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GANEPÃO 2012
INICIAÇÃO À PESQUISA (IP)
GANEPÃO 2012

IP001 - ADEQUAÇÃO DO SUPORTE NUTRICIONAL ENTERAL EM PACIENTES CRÍTICOS EM UMA UNIDADE DE TRAUMA

Instituição: Universidade Federal do Paraná, Curitiba
Autores: Farias CLA; Manei SM; Pistori ME.

Objetivos: Uma das preocupações com a nutrição enteral é a discrepância entre a quantidade prescrita e ofertada. A inadequação da dieta contribui para a desnutrição e consequentemente maior morbi-mortalidade. O objetivo do trabalho foi avaliar a infusão da nutrição enteral, comparando a dieta prescrita versus a infundida em pacientes de uma Unidade de Terapia Intensiva em um Hospital público de Curitiba - PR. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo, realizado com 46 pacientes maiores de 18 anos em uso de terapia nutricional enteral exclusiva por no mínimo três dias consecutivos. Os dados secundários coletados incluem dados clínicos e demográficos, o volume da dieta prescrita (VP) e infundida (VP), as Kcal prescritas (Kcal P) e infundida (Kcal I), o motivo de interrupção da infusão e adequação calórico-proteica na alta da UTI. A comparação de médias de variáveis entre grupos foi realizada por meio de Teste T utilizando o software Graphpad Prism 5.0. Resultados: 79,5% da amostra eram do sexo masculino. A média de idade foi de 44,4 ± 19 anos e a média de dias de internação foi de 16,7 ± 10,3. O tempo para iniciar a TNE foi em média de 1,1±0,7 dias. A principal causa da internação foi Traumatismo Crânio Encefálico decorrente de acidentes automobilístico (25%). O volume médio de dieta prescrito foi de 1.088 ± 326,4 mL e o volume médio infundido foi de 804 ± 269,2 (p<0,001). Apenas um paciente (2,2%) recebeu 100% do volume prescrito. 15,9% receberam acima de 90%, 29,5% receberam volume inferior a 70% do total prescrito e 6,8% receberam abaixo de 50%. Em 66,2% dos casos em que ocorreu interrupção da infusão da dieta, não constava o motivo desta interrupção na evolução do paciente. Em 12,9% dos casos, a interrupção foi decorrente de episódios de êmese e em 9% devido ao jejum para realização de traqueostomia. A média de Kcal prescritas foi de 1.070 ± 345,4 e infundida foi 855,2 ± 309,3 (p=0,02). No momento da alta da UTI, a média de adequação de calorias recebidas pelo paciente foi de 94,05% e de proteínas 83,05%. Conclusão: Evidencia-se a necessidade de medidas que minimizem os fatores envolvidos na administração inadequada da dieta, otimizando assim o aporte nutricional. Unitermos: terapia nutricional, nutrição enteral, paciente crítico.

IP002 - DETERMINAÇÃO DA VITAMINA D E SUA RELAÇÃO COM A RESISTÊNCIA À INSULINA EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2

Instituição: Universidade Federal do Piauí, Teresina
Autores: Lima EV; Beserra BTS; Oliveira FE; Neto JMM; Marreiro DN.

Objetivos: Determinar o estado nutricional da vitamina D, bem como investigar a correlação entre esta vitamina e a resistência à insulina em pacientes diabéticos tipo 2. Materiais e Métodos: Estudo transversal, caso-controle, envolvendo 147 indivíduos, com idade entre 20 e 59 anos, de ambos os sexos, sendo distribuídos em dois grupos: grupo caso (diabético tipo 2, n=73) e grupo controle (saudáveis, n=74). Foram avaliados o índice de massa corpórea, a ingestão de vitamina D e de cálcio, concentrações séricas de 25(OH)D, cálcio, paratormônio e parâmetros do controle glicêmico. A ingestão de vitamina D e de cálcio foi obtida por meio de registro alimentar de três dias, utilizando o software Dietpro, versão 5i. As concentrações séricas de 25(OH)D e paratormônio foram determinadas pelo método da quimioluminescência. A determinação de cálcio iônico foi realizada segundo o método potenciométrico. Resultados: Os valores médios do índice de massa corpórea dos pacientes diabéticos e do grupo controle foram 28,51 ± 6,70 kg/m² e 26,50 ± 5,14 kg/m². Neste estudo, não houve diferença estatística significativa na ingestão de vitamina D e cálcio entre os grupos estudados. Os valores médios de 25(OH)D foram 31,31 ± 16,64 nanog/mL e 28,48 ± 11,58 nanog/mL para os pacientes diabéticos e grupo controle, respectivamente. Os valores médios de cálcio iônico foram 1,15 ± 0,09 mmol/L e 1,73 ± 0,08 mmol/L e do paratormônio sérico foi 25,81 ± 19,94 mmol/L e 28,54 ± 20,16 mmol/L para pacientes diabéticos tipo 2 e para o grupo controle, respectivamente. A análise de correlação entre 25(OH)D e o HOMAir não mostrou resultado significativo entre os pacientes diabéticos. Conclusão: Os pacientes diabéticos apresentam concentrações séricas suficientes de vitamina D. Além disso, os valores de cálcio iônico estão adequados e a análise de correlação entre a 25 (OH)D e o parâmetro de resistência à insulina não mostra resultado significativo. Unitermos: vitamina D, diabetes mellitus tipo 2, resistência à insulina.

IP003 - RISCO DE ORTOREXIA NERVOSA E FATORES ASSOCIADOS EM ADOLESCENTES E ADULTOS JOVENS FREQUENTADORES DE ACADEMIA: PRIMEIRO TRABALHO ORIGINAL NO BRASIL

Instituição: Universidade Federal de São Paulo, São Paulo
Autores: Barreto RNGS; Tosatti AM; Kachani AT; Fisberg M.

Objetivos: Identificar a prevalência de risco de ortorexia nervosa (ON) e sua associação com atividade física e composição corporal em adolescentes e adultos jovens frequentadores de academia da cidade de São Paulo (SP) e de Salvador (SSA), Bahia. Materiais e Métodos: Tratou-se de um estudo transversal e sem intenção imediata de intervenção. A amostra de conveniência envolveu 303 indivíduos, de ambos os sexos, sendo 201 adolescentes e 102 adultos jovens, igualmente distribuídos por sexo e cidade. A coleta de dados ocorreu em 12 academias, sendo 10 em SP (regiões Sul e Leste) e 2 em SSA (Centro). Houve padronização dos instrumentos de coleta e esta foi realizada pela nutricionista responsável pelo estudo. Foi aplicado o questionário ORTO-15, traduzido e adaptado à população brasileira e em processo de validação. Os dados antropométricos foram aferidos em triplicata e a composição corporal avaliada tendo em vista o percentual de gordura corporal e a área muscular do braço. Foi aplicado o questionário internacional de atividade física (IPAQ versão curta) validado para adolescentes e adultos brasileiros. Os testes estatísticos utilizados foram: Quiquadrado, Kolmogorov-Smirnov e Correlação de Pearson. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética. Resultados: A prevalência de risco de ON na população estudada foi de 42%. Este valor foi maior nos adultos jovens (55,9%), quando comparado aos adolescentes (34,3%), sendo esta diferença estatisticamente significante. Em relação às cidades, os adolescentes e os adultos jovens de Salvador apresentaram maior prevalência de risco de ON, apesar da ausência de significância estatística. Quanto aos adolescentes, tanto para a cidade de Salvador, quanto para São Paulo, não houve diferença estatística na prevalência de risco de ON entre os sexos. Porém, quanto aos adultos jovens, as mulheres apresentaram maior tendência à ON, em ambas as cidades. Não houve associação entre risco de ON e Índice de Massa Corporal (IMC) e massa magra, tanto para os adolescentes, quanto para os adultos jovens. No que tange aos adolescentes, houve associação inversa e fraca entre risco de ON e circunferência abdominal e massa gorda, além da associação positiva entre risco de ON e atividade física. Em relação aos adultos jovens, o risco de ON associou-se apenas à atividade física e de forma positiva. Conclusão: A prevalência de risco de ON foi alta e maior nos adultos que nos adolescentes. As mulheres adultas apresentaram maior tendência ortorexa, enquanto que não houve diferença estatística por sexo nos adolescentes. Em ambos os grupos, o risco de ON associou-se positivamente à atividade física. Os dados encontrados sugerem a necessidade de mais estudos com o intuito de melhor compreender esse universo. Unitermos: adolescentes, ortorexia nervosa, transtornos da alimentação, composição corporal, exercício.

IP004 - ESTADO NUTRICIONAL RELATIVO AO CÁLCIO E A SUA RELAÇÃO COM A COMPOSIÇÃO CORPORAL EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2

Instituição: Universidade Federal do Piauí, Teresina
Autores: Lima EV; Beserra BTS; Oliveira FE; Neto JMM; Marreiro DN.

Objetivos: Determinar o estado nutricional do cálcio, bem como investigar a correlação entre este mineral e a composição corporal em pacientes diabéticos tipo 2. Materiais e Métodos: Estudo transversal, caso-controle, envolvendo 147 indivíduos, com idade entre 20 e 59 anos, de ambos os sexos, sendo distribuídos em dois grupos: grupo caso (diabético tipo 2, n=73) e grupo controle (saudáveis, n=74). Foram avaliadas a composição corporal por meio da impedância bioéletrica e concentrações séricas e dietéticas de cálcio. A ingestão de cálcio foi obtida por meio do registro alimentar de três dias, utilizando o software Dietpro, versão 5i. As concentrações séricas de cálcio iônico foram realizadas segundo o método potenciométrico. Resultados: Os valores médios da gordura corporal, peso da gordura corporal, peso da massa magra, taxa metabólica basal dos pacientes diabéticos foram de 33,33 ± 8,82%, 23,62 ± 8,94 kg, 46,18. ± 9,73 kg e 1.399,30 ± 291,75 kcal e do grupo controle foram de 35,37 ± 11,02%, 22,57 ± 7,76 kg, 41,48. ± 10,40 kg e 1.261,17 ± 315,89 kcal, respectivamente. Neste estudo, não houve diferença estatística significativa na ingestão de cálcio entre os grupos estudados. Os valores médios de cálcio iônico foram 1,15 ± 0,09 mmol/L e 1,73 ± 0,08 mmol/L para pacientes diabéticos tipo 2 e para o grupo controle, respectivamente. A análise de correlação entre o cálcio iônico com os parâmetros utilizados para avaliar a composição corporal não mostrou resultado significativo entre os pacientes diabéticos. Conclusão: Os pacientes diabéticos apresentam concentrações iônicas de cálcio adequadas e estas não parecem influenciar os parâmetros da composição corporal analisados no estudo. Unitermos: cálcio, composição corporal, diabetes mellitus.

IP005 - QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM PANCREATITE CRÔNICA DE ETIOLOGIA ALCOÓLICA

Instituição: Universidade Federal de São Paulo, São Paulo
Autores: Benincá SC; Freitas AR; Libera Junior ED; Martins RD; Toledo CF; Gil JZ.

Objetivos: Avaliar a qualidade de vida dos pacientes que apresentam pancreatite crônica de etiologia alcoólica. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo, transversal, com pacientes portadores de pancreatite crônica alcoólica, todos homens, acompanhados no ambulatório de Pâncreas e Vias Biliares, da Disciplina de Gastroenterologia Clínica da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição. Avaliou-se estado nutricional por meio do índice de massa corporal (IMC), dados socioeconômicos e características clínicas do paciente. A avaliação da qualidade de vida foi feita por meio do questionário SF-36, versão brasileira (Ciconelli, 1997), composto por 11 questões e 36 itens que englobam oito domínios. O indivíduo recebeu um escore em cada domínio (de 0 a 100, sendo 0 o pior escore e 100 o melhor), segundo critérios estabelecidos por Ware et al., (2003). Os resultados foram expressos por meio de estatística descritiva (médias, frequências e desvio-padrão) quando apropriado, com auxílio do Software Microsoft® Excel 2007. Resultados: Foram incluídos 41 pacientes, média de idade de 51,93 ± 9,57 anos, sendo 7/41 (17%) acima de 60 anos. Onze pacientes (26,9%) foram classificados como desnutrição grau I, 19/41 (46,3%) com eutrofia, 11/41 (26,9%) com sobrepeso ou obesidade grau I. A renda per capita mensal média foi de R$ 709,95 ± 481,04 e o número médio de habitantes por residência de 3,24 ± 1,82 indivíduos. Em relação à escolaridade, 25/41 (60,9%) eram analfabetos ou tinham fundamental incompleto. O tempo médio de doença foi de 9,53±7,58 anos, sendo 19/41 (46,3%) com diabetes associado. Mais da metade (60,98%) dos pacientes tinham outras doenças associadas. Com relação ao questionário de qualidade de vida: domínios capacidade funcional - média encontrada foi de 70,24 ± 22,77; aspectos físicos - a média foi de 53,05 ± 40,00; dor - 54,63 ± 24,12; estado geral de saúde - 42,37 ± 15,02; vitalidade - 54,63 ± 15,67; aspectos sociais - 66,77 ± 25,71; aspectos emocionais - 51,22 ± 42,23 e saúde mental com média de 56,20 ± 15,70. Conclusão: Os resultados encontrados por meio do questionário SF-36 indicam que os pacientes possuem uma baixa qualidade de vida, principalmente em relação ao domínio estado geral de saúde. Unitermos: álcool, qualidade de vida, pancreatite crônica, SF-36

IP006 - PACIENTES CRÍTICOS INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: É POSSÍVEL ATINGIR SEU APORTE ENERGÉTICO E PROTEICO?

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal
Autores: Costa LKF; Araújo DF; Nascimento MSB; Dantas AS; Sicolo MA.

