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GANEPÃO 2012
INTERESSE CIENTÍFICO (IC)


IC001 - EFEITOS DA GORDURA TRANS EM RATOS

Instituição: Universidade Paulista - UNIP, Goiânia
Autores: Silva RA; Costa BMF; Passos XS.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre a quantidade de gordura trans consumida e os efeitos na saúde dos ratos. Materiais e Métodos: Pesquisa experimental para suplementação lipídica, em 20 ratos machos Wistar com peso médio de 164 gramas, divididos em dois grupos, grupo A - dieta padrão e grupo B - dieta hiperlipídica (33% de gordura trans do total de lipídios), em gaiolas metabólicas, durante 30 dias. O consumo alimentar e o peso dos animais foram verificados diariamente e os exames bioquímicos feitos a cada 10 dias. Para a análise estatística foi utilizado SPSS 15.0 e os testes T-Student paramétrico e teste Exato de Fisher considerando nível de significância para as diferenças p<0,05. Resultados: Foram observadas alterações, como aumento de peso corporal dos animais no decorrer do experimento, com diferenças significativas em dois momentos (p<0,001). Em relação aos níveis de colesterol ocorreu aumento significativo em dois momentos (20 dias p=0,038; 30 dias p<0,001), apresentando média de 68,80 mg/dl (+8,64) e 80,23 mg/dl (+7,56). As taxas de triglicérides apresentaram diferenças significativas apenas no primeiro momento do estudo (10 dias p=0,047) com média de 68,37 mg/dL (+20,53). Conclusão: Foi constatado que o tipo de dieta pode influenciar no perfil de ácidos graxos do tecido, levando a um aumento do peso dos animais e alterações do perfil lipídico. Unitermos: ácidos graxos trans, gorduras na dieta, ratos, efeitos.

IC002 - EFEITO DE DIETA À BASE DE SOJA TRANSGÊNICA EM CAMUNDONGOS MUS MUSCULUS

Instituição: Novafapi, Teresina
Autores: Farias LM; Sousa EM; Sousa AN; Oliveira FC.

Objetivos: Verificar os efeitos na histologia e peso dos órgãos de camundongos alimentados com ração à base de soja transgênica. Materiais e Métodos: Foram utilizados 12 camundongos mus musculus machos, adultos, divididos aleatoriamente em dois grupos de seis cada. O primeiro grupo foi alimentado com ração experimental à base de soja transgênica a 25% e o grupo-controle recebendo ração comercial LABINA LTDA. Os animais foram mantidos por 90 dias com água e alimentos ad libitum. Para preparação da ração experimental utilizou-se sementes de soja transgênica BRS 270 RR, foi realizada a composição centesimal e o consumo da ração, peso dos órgãos dos animais, além da análise histológica do fígado dos camundongos. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa da Faculdade NOVAFAPI, sob o número 0025/10. Resultados: Observou-se que a soja transgênica apresentou diferenças em sua composição. O consumo alimentar dos animais não apresentou diferenças significativas, no entanto, observou-se períodos de pico de variação na ingestão alimentar ao longo do período estudado. Pode-se perceber que não há diferenças significantes no que se refere ao peso úmido dos órgãos-rins, coração, tecido adiposo, gordura visceral e fígado. Como forma de avaliar mais precisamente os efeitos da ração à base de soja transgênica elegeu-se o fígado um órgão metabólico envolvido em processos de transformação de nutrientes para ser analisado histologicamente. As análises dos mesmos caracterizaram-se pela presença de infiltrado inflamatório, diferenciando-se apenas na intensidade e localização, no entanto, estas alterações foram aleatoriamente distribuídas nos dois grupos de estudo controle e experimental, portanto, sugere-se que as alterações não dependem da alimentação. Conclusão: Os animais experimentais utilizados no estudo quando alimentados com ração à base de soja transgênica não apresentaram alterações quanto ao consumo ou peso dos órgãos. No que se refere as alterações histológicas não se pode inferir que as essas sejam decorrente da alimentação uma vez que ambos os grupos apresentaram as mesmas características. Unitermos: transgênicos, soja, histologia, camundongo.

IC003 - BAUHINIA FORFICATA: ENSAIO EXPERIMENTAL DE SUA EFICÁCIA NA GLICEMIA DE RATOS DO TIPO WISTAR

Instituição: UNIFOR, Fortaleza
Autores: Pinheiro DD; Furtado NM; Meireles AVP.

Objetivos: Avaliar a atividade hipoglicemiante da planta Bauhinia forficata em ratos do tipo Wistar. Materiais e Métodos: Foram utilizados 6 ratos do tipo Wistar, sendo estes divididos em dois grupos: experimental (n=3) e controle (n=3). Após a coleta das amostras (folhas), foi feito extrato aquoso (chá), por meio de decocção em Becker vidrolabor em uso de chapa aquecedora. Para a preparação do extrato foram utilizadas 4 g de folhas secas para 100 ml de água potável. Foi administrado o extrato apenas no grupo experimental, sendo 0,1 ml/100 g de peso, por meio de cânula utilizando-se a via oral. O experimento foi realizado de duas maneiras: forma aguda e crônica. Na forma aguda era apenas administrada uma dose do extrato e realizada a medição da glicemia após 30 min. Em relação à forma crônica o extrato foi administrado 2x/semana e medida a glicemia em três tempos: 0/30/60 dias. Paralelos ao grupo experimental foram realizados as medições da glicemia do grupo-controle. Resultados: Quanto à análise da aplicação do extrato de forma aguda no grupo experimental, observou-se um aumento da glicemia (+9,3 ±0,574 mg/dl) em 66,6% dos animais. Porém ao analisarmos a medição da glicemia com uso do extrato de forma crônica (0/30/60 dias) observou-se a redução da glicemia (-36 mg/dl ± 6,37) em 76% dos animais. Conclusão: O uso do extrato parece ter inicialmente um efeito hiperglicemiante na maioria dos ratos, porém com o uso crônico, o grupo experimental apresentou uma diminuição significativa da glicemia. Tornam-se necessários mais estudos para avaliar as repercussões clínicas com o uso crônico do extrato (chá). Unitermos: não informado.

IC004 - ANÁLISE DOS EFEITOS NUTRACÊUTICOS DO MIRTILO (BLUE BERRY) EM RATOS ALBINOS WISTAR

Instituição: UNIVAS, Pouso Alegre
Autores: Ferreira FC; Tiengo A; Costa FEC; Saraiva GKV.

Objetivos: Avaliar o potencial antioxidante in vivo através da determinação das concentrações plasmáticas de colesterol total, colesterol HDL, triglicérideos, proteína C reativa, proteínas totais, ácido úrico e glicose do plasma dos ratos alimentados com mirtilo. Materiais e Métodos: Utilizou-se 15 ratos Wistar masculino (pesos entre 100 e 150 g), abrigados em gaiolas metabólicas sem indução de hiperlipidemia. Os animais foram divididos em 3 grupos sendo: grupo A (recebeu 2,88 mL de néctar de mirtilo por gavagem), grupo B (2 mL de solução aquosa de rosuvastatina (0,033 mg/mL) e grupo C, grupo controle (2 mL de água por gavagem). Todos os grupos foram alimentados com ração comercial própria para a espécie durante 3 semanas. Os ratos tiveram acesso livre a água. O peso corporal, fezes, urina e consumo de ração foram monitorados a cada 48 horas. Ao final do experimento, os ratos foram anestesiados com cloridrato de cetamina (40 mg/mL) e cloridrato de meperidina (10 mg/mL) na dose de 50 mg/kg/peso. Com os mesmos sob efeito da anestesia realizou-se a retirada de sangue por punção cardíaca e injeção intracardíaca de KCl. Em seguida, retirou-se o fígado e rim para análise histopatológica. Para análise dos dados realizou-se análise de variância a=0.05) e Teste de Tu. Resultados: O grupo A apresentou leve redução da diurese assim como das fezes, fato este justificado pela atividade anti-diarreica do mirtilo. O grupo B apresentou discreto aumento da ingestão alimentar, porém sem ganho de peso. Após a secagem da carcaça observou-se aumento de massa magra no grupo A, sugerindo melhora da eficiência proteica. Para os animais do grupo B observou-se aumento do peso do fígado quando comparado ao controle com diferença significativa. Para o mirtilo observou-se aumento na concentração de colesterol total (p>0.05), assim como tendência de aumento para HDL o que poderia ser positivo no combate às doenças cardiovasculares, fato este comprovado pelo menor índice na relação colesterol total e HDL. O mirtilo também foi capaz de reduzir os triglicerídeos e o ácido úrico (p>0.05). Para o grupo B, ao contrário do esperado observou-se um leve, porém significativo aumento do colesterol total. Para todos os grupos foi observado resultado negativo para proteína C reativa. A microscopia ótica não evidenciou alterações histológicas em nível renal e hepático em todos os gru. Conclusão: Segundo os resultados da pesquisa, o mirtilo seria indicado para aumento do colesterol HDL, redução de triglicerídeos o que poderia ser um fator positivo no combate às doenças cardiovasculares. Sugere-se a realização de novos estudos, com maior número de animais de laboratório ou mesmo em humanos para salientar este resultado. Unitermos: antocianinas, mirtilo, parâmetros bioquímicos.

IC005 - EXPRESSÃO DE COX-2 E PRODUÇÃO DE CITOCINAS TNF-ALFA E IL-6 EM RATOS PORTADORES DO TUMOR DE WALKER 256 SUPLEMENTADOS COM ÁCIDOS GRAXOS N-3

Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO, Guarapuava
Autores: Schiessel DL; Yamazaki RK; Coelho I; Pequito DCT; Borghetti G; Fernandes LC.

Objetivos: O objetivo foi avaliar a expressão de COX-2 no tecido tumoral induzida em resposta à inflamação e a produção de citocinas pró-inflamatórias TNF-α e IL-6 no plasma, na cultura de macrófagos e linfócitos suplementados com ácidos graxos n-3. Ambos são relacionados no estabelecimento da caquexia do câncer a qual caracterizada por perda de peso com mobilização de proteínas e gordura corporal. Materiais e Métodos: Ratos machos Wistar, com 70 dias de idade, foram alimentados com dieta padrão, grupo controle (C), e suplementados com 1g/kg de: óleo de peixe (OP) rico em EPA (20,2%) e DHA (18,8%), Oro Inka (OI) rico em a-linolênico (50%). Após 30 dias, em metade dos animais dos grupos acima foi inoculados com 3x107 células do tumor de Walker 256, findando com os grupos: portador de tumor (W), suplementado com óleo de peixe (OPW) ou "Oro Inka" (OIW). Ao final de 14 dias todos os animais foram ortotanasiados. Os procedimentos experimentais para a: determinação da expressão de Cox-2 do tecido tumoral por Eletroforese em Sds - Page/ Western Blotting; da coleta de sangue e separação do plasma; obtenção e a cultura de macrófagos peritoneis e linfócitos mesentéricos para quantificação de TNF-α e IL-6 conforme kit específico estão descritos em Schiessel (2011). Resultados: Expressão da COX-2 (u.a) tecido tumoral: W 219±4, OPW 182±3 e OIW 182±4. Concentração Plasmática: TNF-a; (pg/mL) C 30±3, OP 27±3, OI 25±2, W 49±3, OPW 29±2 e OIW 30±2; IL-6 (ng/mL) C 19±1, OP 16±2, OI 15±1, W 26±3, OPW 16±1 e OIW 16±1. Macrófagos peritoneais: TNF-a; (pg/mL) C 204±30, C/LPS 447±47, OP 187±36, OP/LPS 393±32, OI 184±27, OI/LPS 381±39, W 328±40, W/LPS 664±33, OPW 262±33, OPW/LPS 430±42, OIW 275±40, OIW/LPS 434±55. IL-6 (pg/mL): C 36±3, C/LPS 53±3, OP 33±2, OP/LPS 52±3, OI 36±1, OI/LPS 51±2, W 47±2, W/LPS 63±1, OPW 36±2, OPW/LPS 48±2, OIW 34±3 e OIW/LPS 49±2. Linfócitos mesentéricos: TNF-a; (pg/mL) C 26±3, C/ConA 97±13, OP 32±5 OP/ConA 103±11, OI 44±8, OI/ConA 114±10, W 39±3, W/ConA 75±5, OPW 70±7, OPW/ConA 149±13, OIW 81±9 e OIW/ConA 182±19. IL-6 (pg/mL): C 38±3, C/ConA 53±2, OP 30±2, OP/ConA 55±3, OI 39±3, OI/ConA 54±2, W 45±2, W/ConA 59±2, OPW 40±3, OPW/ConA 55±3, OIW 41±2 e OIW/ConA 56±2. Conclusão: As diferentes suplementações com ácidos graxos n-3 causaram no tecido tumoral menor expressão da COX-2, as citocinas TNF-a; e IL-6 tiveram menor concentração plasmática e no sobrenadante da cultura in vitro de macrófagos peritoneais e, aumento da produção de linfócitos mesentéricos. Assim as suplementações apresentaram o mesmo efeito; anticaquético e modulador da resposta inflamatória... Unitermos: câncer, COX-2, TNF-a, Il-6, ácidos graxos N-3, ácido graxo a-linolênico, óleo de peixe.

