER por aumento de massa magra e massa gorda. Unitermos: Composição Corporal, Acetato de Medroxiprogesterona de Depósito, Gasto Energético em Repouso

TL004 - COMPARAÇÃO DE PARÂMETROS OBTIDOS POR BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA ENTRE PACIENTES COM E SEM SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL

Instituição: Universidade Federal da Bahia, Salvador - BA
Autores: Cortes ML, Jesus RP, Kraychete DC, Freitas AMA, Rosa TM, Lopes TPS.

Objetivos: Comparar o Ângulo de Fase, a Massa Celular Corporal e o Índice de Massa Corporal de portadores de Síndrome Dolorosa Miofascial acompanhados no Ambulatório de Dor Crônica e Nutrição do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos com os de indivíduos sem síndrome dolorosa. Materiais e Métodos: Estudo caso-controle realizado com 41 indivíduos adultos de ambos os gêneros, sendo 20 pacientes com SDM (grupo I) e 21 indivíduos sem dor (grupo II), os quais foram submetidos à bioimpedância elétrica. Foram determinados a idade, o ângulo de fase, o percentual de massa celular corporal (%MCC) e o índice de massa corporal (IMC) dos indivíduos participantes do estudo. Todos os pacientes receberam orientação por escrito referente ao preparo para realização da bioimpedância conforme protocolo previamente estabelecido. O AF foi considerado baixo quando apresentou valor inferior a 5,0º em homens e a 4,6º em mulheres. Já para o %MCC considerou-se como parâmetros de normalidade valores superiores a 35% nos homens e 30% nas mulheres. O IMC foi considerado adequado quando o resultado foi entre 18,5 e 24,9Kg/m2. Foi realizada análise descritiva e os testes QuiQuadrado e Exato de Fischer, sendo fixado pd"0,05% para resultados significantes. Resultados: Os indivíduos do grupo I foram mais velhos que aqueles do grupo II (45 vs. 35 anos; p = 0,01). AF do grupo I (6,70°) não diferiu do grupo II (6,71°; p = 0,96), mas o grupo I apresentou maior IMC (grupo I = 29,62Kg/m2; grupo II = 24,94kg/m2; p = 0,03) e menor percentual de Massa Celular Corporal (grupo I = 31,66%; grupo II = 35,63%; p = 0,04) em relação aos indivíduos sem dor crônica. Os indivíduos do gênero masculino apresentaram AF e %MCC em valores adequados e superiores aos das mulheres, em ambos os grupos (p < 0,05). Quando se comparou por gênero, verificou-se que os homens do grupo I apresentaram o AF e %MCC semelhante aos homens do grupo II (p = 0,53 e p = 0,29, respectivamente). Já as mulheres do grupo I apresentaram o %MCC igual a 29,41%, inferior às mulheres do grupo II (34,43%; p = 0,00) e inferior ao valor recomendado, indicando algum grau de desnutrição. Conclusão: A partir da realização deste estudo verificou-se que indivíduos portadores de Síndrome Dolorosa Miofascial apresentam adequado ângulo de fase, inclusive semelhante ao de indivíduos sem dor, mas com maior IMC e reduzida quantidade de massa celular corporal, sendo o sexo feminino um grupo de maior risco nutricional. Unitermos: Impedância Bioelétrica, Síndrome da Dor Miofascial, Dor Crônica.

TL005 - MEDIDA DA ESPESSURA DO MÚSCULO ADUTOR DO POLEGAR E DA FORÇA DE PREENSÃO DO POLEGAR COMO PARÂMETRO DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES AMBULATORIAIS

Instituição: Universidade de Cuiabá, Cuiabá - MT
Autores: Ribeiro ANS, Perrone F, Rodrigues PRM, Dock-Nascimento D.

Objetivos: Determinar a medida da espessura do músculo adutor do polegar (EMAP) e a capacidade funcional pela força de preensão do polegar (FPP) em uma população ambulatorial. Materiais e Métodos: Os pacientes foram submetidos à avaliação nutricional, sendo utilizados os parâmetros: antropometria clássica composta pelo peso atual e altura, para cálculo do índice de massa corporal, medidas da espessura do músculo adutor do polegar e da força de preensão do polegar em ambas as mãos. A análise estatística dos dados foi realizada pelo programa Statistical Package for the Social Sciences versão 16, aceitando-se como nível de significância valores de p<0,05. Para a comparação de médias foi utilizado o teste t de Student para amostra independentes e pareadas quando havia homogeneidade das amostras (Teste de Levene) ou teste de Mann Whitney ou Wilcoxon quando os dados não eram homogêneos. Os dados foram apresentados como média e DP ou mediana e variação conforme distribuição homogênea ou não homogênea. Resultados: As médias dos parâmetros antropométricos de acordo com o sexo apresentaram diferenças, onde a altura (1,66 vs 1,59 m), EMAPD (26,6 vs 23,4 mm), EMAPND (25,6 vs 22,1mm) a FPPD (5,8 vs 4,1kg) e FPPND (5,6 vs 3,8 kg) foram estatisticamente maiores (p < 0,01) para o sexo masculino. A diferenças do peso e do IMC não foram significativas (p>0,01). Dividindo-se as amostras conforme a faixa etária encontrou-se diferenças entre os grupos, sendo a altura (1,64 vs 1,58 m) maior para faixa de idade até 30 anos (p<0,01) com uma diferença estatisticamente significativa e o IMC (26,3 vs 31,9 kg/m²) estatisticamente maior para quem apresentava 31 anos ou mais (p<0,01). As médias de peso, da EMAPD, e EMAPND, da FPPD e da FPPND apresentaram diferenças, porém, não significativas. Ao dividir a amostra de acordo com a condição nutricional obteve-se diferenças entre as médias sendo o peso (55,4 vs 86,1 kg), o IMC (20,9 vs 33,3 kg/m²), a EMAPD (20,9 vs 25,3 mm), e a EMAPND (19,4 vs 24,1 mm) foram estatisticamente maior e significativas para os classificados com excesso de peso (p<0,01). Conclusão: Os resultados indicam que a EMAP e a FPP são parâmetros promissores na avaliação nutricional de pacientes ambulatoriais, sendo influenciadas principalmente pelo sexo e o estado nutricional. A FPP não demonstrou ser afetada pela EMAP e novos estudos devem ser conduzidos para esclarecer quais fatores realmente influenciam esta medida de força. Unitermos: Avaliação Nutricional, Espessura do Músculo Adutor do Polegar, Força de Preensão do Polegar

TL006 - ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL IMUNOLÓGICO DOS PACIENTES PORTADORES DE TUMOR GÁSTRICO

Instituição: Instituto Nacional de Câncer - Unidade I - INCA, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Rodrigues VD, Pinho NB, Feijó PM, Martucci RB, Souza NCS, D’meida CA.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi correlacionar a classificação e o escore da Avaliação Subjetiva Global produzida pelo Próprio Paciente (ASG-PPP) com parâmetros imunológicos e pré-albumina dos pacientes com Câncer Gástrico do Serviço Abdomino-pélvica do Hospital do Câncer I (HCI), do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Materiais e Métodos: Este estudo foi realizado com 37 pacientes portadores de tumor gástrico no INCA, unidade HCI, no período de maio de 2012 e Fevereiro de 2013. Os dados coletados no momento do atendimento foram: idade, sexo, ASG-PPP. Uma coleta sanguínea foi realizada para analisar a pré-albumina e os Linfócitos T, como CD4, CD8, Natural Killer (NK) e NK like, os Linfócitos foram avaliados através de Imunofenotipagem por Citometria de Fluxo, atarvés do software CellQuest e analisados com o software Infinicity. A análise estatística foi realizada usando o programa SPSS 17.0, utilizando o test t de Student e correlação de Pearson, considerando p < 0,05 como estatisticamente significativo. Resultados: Dentre os pacientes estudados 62,2% eram do sexo masculino. Os idosos eram 64,9% dos pacientes. De acordo com a ASG-PPP 29,7% dos pacientes foram considerados bem nutridos (A), 51,4% foram considerados moderadamente desnutridos ou em risco nutricional (B) e 18,9% estavam com desnutrição severa (C). O escore da ASG-PPP variou de 1 a 31 pontos. A pré-albumina média foi de 0,23g/L (+/- 0,059). Foi encontrada uma correlação negativa do escore da ASG-PPP e a pré-albumina (r = -0,373; p=0,025). Foram encontradas também diferenças significativas quando comparados os indivíduos eutróficos com desnutridos (ASG-PPP A, pré-albumina = 0,26g/L (+/- 0,037) vs, ASG-PPP B, pré-albumina = 0,21g/L (+/-0,065); p=0,05. Quanto ao perfil imune inicial, todos os parâmetros foram considerados normais, e não houve diferença estatística entre os grupos. No entanto, houve uma correlação negativa entre o escore da ASG-PPP e CD4 (r = -0,48, p = 0,01). Conclusão: Alterações imunológicas podem ser encontradas em pacientes com alto escore da ASG-PPP, que necessitam de intervenção nutricional e acompanhamento cuidadoso durante o tratamento. A ASG-PPP apesar de subjetivo pode avaliar o estado nutricional atual valorizando condições clínicas pregressas visto que se correlaciona com a pré-albumina, que avalia condição nutricional atual. Unitermos: Câncer Gástrico, Estado Nutricional, Pré-Albumina, Desnutrição, Pacientes Cirúrgicos, ASG-PPP

TL007 - SUPLEMENTAÇÃO DE ÓLEO DE LINHAÇA REDUZ PROTEÍNA C REATIVA NOS PACIENTES EM HEMODIÁLISE CRÔNICA

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre - RS
Autores: Lemos JRN, Alencastro MG, Manfro RC.