Objetivos: Avaliar os pacientes críticos internados na Unidade de Terapia Intensiva e prescrever uma dieta especializada e adequada que atenda as necessidades energéticas e nutricionais diárias ao longo da internação e verificar a adequação calórica e proteica da dieta administrada. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo observacional prospectivo dos pacientes admitidos na UTI de um hospital privado que estavam recebendo Terapia Nutricional Enteral exclusiva e Nutrição Parenteral Total por bomba de infusão contínua. Resultados: Foram acompanhados 42 pacientes de ambos os sexos (57 % do sexo masculino e 43% do sexo feminino), com diferentes diagnósticos e durante todo o período de internação na UTI. Observou-se que a média das necessidades prescritas a partir da especificidade do diagnóstico de cada paciente previa atingir uma média calórica de 1604 Kcal ± 190 e proteica de 321 Kcal ± 98 Entretanto o volume infundido da dieta atingiu uma média calórica de 1324 Kcal ± 656 e proteica de 197 Kcal ± 128 correspondendo a uma adequação média de 82% para calorias e 61% para proteínas. Dentre as intercorrências que provocaram a interrupção da administração das dietas, a maioria esteve relacionada com procedimentos de rotina do paciente (banho, fisioterapia, medicação, exames de rotina, mudança de decúbito e transporte do paciente). Conclusão: Os dados desta pesquisa corroboram com a literatura científica uma vez que há uma dificuldade em atingir as metas nutricionais em pacientes críticos. Também vale salientar o trabalho educativo da equipe multiprofissional no empenho em ofertar o volume total da dieta prescrita. Unitermos: pacientes críticos, terapia nutricional, ingestão energética adequada, necessidade protéica.

IP007 - IMPLANTAÇÃO DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA AOS PACIENTES PORTADORES DA SINDROME DO INTESTINO CURTO

Instituição: Divisão de Farmácia do Instituto Central do HCFMUSP, São Paulo
Autores: Miyamoto MFS; Resende SCPO; Marin MLM; Nogueira MA; Pinto VB; Pollara W.

Objetivos: Implantar o programa de atenção farmacêutica, aos pacientes portadores da Síndrome do Intestino Curto (SIC), com baixa adesão ao tratamento medicamentoso. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo e descritivo realizado no período de agosto de 2011 a fevereiro de 2012, com pacientes portadores da Síndrome do Intestino Curto, atendidos pelo Ambulatório Multidisciplinar da Síndrome do Intestino Curto do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Os dados foram coletados de quatro consultas farmacêuticas realizadas utilizando-se como instrumentos, impressos padronizados e validados do Programa de Atenção Farmacêutica da Divisão de Farmácia do Instituto Central. Na primeira consulta foram aplicados os impressos de anamnese farmacêutica, grau de entendimento, além do teste de adesão de Morisk e Green. Na segunda e terceira consulta foram realizadas intervenções farmacêuticas; ministrada a aula "Como tomar seus medicamentos"; aplicado o formulário de anamnese farmacêutica e entregue a tabela de orientação farmacêutica. Na quarta consulta foi avaliado novamente, o grau de entendimento, a adesão à terapêutica e aplicada a... Resultados: Dez pacientes participaram do estudo sendo 60% do sexo masculino, 70% idade acima de 56 anos, 40% ensino fundamental incompleto, 50% inativos pela doença e 50% ostomizados. As comorbidades mais frequentes foram: osteoporose (40%), osteopenia (30%) e nefrolitíase (30%). A média de medicamentos utilizados foi de 12,3 (±3,42), variando de 7 a 20 medicamentos. No total foram realizadas 300 intervenções farmacêuticas, sendo 59 (19,7%) junto à equipe de saúde e 241 (80,3%) junto aos pacientes. Do total de intervenções realizadas, 128 (42,67%) foram relacionadas às interações medicamentosas, sendo 38 fármaco-fármaco, 86 fármaco-alimento e 4 fármaco-álcool. Foi observada que as interações fármaco-alimento estavam relacionadas aos medicamentos carbonato de cálcio, varfarina, sulfato de zinco e alimentos. Foi possível de forma estatisticamente significativa aumentar o nível de adesão ao tratamento (p=0,001), grau de entendimento e redução de sinais e sintomas (p<0,001).Dos pacientes estudados 70% perceberam melhora no seu estado de saúde e 100% consideraram útil a tabela de orientação... Conclusão: Foi possível implantar o programa de atenção farmacêutica, aos pacientes portadores da Síndrome do Intestino Curto, com baixa adesão ao tratamento medicamentoso. O farmacêutico por meio da atenção farmacêutica pode prevenir os problemas relacionados aos medicamentos e possibilitar um tratamento mais seguro e eficaz. Ficou evidenciado que após as consultas farmacêuticas houve maior aderência ao tartamento... Unitermos: síndrome do intestino curto, atenção farmacêutica, adesão ao tratamento.

IP008 - SINAIS CLÍNICOS E PARÂMETROS BIOQUÍMICOS NA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM CÂNCER DO TRATO DIGESTÓRIO NO ESTÁGIO PRÉ-OPERATÓRIO

Instituição: Universidade Federal do Pará, Belém
Autores: Amaral VN; Mota ES; Chen LVRD; Reis FVF; Martens IBG; Santos CH.

Objetivos: Sinais e sintomas clínicos não são específicos para diagnóstico nutricional. Recomenda-se que esse tipo de avaliação seja associado a outros indicadores, entre eles os bioquímicos. O objetivo foi avaliar a correlação entre sinais clínicos e parâmetros bioquímicos de pacientes com câncer do trato digestório internados em um hospital universitário. Materiais e Métodos: Foram avaliados 69 pacientes, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 19 anos admitidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto (Belém - PA), para tratamento cirúrgico de câncer do trato digestório (esôfago, estômago e intestino), no período de Junho 2011 a Fevereiro de 2012. Os sinais clínicos de desnutrição avaliados foram perda de gordura subcutânea e atrofia muscular. Dentre os parâmetros bioquímicos, utilizaram-se as concentrações sanguíneas de albumina e hemoglobina e a contagem de leucócitos e linfócitos. A partir dos valores observados de leucócitos e linfócitos, calculou-se a contagem total de linfócitos. Os dados registrados foram analisados no software BioEstat 5.0 aplicando-se o teste correlação de Spearman (rs) e o Teste Kappa para analisar a concordância entre as variáveis utilizadas. Resultados: Dos 69 pacientes avaliados, 65,22% eram do sexo masculino e 34,78% eram do sexo feminino. Obteve-se significância estatística (p<0,05) nas correlações entre albumina-hemoglobina, albumina-contagem total de linfócitos e hemoglobina-contagem total de linfócitos para ambos os sexos, exceto para hemoglobina-contagem total de linfócitos entre as mulheres. Avaliando-se a concordância entre os sinais clínicos e parâmetros bioquímicos no diagnóstico nutricional dos pacientes oncológicos avaliados, não se observou significância estatística (p>0,05). Conclusão: Conclui-se que houve correlação entre os parâmetros bioquímicos estudados, mas tais variáveis não concordaram com os sinais clínicos no diagnóstico de desnutrição. Unitermos: sinais clínicos, parâmetros bioquímicos, câncer.

IP009 - CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA E ADEQUAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO NO DIAGNÓSTICO DO ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM HIV/AIDS

Instituição: Instituto de Infectologia "Emílio Ribas", São Paulo
Autores: Santos EA; Pereira MM; Camargo RN; Paulo AZ.

Objetivos: A desnutrição é comum no paciente HIV, afetando o sistema imunológico e aumentando a morbidade e mortalidade. A desnutrição deve ser prevenida com metas apoiadas em três bases: avaliação, orientação e intervenção nutricional. O objetivo foi verificar a Circunferência do Braço e da Panturilha em pacientes HIV, eutróficos segundo o IMC e padronizar as medidas como preditor de depleção muscular. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado em hospital de doenças infecciosas e parasitárias, entre setembro de 2010 a janeiro de 2011. A amostra constituiu-se de pacientes adultos, portadores de HIV, eutróficos segundo o IMC (OMS, 1995), sem edema, anasarca, co-infecção ou complicações hepáticas. Na avaliação aferimos as Circunferência do Braço (CB), a Circunferência da Panturilha (CP) e o peso. Para a adequação da CB utilizamos a referência de Frisancho, 1990 e a classificação de Blackburn, 1979. A classificação da CP foi determinada segundo Najas, Yamatto, 2010.
Resultados: Avaliamos 27 pacientes, 9 do gênero feminino e 18 do masculino, com média de idade de 40 anos. Segundo adequação da CB, 7% dos pacientes eram desnutridos graves, 26% moderado, 48% leve e 19% eutróficos. Segundo a CP, 81% tinham circunferência adequada. Todos os pacientes desnutridos grave segundo adequação da CB estavam com CP inadequada. Conclusão: O IMC foi ineficaz no diagnóstico da depleção muscular. A CB e CP são medidas de fácil aplicação e baixo custo, que permitem identificar riscos para o estado nutricional dos pacientes HIV. Unitermos: HIV/AIDS, Índice de Massa Corporal (IMC), circunferência da panturrilha, circunferência do braço.

IP010 - DIETA ENTERAL ARTESANAL ESPECIALIZADA PARA ÚLCERA DE PRESSÃO: UMA PROPOSTA PARA ALTA DE PACIENTES IDOSOS EM HOSPITAIS PÚBLICOS

Instituição: Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH), Belo Horizonte
Autores: Generoso SV; Pimenta APB; Soares CN.

Objetivos: Elaborar uma dieta enteral artesanal, de baixo custo, nutricionalmente adequada, fonte de arginina, w-3, vitamina C, zinco e selênio, para alta de pacientes idosos com úlcera de pressão. Materiais e Métodos: Foram selecionados 16 alimentos, fontes de nutrientes importantes no processo cicatricial utilizando-se tabelas de composição de alimentos. O teorde arginina foi baseado na tabela de conteúdo de aminoácidos dos alimentos da FAO. Após realização dos cálculos e adequação dos valores recomendados, os alimentos foram pesados, higienizados, cozidos (os que requeriam este processo), liquidificados e coados em peneira fina para produção da dieta artesanal que consistiu em três formulações dietéticas: vitamina, sopa e suco. Após o preparo, uma amostra de cada formulação foi submetida à análise de fluidez e estabilidade. Para avaliação da fluidez, as formulações foram colocadas em frascos estéreis à temperatura ambiente e conectadas a equipo ligado à sonda de 12 mm de espessura, possibilitando o escoamento gravitacional. Para análise de estabilidade, as amostras foram armazenadas sob refrigeração por 12 horas. A fase experimental foi conduzida no Laboratório de Técnica Dietética do UNIBH. Resultados: A dieta artesanal elaborada apresentou-se normocalórica (1.801,9 kcal), hiperproteica (20%), normolipídica (30%) e normoglicídica (50%), correspondendo à administração de 1.800 mL de dieta ao dia fracionada em: um suco (152,9 kcal), uma sopa (403 kcal) e quatro formulações de vitamina (311,3 kcal cada). A dieta apresentou adequação acima de 100% das DRIs (Dietary Reference Intakes) para selênio (670,4%), zinco (150,4%) e vitamina C (355%) sem ultrapassar a UL (Upper Intake Levels). Os valores de arginina e w-3 obtidos, 9,1 g (2% do valor energético total) e 2,1 g, respectivamente, encontram-se dentro do recomendado para o tratamento de úlceras de pressão. A dieta apresentou boa fluidez, mas não apresentou boa estabilidade após 12 horas sob refrigeração. O custo diário das preparações propostas foi de R$ 11,00/dia. Conclusão: Foi possível a elaboração de uma dieta enteral artesanal de baixo custo enriquecida com nutrientes de ação potencial na úlcera de pressão. A dieta mostrou-se adequada do ponto de vista nutricional, com boa fluidez, porém, após refrigeração por 12 horas, não apresentou boa estabilidade, devendo, dessa forma, ser ministradas logo após o preparo. Unitermos: úlcera de pressão, idosos, nutrição enteral.

IP011 - ANÁLISE SENSORIAL E NUTRICIONAL DE DIETAS ENTERAIS INDICADAS PARA USO VIA ORAL

Instituição: Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Londrina
Autores: Oliveira AF; Silva MBR; Paroschi TP.

Objetivos: Analisar as características sensoriais e nutricionais de suplementos alimentares completos, indicados para uso via oral e pronto para o consumo. Materiais e Métodos: Foram analisados sete suplementos, sendo cinco para adultos e dois para crianças, comercializados nacionalmente, disponíveis no mercado da cidade de Londrina, PR. Foi realizada análise sensorial por meio dos testes afetivos de aceitação e de escala de intensidade. No teste de aceitação foi usada uma escala hedônica de 7 pontos (1 = desgostei muito, 7 = gostei muito) e na escala de intensidade uma escala numérica (1 = muito fraca, 5 = muito forte), analisando os seguintes atributos: cor, aroma, sabor, doçura e gosto residual metálico. Os suplementos foram codificados em letras, a fim de preservar as marcas. O sabor usado como padrão para todos os suplementos foi o de baunilha. A equipe foi composta por 53 provadores não treinados. As médias dos resultados foram comparadas estatisticamente entre si por meio do Teste de Tukey. A análise das informações nutricionais foi realizada conferindo os dados informados na rotulagem dos produtos para cada 100 ml e comparando-os entre si. Resultados: Os valores da aceitação global variaram entre 2,7a 4,7notas consideradas baixas. Apenas a marca G apresentou boa aceitação: 5,6 ±1,1. Todas as amostras diferiram entre si (p<0,05). O índice de aceitabilidade das marcas A, B, C, D, E, F e G foram, respectivamente, 70%, 46%, 67%, 60%, 57%, 39% e 80%, demonstrando uma aceitabilidade razoável da maioria, já que este valor deve ser acima de 70%. Quanto à análise dos atributos cor, aroma, sabor e doçura, observou-se que as médias variaram entre 2 (fraco) e 3 (regular). O conjunto dessas características deveria ser mais intenso, uma vez que pacientes debilitados consumam ter seu paladar reduzido. Observou-sebaixa concentração de micronutrientes, principalmente de vitaminas A, C e D e minerais zinco, ferro e selênio, já que cada 100mL do produto fornece menos de 10% das recomendações diárias para indivíduos sadios de 19 a 70 anos. Este dado é relevante se considerarmos o aumento das necessidades nutricionais de indivíduos debilitados e sua baixa ingestão alimentar. Os suplementos para criança apresentaram melhor aceitabilidade. Conclusão: Os suplementos nutricionais avaliados tiveram aceitação razoável, baixa intensidade em suas características sensoriais e baixa concentração de micronutrientes. É necessário maior investimento da indústria alimentícia no intuito de melhorar as características sensoriais e nutricionais destes produtos, para melhorar sua aceitação. Unitermos: análise nutricional de alimentos, análise sensorial, suplemento alimentar.