IC006 - DECREASING CELL VIABILITY IN BREAST CANCER CELLS THROUGH PRO OXIDANT ACTION OF RESVERATROL

Instituição: Instituto de Nutrição Josué de Castro, UFRJ, Rio de Janeiro
Autores: Severo-ramos P; Seixas-costa P; Quarti J; Silva JL; Fialho E.

Objetivos: In the present study, the anticancer activity of resveratrol towards MCF-7 human breast cancer cells was investigated. Materiais e Métodos: One breast cancer cell line (MCF-7) was cultured using standards techniques. Cell viability was determined by MTT assay. In order to demonstrate the decrease of the cell viability towards the production of reactive oxygen species (ROS), the cells were treated with resveratrol (RV) (200 µM) for 24h. The generation of ROS was measured by using the cell-permeable nonfluorescentcompound H2DCF-DA. N-Acetyl-L-cysteine (NAC) was used in different concentrations (0-5 mM) for 24 h to evaluate the capability of reverse the pro-oxidant effect of RV (200 µM). Resultados: RV inhibited cellular proliferation in time and dose-dependent manner with an IC50 of 238 µM and 151 µM for 24 and 48 h, respectively. ROS production was increased when MCF-7 cells were treated with RV 200 µM for 24h. Recently, the effects of several drugs that produce ROS and interfere directly with apoptosis in cancer cells such as MCF-7 cells have been described. NAC completely reverted the ROS generation, promoted by high concentrations of RV, demonstrating a pro oxidant effect of RV which caused the decrease of the MCF-7 cell viability. Conclusão: Taken together, our results demonstrate that RV inhibited the growth of MCF-7 cells in a dose-dependent manner and that this reduction in cell viability resulted from ROS generation which was reverted using different concentrations of NAC. Unitermos: breast cancer, resveratrol, reactive species of oxygen, MCF-7.

IC007 - EFEITOS DA DIETA DE CAFETERIA DURANTE A GESTAÇÃO E LACTAÇÃO SOBRE A EVOLUÇÃO PONDERAL E PARÂMETROS GLICÊMICOS EM RATAS ADULTAS

Instituição: Universidade Federal da Bahia - UFBA, Salvador
Autores: Morais GL; Lima MS; Pereira BGA; Couto RD; Manhães-de-Castro R; Barreto-Medeiros JM.

Objetivos: Avaliar os efeitos da dieta de cafeteria durante a gestação e lactação sobre a evolução ponderal e parâmetros glicêmicos em ratas. Materiais e Métodos: Foram utilizadas fêmeas de Rattus norvegicus, da linhagem Wistar com 90 a 100 dias de vida, mantidas durante todo o experimento em ciclo claro e escuro de 12 horas e temperatura 23 ± 2oC. Durante a gestação e lactação, as ratas foram isoladas em caixas individuais e divididas em dois grupos, segundo a manipulação nutricional. As ratas foram alimentadas com dieta de cafeteria (GT=10) e dieta padrão (GC=10) durante a gestação e lactação. Durante esse período o peso corporal foi avaliado em dias alternados, e imediatamente após o período da lactação foi realizado o teste de tolerância a glicose (TTG) e o teste de tolerância a insulina (TTI). A constante de redução da glicemia (K-ITT) foi calculada utilizando a fórmula 0,693/t1/2. Para a comparação dos grupos foi utilizado o teste t-Student (p<0,05). Resultados: Não houve diferença na evolução ponderal entre as ratas do grupo teste e controle. Durante o TTG, os níveis glicêmicos entre os grupos teste e controle foram semelhantes. Contudo, os animais do grupo teste apresentaram no TTI maior taxa de remoção da glicose sérica quando comparado ao grupo controle (p=0,05). Conclusão: A ingestão da dieta de cafeteria durante a gestação e lactação não alterou a evolução ponderal, mas promoveu maior sensibilidade a insulina em ratas adultas. Unitermos: dieta de cafeteria, parâmetros glicêmicos, evolução ponderal, gestação, lactação.

IC008 - CONSUMO DE DIETA DE CAFETERIA DURANTE A GESTAÇÃO E LACTAÇÃO: ALTERAÇÕES METABÓLICAS EM RATOS NEONATOS

Instituição: Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Lima MS; Morais GL; Rêgo LC; Oliveira TWS; Leandro CVG; Barreto-Medeiros JM.

Objetivos: O objetivo deste trabalho foi investigar os efeitos do consumo da dieta de cafeteria durante a gestação e lactação sobre parâmetros metabólicos de ratos neonatos. Materiais e Métodos: Fêmeas Wistar foram alimentadas com dieta padrão (4% de lipídio) ou dieta de cafeteria (23% de lipídio) durante a gestação e lactação. Os neonatos foram divididos em dois grupos: grupo-controle (n=12), filhotes de ratas alimentadas com dieta padrão; grupo teste (n=12), filhotes de ratas alimentadas com dieta de cafeteria. Ao final do desmame (22º dia) foi realizado o teste de tolerância à glicose (TTG). Após jejum de 4 horas, foi coletado sangue (tempo 0), em seguida, foi administrada glicose 50% (1 mg/kg), sendo coletadas amostras aos 30, 60 e 120 minutos. No 24º dia foi realizado o teste de tolerância à insulina (TTI). Após determinação do nível basal de glicose (tempo 0) foi injetada insulina (0,75 mU/g) e feita nova coleta aos 30, 60 e 120 minutos. Após o TTI, foi coletado sangue através de punção cardíaca para determinação do colesterol. O tecido adiposo foi coletado e pesado em balança analítica. Para a análise estatística foi utilizado o teste t Student (p< 0,05). Resultados: O grupo teste apresentou maior adiposidade (p< 0,001) e hipercolesterolemia (p<0,05) comparado ao grupo controle. A glicemia de jejum não diferiu entre os grupos. Não foi observada diferença nos níveis de glicose obtidos no TTG, no entanto, no TTI estes níveis decresceram acentuadamente no grupo teste (p<0,001) aos 30, 60 e 120 minutos quando comparados aos controles. Conclusão: O presente trabalho mostrou que a exposição à dieta de cafeteria na gestação e lactação alterou a composição corporal dos neonatos, representada pela maior adiposidade, assim como promoveu alterações no colesterol total. A maior resposta à insulina exógena pode estar relacionada ao hiperinsulinismo neonatal. Unitermos: dieta de cafeteria, ratos neonatos, colesterol, glicemia.

IC009 - EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DO ÔMEGA-3 NO PERFIL LIPÍDICO DE RATOS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO INTENSO

Instituição: Faculdade Santa Terezinha-CEST, São Luís
Autores: Thalita AVC; Maria TAL.

Objetivos: Investigar o efeito da suplementação de ômega-3 sobre o perfil lipídico de ratos submetidos ao exercício físico intenso. Materiais e Métodos: Para alcançar tal objetivo, ratos Wistar machos foram divididos em três grupos: controle (C, n=7), treinado e não suplementado (TNS, n=7) e treinado e suplementado (TS, n=7). E submetidos à suplementação com o óleo de peixe administrado na dose de 1g/kg do peso corpóreo do animal através da gavagem e ao programa de treinamento de natação durante oito semanas. Após o experimento foi realizada a coleta de sangue diretamente do coração por punção em câmara cardíaca para a obtenção das concentrações de triglicerídeos, colesterol total, lipoproteína de alta densidade que foram dosadas do soro por meio da espectrofotometria. Sendo que as lipoproteínas de baixa densidade e de muito baixa densidade foram estimadas pela equação de Friedewald. As análises dos exames bioquímicos obedeceram às metodologias do Laboratório de Patologia Clínica Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão. Os resultados foram analisados por meio de análise de variância (ANOVA Two-Way) seguido do pós-teste Tukey. Resultados: A análise do perfil lipídico dos animais que receberam a suplementação de ômega-3 e foram submetidos ao exercício físico mostrou em média que todos os parâmetros mensurados (CT, TG e HDL) e estimados (LDL e VLDL) apresentaram significância P<0,05 quando comparado aos valores obtidos dos integrantes do grupo controle. Relacionando-o com o grupo apenas treinado, houve uma diferença significativa na concentração do CT (P=0,002), e especialmente na do LDL (P=0,01). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas para as variáveis de lipídios séricos entre os grupos controle e treinado e não suplementado. Ressalta-se ainda que o grupo suplementado com o óleo de peixe apresentou uma redução de 27% nos valores de CT, enquanto que o grupo sem suplemento e treinado mostrou uma redução de apenas 22,78%. Conclusão: Os resultados obtidos sugerem que o exercício físico intenso associado à suplementação com óleo de peixe, foi capaz de melhorar o perfil lipídico, pois elevou a concentração do HDL, e reduziu a do CT, TG e do LDL. No entanto, mais pesquisas envolvendo o assunto são necessárias para que o óleo de peixe possa ser utilizado como um modulador dos efeitos deste tipo de exercício no perfil lipídico. Unitermos: ômega-3, perfil lipídico, exercício físico intenso.

IC010 - CONSEQUÊNCIAS DA DESNUTRIÇÃO EXPERIMENTAL SOBRE OS NÍVEIS DE ATIVIDADE DA CATALASE

Instituição: UFPA, Belém
Autores: Faillace ALR; Souza MAM; Souza AEM; Chen LVRD; Oliveira MS; Baima M.

Objetivos: Neste estudo foi avaliado o efeito da desnutrição em ratos induzida experimentalmente pela dieta de base do paraense sobre a atividade da enzima catalase. Materiais e Métodos: A dieta experimental foi preparada segundo os dados do inquérito alimentar realizado por JORGE JOÃO et al., (1979) com os alimentos representativos da dieta paraense adaptada para ratos respeitando-se as proporções de consumo da população, constituída de feijão Jalo, farinha de mandioca, pirarucu e açaí. Foram utilizados 20 ratos da linhagem Wistar no pós paro parto imediato com peso mínimo de 6 gramas, submetido ao aleitamento por 21 dias divididos em dois grupos: grupo-controle (dieta com 22% de proteína) e grupo desnutrido (dieta com 7,8% de proteína). Os animais foram acompanhados até os 60 dias de vida recebendo no pós desmame a dieta materna do respectivo grupo. A oferta da dieta e da água foi ad libitum, o peso foi aferido durante o aleitamento (nascimento, 10 dias e 21 dias) e no pós-desmame (aos 28 e 60 dias). Ao termino do estudo foi realizada a coleta do sangue após decaptação (para redução do estresse), e posterior dosagem da atividade da catalase pela avaliação do consumo do pe. Resultados: Os resultados obtidos revelam que a dieta modelo de desnutrição promoveu perda de peso acentuada nos animais desnutridos quando comparados aos controles (p<0,01) do aleitamento aos 60 dias de vida. A atividade da catalase medida revelou que os animais desnutridos apresentaram diminuição na atividade em relação aos controles, sendo esta estatisticamente diferente (p<0,01). Os resultados foram analisados pelo teste de tukey (p<0,05). Conclusão: O modelo de desnutrição promoveu estresse oxidativo nos ratos desnutridos revelado pela redução da atividade da catalase e redução do crescimento dos animais apartir do aleitamento. Unitermos: desnutrição, catalase, antioxidante.

IC011 - AVALIAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO COM QUINUA SOBRE PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS E IMUNOLÓGICOS EM PACIENTES ONCOLÓGICOS NO SUL DE MINAS GERAIS

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Magalhães GR; Tiengo A.

Objetivos: Verificar o estado nutricional através da avaliação antropométrica, dietética e bioquímica após suplementação com quinua em pacientes oncológicos cadastrados nas Casas de Apoio São Rafael e Viva a Vida localizadas no Sul de Minas Gerais. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 21 pacientes selecionados aleatoriamente, 10 participantes do grupo estudo (receberam 3 colheres de sopa de quinua/dia) e 11 do grupo-controle (receberam 1 colher de sopa de albumina/dia) durante dois meses (agosto a outubro de 2011). Foram realizadas medidas antropométricas para avaliação do índice de massa corpórea (IMC), circunferência do braço (CB), dobra cutânea tricipital (DCT) e circunferência muscular do braço (CMB). Para caracterização da população foi aplicado um questionário socioeconômico e para avaliação dietética o recordatório 24 horas. Para avaliação bioquímica (hemograma e albumina sérica) foram realizadas duas coletas de sangue, uma no início e outra após dois meses de suplementação. A análise dos resultados foi realizada pelo Teste Student t com nível de significância p < 0.05. Resultados: Dos 21 pacientes, 52% eram do gênero feminino (idades entre 31 e 73 anos) e 48% masculino (idades entre 29 e 68 anos). Após a suplementação foi observado ganho de peso em ambos os grupos, com diferença estatística significativa (p=0.047) no peso final do grupo estudo (60,9 ± 17,2 kg) em relação ao controle (54,7 ± 8,6 kg). Em relação ao IMC, após a suplementação o grupo estudo manteve o índice de baixo peso (40%), porém apresentou redução da eutrofia (40%), manutenção do sobrepeso (10%) e aumento da obesidade em 10%. O grupo controle apresentou redução de 9% nos pacientes com baixo peso, manutenção da eutrofia e aumento de 9% no sobrepeso. Para a CB observou-se um ganho de 2,5 cm e 0,9 cm para os grupos estudo e controle respectivamente. Já para a DCT um ganho de 3, 0 mm e 0,2 mm e para a CMB 1,5 cm e 0,9 cm para os respectivos grupos. Para a albumina sérica observou-se um ligeiro aumento quando comparada a diferença entre o início e o fim do grupo estudo com o controle com diferença significativa (p=0.043). Tal aumento pode ser justificado pela alta qualidade proteica da quinua. Conclusão: Conclui-se que a intervenção nutricional auxilia no tratamento do câncer, visto que a suplementação com quinua na dieta dos pacientes melhorou o estado nutricional e a albumina sérica ao final do estudo, podendo beneficiar a qualidade de vida dos pacientes bem como a eficácia no tratamento. Unitermos: Oncologia, quinua, perfil nutricional.