Objetivos: Avaliar a ação do óleo de linhaça no estado inflamatório de pacientes em hemodiálise. Materiais e Métodos: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego e multicêntrico realizado no Rio Grande do Sul. Participaram 114 indivíduos alocados em 2 grupos: placebo (óleo mineral = OM) e linhaça (OL), sendo incluídos os maiores de 18 anos, em HD há mais de 90 dias, ausência de: infecção ou inflamação, doença auto-imune, cateteres endovenosos, infecção por HIV, câncer em atividade e transplante prévio. O grupo OL recebeu 2 cápsulas de 1g de óleo de linhaça com h1-tocoferol (3,5mg) por 120 dias. O grupo OM recebeu cápsulas de placebo. Foram coletados dados bioquímicos de proteína C reativa e perfil lipídico no início, em 60 e 120 dias de suplementação. Foram aplicados os testes estatísticos ANOVA, t-Student, chiquadrado e Wilcoxon Mann Whitney. O valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significativo e as correlações foram calculadas pelos testes de Pearson ou Sperman. Resultados: Os grupos foram homogêneos para idade, sexo, etnia, tempo em HD e IMC. Inflamação (definida por PCR e"5,1mg/dL) prevaleceu em 60% dos pacientes na primeira análise. Homens obtiveram maior média de PCR (11,8mg/dl x 8,6mg/dl nas mulheres; p=0,03). Houve correlação entre PCR e IMC (Rs=0,22; p=0,022) e HDL-c (Rs = -0,23; p= 0,032). A variação de PCR do OL foi maior que a do OM no tempo (p<0,001), mas sem diferença entre grupos. Analisando a transição dos pacientes de inflamados à não inflamados, no grupo OL 33,3% mudaram de categoria entre a primeira e a última análise, contra 16,9% no grupo OM (p=0,04). Colesterol e frações não apresentaram mudança significativa. No grupo OL, 88,8% (n=48) referiram melhora da função intestinal comparados com 25% (n=15) do grupo OM (p<0,001). Conclusão: A inflamação nos pacientes em HD parece estar correlacionada ao IMC e a diminuição de HDL-c. A função intestinal do pacientes foi melhor no grupo OL. OL levou à redução significativa do número de pacientes inflamados. Estudos mais prolongados, com titulação de doses e maior número de pacientes devem ser feitos para comprovar estes achados. Unitermos: Inflamação, Óleo de Linhaça, Hemodiálise.

TL008 - INGESTÃO DE UM QUEIJO ACRESCIDO DE MICRORGANISMOS PROBIÓTICOS (BIFIDOBACTERIUM LACTIS BI-07) NA MELHORA DE SINTOMAS DE CONSTIPAÇÃO

Instituição: Centro Universitário Univates, Lajeado - RS
Autores: Moreira TR, Favretto DC, Pontin B.

Objetivos: Avaliar o efeito do consumo de um queijo minas frescal, acrescido de Bifidobacterium lactis Bi-07 sobre os sintomas de mulheres constipadas. Materiais e Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado e controlado, desenvolvido nas Unidades Básicas de Saúde da cidade de Guaporé- RS/Brasil, durante o período de janeiro a maio de 2012, envolvendo 30 mulheres constipadas, randomizadas em 2 grupos que receberam, por 30 dias, 30g de queijo minas frescal acrescido de Bifidobacterium lactis Bi-07 (n=15) ou queijo minas frescal, sem adição de probióticos (n=15). Foram avaliados os sintomas de constipação de acordo com o Consenso de ROMA III (Rome III Diagnostic Criteria for Functional Gastrointestinal Disorders) antes e após a intervenção nutricional, além de características clínicas e antropométricas dos indivíduos. Resultados: As mulheres tinham idade média de 37,5±14,4 anos no grupo intervenção e 40,8±12,8 anos no grupo controle. Após 30 dias, observou-se que a ingestão do queijo minas frescal acrescido de Bifidobacterium lactis Bi-07 promoveu efeitos benéficos nos sintomas de esforço para evacuar (p=0,002), diminuição de fezes endurecidas ou fragmentadas (p=0,001), diminuição da sensação de evacuação incompleta (p=0,006), diminuição da sensação de obstrução anorretal (p=0,001) e melhora na frequência de evacuações por semana (p=0,001). O critério de manobras manuais ou digitais para facilitar a evacuação não foi significativo. Conclusão: Este estudo sugere a ingestão de 30 gramas de queijo minas frescal acrescido de Bifidobacterium lactis Bi-07 melhora os sintomas de constipação. Unitermos: Constipação, Probióticos, Queijo, Bifidobacterium.

TL009 - AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA E FUNCIONAL DA VITAMINA A EM GESTANTES SUBMETIDAS E NÃO SUBMETIDAS À GASTROPLASTIA REDUTORA COM RECONSTITUIÇÃO EM Y DE ROUX

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ
Autores: Machado SM, Pereira SP, Saboya CS, Saunders CS, Ramalho AR.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de vitamina A por meio dos indicadores bioquímico (retinol e beta-caroteno) e funcional (Cegueira Noturna Gestacional - CNG), em gestantes submetidas à Gastroplastia Redutora com Reconstituição em Y de Roux (GRYR) comparado a gestantes não submetidas à referida cirurgia, no último trimestre gestacional. Materiais e Métodos: Estudo com 110 gestantes no 3° trimestre gestacional, pareadas por idade e índice de massa corporal pré-gestacional (IMCPG). O grupo 1(G1) foi constituído por 80 gestantes sem submissão a GRYR e o grupo 2 (G2) por 30 gestantes previamente submetidas à referida cirurgia, suplementadas diariamente com 5000UI de acetato de retinol. Critérios de inclusão-G1:adultas, feto único, sem síndromes e cirurgias disabsortivas e restritivas prévias, neoplasia e doenças hepáticas/renais, não usar suplemento com vitamina A. G2:adultas, feto único, que tenham realizado a GRYR antes da gestação, não ter cirurgias disabsortivas e restritivas prévias à GRYR, síndromes disabsortivas, neoplasia e doenças hepáticas/renais. Como exclusão G1:presença de diabetes melitos. Utilizou-se o método CLAE-UV para quantificação do retinol e betacaroteno, sendo considerada deficiência de vitamina A (DVA) retinol <1,05hcmol/L e betacaroteno d"40µg/dL. A presença CNG foi investigada por entrevista padronizada. Resultados: O G1 apresentou média de idade de 29,17± 4,74 anos e o G2 de 29,60 ± 3,83 anos (p=0,711). Em relação à média de IMCPG encontrada no G1 e G2 foram respectivamente de 25,28 ±3,51 e 26,15 ±2,29 kg/m²(p=0,291). A inadequação sérica de retinol no G1 foi de 22,5%, com média de 1,64±0,83hcmol/L, e no G2 foi de 65%, com média de 1,14± 0,36 hcmol/L (p=0,010). Já a inadequação de beta-caroteno no G1 foi de 26,2%, com média de 86,32 ±61,80µg/dL e de 80% no G2, com média de 30,45± 16,85 µg/dL (p=0,000). No que diz respeito ao indicador funcional para avaliação da DVA, houve relato de 65% de CNG no G2 e 21,25% no G1, sendo o percentual de gestantes com o referido sintoma significativamente maior no G2 em comparação ao G1(p = 0,000). Conclusão: Os dados demonstram percentual significativamente maior de DVA no G2 comparado ao G1, independentemente do indicador utilizado, e que a suplementação administrada ao G2 não atendeu as necessidades desse momento de maior demanda nutricional, associado às mudanças na fisiologia digestiva após a GRYR. Assim, recomenda-se maior vigilância durante o pré-natal para subsidiar suplementação adequada. Unitermos: Deficiência de Vitamina A, Gestação, Cirurgia Bariátrica, Cegueira Noturna.

TL010 - INTER-RELAÇÃO ENTRE INGESTÃO DE CÁLCIO E FUNÇÃO ENDOTELIAL EM GESTANTES NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE EVOLUÇÃO

Instituição: Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza - CE
Autores: Silva BYCS, Sampaio HACS, Alves JAGA, Costa FSC.

