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GANEPÃO 2012
II PRÊMIO PEDRO KASSAB

1° colocado

PK07 - ÁCIDO DOCOSAHEXAENOICO ALTERA A EXPRESSÃO GÊNICA GLOBAL DE MANEIRAS DIFERENTES EM LINHAGEM NORMAL E TUMORAL DE MAMA

Instituição: Faculdade De Medicina Da Universidade De São Paulo, São Paulo
Autores: Almeida DF; Castro RCB; Mazzotti TKF; Del Valle PR; Ravacci GR; Roela RA.

Objetivos: Avaliar as alterações na expressão gênica de linhagens tumorais luminais mamárias humanas tratadas com DHA (um tipo de ácidos graxos poli-insaturados (AGPI n-3), a fim de determinar possíveis mecanismos relevantes na compreensão da ação do DHA no câncer de mama. Materiais e Métodos: Foram utilizadas 3 linhagens mamárias humanas. A linhagem HB4a foi derivada do tecido epitelial mamário humano não transformado e não-tumorigênico. A linhagem HB4aC5.2 é não tumorigênica porém hiperproliferativa e a linhagem SKBR-3 foi derivada de células luminais de adenocarcinoma de mama humano que apresentam fenótipo invasivo e metastático. Estas linhagens celulares foram tratadas com 100µM de DHA por 72 horas.Realizamos a técnica de expressão gênica global (Microarray) com a validação técnica por RT-qPCR (Transcrição Reversa seguida por Reação em Cadeia de Polimerase em Tempo Real). Resultados: Na HB4a foram observados 174 genes diferencialmente expressos (p<0,01), sendo 136 hiper-expressos e 38 hipoexpressos, enquanto que na HB4aC5.2, 208 genes diferencialmente expressos (p<0,01), sendo 32 hiperexpressos e 176 hipo-expressos. A SKBR-3 apresentou 126 genes diferencialmente expressos (p<0,01), sendo 48 hiper-expressos e 78 hipo-expressos. A análise ontológica destes genes diferencialmente expressos permitiu identificar processos biológicos envolvidos com adesão celular, diferenciação celular e metabolismo lipídico. No entanto, a resposta ao tratamento de cada linhagem se mostrou diferente. Conclusão: A correlação entre nutrientes e variação na expressão gênica é uma área importante, que deve ser considerada para melhorar a compreensão das vias do câncer. Essas anotações moleculares coletivamente contribuem para uma base de conhecimento crescente sobre os possíveis mecanismos de ação dos ácidos graxos poli-insaturados na patogênese do câncer de mama. Unitermos: ácidos graxos ômega-3, câncer de mama, nutrigenômica, expressão gênica.

2° colocado

PK02 - RELAÇÃO ENTRE ESTADO NUTRICIONAL E ESCORE PROGNÓSTICO DE GLASGOW EM PACIENTES COM CÂNCER GASTROINTESTINAL

Instituição: Universidade Federal De Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Maurício SF; Silva JB; Bering T; Correia MITD.

Objetivos: O objetivo principal do trabalho foi verificar a relação do estado nutricional, por meio da avaliação global subjetiva (AGS), e a gravidade da inflamação, por meio do escore prognóstico de Glasgow (EPG) em pacientes com câncer gastrointestinal. Além disso, verificar se as complicações durante o tratamento oncológico são preditas com maior acurácia por AGS ou EPG. Materiais e Métodos: Pacientes com câncer de esôfago, estômago, cólon e reto, maiores de 18 anos, que iniciaram tratamento antineoplásico no ambulatório Borges da Costa, durante o período de março de 2010 a setembro de 2011, foram convidados a participar do estudo. Todos os pacientes assinaram o termo de consentimento livre esclarecido. A AGS foi utilizada para a avaliação do estado nutricional e os pacientes foram classificados em bem nutrido (A), moderadamente desnutrido ou suspeita de desnutrição (B) e gravemente desnutrido (C). Os exames de albumina e proteína C-reativa foram solicitados para a determinação do EPG. As intercorrências durante o tratamento foram avaliadas utilizando os Critérios Comuns de Toxicidade do National Institute of Cancer, versão 3. As infecções, a toxicidade hematológica, a toxicidade gastrintestinal e o óbito foram os eventos estudados. A curva ROC foi construída para verificar qual dos dois métodos possui melhor desempenho para predizer complicações. Resultados: Foram avaliados 113 pacientes sendo que 50,4% eram do sexo masculino. A idade média foi de 62,1 ± 14,8 anos. Trinta e quatro pacientes (30,1%) foram diagnosticados com câncer de cólon; 28,3% com câncer de reto, 2,7% câncer de cólon e reto; 26,5% câncer de esôfago e 12,4% câncer de estômago. Quarenta e um pacientes (38,0%) apresentavam a doença nos estágios iniciais (estadios 1 e 2) enquanto que 67 (62,0%) foram diagnosticados com a doença nos estágios mais avançados (estadios 3 e 4). Cinco pacientes não tiveram o estadiamento da doença definida até o final da coleta de dados. A prevalência geral de desnutrição nesta população foi de 77,0% sendo que 54,9% dos doentes apresentou desnutrição grave (AGS-C). A inflamação teve prevalência de 43,8% (EPG 1 e 2). Houve associação estatística entre AGS e EPG (P <0,05). Tanto a AGS quanto o EPG foram associados às complicações durante o tratamento (P<0,05). A área sobre a curva apontou para a acurácia do EPG em identificar pacientes em risco de apresentarem intercorrências durante o tratamento oncológico (ASC: 0,66; p < 0,05). Conclusão: O estado nutricional definido pela AGS foi associado ao EPG em pacientes com câncer gastrointestinal. As complicações foram associadas ao estado nutricional e ao EPG. Porém, o EPG parece identificar melhor pacientes sob risco de algum tipo de complicação do que a AGS. Assim, sugere-se a realização rotineira de EPG, principalmente em serviços de Oncologia desprovidos de equipe de terapia nutricional. Unitermos: câncer, estado nutricional, Escore Prognóstico de Glasgow, complicações.