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GANEPÃO 2012
TEMA LIVRE (TL)
GANEPÃO 2012

TL001 - DIMINUIÇÃO NA SECREÇÃO DE INSULINA É ACOMPANHADA POR REDUÇÃO DA EXPRESSÃO DE SINAPTOTAGMINA 7 EM ILHOTAS PANCREÁTICAS DE RATOS SUBMETIDOS À RESTRIÇÃO PROTEICA

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá
Autores: Lopes BV; Reis SRL; Carli APA; Pacheco NCS; Cunha CF; Reis MAB.

Objetivos: O mecanismo de secreção de insulina envolve exocitose do hormônio, processo dependente da formação e regulação do complexo proteico denominado SNARE. Desnutrição proteica leva à redução da secreção de insulina, porém não estão totalmente elucidadas as alterações nesse processo. Este estudo propôs-se a avaliar a expressão de proteínas do complexo e SNARE em ilhotas pancreáticas de ratos desnutridos. Materiais e Métodos: Foram utilizados ratos Wistar machos divididos em dois grupos: controle (C) e desnutrido (D) alimentados, respectivamente, com dieta contendo 17% e 6% de proteína, desde a vida intrauterina até 40º dia de vida. Nesse dia, os animais foram sacrificados e suas ilhotas pancreáticas foram isoladas para a determinação das proteínas formadoras do complexo SNARE (sintaxina 1A, VAMP2, SNAP25) e de proteínas acessórias reguladoras (Munc18 e Sinaptotagmina 7), por Western Blot. Resultados: A expressão proteica dos monômeros do complexo SNARE não foi significativamente diferente (p> 0,05) entre os grupos C e D (VAMP 2, C = 11.018 ± 3.401 UA, D = 14.098 ± 3.121 UA; SNAP25, C = 16.608 ± 4.095 UA, D = 16.323 ± 3.156 UA; sintaxina 1A, C = 8.940 ± 3.402 UA, D = 11.647 ± 1.921 UA), bem como a expressão da proteína reguladora Munc18 (C = 13.657 ± 1.622 UA, D = 14.321± 1.652 UA, p> 0,05. Porém, a expressão de sinaptotagmina7 apresentou-se diminuída em D comparado ao grupo C (C = 9.608 ± 1.888 UA, D = 4.200 ± 1.706 UA, p=0,02) (n=4 para todas as proteínas e grupos). Conclusão: A menor secreção de insulina em ratos D parece não estar relacionada com a expressão das proteínas do complexo SNARE, porém a redução de sinaptotagmina7 poderia, pelo menos em parte, estar envolvida, visto que proteínas acessórias são fundamentais para garantir a regulação da velocidade e precisão dos eventos de exocitose. Unitermos: secreção de insulina, Snare, restrição protéica.

TL002 - VALOR BIOLÓGICO DA DIETA À BASE DE OKARA E OS SEUS EFEITOS SOBRE O PERFIL HORMONAL E METABÓLICO EM RATOS ADULTOS SUBMETIDOS À RESTRIÇÃO PROTEICA NA VIDA INTRA-UTERINA E LACTAÇÃO E RECUPERADOS APÓS O DESMAME

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá
Autores: Lemes SF; Lima FM; Carli APA; Ramalho AFS; Latorraca MQ; Veloso RV.

Objetivos: Avaliar o valor biológico da dieta à base de okara e seus efeitos sobre o perfil hormonal e metabólico em ratos submetidos à restrição proteica durante a vida intra-uterina e a lactação e recuperados após o desmame. Materiais e Métodos: Proles de ratas Wistar alimentadas com dieta controle caseína (17% proteína) ou hipoproteica caseína (6% de proteína) durante a prenhez e a lactação, foram mantidas com dieta com 17% de proteína à base de caseína (grupos CC e LC) ou de okara (grupos CO e LO), ou com dieta hipoproteica caseína (grupo LL) desde o desmame até os 90 dias de vida. O valor biológico da dieta foi determinado pelo cálculo da razão de eficiência alimentar (FER), da razão de eficiência proteica (PER), da razão proteica líquida (NPR) e da digestibilidade verdadeira (TB). Foram avaliadas concentrações séricas de insulina, glucagon e de glicose, bem como os conteúdos de gordura e glicogênio hepático de jejum e pós-prandial, a área sob a curva da glicose (delta G) durante os testes de tolerância à glicose intraperitoneal (GTT) e tolerância ao piruvato intraperitoneal (PTT) e a constante de desaparecimentos de glicose (Kitt) durante o teste de tolerância à insulina intraperitoneal. Resultados: No estado alimentado, as concentrações séricas de glicose (mmol/L, CC=8.0±0.3; CO=6.3±0.4; LC=6.7±0.6; LO=6.6±0.5; LL=6.9±0.7), insulina (pmol/L, CC=893±130; CO=276±109; LC=344±180; LO=316±123, LL=140±57), e a razão insulina: glicose (CC=174±24; CO=68±25; LC=80±45; LO=76±32, LL=32±13) foram menores nos ratos LO, CO e LC do que nos ratos CC. A razão glucagon: insulina (CC=0.03±0.02; CO=0.14±0.06; LC=0.13±0.05; LO=0.13±0.05; LL=0.22±0.09) foi maior nos ratos LO, CO e LC do que nos ratos CC. O conteúdo de glicogênio hepático (mg/100mg, CC=6.4±2.6; CO=2.7±1.0; LC=6.1±2.5; LO=3.2±1.1; LL=7.4±2.2) foi menor nos ratos LO e CO do que nos ratos LC e CC. O conteúdo de gordura hepática (mg/g, CC=57±6; CO=70±12; LC=54±7; LO=64±7; LL=81±19) nos ratos LO foi menor do que nos ratos LL. Delta G durante o GTT (mmol/L.120min, CC=1252±100; CO=1139±73; LC=1254±136; LO=1155±74; LL=1112±186) e o PTT (mmol/L.150 min, CC=1241±129; CO=1074; LC=1090±35; LO=1121; LL=1004±118) foi menor nos ratos LO e CO do que nos ratos LC e CC, e o Kitt não diferiu entre os grupos. Conclusão: A qualidade da proteína do okara foi equivalente à da caseína, portanto, a dieta à base de okara foi eficiente na recuperação de ratos em crescimento, previamente desnutridos e preveniu o desenvolvimento de obesidade, esteatose hepática e intolerância à glicose. Unitermos: Okara, desordens lipídicas, esteatose hepática, desnutrição, recuperação nutricional

TL003 - EFEITO ANTICÂNCER DA ASSOCIAÇÃO DO RESVERATROL COM MELFALAN EM CÉLULAS DE CÂNCER DE MAMA MCF-7 E MDA-MB-231

Instituição: Instituto de Nutrição Josué de Castro/UFRJ - Brasil, Rio de Janeiro
Autores: Quarti J; Casanova FA; Costa DFC; Ramos CA; Silva JL; Fialho E.

Objetivos: O melfalan (MEL) é um agente quimioterápico utilizado no tratamento do câncer de mama. No entanto, MEL produz efeitos colaterais que limitam suas aplicações clínicas. Foi analisado neste estudo o uso do resveratrol (RSV) em combinação com MEL com o intuito de melhorar a eficácia deste agente quimioterápico. Materiais e Métodos: Os ensaios de viabilidade celular foram realizados pelo método de redução de MTT. Para a análise do ciclo celular foi utilizada a técnica de citometria de fluxo. Em relação à análise dos níveis de proteínas específicas, foi utilizado o método Western Blotting. Resultados: O aumento do efeito citotóxico do MEL pelo RSV foi maior nas células MCF-7 do que nas células MDA-MB-231. Nas células MCF-7, esse aumento foi dependente da ordem em que os tratamentos foram feitos. O tratamento do RSV seguido do MEL foi mais efetivo. O efeito destas drogas sobre a distribuição do ciclo celular das células MCF-7 mostrou que a adição de RSV gerou um acúmulo de células na fase S, assim como sua associação com MEL. Para testar o papel da progressão do ciclo celular no aumento da citotoxicidade do MEL, as células MCF-7 foram tratadas com inibidores específicos do ciclo celular e com MEL. Esta combinação de drogas reduziu a viabilidade celular, assim como na combinação de RSV com MEL. Posteriormente, as proteínas reguladoras da fase S do ciclo celular das células MCF-7 foram analisadas. A expressão de CDK2 não foi alterada, no entanto, sua forma ativa (CDK2 fosforilada pela CDK-7 em resíduos de treonina 160) foi diminuída pelo tratamento com RSV e sua associação com MEL. Por isso, a atividade da CDK7 foi analisada. RSV e sua associação com MEL inibiram a atividade da CDK7. Conclusão: Esses achados sugerem que a parada do ciclo celular na fase S induzida pelo RSV pode ser um dos mecanismos dessa molécula em sensibilizar as células MCF-7 ao tratamento com MEL, sendo que esse bloqueio do ciclo celular foi ocasionado pela redução da atividade da CDK-7. Sendo assim, nossos resultados indicam que o RSV pode ser um agente adjuvante durante o tratamento do câncer de mama com MEL. Unitermos: câncer de mama, ciclo celular, Melfalan, Resveratrol.

TL004 - INCORPORAÇÃO NO TECIDO TUMORAL DE ÁCIDOS GRAXOS N-3 SUPLEMENTADOS EM RATOS PORTADORES DO TUMOR DE WALKER 256 E A RELAÇÃO DA MASSA, PROLIFERAÇÃO CELULAR E LIPOPEROXIDAÇÃO

Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO, Guarapuava
Autores: Schiessel DL; Yamazaki RK; Kryczyk M; Brito GAP; Naliwaiko K; Fernandes LC.