Objetivos: Avaliar a relação entre ingestão de cálcio e função endotelial entre gestantes no primeiro trimestre de gravidez atendidas em um serviço de referência em atendimento pré-natal de Fortaleza - CE. Materiais e Métodos: O estudo incluiu 233 gestantes no 1º trimestre que se submeteram a um teste ultrassonográfico Doppler da artéria braquial, conforme recomendações de Celermajer et al. (1992), já que a variação no diâmetro da artéria tem sido relacionada à predição do risco de pré-eclâmpsia. A medida da dilatação mediada por fluxo da artéria braquial (DMF) foi obtida pela fórmula "(diâmetro final da artéria - diâmetro inicial/diâmetro inicial) x 100". Considerou-se disfunção endotelial DMF aquém de 10%. As gestantes responderam a 2 recordatórios alimentares de 24 horas de dias não-consecutivos, um referente a um dia de fim de semana. A composição nutricional das dietas foi determinada com o software DietWin Profissional 2.0. A ingestão de cálcio, isto é, a média estimada pelos recordatórios, foi avaliada segundo as necessidades diárias médias estimadas (OTTEN et al., 2006). Utilizou-se o teste t de Student para avaliar a diferença de média de consumo de cálcio conforme a avaliação da função endotelial. Resultados: Detectou-se uma ingestão de cálcio total (dieta e suplemento) muito aquém da EAR em 84,55% das entrevistadas, com média de 524,84mg. A média do diâmetro basal da artéria braquial, isto é, em repouso, correspondeu a 2,89mm ± 0,41mm. Já a média após isquemia induzida por oclusão da artéria braquial com manguito pneumático foi equivalente a 3,12mm ± 0,41mm. A média de dilatação fluxo-mediada da artéria braquial entre as gestantes correspondeu a 8,82% ± 14,20%. Considerando-se a dilatação fluxo-mediada da artéria braquial inferior a 10% como parâmetro para definir disfunção endotelial, que pode ser um critério para predição de pré-eclâmpsia, pela média encontrada na população, observa-se que a mesma apresenta função endotelial prejudicada. A maioria das gestantes (137 - 58,80%) inseriu-se nesta categoria. Percebeu-se uma menor ingestão do mineral entre as mulheres com função prejudicada comparado àquelas de função normal, entretanto, sem diferença significativa entre as médias dos grupos (teste t de Student; p = 0,499). Conclusão: Não foi observada inter-relação estatisticamente confirmada entre ingestão de cálcio e função endotelial, contudo, as gestantes encontram-se em risco de desenvolver morbidades que decorrem da deficiência de cálcio em virtude da baixa ingestão detectada. Unitermos: Ingestão de Cálcio, Dilatação Fluxo-Mediada, Disfunção Endotelial.

TL011 - INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS NOS GENES LEP, LEPR E MC4R SOBRE FATORES CARDIOMETABÓLICOS E COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA EM CRIANÇAS COM EXCESSO DE PESO

Instituição: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Fujiwara CTH, Fernandes AE, Melo ME, Santos A, Pioltine MB, Mancini MC.

Objetivos: Verificar a influência dos SNPs rs1137100, rs1137101 e rs8179183 no LEPR, rs7799039 no LEP, rs12970134 e rs17782313 no MC4R sobre variáveis antropométricas, cardiometabólicas e de compulsão alimentar periódica (CAP) em crianças e adolescentes com excesso de peso. Materiais e Métodos: 492 indivíduos com idade entre 7 e 18 anos (52,8% meninas; 12,4±2,7 anos; ZIMC 3,16±0,66) foram avaliadas quanto a medidas antropométricas caracterizadas pelo escore Z do IMC (ZIMC), composição corporal (bioimpedanciometria) e razão cintura-altura (RCA). Os fatores cardiometabólicos compreenderam as dosagens em jejum de glicose, insulina,cálculo HOMA-IR, colesterol HDL, triglicérides, leptina, adiponectina, ácido úrico, proteína C reativa (PCR),além dos percentis de pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAS). A CAP foi avaliada através do questionário da Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP). A genotipagem foi realizada por ensaio TaqMan. As análises estatísticas foram conduzidas através do Teste t de Student e Mann-Whitney, com nível de significância de p<0,05. Resultados: Indivíduos com o polimorfismo rs1137100 no LEPR apresentam menor leptinemia (p=0,031), percentil de PAS (p=0,048) e escore da ECAP (p=0,009), enquanto a presença do polimorfismo rs1137101 no LEPR foi associada ao menor escore da ECAP (p=0,015). Observou-se que indivíduos com o polimorfismo rs8179183 no LEPR apresentaram maior RCA (p=0,017) e percentil de PAS (p=0,041) e que carreadores do alelo polimórfico do rs17782313 no MC4R apresentam maior massa gorda (kg) (p=0,028) e maior nível de PCR (p=0,025). Em relação aos SNPs rs7799039 no LEP e rs12970134 no MC4R, as variáveis antropométricas, cardiometabólicas e de CAP encontradas não apresentaram diferenças estatisticamente significativas. Conclusão: Os SNPs rs1137100, rs1137101 e rs8179183 no LEPR e rs17782313 no MC4R influenciaram expressivamente a CAP e variáveis antropométricas e cardiometabólicas como RCA, massa gorda, nível de leptina e percentil de PAS de em nosso estudo. Unitermos: Obesidade Infantil, Polimorfismos, Leptina, Mc4r.

TL012 - RELAÇÃO ENTRE COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA E PIOR PERFIL DIETÉTICO E METABÓLICO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM EXCESSO DE PESO

Instituição: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Fernandes AE, Fujiwara CTH, Melo ME, Pioltine MB, Quinta FP, Mancini MC.

Objetivos: Analisar a associação entre compulsão alimentar periódica (CAP) e consumo alimentar, tempo de tela, exercício físico, variáveis antropométricas e cardiometabólicas em crianças e adolescentes com excesso de peso. Materiais e Métodos: Indivíduos com idade entre 7 e 18 anos tiveram a CAP avaliada pela escala de CAP e o consumo alimentar através do recordatório de 24 horas, analisando as seguintes variáveis: macronutrientes e gorduras poli, mono e saturadas, consumo calórico total e por refeições (café da manhã, almoço, jantar e lanches intermediários). As medidas antropométricas avaliadas foram o escore Z do IMC (ZIMC), percentual de massa gorda (%MG) verificado por bioimpedanciometria, circunferência de cintura (CC) e razão cintura-altura (RCA). Os fatores cardiometabólicos compreenderam avaliação dos percentis de pressão arterial sistólica e diastólica, dosagens em jejum de glicose, colesterol HDL, triglicérides, leptina, proteína C reativa e cálculo do HOMA-IR. Foram questionados o tempo de tela (televisão, computador e vídeo-game) e de exercício físico, em minutos semanais. As análises estatísticas foram conduzidas através do Teste de correlação de Pearson e Spearman com nível de significância de p<0,05. Resultados: Foram avaliadas 492 crianças e adolescentes (52,8% meninas; 12,4±2,7 anos, ZIMC 3,16±0,66). Os maiores escores da escala de CAP se correlacionaram positivamente com nível de leptina (p=0,03), CC (p=0,005), RCA (p=0,04), %MG (p=0,019), consumo calórico total (p=0,017), lanche da tarde em calorias (p=0,002), carboidratos (g) (p=0,03), gorduras saturadas (g) (p=0,015), tempo de televisão (p=0,011) e tempo de tela (televisão, computador e vídeo-game em minutos por semana) (p=0,038), entretanto, não encontramos correlação com o tempo de computador e vídeo-game (p=0,50). O escore da escala de CAP correlacionou-se negativamente com o percentual de gorduras poliinsaturadas (p=0,021, r=-0,166) e tempo de exercício físico semanal (p=0,026, r=-0,166). Conclusão: Os maiores escore da escala de CAP em crianças e adolescentes estão relacionado a maior risco cardiometabólico (CC e %MG aumentados), pior qualidade da dieta (maior consumo calórico, de carboidratos e gorduras saturadas e menor de gorduras poliinsaturadas) com consumo aumentado no período da tarde, e maior inatividade física (menor tempo gasto em exercício físico e maior tempo de tela). Unitermos: Compulsão Alimentar Periódica, Obesidade Infantil, Perfil Dietético.

TL013 - MONITORING IMMUNE MODULATION BY NUTRITION IN THE GENERAL POPULATION: IDENTIFYING AND SUBSTANTIATING EFFECTS ON HUMAN HEALTH

Instituição: International Life Sciences Institute, Eurpean Branch, Brussels, Belgium
Autores: Salminen S, Albers R, Bourdet-Sicard R, Calder PC, Herz U.

Objetivos: There is a need for guidance on the assessment and interpretation of immune modulation by nutrition as optimal immune function is essential for health and wellbeing in the general population. ILSI Europe commissioned an Expert Group (EG) comprising experts from academia, government and the food industry to prepare a guidance document. Materiais e Métodos: The EG first agreed upon scaled criteria to evaluate usefulness of immune markers in a structured manner. Guidance for interpretation of marker changes given various immunomodulatory conditions in nutrition interventions was produced. An early draft was then discussed at a workshop involving additional experts to refine the recommendations. Finally, the EG reconvened to finalize the recommendations for publication. Resultados: Over 75 markers were scored within the context of three distinct functions of the immune system: A) defence against pathogens, B) prevention of allergy and C) control of low-grade inflammation. The most useful markers were classified depending on whether by themselves they signify clinical relevance AND/OR involvement of immune function. In addition, five theoretical scenarios were drafted describing potential changes in marker values compared to a relevant reference, including (significant) modulation within the reference range; modulation from outside the range back into the range; modulation from within the range out of the range; prevention of modulation induced by other factors; and modulation from a less favourable range to the reference range of a comparator group with a more desired immune function (e.g. from bottle-fed to breast-fed infants). Finally, all elements were combined providing a framework to aid the design and interpretation of studies assessing effects of nutrition on immune function. Conclusão: The step-wise approach offers a rationale for selecting markers for future trials and helps to provide a framework for the interpretation of outcomes. In fact, a similar step-wise approach may also be useful to rationalize the selection and interpretation of markers for other physiological processes critical to the maintenance of health and wellbeing. Unitermos: Biomarkers, Immune Function, Validation, Guidance, Criteria.