IC012 - A MINI-AVALIAÇÃO NUTRICIONAL COMO FERRAMENTA DE DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL RELACIONADA A ESTRATIFICAÇÃO DE IDADE PARA IDOSOS

Instituição: Universidade Federal do Pará, Belém
Autores: Salgado NA; Almeida TTG; Silva TCS; Maciel AP; Carvalho EP; Amaral VN.

Objetivos: Os idosos são mais vulneráveis a alterações do estado nutricional, o qual tem implicações significativas sobre o processo de envelhecimento e alta relação com a morbimortalidade. Dessa forma o objetivo do estudo foi verificar o diagnóstico nutricional por meio da Mini Avaliação Nutricional (MAN) de acordo com a classificação de idade (idosos jovens, medianamente idosos e muito idosos). Materiais e Métodos: Pesquisa de caráter transversal descritivo em pacientes idosos (> 60 anos) atendidos na clínica médica de um hospital universitário na cidade de Belém-PA. A coleta de dados foi realizada no período de março de 2011 a janeiro de 2012. O protocolo n° 1312/11 desta pesquisa obteve aprovação no comitê de ética em pesquisa do referido hospital. A amostra constituiu-se de 168 idosos de ambos os sexos. Foram analisadas variáveis como sexo, idade, tempo de internação e a Mini Avaliação Nutricional (MAN). Aplicou-se a MAN em até 48 horas após a admissão hospitalar. A MAN compreende dezoito itens agrupados em quatro categorias: avaliação antropométrica, avaliação geral, avaliação dietética e avaliação subjetiva. A estratificação das faixas etárias foi de acordo com os subgrupos: 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e acima de 80 anos. Os dados foram tabulados na planilha BRoffice Calc e os programas utilizados para a obtenção dos cálculos estatísticos foram o Minitab versão 15.0 e o BioEstat versão 5.0. Resultados: Dos participantes, 59,52% eram do sexo feminino e 40,48% do masculino. Dentre os homens idosos jovens (60-69 anos), 69,18% apresentaram desvio nutricional enquanto que apenas 31,82% em eutrofia. Na faixa dos medianamente idosos (70 a 79 anos), 86,67% dos homens apresentaram em desvio nutricional (desnutrição ou risco de desnutrição) segundo a MAN, enquanto que 13,33% em eutrofia. Já entre os homens muito idosos (>80 anos), 100% estão em desvio nutricional. Ao analisar o perfil dos pacientes do sexo feminino foi possível verificar que entre as idosas jovens, 86,21% apresentaram desvio nutricional e 13,79%, eutrofia. Na faixa das mulheres medianamente jovens, 70% delas apresentaram desvio nutricional enquanto que 30% apresentaram eutrofia. Já entre as mulheres muito idosas, 71,43% apresentaram desvio nutricional e 28,57%, eutrofia. Em relação à circunferência da panturrilha feminina, é importante ressaltar que as participantes muito idosas apresentaram o maior percentual de inadequação (71,43%). A média do tempo de internação foi de 25,11 dias. Conclusão: Prevaleceu entre os idosos uma significativa inadequação do estado nutricional, o que pode interferir na capacidade funcional e contribuir para o aumento da morbimortalidade e redução da qualidade de vida desse grupo populacional. Nesse sentido, é essencial conhecer o estado nutricional dos indivíduos idosos, a fim de promover uma intervenção adequada, e assim garantir um envelhecimento saudável. Unitermos: idoso, mini-avaliação nutricional, diagnóstico nutricional.

IC013 - DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DE IDOSOS BASEADO NA RELAÇÃO ENTRE IMC E CIRCUNFERÊNCIAS DA PANTURRILHA E DO BRAÇO

Instituição: Universidade Federal do Pará, Belém
Autores: Silva TCS; Salgado NA; Almeida TTG; Maciel AP; Carvalho EP; Mota ES.

Objetivos: Verificar se as medidas antropométricas da Circunferência da Panturrilha (CP) e da Circunferência do Braço (CB) estão de acordo com o diagnóstico nutricional de idosos por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), considerando que essas são medidas preditoras de massa magra e gordura corporal, respectivamente. Materiais e Métodos: Pesquisa de caráter transversal descritivo em pacientes idosos (> 60 anos) atendidos na clínica médica de um hospital universitário na cidade de Belém-PA, no período de 10 meses. O protocolo n°1312/11 desta pesquisa obteve aprovação no comitê de ética em pesquisa do referido hospital. A amostra se constituiu de 113 idosos de ambos os sexos. Foram analisadas as variáveis IMC, CP e CB. A classificação do IMC (kg/m2) foi de acordo com o preconizado pela Organização Pan-Americana da Saúde, que classifica como baixo peso, peso normal, sobrepeso e obesidade (<23; 23 a 27,99; 28 a 29,99 e ³30, respectivamente). Para a classificação da CP e da CB considerou-se os pontos de cortes da Mini Avaliação Nutricional (MAN), que considera CP ³31cm e CB ³21 como valores adequados. Os dados foram tabulados na planilha BRoffice Calc e os programas utilizados para a obtenção dos cálculos estatísticos foram o Minitab versão 15.0 e o BioEstat versão 5.0. Resultados: Dentre os participantes, 38% foram classificados como desnutridos, 40% eutroficos, 8% sobrepeso e 14% obesos. Na faixa de desnutrição, 79% apresentaram CP em inadequação. No entanto, 81% estavam com CB maior que 22. Já entre os eutróficos, 67% apresentaram CP acima do ponto de corte para desnutrição e 97% com CB também em conformidade com o estado nutricional. Em relação ao diagnóstico de sobrepeso todos apresentaram CB acima do ponto de corte para desnutrição enquanto que a CP adequada foi verificada em 67%. Dentre os obesos, todos os indivíduos apresentaram CB e CP em conformidade com valores indicativos de eutrofia. Conclusão: Observou-se uma significativa relação entre o estado nutricional classificado pelo IMC e o diagnóstico indicado pelas medidas antropométricas como CP, confirmando esse dado como sensível à depleção proteica, e CB como bom preditor de massa gorda para idosos. O que pode inferir a importância da associação de medidas antropométricas com o IMC para melhor classificar a composição corpórea dos idosos. Unitermos: circunferência da panturrilha, circunferência do braço, diagnóstico nutricional.

IC014 - O USO DA MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA DE BRAÇO COMO INDICADOR DO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas
Autores: Nicastro M; Leandro-Mehri VA; Aquino JL.

Objetivos: Diagnosticar o estado nutricional do paciente idoso hospitalizado por vários indicadores e verificar se existe uma associação entre a circunferência de braço e estes indicadores, rotineiramente adotados na prática clínica. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal por meio de levantamento de prontuários médicos de 123 pacientes idosos hospitalizados no Hospital e Maternidade Celso Pierro (HMCP), Campinas, SP, sendo analisados os seguintes indicadores antropométricos do estado nutricional: peso, altura, índice de massa corporal (IMC), circunferência braquial (CB), prega cutânea do tríceps (PCT), prega cutânea subescapular (PCSE), circunferência da cintura (CC), razão cintura-quadril (RCQ), circunferência muscular do braço (CMB), área muscular do braço (AMB), área adiposa do braço (AAB) e circunferência da panturrilha (CP). Posteriormente, foi verificada a relação de todos os indicadores com a CB. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: A média de idade da população atendida foi de 70,1 ± 7,4 anos, sendo 50,4 % do sexo masculino e 49,6% do sexo feminino. As doenças mais frequentemente encontradas foram: doenças do trato digestório (32%) e as neoplasias (17%) e a maioria dos pacientes (74%) permaneceram internados por até três dias. Os indicadores antropométricos avaliados indicaram eutrofia para o IMC; os indicadores de massa magra apresentaram, em sua maioria, preservação e os de massa gorda também. A deposição central de gordura e risco para desenvolvimento de complicações metabólicas foi maior nas mulheres com 57,38% e 68,33 % contra 22,58 % e 44,26% nos homens, respectivamente. A associação dos indicadores estudados com a CB mostrou boa correlação com o IMC e a PCT (r=0,81 e r=0,617, respectivamente). Conclusão: Esse estudo concluiu que a medida da circunferência de braço possui boa correlação com o estado nutricional do paciente idoso hospitalizado, e pode ser utilizada em conjunto com outros indicadores para avaliar o estado nutricional do idoso. Unitermos: paciente hospitalizado, idosos, antropometria, avaliação nutricional, estado nutricional.

IC015 - AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA EM IDOSOS: ESTIMATIVAS DE PESO E ALTURA E CONCORDÂNCIA ENTRE CLASSIFICAÇÕES DE IMC

Instituição: UFCSPA, Porto Alegre
Autores: Souza R; Busnello FM.

Objetivos: O presente estudo objetiva avaliar a concordância entre diferentes classificações de IMC para idosos e verificar se as fórmulas propostas por Chumlea e Rabito para estimativa de peso e altura podem ser aplicadas nesta mesma população do Sul do Brasil. Materiais e Métodos: Foram avaliados idosos de ambos os sexos, residentes de três instituições de longa permanência de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul. As variáveis antropométricas utilizadas foram: peso, estatura, IMC, altura do joelho, dobra cutânea subescapular, circunferência da panturrilha, circunferência do braço, circunferência abdominal e meia-envergadura. Realizou-se a análise descritiva dos dados e para comparar as médias de peso e altura reais com as estimadas por Chumlea e Rabito foi aplicado o teste t-student para amostras pareadas. Na comparação das classificações de IMC entre a OMS e Lipschitz foi utilizado o teste Quiquadrado de McNemar. Na avaliação da concordância entre os métodos o coeficiente de kappa foi aplicado. O nível de significância adotado foi de 5% e as análises foram realizadas no SPSS V.18. Resultados: Participaram da pesquisa 131 idosos, de 60 a 101 anos (78,9 ± 7,7), sendo 41,2% homens e 58,8% mulheres. A média de peso foi de 63,1 kg (DP=11,7), sendo que a média mais alta foi encontrada no sexo masculino. O IMC teve uma média de 25,5 kg/m² (DP=3,7). Aplicando o teste de Kappa na avaliação da concordância entre as diferentes classificações de IMC, foi encontrado um resultado de 0,427, o que é considerado como moderada concordância entre os pontos de corte estipulados por Lipschitz e pela OMS. Ao comparar as medidas de peso e altura aferidas com as mesmas medidas estimadas, percebe-se que a única que não mostrou diferença significativa foi a fórmula de estimativa de altura de Rabito. Conclusão: Os pontos de corte utilizados apresentaram moderada concordância, sendo que Lipschitz salienta uma maior faixa de risco para desnutrição. Comparando as medidas de peso e altura aferidas com as medidas estimadas, foi observado que somente a fórmula de estimativa de altura de Rabito pode ser aplicada para esta população. Unitermos: idoso, índice de massa corporal, instituição de longa permanência para idosos, antropometria.

IC016 - ANÁLISE COMPARATIVA DE FÓRMULAS DE ESTIMATIVA DE PESO E ALTURA PARA PACIENTES HOSPITALIZADOS

Instituição: Instituto de Infectologia "Emílio Ribas", São Paulo
Autores: Santos EA; Pereira MM; Camargo RN; Paulo AZ.