Objetivos: O objetivo foi avaliar a incorporação de ácidos graxos n-3 no tecido tumoral e a relação com a massa do tumor, a proliferação das células tumorais e a lipoperoxidação no tecido tumoral em ratos portadores do tumor de Walker 256 suplementados com Oro Inka (rico em ácido graxo a-linolênico) e óleo de peixe (rico em EPA e DHA). Materiais e Métodos: Ratos machos Wistar, com 70 dias de idade, foram alimentados com dieta padrão, grupo-controle (C), e suplementados com 1g/kg de: óleo de peixe (OP) rico em EPA (20,2%) e DHA (18,8%), Oro Inka (OI) rico em a-linolênico (50%). Após 30 dias, os animais dos grupos acima foram inoculados com 3x107 células do tumor de Walker 256, findando com os grupos: portador de tumor (W), suplementado com óleo de peixe (OPW) ou "Oro Inka" (OIW). Ao final de 14 dias todos os animais foram ortotanasiados. Os procedimentos experimentais para determinar: massa tumoral, perfil de ácidos graxos por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (High Performance Liquid Chromatography - HPLC), proliferação das células tumorais e lipoperoxidação, estão descritos em Schiessel (2011). Resultados: Massa tumoral (g): W 19,1±2,0; OPW 7,9±0,7* e OIW 8,3±0,7*; Proliferação de Células Tumorais "ex-vivo" (cpm): W 832,3±62,7, OPW 274,3±26,2* e OIW 298,8±28,8*; Concentração de lipoperóxidos (mmol/mg de proteína) no tecido tumoral: W 45,4±3,2, OPW 75,1±2,8* e OIW 80,2±8,6*; Perfil dos Ácidos Graxos do Tecido Tumoral (g/100 g de ácidos graxos totais): Láurico (12:0) W1,5±0,1, OPW 1,1±0,2 e OIW 1,4±0,1; Palmítico (16:0) W 15,1±0,7, OPW 17,2±1,0 e OIW 16,8±0,5; Esteárico (18:0) W 11,2±1,4, OPW 12,0±1,8 e OIW 12,1±1,5; Oleico (18:1n-9) W 18,8±1,2, OPW 24,2±0,7* e OIW 21,3±0,9; Linoleico (LA 18:2n-6) W 25,1±2,4, OPW 27,1±2,9 e OIW 26,0±2,6; a-linolênico (ALA 18:3n-3) W 0,6±0,1, OPW 5,5±0,6* e OIW 1,6±0,3*#; Araquidônico (AA 20:4n-6) W 24,4±1,2, OPW 5,5±0,6* e OIW 13,8±1,4*#; EPA (20:5n-3) W 0,5±0,05, OPW 2,4±0,4* e OIW 0,9±0,1*#;DHA (22:6n-3) W 2,6±0,2, OPW 3,6±0,5 e OIW 2,3±0,2; Razão n-6/n-3: W 13,4:1, OPW 2,8:1 e OIW 8:1. *p< 0,05 vs. W. #p< 0,05 vs. OPW. Conclusão: A suplementação com ácidos graxos n-3 causou, menor incorporação de ácido araquidônico e maior de ALA e EPA e isto provocou redução da massa tumoral, menor proliferação de células tumorais e aumento da lipoperoxidação em causar citotóxica nas células tumorais, quando comparado ao tumor dos animais portadores de tumor não suplementados. Conclui-se que a suplementação causou efeito antitumoral. Unitermos: câncer, proliferação celular, lipoperoxidação, ácidos graxos N-3, a-linolênico, óleo de peixe.

TL005 - FISH OIL REDUCES HYPOTHALAMIC INFLAMMATION IN ANORETIC-CACHETIC MICE

Instituição: Internal Medicine, State University of Campinas (UNICAMP), Campinas
Autores: Mendes MCS; Pimentel GD; Paulino DSM; Ropelle ER; Saad MJA; Carvalheira JBC.

Objetivos: The mechanisms responsible for cancer-induced anorexia remains unclear.There are evidences that many pro-inflammatory cytokines (IL-1, IL-6, TNF-a) are mediators of anorexia in the central nervous system in tumor-bearing hosts.Thus, the goal of this study was to investigate the effects of fish oil supplementation on hypothalamic inflammation. Materiais e Métodos: Male C57BL/6J mice, 6-7 weeks old, were inoculated subcutaneously with 1.106B16 skin melanoma cell lines. The animals were divided into two groups and supplemented daily with 5 g/kg/day (by gavage) of soybean oil (SB) or fish oil ROPUFA® (FO). The amount of fish oil offered was calculated based on an offering of 2.5 g/kg/day of EPA. Body mass, tumor size, food intake and daily activity were monitored. IL-6, IL-10 and TNF-a; serum levels were analyzed by an enzyme-linked immunosorbent assay. Proteins related to inflammatory pathways were analyzed through Western blot analysis. Animal sacrifice occurred 15 days after the onset of treatment. Student’s test t was adopted for statistical analysis. Resultados: We observed that FO group had a higher food intake (SB=3.56 g + 0.67 and FO=4.71 + 1.17; p=0.07) and daily activity in light cycle and dark cycle when compared to SB group. We also identified that FO reduced the tumor growth and tumor weight (SB=12.56 g + 1.19; FO=6.73 g + 1.23; p=0.028), but there was no difference in carcass mass. The FO supplementation reduced JNK and IKK phosphorylation in hypothalamic tissue. In parallel, we observed the reduction of IL-6, IL1-b; and TNF-a; expression in the hypothalamus, in contrast, FO treatment, increased the IL-10 expression in the hypothalamus of mice. We also found an increase in serum IL-10 (SB=13.30 pg/mL+ 7.14, FO=45.26 pg/mL+ 19.47; p=0.0097) caused by the FO supplementation. Conclusão: FO supplementation was able to reduce the hypothalamic inflammation and increased the food intake in anorectic mice. Grants: FAPESP, Brazil. Unitermos: Fish oil, hypothalamus inflammation.

TL006 - EFFECTS OF BIOACTIVE COMPOUNDS OF PEPPERS ON THE VIABILITY OF BREAST CANCER CELLS LINES

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Polinati RM; Queiroz C; Cordeiro HSMP; Fialho E; Lima J.

Objetivos: The aim of this study was to investigate the effect of bioactive compounds (BCs) of black and red peppers: piperine and capsaicin viability on breast cancer MCF-7 and MDA-MB-231 cells lines. Materiais e Métodos: For analysis of cell viability (CV), cells were treated with concentrations ranging from 1 to 300 µM of BCs. After treatment, cells were incubated with 0.5 mg/ml MTT dissolved in PBS for 3 hours at 37°C. After incubation, MTT solution was removed and the formazan crystals were dissolved in isopropanol acid (0.04 M). The amount MTT reduced was calculated based on the difference between the absorbance of 570 to 650 nm. Resultados: According to the results obtained, in MCF-7 line was observed that capsaicin and piperine, at concentrations from 50 ìM, decreased the CV time and dose dependent. To this line, IC50 of piperine was 108 and 67ìM and for capsaicin was 77 and 73ìM at 24 and 48 hours, respectively. However, in MDA-MB-231 line, piperine and capsaicin was less cytotoxic when compared to other line (MCF-7). Only in doses from 150 ìM, piperine decreased the CV only 20%, while this same dose capsaicin decreased the CV in 40%. To this line, the IC50 of piperine was 269 and 244ìM, and capsaicin was 161 and 136Ìm at 24 and 48 hours, respectively. Conclusão: Thus, results suggest that BCs tested are more cytotoxic in breast cancer cells line MCF-7 in relation to MDA-MB-231. New strategies to increase the cytotoxic effect of these compounds will be studied. Unitermos: breast cancer, piperine, capsaicin, cellular viability.

TL007 - MANIFESTAÇÃO DA RESISTÊNCIA INSULÍNICA EM RATOS ZUCKER GENETICAMENTE OBESOS

Instituição: Departamento de Patologia, Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP, Botucatu
Autores: Corrêa CR; Ortega TT; Jacob MF; Pierine DT; Ferreira ALA.

Objetivos: O objetivo do estudo foi avaliar o momento em que ratos Zucker geneticamente obesos desenvolvem a resistência insulínica (RI) nos intervalos de 8, 12, 16, 24 e 34 semanas de vida. Materiais e Métodos: Foram utilizados para o estudo oito ratos machos divididos em dois grupos, Zucker obeso (ZO, n=4) e controle (C, n=4). Para determinar o início da obesidade no grupo ZO foram monitorados os parâmetros nutricionais de ingestão calórica e peso corporal. A ingestão calórica foi calculada pela multiplicação entre a ingestão alimentar semanal e o valor energético da ração (g x 2,95 Kcal) e o peso corporal foi avaliado semanalmente através de balança digital Mettler® modelo Spider 2 (Toledo do Brasil Indústria de Balanças Ltda, São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil). A resistência à ação da insulina foi realizada pelo cálculo do índice de HOMA-IR (Homeostatic Model Assessment) baseado nas concentrações de glicose e insulina de jejum, através da seguinte fórmula: concentração de insulina (µU/mL) multiplicada pelos níveis glicêmicos (mM/L) dividida por 22,5. Resultados: Os valores da ingestão calórica confirmaram a hiperfagia do grupo ZO comparado ao controle (61,89 ± 2,0 vs. 87,3 ± 18,3; p<0,05). A obesidade e a RI nos animais do grupo ZO foram visualizadas desde a idade de 8 semanas, onde os valores de peso corporal (336,3 ± 61,08 vs. 603,7 ± 151,14) e do índice HOMA-IR (0,2±0,3 vs. 1,7±0,9) foram superiores estatisticamente (p<0,05) em todos os momentos comparado aos ratos controle.A análise estatística das comparações entre os grupos foram realizadas por análise de variância paramétrica (ANOVA) e complementado com o teste de Scheffe. Conclusão: Diante dos resultados é possível afirmar que a resistência insulínica nos ratos Zucker geneticamente obesos se manifesta juntamente com a obesidade. Portanto, esse animal além de ser um bom modelo para o estudo da obesidade pode ser utilizado, também, como estudo para resistência insulínica. Unitermos: obesidade, resistência à insulina, rato Zucker, Homa-IR.

TL008 - EFEITOS DO CAFÉ ORGÂNICO E CONVENCIONAL NO METABOLISMO E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE RATOS WISTAR

Instituição: Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Moreira MJM; Costa FEC; Saraiva GKV; Tiengo A.