IP012 - AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS

Instituição: UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga, Votuporanga
Autores: Liébana LW; Gleriani BP; Marin FA.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de pacientes internados no Sistema Único de Saúde (SUS) e realizar acompanhamento e intervenção nutricional durante a hospitalização. Materiais e Métodos: Foram incluídos os pacientes internados para tratamento clínico durante o período de 2 meses, com idade superior a 18 anos, ambos os sexos, em uso de alimentação oral exclusiva, sem terapia nutricional (TN) na admissão. Aplicou-se a avaliação nutricional subjetiva global (ANSG) e coletou-se: circunferência do braço (CB), prega cutânea tricipital (PCT), hemoglobina (Hb), hematócrito (Ht), contagem total de linfócitos (CTL) e recordatório de 24 horas (R24), até 72 horas após a internação. O R24 foi repetido a cada 5 dias, a fim de monitorar a ingestão alimentar, para readaptação da dieta oral e indicação de TN, no entanto, o acompanhamento da aceitação dietética foi diário. Considerou-se a dieta oral suficiente quando a adequação energética (AE) foi igual ou superior a 80% (AE ≥ 80%), sendo as necessidades energéticas estimadas conforme a ASPEN (1998, 2001). As medidas antropométricas foram comparadas com Frisancho (1990) e classificadas pela Organização Mundial de Saúde (1995). Resultados: Foram avaliados 88 pacientes, 61,4% do sexo masculino e 38,6% do feminino, com idade média de 59 anos (18 e 92), sendo 47,7% idosos. As doenças apresentadas foram, cardiovasculares (23,9%), renais (13,6%), respiratórias (11,4%), neurológicas (10,2%), gastroenterológicas (8%), entre outras (32,9%). O tempo médio de internação foi de 7 ± 4 dias. Segundo ANSG, 81,8% dos pacientes eram desnutridos, 69,3% desnutridos moderados e 12,5% graves e, em relação à antropometria, 19,3% apresentavam depleção grave na CB, 13,6% na CMB e 5,7% na PCT. Quanto aos exames, presentes em 51 pacientes, observou-se depleção de Hb e Ht em 43,1%, e de CTL em 76,1%. A AE média na admissão foi 64%, verificando-se que apenas 32% dos pacientes tinham AE ≥ 80%, portanto 68% teve indicação de intervenção nutricional, que compreendeu modificações pertinentes na dieta oral isolas (27,7%) e associadas ao uso de suplementação (34%), e uso de suplementos hipercalóricos e hiperproteicos (38,3%). Na alta, a AE média, realizada em 42 pacientes, foi de 88%, observando-se aumento na ingestão alimentar em 78,5% dos pacientes. Conclusão: Verificou-se na internação alta prevalência de desnutrição pela ANSG, alto percentual de depleção na CTL, porém a antropometria mostrou menores percentuais. A AE foi consideravelmente superior na alta, que pode ser atribuído ao acompanhamento nutricional, evidenciando a necessidade de monitoramento, principalmente da ingestão dietética, e intervenção nutricional em pacientes hospitalizados. Unitermos: avaliação nutricional, desnutrição, hospitalização, adequação energética, intervenção nutricional.

IP013 - O IMPACTO DO TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO SOBRE O ESTADO NUTRICIONAL E QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE ONCOLÓGICO

Instituição: Hospital Ophir Loyola, Belém
Autores: Miranda TV; Neves FMG; Costa GNR; Souza MAM; Aires CN; Silva SCM.

Objetivos: Avaliar o impacto do tratamento quimioterápico sobre o estado nutricional e qualidade de vida de pacientes oncológicos em tratamento em um hospital de referência na cidade de Belém - PA. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, observacional, realizado no período de outubro a novembro de 2011, em um hospital de referencia em oncologia, no estado do Pará. Foi realizada avaliação nutricional antropométrica, por meio do peso e altura, para posterior classificação pelo índice de massa corporal, circunferência do braço, circunferência muscular do braço e prega cutânea triciptal e foi calculado o percentual de perda de peso. Para avaliação da qualidade de vida foi utilizado o questionário QLQ-C30 (Quality of Life Questionnaire), validado pela Organização Europeia de Pesquisa e Tratamento do Câncer. Resultados: Foram avaliados 60 pacientes, sendo 68,3% do sexo feminino, idade média de 52,7 anos (± 14,6). No diagnóstico, verificou-se maior frequência de neoplasia ginecológica (28,3%), mama (18,3%) e trato gastrointestinal (16,7%). Por meio do IMC, 50% dos pacientes estavam eutróficos, pelo CB, PCT e CMB, 45,0%, 41,%5 e 40% respectivamente, foram identificados com presença de desnutrição; em relação à alteração de peso nos últimos seis meses, observou-se que 26,7% dos pacientes apresentaram perda grave. Na avaliação da qualidade de vida, verificou-se escore geral de 11,40 (±2,94), demonstrando baixa qualidade de vida, uma vez que, quanto mais próximo de 100, significaria melhor qualidade de vida e quanto mais próximo de 0, o inverso. Ao analisar os escores de acordo com o tipo de câncer verificou-se menor escore para os portadores de neoplasia de cabeça e pescoço, 8,90 (±3,03) e maior escore para os pacientes com neoplasia de mama, sendo 12,60 (±1,42), porém, ainda assim, os escores foram baixos. Não foram verificadas associações estatisticamente significantes entre as variáveis. Conclusão: Verificou-se que o tratamento quimioterápico exerceu um impacto negativo sobre o estado nutricional e qualidade de vida dos pacientes, revelado pela alta prevalência de desnutrição nos parâmetros analisados e pelos baixos escores de qualidade de vida, demonstrando a necessidade de acompanhamento e intervenção nutricional nesta fase. Unitermos: quimioterapia, estado nutricional, qualidade de vida.

IP014 - ESTADO NUTRICIONAL NA ADMISSÃO E NA ALTA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES INTERNADOS EM HOSPITAL DE INFECTOLOGIA

Instituição: Instituto de Infectologia Emilio Ribas, São Paulo
Autores: Facin BV; Paulo AZ; Camargo RN; Yurki AM.

Objetivos: A avaliação do estado nutricional (EN) de crianças e adolescentes possibilita uma intervenção precoce, sendo a antropometria a ferramenta mais utilizada. A desnutrição pode causar retardo do crescimento e aumento da suscetibilidade às infecções. Sendo assim, o objetivo do trabalho foi avaliar o estado nutricional de crianças, por ocasião da admissão e da alta hospitalar. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de caráter transversal retrospectivo, realizado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER-SP), através do levantamento das fichas de avaliação nutricional dos pacientes acompanhados na enfermaria pediátrica no período de setembro de 2011 a março de 2012. Aferiram-se variáveis antropométricas como peso, estatura e circunferência braquial na admissão. Para determinar o EN utilizou-se como padrão de referência o índice de massa corporal (IMC), de acordo com as faixas etárias, seguindo os critérios e classificação da OMS 2006 e 2007, e a CB, utilizando-se como padrão de referências a tabela de Frisancho (1990) e a classificação de OMS 2007. Quanto à evolução do estado ponderal, foi considerada a diferença entre peso da alta e o da admissão, para determinar ganho ou perda ponderal durante a hospitalização. Os valores obtidos foram transcritos para uma tabela elaborada no software Excel® 2007. Dessa forma, foram feitas as análises percentuais dos dados encontrados. Resultados: A amostra foi constituída de 121 pacientes, sendo 52% do gênero masculino e 48% do gênero feminino, com média de idade de 9 anos e 3 meses, sendo que 48% tinham mais de 10 anos. O tempo médio de internação foi de 11 dias. Na admissão, segundo o IMC, 66% dos pacientes apresentavam-se eutróficos, 14% com magreza acentuada e 13% com sobrepeso. A avaliação da CB apresentou número de eutróficos bem parecido com a avaliação do IMC, ou seja, 64,5%, entretanto, 24% já apresentavam déficit energético. Dos 121 pacientes avaliados, 34% apresentaram perda ponderal, 27% ganho e 39% permaneceram com peso inalterado durante a hospitalização. Não observamos alteração na média de tempo de internação do grupo de pacientes que apresentaram perda ponderal. Ao final do período de hospitalização, segundo o IMC, 2,5% das crianças admitidas como eutróficas, passaram a apresentar magreza e 2,5% das crianças admitidas com sobrepeso passou a eutrofia, o restante dos pacientes permaneceram com seu estado nutricional inalterado. O estado nutricional, segundo a CB, ficou inalterado após a alta hospitalar. Conclusão: Os resultados mostram a importância da caracterização do estado nutricional de crianças e adolescentes na admissão, assim como o acompanhamento dos mesmos, possibilitando a intervenção nutricional precoce, evitando alterações no estado nutricional que possam comprometer a evolução clínica do paciente durante a hospitalização. Unitermos: crianças, adolescentes, estado nutricional, avaliação nutricional, hospitalização.

IP015 - ANÁLISE DA ESTIMATIVA DO TEMPO GASTO PARA ATINGIR AS METAS CALÓRICAS DE PACIENTES CRÍTICOS EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: NUTREX, Rio de Janeiro
Autores: Fernandes JFR; Széliga A; Santos MMO; Couto BP; Cardoso NS; Mattos JP.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi estimar o tempo necessário para atingir as recomendações calóricas de pacientes críticos em nutrição enteral (NE), identificar as principais complicações que impedem o alcance das metas calóricas no tempo ideal e correlacionar o tempo estimado para o alcance destas com a evolução do paciente. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo com dados de 76 pacientes internados em unidades de terapia intensiva por pelo menos 7 dias, em uso de NE acompanhados por uma equipe multidisciplinar de terapia nutricional no período de Julho a Dezembro de 2011, com idade = 75,18 ± 14,25 anos Foram excluídos pacientes fora de possibilidade terapêutica. O tempo utilizado como meta para o aporte pleno foi de até 3 dias. Sexo, idade, tempo para atingir as metas calóricas, complicações e tempo de internação foram obtidos dos prontuários. As necessidades energéticas foram estimadas utilizando-se a relação Kcal/kg de peso estimado, de acordo com as recomendações de ESPEN 2006, sendo a estatura estimada pela fórmula de Chumlea (1995) e o peso estimado pelo IMC (WHO, 2000). As dietas enterais utilizadas foram do laboratório Freseniusâ. Foi utilizado o pacote estatístico SPSS 17.0 com nível de significância p < 0,05. Resultados: A indicação de NE mais frequente foi a insuficiência respiratória aguda com intubação orotraqueal (36,8%), seguido pela queda do nível de consciência (32,9%) e da disfagia (14,5%). A média de dias para atingir o aporte calórico pleno estimado foi de 3,08 ± 2,01 dias. 80,3% dos pacientes atingiram as metas calóricas em até 3 dias. As principais complicações que dificultaram a progessão da NE foram: regurgitação (33,3%), desposicionamento de sonda enteral (13,3%) e distensão abdominal (13,3%). Ao comparar os pacientes que atingiram as metas calóricas em menos de 3 dias, com aqueles que não foram capazes de atingir o aporte calórico pleno em até 3 dias, foi observado: maior tempo de internação hospitalar (40,87 ± 32,46 vs. 23,21 ± 15,59 dias, com p=0,05), menores proporções de alta hospitalar (13,3% vs. 18%) e evolução para a via oral (26,7% vs. 32,8%), e maiores proporções de óbitos (53,3% vs. 47,5%), porém sem significância estatística para os pacientes que não atingiram as recomendações calóricas em até 3 dias. Conclusão: O tempo médio para atingir o aporte calórico pleno foi satisfatório. Uma evolução de NE mais lenta pode estar associada com maior tempo de permanência hospitalar. Unitermos: nutrição enteral, aporte calórico.

IP016 - IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM PAIS DE CRIANÇAS CARDIOPATAS

Instituição: Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre
Autores: Borges CF; Busnello FM; Pellanda LC.

Objetivos: Identificar fatores de risco cardiovasculares em pais ou cuidadores de crianças cardiopatas, através da avaliação do estado nutricional, condições de saúde e estilo de vida. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com amostra constituída por 155 pais ou cuidadores de crianças cardiopatas que frequentavam um ambulatório de cardiologia pediátrica. Dados de identificação, estilo de vida e condições de saúde foram coletados através de questionário um estruturado. Para análise dos hábitos alimentares utilizou-se um questionário de frequência alimentar e para avaliação do estado nutricional foram realizadas aferições de peso, estatura e circunferência da cintura, com posterior cálculo e classificação do índice de massa corporal (IMC). Resultados: Foram avaliados 155 pais/cuidadores de crianças cardiopatas, predominantemente do sexo feminino, 91,6%, a média de idade foi 35,0 ± 10,6 anos. Os fatores de risco observados em maior prevalência foram sedentarismo (85,2%), obesidade (28%) e hipertensão (22,6%). Em relação aos hábitos alimentares foi identificada elevada frequência de consumo de carne vermelha, margarina, azeite, açúcar e baixa frequência de consumo de peixes. A comparação entre os gêneros apresentou diferença significativa em relação à obesidade, detectada pelo IMC, e hipertensão, e ambas foram mais presentes entre mulheres. A medida da circunferência da cintura também evidenciou maior risco cardiovascular nas mulheres. Conclusão: Foram identificados fatores de risco para doenças cardiovasculares nos pais/cuidadores avaliados, como excesso de peso, sedentarismo e hipertensão, além de hábitos alimentares inadequados como elevada frequência de consumo de gorduras saturadas e colesterol e baixa frequência de consumo de gorduras insaturadas. Unitermos: doenças cardiovasculares, fatores de risco, estado nutricional.

IP017 - ACOMPANHAMENTO DO ESTADO NUTRICIONAL DE JOVENS EM HEMODIÁLISE

Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto
Autores: Bertonsello VR; Maniglia FP; Santos RMA; Costa JAC.