TL014 - FATORES DE RISCO AVALIADOS POR FICHA DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL SÃO PREDITORES DE MORTALIDADE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Hospital Santa Rosa, Cuiabá - MT
Autores: Dock-Nascimento DB, Arantes SS, Aguilar-Nascimento JEA, Perrone F, Dias ALA, Feres NH.

Objetivos: Vários escores clínicos como APACHE e SOFA podem predizer desfechos clínicos importantes na UTI. Este estudo teve como objetivo avaliar se dados coletados em ficha de atendimento nutricional podem representar fatores de risco associados à mortalidade em unidade de terapia intensiva. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de coorte analítico, realizado em um hospital particular na cidade de Cuiabá MT entre os meses de novembro de 2012 a março de 2013. Foram estudados prospectivamente 341 pacientes críticos internados em unidade de terapia intensiva, sendo 50,4% do sexo feminino e 49,6% do sexo masculino com idade mediana de 64 anos (13-98). Os dados foram coletados diariamente em formulário de rotina do nutricionista prescritor da unidade. As variáveis coletadas na internação foram o diagnóstico (clinico, cirúrgico e câncer), a origem da internação (residência, outros hospitais, homecare e reinternação dentro do hospital) o diagnóstico nutricional (de acordo com a avaliação global subjetiva), a terapia nutricional prescrita, o sexo, a idade e o desfecho final (alta ou óbito). Resultados: Dos pacientes internados 51,6% dos pacientes estavam em tratamento clínico, 36,7% em cirúrgico e 11,8% em tratamento oncológico. Nas primeiras 24h a terapia oral/suplementação foi a mais prescrita (61%) seguida de enteral (21,7%), jejum (15,5% e parenteral (1,2%). Na internação, 16,6% dos pacientes estavam eutróficos, 57,8% apresentavam risco de desnutrição, 14,7% desnutrido moderada e 11,1 % desnutrido grave. Dos pacientes estudados 57,6% eram idosos. Em relação à origem 53,9% eram oriundos de suas residências e 46,9% de outros locais. A mortalidade global foi de 21,7%. A analise multivariada por regressão logística mostrou que a desnutrição (p=0,01; OR 0,45 IC95% 0,25-0,82), a prescrição de jejum nas primeiras 24h (p=0,01; OR 0,41 IC95% 0,20-0,85) e o paciente idoso (p=0,01; OR 0,48 IC95% 0,27-0,88) foram fatores de risco independentes para a mortalidade. Não houve associação da presença de câncer (p=0,89; OR 0,51 IC95% 0,24 -1,1) e a origem da internação (p=0,21; OR 0,69 IC95% 0,39-1,23) com a mortalidade. Conclusão: Diante dos dados encontrados pode concluir que a desnutrição, a prescrição do jejum nas primeiras 24 horas da internação, a idade maior igual a 60 anos, são fatores de risco independente para a mortalidade em unidade de terapia intensiva. Unitermos: Mortalidade, Doente Crítico, Desnutrição, Idoso, Jejum.

TL015 - ASSOCIAÇÃO ENTRE A QUALIDADE DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E A PROTEÍNA C REATIVA EM PACIENTES SOB TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Ribeiro LMK, Oliveira Filho RS, Caruso L, Lima PA, Damasceno NRT, Soriano FG.

Objetivos: Avaliar a possível associação entre a qualidade da Terapia Nutricional Enteral (TNE) ofertada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital Universitário na cidade de São Paulo e a concentração de proteína C reativa. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo e observacional realizado na UTI adulto no período de 2010 a 2012, aprovado pelo comitê de ética da instituição. Foram incluídos os pacientes acima de 18 anos que receberam exclusivamente TNE por pelo menos 72 horas, sendo adotado como critério de não inclusão aqueles em cuidados paliativos. As necessidades estimadas de energia e proteína consideraram idade, sexo, peso, exames bioquímicos, diagnóstico de internação e condição clínica, segundo o protocolo existente na unidade. O posicionamento da sonda enteral foi pós-pilórico e foram coletados diariamente dados relativos: ao volume de nutrição enteral (NE) prescrito e administrado, causas de não conformidade, tolerância gastrointestinal, entre outros. A análise estatística foi realizada pelo programa SPSS (versão 17.0), com testes de diferenças entre cada ano (t-Student, Mann-Whitney, ANOVA ou Kruskal-Wallis) e correlações entre as variáveis (Spearman ou Pearson). Resultados: Foram avaliados 93 pacientes nos três anos de estudo. Apenas idade, valor de Proteína C Reativa (PCR) e taxa de recuperação da via oral foram diferentes entre os anos (p<0,05). Do total de pacientes, 82% iniciaram a TNE precocemente e 80% atingiram 100% da meta nutricional em menos de 36 horas. Foi administrado em média 81,6 (15,4)% de volume de TNE, com adequação de 82,2 (16,0)% de calorias e 82,2 (15,9)% de proteínas e balanço energético médio de -289,9 (277,1)kcal/dia. Houve correlação negativa da PCR com volume administrado, balanço energético e proteico. Esse marcador inflamatório também se correlacionou positivamente com o tempo para atingir a meta nutricional. A pausa durante o processo de extubação foi a principal causa de interrupções (29,9% das horas de pausa), seguida das complicações gastrointestinais (21,4%). Os pacientes acima de 60 anos apresentaram recuperação menor da via oral em relação aos mais jovens (<60 anos) (p=0,014) e aqueles com diagnóstico cardiovascular apresentaram menor recuperação da via oral em relação aos de origem respiratória (p<0,001). Conclusão: Início precoce da NE, assim como adequação do volume administrado, de energia e proteínas foram de acordo com as diretrizes. Pacientes com resposta inflamatória aguda (PCR elevada) apresentaram balanços energético e proteico mais inadequados e maior dificuldade em atingir a meta nutricional. Aqueles com idade >60 anos e doenças cardiológicas tiveram inferior recuperação da via oral. Unitermos: Nutrição Enteral, Terapia Intensiva, Garantia da Qualidade dos Cuidados de Saúde.

TL016 - ESTUDO PROTEÔMICO E LIPIDÔMICO DAS VIAS REGULADAS POR ÁCIDOS GRAXOS POLIINSATURADOS ÔMEGA-3 (AGPI) EM PACIENTES COM ESTEATOHEPATITE NÃO ALCOÓLICA (EHNA)

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP, São Paulo - SP
Autores: Rodrigues LSR, Silva IDCG, Lo Turco EG, Stefano JT, Nogueira MA, Oliveira CPMS.

Objetivos: Avaliar o perfil lipidômico e proteômico de pacientes com EHNA tratados com AGPI ômega-3. Materiais e Métodos: 27 pacientes com EHNA foram avaliados antes e após tratamento oral com 945 mg de AGPI ômega-3 fornecidos em cápsulas contendo [ácido h1-linolênico/64%, ácido eicosapentaenóico/16% e docosahexaenóico/21%]. Para abordagem proteômica, proteínas foram extraídas de tecido hepático. As amostras foram divididas em pool de acordo com os grupos e analisadas pela técnica de espectrometria de massas por nanoUPLC/nanoESI-MSE. Os lipídeos foram extraídos do plasma e analisados pela técnica de espectrometria de massas por Ionização e Dessorção a Laser Assistida por Matriz - TOF. Resultados: Após tratamento com AGPI ômega-3, foram identificadas 85 proteínas diferencialmente expressas, sendo que 5 proteínas (5,9%) foram expressas exclusivamente. Análise funcional de vias após tratamento com AGPI ômega-3 sugere modulação de regulação de apoptose, regulação de resposta imune, processos metabólicos e regulação de vias de sinalização. O estudo lipidômico após o tratamento com AGPI ômega-3 mostrou aumento de 3 subclasses principais de lipídios benéficos: Glicerofosfoetanolaminas; Diacilglicerofosfocolinas e Glicerofosfoserinas. Conclusão: 1- O tratamento com AGPI ômega-3 modula multiplas vias fisiológicas potencialmente benéficas em pacientes com EHNA 2- A integração dos perfis proteômico e lipidômico contribuí para o conhecimento dos mecanismos biologicos de AGPI ômega-3. Unitermos: AGPI Ômega-3, Esteatohepatite Não Alcoólica, Lipidômica, Proteômica.

TL017 - SHORT-TERM HIGH-PROTEIN LOW CARBOHYDRATE DIETS IMPROVE CLINICAL AND BIOCHEMICAL MARKERS IN PATIENTS WITH NONALCOHOLIC FATTY LIVER DISEASE (NAFLD)

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Duarte SMB, Stefano JT, Sobral MB, Oliveira CPMS.