Objetivos: Comparar os efeitos do café orgânico e convencional no metabolismo lipídico, glicídico, proteico, níveis de proteína C reativa, ácido úrico e composição corporal de ratos machos da linhagem Wistar. Materiais e Métodos: Foram utilizados 15 ratos machos da linhagem Wistar (pesos entre 200 e 250 gramas) distribuídos em 3 grupos contendo 5 ratos cada, sendo o Grupo I o grupo controle (água), o grupo II que recebeu café orgânico e o grupo III que recebeu café convencional ofertado através de gavagem durante 25 dias. Os ratos foram colocados em gaiolas metabólicas individuais, sendo aferido a cada 48 horas o peso corporal, volume defecado, diurese e ração consumida. Após 25 dias, os animais foram anestesiados com solução contendo cloridrato de cetamina (40 mg/mL) e cloridrato de meperidina (10 mg/mL) na dose de 50 mg/kg/peso, procedendo-se a coleta de sangue através de punção cardíaca para análise bioquímica através de kits específicos (glicemia, HDL-c, colesterol total, triglicerídeos, proteínas totais e ácido úrico). Os órgãos (rins, fígado e coração) foram retirados para análise histopatológica. Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância e comparados pelo teste de Tukey (p < 0,05). Resultados: Não foram observadas alterações significativas do café orgânico e convencional sobre os níveis de colesterol total, HDL, triglicerídeos, ácido úrico e PCR avaliados. Entretanto foi observado um ligeiro aumento na glicemia do grupo convencional (88,2 ± 19,7 mg/dL) e uma discreta redução das proteínas totais no grupo orgânico (5,2 ± 0,6 g/dL) quando comparados ao controle (p<0,05). O consumo de ração, volume da urina e fezes também não apresentaram diferenças significativas. Verificou-se maior ganho de peso no grupo orgânico com diferença significativa (p <0,05) em relação aos demais (0,058 ± 0,010 kg), apesar de não apresentarem diferença na ingestão de ração. Tendo em vista que o peso seco sofreu alterações (0,09 ± 0,05 kg) pode-se supor que o ganho de peso do grupo orgânico seja em massa magra. O café orgânico poderia ter aumentado a eficácia proteica da dieta melhorando a microbiota funcionando como prebiótico aumentando assim a disponibilidade proteica da dieta. A partir da análise histopatológica notou-se que o café orgânico tem efeito protetor em nível de fígado e... Conclusão: A partir dos resultados verificou-se que a ingestão de café pode apresentar efeito benéfico para a saúde. O orgânico quando consumido exerceu ação protetora para o coração e fígado, ação não observada para o convencional. Sugere-se a realização de novos estudos para avaliar a capacidade do café orgânico em aumentar a eficácia proteica da dieta, além de confirmar a atividade antioxidante de ambos. Unitermos: café, metabolismo, composição corporal.

TL009 - ANÁLISE NA ALTERAÇÃO DOS PARÂMETROS BIOQUÍMICOS PELAS NOZES MACADÂMIA E PECÃ EM RATOS DA RAÇA WISTAR

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Camargo LS; Tiengo A; Costa FEC; Saraiva GKV.

Objetivos: Avaliar a interferência das nozes macadâmia e pecã sobre os níveis de colesterol de ratos Wistar e identificar suas propriedades benéficas ou maléficas e algumas propriedades ligadas à nutrição. Materiais e Métodos: Utilizou-se 15 ratos Wistar machos abrigados em gaiolas metabólicas. Os ratos foram divididos em três grupos (A - macadâmia, B - pecã e C - placebo), sendo 6 animais para os grupos A e B e 3 para o grupo C. Receberam 60 g de ração específica e balanceada durante 3 semanas em dias alternados. Além da dieta, os grupo A e B receberam 0,5g de macadâmia e 0,5g de noz pecã (5g de noz em 5 mL de água) por gavagem e o grupo C água destilada para controle. Fezes, urina e ração foram coletadas a cada 2 dias. Ao final do experimento os animais foram submetidos à eutanásia e sob efeito de anestesia foi realizada a retirada de sangue por punção cardíaca e injeção intracardíaca de KCl. O fígado foi retirado para averiguar desenvolvimento físico e metabólico. As carcaças foram pesadas e colocadas em estufa a 115ºC até peso constante. O sangue foi colocado em tubos com EDTA para avaliação de LDL, HDL, CT e albumina. Os resultados foram avaliados pelo método de ANOVA (a=0.05) e pelo Teste de Tuk. Resultados: Em relação aos níveis de colesterol total não foram observadas alterações quando comparada à noz pecã com o placebo, porém ao avaliar a macadâmia observou-se uma redução de 78% nos níveis plasmáticos (p=0.268). Quanto aos níveis de HDL e LDL, notou-se um aumento nos valores de HDL quando comparada a macadâmia com o placebo (116,6%), porém redução de 63,5% nos níveis de LDL. Após ingestão da noz pecã, observou-se redução no HDL e aumento de 30% nos níveis de LDL quando comparado ao placebo (p=0.436). Os triglicerídeos aumentaram em 40% após a ingestão de noz pecã. Nenhuma diferença foi observada em relação às excreções urinárias e fecais entre os grupos. Ao avaliar o ganho de peso, observou-se discreto aumento no peso dos animais que receberam macadâmia quando comparados à noz pecã, porém sem diferença estatística. Não foram observadas diferenças entre o peso da carcaça dos animais, bem como nenhuma agregação de gordura no fígado em ambos os grupos. As nozes apresentaram um aumento nas concentrações de albumina sérica comparadas ao placebo (117,4% noz pecã e 242,9% macadâmia). Conclusão: A noz mais indicada para o consumo de acordo com os resultados é a noz macadâmia, pois poderá proporcionar melhoras nos quadros de doenças crônicas não transmissíveis como a hipercolesterolemia que tem atingido grande parte da população atualmente. Seria interessante um estudo mais aprofundado que avalie a composição centesimal das nozes, principalmente da noz pecã onde estudos são ainda escassos. Unitermos: macadâmia, pecã, colesterol.

TL010 - AÇÃO ANTITUMORAL DE POLISSACARÍDEO ISOLADO DE COPAIFERA LANGSDORFFII EM CÉLULAS DE MELANOMA MURINO

Instituição: Universidade Federal do Paraná, Curitiba
Autores: Farias CLA; Martinez GR; Cadena SMCM; Petkowicz CLO; Noleto GR.

Objetivos: Importantes efeitos biológicos, entre eles, ação antitumoral, têm sido descritos para polissacarídeos. Entre eles encontram-se as xiloglucanas, as quais são utilizadas na indústria farmacêutica e alimentícia, atuando como agentes espessantes, estabilizantes e geleificantes. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos de uma xiloglucana extraída de Copaifera langsdorffii (XGC) em células B16F10. Materiais e Métodos: Para este fim, foram avaliadas a viabilidade e proliferação celular, pelos métodos de redução do MTT e exclusão do corante azul de tripan, respectivamente; análise de ciclo celular por citometria de fluxo, morfologia celular por microscopia óptica (MO) e expressão da enzima piruvato quinase (PKM2) por RT-qPCR. Resultados: O tratamento com XGC foi capaz de reduzir a viabilidade celular em ~20% e 50% (concentrações de 5 e 25 µg/mL, respectivamente), no tempo de 24 horas de tratamento (p<0,001 em relação ao grupo sem tratamento) e reduzir a proliferação em ~46% (25 µg/mL) no mesmo tempo (p<0,001 em relação ao grupo sem tratamento). Não foi observado alteração na progressão do ciclo celular (p>0,05). Quando as células foram tratadas com 200 µg/mL de XGC por 24 horas, ocorreu uma diminuição de células aderidas à lamínula e uma redução dos prolongamentos citoplasmáticos, observados por MO, indicando que o polissacarídeo pode estar interferindo na adesão destas células. Foi demonstrado ainda, uma discreta diminuição na expressão da PKM2, uma das enzimas chave da glicólise e que se encontra superexpressa em células tumorais, sendo um atraente alvo terapêutico. Conclusão: Os resultados demonstram que XGC apresenta importante efeito antitumoral, podendo contribuir para a pesquisa de novos agentes terapêuticos contra melanoma. Unitermos: polissacarídeos, efeito antitumoral, melanoma, xiloglucana

TL011 - N-3 POLYUNSATURATED FATTY ACIDS REDUCES INFLAMMATION-INDUCED COLON CARCINOGENESIS IN DIET-INDUCED OBESITY MICE

Instituição: Department of Internal Medicine, State University of Campinas (UNICAMP), Campinas
Autores: Pimentel GD; Mendes MC; Camargo JA; Ropelle ER; Saad MJA; Carvalheira JBC.

Objetivos: Obesity is associated with an increased risk of several types of cancer. On the other hand, the n-3 polyunsaturated fatty acid has anti-neoplastic effects. Thus, we sought to determine the effects of n-3 on inflammation-induced colon carcinogenesis in diet-induced obesity (DIO) mice. Materiais e Métodos: Four-wk-old male mice (C57BL6/J) were placed in high-fat diet (DIO group) (n=6) or high-fat diet supplemented with 30% kcal from fat with n-3 (ROPUFA 75’®) (Omega-3 group) (n=5). After one wk of diet, the mice were injected i.p. with 12.5 mg/kg azoxymethane. After 5 days, 2% DSS was given in the drinking water for 5d, followed by 14d of regular water. This cycle was repeated twice and mice were sacrificed eight days after the last cycle. Colon and tumour tissues were removed for immunobloting and serum for cytokines analysis by ELISA. O2 consumption and CO2 production were measured through of Gas Analyzer (Panlab®). Statistical analysis: Student’s test t. Resultados: We found that n-3 group non-significantly reduced body weight (20.7 ± 2.7 vs. 24.8 ± 1.3 g; p=010) and adipose tissue weight (0.36 ± 0.03 vs. 0.88 ± 0.06 g/100g b.w., p=0.09) compared to DIO group. However, no change was found in O2 consumption and CO2 production. Tumour size and number were reduced in the n-3 group (2.4 ± 0.5 vs. 3.2 ± 0.2mm; p=0.049) and (3.5±0.7 vs. 8.0±1.0 units; p=0.006), respectively. Serum analysis showed no significant lessening of TNF-a ; in n-3 group (13.0 ± 4.4 vs. 26.0 ± 15.0 pg/mL; p=0.09), with similar values of IL-6 and IL-10. In the other hand, Western blot analysis revealed that n-3 reduced IKK and JNK phosphorylation in both tumour and colon tissues. It was accompanied by the reduction of TNF-a; expression in the tumor tissue and IL-1b; and INOS expression in the colon of DIO mice. Conclusão: n-3 reduces inflammation-induced colon carcinogenesis in diet-induced obesity mice, by reducing the size and number of tumor, and inflammatory signaling. Unitermos: colon carcinogenesis, omega-3, inflammation

TL012 - YERBA MATE EXTRACT (ILEX PARAGUARIENSIS) EXHIBITED ATTENUATION OF BOTH CENTRAL AND PERIPHERAL INFLAMMATORY PROCESS OF DIET-INDUCED OBESITY IN RATS

Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo
Autores: Pimentel GD; Lira FS; Rosa JC; Caris AV; Oller do Nascimento CM; Oyama LM.