Objetivos: O comprometimento pôndero-estatural e nutricional em jovens com Doença Renal Crônica (DRC) em Terapia Renal Substitutiva (TRS) é frequente e possui etiologia multifatorial. O objetivo do trabalho é descrever os fatores clínicos e nutricionais do acompanhamento de crianças e adolescentes em hemodiálise no HCFMRP-USP. Materiais e Métodos: A população do estudo foi composta por 14 pacientes, de idade média de 13,07 ± 3,87 anos, sendo 78,6% representados pelo sexo masculino. As avaliações nutricionais foram realizadas em dois períodos, para verificar possíveis alterações no estado nutricional decorrentes da terapia dialítica. Para a caracterização da população foram coletados: idade, sexo, tempo de terapia dialítica e exames laboratoriais. O diagnóstico antropométrico foi realizado por meio da análise de dados de peso corporal (kg), estatura (m) e Índice de Massa Corporal (IMC). A descrição dos dados foi realizada com auxílio do software SPSS 15.0. Resultados: A mediana de tempo de hemodiálise na primeira e segunda avaliação nutricional correspondeu a 3,5 e 14,5 meses, respectivamente. A comparação das avaliações indicou redução das porcentagens de adequação de peso/estatura, estatura/idade, IMC/idade, circunferência do braço e muscular do braço; no entanto, as medidas antropométricas que evidenciaram menores valores de adequação foram referentes à reserva de gordura corporal (prega cutânea triciptal e prega cutânea subescapular). Todos os pacientes apresentaram valores maiores de albumina na segunda avaliação nutricional, enquanto que 28,6% apresentaram declínio dos valores de proteínas totais e 78,6% na concentração sérica de colesterol. Conclusão: O presente estudo demonstrou que o tempo de terapia dialítica influencia negativamente no estado nutricional de jovens em hemodiálise o que corrobora com dados da literatura, apesar de não justificar o comprometimento do crescimento e desenvolvimento encontrado nesses indivíduos. Devido à complexidade da DRC, é necessário acompanhamento nutricional que associe dados subjetivos e objetivos. Unitermos: estado nutricional, hemodiálise, jovens.

IP018 - ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES IDOSOS DE UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIA E AS ALTERAÇÕES PONDERAIS

Instituição: Instituto de Infectologia Emilio Ribas, São Paulo
Autores: Paulo AZ; Camargo RN; Pereira MM; Striani MS; Iurky AM.

Objetivos: A má nutrição entre os idosos repercute no declínio da capacidade funcional e implica no risco e prognóstico de doenças infecciosas. Nosso estudo teve como objetivo a caracterização do estado nutricional e avaliação das alterações ponderais durante a internação. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo baseado nas fichas de avaliação nutricional de pacientes idosos (>60anos) em hospital referência em doenças infecciosas entre Janeiro a Julho de 2011. O estado nutricional foi determinado na admissão, utilizando-se a classificação do Índice de Massa Corpórea para idosos (MS, 2004). Para análise das alterações ponderais coletamos o peso na admissão e antes da alta. Resultados: Foram analisadas fichas de 50 pacientes com idade média de 67 anos, sendo 66% do gênero masculino e 34% do feminino. Na admissão 38% encontravam-se eutróficos, 18% com sobrepeso e 44% apresentavam baixo peso. Quanto às alterações de peso, 34% perderam em média 4 kg, 14% ganharam em média 3,2kg e 52% mantiveram o peso. A caracterização do estado nutricional pode diagnosticar riscos como subnutrição e obesidade, sendo importante ferramenta para intervenção precoce da terapia nutricional, minimizando a perda ponderal e o tempo de hospitalização. Conclusão: O estado nutricional observado na admissão e a perda ponderal na internação confirmam o comprometimento devido à infecção e a imunossenescência, demonstrando a importância da identificação precoce dos fatores de risco e da instituição de terapia nutricional efetiva. Unitermos: doença infecciosa, idoso, estado nutricional.

IP019 - ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES DE UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS E AS ALTERAÇÕES PONDERAIS DURANTE A INTERNAÇÃO

Instituição: Instituto de Infectologia Emílio Ribas, São Paulo
Autores: Paulo AZ; Camargo RN; Guimarães PG; Moiron JP; Barcha MK.

Objetivos:O estado nutricional é modulador da resposta imune, sendo fator determinante do risco e prognóstico de doenças infecciosas. O objetivo do trabalho foi avaliar o estado nutricional e alterações ponderais de pacientes com doenças infecciosas. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo baseado nos dados das fichas de avaliação nutricional de pacientes adultos internados em hospital referência em doenças infecciosas, entre Janeiro a Julho de 2011. O estado nutricional foi determinado na admissão dos pacientes, segundo classificação do IMC, segundo Sobotka, 2009. Para análise das alterações ponderais coletamos o peso na admissão e antes da alta. Resultados: Foram analisadas fichas de 505 pacientes com idade média de 41,7 anos, sendo 64% do gênero masculino e 36% feminino. Na admissão 26% dos pacientes encontravam-se subnutridos e 16% com possível sunbnutrição. Com relação às alterações de peso, 366 fichas apresentavam registro de peso antes da alta, onde 43% perderam em média 5 kg, 34% ganharam em média 4,2 kg e 23% mantiveram o peso. Indivíduos acometidos por doenças infecciosas apresentam hipermetabolismo e necessidades nutricionais aumentadas, que variam de 20 a 60%, impactando no estado nutricional e na perda de peso. Conclusão: O estado nutricional observado na admissão e a perda ponderal durante a internação, confirmam o comprometimento devido à infecção e demonstram a importância na identificação precoce dos fatores de risco e da instituição de terapia nutricional efetiva. Unitermos: doença infecciosa, estado nutricional, IMC, alterações ponderais.

IP020 - AVERSÃO ALIMENTAR ADQUIRIDA DURANTE TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO

Instituição: UOPECCAN, Cascavel
Autores: Eckert RG; Silva JMP; Bohn L; Alves GA.

Objetivos: O câncer é uma doença de causa multifatorial e, uma das terapias utilizadas para o seu tratamento é a quimioterapia. Esta atua de forma sistêmica e, por esse motivo, os pacientes apresentam efeitos adversos diversos. Diante do mencionado, o objetivo deste trabalho foi avaliar as aversões alimentares adquiridas durante o tratamento quimioterápico em pacientes da Uopeccan. Materiais e Métodos: Foram inclusos na pesquisa indivíduos adultos que estavam em protocolo quimioterápico no primeiro trimestre de 2012. Para avaliação das aversões alimentares adquiridas, utilizou-se o questionário de frequência alimentar (antes de iniciar a QT e após o início da QT). Resultados: A amostra analisada foi composta de 51 pacientes, com predominância do gênero feminino (64,7%) e idade média de 46,6±2,4 anos. Com relação ao diagnóstico a predominância foi de 52,9% de pacientes com Ca de mama e 11,8% de pacientes com Ca no trato gastrointestinal (estômago e intestino). Outros diagnósticos observados foram Ca de pulmão, Ca de cólon uterino, Ca de cabeça e pescoço, leucemia e linfomas. Com relação a aversão alimentar adquirida durante o tratamento quimioterápico, verificou-se que apenas 16,6% da amostra masculina apresentou esta queixa e, a aversão adquirida foi relacionada a leite, carne de frango e preparações doces. Em contrapartida, na amostra feminina 57,6% das pacientes relataram alguma espécie de aversão alimentar. Os alimentos relatados com maior frequência neste grupo foram a carne de frango, carne de gado, arroz e feijão. Uma pequena amostra (5,7%) relatou aversão a frutas e saladas. Conclusão: O tratamento quimioterápico altera o hábito alimentar habitual dos pacientes e, por isso, os mesmos necessitam de acompanhamento nutricional contínuo, de forma que as aversões alimentares sejam detectadas precocemente e, alimentos substitutos possam ser oferecidos, com intuito de evitar carências nutricionais. Unitermos: quimioterapia, hábito alimentar, aversão alimentar.

IP021 - AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL DE DIETAS OFERECIDAS NO HOSPITAL DO CÂNCER DE CASCAVEL - UOPECCAN

Instituição: UOPECCAN, Cascavel
Autores: Eckert RG; Silva JMP; Bohn LN.

Objetivos: O paciente oncológico tem necessidades nutricionais elevadas em virtude de sua doença de base e do tratamento antineoplásico a que é submetido. Assim sendo, o objetivo deste trabalho foi avaliar a composição nutricional das dietas oferecidas aos pacientes internados na Uopeccan. Materiais e Métodos: Foram selecionadas as preparações oferecidas aos pacientes durante sete dias em seis refeições diárias (café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde e ceia). As preparações foram pesadas e a composição nutricional calculada no sistema Tasy®. Resultados: Foram avaliadas as preparações oferecidas nas diferentes dietas de acordo com sua consistência (dieta líquida, dieta leve, dieta pastosa, dieta branda e dieta livre). A dieta líquida oferece em média 940 ± 56 kcal e 30,4 ± 6,1 g de proteína; a dieta leve contém 1140 ± 80 kcal e 39,6 ± 5,7 g de proteína; a dieta pastosa oferece 1.457,1 ± 56,5 kcal e 46 ± 8,9 g de proteína; a dieta branda contém 1.602 ± 87,9 kcal e 59,4 ± 4,7 g de proteína e a dieta livre oferece 1.785 ± 92 kcal e 65,4 ± 9,4 g de proteína. Na rotina desta instituição observa-se que os pacientes em uso de dieta pastosa, branda e livre recebem oferta calórica e proteica adequada a seu peso atual, sendo que apenas os pacientes com dieta leve e líquida (dietas de transição) ficam com déficit alimentar. As demais dietas conseguem manter oferta calórica e proteica adequada devido ao uso de suplementos industrializados e artesanais (leite em pó, leite condensado, creme de leite, sorvete, amido de milho e ovos). Conclusão: As dietas líquida e leve não oferecem aporte calórico e proteico adequado aos pacientes, porém, deve-se considerar que estas são dietas de transição e, geralmente consumidas em curto período de tempo. As demais dietas (pastosa, branda e livre) atendem as recomendações energéticas e proteicas dos pacientes internados. Unitermos: composição nutricional, dietas hospitalares, oferta calórico-proteica.

IP022 - PROTOCOLO PARA AUDITORIA DE PACIENTES EM USO DE NUTRIÇÃO ENTERAL E PARENTERAL NO HOSPITAL DO CÂNCER DE CASCAVEL - UOPECCAN

Instituição: UOPECCAN, Cascavel
Autores: Bohn LN; Alves GA; Rangel VCS; Frizon F; Becker D; Beal R.

Objetivos: O objetivo deste trabalho foi apresentar o protocolo utilizado para auditoria de pacientes em uso de TNE e TNP na Uopeccan. Materiais e Métodos: Para auditoria de pacientes em uso de TNE e TNP os profissionais designados pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional consultam o prontuário destes pacientes, além da prescrição diária e visita in locu ao leito. Resultados: A EMTN da Uopeccan elegeu dois enfermeiros e quatro farmacêuticos da equipe para realizar as auditorias em pacientes utilizando nutrição enteral e/ou parenteral. Os farmacêuticos auditam apenas pacientes em uso de TNP enquanto os enfermeiros realizam auditoria em pacientes com TNE e TNP. Os farmacêuticos realizam diariamente visita in locu aos pacientes em uso de nutrição parenteral e, verificam se a formulação da dieta prescrita coincide com a formulação da bolsa sendo administrada. Além disso, verificam se o paciente apresenta alguma queixa de intolerância a dieta prescrita. Os enfermeiros avaliam os seguintes itens no momento da auditoria: a) dados coletados na prescrição diária: dieta prescrita, volume e intervalo para administração, checagem da administração de NE e da instalação de NP; interrupção da dieta e motivo; b) dados coletados com o paciente: queixa de intolerância a dieta e volume prescrito. Após a auditoria, os profissionais fazem contato com o enfermeiro responsável ou com a nutricionista para informar os itens não conforme auditados. Conclusão: Após a implantação dos protocolos para auditoria de pacientes em uso de nutrição enteral e parenteral, observou-se que a resolução de itens não conformes detectados ou efeitos colaterais a terapia nutricional, são solucionados com mais agilidade, a partir do contato dos auditores. Unitermos: nutrição enteral, nutrição parenteral, auditoria.

IP023 - SUPORTE NUTRICIONAL ENTERAL E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO EM TRATAMENTO CLÍNICO

Instituição: Hospital AC Camargo, São Paulo
Autores: Sampaio AP; Santiago RA; Lima Verde SMM; Vartanian JG.

Objetivos: Descrever o perfil nutricional de pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento clínico e sua relação com o suporte nutricional enteral. Materiais e Métodos: Estudo observacional, transversal e documental onde foram investigados 189 pacientes com câncer de cabeça e pescoço atendidos no Hospital AC Camargo, no período de Janeiro de 2000 à Dezembro de 2009. Foram investigadas as variáveis: peso antes e após o tratamento antineoplásico e tipo de suporte nutricional. Resultados: O maior percentual dos pacientes (83,1%; n=162) era do sexo masculino, com idade média de 58,3 (10,7). Entre os avaliados, 91,9% (n=149) apresentaram perda de peso durante o tratamento (p=0,03). Desses, 40,3% (n=60) tiveram perda maior do que 10% do seu peso inicial, indicando perda de peso grave, sendo que 86,7% (n=52) realizaram quimioterapia associada à radioterapia. Com relação ao diagnóstico nutricional, houve redução do IMC após o tratamento (p=0.031) e o percentual de pacientes desnutridos aumentou de 5,6% (n=11), antes do tratamento, para 12,8% (n=25) após a terapia antineoplásica. Entre os pacientes que reduziram mais de 10% do peso, 45% (n=27) não fizeram uso de suporte durante o tratamento. Do total de pacientes que fez uso de algum tipo de suporte nutricional, 36,7% (n=22) utilizaram sonda nasogástrica (SNE), 16,7% (n=10) gastrostomia percutânea endoscópica (PEG) e 1,7% (n=1) utilizaram os dois tipos de suporte (SNE e PEG). O suporte nutricional foi iniciado antes do tratamento em apenas 26,7% (n=16) dos indivíduos. Conclusão: O estado nutricional pode ser alterado por diversos fatores dentre eles estão o tipo de tratamento utilizado, presença de metástase e utilização de suporte nutricional. Desse modo, a indicação de terapia nutricional enteral e o acompanhamento nutricional desses pacientes são necessários a fim de prevenir ou minimizar os possíveis efeitos e complicações causados pelo tratamento antineoplásico. Unitermos: neoplasia de cabeça e pescoço, estado nutricional, quimioterapia, radioterapia e suporte nutricional

IP024 - PERFIL DOS PACIENTES QUE RECEBERAM ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO ANO DE 2011

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande
Autores: Arruda ECF; Rosa TCA; Arakaki DG; Rodrigues AS; Raslan M.