Objetivos: Dietary intervention is a mainstay of nonalcoholic fatty liver disease (NAFLD), nevertheless, the specific dietary modifications that can improve clinical and biochemical markers in these patients have not been thoroughly examined. Aiming to investigate such question, a clinical short-term interventional study was designed. Materiais e Métodos: Data were analyzed from 48 stable NAFLD patients, 85.4% females, submitted to a hypocaloric and hyperproteic diet 1000 kcal/day for females and 1200 kcal/day for males. In the first 15 days diet composition was: fat 30%, protein (PTN) 45%, carbohydrates (CHO) 25%, and fat 33%, PTN 45%, CHO 25%, respectively, followed by fat 25%, PTN 40%, CHO 30% for females and fat 28%, PTN 42%, CHO 30% for males during 30 days. Lastly the patients were submitted to a normoproteic diet (fat 25%, PTN 20%, CHO 55%) for both sex and 1200 kcal/day for females and 1500 kcal/day for males until 75 days. Variables anthropometrics, laboratory and body composition parameters by bioimpedance analysis were analyzed. Food intake was evaluated by dietary surveys. Anthropometrics parameters and body composition measurement were evaluated at the baseline, after fifteen days, after 45 days and after 75 days of the intervention. Biochemical parameters were evaluated before and after 75 days of the intervention. Resultados: Weight, BMI, WC, BFM and PBF significantly diminished [(post stage 1: 73.73±11.77 (p=0.00), 31.15± 4.68 (p=0.002), 100.14± 11.05 (p=0.00), 30.01±8.38 (p=0.00) and 40.25±7.33 (p=0.001), post stage 2: 73.16±12.06 (p=0.003), 30.93±4.8 (p=0.004), 98.93±10.9 (p=0.004), 29.66±8.37 (p=0.001) and 39.67±7.86 (p=0.00) and post stage 3: 73.05±12.3 (p=0.03), 99±10.95 (p=0.011), 29.9±8.26 (p=0.048) and 40.04±7.86 (p=0.031)]. Significant improvement of total cholesterol [197.24±45.75 (p=0.01)], HDL-C [56±12.18 (p=0.042)], LDL-C [114.48±41.75 (p=0.026)], VLDL [25.79±12.13 (p=0.00)], triglyceride [134.1±77.98 (p=0.001)], ALT [39.59±28.36 (p=0.045)], GGT [57.68±55.32 (p=0.006)], glycemia [98.04±18.55 (p=0.022)], glycated hemoglobin [5.99±1.59 (p=0.00)] and alkaline phosphatase [86.17±34.62 (p=0.003)] after 75 days of the intervention. Conclusão: Immediate benefit was confirmed for weight, BMI, waist circumference, liver enzymes, blood glucose and lipid profile. Subsequent advantages for glucose homeostasis and other markers of NAFLD clinical course are also likely, as a consequence of those primary changes. Unitermos: NAFLD, Hypocaloric Diet, Hyperproteic Diet.

TL018 - EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA 3 SOBRE ÂNGULO DE FASE, PERCENTUAL DE MASSA CELULAR CORPORAL E INTENSIDADE DA DOR DE PORTADORES DE SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL

Instituição: Universidade Federal da Bahia, Salvador - BA
Autores: Cortes ML, Jesus RP, Kraychete DC, Freitas AMA, Rosa TM, Lopes TPS.

Objetivos: Identificar o efeito da suplementação dietética com ácidos graxos ômega 3 (w-3) sobre ângulo de fase (AF), percentual de massa celular corporal (%MCC) e intensidade da dor de pacientes portadores da Síndrome dolorosa Miofascial acompanhados no Ambulatório de Dor Crônica e Nutrição do complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos. Materiais e Métodos: Ensaio clínico quase experimental realizado com 20 pacientes portadores de Síndrome Dolorosa Miofascial, os quais foram submetidos à bioimpedância elétrica e avaliação da intensidade da dor antes e depois da suplementação diária com 1.800mg de w-3, sendo 1.080mg de ácido eicosapentaenoico (EPA) e 720mg de ácido docosahexaenóico (DHA) por 84 dias. Foram determinados o AF e o %MCC com o auxílio de bioimpedância tetrapolar da marca Biodynamics®, modelo 450, a partir da passagem de uma corrente elétrica de 800 microA a 50KHZ. A intensidade da dor foi auto-referida utilizando a escala numérica da dor. Também foi determinado o índice de massa corporal (IMC). Os pacientes foram liberados a utilizarem medicação de escape, prescrita pelo médico, sempre que necessário. Foi realizado análise descritiva e os testes T de Student e T-Pareado, sendo fixado pd"0,05% para resultados significantes. Resultados: Antes da suplementação com w-3 os portadores de dor miofascial avaliados possuíam AF médio igual a 6,7° e %MCC de 31,66%. A intensidade média da dor foi 6,5. Após a suplementação observou-se aumento significativo tanto AF (6,85°) quanto no %MCC (32,27%) do grupo (p = 0,01 e 0,03, respectivamente). Além disso, houve redução na intensidade média da dor, passando a ser 4,8 (p = 0,00). O IMC não sofreu variação após o período de suplementação (p = 0,42). Conclusão: A suplementação com 1.800 mg/dia de ômega 3 foi capaz de melhorar a integridade celular demonstrada pelo AF, os depósitos viscerais e proteínas somáticas identificados pelo %MCC, além de reduzir a intensidade da dor dos portadores de síndrome dolorosa miofascial, podendo refletir positivamente na evolução do quadro clínico geral e na resposta ao tratamento destes indivíduos. Unitermos: Impedância Bioelétrica, Síndrome da Dor Miofascial, Ômega 3.

TL019 - ESTADO NUTRICIONAL E ATIVIDADE DA DOENÇA DE PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN SOB TERAPIA COM ANTI-TNF-ALPHA E AZATIOPRINA

Instituição: Unicamp, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas - SP
Autores: Machado JF, Oya V, Coy CSR, Vilela MM.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional e a atividade da doença de pacientes com Doença de Crohn em tratamento com azatioprina ou azatioprina e anti-TNF-h1ou anti-TNF-h1. Materiais e Métodos: O estudo foi do tipo transversal com pacientes portadores da Doença de Crohn (DC), atendidos no ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais no Gastrocentro-UNICAMP. O estado nutricional foi avaliado pelos seguintes métodos: antropometria (peso, altura, circunferência braquial e prega cutânea tricipital); bioimpedância (composição corporal), recordatório alimentar de 24h (ingestão alimentar) e níveis séricos de albumina e pré-albumina. A atividade da doença foi avaliada por meio do Índice de Atividade da Doença de Crohn (IADC) e dosagens séricas de proteína C reativa (PCR). Todas as informações obtidas foram analisadas utilizando-se o programa SPSS (v.16.0, SPSS, USA). Os dados foram apresentados como média e desvio-padrão. Para comparação das médias foram utilizados os testes t de Student e de Mann-Whitney. Valores de p d"0,05 foram considerados significativos. Resultados: Foram avaliados 68 pacientes com DC, sendo que 57% eram do sexo masculino. A média de idade foi de 39,4 ± 11,5 anos. Com relação à atividade da doença, 93% dos pacientes estavam em remissão clínica (IADC<150) e a média da PCR foi de 0,69 ± 0,97 mg/dL. De acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC), 34% dos pacientes apresentaram sobrepeso ou obesidade e 4,4% eram desnutridos. Além disso, 60% dos pacientes tinham um percentual de gordura corporal (%GC) acima da média (Pollock & Wilmore). O grupo de pacientes em uso de anti-TNF-h1, com ou sem azatioprina (n=37), apresentaram PCR, IMC, %GC e prega cutânea triciptal, significativamente maiores que o grupo que usava apenas azatioprina (n=31). As médias de albumina e pré-albumina foram: 4,3 ± 0,6g/dl; 29 ± 9,3ml/dl, respectivamente. Na análise da ingestão alimentar, a proporção de lipídios, em relação ao valor energético total, estava acima da faixa preconizada pela Dietary Recommended Intakes (DRI) em 29% dos pacientes. Além disso, mais de 50% dos pacientes não atingiram as DRIs para fibra, cálcio, potássio, vitaminas A, C e D. Conclusão: O número de doentes com excesso de peso e ingestão inadequada de micronutrientes foi significante. Pacientes sob terapia com anti-TNF-h1apresentaram mais excesso de peso e níveis maiores de PCR. Futuros estudos poderiam investigar a influência da terapia com anti-TNF-h1na obesidade e a associação do excesso de gordura corporal com a atividade inflamatória, em pacientes com DC. Unitermos: Doença de Crohn, Estado Nutricional, Atividade da Doença, Anti-tnf-alpha, Azatioprina, Obesidade.

TL020 - ATIVIDADE DA ENZIMA GPX COMO BIOMARCADOR DA INGESTÃO DE SELÊNIO EM UMA POPULAÇÃO ADULTAATIVIDADE DA ENZIMA GPX COMO BIOMARCADOR DA INGESTÃO DE SELÊNIO EM UMA POPULAÇÃO ADULTA

Instituição: Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Santos LB, Maia CSC, Pires LV, Barroso CF, Almeida IS, Cozzolino SMF.

Objetivos: O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade da enzima glutationa peroxidase (GPx) como um marcador bioquímico da ingestão de selênio em uma população adulta saudável, residente no município de Fortaleza, Ceará. Materiais e Métodos: A população do estudo foi constituída por 176 indivíduos (96 mulheres e 80 homens), com idade média de 30,44 ± 8,88 anos, voluntários, não portadores de doenças crônicas, que residiam no município de Fortaleza, Ceará. Os participantes foram submetidos a um exame de sangue em jejum. A atividade da enzima GPx foi determinada nos eritrócitos segundo método cinético descrito por Paglia e Valentine (1967). As leituras foram realizadas a 37ºC em Analisador bioquímico Labmax 240, em comprimento de onda de 340 nm, utilizando-se um kit comercialmente disponível (RANSEL, Randox®). Os resultados foram expressos em U/ g Hb, para isso também foi determinada a concentração de hemoglobina nos eritrócitos, considerando os valores de referência proposto pelo kit. Resultados: A atividade da enzima GPx nos eritrócitos na população estudada resultou em média de 38,68 U/g Hb, estando 81,82% dos participantes dentro do intervalo de referência fornecido pelo kit, que é de 27,5 a 73,6 U/gHb, e 1,14% acima desses valores de referência. Conclusão: A atividade da GPx nos eritrócitos apresentou-se adequada, podendo ser um indicador da ingestão adequada de selênio nessa população, uma vez que a maximização da sua atividade é estreitamente relacionada com a ingestão dietética desse elemento. Unitermos: Selênio, GPx

TL021 - EFEITO DE DOSE ORAL ÚNICA DE VITAMINA D NA RESISTÊNCIA À INSULINA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

Instituição: Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre - RS
Autores: Raimundo FV, Faulhaber GA, Scalco R, Rados D, Blom C, Furlanetto TW.