Objetivos: To clarify the effects of natural dietary components on metabolic consequences of obesity, we have examined the effects of supplementation of yerba mate extract "Ilex paraguariensis" on both central and peripheral inflammatory process of diet-induced obesity and correlate the hypothalamic TNF-a; level with adipose depot weight. Materiais e Métodos: Wistar rats were divided in four groups, the first was the control group (CTL) fed with chow diet, the second fed with chow diet plus yerba mate extract (CTL+E), the third fed with diet high-fat rich in saturated fatty acids (HFD), and the fourth fed with HFD plus yerba mate extract (HFD+E) for 8 weeks. Yerba mate extract was given daily at the same time (during the light period) for two months (at 3rd and 4th month of age), being in the first month with administration of 0.01 g of yerba mate extract/day (100 µL of a solution of 0.1 g/mL) and in the second month 0.02 g of yerba mate extract. The food intake and body weight were quantified weekly and rats were killed by decapitation. The blood, adipose tissue, liver, skeletal muscle and hypothalamus were collected and analyzed by ELISA, Western Blotting and colorimetric method. Statistical analysis was performed by ANOVA. Resultados: HFD groups showed a significant increase in the food intake (kcal), body weight, adipose tissue, as well leptin level when compared to CTL and CTL+E. In addition, HFD increased central and peripheral inflammatory process, and deregulation insulin signaling. On the other hand, yerba mate extract reverted the pro-inflammatory actions of diet-induced obesity in rats, by reduction of phosphorylation hypothalamic of IKK and NFkBp65 expression and increase of phosphorylation of kBa, expression of AdipoR1 and consequently of quantification of IRS-2. Moreover, increase of IL-10/TNF-a; ratio in the liver, muscle and retroperitoneal adipose tissue in yerba mate extract group shows the potent anti-inflammatory action. Conclusão: In summary, our data suggest that the use of yerba mate extract may be useful for reduce the low-grade inflammation characteristically obesity-associated. Unitermos: yerba mate extract, diet-induced obesity, high-fat diet, inflammation, cytokines, insulin resistance.

TL013 - DIETA A BASE DE OKARA MODULA A EXPRESSÂO GÊNICA DE ENZIMAS CHAVES DO METABOLISMO HEPÁTICO DE LIPÍDEOS

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá
Autores: Carli APA; Lima FM; Pacheco NCS; Reis SRL; Latorraca MQ; Veloso RV.

Objetivos: Verificar a expressão de genes de enzimas hepáticas envolvidas no metabolismo de lipídeos em ratos mantidos com dieta à base de okara. Materiais e Métodos: Foram utilizados ratos machos Wistar, recém-desmamados distribuídos em cinco grupos: proles de ratas alimentadas com dieta controle caseína (17% proteína) ou hipoproteica caseína (6% de proteína) durante a prenhez e a lactação que foram mantidas com dieta com 17% de proteína à base de caseína (grupos CC e RC) ou de okara (grupos CO e RO), ou com dieta hipoproteica caseína (grupo HP) desde o desmame até os 90 dias de vida. Após sacrifício o sangue foi obtido para a determinação de ácidos graxos livres (AGL). O fígado foi extraído para determinação do conteúdo lipídico por método gravimétrico e expressão de genes envolvidos no metabolismo de lipídeos, pelo método de PCR em tempo real. Resultados: Independente do estado nutricional houve aumento dos AGL (mmol/L) nos ratos mantidos com okara em relação a animais que consumiram caseína, porém HP foi maior que os recuperados (CC= 0,25 ± 0,07; CO= 0,40 ± 0,09; RC= 0,28 ± 0,09; RO= 0,29 ± 0,10; HP= 0,47 ± 0,14). O conteúdo de lipídios hepáticos (mg/g) foi similar entre os grupos CC, CO, RC e RO, e maior no grupo HP em comparação aos grupos RC e RO (CC= 38,7 ± 14,9; CO= 43,6 ± 9,4; RC= 35,8 ± 9,9; RO= 37,2 ± 8,3; HP= 77,9 ± 21,0). O consumo de okara reduziu a expressão do RNAm de SCD-1 (CC=1,43 ± 0,33; CO=0,11 ± 0,10; RC= 1,66 ± 0,78; RO= 0,02 ± 0,01; HP= 0,27 ± 0,10) e ACC1 (CC= 0,02 ± 0,01; CO= 0,01 ± 0,006; RC= 0,02 ± 0,009; RO= 0,01 ± 0,005; HP= 0,03 ± 0,01) independente do estado nutricional. O RNAm de SCD-1 do grupo RO foi menor que HP. A expressão do RNAm de ACC1 em RC foi similar a RO e a HP. O RNAm de AMPKa; foi maior nos grupos okara em relação aos caseína e os animais recuperados foram maiores em relação aos seus respectivos controles, porém quando comparados com o grupo HP, RC e RO foram similares e maiores que HP (CC= 0,02 ± 0,007; CO= 0,03 ± 0,008; RC= 0,03 ± 0,004; RO= 0,04 ± 0,008; HP= 0,02 ± 0,003). Conclusão: Assim, o consumo de okara favoreceu a expressão de gene que aumenta a oxidação e inibiu a expressão daqueles relacionados com a síntese de ácidos graxos. Unitermos: Okara, esteatose hepática, recuperação nutricional, rato.

TL014 - SUPLEMENTAÇÃO COM LEUCINA POTENCIALIZA TOLERÂNCIA AO ESFORÇO PROVENIENTE DO TREINAMENTO FÍSICO E ESTÁ ASSOCIADA AO AUMENTO PREFERENCIAL DE FIBRAS GLICOLÍTICAS EM MODELO GENÉTICO DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Instituição: Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Moraes WM; De Salvi FG; Souza PR; Bozi LH; Brum PC; Medeiros A.

Objetivos: O treinamento físico (TF) é uma conduta capaz de melhorar a tolerância aos esforços e a miopatia esquelética na Insuficiência Cardíaca (IC). Estratégias capazes de potencializar efeitos do TF como a suplementação com leucina são potencialmente terapêuticas. Investigamos os efeitos da suplementação com leucina associada ao TF na função/morfologia da musculatura esquelética em modelo animal de IC. Materiais e Métodos: O TF consistiu de 4 semanas em esteira, 60 min/sessão (6 dias/sem) e administração de leucina (1.35 g/kg) ou placebo (água destilada) via intra-gástrica. Os animais foram divididos em 5 grupos: controle sem IC (WT) e 4 grupos de camundongos knockout para receptores a2a e a2c adrenérgicos, divididos em sedentários recebendo placebo (KO) ou leucina (KOL); treinado+placebo (KOT) ou treinado + leucina (KOLT). Foram analisados tolerância ao esforço (teste máximo em esteira rolante); nos músculos sóleo e plantar a área de secção transversa (AST) por histoquímica para miosina ATPase; expressão proteica por western blot; atividade do proteassoma no sítio quimiotripsina por fluorimetria e o desempenho motor por testes de deambulação, grip e rotarod. Adicionalmente, com intuito de detectar possíveis efeitos adversos da suplementação, avaliamos a função renal (clearence de creatinina e proteinúria) e tolerância à glicose. Resultados: O grupo KOT melhorou a capacidade de exercício em 18% em relação ao período pré, aumentou a AST em fibras tipo I no músculo sóleo (10% e 11% em relação ao KO e KOL, respectivamente) e tipo IIA e IIB no músculo plantar (13% e 15% em relação ao KO e KOL, respectivamente), e um melhor desempenho no teste de deambulação (13%) e grip (11%) vs. KO e KOL; a suplementação com leucina isoladamente não demonstrou qualquer efeito no desempenho motor e fenótipo das fibras, mas associado ao TF, aumentou ainda mais a tolerância aos esforços, a AST nas fibras IIA e IIB no músculo plantar e o desempenho nos testes de rotarod e grip. Esses efeitos observados no grupo KOLT foram associados com expressões de fosfo-mTOR: mTOR, fosfo-p70S6K: p70S6K aumentadas e uma redução de fosfo-AMPK: AMPK, atividade do proteassoma e de proteínas ubiquitinadas em relação ao KOT. Não houve efeitos deletérios da leucina nos parâmetros renais assim como aos relacionados à homeostase de glicose. Conclusão: Os resultados sugerem que a suplementação com leucina potencializa os efeitos do TF aeróbico por melhorar a tolerância ao exercício, preservar a massa em fibras de características predominantemente glicolíticas e prevenir queda no desempenho motor sem evidência de efeitos adversos. Unitermos: insuficiência cradíaca, leucina, treinamento físico.

TL015 - PRÉ-TRATAMENTO COM GLUTAMINA REGULA A PRODUÇÃO DE CITOCINAS NA MUCOSA INTESTINAL APÓS INDUÇÃO DE OBSTRUÇÃO INTESTINAL

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Santos RGC; Quirino IEP; Santos ACG; Correia MITD; Faria AMC; Cardoso VN.

Objetivos: Avaliar o efeito da glutamina na translocação bacteriana (TB) e indução de citocinas na mucosa intestinal. Materiais e Métodos: Camundongos, machos, Swiss foram divididos em 4 grupos. Sham (SHAM), obstrução intestinal (OI) e glutamina 500 mg/kg/dia (GLUT). Após 7 dias de tratamento, os animais receberam uma suspensão contendo 108 UFC/mL de E. coli marcada com tecnécio-99m. Após 90 minutos os animais foram anestesiados, e realizou-se laparotomia com exposição e ligadura do íleo terminal. O grupo SHAM sofreu apenas a laparotomia mediana. Após 18 horas da operação, os animais foram eutanaziados e sangue, nódulos linfáticos mesentéricos (NLM), fígado, baço e pulmão foram retirados para determinação da radioatividade e quantificação da TB. Para análise de citocinas o intestino delgado foi removido e separado. Os fragmentos de duodeno e íleo foram homogeneizados em solução tampão e centrifugados por 10 min/4oC. O sobrenadante foi coletado para a análise de citocinas de acordo com kit específico. Os dados foram analisados por Kruskal-Wallis ou ANOVA, considerando p<0,05 para significância estatística. Resultados: Os dados avaliados no duodeno mostraram que a glutamina foi capaz de reduzir os níveis de IL-6 quando comparado ao OI (20,13 ± 8,53 versus 69,88 ± 5,85 pg/mL respectivamente), enquanto os níveis de INF-g e TNF-a; foram similares entre os grupos (p>0,05). Em contrapartida, os níveis de TGF-b; aumentaram no grupo tratado (2256 ± 175,7 versus 498,9 ± 72,3 pg/mL), demonstrando o balanço entre citocinas pró e anti-inflamatória. No íleo, região da lesão, o grupo GLUT apresentou menores níveis de TNF-a; (100,3 ± 21,95 pg/mL) em relação ao controle (191,1 ± 20,56 pg/mL) (p<0,05) e similares (p>0,05) ao IO para IL-6, INF-ge TGF-a;. A TB foi significativamente maior no grupo OI para sangue e órgãos investigados quando comparado com os grupos GLUT e SHAM, que apresentaram níveis reduzidos e similares de TB (p<0,05). Conclusão: A glutamina (500 mg/kg/dia) foi capaz de balancear os níveis de citocinas pró e anti-inflamatórias na mucosa do duodeno e íleo, reduzindo a TB a níveis fisiológicos. Unitermos: translocação bacteriana, glutamina, citocinas.

TL016 - ÁCIDO GRAXO ÔMEGA-3 MODULA EVENTOS EPIGENÉTICOS E REATIVA GENE SUPRESSOR DE TUMOR EM LINHAGEM DE CÂNCER DE MAMA

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Castro RCB; De Conti A; Almeida DF; Ravacci GR; Ong TP; Moreno FS.