Objetivos: Caracterizar o perfil dos pacientes admitidos no ano de 2011 no Núcleo de Hospital Universitário (NHU) pelas nutricionistas da residência multiprofissional e descrever seu desfecho clínico durante a hospitalização. Materiais e Métodos: Realizou-se estudo transversal retrospectivo, com levantamento de dados contidos nas fichas de anamnese clínica dos pacientes admitidos entre fevereiro e dezembro de 2011. Os dados foram analisados em planilha Excel® 2007. As variáveis avaliadas foram sexo, idade, diagnóstico, co-morbidades, dieta ofertada, desfecho clínico e clínica de procedência. Foram excluídas as fichas com dados incompletos. Resultados: De 236 pacientes atendidos, 192 foram incluídos no estudo, sendo 57,3% (n=110) do sexo masculino e 42,7% (n=82) do sexo feminino. Destes, 58,9% (n=113) tinham> 18 e < 65 anos e 41,1% (n=79) tinham > 65 anos. As doenças de base mais prevalentes foram afecções de trato gastrointestinal (25,5%), pneumonia (14,1%) e câncer (12,0%). As principais co-morbidades foram hipertensão arterial (33,3%), diabetes Mellitus (18,2%) e acidente vascular encefálico (6,8%). Quanto ao setor de atendimento, 45,8% (n=88) eram provenientes da clínica médica, 36,5% (n=70) da clínica cirúrgica I, 11,5% (n=22) do setor de doenças infectoparasitárias e 6,2% (n=12), do pronto atendimento médico. Em relação à dieta, 25,0% (n=48) receberam terapia nutricional via sonda, 2,6% (n=5) nutrição parenteral, 33,9% (n=65) alimentaram-se por via oral, 35,4% (n=68) receberam mais de uma via de nutrição e 3,1% (n=6) permaneceram em dieta zero. Quanto ao desfecho da internação, 29,7% (n=57) evoluíram a óbito, 63,6% (n=122) receberam alta hospitalar, 5,7% (n=11) foram transferidos para outras clínicas e 1,0% (n=2) evadiram. Conclusão: A maioria dos pacientes atendidos era do sexo masculino, com idade inferior a 65 anos, encontrava-se na clínica médica e recebeu alimentação por mais de uma via. As afecções de trato gastrointestinal foram as principais doenças de base e a co-morbidade mais encontrada foi a hipertensão arterial. Em relação ao desfecho clínico, a maioria dos pacientes recebeu alta hospitalar. Unitermos: perfil de saúde, evolução clínica, dieta, diagnóstico.

IP025 - ANÁLISE DA MOTILIDADE INTESTINAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS DO PROGRAMA DE CUIDADOS PALIATIVOS DE UM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE TERESINA - PIAUI

Instituição: Faculdade Santo Agostinho, Teresina
Autores: SÁ OM; Santos AFL; Lopes LASN; Santos MBS; Nogueira AP; Carneiro RM.

Objetivos: Este estudo tem como objetivo avaliar a motilidade intestinal de pacientes em uso de opioide s com câncer. Estes usam inúmeros medicamentos para aliviar a dor, incluindo opioides que são eficazes na dor aguda e crônica. Materiais e Métodos: Foram avaliados 11 pacientes por meio de protocolo tecnico no periodo de agosto a setembro de 2011 nos seguintes parametros: sexo, diagnóstico clinico, avaliação da motilidade intestinal, medicações e questionario de frequencia alimentar. Resultados: Em relaçao ao sexo, dos 11 pacientes avalaidos, 7 (63,6%) eram do sexo masculino, a média de idade do grupo foi de 48,14 ± 17,8 anos com o mínimo de 22 e máximo de 72, prevalencia de adultos (54,6%). Quanto ao diagnóstico clinico, o cancer de pulmão maior frequencia (36,4%). Dos opioides utilizados, a morfina foi a de maior prevalencia (81,8%). Em relação às alterações gastrointestinais, as principais queixas são náuseas (27,3%), vômito (27,3%), iritação gastrintestinal (9,1%) e outros (18,2%) e constipação intestinal (100%). Em relação ao consumo alimentar, foi observado baixo consumo de frutas e verduras, tanto na qualidade como na qualidade e variedade. Houve significância estatística em relação a consistencia das fezes e o sexo masculino (p=0,044). Os resultados demonstraram a alta frequencia de constipação intestinal secundária ao uso de morfina. Conclusão: O estudo permitiu alertar sobre a necessidade do tratamento multiprofissional com atenção ao hábito intestinal, orientação da dieta, prescrição de laxantes a fim de proporcionar aos pacientes com cancer que usam morfina uma melhor qualidade de vida. Unitermos: paliativo, opioide, cancer, dor, constipação intestinal, qualidade de vida, alimentação.

IP026 - PERFIL NUTRICIONAL, SOCIODEMOGRÁFICO E CLÍNICO DE PACIENTES PORTADORES DE ÚLCERA POR PRESSÃO INTERNADOS NO HOSPITAL CRISTIANO MACHADO, FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, EM SABARÁ, MINAS GERAIS

Instituição: FHEMIG - Hospital Cristiano Machado, Sabará
Autores: Andrade VF; Liberato EG.

Objetivos: Verificar o perfil nutricional (PN), sociodemográfico (SD) e clínico (CL) dos pacientes internados no Hospital Cristiano Machado (HCM) que são portadores de úlcera por pressão (UP). Materiais e Métodos: Foram coletados dados- PN, SD e CL-entre janeiro a maio de 2010. Houve aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa da FHEMIG e autorização através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram incluídos todos os pacientes adultos portadores de UP e excluídos os pacientes cujos familiares não assinaram o TCLE. Utilizou-se o Epiinfo para análise estatística e tabelas de frequência, média e desvio-padrão e comparações com qui-quadrado e teste-t de student, ANOVA ou Mann-Whitney de acordo com a característica das variáveis. Foi considerado nível de significância de 5%. Resultados: Dos 44 pacientes internados, 68,1% apresentaram UP e, destes, 60% (N=18) foram coletados dados. Tamanho da amostra significativo (pvalor e Fischer). 72,2% eram do sexo masculino. 33,3%possuiam faixa etária entre 31 a 40 anos. A média de idade de 45,2 anos. Média de dias de internação foi 205 dias e 61% dos pacientes possuiam até 6 meses de internação. Significância estatística (ANOVA) entre a correlação de tempo de internação (dias) e diagnóstico através da circunferência braquial (CB). O nº total de UP foi 62, média por paciente foi 3,4 UPs, mínimo 01 UP e máximo, 09. Não houve significância estatística entre nº total de UP e diagnóstico nutricional segundo CB e IMC. As UPs de maior frequencia localizaram na região sacral (27,3%) e trocantérica (25,7%). Segundo a Escala de Braden (EB), cerca de 41,8% apresentaram UPs grau IV. Os pacientes desnutridos, segundo o IMC e CB, foram encontrados, respectivamente, as seguintes porcentagens segundo o grau IV da EB (57,1% e 70,5%). Principal doença base foi o TCE (83,3%) e causas deste foram atropelamento (16,6%) e agressão física (16,6%). Conclusão: Houve discrepância entre a classificação segundo IMC e CB. Os artigos brasileiros sobre UP são escassos e não há correlação entre UP e estado nutricional. Estudos mais aprofundados sobre diagnóstico nutricional em UP através de pregas cutâneas, CB e IMC são essenciais para que se possa traçar o perfil nutricional e condutas nutricionais mais fidedignos a esta população. Unitermos: úlcera por pressão, desnutrição, avaliação nutricional.

IP027 - AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA ATENÇÃO MULTIPROFISSIONAL SOBRE O PERFIL NUTRICIONAL DOS INTEGRANTES DE UM PROGRAMA DE CONTROLE DE PESO

Instituição: Unimed Vale Do Caí, Montenegro
Autores: Oliveira CK.

Objetivos: A obesidade destaca-se como uma das doenças de mais elevada prevalência em todo o mundo e é considerada um problema de saúde pública, provocando sérias consequências sociais, físicas e psicológicas. Neste sentido, o objetivo deste estudo é avaliar os resultados da atenção multiprofissional sobre o perfil nutricional dos integrantes de um programa de controle do peso após seis meses de intervenção. Materiais e Métodos: Estudo de intervenção quasiexperimental, do tipo antes e depois, que incluiu 30 integrantes de um programa de controle de peso. Os quais participaram do ciclo de palestras com diversos profissionais da área saúde e praticaram atividade física, supervisionada, 3 vezes por semana. Os integrantes realizaram atendimento nutricional individualizado, receberam um plano alimentar hipocalórico e ajustado às suas necessidades e foram submetidos a reavaliações periódicas. As variáveis estudadas foram extraídas dos prontuários de avaliação nutricional. As análises estatísticas foram descritas através de média e desvio padrão; mediana e amplitude interquartílica; frequências absolutas e relativas. Para comparar as medidas antes e depois, foram utilizados os testes t-student ou Wilcoxon. Para avaliar associações foram aplicados os testes de correlação de Pearson ou Spearman. O nível de significância foi de 5% (p=0,05). O estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: A maioria da amostra foi do sexo feminino, com idade média de 49,3 ± 11,8 anos. Ao avaliar as características comportamentais, foi verificado que 53,3% não praticavam exercício físico e 73,3% já realizaram dietas. Quanto ao uso de medicamentos, 63,3% utilizavam medicação para HAS, 30% utilizavam hipoglicemiante oral, 40% usavam antidepressivos e 26,7% utilizavam medicação para emagrecer. A maioria dos integrantes apresentava HAS (66,7%) e 30% apresentava DM2, como patologias preexistentes. O peso médio dos participantes foi de 88,0 ± 19,6 kg e o IMC 34,2 ± 5,9 kg/m² quando ingressaram no grupo. Após 6 meses, estas médias passaram para 85,9 ± 14 kg e 33,5 ± 6,4 kg/m². Ocorreu um emagrecimento de 2,1 kg (p<0,001), representando uma redução de 0,7 kg/m² na média do IMC (p=0,004) ambas com significância estatística. Houve uma redução média de 1,8% de gordura corporal (p<0, 001), bem como uma redução da CA que passou de 101,3 ± 12,1cm para 97,7 ± 11,9 cm (p=0,001), já a PAS e a PAD apresentaram redução média de 6,6 mmHg (p=0,001), e 3,4 mmHg (p=0,030) respectivamente, com significância estatística. Conclusão: A atenção multiprofissional trouxe benefícios ao perfil nutricional dos integrantes do grupo, tanto nos parâmetros clínicos quanto nos antropométricos, demonstrando que mudanças no estilo de vida podem propiciar reduções de peso, da CA, do % de gordura e da PA. E coloca mais uma vez em destaque que a educação alimentar e a atividade física atuam positivamente na reversão da tendência à obesidade. Unitermos: obesidade, perfil nutricional, equipe multiprofissional, programa de controle de peso.

IP028 - RELAÇÃO ENTRE AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DE PACIENTES IDOSOS EM UMA UNIDADE PRIVATIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
Autores: Freitas RDSF; De Borba CS; El-kik RM; Marchi DSM; Caron-lienert RS; Dias RL.

Objetivos: Relacionar a avaliação subjetiva global com o índice de massa corporal de pacientes idosos em uma unidade privativa de um hospital universitário. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo, transversal, descritivo e analítico, realizado com pacientes idosos = 60 anos). A coleta de dados foi realizada durante os meses de setembro e outubro de 2011, no Hospital São Lucas, da PUCRS, Porto Alegre/RS. Os dados coletados foram: sexo, idade, peso, altura, classificação da avaliação subjetiva global (ASG) - sendo "A" paciente bem nutrido, "B" moderadamente desnutridos e "C" gravemente desnutrido - e índice de massa corporal - sendo classificado de acordo com Lipschitz (magreza, eutrófico e excesso de peso). Foram utilizadas tabelas de frequência simples e cruzadas para análise estatística dos dados. A coleta de dados teve início após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS. Resultados: Total de 51 participantes, sendo 37,3% (19) mulheres e 62,7% (32) homens, com média de idade de 75,5 anos, variando entre 60 e 97 anos. A partir do IMC, 37,7% (19) foram classificados como magreza, 27,5% (14) como eutróficos e 35,5% (18) como excesso de peso. Em relação à classificação da ASG, a B - moderadamente ou em risco de ser desnutrido prevaleceu com 49% (25), enquanto 41,2% (21) encontrava-se bem nutrido e 9,8% (5) gravemente desnutrido. Quando relacionado o IMC à ASG, dos pacientes com IMC<22kg/m² (magreza), 57,9% (11) foram classificados como B, e 26,3% (5) como C, enquanto 15,8% (3) foram classificados como A. Dos pacientes eutróficos, 57,1% (8) foram classificados como A, e 42,9% (6) como B. Dos pacientes com excesso de peso, 55,6% (10) foram classificados como A e 49% (5) como B. Conclusão: Conclui-se que esta população está sujeita à desnutrição em função das mudanças fisiológicas que ocorrem nesta etapa da vida. Apesar de alguns idosos serem classificados como eutróficos ou com excesso de peso pelo IMC, foi identificada a presença de risco nutricional pela ASG em um grande número de pacientes. Unitermos: avaliação nutricional, avaliação subjetiva global, desnutrição, índice de massa corporal, idosos.

IP029 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM FISSURAS PALATAIS E/OU LABIOPALATAIS EM TRATAMENTO EM UNIDADE INTEGRADA DE ATENDIMENTO AO FISSURADO E EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Universidade Federal do Paraná, Curitiba
Autores: Manei SM; Pistori ME; Batista ED; Calvetti TM; Farias CLA; Rocco CS.