Objetivos: Avaliar a resistência e a secreção insulínica antes e após o tratamento com 300.000 UI de colecalciferol em indivíduos não diabéticos com glicemia de jejum aumentada. Materiais e Métodos: Ensaio clínico randomizado duplo cego, com pacientes ambulatoriais do Serviço de Medicina Interna do Hospital de Clínicas de Porto Alegre /RS, Brasil. Foram incluídos indivíduos maiores de 18 anos, com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl. Critérios de exclusão: Uso de insulina, sulfonilureias, glitazonas, metformina, carbamazepina, alfa-interferon, glicocorticoides, cálcio, vitamina D; diagnóstico prévio de câncer, HIV ou doença hepática; cálcio sérico basal maior que 10,3 mg/dL ou depuração da creatinina endógena menor que 50 mL/min; e fotototipos V ou VI (Fitzpatrick). Os participantes foram randomizados em grupo placebo (GP) ou grupo intervenção (GI). O GP recebeu uma cápsula contendo somente o excipiente e o grupo intervenção recebeu uma cápsula com dose oral única de 300.000UI de vitamina D3. Foram avaliados os desfechos: níveis séricos de glicose e insulina em jejum, níveis séricos de 25-hidroxivitamina D e cálcio, no início do estudo e após 60 dias da intervenção. Resultados: Foram avaliados 31 pacientes com idade média de 62,56 ± 11,98 anos. Os níveis séricos de 25(OH)D no início do estudo estavam abaixo do recomendado (>30ng/ml) (GP: 21,42 ± 8,52 ng/ml, GI: 17,67±5,2 ng/ml) e não diferiram significativamente entre os grupos (p=0,09). A variação dos níveis séricos de vitamina D com relação aos níveis basais, após a intervenção, diferiu entre os grupos (GP:- 0,11 ± 5,73 ng/ml; GI: 5,39 ± 7,17 ng/ml; p=0,09). Após 60 dias de intervenção, os índices HOMA sensibilidade (GP: 84,68 ± 48,47; GI: 80,85 ± 47,7; p=0,79) e HOMA resistência (GP:1,62 ± 0,93; GI: 1,80 ± 1,23; p=0,59 ) não diferiram significativamente entre os grupos. A glicemia de jejum após a intervenção apresentou médias diferentes (GP: 114,00 ± 38,98; GI: 104,77 ± 9,72; p=0,28), porém não significativas. Conclusão: A reposição de vitamina D em dose única bimestral não reduziu a resistência insulínica em pacientes com glicemia de jejum alterada, mas foi efetiva para aumentar os níveis séricos de vitamina D. Houve uma tendência, não significativa, de manutenção dos níveis de glicose nos pacientes que receberam suplementação de vitamina. (ClinicalTrial: NCT01075022). Unitermos: Vitamina D, Resistência à Insulina, Colecalciferol, 25-hidroxivitamina D.

TL022 - IRON METABOLIC MARKERS CORRELATED WITH COMORBIDITIES IN NONALCOHOLIC FATTY LIVER DISEASE (NAFLD)

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo - SP
Autores: Duarte SMB, Stefano JT, Sobral MB, Oliveira CPMS.

Objetivos: The aim of this study was to examine in a prospective clinical study with biopsy proven nonalcoholic fatty liver disease (NAFLD) patients the relationship between hemoglobin, ferritin and total iron binding capacity with body composition, dietary intake, metabolic factors and NAFLD. Materiais e Métodos: Demographic, clinical, histologic, laboratory, and body composition parameters were analyzed in 69 adult patients with biopsy-proven NAFLD (75.4% female, age 55.6 ± 16.0 years), as well as, dietary intake were recorded. The laboratory parameters and body composition measurement were evaluated. All patients were negative for other liver diseases such as hepatitis C, hepatitis B, autoimmune hepatitis, Wilson disease, and hemochromatosis. Body composition was evaluated by Biospace (model InBody 720®). Subjects were stratified according to diabetes mellitus (42.0%), hyperlipidemia (52.2%) and arterial hypertension (47.8%). Univariate (Pearson) as well as multivariate regression analysis was conducted, aiming to ascertain the correlations of the three major comorbidities and body composition. Resultados: Body fat was elevated as expected (31.2 ± 8.9 %), much of it in the trunk (21.7 ± 4.2%), with comparatively low extracellular and intracellular water (20.9 ± 4.2 and 13.0 ± 2.5 L respectively). Ferritin correlated with NAFLD in the entire population as well as after stratification according to comorbidities, on both univariate and multivariate analysis (diabetes p<0.001, hyperlipidemia p<0.001, hypertension p=0.047). Hemoglobin and total iron binding capacity were also relevant respectively in diabetes patients (p=0.029) and in patients with hypertension (p<0.001), followed by weaker results concerning general biochemical tests. Absolute iron overload was not confirmed, all concentrations remaining within the normal range. However, no correlation could be demonstrated for dietary iron and for body composition. Conclusão: Current findings are consistent with the hypothesis that relative iron overload, combined with aberrant iron handling by the liver, is involved with NAFLD. Diabetic, hyperlipidemic and hypertensive patients all exhibited correlations with iron markers, suggesting a generalized phenomenon across multiple clinical settings. Unitermos: NAFLD, Iron Metabolism, Ferritin.

TL023 - EFEITOS TÓXICOS DO CHÁ VERDE EM FÊMEAS PRENHAS DE RATTUS NORVEGICUS E FETOS EXPOSTOS DURANTE O PERÍODO EMBRIONÁRIO

Instituição: Universidade Sagrado Coração, Bauru - SP
Autores: Araujo LF, Roque CCNS, Uribe AGSM, Heubel MTCD, Simeão SFAP.

Objetivos: Averiguar as possíveis alterações durante a prenhez em fêmeas e fetos de Rattus norvegicus expostos ao chá verde. Materiais e Métodos: Foram utilizadas 36 fêmeas prenhas, divididas em 4 grupos experimentais (grupo controle, grupo exp. 1, 2 e 3). As fêmeas dos grupos experimentais GE 1, GE 2 e GE 3 receberam chá verde por gavagem em diferentes concentrações (3,5, 7 e 14 mg/Kg, respectivamente) durante os cinco primeiros dias de gestação (período embrionário) e o grupo controle recebeu água por gavagem, no mesmo período. No 19º dia de gestação foi realizada a laparotomia (retirada dos fetos, além do útero) e em seguida, realizada a remoção dos órgãos fígado, rins e pâncreas para posterior análise. Para análise estatística dos dados das fêmeas e pesos dos órgãos (fígado, rins e pâncreas), entre os grupos, foram utilizados o Teste não paramétrico de Kruskal Wallis e Teste de Dunn para comparações individuais. Para a análise dos dados dos fetos e da placenta, entre os grupos, utilizou-se a análise de variância complementado pelo Teste de Tukey. As conclusões estatísticas foram realizadas ao nível de 5% de significância. Resultados: Mediante os resultados obtidos, observou-se que as fêmeas não apresentaram resultados significativos quanto a ganho de peso total, pontos de reabsorção, massas embrionárias, número total de fetos, corpos lúteos e análise de peso dos órgãos (fígado, rins e pâncreas) corroborando com alguns autores que apontam uma ausência de toxicidade do chá verde, independente de suas concentrações. Com relação aos fetos, todos os resultados encontrados (peso e aspectos biométricos) foram significantes, mostrando-se um possível efeito tóxico do chá verde, até mesmo em menores concentrações. Conclusão: Portanto, é possível constatar no presente trabalho que o chá verde não representa risco tóxico para as fêmeas, havendo alterações apenas nos fetos expostos ao chá durante o período embrionário. Unitermos: Camellia Sinensis, Rattus Norvegicus, Chá Verde, Período Embrionário.

TL024 - ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DROGAS HIPOLIPEMIANTES E O EXTRATO PADRONIZADO DE MONASCUS PURPUREUS SOBRE O PERFIL LIPÍDICO EM CAMUNDONGOS HIPERLIPIDÊMICOS

Instituição: Universiade José do Rosário Vellano, Alfenas - MG
Autores: Cassimiro GA, Peron MR, Garcia JAD.