Objetivos: Verificar a ação do ácido docosahexaenoico (DHA), um ácido graxo poli-insaturado ômega-3, na reativação da expressão do gene supressor tumoral RASSF1A e o seu envolvimento em mecanismos epigenéticos, como metilação do DNA e modificações pós-traducionais de histonas em diferentes linhagens de carcinoma mamário humano. Materiais e Métodos: Três diferentes tipos de linhagens celulares de câncer de mama (MDA-MB-231, SKBR-3 e MCF-7) foram tratadas durante 72 horas com 100 ìM de DHA ou etanol (controle da diluição do DHA). A análise da expressão do gene RASSF1A foi feita pela técnica da reação em cadeia polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR) em tempo real. A avaliação do padrão de metilação do promotor do gene RASSF1A foi realizada pela técnica de reação em cadeia da polimerase metilação específica (MS-PCR). As modificações pós-traducionais em histonas, acetilação no resíduo de lisina 9 da histona 3 (H3K9ac) e no resíduo 16 da histona 4 (H4K16ac), foram avaliadas pela técnica de western blot. Além disso, foram analisadas as fases do ciclo celular por citometria de fluxo. A análise estatística foi realizada por meio do teste t-Student com nível de significância de 95% (p<0,05). Resultados: Comparado ao controle, o DHA aumentou a expressão do gene RASSF1A na linhagem MCF-7 (1,98 vezes; p=0,03), mas não houve aumento de expressão nas linhagens MDA-MB-231 e SKBR-3. As análises qualitativas da metilação, por MS-PCR, mostraram que a região promotora do gene RASSF1A apresenta-se hipermetilada nas três linhagens celulares. Após o tratamento com DHA, a região promotora do RASSF1A apresentou-se hipometilada na linhagem MCF-7 e SKBR3, mas não na linhagem MDA-MB-231. Além disso, o DHA induziu a acetilação no resíduo 16 da histona 4 (H4K16ac) nas linhagens MCF7 (p=0,04) e MDA-MB-231 (p=0,03), demonstrando o seu papel no favorecimento da transcrição gênica. Conclusão: Podemos sugerir que o DHA atua beneficamente em mecanismos epigenéticos e reativa gene supressor de tumor, como RASSF1A. Observamos que essa reativação do gene RASSF1A ocorreu especificamente na linhagem MCF-7, que apresenta características menos agressivas. Espera-se que esses resultados possam contribuir para melhor compreensão do papel anticâncer do DHA no câncer de mama. Unitermos: ômega-3, ácido docosahexaenoico, mecanismos epigenéticos, câncer de mama.

TL017 - DESESTRUTURAÇÃO DE LIPID RAFTS POR ÁCIDO DOCOSAHEXAENOICO INDUZ APOPTOSE EM CÉLULAS DA GLÂNDULA MAMÁRIA TRANSFORMADAS PELA SUPEREXPRESSÃO DE HER-2

Instituição: FMUSP, São Paulo
Autores: Ravacci GR; Tortelli T; Torrinhas R; Brentani MM.

Objetivos: A superexpressão dos receptores HER-2 é uma das anormalidades celulares de maior relevância clínica no câncer de mama. Está presente em cerca de 25% a 30% de todos os carcinomas de mama e está associado com prognósticos desfavoráveis, bem como, menores taxas de sobrevida quando comparados com tumores de mama com níveis normais ou negativos de receptores HER-2. Materiais e Métodos: Esses receptores se localizam na membrana celular, no entanto, para a ativação e envio de sinais ocorrerem, os receptores HER-2 devem se localizar em compartimentos específicos da membrana celular conhecido como lipid rafts. Os lipid rafts são microdomínos encontrados na membrana, ricos em colesterol e ácidos graxos saturados, que funcionam como plataformas para a transdução de sinal. Assim, nossa hipótese considerou que a transformação oncogênica de células da mama pela superexpressão de HER-2 seria acompanhada pelo aumento dos lipid rafts na membrana celular, e que o tratamento com DHA, um ácido graxo do tipo ômega-3, poderia desestruturar esses microdomínios induzindo morte celular. Para testar essa hipótese utilizamos a linhagem epitelial normal da glândula mamária humana, HB4a, e um clone derivado da linhagem HB4a, a HB4aC5.2, que foi transfectada com o gene do HER-2 e expressa aproximadamente 900 vezes mais receptores HER-2 do que as células normais HB4a (como visto na clinica). Resultados: Nas células HB4aC5.2, a superexpressão de HER-2 foi acompanhada pelo aumento dos lipid rafts na membrana celular e hiperativação das vias de sinalização de sobrevivência e proliferação mediadas pelas proteínas AKT e ERK1/2, bem como aumento da taxa de crescimento comparado às células HB4a. Adiciona-se que a superexpressão dos receptores HER-2 foi associado com aumento da ativação da proteína FASN, enzima chave da lipogênese celular. Seu produto final, palmitato, é frequentemente utilizado para a formação dos lipid rafts. O tratamento com DHA desestruturou os lipid rafts, inibiu a sinalização iniciada pelo HER-2 por meio da diminuição da ativação das proteínas AKT, Erk 1/2 e FASN, e induziu apoptose nas células com superexpressão de HER-2, HB4aC5.2 e não nas células normais HB4a. Conclusão: Embora pouco ainda seja conhecido sobre os lipid rafts, nossos dados suportam a ideia de que distúrbios nesses microdomínios, induzidos pelo DHA, podem representar ferramenta útil no controle da sinalização iniciada pelos receptores HER-2 e sugere potencial uso terapêutico do DHA contra tumores de mama com superexpressão de HER-2. Unitermos: câncer de mama, lipid rafts, sinalização celular, ácido docosahexaenóico, apoptose.

TL018 - GASTO ENERGÉTICO DE REPOUSO E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM LISTA DE ESPERA PARA TRANSPLANTE HEPÁTICO

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Ferreira LG; Santos LF; Neri TR; Anastacio LR; Lima AS; Correia MITD.

Objetivos: Estado nutricional debilitado e desequilíbrio no metabolismo energético são frequentemente associados à doença hepática avançada. O objetivo desse estudo foi avaliar o estas condições em pacientes em lista de espera transplante hepático (TH) e verificar associação entre elas. Materiais e Métodos: Pacientes em lista de espera para TH do Hospital das Clínicas de Minas Geraisforam avaliados entre Abril de 2010 a Agosto de 2011. O Gasto Energético de Repouso (GER) foi avaliado estando o paciente em jejum, por meio do exame de calorimetria indireta. O valor de GER foi obtido por meio da fórmula de Weir, e o valor do quociente respiratório (QR) também foi pesquisado. O estado nutricional foi avaliado por Avaliação Global Subjetiva (AGS). Para avaliar as desordens no metabolismo energético, o valor de GER avaliado por calorimetria indireta foi comparado ao GER predito pela fórmula de Harris-Benedict. Em pacientes com retenção hídrica, foi utilizado o peso seco na formula de predição. Foram considerados hiper e hipometabólicos, os pacientes que tiveram GER acima de 120% e abaixo de 80% do GER predito por fórmula, respectivamente. Teste T para amostras independentes foi utilizado, considerando-se um p<0,05 como significância estatística. Resultados: Foram avaliados 76 pacientes em lista de espera para TH (50 ± 12 anos; 72,4% homens). As principais indicações para TH foram por cirrose etanólica (39,5%); por vírus C (23,7%); cirrose criptogênica (14,5%) e hepatocarcinoma (10,5%). A média do GER avaliado foi de 1.564,46 ± 418,68 kcal e 31,6% dos pacientes apresentaram desordens no metabolismo energético (9,2% hipometabolismo, média de GER de 1.090,71 ± 329,02 kcal; e 22,4% hipermetabolismo, média de GER de 1.952,65 ± 439.56 kcal; p=0,001). A média do QR foi de 0,73 ± 0,16 e pacientes hipometabólicos tiveram maiores valores de QR comparado aos demais pacientes (0,9 ± 0.4 vs 0.72 ± 0.11; p=0,001). Desnutrição foi presente em 65,8% dos pacientes e 22,7% foram considerados gravemente desnutridos. O estado nutricional não afetou o GER (1.677,42 ± 476,78 kcal eutróficos vs 1.505,72 ± 376,88 Kcal desnutridos; p=0,09), mas o QR foi menor em pacientes desnutridos quando comparado aos demais (0,70 ± 0,2 vs 0,8 ± 0,21, respectivamente; p=0,018). Conclusão: Desordens no metabolismo energético de repouso e desnutrição são frequentes em pacientes aguardando TH, mas não estão associadas. A utilização do substrato energético é afetada por hipometabolismo e desnutrição. Conhecer essas condições é primordial para intervenção nutricional adequada desses pacientes. Unitermos: gasto energético de repouso, desnutrição, calorimetria indireta, quociente respiratório.

TL019 - COMPOSIÇÃO CORPORAL E EXCESSO DE PESO DE RECEPTORES DE FÍGADO AO LONGO DOS ANOS APÓS A OPERAÇÃO

Instituição: Programa de Pós-Graduação em Saúde do Adulto, Faculdade de Medicina-UFMG, Belo Horizonte
Autores: Anastácio LR; Diniz KGD; Ribeiro HS; Ferreira LG; Correia MITD; Vilela EG.

Objetivos: O excesso de peso tem sido amplamente descrito após o transplante hepático (TxH). No entanto, são escassos os estudos sobre a composição corporal de pacientes submetidos a TxH ao longo dos anos após a operação. O objetivo deste estudo foi avaliar a composição corporal, índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal e peso excessivo em pacientes de TxH, ao longo dos anos. Materiais e Métodos: Pacientes submetidos a TxH foram avaliados em sua composição corporal (por bioimpedância), índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura em 2008 e quatro anos depois, 2012. Os pacientes foram classificados em relação ao seu estado nutricional considerando o IMC e a circunferência da cintura com base na proposta da Organização Mundial de Saúde (1998). Os pacientes avaliados tiveram também seu percentual de gordura corporal classificado com base na proposta de Gallagher e colaboradores (2000). Para análise de dados, foi utilizado o teste t pareado (SPSS versão 17.0) e o nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram avaliados 70 pacientes (sexo masculino: 54,3%, idade: 53 ± 14 anos, tempo de transplante mediano em 2008: 3 anos, variando de 0 a 13 anos, e em 2012: 7 anos, variando de 3 a 17 anos). Os pacientes avaliados apresentaram, respectivamente, em 2008 e 2012 os seguintes valores de IMC: 26.6 ± 4.5 kg/m² e 26.6±4.6kg/m²; percentual de gordura corporal: 30.1 ± 9.1% e 32.1 ± 8.6%; percentual de massa corporal magra: 69.2±9.1% e 67.5±9.1% e circunferência da cintura: 94.3 ± 14.5 cm e 93.9 ± 14.6 cm. Em quatro anos, somente a massa corporal magra reduziu significativamente (p<0,01). A prevalência de excesso de peso nos pacientes avaliados não se alterou de forma significativa em quatro anos. Em 2008, 62,5% dos pacientes avaliados possuía excesso de gordura corporal (34,3% de obesos) e em 2012, 73,6% (41,2% de obesos). A prevalência de sobrepeso e obesidade, considerando-se o IMC, era de 64,7% em 2008 e de 62,8% em 2012. A prevalência de obesidade abdominal grau 1 e 2 foi observada em 65,7% e 45,7% dos pacientes, respectivamente, tanto em 2008 como em 2012. Conclusão: A maioria dos pacientes apresentam sobrepeso ou obesidade após a TxH e há piora da composição corporal ao longo dos anos após a operação. Unitermos: transplante hepático, composição corporal, índice de massa corporal, circunferência da cintura.