Objetivos: Durante o período embrionário podem ocorrer inúmeras anomalias congênitas, devido a fatores ambientais e/ou genéticos. Entre estas anomalias, podem-se citar as fissuras de lábio ou do palato, mais conhecidas como "lábio leporino". O objetivo do presente estudo foi avaliar o estado nutricional de pacientes com fissuras palatais e/ou labiopalatais em tratamento em Unidade especializada e/ou Hospital. Materiais e Métodos: A pesquisa caracteriza-se como prospectiva e transversal, onde foram avaliadas 41 crianças com fissuras palatais e/ou lábiopalatais com idade de 0 a 5 anos. Peso e altura foram aferidos e o índice de massa corporal foi calculado. A ingestão de alimentos foi avaliada por meio de um registro alimentar de um dia. Resultados: Das 41 crianças, 78,04% (n=32) não foram amamentadas ao seio. Para as que receberam aleitamento materno, o tempo variou e foi igual ou superior a 6 meses para 4,87 % (n=2) da população estudada. Em relação a estatura / idade 95,12% das crianças estavam eutróficas e, de acordo com o IMC, 65,85%. Não houve relação entre o tipo de fissura e a classificação do estado nutricional referente ao peso/idade. O consumo de proteínafoi de aproximadamente 3g/kg de peso/dia, independentementedo sexo ou daidade. Conclusão: A maioria dos pacientes foi classificada como eutróficos, indicando que a presença de fissura labial não prejudicou a alimentação e, consequentemente o estado nutricional. Apesar disso ainda houve uma porcentagem de pacientes que apresentaram obesidade, sobrepeso e magreza. Também houve um consumo elevado de proteína pelos pacientes. Unitermos: fissuras palatais, fissuras labiopalatais, estado nutricional.

IP030 - PERFIL NUTRICIONAL DE MULHERES ELEGÍVEIS À QUIMIOTERAPIA ADJUVANTE PARA O CÂNCER DE MAMA

Instituição: Enufba - Escola de Nutrição da UFBA, Salvador
Autores: Lobo CLSS; Ramos LB; Pires DAM; Almeida NS; Santos ECPS; Oliveira TM.

Objetivos: Avaliar o perfil nutricional de mulheres com indicação de tratamento quimioterápico adjuvante para câncer de mama, utilizando indicadores antropométricos e questionário de Avaliação Subjetiva Global-ASG, em um centro de referência em oncologia na cidade de Salvador-Bahia. Materiais e Métodos: Estudo transversal no qual foram avaliadas 40 mulheres, idade acima de 18 anos, sendo quatro idosas, diagnosticadas com câncer de mama comprovado a partir de exame anatomopatológico e encaminhadas para tratamento quimioterápico adjuvante. A pesquisa foi realizada em um cento de referencia em oncologia do Estado da Bahia e autorizada pelo Comitê de Ética da Liga Baiana Contra o Câncer sob o parecer nº 280/10. Fez-se a triagem de pacientes elegíveis entre agosto de 2010 e fevereiro de 2012. Foi aplicado questionário sócio-demografico e colhidos dados clínicos do prontuário (idade, Estadiamento Clinico - EC, estado climatérico). O estado nutricional foi avaliado pela Avaliação Subjetiva Global - ASG e pelos indicadores antropométricos (Índice de Massa corporal - IMC, Área muscular do braço corrigida - AMBc, Circunferência da cintura-CC e somatório das pregas cutâneas). Resultados: A Idade média das participantes foi de 48,23 (DP=9,06) anos, sendo 53,8 % pre-menopausadas, 46,2%pos-menopausadas. Em relação ao Estadiamento Clinico, houve maior prevalência de IIB,32,4 % da amostra. Segundo ASG, 100% da amostra bem nutrida; IMC médio de 29,2 (DP= 6,19) kg/m², com 60% de sobrepeso/obesidade (n=24) e 40 % de eutrofia em adultas (n=12); e 100% (n=4) das idosas com excesso de peso. O tecido muscular encontrava-se em depleção em 8,1%, boa nutrição em 18,90% e na média em 73,00%, segundo a AMBc. Prevalência de 100% de obesidade em adultas e idosas, segundo dobras cutâneas. 90% das pacientes apresentaram obesidade abdominal (CC> 80 cm). Mulheres pré-menopausadas tinham maior peso (IMC de sobrepeso, obesidade em adultas; IMC excesso em idosas) do que as pós-menopausadas (p=0,03). A classificação do estado nutricional, segundo IMC, não foi signifitivamente diferente entre aquelas com receptividade positiva e negativa para estrogênio (p=0,06), assim como entre os estágios de doença (p=0,66). Conclusão: Os resultados corroboram com a literatura quanto à alta prevalência de sobrepeso/obesidade em mulheres diagnosticadas com câncer de mama. O excesso de peso e obesidade abdominal são indicadores de estrogenicidade e risco de recidiva de doença. Portanto, sugere-se controle ponderal em mulheres previamente com sobrepeso ao diagnostico. Unitermos: câncer de mama, perfil nutricional, quimioterapia adjuvante, avaliação subjetiva global.

IP031 - A IMPORTÂNCIA DA TERAPIA NUTRICIONAL ESPECÍFICA NOS NÍVEIS SÉRICOS DE ALBUMINA E CICATRIZAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO

Instituição: Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo, Santa Maria
Autores: Mozzaquatro NF; Crossetti CR; Smidt LRA; Doeler S; Marcuzzo M; Marques LPS.

Objetivos: Este projeto tem como objetivo verificar a eficácia da dieta enteral específica na terapia nutricional de paciente portador de lesões de pele. Materiais e Métodos: Foi utilizado método de análise documental, através do prontuário do paciente e de visitas para realização do curativo e para verificação da tolerância e aceitabilidade do mesmo em relação à dieta, feitas pela EMTN (Equipe Multidisciplicar de Terapia Nutricional). A análise tem a finalidade de levantar dados como: albumina sérica, hemoglobina e outros dados necessários para a pesquisa. Resultados: Os dados foram comparados com os registros fotográficos das lesões de pele mostrando a positiva evolução das lesões e do estado nutricional. Com o início da terapia nutricional específica no dia 19/09/2011, foi observado um aumento dos níveis de albumina sérica (antes - dia 13/01/2012: 2,2 g/dL e depois - dia 12/04/2012: 3.3 g/dL e diminuição da área da lesão comprovada através das medidas dos diâmetros (Antes: trocanter direito: 8 cm x 7 cm; trocanter esquerdo: 9,5 cm x 6,75 cm e cóccix: 7,8 cm x 4,4 cm e depois: TD: 5 cm x 3,50; TE: 7 cm x 3,5 cm e cóccix: 5,5 cm x 1,5 cm) e registro fotográfico. Conclusão: Com este trabalho foi possível concluir que a terapia nutricional é extremamente eficaz na alteração dos níveis de albumina e hemoglobina contribuindo no caso, com a cicatrização de lesões de pele de grande perda tecidual. Unitermos: terapia nutricional, níveis séricos de albumina, cicatrização das úlceras de pressão.

IP032 - ESTADO NUTRICIONAL E PREVALÊNCIA DE DISLIPIDEMIAS EM FUNCIONÁRIOS DA MARINHA DO BRASIL DE NATAL - RN

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal
Autores: Cabral PC; Ponzi FKAX; Fernandes AO; Montenegro VMB; Rocha LS; Carvalho MSA.

Objetivos: As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte na população mundial, sendo um dos seus principais fatores de risco as dislipidemias, dessa forma o objetivo desse estudo foi determinar a prevalência de dislipidemias e o estado nutricional em trabalhadores da Marinha do Brasil em Natal, Rio Grande do Norte (RN). Materiais e Métodos: Estudo do tipo transversal realizado no período de julho a outubro de 2008, onde foram avaliados 1.489 militares em serviço ativo, sendo 1385 (93%) do sexo masculino e 104 (7%) do sexo feminino, com idade variando entre 18-60 anos (30,85 ± 10,48 anos).A avaliação do estado nutricional foi feita através índice de massa corpórea (IMC) e da circunferência da cintura (CC), utilizando-se os pontos de corte proposto pela OMS (1997) e OMS (1998), respectivamente. Os dados laboratoriais coletados foram colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), lipoproteína de alta densidade (HDL-c) e triglicerídeos (TG). Para definição do perfil lipídico foi utilizado os pontos de corte da IV Diretriz Brasileira sobre dislipidemias e prevenção da aterosclerose. Os dados foram analisados no programa SPSS versão 11.0 e apresentados sob forma de média e desvio padrão, utilizando o teste do Chiquadrado e o one-way ANOVA ou teste não paramétrico correlato. Resultados: A análise do estado nutricional através do IMC demonstrou que 48,8% da amostra apresentou eutrofia, enquanto 50,3% acima do peso normal, sendo: obesidade 193 (13%) e sobrepeso 557 (37,4%). Apenas 12 (0,9%) indivíduos apresentavam-se com IMC < 18,5 m/kg. No que se refere a CC, 74,8% (n=1113) dos indivíduos apresentaram CC classificada como normal. Enquanto, 25,2% (n=376) foi classificada com risco elevado ou muito elevado de complicações metabólicas. A prevalência de hipercolesterolemia isolada foi de 9,1%; baixo HDL-c de 47,3%; triglicerídeos elevado de 18,5% e dislipidemia mista de 2,8%. Conclusão: Pode-se observar neste estudo que já existe uma tendência ao excesso de peso, bem como ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Dessa forma, medidas preventivas devem ser adotadas, com o investimento em programas de mudança no estilo de vida, estimulo a alimentação saudável e práticas regulares de atividade física. Unitermos: dislipidemias, doenças cardiovasculares, estado nutricional.

IP033 - ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL AO PACIENTE PORTADOR DE GASTROPARESIA DIABÉTICA GRAVE: RELATO DE CASO

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande
Autores: Rosa TCA; Arruda ECF; Arakaki DG; Rodrigues AS; Barbosa MRP.

Objetivos: Fornecer assistência nutricional adequada ao paciente portador de gastroparesia diabética grave. Materiais e Métodos: Descrição de caso clínico com dados prospectivos de acompanhamento de paciente admitido em Pronto Atendimento Médico (PAM) de um hospital universitário, assistido por nutricionistas residentes da equipe multiprofissional em saúde. Resultados: Paciente do sexo masculino, 50 anos, diabético insulino-dependente há 20 anos, passou por internações prévias, cursando com vômitos pós-prandiais, epigastralgia, hipoglicemia, hipertensão arterial, astenia, hiporexia, emagrecimento, desmaio e coma, diagnosticado com gastroparesia diabética em agosto de 2011, quando recorreu-se à terapia pró-cinética e anti-emética sem êxito. Reinternado em janeiro de 2012 apresentando vômitos incoercíveis, consciente, orientado, apático, desnutrido grave, com anemia e linfopenia. Indicou-se dieta via sonda nasoenteral e discutiu-se realização de jejunostomia. As necessidades nutricionais foram estimadas em 30 kcal/kg de peso atual. A terapia nutricional foi instituída com formulação industrializada específica para diabetes e evoluída conforme tolerância. Devido à boa tolerância à dieta, as calorias foram aumentadas para 35 kcal/kg de peso, visando repleção. Apresentou ganho ponderal e estabilização da glicemia. Após a jejunostomia, recebeu orientação nutricional de alta hospitalar e foi encaminhado para assistência multiprofissional ambulatorial. Conclusão: O paciente foi assistido de forma adequada, apresentando melhora do quadro clínico e alcance das necessidades nutricionais por meio de intervenção nutricional precoce. Unitermos: diabetes mellitus, complicações do diabetes, gastroparesia, terapia nutricional.

IP034 - PERFIL ANTROPOMÉTRICO E NUTRICIONAL DE PACIENTES COM DOENÇA CELÍACA DO AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS, UFMG

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Sousa-e-Silva MM; Bahia M; Penna FJ; Gandra L; Nogueira MA.

Objetivos: São poucos os estudos sobre composição corporal e dietética de DC no Brasil. Avaliar a composição corporal dos pacientes com doença celíaca em tratamento no Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG. Este trabalho inclui resultados preliminares do projeto de mestrado em Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade Federal de Minas Gerais. Materiais e Métodos: Critérios de inclusão: pacientes com doença celíaca atendidos no Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG e associados da ACELBRA-MG, faixa etária 2 a 30 anos de idade. Critérios de exclusão: pacientes com outras doenças de manifestações intestinais; síndrome de Down, síndrome de Turner, deficiência de IgA, deficiência de hormônio do crescimento, Diabetes Melittus, dermatite herpetiforme; uso de diuréticos; não assinar o TCLE. A amostragem é de conveniência. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFMG no ano de 2010. Foram coletados: composição corporal com bioimpedância elétrica, peso, altura, circunferência abdominal e do quadril, IMC e análise de ingestão alimentar. Resultados: Resultados Parciais: Foram avaliados, até o momento, 29 pacientes, sendo 22 do sexo feminino e 7 do sexo masculino, com idade média de 13,10anos (±6,27), todos seguindo DIG desde o diagnóstico. De acordo com a classificação do Índice de Massa Corporal, encontramos 75,86% pacientes eutróficos, 13,7% baixo peso e 10.3% sobrepeso. 31,3% dos pacientes apresentam percentual de gordura corporal elevado e 20,6% apresentam percentual de gordura corporal abaixo do ideal. 34,4% dos indivíduos apresentam massa muscular esquelética abaixo do ideal. A média de ingestão de carboidratos é de 58,6% do valor calórico total (VCT) da dieta. A média de ingestão de lipídios chegou a 28,05% do VCT, e 14,36% de ingestão protéica. Conclusão: Pode-se perceber uma tendência para encontrar alterações na composição corporal em pacientes com DC, seja para o excesso de gordura corporal ou para a redução de massa muscular esquelética, indicado pela bioimpedância elétrica, mesmo que não sejam classificados como alterados pelo IMC. Observa-se um discreto aumento da ingestão lipídica e proteica destes pacientes. Unitermos: doença celíaca, composição corporal, ingestão alimentar, IMC, bioimpedância elétrica.

IP035 - NUTRIÇÃO E ENVELHECIMENTO: EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA E HÁBITOS SAUDÁVEIS

Instituição: Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo
Autores: Oliveira DS; Valdivia AV; Salles MRR.