Objetivos: O trabalho visou avaliar a eficácia farmacológica do extrato seco de Monascus purpureus em comparação as drogas hipolipemiantes (sinvastatina e fenofibrato) sobre o perfil lipídico de camundongos hiperlipidêmicos. Materiais e Métodos: Foram utilizados camundongos homozigóticos para a ausência do gene do receptor de LDL (LDLr-/-),alimentados com dieta hiperlídica, divididos em 4 grupos experimentais HL(controle); HL+S (sinvastatina); HL+F(fenofibrato); HL+M(Monascus) que receberam respectivamente solução fisiológi-ca, sinvastatina (0,5mg/kg/dia em 0,25mL), fenofibrato (0,25mg/Kg/dia em 0,2mL) e Monascus pupu-reus (62,5mg/Kg/dia em 0,2mL), após 15 dias de experimento foram anestesiados para coleta de sangue e o soro sanguíneo foi encaminhado para análise sérica de lipídeos, o ventrículo esquerdo foi isolado para determinar hipertrofia ventricular. Resultados: Na análise sérica dos lipídeos observou-se que houve aumento no nível de lipoproteína de alta densidade (HDL) e redução nos níveis de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) e Triglicérides (TG) em todos os camundongos dos grupos tratados quando comparados com o grupo HL. Na avaliação dos níveis séricos de Colesterol total (CT) e da fração lipoproteína de baixa densidade (LDL) observou-se uma diminuição significativa no grupo HL+F em relação aos outros grupos estudados. Na proporção de LDL/HDL observou-se que houve diferença significativa entre os grupos tratados quando comparados com os camundongos do grupo HL, e outro achado interessante foi que o grupo HL+S foi intermediário entre os grupos HL+F e HL+M. Na proporção de TG/HDL não se observou diferença entre os grupos tratados, contudo essa proporção nos grupos tratados foi menor que no grupo HL. Na proporção do peso ventricular esquerdo em miligramas (mg) pelo peso do animal em gramas (g) verificou-se que todos os grupos tratados preveniram a hipertrofia ventricular esquerda nos camundongos. Conclusão: O efeito do Monascus purpureus sobre a hiperlipidemia mostrou-se, neste modelo animal inferior aos outros fármacos (sinvastatinas e fenofibrato). Sabe-se que o Monacus purpureus tem um melhor efeito sobre a hiperlipidemia quando associado a uma dieta balanceada. Porém é necessário que haja mais estudos para comprovar o seu efeito sobre o perfil lipídico em outros modelos hiperlipidêmicos. Unitermos: Hiperlipidemias, Hipolipemiantes, Monascus Purpureus, Camundongos, Hipertrofia Ventricular Esquerda.

TL025 - TAURINA REVERTE O ESTRESSE OXIDATIVO INDUZIDO PELO EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO EM AORTA DE RATOS

Instituição: Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Criciúma - SC
Autores: Ávila PRM, Souza CT.

Objetivos: Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos da suplementação de taurina sobre os parâmetros de dano oxidativo induzidos pelo exercício físico agudo na aorta de ratos. Materiais e Métodos: Foram utilizados 80 ratos Wistar, divididos em quatro grupos (n=20), controle (cont), controle não exercitado suplementado com taurina (cont + tau), grupo exercício agudo (exercício), grupo exercício agudo suplementado com taurina (exer + tau). Os animais foram submetidos a natação por um período de três horas de duração e sem sobrecarga atrelada ao corpo. A taurina foi administrada por gavagem oral, na dosagem de 300 mg/Kg de peso corporal de rato, diariamente, por cinco dias. Após o protocolo de exercício, os ratos foram mortos e as aortas removidas. Como marcador de dano oxidativo foram avaliados a atividade de ânion superóxido, nitrito e nitrato, espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico e carbonilação de proteína. Foi avaliado também a atividade das enzimas antioxidantes catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. A diferença entre os grupos foi avaliada por ANOVA e os resultados expressos como médias ± EPM. Resultados: Os resultados demonstram que o protocolo de exercício aumentou o nível de superóxido e do dano oxidativo na aorta de ratos, porém, o grupo que foi suplementado com taurina teve uma redução nos níveis de superóxido. Foi observado também que o grupo suplementado com taurina teve um aumento na expressão de enzimas antioxidantes. A atividade da catalase não demonstrou ser diferente entre os grupos. Conclusão: A suplementação com taurina levou a uma diminuição no dano oxidativo e um aumento na expressão das enzimas antioxidantes. Esses resultados analisados comprovam os efeitos da taurina como antioxidante, porém sua suplementação em pacientes com problemas cardiovasculares praticantes de atividades físicas merecem maiores investigações. Unitermos: Taurina, Exercício Físico Agudo, Estresse Oxidativo, Antioxidantes.

TL026 - EFEITOS CARDIOPROTETORES DO RESVERATROL E DO ÓLEO DE PEIXE EM ANIMAIS OBESOS SUBMETIDOS AO INFARTO EXPERIMENTAL

Instituição: Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Criciúma - SC
Autores: Ávila PRM, Souza CT, Luz G, Marques SO, Luciano TF, Pereira SV.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos cardioprotetores do resveratrol e do óleo de peixe em animais obesos submetidos a infarto experimental. Avaliar também a atividade de marcadores de estresse oxidativo e a atividade e a expressão de enzimas antioxidantes em aorta e miocárdio de ratos obesos. Materiais e Métodos: Ratos Wistar foram divididos em dois grupos, controle magro e obeso, o grupo obeso foi alimentado com uma dieta rica em gordura saturada por dois meses. Após a indução da obesidade, os animais obesos foram divididos em quatro grupos, obeso controle, obeso suplementado com resveratrol, obeso suplementado com óleo de peixe e obeso suplementado com resveratrol e com óleo de peixe, durante dois meses. O grupo controle magro não recebeu nenhuma suplementação. Após a suplementação, os animais foram submetidos a infarto experimental através de uma única dose de isoproterenol. O peso corporal, a gordura epididimal e a taxa de sobrevivência foram analisados. Também foi analisada, na aorta e no miocárdio dos animais, a atividade dos marcadores de dano oxidativo ânion superóxido, espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico e a carbonilação de proteína. Além da atividade e a expressão das enzimas antioxidantes catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Resultados: Ratos Wistar submetidos à dieta hiperlipídica apresentaram significante ganho de peso ponderal e aumento de gordura epididimal. Os grupos suplementados tiveram uma redução no peso corporal e na gordura epididimal, porém essa redução não foi significativa. No entanto, o percentual de gordura epididimal reduziu significativamente quando a suplementação foi associada. Os grupos suplementados apresentaram maior sobrevida, após infarto, porém esse efeito não foi potencializado quando os antioxidantes foram suplementados de forma associada. Os resultados mostraram que os animais obesos apresentam elevados níveis de dano oxidativo, em ambos os tecidos, e isso foi relacionado a uma redução no sistema antioxidante induzido pela obesidade ou mesmo pela dieta. Por outro lado, a suplementação mostrou aumentar a atividade da enzima antioxidante superóxido dismutase e atividade e níveis proteicos da glutationa peroxidase. Paralelamente, a suplementação de resveratrol e óleo de peixe resultaram em menor dano oxidativo. Conclusão: Os resultados demonstram que os tecidos analisados, apresentam elevado estresse e dano oxidativo. Por outro lado a suplementação mostrou reduzir a produção dos oxidantes e aumentar a atividade das enzimas antioxidantes. Esses resultados sugerem que a suplementação com resveratrol e óleo de peixe podem exercer efeitos cardioprotetores. Unitermos: Obesidade, Infarto, Cardioproteção, Antioxidantes, Estresse Oxidativo.

TL027 - HIGH FIBER PREBIOTIC DIET STIMULATES SKIN WOUND HEALING IN A GPR43-DEPENDENT MANNER

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG
Autores: Canesso MCCC, Vieira ATV, Mackay CR, Barcelos LSB.

Objetivos: Commensal microbiota and its products play a role in many inflammatory conditions but its influence on wound healing is unknown. Short-chain fatty acids produced by fermentation of dietary fiber by intestinal microbiota can bind to GPR43 receptor, expressed on inflammatory and epithelial cells, important players of skin healing. Here we evaluate the effects of high fiber diet on skin wound healing. Materiais e Métodos: Excisional wounds were created on the dorsum of mice with the aid of a 5-mm circular punch, removing the entire thickness of the skin. The area of wounds was measured with a digital caliper and the results were expressed as percentage closure relative to original size. To assess the effect of high fiber diet supplementation, C57BL/6 (WT) and GPR43 (KO) mice received a special diet with high fiber content from 2 weeks before wounding till the day of euthanasia and wound collection at days 1, 3, 7 and 14 post injury. Controls received a normal fiber content diet. Cytokine levels were quantified by sandwich ELISA. H&E histological staining was used to quantify granulation and scar tissue area. Bacterial colonization of wounds was quantified by counting bacteria CFU from wound surfaces. Resultados: High-fiber diet yielded high SCFAs levels, mainly acetate, in serum. WT mice fed with high fiber diet showed significant improvement in percentage wound closure at day 7 compared with WT mice fed with normal diet. WT high fiber diet mice wound presented reduced granulation tissue area at day 7 and scar area at day 14 post-injury compared with WT normal diet. Levels of chemokine CXCL1/KC and CCL2/MCP-1 were higher in wounds of WT high fiber diet at day 1 compared with WT normal diet. Moreover, wound IL-4 and TNF-a levels were higher in WT high fiber diet group compared with WT normal diet group. Levels of IFN and IL-10 did not show any difference between the groups. Components of inflamassome IL-1h2and IL-18 were also higher in WT high fiber diet mice compared with WT normal diet WT high fiber showed a massive colonization of wounds at day 7 and 14 post-injury compared with WT normal diet group. Interestingly, the skin wound healing response to high fiber was GPR43-dependent, as all the above effects were lost in Gpr43-KO mice fed with high fiber diet. Conclusão: Here we show that high fiber diet accelerates wound healing and this effect is dependent of GPR43, once the GPR43-/- mice that received high fiber diet did not show any improvement on wound healing. Our data also suggest that inflamassome activation is involved and it could be activated by products from fermentation of high fiber diet by intestinal microbiota. Financial Support: Cnpq. Unitermos: Não informado.