Objetivos: A avaliação nutricional auxilia na intervenção precoce, contribuindo para a recuperação ou manutenção do estado de saúde do indivíduo, utilizando ferramentas como: antropometria, exames bioquímicos e físico. Em acamados, aplicam-se fórmulas que estimam peso e estatura, como as de Chumlea et al. e Rabito et al. O Objetivo foi comparar o peso e altura obtidos pelas fórmulas, com o real aferido. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo realizado em hospital especializado em doenças infecciosas, no período de maio a outubro de 2010. Para o cálculo das fórmulas de estimativa, foi aferido o peso, altura, circunferência do braço, abdômen e panturrilha, altura do joelho e semi-envergadura. O Índice de Massa Corporal (IMC) foi realizado tanto com as medidas reais, quanto com o estimado. O estado nutricional foi classificado de acordo com a OMS (1995). Resultados: A amostra constituiu-se de 30 pacientes com média de idade de 38 anos, sendo 33,3% do gênero feminino e 66,7% do masculino, sendo que 83,3% tinham diagnóstico de HIV/AIDS. A diferença média de peso e altura para mais ou para menos foi de 6,14 kg e 0,03 cm e 3,2 kg e de 0,05 cm pelas fórmulas de Chumlea et al. e Rabito et al., respectivamente. Quanto a classificação do IMC real e estimado, verificou-se que a equação de Chumlea et al. superestimou o número de desnutridos, enquanto a equação de Rabito et al., superestimou o número de eutróficos. Ambas subestimaram o número de pacientes com sobrepeso. Conclusão: Os valores de peso estimados pela fórmula de Rabito et al. foram os mais próximos do real, embora necessite de mais medidas para sua aplicação. Porém mais estudos devem ser realizados com uma amostra maior, de preferência com brasileiros e adultos. Na prática deve ser utilizada a fórmula que melhor se adeque à rotina hospitalar para um diagnóstico nutricional mais confiável. Unitermos: pacientes hospitalizados, estimativa de peso, estimativa de altura, Chumlea, Rabito.

IC017 - APLICAÇÃO E COMPARAÇÃO DE DOIS PROTOCOLOS DE TRIAGEM DE RISCO NUTRICIONAL (NRS 2002 E ANSG) EM PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Instituição: Hospital Universitário Gama Filho, Rio de Janeiro
Autores: Miranda AF; Stuart GM; Saporito RE; Marques RA; Carvalho V.

Objetivos: Comparar os resultados de dois protocolos de triagem de risco nutricional - o Nutritional Risk Screening 2002 (NRS 2002) e a Avaliação Nutricional Subjetiva Global (ANSG), em pacientes internados no Hospital Universitário Gama Filho (HUGF). Materiais e Métodos: Foi realizado estudo descritivo transversal, de fevereiro a março de 2012, em 45 pacientes internados no HUGF, localizado no município do Rio de Janeiro. A aplicação dos métodos de rastreio nutricional (NRS 2002 e ANSG) foi feita nas primeiras 24 horas de admissão do paciente, Foram coletados dados como peso, altura e idade, e o Índice de Massa Corporal (IMC) foi calculado a partir dos dois primeiros. A análise descritiva das variáveis efetuou-se a partir da determinação de medidas de tendência central (média), medidas de dispersão (desvio padrão), dos extremos (mínimo e máximo), e percentual. Esta pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética do HUGF. Resultados: Destes 45 pacientes, 27 eram homens (60%) e 18 mulheres (40%). Apresentaram média de idade de 56 ± 15 anos, com idade mínima de 29 anos e máxima de 87 anos. Segundo a classificação da NRS 2002, 30 pacientes não apresentavam risco nutricional (67%), enquanto 15 apresentavam risco (33%), enquanto a ANSG apresentou 2 pacientes com risco (4%) e 43 sem risco (96%). Foram comparados pacientes em risco e sem risco nutricional, através dos parâmetros idade, peso e IMC. Em dados da NRS 2002, a média de idades dos pacientes sem risco nutricional é bastante mais baixa (52 anos) do que aqueles com risco (64 anos). A média do peso dos pacientes sem risco nutricional foi superior (75 kg) ao dos pacientes com risco (60 kg) e o IMC médio também foi maior nos indivíduos sem risco nutricional (27 kg/m2) quando comparado com os indivíduos em risco (21 kg/m2). Nos dados da ASG, a média de idade dos pacientes nutridos também foi menor (56 anos) que os considerados desnutridos (64 anos), entretanto, pacientes nutridos e desnutridos apresentaram a mesma média de peso (70 kg), e de IMC (25 kg/m2). Conclusão: O método de triagem nutricional encontrado mais sensível foi a NRS 2002 comparado a ANSG, visto que encontrou mais pacientes em risco nutricional. Sabendo-se da importância de triagem nutricional no serviço hospitalar, este cuidado por níveis assistenciais permite dar prioridade de atendimento aos pacientes nutricionalmente comprometidos e proporcionando uma terapêutica adequada e diferenciada. Unitermos: triagem nutricional, NRS 2002, ANSG, risco nutricional.

IC018 - PERFIL NUTRICIONAL DOS PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL PRIVADO DE SÃO PAULO

Instituição: Hospital Paulistano, São Paulo
Autores: Thomaz MFF; Jorge VM.

Objetivos: Identificar o perfil nutricional dos pacientes hospitalizados na unidade de internação de um hospital privado de São Paulo. Materiais e Métodos: Foram avaliados 16.409 pacientes durante o ano de 2010 e 2011. Estes foram submetidos à triagem nutricional nas primeiras 24 horas de internação. A ferramenta escolhida para a triagem foi a Nutritional Risk Screening 2002 (NRS) e para avaliação do estado nutricional foi utilizado o IMC da OMS (1998) para adultos e OPAS (2002,2003) para idosos. Foram considerados em risco nutricional pacientes com pontuação igual ou maior de 3 no NRS e/ou pacientes com IMC de desnutrição ou obesidade. Após avaliação nutricional, os pacientes foram classificados em níveis de assistência. Resultados: Dos 8.360 pacientes avaliados em 2010, 33% estavam em risco nutricional, 8% eram desnutridos, 47% eutróficos, 26% sobrepeso e 19% obesos. Em 2011, dos 8.049 pacientes avaliados, 38% estavam em risco nutricional, 10,5% eram desnutridos, 38,6% eutróficos, 28,3% sobrepeso e 22,6% obesos. Houve um aumento do número de pacientes em risco nutricional e em estado de desnutrição e obesidade em 2011. Em relação ao nível de assistência nutricional, em 2010, 35% eram considerados nível primário, 39% secundário e 26% terciário. Já em 2011, 26% foram considerados nível primário, 40% secundário e 34% terciário. O aumento de pacientes classificados em nível de assistência terciário se deve ao maior número de pacientes internados pela equipe de oncologia em 2011. Conclusão: A identificação do risco nutricional dos pacientes e a classificação de atendimento por nível de assistência constitui um instrumento de grande valia, já que auxilia na elaboração de protocolos de atendimento nutricional visando uma intervenção mais efetiva e benéfica ao paciente. Unitermos: assistência nutricional, avaliação nutricional, triagem nutricional.

IC019 - CORRELAÇÃO ENTRE ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS MARCADORAS DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES METABÓLICAS EM UMA POPULAÇÃO AMBULATORIAL

Instituição: Universidade de Cuiabá, Cuiabá
Autores: Cumini AR; Perrone F; Rodrigues PRM.

Objetivos: Avaliar a correlação entre o Índice de Massa Corporal (IMC), a Circunferência da Cintura (CC) e a Relação Cintura Quadril (RCQ) em uma população ambulatorial. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado em um ambulatório de Atendimento Nutricional de uma universidade particular de Cuiabá-MT no ano de 2011, com 181 pacientes com idade mediana de 34 (18-59) anos, sendo 149 do sexo feminino (82,3%). Aferiram-se altura, peso e circunferências de cintura e quadril. Considerou-se inadequada a CC acima de 80 cm para mulheres e de 94 cm para homens; RCQ acima de 0,95 para os homens e, para as mulheres, acima de 0,80. Os pontos de corte utilizados para classificação da CC e do IMC seguiram as recomendações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde (2008). A relação entre as variáveis foi avaliada por meio da correlação de Pearson e teste do quiquadrado e a força de associação entre as mesmas empregando-se modelos de regressão linear. Resultados: 28,2% dos pacientes apresentavam sobrepeso e 42,5% obesidade, segundo o IMC. De acordo com o risco para complicações metabólicas, 65,7% dos pacientes apresentavam risco aumentado segundo a CC e 44,2% pela RCQ. O IMC correlacionou-se significativamente com a CC e a RCQ (r=0,91; p<0,01 e r=0,45; p<0,01, respectivamente). A CC foi associada ao estado nutricional através dos pontos de corte definidos para o IMC, e observou-se que 68,6% dos pacientes com sobrepeso apresentaram risco de complicações metabólicas (p<0,01). Já na associação da RCQ com o IMC, foram observados valores mais discretos, sendo que 47,1% dos pacientes com sobrepeso e 59,7% dos obesos, apresentaram o índice acima do recomendado (p<0,01). Por meio da regressão linear, verificou-se que a cada unidade que aumenta no IMC resulta em um aumento de 2,019cm na CC (p<0,01 e IC95% = 1,88 - 2,16) e de 0,01 na RCQ (p<0,01 e IC95% = 0,004 - 0,007). Conclusão: A associação das medidas de CC e da RCQ com o IMC oferece uma boa combinação na detecção da obesidade e risco de complicações metabólicas, suprindo as limitações de cada método. Dentre os indicadores de obesidade central analisados, destaca-se a circunferência de cintura como mais apropriada para uso complementar ao IMC na avaliação nutricional de pacientes ambulatoriais. Unitermos: avaliação nutricional, antropometria, adiposidade abdominal.

IC020 - RELAÇÃO DOS MARCADORES ANTROPOMÉTRICOS DE ADIPOSIDADE CORPORAL COM O RISCO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE EM BELO HORIZONTE, MG

Instituição: Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, Belo Horizonte
Autores: Silva TFS; Fortunato GF; Gonçalves CG; Colamarco CC.

Objetivos: Efetuar as medidas antropométricas de estudantes da área da saúde; Avaliar o diagnóstico antropométrico dos estudantes; Conhecer as principais causas de doenças cardiovasculares; Relacionar o diagnóstico nutricional com o risco de doenças cardiovasculares; Aferir a pressão arterial e relacioná-la com o diagnóstico nutricional e o risco de hipertensão arterial. Materiais e Métodos: Estudo realizado no período de abril a maio de 2011 com 77 estudantes na faixa etária de 19 a 42 anos da área da saúde de um centro universitário particular da cidade de Belo Horizonte. Foram efetuadas medidas antropométricas, aferição arterial e aplicação de um questionário previamente elaborado que abordou informações sobre alimentação, consumo de álcool e cigarro e alguns fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Para avaliar o estado nutricional utilizou-se balança digital portátil da marca Tanita para aferição de peso, fita métrica inelástica com precisão de 150 cm para medida da altura e da circunferência da cintura, e para aferir a pressão arterial foi utilizado um aparelho de pressão digital de pulso da marca G. TECH aprovado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Os indivíduos participantes da pesquisa assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, a fim de garantir sua participação voluntária no estudo. Resultados: O presente estudo mostrou que houve uma prevalência de mulheres nos cursos da área da saúde sendo que dos 77 indivíduos estudados 88,31% eram do sexo feminino (n=68) e 11,69% do sexo masculino o que corresponde (n=9). Do total de homens avaliados 66,66% apresentam-se eutróficos (peso saudável), enquanto que 33,33% estavam com sobrepeso. Na avaliação nutricional das mulheres 63% estão eutróficos, 21% com sobrepeso, 6% obesidade grau I, 7% magreza grau I e magreza grau II comprometeu 3% dessa população. No presente estudo observa-se que de acordo com a faixa etária de 19 a 29 anos 36% apresentaram sobrepeso e na faixa etária de 30 a 42 anos 64% apresentou este mesmo estado nutricional. Em relação à aferição arterial apenas 3 estudantes apresentaram pressão arterial alterada. Em relação ao consumo alimentar observa-se que alimentos como frios e embutidos, refrigerantes e carnes vermelhas estão presentes semanalmente, senão diariamente nas refeições. Alimentos in natura como frutas e hortaliças compõem a alimentação desses estudantes com certa regularidade. Conclusão: Os resultados dessa pesquisa mostraram que houve predomínio expressivo de estudantes eutróficos, pois os parâmetros antropométricos analisados mostraram-se normais. Entre os estudantes identificados com peso elevado de acordo com o IMC e CC aumentada, sugere-se a necessidade do controle no ganho de peso, bem como a condução de hábitos saudáveis,especialmente de alimentação. Unitermos: circunferência da cintura, índice de massa corporal.

IC021 - AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL DE INDIVÍDUOS ADULTOS SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA

Instituição: Universidade Federal do Paraná, Curitiba
Autores: Mezzomo TR; Von Der Heyde MED; Von Der Heyde R.