TL020 - OXIDATIVE STRESS AND NUTRITIONAL STATUS IN CHILDREN AND ADOLESCENTS WITH DOWN SYNDROME

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis
Autores: Garlet TR; Parisotto EB; Pereira LCR; Amorim J; Medeiros GS; Moreira EAM.

Objetivos: Down syndrome (DS) is caused by a chromosomal aberration involving trisomy of chromosome 21. The mental retardation associated with DS is accompanied by learning and memory deficits. The brain abnormalities observed in DS have been linked to an inherent oxidative stress. The present study investigated nutritional status and oxidative stress biomarkers in children and adolescents with DS. Materiais e Métodos: 17 children and adolescents (6 girls and 11 boys) with DS were selected and were classified with DS Group (DSG) and compared to the control group (CG) (n=17). The nutritional status was assessed by anthropometric measurements, using height-for-age (H/A) and body mass index (BMI)-for-age percentile. The triceps skinfold (TSF), bicipital (BSF), subscapular (SESF) and suprailiac (SISF) were measured by the previous body-fat-percentage and arm-fat-area. The activities of catalase (CAT), superoxide dismutase (SOD), as well as the contents of reduced glutathione (GSH) and lipid peroxidation (TBARS), were examined in blood samples. All data were expressed as mean ± standard error of mean, and statistical analysis were performed using a test t-Student (p<0.05 was considered significant). Resultados: The anthropometric characteristics of DSG was 41.18% (n=7) with overweight/obesity, evaluated by BMI. However, although higher, the BMI-for-age percentile was not statistical difference compared with CG (CG: 46.5 ± 6.39; DSG: 66.26 ± 8.04th; p=0.063), but the H/A percentil was increased in CG (51.83 ± 6.17th) compared with DSG (12.22 ± 5.28th) (p<0.001). In relation to the body composition showed increased of TSF, SESF and arm-fat-area in DSG compared with CG (p=0.035; p=0.030; p=0.035, respectively), however the body-fat-percentage, although higher, was not statistical difference compared with CG (CG: 20.52 ± 1.52; DSG: 23.57 ± 1.36%; p=0.144). Initial determinations revealed increased activity of CAT (CG: 123.29 ± 7.33; DSG: 155.30±4.89 µmol.min-1.mL-1, p=0.001) and SOD (CG: 63.44 ± 4.42; DSG: 244.60 ± 81.70 USOD/mL, p=0.034) together with the suggestive elevation of GSH (CG: 1.41 ± 0.07; DSG: 1.54 ± 0.42 µmol.mL-1, p=0.074) contents, while marker of oxidative damage showed similar concentrations of TBARS (CG: 0.013 ± 0.0003; DSG: 0.030 ± 0.130 nmol.mL-1, p=0.229) concentrations compared to the CG. Conclusão: The results indicate that children and adolescents with DS showed decrease in height and increased in body fat. Furthermore, the showed oxidative stress with increased of CAT and SOD, suggesting that antioxidant therapies mitigate the consequences tails by oxidative insult. Unitermos: down syndrome, oxidative stress, sod, antioxidants, nutritional status, body fat, BMI.

TL021 - A PRESENÇA DO CÂNCER COLORRETAL INFLUENCIA AS CONCENTRAÇÕES DE GRELINA E LEPTINA EM PACIENTES COM O MESMO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL?

Instituição: Unversidade Federal de São Paulo- UNIFESP, São Paulo
Autores: Barao K; Silva TD; Vicente MA; Ozorio GA; Oyama LM; Forones NM.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi determinar o nível sérico de grelina e leptina em pacientes desnutridos, eutróficos ou com sobrepeso/obesidade com câncer colorretal (CCR) em atividade ou em remissão, comparados a um grupo-controle. Materiais e Métodos: Participaram do estudo pacientes com CCR em atividade (grupo Caso) ou em remissão (Seguimento), atendidos no Ambulatório de Oncologia da Disciplina de Gastroenterologia e um grupo Controle, sem câncer, que estavam realizando exames de rotina no laboratório Central do Hospital São Paulo. Estes pacientes também foram divididos segundo o índice de massa corporal (IMC) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) nos indívíduos = 65 anos. As concentrações séricas de grelina e leptina foram analisadas por ELISA utilizando o Kit comercial da Linco Research. Resultados: Foram estudados 248 pacientes, sendo 74 no grupo Caso, 94 no grupo Seguimento, e 80 no grupo Controle. Não foram encontradas diferenças em relação ao sexo (p=0,749). A média de idade no grupo Controle foi de 59,3±16,1enquanto o no grupo Caso foi de 62,5±13,4 (p=0,25). Em relação ao IMC, a desnutrição foi mais prevalente no grupo Caso e o sobrepeso/obesidade no grupo Seguimento, sem diferenças estatisticamente significantes (p=0,252). Em relação a grelina, concentrações mais elevadas foram encontradas no grupo Caso em relação ao grupo Controle entre os desnutridos (1,48±0,78 vs. 0,32± 0,1 respectivamente p<0.01) entre os eutróficos (0,88±0,6 vs. 0,45±0,3 p=0,03), assim como em obesos (0,80±0,8 vs. 0,50±0,3 p=0,03). Comparando-se o grupo Controle e Seguimento não foram encontradas diferenças entre desnutridos, eutróficos ou obesos. A leptina não apresentou diferenças entre os grupos estudados. Conclusão: A presença do câncer colorretal influenciou as concentrações da grelina, sugerindo a sua elevação apenas na presença do tumor tanto entre os desnutridos, eutróficos ou obesos. As concentrações de grelina não apresentaram alterações em pacientes em seguimento em relação aos indivíduos sem câncer. A leptina não apresentou diferenças na presença do câncer colorretal. Unitermos:leptina, grelina, câncer colorretal.

TL022 - ASSOCIAÇÃO ENTRE RESISTÊNCIA À INSULINA E PERFIL HEPÁTICO DE PACIENTES PORTADORES DE HEPATITE CRÔNICA POR VÍRUS C

Instituição: Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Freire TO; Boulhosa RB; Mello P; Hiltner A; Oliveira LPM; Jesus RP.

Objetivos: Avaliar a associação entre resistência à insulina e perfil hepático de pacientes com VHC genótipo 1. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, que avaliou 125 pacientes com diagnóstico de hepatite crônica por vírus C genótipo 1 acompanhados em ambulatório de um Hospital Universitário, com consumo de etanol inferior a 40 g/dia, sem uso de drogas antivirais (Interferon/ribavirina) por período superior a três meses e com capacidade funcional do fígado ainda preservada (Child A). Esses pacientes foram submetidos a dosagens bioquímicas e avaliação antropométrica. Para determinação da resistência a insulina, utilizou-se o Homeostatic Model Assessment - HOMA-IR, considerando os pacientes com valores >2,5 como resistentes à insulina. Para análise estatística, foi realizado teste de Mann-Whitney e quiquadrado, com significância estatística de 0,05. Resultados: Dentre os indivíduos avaliados, a maioria era do sexo feminino mulher (52,8%) e a prevalência de resistência à insulina (RI) foi de 40,8%. Foi observado que a população estudada apresentava valores aumentados de AST (63,7%), ALT (73,5%), FA (91,1%) e gGT (14,3%). Nos pacientes com RI, o HOMA-IR >2,5 se associou de forma significante com níveis aumentados das transaminases hepáticas quando comparados com pacientes sem resistência a insulina (AST: 78,7% vs. 53%; p=0,005; ALT:85,1% vs. 65,2%; p=0,018). Valores elevados de gGT e fosfatase alcalina e reduzidos de albumina foram mais prevalentes em pacientes com resistência a insulina, porém sem diferença estatística quando comparados com o grupo não-resistente. Pacientes com resistência insulínica apresentaram maior prevalência de fibrose hepática avançada (METAVIR F3-F4) em relação aos pacientes com HOMA-IR<2,5 (respectivamente, 51,4% vs 22,2%; p=0,004). Conclusão: A presença de resistência à insulina está associada às transaminases hepáticas acima dos valores de normalidade e ao maior grau de fibrose hepática em pacientes portadores de hepatite crônica por vírus C. Unitermos: hepatite C, resistência à insulina.

TL023 - ASSOCIAÇÃO ENTRE RESISTÊNCIA À INSULÍNICA E PERFIL LIPÍDICO E ANTROPOMÉTRICO DE PACIENTES PORTADORES DE HEPATITE CRÔNICA POR VÍRUS C (VHC)

Instituição: Escola de Nutrição - Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Boulhosa RSSB; Freire TO; Costa BD; Oliveira T; Lara GD; Jesus RP.