TL028 - SUPLEMENTAÇÃO COM LEUCINA NÃO POTENCIALIZA OS EFEITOS ANTI-REMODELAMENTO CARDÍACO DO TREINAMENTO FÍSICO AERÓBICO EM CAMUNDONGOS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Instituição: Unifesp, Santos - SP
Autores: Moraes WMA, Souza PRM, Guimaraes FDS, Bozi LHM, Brum PC, Medeiros A.

Objetivos: O Treinamento físico aeróbico (TFA) é uma terapia adjuvante para insuficiência cardíaca (IC). A Suplementação com leucina potencializa os efeitos do TFA no músculo esquelético, no entanto os seus efeitos associados com TFA em músculos cardíacos não foram esclarecidos. Testamos se a suplementação com leucina associada ao TFA potencializa o efeito anti-remodelamento cardíaco induzido pelo TFA. Materiais e Métodos: Foram estudados camundongos machos de 6-7 meses de idade do tipo selvagem (WT) e camundongos knockout para receptores alfa adrenérgicos subtipos 2A e 2C (h1A/h1C ARKO) divididos aleatoriamente em 5 grupos: controle (WT) e h1A/h1C ARKO placebo (KO) ou h1A/h1C ARKO leucina (KOL); TFA + placebo h1A/h1CARKO (KOT) ou TFA+leucina (KOLT). Foram avaliados: a tolerância ao esforço, morfometria cardíaca e o conteúdo de colágeno por histologia, fração de encurtamento por ecocardiografia, atividade do proteassoma 26S no sítio da quimiotripsina e expressão de proteínas por Western blot (HSPs e proteínas ubiquitinadas) e slot blot (proteínas mal enoveladas). O TFA consistiu de 4 semanas em esteira (6 dias/ semana) e administração de leucina por gavagem (1.35 g/kg) ou placebo (água destilada). ANOVA com post hoc de Student-Newman-Keuls foi utilizada (p£0,05). Resultados: O TFA melhorou a capacidade de exercício em 28%, a fração de encurtamento em 30% e reestabeleu o diâmetro dos cardiomiócitos e a fração de volume de colágeno. Além disso, o TFA impediu a hiperatividade do proteassoma 26S, reduziu a quantidade de proteínas mal-enoveladas e a expressão proteica de HSP27. A Suplementação com leucina isoladamente não exibiu efeito algum sobre a função e estrutura cardíaca, no entanto, quando associada ao TFA, aumentou a tolerância ao exercício de forma mais acentuada (47%) que o TFA isolado, apesar de nenhum efeito adicional sobre o remodelamento cardíaco. Conclusão: A suplementação com leucina potencializa os efeitos do TFA sobre a tolerância ao exercício, provavelmente pelos seus reconhecidos efeitos tróficos na musculatura esquelética, uma vez que não impacta no remodelamento cardíaco. Unitermos: Insuficiência Cardíaca, Treinamento Físico Aeróbico, Leucina, Remodelamento Cardíaco.

TL029 - AUMENTO DA FORMAÇÃO DO COMPLEXO SNARE, REDUÇÃO DA EXPRESSÃO DE SINAPTOTAGMINA 7 E PREJUÍZO NO MANUSEIO DE CÁLCIO PODEM ESTAR RELACIONADOS À ALTERADA SECREÇÃO DE INSULINA EM ILHOTAS PANCREÁTICAS DE RATOS SUBMETIDOS A RESTRIÇÃO PROTEICA

Instituição: Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá - MT
Autores: Lopes BV, Cunha CF, Silva JCRS, Reis MAB.

Objetivos: Disfunção da resposta secretória, como na desnutrição, tem sido considerada um dos fatores envolvidos na etiologia de DM tipo 2. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a cinética de secreção de insulina induzida por glicose, o manuseio de Ca2+ citoplasmático intracelular e alguns elementos envolvidos no processo de exocitose dos grânulos de insulina em ilhotas pancreáticas. Materiais e Métodos: Foram utilizados ratos Wistar divididos em dois grupos: controle (C) e desnutrido (D) alimentados, respectivamente, com dieta contendo 17% e 6% de proteína, desde a vida intrauterina até 40 º dia de vida. Nesse dia, os animais foram sacrificados e suas ilhotas pancreáticas foram isoladas para determinação da secreção de insulina (radioimunoensaio), do manejo de cálcio (técnica de fluorescência de Fura-2), das proteínas formadoras do complexo SNARE e de proteínas acessórias bem como da formação do complexo SNARE (Western Blot) e associação dessas proteínas (Imunoprecipitado). Resultados: A glicose estimulou a secreção de insulina em ambos os grupos, porém, as secreções basal (2,8mmol/L) e estimulada (22,2mmol/L) foram significativamente reduzidas nos ratos D comparados aos C. Animais D apresentaram diminuição da primeira e segunda fases de secreção de insulina estimulada por glicose, bem como na concentração de cálcio intracelular. A formação do complexo SNARE, as concentrações das proteínas SNARE e das proteínas reguladoras deste complexo mostraram-se alteradas com a restrição proteica. Houve aumento do conteúdo de sintaxina 1A e VAMP-2 e redução de sintaxina 4 e sinaptotagmina 7. As demais proteínas analisadas (Munc18, SNAP-25) e a associação entre sintaxina 4 - Munc18 não foram diferentes entre os grupos. Finalmente, os animais desnutridos apresentaram aumento do complexo SNARE, porém sem mudança no padrão de sua formação ao longo do tempo de estímulo com glicose. Conclusão: Prejuízo na secreção de insulina no grupo D poderia, ao menos em parte, ser explicada pelas alterações no metabolismo de glicose, manejo de cálcio, formação do complexo SNARE e expressão de proteínas relacionadas.Dados sobre o complexo poderia também indicar a importância da estequiometria de suas proteínas participantes e de seu padrão de formação para a determinação da funcionalidade do complexo. Unitermos: Secreção de Insulina, Complexo Snare, Manuseio de Cálcio, Desnutrição Proteica, Ratos.

TL030 - EFEITOS DE UM ANTAGONISTA DOS RECEPTORES DO TIPO GASTRIN-RELEASING PEPTIDE (GRPR) SOBRE A INGESTÃO ALIMENTAR, PESO, PARÂMETROS BIOQUÍMICOS E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE RATOS WISTAR

Instituição: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre - RS
Autores: Cruz LB, Gregianin LJ, Roesler R, Schwartsmann G.

Objetivos: Testar os efeitos de um antagonista de receptores do tipo gastrin-releasing peptide (GRPR) sobre a ingestão alimentar, parâmetros bioquímicos e composição corporal. Os peptídeos da super família GRP estão envolvidos em diversas funções cerebrais e gastrintestinais, incluindo secreção pancreática, liberação de hormônios peptídeos gastrintestinais e redução da ingestão alimentar. Materiais e Métodos: Trinta e cinco ratos Wistar, adultos jovens, depois de submetidos a uma perda ponderal mínima de 7%, foram divididos em Grupo 1, recebendo 0,1mg/kg, Grupo 2, recebendo 0,3 mg/kg, Grupo 3, recebendo 1,0 mg/kg do antagonista e Grupo 4, recebendo soro fisiológico, em injeções intraperitoneais, durante 14 dias. Dados de peso e ração ingerida foram registrados diariamente. Amostras de sangue foram coletadas antes do início da infusão, no primeiro dia do estudo (D1) e no dia 14 (D14) para a determinação de albumina, amilase, glicemia, colesterol total, HDL-colesterol, triglicerídeos e interleucina-6. Após a última coleta, os animais foram eutanasiados e as carcaças foram evisceradas e preparadas para análise da composição corporal através da determinação do extrato etéreo (massa adiposa) e dos extrativos não nitrogenados (massa magra). Resultados: A média diária de ingestão alimentar foi diferente estatisticamente entre os grupos (P=0,039) (ANOVA) e o Grupo 2, que recebeu a dose intermediária de 0,3mg/kg, teve uma ingestão alimentar maior do que o grupo controle desde o início do estudo, durante todos os momentos (P=0,041), de acordo com as comparações múltiplas ajustadas por Bonferroni. Todos os animais ganharam peso de maneira semelhante, em torno de 22% (P=0,404) e não houve diferença no total de massa magra (P=0,335) e massa adiposa (P=0,828) entre os grupos. Os níveis séricos de albumina, amilase, glicemia, colesterol total, HDL-colesterol e interleucina-6 não apresentaram alterações estatisticamente significativas do D1 para o D14, mantendo-se dentro dos limites da normalidade. Porém, houve um aumento significativo do nível sérico de triglicerídeos (P=0,038) no Grupo 2, quando comparado aos outros grupos. Conclusão: Em ratos Wistar saudáveis submetidos a perda ponderal, o antagonista do GRPR não demonstrou efeitos sobre ingestão alimentar, peso, composição corporal e parâmetros bioquímicos, com exceção dos triglicerídeos. Esses resultados somam-se a relação de efeitos fisiológicos deste antagonista, ampliando possibilidades de estudos em animais com maior estresse ou com doenças de alto consumo como o câncer. Unitermos: Gastrin-release Peptide Receptor (GRPR), Ingestão Alimentar, Composição Corporal, Ratos Wistar.