Objetivos: Verificar as mudanças na composição corporal de indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado com 37 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica entre 2004 e 2006. Foram selecionados pacientes com obesidade grau II com comorbidades e grau III para reavaliação da composição corporal por bioimpedância elétrica (BIA) com tempo mínimo de pós-operatório (PO) de UM ano. Os resultados prévios de BIA foram obtidos através dos laudos dos exames de BIA constantes no arquivo do Centro de Videolaparoscopia do Paraná. Os dados desses laudos foram comparados com os resultados obtidos nessa nova avaliação de BIA. Foi realizada também antropometria (peso, altura, índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal (CA)). O teste estatístico utilizado foi o Teste T. Resultados: Dos 37 pacientes, 75,68% (n=28) eram do sexo feminino e 24,32% (n=9) do sexo masculino com idade média de 42,21 ± 10,28 e 39,11 ± 12,49 anos, respectivamente. No período pré-operatório foram observados os seguintes valores de média no sexo feminino: peso: 111,39 ± 17,07 kg, IMC: 43,03 ± 6,98 kg/m2, percentual de gordura corporal (%GC): 46,56 ± 15,74%, massa magra (MM): 62,3 ± 6,26 kg. No sexo masculino os valores foram: peso: 124,15 ± 15,22 kg, IMC: 40,38 ± 5,51 kg/m2, %GC: 34,22 ± 3,31%, MM: 81,45 ± 7,54 kg. No PO, os valores médios encontrados no sexo feminino foram: peso: 75,28 ± 10,48 kg, IMC: 29,20 ± 4,40 kg/m2, %GC: 34,2±4,75%, MM: 49,01 ± 5,08 kg, CA: 92,8±17,32cm e o tempo médio de PO foi de 1,53 ± 0,57 anos. No sexo masculino os valores foram: peso: 94,1 ± 16,45 kg, IMC: 32,48 ± 9,92 kg/m2, %GC: 26,88 ± 9,76%, MM: 67,55 ± 5,75 kg, CA: 100 ± 6,98 cm, com tempo médio de PO de 1,52 ± 0,77 anos. Houve redução muito significativa (p<0,001) em ambos os sexos de perda de peso, IMC, MM, %GC, comparando pré e pós-operatório. Conclusão: Atualmente, os pacientes do sexo feminino apresentam %GC moderado, IMC de sobrepeso e CA muito elevada. Os pacientes do sexo masculino encontram-se com obesidade leve, segundo o %GC, obesidade grau I, segundo IMC e CA elevada. Assim, esse estudo mostra a importância da avaliação de gordura corporal como melhor preditor de estado nutricional e de riscos relacionados à obesidade nessa população. Unitermos: percentual de gordura corporal, massa magra, bioimpedância elétrica, cirurgia bariátrica, obesidade.

IC022 - COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES MÉTODOS DE AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL PARA PACIENTES EM HEMODIÁLISE

Instituição: Nefroclin, Juiz de Fora
Autores: Mendonça EG; Cunha SD; Mello MAV; Bragagnolo Jr M; Fernandes AM.

Objetivos: Comparação do método com maior especificidade de avaliação de risco nutricional para pacientes em hemodiálise. Materiais e Métodos: O presente estudo verificou o estado nutricional de pacientes renais crônicos hemodialisados por meio de comparações entre métodos de rastreamento, sendo, o Questionário de Avaliação Subjetiva Global (QASG) e o Questionário de Avaliação Subjetiva Adaptada para Pacientes em diálise (QASGAD), traçando o perfil atual dos pacientes em terapia renal substitutiva (TRS) e objetivando diferenças nos resultados pelos métodos aplicados. Resultados: A presença de desnutrição pode ser observada quando utilizado o QASGAD, que demonstrou maior sensibilidade em classificar os pacientes de acordo com o risco nutricional em que apresentam sendo 79% eutróficos e 21% desnutridos moderados. O que difere do QASG que classificou todos os pacientes (100%) eutróficos. Conclusão: O acompanhamento nutricional e a validação de métodos que estudem o estado nutricional destes pacientes são importantes para diagnosticar precocemente a desnutrição, prevenir complicações e reduzir as taxas de morbimortalidade associadas ao estado nutricional deste paciente. Unitermos: insuficiência renal crônica, hemodiálise, avaliação subjetiva adaptada para pacientes em diálise.IC023 - RELAÇÃO ENTRE AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL E TEMPO DE INTERNAÇÃO DE PACIENTES DE UMA UNIDADE PRIVATIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

nstituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
Autores: Freitas RDSF; De Borba CS; El-kik RM; Marchi DSM; Caron-Lienert RS; Dias RL.

Objetivos: Relacionar a avaliação subjetiva global com o tempo de internação de pacientes em uma unidade privativa de um hospital universitário. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo, transversal, descritivo e analítico, realizado com pacientes adultos e idosos. A coleta de dados foi feita nos meses de setembro e outubro de 2011 na Unidade de Internação Privativa do Hospital São Lucas da PUCRS, Porto Alegre/RS. Os dados coletados foram: sexo, idade, peso, altura, classificação da avaliação subjetiva global (ASG) e o tempo de permanência hospitalar. A ASG classifica os pacientes em bem nutrido (A), moderadamente (ou suspeita de ser) desnutrido (B) ou gravemente desnutrido (C). O tempo de permanência foi contabilizado pelo número de dias que o paciente ficou desde a internação até o seu desfecho, podendo ser alta, óbito ou ter permanecido internado. Foram utilizadas tabelas de frequência simples e cruzadas, análise de sobrevivência e o teste de log rank para análise estatística dos dados. A coleta de dados teve início após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS. Resultados: Totalizou-se 95 participantes, sendo 36,8% (35) mulheres, 63,2% (60) homens, 46,3% adultos e 53,7% idosos. Dos participantes, 53,7% foram classificados como bem nutridos (A), 40% como moderadamente desnutridos (B) e 6,3% gravemente desnutridos (C). O tempo de internação de acordo com a ASG foi, em média, 5 dias para os pacientes A, 13 dias para os B e 12 dias para os C. A média de tempo de internação foi de 8,83 dias. A análise de sobrevivência mostra que os tempos médios e medianos de pacientes bem nutridos são significativamente menores que os daqueles moderadamente ou em risco de serem desnutridos (p=0.000). Conclusão: Apesar dos avanços tecnológicos, ainda é alta a prevalência de desnutrição hospitalar e, consequentemente, o aumento da permanência hospitalar. Unitermos: avaliação nutricional, avaliação subjetiva global, desnutrição, tempo de internação.

IC024 - COLONIZAÇÃO POR PSEUDOMONAS AERUGINOSA, ESCORE DE SHWACHMAN E PERFIL CLÍNICO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA ASSISTIDOS PELA ATENÇÃO DOMICILIAR

Instituição: Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Brasília
Autores: Haack A; Novaes MRG.

Objetivos: Verificar a relação entre a colonização por Pseudomonas aeruginosa, o escore de Shwachman e o perfil clínico-nutricional em pacientes fibrocísticos. Materiais e Métodos: Estudo transversal, analítico, realizado em 47 pacientes, 2-19 anos. A falência nutricional foi classificada em "Com Déficit Nutricional", risco e adequado estado nutricional foi considerado "Sem Déficit Nutricional", seguindo Consensos Internacionais. No escore de Shwachman foi utilizado o ponto de corte > 70 £70e na espirometria foi considerado o parâmetro de 80%. A reposição de enzimas pancreáticas, a colonização por Pseudomonas e a suplementação nutricional foram registradas, além dos testes bioquímicos. Resultados: A concordância entre os Consensos foi considerada substancial e tende a avaliar o estado nutricional de maneira semelhante. Na associação entre o uso de suplementos nutricionais e fibrocísticos "Sem Déficit Nutricional" observou-se que a proporção de pacientes usuários de suplementos é estatisticamente menor que entre os não usuários, de acordo com os Consensos Europeu e Americano (p=0,0210 e 0,0098, respectivamente). Não houve associação entre a bioquímica, a colonização, o uso de enzimas com o estado nutricional. A relação entre o escore de Shwachman e o perfil nutricional, para ambos os Consensos, foi estatisticamente significativo (p=0,0138 ep=0,0033) e foi encontrada uma relação significativa entre P. aeruginosa e VEF1 (p=0,0073). Conclusão: Programas de acompanhamento domiciliar que proporcionem avaliação clínico-nutricional devem ser estimulados, pois os fibrocísticos apresentam susceptibilidade às colonizações bacterianas prejudiciais à funçãopulmonar. Unitermos: fibrose cística, escore de Shwachman, estado nutricional, espirometria, pseudomonas aeruginosa.

IC025 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL SUBJETIVA GLOGAL EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS ACOMPANHADOS EM UMA INSTITUIÇÃO DE PESQUISA EM DOENÇAS INFECCIOSAS

Instituição: Fiocruz, Rio de Janeiro
Autores: Oliveira RL; Almeida CF; Brito PD; Silva MTT; Grinsztejn BGJ.

Objetivos: O objetivo do presente trabalho foi avaliar o estado nutricional através de ANSG específica para pacientes HIV/AIDS e comparar resultados entre pacientes em uso de terapia antiretroviral (TARV) e pacientes virgens de tratamento (VT). Materiais e Métodos: Estudo seccional, realizado no período de novembro de 2009 a novembro de 2010, com pacientes adultos portadores do HIV/AIDS em uso de TARV ou VT, selecionados aleatoriamente dos ambulatórios de doenças infecciosas do IPEC/FIOCRUZ. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e todos os participantes assinaram TCLE. Foram coletados dados demográficos e clínicos (idade, sexo, contagem de linfócitos T CD4 e tempo de diagnóstico do HIV), e foi realizada a ANSG. Para a análise estatística foi utilizado o software Graph Pad Prism 4.0, sendo as diferenças consideradas significativas com o p valor menor do que 0,05. Foi realizado o teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnof e como as variáveis apresentavam distribuição assimétrica, foram realizados testes não-paramétricos. Os dados são apresentados na forma de frequência, mediana e intervalo de confiança. Resultados: Foram incluídos 167 pacientes (83 VT e 84 TARV). Em ambos os grupos a maioria era do sexo masculino (68,8% e 57,1%, respectivamente), com mediansa de idade de 34 e 46 anos, respectivamente. No grupo VT, a mediana de CD4 foi de 571 céls/mm3 e do tempo de diagnóstico foi de 2 anos. No grupo TARV as medianas foram de 491 céls/mm3 e 11,5 anos, respectivamente. A ANSG mostrou que 23,4% da amostra total possuíam algum grau de desnutrição. Dividindo a amostra em VT e TARV, observamos que o primeiro apresentou 15,7%de indivíduos desnutridos, e o segundo 30,9%. Houve associação entre o grau de desnutrição e o uso da TARV (p=0,027). No grupo VT a presença de perda de peso recente foi maior (p=0,03) do que no grupo TARV (22,9% e 10,7%, respectivamente); assim como a alteração na ingestão alimentar (38,5% e 17,8%, respectivamente; p=0,003). Em relação às reservas corporais, a presença de perda de tecido adiposo subcutâneo foi maior do grupo TARV do que no VT (64,3% e 25,3%, respectivamente; p<0,0001), assim como a presença de perda muscular (34,5% e 14,5%, respectivamente; p=0,003). Conclusão: Embora o grupo VT tenha apresentado maior frequência de perda de peso recente e de alterações da ingestão alimentar, o grupo TARV apresentou maior frequência de déficits de reservas corporais e maior prevalência de desnutrição. Alterações nutricionais precoces do indivíduo HIV podem ser normalizadas com o uso da TARV, mas as deficiências associadas ao avanço da doença ainda são prevalentes. Unitermos: HIV, estado nutricional, ANSG e TARV.

IC026 - MÚSCULO ADUTOR DO POLEGAR COMO PARÂMETRO ANTROPOMÉTRICO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

Instituição: Instituto de Educação e Pesquisa do Hospital Moinho de Vento de Porto Alegre, Porto Alegre
Autores: Souto CS; Sonaglio EP; Lazzaretti RK; Vieira AP; Henz AC; Kuhmmer R.

Objetivos: Avaliar se a espessura do Músculo Adutor do Polegar (MAP) é um bom indicador antropométrico para diagnosticar desnutrição em pacientes oncológicos. Materiais e Métodos: Estudo transversal prospectivo, realizado em pacientes adultos, em tratamento oncológico, no Ambulatório de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre (RS). Os dados coletados foram: altura, peso, índice de massa corporal, circunferência do braço, espessura do músculo adutor do polegar e foi realizada a Avaliação Subjetiva Global ASG-PPP (ANSG-PPP). Resultados: Foram avaliados 90 pacientes (40% do sexo masculino), idade média 58,9 ± 12,8. A média do MAP encontrada na mão dominante (direita) foi de 10,7 + 2,7 mm para o sexo masculino, e 10,8+3,5 mm para o feminino, observou-se desnutrição grave em 3,3%, desnutrição leve/moderada 28,9%, bem nutridos 67,8%. Pela ANSG-PPP foram encontrados 34,4% com desnutrição moderada ou risco de desnutrição, 3,3% com desnutrição grave e 62,2% de pacientes bem nutridos. Dentre os tumores, o mais frequente foi o do sistema gastrointestinal (34,4%), seguido pelo de mama (26,7%). Houve diferença significativa entre os métodos de avaliação nutricional quanto à prevalência de desnutrição (p<0,001). O IMC foi o método que menos detectou risco ou desnutrição, diferindo significativamente dos demais métodos. Conclusão: O MAP parece ser um método rápido, de baixo custo e que pode ser utilizado de forma confiável na prática clínica em pacientes oncológicos. Unitermos: Oncologia, avaliação nutricional, músculo adutor do polegar, desnutrição.