Objetivos: Avaliar a associação entre resistência insulínica, perfil lipídico e antropométrico de pacientes com VHC genótipo 1. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, no qual foram avaliados 125 pacientes com diagnóstico de hepatite C crônica genótipo 1 acompanhados em amubulatório de um Hospital Universitário, com consumo de etanol inferior a 40 g/dia, sem uso de drogas antivirais (Interferon/ribavirina) por um período superior a 03 meses e com capacidade funcional do fígado ainda preservada (Child A). Esses pacientes foram submetidos a dosagens bioquímicas e avaliação antropométrica. Para determinação da resistência à insulina, utilizou-se o Homeostatic Model Assessment - HOMA-IR, considerando os pacientes com valores >2,5 como resistentes a insulina. Para análise estatística, foi realizado teste de Mann-Whitney, com significância estatística de 0,05. Resultados: A amostra foi caracterizada como 52,8% indivíduos do sexo feminino, 71% sedentários, 89,7 % não etilistas ou ex-etilistas e 89% não tabagistas ou ex-tabagista. De acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC) 43,5% dos indivíduos tinham peso adequado e 56,5% apresentavam excesso de peso. Considerando a circunferência da cintura, segundo critérios do NCEP-ATPIII (homens ³ 102 cm e mulheres ³ 88 cm), 35,5% dos indivíduos avaliados apresentavam risco cardiovascular muito aumentado. A prevalência de resistência à insulina foi de 40,8%, sendo que os pacientes com resistência a insulina apresentaram valores significantemente maiores dos triglicérideos e VLDL-C quando comparados aos pacientes não-resistentes (TG mg/dL: 100,55 ± 12,8 vs. 94,54 ± 13,2; p=0,024; VLDL-C mg/dL: 25,04 ± 9,92 vs. 21,62 ± 10,2; p=0,034). Não houve diferença significativa para valores de colesterol total, HDL-C e LDL-C. A resistência a insulina também esteve associada à inadequação da circunferência da cintura (p=0,008), porém sem associação com o IMC. Conclusão: A presença de resistência à insulina está associada à inadequação da circunferência da cintura e a maiores valores de triglicérides e VLDL-C em pacientes portadores de hepatite crônica por vírus C. Unitermos: hepatite C, resistência à insulina, perfil lipídico.

TL024 - SUPLEMENTAÇÃO COM ÔMEGA-3 REDUZ RESISTÊNCIA À INSULINA EM PACIENTES COM HEPATITE C CRÔNICA

Instituição: Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Freire TO; Boulhosa RB; Munford CM; Pimentel RA; Oliveira LPM; Jesus RP.

Objetivos: Avaliar o efeito da suplementação com ômega-3 sobre o perfil glicêmico e hepático de pacientes com infecção pelo Vírus da Hepatite C (VHC). Materiais e Métodos: Amostra é composta por pacientes do Ambulatório de Nutrição e Hepatologia do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos. Foram incluídos 42 pacientes adultos com diagnóstico de hepatite C crônica genótipo 1 com resistência a insulina (HOMA-IR > 2,5), consumo atual de etanol inferior a 40 g/dia; sem uso antivirais (Interferon/ribavirina) por período superior a três meses e com capacidade funcional do fígado ainda preservada (Child A). Adotou-se um ensaio clínico randomizado simples cego, com suplementação em cápsulas de 1.800 mg Ômega-3 (1.080 mg de EPA e 720 mg de DHA) ou 1.800 mg de óleo de soja, por 12 semanas. O acompanhamento clínico e nutricional foi realizado com consultas mensais e testes bioquímicos foram realizados no baseline e após a intervenção. Foi utilizado o software SPSS para a realização das análises estatísticas, e o teste Mann-Whitney para análise não-pareada e Wilcoxon para análise pareada. Considerou-se o nível de significância estatística de 5% para a aceita... Resultados: 22 pacientes foram suplementados com óleo de soja e 20 com ômega-3. A amostra foi constituída de 23 (54,8%) indivíduos do sexo feminino, 27 (64,3%) já tinha realizado tratamento antiviral, sendo recidivantes (n=3; 7,1%) ou não respondedores (n=24; 57,1%). Nesta análise preliminar, o grupo suplementado com ômega-3 apresentou redução significante do HOMA-IR (3,8±0,65 vs. 2,27 ± 0,45; p=0,002), insulina sérica (17,1 ± 3,4 vs. 10,85 ± 3,38; p=0,003), hemoglobina glicada (5,6 ±0,2 vs. 5,0 ± 0,27; p=0,007), Gama GT (155±77 vs. 113±48; p= 0,047) e Fosfatase Alcalina (107 ± 23 vs. 100 ± 21,25; p=0,011). No grupo que consumiu óleo de soja, não foram observadas mudanças significativas no perfil bioquímico destes pacientes. Conclusão: Pacientes com infecção crônica pelo VHC genótipo 1 com resistência à insulina após o uso de suplementação com ômega-3 por 12 semanas apresentaram melhora do perfil glicídico, com redução dos valores de insulina sérica, hemoglobina glicada e índice HOMA, além da redução significativa da GGT e FA. Unitermos: hepatite C, resitência à insulina, ômega-3.

TL025 - ADESÃO AO USO DE QUELANTES DE FÓSFORO E SEUS EFEITOS NOS NÍVEIS SÉRICOS DE FÓSFORO E CÁLCIO EM PACIENTES EM HEMODIÁLISE

Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto
Autores: Bertonsello VR; Santos RMA; Costa JAC.

Objetivos: Avaliar o uso do Renagel® (Rg) e do Carbonato de Cálcio (CaCO3), como quelantes de fósforo (QF), pelos pacientes em hemodiálise na Unidade de Diálise do HCFMRP-USP para verificar se a sua ingestão ocorre durante as refeições com maior teor desse mineral, além de observar o efeito através da análise dos níveis séricos de Cálcio (Ca), Fósforo (P) e do produto Cálcio X Fósforo (CaXP). Materiais e Métodos: Coletou-se um recordatório alimentar de 24 horas em 67 pacientes em hemodiálise. Os mesmos foram questionados em relação à dose e tipo de QF que estavam utilizando em cada refeição. Os níveis séricos de Ca e P, correspondentes ao mês da pesquisa, foram analisados, assim como o produto CaXP. Realizou-se uma análise qualitativa, teste t-Student, para verificar a relação entre consumo correto ou não do QF e nível sérico de P. A relação entre os exames e os tipos de QFs utilizada foi a análise de variância de Welch com o uso do programa SAS® 9.0. Resultados: A comparação entre os pacientes que consumiam corretamente (55,2%) ou não o QF, em relação ao nível sérico de P, não apresentou associação significativa (valor p=0,62). A comparação entre os tipos de QF e P sérico apresentou relação significativa entre CaCO3 e Rg (valor p = 0,01), CaCO3 e Rg + CaCO3 (valor p=0,001), mas não entre Rg e Rg + CaCO3 (valor p=0,1). Não houve resultados significativos entre as associações citadas de QF e nível sérico de Ca de acordo com os respectivos valores p (0,17, 0,95 e 0,22). A comparação do produto CaXP apresentou associação significativa apenas entre CaCO3 e Rg (valor p=0,002), CaCO3 e Rg+ CaCO3 (valor p=0,003), pois a relação entre Rg e Rg + CaCO3 demonstrou valor p=0,46. Conclusão: Grande parte dos pacientes apresenta conhecimento sobre como utilizar o QF, mas não aderem. QFs são efetivos no controle da hiperfosfatemia, entretanto deve-se ter cautela com aqueles à base de Ca para evitar a hipercalcemia. A DRCT interfere nos hábitos alimentares dos pacientes, o que contribui para baixa adesão ao tratamento. Um tratamento efetivo necessita de uma assistência multidisciplinar. Unitermos: nutrição, hemodiálise, quelantes de fósforo.

TL026 - VALOR PROGNÓSTICO E NUTRICIONAL DO ÂNGULO DE FASE PADRONIZADO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES SUBMETIDOS AO TRANSPLANTE DE CÉLULAS TRONCO HEMATOPOÉTICAS

Instituição: Hospital de Clínicas - UFPR, Curitiba
Autores: Farias CLA; Campos DJ; Vilela RM.

Objetivos: O ângulo de fase (AF) tem sido considerado um indicador prognóstico e de estado nutricional, uma vez que pode ser um indicador da massa celular corporal e da integridade da membrana celular. O objetivo do estudo foi avaliar a relação entre AF e demais métodos de avaliação nutricional e seu valor prognóstico em pacientes submetidos ao transplante de células tronco hematopoética (TCTH) alogênico. Materiais e Métodos: Foi avaliado o estado nutricional de 67 pacientes e 25 controles com idades entre 3 e 20 anos. O AF, obtido pela BIA, foi calculado e padronizado (AFP) de acordo com valores de referência. Resultados: Após construção da Curva ROC, optou-se pelo AFP de 0 Desvio Padrão (DP) como ponto de corte para desnutrição, visto que este ponto apresentou 92% de sensibilidade e 70% de especificidade. Houve forte tendência dos pacientes apresentarem menor AFP em relação ao controle (p=0,054). Foi observado correlação positiva entre AFP e idade (r=0,662 p<0,001), IMC (r = 0.457 p<0.001), PCT (r=3,70 p=0,002), Massa Livre de Gordura (r=0,375 p=0,002) e CMB (r=0,4142 p<0,001). O AFP diminuiu ao longo do tratamento (p<0,001), o que não foi observado com a MLG e IMC. A concordância no diagnóstico de desnutrição foi moderada para %Peso ideal, %PCT e %CMB e fraca para IMC e z-escore peso/idade. Em 180 dias pós-transplante, pacientes com perda grave de peso apresentaram menor AFP em relação aos que não perderam peso (p<0,001). Pacientes que desenvolveram DECH apresentaram menor AFP (p=0,02). Foi observado que pacientes com AFP<0 DP apresentaram menor sobrevida em relação ao grupo com AFP>0DP (p=0,02), além de um Risco Relativo de óbito de 2,6. Conclusão: Este trabalho demonstrou que o AFP apresentou relação com o estado nutricional e sobrevida de crianças e adolescentes submetidos ao TCTH. Unitermos: transplante de células tronco hematopoéticas (TCTH), ângulo de fase, bioimpedância elétrica.

TL027 - CAPACIDADE ANTIOXIDANTE NA DOENÇA DE CROHN

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Soares-mota MSL; Pinto MAS; Bastos SO; Pereira AF; Rosado EL; Zaltman C.

Objetivos: Avaliar a capacidade antioxidante da mucosa intestinal de pacientes com DC, a partir da atividade da enzima glutationa peroxidase (GPx) e da concentração da glutationa total (GSHT) e oxidada (GSSG) e comparar os resultados com as características clínicas da amostra. Materiais e Métodos: Foram incluídos 20 pacientes com diagnóstico de DC e 16 voluntários sem diagnóstico de DC. Durante o exame de colonoscopia de rotina foram obtidas biópsias no grupo de pacientes com DC, em sítios macroscopicamente inflamados e não inflamados, e no grupo controle, para análise comparativa. O método de espectrofotometria foi utilizado para analisara atividade da GPx, concentração deGSHT e GSSG. Resultados: A mucosa inflamada dos pacientes com DC apresentou menor atividade da GPxem comparação com a mucosa não inflamada (42,94 mU/mg de proteína vs 79,62 mU/mg de proteína; p<0,05, IC=3.34-66.25),e com a mucosa dos indivíduos controle (42,94 mU/mg de proteína vs 95,08 mU/mg de proteína; p<0,001, IC=0.677-104). Não foi verificada diferença na atividade de GPx entre a mucosa não inflamada do grupo DC e do grupo controle. Foram observadas ainda, correlações entre a atividade da GPx na mucosa não inflamada e o tempo de doença (r=0.546; p=0,019) e o uso de azatioprina (r= -0.480; p=0,044). Foi verificado que a mucosa inflamada do grupo DC apresentou menor concentração de GSHT em comparação com a não inflamada (0,78 µmol/g tecido vs 1,98 µmol/g tecido; p<0,01; IC=0.240-2.158), e com a mucosa do grupo controle (0,78 µmol/g vs 2,11 µmol/g tecido; p<0,001; IC=0.0704-2.594). A concentração da GSHT foi semelhante entre a mucosa não inflamada do grupo DC e do grupo-controle. Conclusão: Os resultados sugerem que em virtude do processo inflamatório contínuo, a mucosa inflamada dos pacientes com DC apresenta redução da capacidade antioxidante, mesmo naqueles em remissão de doença, porém com a mucosa macroscopicamente inflamada. Além disso, sugere-se que o tempo de doença e o uso de azatioprina possam interferir no mecanismo antioxidante, influenciando a sua efetividade. Unitermos: doença de Crohn, glutationa, glutationa peroxidase, capacidade antioxidante.