Objetivos: Esse trabalho analisou a ocorrência de doenças crônicas degenerativas em idosos, a frequência alimentar diária, o consumo alimentar semanal, e a possível relação destes fatores com o envelhecimento e qualidade de vida. Materiais e Métodos: Através de pesquisa exploratória foram entrevistados 30 idosos voluntários participantes de um grupo de hidroginástica de uma academia da cidade de Mogi Guaçu - SP. Resultados: A população estudada foi composta por 26 idosos do sexo feminino e 4 do sexo masculino, sendo 18 da faixa etária de 60 a 69 anos; 9 de 70 a 79 anos e 3 de 80 anos ou mais. A frequência alimentar diária das refeições foi distribuída em: 6 refeições/dia (4); 5 refeições/dia (11); 4 refeições/dia (12) e 3 refeições/dia (3). Em relação ao consumo alimentar semanal, os maiores resultados obtidos foram: diariamente frutas (20), leite (20), legumes (16), verduras (26); três vezes carne vermelha (15); duas vezes frango (20); uma vez carne suína (11); sem consumo semanal peixe (15), enlatados (19), congelados (22) e marmitex (24). Dos entrevistados apenas 4 relataram que a alimentação não teve alteração com o passar da idade. Os outros 26 apresentaram os seguintes motivos para as mudanças: doenças (10), falta de apetite (5), digestão mais lenta (5), preocupação com a qualidade da alimentação (4) e aumento do peso corporal (2). Entre os entrevistados apenas 3 não apresentam doenças crônicas não transmissíveis e, com exceção desses, todos se consideraram saudáveis por terem vida ativa. Conclusão: A conscientização da alimentação saudável, prática de atividade física e lazer para se ter uma melhor qualidade de vida é importante, pois as pessoas desejam envelhecer ativas e com saúde. É intenção da promoção da alimentação saudável ampliar e fomentar a autonomia decisória dos indivíduos e grupos, por meio do acesso à informação para a escolha e adoção de práticas alimentares saudáveis. Unitermos: envelhecimento, nutrição, qualidade de vida

IP036 - UTILIZAÇÃO DAS INTERCORRÊNCIAS RELACIONADAS A TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL (TNE) COMO INDICADOR DE QUALIDADE EM PACIENTES ONCOLÓGICOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Hospital Erasto Gaertner, Curitiba
Autores: Vicenski PP; Adamante GI; Silva PB; Lopes M; Medeiros RB; Zanetta MB.

Objetivos: Verificar o índice de complicações em nutrição enteral de acordo com a região tumoral, as intercorrências gastrointestinais mais frequentes e a formulação dietética mais utilizada, com o objetivo de analisar os benefícios que os indicadores de qualidade agregam ao Serviço de Nutrição e Dietética (SND). Materiais e Métodos: Estudo realizado no Hospital Erasto Gaertner - Curitiba - PR, caráter retrospectivo transversal, com base na análise de formulários padrão de registro de intercorrências relacionadas à terapia nutricional enteral (TNE) via sonda, entre o período de julho a dezembro de 2011. Tal formulário é preenchido diariamente pelos profissionais do SND, contendo informações sobre a fórmula dietética prescrita e as intercorrências apresentadas pelos pacientes que recebem TNE via sonda.As variáveis avaliadas foram: diarreia, distensão abdominal durante a infusão da dieta, estase gástrica, obstipação intestinal, náuseas, vômitos, hiperglicemia e outros. Os pacientes foram divididos de acordo com a região tumoral. Resultados: Considerou-se 1724 registros de pacientes com média de 9,5 pacientes por dia, em uso de TNE via sonda em bomba de infusão. Destes, 38,2% tem câncer em região de cabeça e pescoço, 18,2% em tórax, 22,5% no trato gastrointestinal, 7,3% ginecológica, 1,9% neoplasia hematológica, 6,4% região neurológica e 5,2% nas demais regiões tumorais. A via de acesso para TNE prevalente nestes pacientes foi sonda nasogástrica, 67,4%, e a formulação mais utilizada foi polimérica, normocalórica sem fibras. As complicações gastrointestinais estão de acordo com a meta estipulada pela literatura; ou seja, a frequência de diarreia foi de 6%, constipação intestinal 6,4%, vômitos 4,1%, náuseas 2,3%, distensão abdominal 1,8% e estase gástrica 1,2%. A hiperglicemia foi constatada em 5,8%, encontrando-se abaixo do que literatura preconiza. Observa-se maior prevalência de diarreia em 12.1% dos pacientes em TNE com câncer hematológico e 8,9% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Vômitos foram registrados em 7,9% e 8,2% dos pacientes com câncer ginecológico e em trato gastrointestinal, respectivamente. Conclusão: A monitoração da TNE mostra-se necessária para verificar a frequência das intercorrências relacionadas à região tumoral do paciente, com o objetivo de propor estratégias e condutas para melhorias em relação à TNE, além de alternativas para adequar os índices encontrados aos indicadores de qualidade preconizados pela literatura. Unitermos: terapia nutricional, nutrição enteral, indicadores de qualidade em assistência à saúde.

IP037 - EFEITOS COLATERAIS SECUNDÁRIOS À QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA E CONSUMO ALIMENTAR DO PACIENTE ONCOLÓGICO HOSPITALIZADO: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Instituição: Universidade do Estado da Bahia, Salvador
Autores: Silva MO; Souza TO.

Objetivos: Descrever os efeitos colaterais secundários a quimioterapia e radioterapia e discutir as influências destas alterações e as contribuições da gastronomia no consumo alimentar do paciente oncológico hospitalizado. Materiais e Métodos: A pesquisa caracteriza-se em um estudo exploratório e de revisão bibliográfica, utilizando a análise de manuais, consensos, livros técnica e principalmente de artigos científicos originais e de revisão no período de 1999 até 2011. Para isso, foram realizadas consultas a banco de dados do SCIELO, MEDLINE (Pubmed), JPEN, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e revistas especializadas no assunto. Os critérios de inclusão adotados para a busca foram à utilização de publicações na língua inglesa, portuguesa e espanhola. Foram utilizadas nesse estudo 23 publicações por estarem dentro da temática e dos critérios do estudo. Para extração dos dados e informações das produções científicas selecionadas, foi elaborada uma ficha de análise documental para caracterização dos artigos, composta pelas variáveis: região de procedência da produção, subárea do conhecimento, ano de publicação, faixa etária, tipo de estudo, localização/ tipo do tumor, natureza e tendência. Resultados: No tratamento antitumoral, principalmente na radioterapia e quimioterapia, grande parte dos pacientes desenvolve efeitos secundários. Essas alterações têm consequências em todo o organismo, no que diz respeito ao consumo alimentar esses efeitos se desenvolvem na esfera gastrintestinal e sensorial através de sinais e sintomas como anorexia, xerostomia, disfagia, odinofagia, mucosite, náuseas, vômitos, disgeusia e anosmia. Relatos da literatura e de profissionais especialistas na área mostram que a utilização da gastronomia hospitalar leva a maior aceitação da dieta uma vez que concilia a prescrição dietética e as restrições alimentares de pacientes com a elaboração de refeições saudáveis e nutritivas, atrativas e saborosas, agregando prazer à conduta nutricional. Intervenções gastronômicas específicas a cada alteração são importantes para a melhora da qualidade de vida, nutricional e até do quadro clinico do paciente. Porém, há uma escassez de estudos que comprovem esses benefícios. Conclusão: A parceria entre nutrição e gastronomia mostrou-se eficiente no controle dos sinais e sintomas, na adequação das necessidades, restrições e aversões, e na maior aceitação da dieta na população envolvida. Comprovou-se, que embora exista pouco material científico produzido, a intervenção nutricional com contribuições da gastronomia é relevante para um prognostico positivo dos pacientes oncológicos. Unitermos: câncer, nutrição, quimioterapia, radioterapia, gastronomia.

IP038 - ANÁLISE DA INFUSÃO DE DIETAS ENTERAIS EM PACIENTES ONCOLÓGICOS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Hospital Erasto Gaertner, Curitiba
Autores: Vicenski PP; Medeiros RB; Wasilewski JHS.

Objetivos: Em pacientes oncológicos graves internados em UTI, que requerem terapia nutricional enteral (TNE), se faz necessário analisar a quantidade de dieta efetivamente administrada em relação ao aporte prescrito, e as necessidades estimadas dos pacientes críticos que recebem TNE, a fim de identificar as principais causas relacionadas à infusão inadequada de nutrientes ao paciente. Materiais e Métodos: Estudo de caráter prospectivo observacional em andamento na UTI do hospital Erasto Gaertner - Curitiba - PR, com analise parcial dos dados envolvendo 40 pacientes. A amostra total englobará 80 pacientes. Os critérios de inclusão foram pacientes da UTI, de ambos os gêneros, idade superior a 18 anos, com o trato gastrointestinal funcionante, em TNE via sonda exclusivamente. Os dados coletados envolvem informações, como gênero e idade dos pacientes, dados dietéticos, incluindo o aporte calórico-proteico prescrito, em relação ao infundido, hiperglicemia, avaliação antropométrica e o registro das principais causas relacionadas à interrupção da TNE. O aporte calórico-proteico prescrito em relação ao infundido está sendo verificado diariamente através da análise observacional do volume infundido durante o período do início da infusão e o horário da checagem final pela nutricionista responsável. Resultados: Foram avaliados até o momento 40 pacientes, 24 do sexo masculino e 16 do sexo feminino. Entre as vias de administração dietoterápica, predominou a sonda nasogástrica, em 75% dos pacientes. O gasto energético total (GET) médio calculado foi de 1845 ± 277,3 kcal/dia e a média proteica foi de 82,9 ± 11,7 g/dia. Em média atingimos somente 49% do GET. As causas mais comuns a não progressão da dieta podem estar relacionadas às complicações gastrointestinais observadas: diarreia 23%, constipação intestinal 30%, resíduo gástrico elevado 18% e distensão abdominal 30%; estando acima da meta preconizada pela literatura. Os pacientes foram subdivididos em grupos de acordo com o tempo de TNE na UTI, sendo que 70% dos pacientes fazem parte do grupo 1, os quais permaneceram por no máximo 5 dias com TNE. Destes, 36% foram a óbito e 46% receberam alta da UTI, causas estas que interferem na progressão do aporte calórico e proteico. Apesar do total das necessidades calóricas e proteicas dos pacientes não ter sido atingido, 90,1% do aporte calórico e proteico prescrito foi infundido. Conclusão: As informações obtidas são importantes para conhecer as dificuldades em relação à infusão da dieta para posterior adequação; porém não se pode considerar somente estes dados como causa para a não progressão da dieta, uma vez que complicações gastrointestinais, hiperglicemia entre outros fatores são comuns nestes pacientes em decorrência da própria doença e que independem da infusão da TNE. Unitermos: neoplasias, terapia nutricional, nutrição enteral.

IP039 - W-3 NO CÂNCER DE ESTÔMAGO

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Grenteski J; Ferreira V.

Objetivos: Diferentes estudos baseados no perfil de expressão de genes em amostras tumorais têm procurado entender a grande heterogeneidade transcricional do câncer. Este trabalho tem por objetivo verificar na literatura publicada até o momento, a utilização do ácido graxo poliinsaturado ômega 3 (AGPI ù-3), suas propriedades anticarcinogênicas, no câncer de estômago. Materiais e Métodos: O presente estudo é uma revisão literária do que já foi publicado em pesquisas realizadas com ômega 3 e câncer de estômago, utilizando técnicas gênomicas, procurando alternativas e confirmando práticas para a prevenção do câncer. Para a obtenção dos dados foram pesquisados diversos bancos eletrônicos para identificar os estudos publicados relacionados ao tema. As bases de dados foram: PubMed, Cochrane Library Issue e Scielo. Os termos de pesquisa utilizados foram: \"ômega 3 no câncer de estômago\", \"ômega 3 no tratamento do câncer de estômago\", \"DHA no câncer de estômago\", \"EPA no câncer de estômago\", \"expressão gênica no câncer de estômago\", e sua tradução em inglês. As buscas foram realizadas no período entre março de 2011 e janeiro de 2012. Nenhuma restrição de linguagem foi aplicada, mas textos em português são escassos, portando a maioria dos artigos pesquisados foram em inglês. Resultados: AGPI ω-3 apresentam efeitos antineoplásicos tanto em modelos in vitro quanto in vivo, tais como câncer de mama, de cólon, hepatoma, colangiocarcinoma, leucemia e especificamente no câncer de estômago através da promoção de apoptose com de alterações na composição e funcionalidade na membrana mitocondrial. Em um estudo que analisa o DHA na indução de apoptose em câncer gástrico, a AP-1 regula a expressão de genes associados a apoptose nessas células gástricas, determinado pelos níveis da proteína p53, citocromo c e Bax; DHA induziu a fragmentação do DNA e aumento da Bax e p53 e os níveis de citocromo c foram diminuídas pela inibição da transativação de AP-1. Outro estudo investigou o efeito da combinação de 5-fluorouracil com DHA em carcinoma gástrico, encontrando dados onde o DHA inibiu o crescimento celular em cultura, e após esses resultados positivos foi analisada a expressão dos genes, através de primers desenhado gene específicos envolvidos no processo de apoptose: FAS, BCL-2, BIM, BCL2L12, BAX, caspase-9 e caspase-3. Conclusão: AGPI w-3 inibem o crescimento de câncer gástrico através da promoção de apoptose; é possível que ele exerça efeitos citotóxicos através da peroxidação lipídica induzindo a parada do ciclo celular e apoptose e diminuindo a proliferação celular através da inibição da via de sinalização MAPK e via de sinalização TCF-b-catenina. Os exatos mecanismos moleculares ainda permanecem desconhecidos
Unitermos: ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, câncer de estômago, nutrigenômica

IP040 - DESFECHO DE MORTALIDADE DE PACIENTES GRAVES EM USO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL PRECOCE E TARDIA

Instituição: Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal
Autores: Campos RMM; Amorim NCM; Araújo CRB.