IC027 - ÍNDICE DE MASSA CORPORAL VERSUS ÍNDICE DE ADIPOSIDADE CORPORAL NA DETERMINAÇÃO DO PROGNÓSTICO NUTRICIONAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

Instituição: Instituto de Educação e Pesquisa do Hospital Moinho de Vento de Porto Alegre, Porto Alegre
Autores: Sonaglio EP; Moser MB; Kuhmmer R; Vieira AP; Henz AC; Lazzaretti RK.

Objetivos: Comparar a relação entre o método de avaliação nutricional denominado Índice de adiposidade corporal (IAC) com os demais métodos indiretos tradicionalmente usados na avaliação nutricional de pacientes oncológicos. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 90 pacientes atendidos no Ambulatório de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre (RS). As medidas foram realizadas através de antropometria simples e da aplicação da Avaliação Subjetiva Global ASG-PPP (ANSG-PPP). Resultados: A ANSG-PPP foi o método que mais detectou risco ou desnutrição, diferindo significativamente dos demais métodos (p<0,001). Entre o IMC e o IAC, não houve diferença significativa no percentual de desnutrição ou de bem nutrido (p=0,289). Quando comparada as quatro categorias do IMC e IAC, observou-se uma diferença significativa entre os métodos (p=0,025), sendo que o IMC detectou maior proporção de obesidade, enquanto que o IAC maior proporção de eutrofia. Conclusão: A relação entre o percentual de gordura e risco para doenças cardiovasculares esta bem documentada, enquanto para o câncer ainda são necessários mais pesquisas para esclarecer esta relação. A validade do IAC em termos de sua aplicação a diferentes grupos étnicos precisa ser mais esclarecida e seu valor para diagnosticar redução de adiposidade em doenças como câncer necessita maior investigação. Unitermos: Oncologia, avaliação nutricional, índice de massa corporal, adiposidade.

IC028 - O RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), São Paulo
Autores: Cardenas TC; Alvarenga LN; Alves-Almeida MMF; Trevisani VS; Passarelli AM; Tonini NCAL.

Objetivos: A identificação precoce de pacientes em risco nutricional (RN) através da realização de uma triagem nutricional pode produzir efeitos benéficos ao paciente, pois detecta população com necessidade de terapia nutricional específica. O objetivo do trabalho é definir o perfil de RN para pacientes oncológicos em um instituto especializado no tratamento do câncer no Brasil. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo realizado de janeiro a dezembro de 2011. O RN foi analisado através da NRS-2002 (escore ³3) para os pacientes admitidos no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), tanto no pronto atendimento como nas enfermarias clínicas e cirúrgicas (média de 300 leitos) e Unidades de Terapia Intensiva (média de 40 leitos). Resultados: Foram avaliados 9527 pacientes (idade mediana: 60 anos). No momento da admissão hospitalar, 56,9% dos pacientes encontrava-se em RN. Nos pacientes com perda de peso (PP) nos últimos 3 meses, 80,6% estavam em RN, sendo o percentual de PP para pacientes em RN diferente daqueles sem risco (SR) (11,7% versus 5,1%). A ingestão alimentar reduzida na última semana foi relatada em 82,5% dos casos. Ao considerar-se idade ³70 anos temos 25,9% de idosos, destes 71,9% em RN. Nos pacientes com idade ³60 anos (idosos pela legislação brasileira) temos 52,4% de idosos, destes 63,1% em RN. Idosos (³70 anos) em RN com PP nos últimos 3 meses somam 76,0% e a ingestão alimentar esteve reduzida na última semana em 79,5%. O percentual de PP para idosos em RN versus SR foi semelhante à população geral: 10,5% e 3,7%, respectivamente. Caso o escore fosse adicionado para idade ³60 anos, temos 76,2% dos pacientes em RN com PP nos últimos 3 meses e 79,1% com redução da ingestão alimentar na última semana. O percentual de PP foi 10,6% para os RN e 4,0% para SR. Conclusão: Os resultados encontrados apontam para um valor relativamente alto de RN na população avaliada. No entanto, deve-se considerar que o instituto é referência para o tratamento do câncer na América Latina. O comparativo das idades apresentou perfil semelhante de PP, redução da ingestão alimentar e prevalência de RN, contudo, a população de idosos praticamente duplica. Unitermos: triagem nutricional, risco nutricional, idoso, câncer.

IC029 - PERFIL NUTRICIONAL E PROGNÓSTICO, SEGUNDO ÂNGULO DE FASE E MARCADOR DE DOENÇA EM PACIENTES INTERNADOS NO INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO PAULO - ICESP

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, São Paulo
Autores: Lima-Rodrigues NC; Clara CR; Rosa VM; Cardenas TC; Camacho SCTC.

Objetivos: Atualmente índices como: ângulo de fase (ÂF), marcador de doença (MD) e massa livre de gordura (MLG) são indicadores de prognóstico e de estado nutricional avaliados na prática clínica. Esse estudo teve como objetivo avaliar o perfil nutricional e modificações da massa livre de gordura (MLG) de pacientes oncológicos e seu prognóstico relacionado ao ÂF e MD. Materiais e Métodos: Dados de diagnóstico, peso, idade, estatura, índice de massa corpórea (IMC), presença de risco nutricional (pela NRS-2002), avaliação subjetiva global (ASG), composição corporal (CC), ÂF e MD foram obtidos por análise retrospectiva do prontuário eletrônico dos pacientes internados e acompanhados pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) do ICESP durante o mês de novembro e dezembro 2011. O estado nutricional foi classificado utilizando-se o IMC, segundo OMS (1998) para adultos e OPAS (2002) para idosos, pela NRS-2002 (KONDRUP et al., 2003) e ASG (DETSKY et al., 1987). As análises de CC, ÂF e MD foram realizadas utilizando a Bioimpedância elétrica multifrequencial Quadscan 4000 - Bodystat. Foram calculadas média e desvio padrão (DP) das variáveis envolvidas nesse estudo. Resultados: Foram avaliados 74 pacientes que apresentavam risco nutricional na admissão. A maioria era do sexo feminino (52%) e idoso (51%). As especialidades foram assim distribuídas: 25% gastrointestinais, 17% cabeça e pescoço, 15% hematológicos, 13% geniturinário, 13% ginecológico, 8% pulmão e 7% outras especialidades. O IMC médio dos adultos foi de 21,3 kg/m² (DP 4,2) e dos idosos foi de 21,1 kg/m² (DP 4,2). A classificação segundo IMC demonstrou 25% dos adultos desnutridos e 74% dos idosos baixo peso. Em comparação a ASG, 93% apresentavam desnutrição, sendo classificados em moderada 82% e, grave 11%. Em relação à CC da população estudada, 53% apresentavam déficit de MLG. O ÂF apresentou média de 3,52 (DP 1,26) e o MD média de 0,9 (DP 0,39), ambos classificados como prognóstico insatisfatório. Do total da amostra, 36% foram a óbito, sendo que 72% desses pacientes apresentavam desnutrição segundo ASG e 88% apresentavam prognóstico insatisfatório segundo ÂF e 99% segundo MD. Conclusão: ASG é um importante instrumento de avaliação nutricional do paciente oncológico visto que detectou desnutridos quando considerados eutróficos/sobrepeso ou obesos pelo IMC. A desnutrição associada ao déficit de MLG nos pacientes oncológicos é bastante elevada. ÂF e MD são ferramentas que avaliam independentemente o prognóstico celular dos pacientes e estão associados ao desfecho clínico. Unitermos: bioimpedância elétrica, ângulo de fase, avaliação nutricional, marcador de doença, câncer.

IC030 - SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DE MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM CÂNCER GÁSTRICO E COLORRETAL

Instituição: Universidade Federal de São Paulo, São Paulo
Autores: Vicente MA; Silva TD; Ozório GA; Barão K; Forones NM.

Objetivos: Determinar a sensibilidade, especificidade e acurácia dos métodos Avaliação Subjetiva Global produzida pelo paciente (ASG-PPP), Nutritional Risk Index (NRI), ângulo de fase, Índice de Massa Corporal (IMC) e Malnutrition Screening Tool (MUST) para avaliar o estado nutricional (EN) de pacientes com câncer gástrico e colorretal. Materiais e Métodos: Estudo transversal prospectivo para dois grupos de pacientes provenientes do ambulatório de Oncologia da Disciplina de Gastroenterologia da UNIFESP. Sendo Grupo 1 (G1) constituído por pacientes com diagnóstico de câncer gástrico (CG) ou câncer colorretal (CCR), que estavam em tratamento ou não, mas que tivessem presença do tumor. Grupo 2 (G2) formado por pacientes com diagnóstico de CG ou CCR, que estavam em acompanhamento (entre 3 meses e 3 anos), sem presença de tumor. Esses pacientes tiveram o EN avaliados por meio da ASG-PPP, NRI, ângulo de fase, IMC classificado de acordo com o OPAS e MUST. Posterior a avaliação e estratificação dos grupos realizou-se a análise estatística por meio do software SPSS 16.0, para determinar a sensibilidade, especificidade e acurácia dos métodos. As variáveis quantitativas foram expressas por meio de médias e desvio-padrão, e as variáveis categóricas (qualitativas) foram descritas pela frequência absoluta e percentual, utilizando estatística descritiva. Resultados: O estudo foi realizado com 137 pacientes (75 no Grupo 1 e 62 no Grupo 2). A idade média foi 60,2+12,2 para o G1 e 61,3+11,6 para G2. A localização do tumor prevaleceu para o CCR, sendo 64 (85,3%) no G1 e 52 (83,9%) no G2. De acordo com a classificação TNM, a maioria dos pacientes do Grupo 1 era estádio IV (62,7) e no Grupo 2 eram estádio II. Ao analisarmos a sensibilidade, especificidade e acurácia dos métodos de avaliação nutricional em relação aos grupos do estudo verificou-se que o método mais sensível foi a ASG-PP (66,7%), com um poder de acurácia de 72,3%. A seguir nota-se o MUST com sensibilidade de 65,3%, especificidade de 61,3% e acurácia de 63,5%. O NRI teve uma sensibilidade inferior, mas maior especificidade (75,8%), com acurácia de 65,7%. O ângulo de fase teve uma baixa sensibilidade (36,0%), porém alta especificidade (85,5%) com consequente acurácia de 58,4%. O menos eficaz foi a avaliação por meio do IMC com sensibilidade de 26,7%, especificidade de 82,4% e acurácia de 51,8%. Conclusão: Observamos que o método ASG-PPP foi mais sensível e específico para avaliar o EN dos pacientes com CG e CCR deste estudo. O IMC que é amplamente utilizado na prática clínica foi o menos eficaz na avaliação do EN desses pacientes. Sugere-se o amplo emprego da ASG-PPP na avaliação desses pacientes, com o intuito de fornecer adequado suporte nutricional, visto o conhecimento do EN desses indivíduos. Unitermos: câncer gástrico, câncer colorretal, ASG-PPP, NRI, ângulo de fase, IMC.

IC031 - AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA CORRELACIONADA COM A AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL EM PACIENTES COM NEOPLASIAS HEMATOLÓGICAS

Instituição: Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
Autores: Ferreira VO; Castanho IA.

Objetivos: Verificar a correlação entre indicadores nutricionais da avaliação. antropométrica com o score da Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente (ASG-PPP) e a variância das medidas entre a internação e a reinternação. Materiais e Métodos: Foram analisados retrospectivamente dados de pacientes com doença neoplásica hematológica registrados no período de março aagosto de 2011. Foram considerados os dados da primeira e da última internação, sendo as avaliações realizadas no período de até 72 horas após a internação. As variáveis estudadas foram: Índice de massa corporal (IMC). Dobra Cutânea Tricipital (DCT), Circunferência Muscular Braquial (CMB) e o score da ASG-PPP. Resultados: Foram avaliados 21 homens e 17 mulheres com idade media de 46,7 (±18,6) e 39,9 (±11,6) anos, respectivamente. Nos homens as médias encontradas foram: IMC (22,6 ± 4,4), DCT (13,33 ± 4,27), CMB (24,33 ± 3,34) e score (9,76 ± 5,5). Nas mulheres: IMC (25,9 ± 5,7), DCT (19,06 ± 5,9), CMB (23 ± 3,25) score (6,41 ± 3,33). Na população masculina verificou-se correlação inversa e significativa do score da ASG-PPP com todas as medidas antropométricas (IMC: r= -0,76 p<0,0001; DCT: r= -0,72 p<0,0002; CMB: r= -0,48 p<0,03). O resultado da comparação entre os indicadores nutricionais medidos na primeira e na última internação mostraram diferença significativa entre os valores do escore da ASG-PPP (p=0,005). Conclusão: A ASG-PPP mostrou-se como melhor indicador para detectar pacientes em risco nutricional do que alterações na composição corporal. Unitermos: avaliação antropométrica, avaliação subjetiva global, desnutrição, neoplasias hematológicas.