TL028 - DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A ESTÁ ASSOCIADA À ADIPOSIDADE CORPORAL EM MULHERES

Instituição: Núcleo de Pesquisa em Micronutrientes, Rio de Janeiro
Autores: Bento, C; Matos, A; Ramalho, A.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi investigar o estado nutricional de Vitamina A por meio dos indicadores bioquímico e funcional e sua associação com a adiposidade corporal em mulheres com ingestão dietética recomendada de vitamina A. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo caso-controle com 200 pacientes, os quais foram divididos em um grupo controle de 80 pacientes com índice de massa corporal correspondente à eutrofia (EU) e 3 grupos casos com 40 pacientes em cada, correspondentes aos grupos: sobrepeso (SP), obesidade grau I (OI) e grau II (OII). As concentrações séricas de retinol e b-caroteno foram analisadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, com pontos de corte < 1,05 µmol/L e £ 40 µg/dL para indicar inadequação sérica, respectivamente. Na avaliação funcional foi investigada a presença de cegueira noturna (XN), utilizando a entrevista padronizada e validada pela Organização Mundial da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde. O ponto de corte adotado para ingestão dietética recomendada de vitamina A foi de 700 µg/dia (IOM, 2001) e para análise dos teores de vitamina A dietético foi adotada a tabela de composição de alimentos do Instituto de Nutrición de Centro América y Panamá (2006). Resultados: A média de idade das mulheres foi de 52 + 2,25 anos. Nos grupos EU, SP, OI e OII a inadequação sérica e os valores médios de retinol observados foram 7,5% (1,35 ± 0,21 µmol/L), 12,5% (1,04 ± 0,27 µmol/L), 17,5% (0,90 ± 0,33 µmol/L) e 22,5 (0,74 ± 0,33 µmol/L), enquanto que a frequência de inadequação das concentrações séricas de b-caroteno e os valores médios encontrados foram 8,8% (61,17 ± 12,11 µg/dL), 17,5% (43,52±5,86 µg/dL), 25,0% (37,11 ± 5,26 µg/dL) e 27,5% (33,14 ± 4,89 µg/dL), respectivamente. As comparações múltiplas entre os grupos mostraram diferenças estatisticamente significativas entre EU e os demais grupos avaliados para as concentrações de retinol (p<0,001) e de b-caroteno (p<0,001), não tendo sido observado significância entre SP e OI (p=0.182; p = 0.175) e OI e OII (p=0.640; p=0.285) referentes às concentrações séricas de retinol e b-caroteno, respectivamente. A presença de XN foi observada em 7,5% no SP, 12,5% no OI e 20,0% no OII, não tendo sido observada alteração funcional no EU. Conclusão: No presente estudo a inadequação do estado nutricional de vitamina A esteve associada à adiposidade corporal, demonstrando que essa parece representar uma causa importante de depleção deste nutriente, além de poder ser considerada um fator agravante da deficiência de vitamina A. Unitermos: vitamina A, adiposidade corporal, cegueira noturna.

TL029 - QUESTIONANDO O PARADOXO DA OBESIDADE EM PACIENTES COM CÂNCER: ÍNDICE DE MASSA CORPORAL VERSUS ÍNDICE DE MASSA DE GORDURA E MASSA MAGRA

Instituição: Programa de Pós-graduação em Saúde e Comportamento da Universidade Católica de Pelotas - RS, Pelotas
Autores: Gonzalez MC; Orlandi SP; Pastore CA.

Objetivos: Investigar a presença do paradoxo da obesidade na sobrevida de pacientes com câncer submetidos à quimioterapia, utilizando diferentes métodos para a definição de obesidade: índice de massa corporal (IMC) e índice de massa magra (IMM) e de gordura (IMG). Materiais e Métodos: Estudo longitudinal em 175 pacientes, avaliados antes da primeira sessão de quimioterapia. Inicialmente, a obesidade foi definida segundo o índice de massa corporal, de acordo com os pontos de corte determinados pela OMS. A composição corporal foi avaliada por bioimpedância elétrica para obtenção do índice de massa de gordura (IMG = massa de gordura kg/altura/m²) e do índice de massa magra (IMM = massa de magra kg/altura/m²). Para definições, foram utilizados os pontos de corte, de acordo com Kyle, 2005, sendo que valores iguais ou superiores a 5,2 kg/m² e 8,2 kg/m² indicam obesidade e valores inferiores a 17,5 kg/m² e 15,1 kg/m² são considerados baixa massa magra, para homens e mulheres, respectivamente. A sobrevida foi monitorada por 3 anos após a avaliação inicial. O método de Kaplan Meyer foi utilizado para calcular sobrevida e a regressão multivariada de Cox foi utilizada para avaliar o efeito prognóstico independente do IMC, IMG e IMM, após ajustes para variáveis de confusão. Resultados: Os pacientes tinham idade média de 56,9 anos, sendo a maioria mulheres, com estadiamento tumoral II ou III. Não houve total concordância entre a classificação de obesidade pelo IMC e pela composição corporal. A sobrevida nos grupos com IMC ³ 25 kg/m2 foi significativamente maior comparado com IMC normal ou baixo (2,61 X 2,64 X 2,04 X 0,52 anos, respectivamente), confirmando a hipótese do paradoxo da obesidade. Quando classificados de acordo com a composição corporal, verificou-se que os grupos que tiveram menor sobrevida foram aqueles com componente muscular baixo, com componente de gordura normal (0,59 anos) ou alto (0,20 anos). Na verdade, somente quando o componente muscular esteve normal, o excesso de gordura proporcionou sobrevida maior em relação ao grupo com componentes muscular e de gordura normais (2,61 X 2,55 anos, respectivamente). Após regressão de Cox multivariada, controlando para variáveis de confusão, pacientes com componente muscular baixo ainda apresentam um risco significativamente maior de mortalidade (HR = 5,19 CI: 2,58 - 10,43; p < 0,001). Conclusão: O IMC não parece identificar adequadamente todos os pacientes com excesso de gordura corporal. O componente muscular diminuído (IMM) parece ser um fator de risco significativamente maior para mortalidade neste grupo de pacientes com câncer, independentemente do IMC, idade ou estadiamento tumoral.
Unitermos: câncer, sobrevida, obesidade, composição corporal.

TL030 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL RELATIVO AO SELÊNIO, ENZIMAS ANTIOXIDANTES E PARÂMETROS RELACIONADOS À PEROXIDAÇÃO LIPÍDICA E DANOS AO DNA EM PACIENTES NO PÓS-TRATAMENTO DA LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA

Instituição: Universidade de São Paulo - Faculdade de Ciências Farmacêuticas, São Paulo
Autores: Almondes KGS; Cozzolino SMF; Spinola-Castro AM; Siviero-Miachon AA; Pimentel JAC.

Objetivos: Este estudo teve como objetivo avaliar o estado nutricional relativo ao selênio (Se) de pacientes na fase de pós-tratamento da leucemia linfoide aguda (LLA) e sua relação com o estresse oxidativo. Materiais e Métodos: Foram selecionados 24 pacientes no pós-tratamento da LLA (9,2 ± 1,9 anos) atendidos no Instituto de Oncologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo e 60 indivíduos saudáveis (9,5 ± 1,3 anos) da Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo. Foram coletados 10 mL de sangue venoso para análise de Se plasmático e eritrocitário, glutationa peroxidase (GPx), superóxido dismutase (SOD), a-tocoferol (a-toc), malondialdeído (MDA) e 8-oxo-desoxiguanosina (8-oxo-dGuo). A urina de 24 horas foi coletada para análise da excreção de Se, e três recordatórios de consumo alimentar de 24 horas para avaliação do Se ingerido. Resultados: Os resultados obtidos quanto aos parâmetros bioquímicos de avaliação de Se não apresentaram diferença significativa entre os grupos de pacientes e controles, e foram respectivamente: Se plasmático, 44,4 ± 9,0 µg/L e 48,7 ± 12,0 µg/L (p = 0,122); Se eritrocitário, 49,9 ± 15,9 µg/L e 45,0 ± 15,9 µg/L (p = 0,202); Se urinário, 19,6 ± 14,8 µg Se/g de creatinina e 18,6 ± 9,6 µg Se/g de creatinina (p = 0,820). O consumo médio de Se foi de 27,4 ± 8,7 µg/dia e 28,0 ± 1,5 µg/dia (p = 0,756), respectivamente. A atividade da GPx foi significativamente menor nos pacientes do que nos controles (33,3 ± 11,1 U/g Hb e 76,9 ± 25,9 U/g Hb) (p = 0,000), e a atividade da SOD não diferiu entre pacientes e controles (1796,9 ± 257,8 U/g Hb e 1915,9 ± 473,9 U/g Hb) (p = 0,145), assim como as concentrações de MDA (1,7 ± 0,3 µmol/L e 1,8 ± 0,4 µmol/L) (p = 0,053). A concentração de a-toc foi estatisticamente maior nos pacientes que nos controles (17,7 ± 4,7 µmol/L e 10,6 ± 3,2 µmol/L) (p =0,000), bem como a concentração de 8-oxo-dGuo (43,6 ± 28,0 8-oxo/106 dG e 21,3 ± 22,9 8-oxo/106 dG) (p = 0,014). Conclusão: Os resultados apresentados apontam que os participantes deste estudo estão deficientes em Se e, em especial os pacientes no pós-tratamento da LLA estão sujeitos a um aumento do estado de estresse oxidativo, pois apesar das concentrações de MDA serem semelhantes entre os grupos, a atividade da GPx estava reduzida e a concentração de 8-oxo-dGuo e a-tocoferol aumentadas nos pacientes. Unitermos: leucemia linfoide aguda, selênio, estresse oxidativo.