Objetivos: Investigar a relação entre o uso de terapia nutricional enteral precoce e tardia com a mortalidade de pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo do tipo observacional e descritivo realizado por meio da coleta de dados em prontuáriodurante o período de outubro de 2010 a fevereiro de 2012. Foram incluídos os prontuários de pacientes com idade acima de 18 anos, de ambos os gêneros, internados em uma UTI e que faziam uso de TNE. Foram levantados dados como: gênero; idade; diagnóstico clínico; tempo de permanência em UTI; desfecho clínico de alta ou óbito e tempo de início da TNE. Resultados: A amostra foi composta por 37 indivíduos, sendo 17 mulheres (46%) e 20 homens (54%), com prevalência de faixa etária entre maiores de 60 anos (63%). As especialidades com diagnóstico mais prevalentes foram a Cardiologia (19%), Nefrologia (16%) e Neurologia (14%). O tempo médio de internação na UTI foi de 10 dias. A incidência de mortalidade foi de 33%. Em relação ao início da TNE, 31 pacientes (84%) iniciaram a TNE de modo precoce no período inferior a 48 horas, sendo que 22 (71%) tiveram alta da UTI. Já em relação aos pacientes que iniciaram a TNE de forma tardia, após 48h, 8 pacientes (67%) foram a óbto. Conclusão: O tempo gasto para o início da TNE parece estar relacionado com uma melhor evolução clínica dos pacientes em UTI visto que a maioria dos que fizeram uso da Terapia Nutricional precoce obtiveram alta do internamento. Unitermos: nutrição enteral precoce, paciente grave, uti, mortalidade.

IP041 - PALMA FORRAGEIRA PARA O CONSUMO HUMANO: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Instituição: Faculdade Guanambi, Guanambi
Autores: Silveira GM; Fogaça ALS; Rodrigues MCT; Pereira AVN; Da Silva RM.

Objetivos: Descrever e discutir o valor nutricional da palma, tanto verdura quanto fruta, comparando-a com outros alimentos, indica sua propriedade funcional e valor nutritivo. Materiais e Métodos: Este trabalho é uma revisão de literatura que tem como objetivo reunir informações sobre a palma forrageira, a fim de despertar na população a sua importância e potencialidade como alternativa alimentar não só para bovinos como também para alimentação humana, tendo em vista seu valor nutricional e como alternativa sustentável para a região. Resultados: De acordo Cepeda (2008), a palma é digna de consideração para a industrialização. Entre os alimentos elaborados com base nos cladódios estão: picles, sucos, geleias, e produtos minimamente processados. No México tem surgido uma série de alimentos processados com base em palma, dentre eles estão à palma enlatada com molho; palma com patê de soja; palma com atum; e palma com molho, atum, cogumelo, linguiça e legumes. Guedes (2002) afirma que o broto da palma contém 17 aminoácidos, oito dos quais são essenciais na alimentação humana, esses juntamente com as fibras e a niacina (vitamina B3) previne a excessiva conversão de açúcar no sangue para gordura, enquanto reduz os níveis totais de colesterol, triglicerídeos e LDL. As fibras e suas mucilagens controlam a produção excessiva de ácido gástrico e protegem a mucosa gastrointestinal. As vitaminas A, B1, B2, B3 e C, minerais, cálcio, magnésio, sódio, potássio, ferro e fibras auxiliam na eliminação das toxinas do álcool e do fumo que são absorvidos pelo organismo. Conclusão: A partir desse estudo nota-se que palma forrageira é uma cactácea que se adapta muito bem nas regiões áridas e semiáridas, no qual tem uma série de utilidades que podem ser explorada, especialmente na alimentação humana, pois é fonte de fibras e nutrientes que tem significância nas dietas. O cálcio foi o mineral mais destacado nos estudos e está presente tanto na verdura quanto na fruta da palma. Unitermos: palma forrageira, broto da palma, fruto da palma.

IP042 - TERAPIA NUTRICIONAL CONVENCIONAL X TERAPIA NUTRICIONAL PRECOCE NO PERIOPERATÓRIO DE CIRURGIA COLORRETAL

Instituição: Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro
Autores: Tartari RF; Pinho NB.

Objetivos: A recuperação de pacientes submetidos à cirurgia abdominal continua sendo um grande desafio devido às altas taxas de complicações. Rotinas referentes ao cuidado perioperatório permanecem pouco alteradas. A presente revisão objetivou analisar as evidências quanto à nutrição convencional e avaliar os benefícios de novas condutas que vêm sendo adotadas como a nutrição precoce. Materiais e Métodos: Realizou-se uma revisão bibliográfica utilizando as bases de dados indexadas Medline, Lilacs e Scielo, com artigos publicados no período de 2005 a 2010, com as palavras-chave: "early nutrition", "colorectal surgery". Resultados: Foram encontradas 36 referências das quais 18 foram incluídas de acordo com os critérios de inclusão. A resposta ao estresse, íleo pós-operatório, deiscência anastomótica e morbidades são realidades que podem interferir de maneira negativa na evolução dos pacientes submetidos à cirurgia colorretal e estão relacionadas com condutas convencionais e ainda praticadas em grandes centros. A oferta de dieta líquida rica em carboidrato até 2 horas antes da cirurgia no pré-operatório imediato tem sido vista como um dos possíveis fatores benéficos, com potencial de melhorar a resposta orgânica pela redução da resistência a insulina e melhora do balanço nitrogenado. No pós-operatório, a prática convencional de início da dieta somente após a peristalse foi considerada sem evidência científica, além de potencializar o estresse e proporcionar maior tempo de permanência hospitalar. Da mesma forma, o preparo intestinal também foi considerado um procedimento complicador nas cirurgias colorretais por aumentar o tempo de internação e ocasionar desidratação intra-operatória. Conclusão: Estas novas condutas vêm sendo implementadas e acredita-se que fará em breve parte das novas rotinas de instituições. A adoção de medidas multidisciplinares, tendo em vista o relevante papel da nutrição perioperatória, contribui para redução de morbidades, menor tempo de internação, consequentemente menores gastos hospitalares, e ainda proporciona uma maior satisfação dos indivíduos. Unitermos: nutrição perioperatória, cirurgia colorretal.

IP043 - ANÁLISE DA CIRCUNFERÊNCIA MUSCULAR DO BRAÇO COMO FATOR PROGNÓSTICO EM PACIENTES COM CARCINOMA PULMONAR AVANÇADO

Instituição: UFRGS, Porto Alegre
Autores: Tartari RF; Filho AFF; Lessa D; Rossi I; Paiva A.

Objetivos: A sobrevida em pacientes com câncer de pulmão metastático é considerada bastante heterogênea, sendo necessários fatores prognósticos para avaliar a evolução destes pacientes e proporcionar adequada terapia. Propôs-se então, um estudo que permitisse avaliar a circunferência muscular do braço (CMB) como fator prognóstico nesta população. Materiais e Métodos: Foi realizada análise de sobrevida em 56 pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC), em estadio IV, com mais de uma metástase, os quais tiveram suas CMBs mensuradas logo após o diagnóstico. Os resultados da CMB foram classificados de acordo com o Percentual de Adequação, ajustado por sexo e idade. Os pacientes foram caracterizados como eutróficos (CMB > 90%) ou depletados (CMB <90%), e suas sobrevidas foram comparadas. Resultados: A amostra apresentou idade média de 63 anos (47-80). A média do Percentual de Adequação foi de 89% (66-122), apresentando depleção 55% dos pacientes. A sobrevida média foi de 6,2 meses (95% IC:5,1-7,3). Nos pacientes eutróficos, a média de sobrevida foi 10,2 meses (95% IC: 9,2-11,1), e nos depletados foi de 5 meses (95% IC: 4,2-5,8), apresentando diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (P < 0.001). Esta diferença permaneceu significante na análise multivariada (P<0,001, análise de COX) com as co-variáveis KPS, idade, sexo, quimioterapia. Conclusão: Avaliação da CMB é um forte fator prognóstico em pacientes com CPNPC. Neste estudo, os pacientes depletados, com Percentual de Adequação da CMB < 90% tiveram baixa sobrevida global. Unitermos: estado nutricional, câncer de pulmão avançado, prognóstico.

IP044 - PROBIÓTICOS X CÂNCER: NOVAS PERSPECTIVAS NA TERAPIA NUTRICIONAL

Instituição: Universidade Estadual de Londrina, Londrina
Autores: Paroschi TP; Miglioranza LHS; Dichi I.

Objetivos: Diante da importância do equilíbrio quantitativo e qualitativo da microbiota intestinal para saúde humana, objetivou-se realizar um estudo sobre os prováveis mecanismos de ação dos probióticos no câncer a fim de criar novas alternativas terapêuticas através da terapia nutricional. Materiais e Métodos: Realizou-se uma pesquisa em banco de dados (Medline, Lilacs, PubMed, Ovid, Scielo) através de artigos científicos, além de uma busca direta aos periódicos, priorizando os estudos mais recentes, ou seja, dentro dos últimos cinco anos. Coletaram-se também informações através de sites da Internet, como forma de elucidar o mecanismo de ação dos probióticos no que diz respeito às novas terapêuticas para o câncer. Resultados: Existem vários estudos que demonstram que a dieta, em especial os probióticos, prebióticos e simbióticos, pode influenciar no risco de desenvolvimento do câncer. Ao consumir produtos suplementados com probióticos pressupõe-se que estes microorganismos possam proteger o hospedeiro das atividades carcinogênicas, bem como de sua progressão, através de três mecanismos de ação. Agem sobre as bactérias patogênicas inibindo as responsáveis por converter substancias pré-carcinogênicas em carcinogênicas. Agem sobre as células tumorais inibindo as sua formação e sobre as células carcinogênicas, já que algumas bactérias da flora intestinal conseguem se ligar a receptores e através da competição por sítios de ligação inativam as células carcinogênicas. Assim, certas cepas de probióticos teriam capacidade de diminuir a quantidade de enzimas fecais envolvidas no câncer de cólon. Experimentos realizados com animais demonstraram que certas cepas de Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium spp. são capazes de diminuir a quantidade de enzimas responsáveis pela ativação de procarcinógenos. Conclusão: Confirma-se a hipótese investigada de que algumas linhagens de bactérias probióticas, quando consumidas habitualmente, podem exercer um efeito protetor contra carcinomas do cólon, além de poder auxiliar beneficamente durante o tratamento, tornando-se uma opção terapêutica bastante útil. Porém, é importante que novos trabalhos sejam realizados para compreender melhor suas interações. Unitermos: neoplasias do cólon, Lactobacillus, microbiota intestinal, alimentos funcionais.

IP045 - AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO E ADESÃO À TERAPIA NUTRICIONAL ORAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

Instituição: Hospital Guilherme Álvaro, Santos
Autores: Ferraz LF; Campos ACF.

Objetivos: Avaliar a ingestão e o conhecimento de pacientes internados pelo Sistema Único de Saúde sobre a importância e benefícios da terapia nutricional oral. Materiais e Métodos: Foi elaborado um questionário estruturado abordando questões sobre os motivos e benefícios pelo qual o paciente recebeu a suplementação, opinião em relação a sabor, melhoras após o inicio da terapia e aceitação diária do suplemento e da dieta hospitalar. Este foi aplicado por um profissional nutricionista em 100 pacientes adultos de ambos os gêneros, tanto clínicos quanto cirúrgicos. Resultados: Quando questionados sobre os motivos de terem recebido e quais benefícios podiam proporcionar, somente 22% da amostra relatou saber. Quanto ao sabor, 72% classificaram como regular, enquanto 15% disseram ser bom e 13% ruim. Quanto à percepção de melhora após o inicio da terapia oral, 34% dos pacientes observaram aumento de peso corporal ou apetite. Em relação à aceitação diária do suplemento oral, apenas 10% afirmaram ser total, enquanto 65% ingerem aproximadamente metade da dose ofertada. Quanto à aceitação da dieta hospitalar, 58% relataram ser igual ou inferior a 50%. Conclusão: Os resultados evidenciam baixo índice de conhecimento e adesão à suplementação oral e alertam o desperdício, muitas vezes pelo doente não ter consciência de sua importância no tratamento. Os pacientes sob risco nutricional devem encarar o suplemento como parte integrante da terapia e os profissionais da saúde, em especial os nutricionistas, esclarecer seus benefícios. Unitermos: terapia nutricional oral, aceitação alimentar, risco nutricional.

IP046 - AVALIAÇÃO QUÍMICA E SENSORIAL DA CARNE DE CAJU

Instituição: Faculdade de Saúde, Ciências Humanas e Tecnológicas do Piauí - NOVAFAPi, Teresina
Autores: Nunes ELM; Santos RS; Oliveira FC; Campos CMF.

Objetivos: Objetivou-se, nesse trabalho, estabelecer o valor nutritivo da carne de caju e realizar analise sensorial das preparações à base do produto. Materiais e Métodos: O presente estudo é do tipo experimental. A matéria-prima utilizada consistiu de frutos da espécie Anacardium occidentale L. adquirida em mercado regional de forma aleatória e utilizada para a preparação da carne de caju, que foi obtida depois de liquidificar o fruto, peneirá-lo até tornar uma fibra enxuta. Foram feitas análises bromatológicas para determinar a composição centesimal e análise Sesorial utilizando-se escala hedônica estruturada de 9 pontos. Resultados: O preparado apresentou valores de 56% de umidade, 0,23% de cinzas, 15,68% de gordura, 5,95% de carboidratos e 22,14% de proteínas. A análise sensorial pela escala hedônica mostrou os seguintes níveis de aceitação: desgostei muitíssimo (8,1%), desgostei muito (8,1%), regularmente (27%), desgostei ligeiramente (10,8%), indiferente (8,1%), gostei ligeiramente (10,8%), gostei regularmente (13,5%), gostei muito (8,1%), gostei muitíssimo (5,4%). Já o pastel recheado com a carne de caju teve 100% de aprovação. Conclusão: Pode-se concluir que a carne básica de caju pode ser incluída na alimentação diária, sendo um alimento que aceita facilmente a incorporação de temperos, e que é mais bem aceita quando incorporada a outros ingredientes. A matéria prima utilizada é de fácil acesso em regiões de clima tropical, um alimento de fácil aquisição e baixo custo podendo ser ainda fonte proteína e gordura, além de fibras. Unitermos: Anacardium Occidentale L., carne de caju, composição centesimal, analise sensorial.