IC032 - AVALIAÇÃO DO ÂNGULO DE FASE COMO INDICADOR DE ESTADO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM CÂNCER DO TRATO DIGESTÓRIO

Instituição: Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Costa GLOB; Ramos LB; Freire ANM.

Objetivos: Avaliar o ângulo de fase (AF) como indicador de estado nutricional em pacientes com câncer do trato digestório. Materiais e Métodos: Estudo transversal, derivado de um projeto maior intitulado "Indicadores do Estado Nutricional no Câncer do Trato Digestório", composto por 71 pacientes com diagnóstico de câncer do trato digestório admitidos no Hospital Santa Izabel, Santa Casa de Misericórdia da Bahia, Salvador. Os dados obtidos com a avaliação do estado nutricional através da antropometria, espessura do músculo adutor do polegar (EMAP), dinamometria, Avaliação Subjetiva Global (ASG) e contagem total de linfócitos (CTL) foram comparados com a medida do Ângulo de Fase Padronizado (AFP) obtido a partir da Análise por Impedância Bioelétrica. Foi realizada análise descritiva, coeficiente Kappa, o teste Quiquadrado, Exato de Fisher, o teste t de Student e Man-Whitney, coeficiente de Correlação de Pearson, construção e análise da curva ROC (Receiver Operating Characteristic Curve). Foi considerado um nível de significância de p<0,05. Resultados: Foram avaliados 71 pacientes com idade entre 18 e 86 anos (60,4 ± 14,3 anos, média ± DP). Os homens apresentaram média de idade de 60,1 ± 15,5 e as mulheres de 60,8 ± 13 anos. A prevalência de desnutrição variou entre 19,7% (dinamometria) e 78,9% (CB). Quando estratificado por sexo, a variação do percentual de desnutrição foi de 23,7% (dinamometria) a 89,5% (CB) no sexo masculino e de 15,2% (dinamometria, EMAP e CMB) a 75,8% (CTL) no sexo feminino. Com exceção da CTL, para todos os demais métodos, observaram-se valores médios de AFP menores entre os pacientes desnutridos com significância estatística. As melhores concordâncias entre os métodos foram obtidas entre o AFP e a dinamometria (0,48; p<0,001) e entre o AFP e a ASG (0,44; p<0,001). A maioria dos indicadores apresentou correlação positiva com o AFP, exceto a CTL e dinamometria, sendo o IMC o que apresentou melhor coeficiente de correlação (r=0,56; p<0,001). Utilizando-se a ASG como referência, o ponto de corte do AFP de melhor sensibilidade (79%) e especificidade (71%) foi -1,57. A área sob a curva ROC foi de 0,83. Conclusão: Os nossos achados sugerem uma habilidade do AFP em detectar comprometimento no estado nutricional, podendo o AFP ser considerado um potencial indicador nutricional no câncer gastrintestinal. Unitermos: avaliação do estado nutricional; bioimpedância elétrica; ângulo de fase; câncer do trato digestório.

IC033 - MÚSCULO ADUTOR DO POLEGAR COMO MÉTODO DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS CLÍNICOS

Instituição: Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre
Autores: Tartari RF; Rossi I; Paiva A; Fracasso B.

Objetivos: A desnutrição é associada a níveis elevados de morbimortalidade em pacientes com câncer sendo avaliada na prática por diferentes métodos. A avaliação do músculo adutor do polegar é uma técnica recente utilizada para mensurar o déficit muscular. Objetivou-se avaliar se a medida do músculo adutor do polegar (MAP) se correlaciona com outros métodos de antropometria em paciente oncológicos clínicos. Materiais e Métodos: Estudo transversal, avaliando 30 pacientes com diagnóstico de diferentes tipos de câncer. Os pacientes que aceitaram participar do estudo foram submetidos à avaliação antropométrica, que incluiu: índice de massa corporal (IMC), circunferência do braço (CB), prega cutânea triciptal (PCT), circunferência muscular do braço (CMB) e MAP na mão não-dominante. Para análise estatística foram utilizados os testes de correlação de Pearson ou Spearman de acordo com as variáveis paramétricas e não-paramétricas, respectivamente. Resultados: A amostra apresentou 60% de pacientes do gênero feminino, idade média de 62,8±7,1 anos, IMC de 22,9±3,8 kg/m², PCT de 9,9±5,2 mm, CMB de 21,8±2,5 mm e MAP de 9,8±2,5 mm. Observou-se correlação positiva entre o MAP e IMC (r=0,48, p=0,025), CB (r=0,612; p<0,001) e CMB (r=0,64; p<0,001). Não houve correlação entre o MAP e PCT (rho=0,29; p=0,119). A maior parte dos pacientes apresentou depleção proteica, tanto pela CMB (56,7%) quanto pelo MAP (53,3%). Conclusão: O MAP correlacionou-se significativamente com os métodos antropométricos comumente utilizados para avaliação nutricional, incluindo o IMC, CB e CMB. Obteve-se correlação forte e significativa entre o MAP e CMB, demonstrando que os dois métodos são semelhantes na avaliação do nível de depleção proteica nesta amostra de pacientes. Unitermos: avaliação nutricional, câncer, desnutrição.

IC034 - AVALIAÇÃO DO ÂNGULO DE FASE EM PACIENTES SUBMETIDOS AO TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE CÉLULAS TRONCO HEMATOPOIÉTICAS

Instituição: Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
Autores: Ferreira VO; Silva ACT; Castanho IA.

Objetivos: Pacientes submetidos ao TCTH geralmente perdem massa magra, apresentam alterações nos fluidos corporais e comprometimento da integridade da membrana celular. O objetivo deste estudo foi avaliar o estado nutricional de pacientes submetidos ao transplante de células tronco hematopoiéticas (TCTH) no pré-condicionamento e na pós-recuperação medular. Materiais e Métodos: Estudo observacional do tipo coorte com 23 pacientes de ambos os sexos, submetidos ao transplante de células tronco hematopoiéticas. As avaliações foram realizadas nos 23 pacientes no pré-condicionamento (momento da internação, correspondendo ao D-7 nos casos de pacientes com Linfomas ou D-2 em casos de Mielomas) e na pós recuperação medular (primeira consulta ambulatorial, aproximadamente, duas semanas após a alta hospitalar). Em 13 dos 23 pacientes submetidos ao TCTH em 2011, foram feitas mais duas avaliações durante o período de recuperação medular, no décimo (D+10) e no décimo quinto dia (D+15) após o TCTH. Os dados foram processados pelo programa SPSS for Windows (versão 16) e expresso. Valores de p<0,05 foram considerados significativos. Resultados: Na avaliação das complicações, considerando o tempo e a frequência, o ângulo de fase (AF°) se correlacionou inversamente (r= -0,60341; p=0,0021 / r= -0,58893; p=0,0012) e o Score da ASG-PPP positivamente (r= 0,51668; p=0,0123/ r= 0,25952; p=0,0024). Observa-se que 34,78% dos pacientes classificados como eutróficos apresentaram maior tempo e maiores números de complicações, enquanto os que se encontravam na faixa de sobrepeso e obesidade, correspondendo a 65,21% dos pacientes avaliados, apresentaram menor tempo e menores complicações. Houve redução significativa dos indicadores nutricionais, durante o transplante (Índice de Massa Corporal (p=0,0311), Circunferência do Braço (p=0,0212), Dobra Cutânea Tricipital (p=0,0312), Circunferência muscular do braço (p= 0,0415), Ângulo de Fase (p=0,0321)) e aumento do valor do escore da ASG-PPP (p=0,0140). Não houve correlação significativa entre o tempo de recuperação medular e os indicadores nutricionais. Conclusão: As alterações na composição corporal em todas as fases do TCTH refletem a influência do tratamento sobre o estado nutricional. Através dos dados obtidos neste estudo, sugerimos assim, a utilização da avaliação nutricional através da antropometria, BIA, ASG-PPP de 3 a 4 períodos durante o transplante (no pré-condicionamento, na fase de recuperação medular e no pós-transplante). Unitermos: transplante de medula óssea, ângulo de fase, asg-ppp, complicações, tempo de recuperação medular.

IC035 - AVALIAÇÃO DA ALTERAÇÃO DE PESO ENTRE OS PACIENTES ONCOLÓGICOS EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO

Instituição: Hospital Paulistano, São Paulo
Autores: Silva PASC; Santos TPF; Magiolo LM.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi identificar quais neoplasias foram associadas a maior variação de peso em pacientes adultos e idosos, do gênero masculino e feminino, em atendimento ambulatorial para tratamento quimioterápico, em um hospital privado de São Paulo. Materiais e Métodos: Estudo transversal e descritivo realizado entre dezembro de 2010 e março de 2012. A amostra foi composta por 97 pacientes homens e mulheres, adultos e idosos com diagnóstico de câncer, em tratamento quimioterápico no ambulatório de oncologia de um hospital privado na cidade de São Paulo. Os dados utilizados para a realização deste trabalho foram; gênero, idade e peso em quilogramas. O peso foi aferido pela equipe de enfermagem e repassado para o prontuário do paciente. Foi utilizado o peso da primeira e daúltima consulta até o final da coleta dos dados. Os artigos foram pesquisados nas bases de dados Scielo, Pubmed, INCA e Ministério da Saúde, publicados entre 2000 e 2012. Resultados: A neoplasia mais comum da amostra foi o câncer colorretal com 18%, seguido do câncer de mama com 17% e pulmão com 16%. Dentre os que apresentaram perda de peso destaca-se o câncer de pulmão. Portadores deste tipo de câncer tiveram perda de peso máxima de 12,9 kg e mínima de 0,2 kg, sendo mais prevalente em homens adultos com idade média de 56 anos; seguido do câncer gástrico com perda máxima de 6 kg e mínima de 1 kg, maior prevalência em homens com idade média de 54 anos. Dentre os que apresentaram ganho de peso, destaca-se o câncer de mama, com ganho máximo de 8,9 kg e mínimo de 0,7 kg, com prevalência em mulheres na idade média de 56 anos. Finalmente, portadores de câncer de cólon apresentaram ganho de peso máximo de 6,6 kg e mínimo de 1,4 kg, destes, a maioria entre os homens é de idosos (90%) e apresentaram ganho de peso (70%), já entre as mulheres foi possível observar que 80% são adultas e também apresentaram ganho de peso (60%). Conclusão: o câncer de cólon foi o mais prevalente, mas não é o mais agravante em relação à perda de peso. Os cânceres de pulmão e gástrico promoveram os maiores índices, resultado comum na literatura, enquanto os de mama e de cólon foram associados ao aumento no peso corporal. Mais estudos são necessários para identificar as consequências das variações de peso corporal no paciente oncológico. Unitermos: quimioterapia, perda de peso, aumento de peso.

IC036 - CORRELAÇÃO ENTRE AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL PRODUZIDA PELO PRÓPRIO PACIENTE E MASSA CORPORAL EM PACIENTES COM CÂNCER GÁSTRICO NO PRÉ-OPERATÓRIO

Instituição: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Rio de Janeiro
Autores: Souza NCS; Lacerda MS; Pinho NB; Reis PF; Martucci RB; Rodrigues VD.

Objetivos: Correlacionar a classificação do estado nutricional pré-operatório com reservas de massa muscular e gordura de pacientes com câncer de estômago que foram submetidos à gastrectomia, através da Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo próprio Paciente (ASG-PPP). Materiais e Métodos: O estudo foi quantitativo, longitudinal, retrospectivo, com pesquisa em prontuário de 55 pacientes com câncer de estômago submetidos à gastrectomia no Instituto Nacional de Câncer, no período de janeiro de 2011 a outubro de 2011. Os dados coletados do pré-operatório foram: idade, sexo, classificação do estado nutricional e presença de depleção de massa muscular e adiposa, segundo a ASG-PPP, no momento da internação ou até 48 horas após. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa SPSS 17.0, utilizando-se os testes T student para as variáveis paramétricas e qui quadrado para as variáveis não paramétricas, considerando-se valores de p < 0,05 como estatisticamente significativos. Resultados: Dentre os pacientes estudados, 56,6% eram do sexo masculino, com idade média de 63,06±12,80, sendo 43,6% considerados bem nutridos (ASG-PPP=A), 45,5% considerados desnutridos moderados ou com suspeita de desnutrição (ASG-PPP=B) e 10,9% desnutridos graves (ASG-PPP=C). Foi encontrado depleção de massa muscular em 40% dos pacientes e de reservas de gordura em 41,8% dos pacientes, sendo correlacionado positivamente com as classificações B e C da ASG-PPP (p<0,05). Conclusão: A maioria dos pacientes internados com câncer gástrico era idoso com suspeita de desnutrição ou desnutridos (B+C=56,4%), sendo que a presença de déficit de massa muscular e adiposa esta diretamente relacionado com esse perfil. Os resultados confirmam que a ASG-PPP pode ser utilizada na identificação precoce do estado nutricional no pré-operatório. Unitermos: avaliação nutricional, estado nutricional, câncer gástrico.

IC037 - PERFIL SOMATOTÍPICO DE PACIENTES COM CÂNCER MAMÁRIO

Instituição: Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza
Autores: Moura PS; Alves RSM; Soares NT.

Objetivos: O somatotipo é uma forma indireta de expressão da composição corporal, que tem sido relacionado às doenças crônicas. São três os componentes básicos do somatotipo: endomorfia, mesomorfia e ectomorfia. Apresentam, respectivamente, correlações com gordura corporal, estrutura musculoesquelética e linearidade. Este estudo objetiva caracterizar o perfil somatotípico de mulheres com câncer mamário. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo realizado num centro oncológico de referência do estado do Ceará. Participaram do estudo 100 mulheres, em tratamento para neoplasia mamária. Os dados foram coletados durante o período de setembro de 2010 a outubro de 2011. O somatotipo foi avaliado segundo o método antropométrico de Heath-Carter, que preconiza utilização das seguintes medidas: peso, altura, circunferências do braço contraído e da perna; dobras cutâneas triciptal, subescapular, supraespinal e panturrilha medial; diâmetros do cotovelo e joelho. Os valores resultantes da mensuração antropométrica foram aplicados em fórmulas específicas e classificados dentre treze possíveis categorias somatotípicas. Na análise dos dados foi utilizada estatística descritiva. Resultados: Foram identificados quatro somatotipos entre as mulheres estudadas, sendo que a maioria apresentou o perfil endomorfo mesomórfico (72%). As demais foram classificadas em endomesormorfo (18%), mesormofo endormórfico (7%) e endomorfo equilibrado (3%). Houve maior frequência do componente básico endomorfo. O componente ectomorfo não foi identificado e o mesomorfo foi dominante apenas em um dos quatro tipos físicos descritos. O somatotipo endomorfo mesomórfico, apesar de marcado pelo bom desenvolvimento musculoesquelético, com grandes diâmetros ósseos e volume muscular, tem maior propensão ao acúmulo de gordura subcutânea, especialmente na região abdominal. Por isso, apresenta tendência à obesidade, que é fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama. Não há estudos nacionais sobre a relação somatotipo e doenças crônicas. Porém, segundo a literatura internacional, o endomorfismo e mesomorfismo são predominantes em mulheres portadoras de câncer mamário, ovariano ou endometrial. Conclusão: O perfil endomorfo mesomórfico prevalece nas mulheres com câncer de mama. Através da avaliação somatotípica é possível apreender aspectos relevantes para interpretação do processo saúde-doença e promoção da saúde. Esta ferramenta traz ao nutricionista maior conhecimento sobre a constituição corporal do paciente e auxilia na decisão de conduta nutricional a fim de melhorar o prognóstico da doença. Unitermos: somatotipo, câncer de mama, composição corporal.

IC038 - AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE QUALIDADE E SEGURANÇA NA ÁREA DE ARMAZENAMENTO DE TERAPIA NUTRICIONAL, DE ACORDO COM LEGISLAÇÃO VIGENTE EM BELÉM - PA

Instituição: Secretaria de Estado de Saúde Pública, Belém
Autores: Santos VCR; Moreira SH; Oliveira MP.

Objetivos: O objetivo foi avaliar os pontos críticos das condições de armazenamento dos materiais e insumos das dietas enteral e parenteral das Empresas Prestadoras de Bens e Serviços (EPBS), que é uma organização capacitada para oferecer bens e/ou serviços em Terapia Nutricional, do município de Belém no Estado do Pará e a relação com a legislação vigente. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo onde foram avaliados nas EPBS os pontos críticos de armazenamento e estocagem da dieta enteral e parenteral através da aplicação do roteiro de inspeção (chek list) da RDC nº 63/200 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e classificada segundo critério do Programa Alimentos seguros (PAS) e da Portaria MS Nº272 de 08/04/98. Resultados: Após aplicação do roteiro de inspeção verificamos que 53% dos itens avaliados nas EPBS atendiam especificações como: controle e registro de temperatura, presença de pallets de material que não absorve umidade, nem possuem porosidade, empilhamento das caixas em conformidade com a legislação e 57% não atendiam as especificações de acordo com a legislação vigente. Conclusão: De acordo com as inspeções realizadas, conclui-se que as EPBS precisam solucionar as não conformidades, tendo em vista que estas alterações verificadas no presente estudo relacionadas ao controle de temperatura de armazenamento, estudos anteriores revelam que podem contribuir com maior número de complicações infecciosas aos pacientes submetidos a dietas enteral e parenteral. Unitermos: terapia nutricional, armazenamento, EPBS, legislação.

IC039 - PERFIL NUTRICIONAL E METABÓLICO DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Bering TB; Maurício SF; Silva JB; Correia MITD.

Objetivos: Avaliar o perfil nutricional e metabólico das pacientes com câncer de mama, atendidas no ambulatório Borges da Costa, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG). Materiais e Métodos: Diferentes métodos de avaliação do estado nutricional foram utilizados: avaliação global subjetiva (AGS), antropometria: índice de massa corporal (IMC), prega cutânea tricipital (PCT), circunferência do braço (CB) e circunferência da cintura (CC), área muscular do braço (AMB) e espessura do músculo adutor do polegar (EMAP), bioimpedância incluindo o ângulo de fase e testes funcionais como dinamometria. A resposta inflamatória sistêmica pelo Escore Prognóstico de Glasgow (EPG) o qual combina a mensuração da proteína C reativa (PCR) e albumina foi avaliada também. Ademais, foram avaliadas a presença de síndrome metabólica (SM) e as intercorrências durante tratamento. Utilizou-se o software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 19.0 para as análises estatísticas. Foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para avaliar a normalidade das variáveis contínuas, utilizaram-se também os testes de qui-quadrado, exato de Fischer, t de Student e o de Mann-Whitney. Resultados: Foram avaliadas 78 mulheres, com idade média de 53,2 ±11,6 anos. A maioria das pacientes foi considerada nutrida (80,8%) pela AGS. O estado nutricional definido pela AGS não foi associado ao EPG (p<0,05). As pacientes com estado nutricional alterado pela AGS apresentaram menores valores dos parâmetros antropométricos: IMC, PCT, CB, CC, EMAP (p<0,05) e houve associação entre AGS e estádio do câncer (p<0,05). As pacientes com PCR aumentada (EPG1) tiveram maiores valores das medidas antropométricas IMC, PCT e CB (p<0,05). A prevalência de SM foi de 43,7%. Houve associação entre SM e status da menopausa (p<0,05), sendo que as pacientes na pós-menopausa apresentaram maior prevalência de SM em relação às que se encontravam na pré-menopausa. Nas pacientes com SM a obesidade abdominal, pressão arterial elevada e HDL baixo foram as alterações mais comumente encontradas. A maioria das pacientes com câncer de mama apresentou complicações durante o tratamento oncológico. Contudo, não houve associação entre o estado nutricional e inflamatório com a incidência das mesmas. Conclusão: Ressaltamos o papel da avaliação nutricional por diferentes métodos acrescida de exames bioquímicos para verificar a presença de deficiências ou excessos nutricionais. A presença de SM nessas pacientes é alta e condutas que potencialmente podem interferir na evolução, ainda que isso não tenha sido encontrado neste trabalho, devem ser adotadas. Unitermos: perfil nutricional, síndrome metabólica, câncer de mama, avaliação global subjetiva, inflamação.

IC040 - RELATO DE CASO: TERAPIA NUTRICIONAL NA CAQUEXIA ONCOLÓGICA

Instituição: HSM - Centro Avançado de Oncologia, Belém
Autores: Failace ALR; Barros ASC; Nogueira MG; Diniz NA; Miranda TV.

Objetivos: Descrever a evolução clínica e nutricional de uma paciente em acompanhamento no ambulatório de nutrição oncológica de um hospital privado referência em Belém-PA. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo de caso da evolução do estado nutricional de uma paciente adulta, sexo feminino, 57 anos, acompanhada em no ambulatório de terapia nutricional em oncologia, com diagnóstico de carcinoma espinocelular em tecido muscular esquelético. Ex-tabagista. Peso usual: 51 kg. Resultados: Paciente A. M. O., em POT de esvaziamento cervical à esquerda em set/2010. Iniciou RT/QT em out/2010. Em dois meses perdeu 10,5 kg em uso de SNG + dieta pastosa VO. Em Mai/2011 pesava 34,5 kg realizou GTT para via de alimentação exclusiva, chegando até 33,4 kg. Após um ano de alta, foi ao ambulatório de nutrição oncológica iniciando TN. Em avaliação nutricional: PA:35 kg / %PP:67% / Altura: 1,55 m / Circ. do Punho (CP): 15 cm / CB: 18,5 cm / %CB: 58,3% / IMC: 14,58 kg/m2 / VET: 1.400 Kcal / 45,5 g PTN/dia. DN: Desnutrição III. Em dieta artesanal + complemento nutricional padrão com 400 kcal. Conduta: módulo PTN (18 g/dia), 1,3 g/kg/dia + complemento + dieta artesanal. No 1º retorno, evoluiu com PA: 38,2 kg / CP: 15 cm / CB: 20 cm / %CB: 63,1% / IMC: 16 kg/m2. DN: Desnutrição III. Mantendo conduta anterior. No 2º retorno, PA: 39,6 kg / CP: 16 cm / CB: 21 cm / %CB: 66,24% / IMC: 17,33 kg/m2. DN: Desnutrição II. Manteve-se a prescrição e aumento de volume de 200 para 250ml/horário. Atualmente permanece em acompanhamento em uso de GTT exclusiva. O caso em estudo obteve sucesso com aumento total de 4,6 kg em 30 dias. Conclusão: O acompanhamento nutricional em pacientes submetidos a tratamentos antineoplásicos é determinante para melhorar a qualidade de vida, evitar a desnutrição assim como amenizar os efeitos colaterais dos tratamentos. Observou-se que apenas com módulo proteico é possível minimizar/cessar a progressão da caquexia no câncer. Unitermos: câncer, caquexia, terapia nutricional.

IC041 - AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE MULHERES COM CÂNCER COLORRETAL APÓS SUPLEMENTAÇÃO DIETÉTICA COM FUNGOS AGARICUS SYLVATICUS

Instituição: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Autores: Fortes RC; Souza JA; Novaes MRCG.

Objetivos: Avaliar o estado antropométrico de mulheres com câncer colorretal após suplementação dietética com fungos Agaricus sylvaticus. Materiais e Métodos: Distrito Federal - Brasil por seis meses. Amostra constituída por 32 pacientes com câncer colorretal, sexo feminino, separados em dois grupos: suplementado com Agaricus sylvaticus (30mg/kg/dia) e placebo. Realizou-se a antropometria (peso, estatura, índice de massa corporal, circunferência do braço, dobra cutânea triciptal, circunferência muscular do braço e percentual de gordura) ao longo do tratamento. Os resultados foram analisados em três momentos distintos (antes do início do tratamento, com três meses e após seis meses de suplementação), utilizando os programas Microsoft Excel 2007 e SPSS 19.0, por meio dos testes T-student e F, com significância de 5%. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Resultados: O grupo Agaricus sylvaticus apresentou aumento significativo de índice de massa corporal, circunferência do braço, percentual de gordura corporal e dobra cutânea triciptal e, aumento não significativo de circunferência muscular do braço após seis meses de suplementação. Esses resultados não foram observados no grupo placebo. Conclusão: Os resultados sugerem que a suplementação dietética com Agaricus sylvaticus é capaz de exercer benefícios nos parâmetros antropométricos de mulheres com câncer colorretal. Unitermos: antropometria, câncer colorretal, fungos Agaricus sylvaticus.

IC042 - ASSOCIAÇÃO ENTRE RESERVA ADIPOSA E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM PACIENTES COM CÂNCER GÁSTRICO SUBMETIDOS À GASTRECTOMIA

Instituição: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Rio de Janeiro
Autores: D Almeida CA; Lacerda MS; Pinho NB; Reis PF; Martucci RB; Rodrigues VD.

Objetivos: Correlacionar o estado nutricional pré-operatório, reservas de massa muscular e adiposa, através da Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo próprio Paciente (ASG-PPP), com a ocorrência de complicações no pós-operatório de pacientes com câncer de estômago submetidos à gastrectomia. Materiais e Métodos: O estudo foi quantitativo, longitudinal, retrospectivo, com pesquisa em prontuário de 55 pacientes com câncer de estômago submetidos à gastrectomia, no Instituto Nacional de Câncer, no período de janeiro de 2011 a outubro de 2011. Os dados coletados do pré-operatório foram: idade, sexo, classificação do estado nutricional e presença de depleção em reservas de massa muscular e adiposa, segundo a ASG-PPP, no momento da internação ou até 48 horas após. No pós-operatório foram coletados: tipo de cirurgia, tempo de internação e a ocorrência de complicações como fístulas, sangramento e infecção de ferida operatória. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa SPSS 17.0, utilizando-se os testes T student para as variáveis paramétricas e qui quadrado para as variáveis não paramétricas, considerando-se valores de p<0,05 como estatisticamente significativos. Resultados: Dentre os pacientes estudados, 56,6% eram do sexo masculino, com idade média de 63,06 ± 12,80 anos, sendo 43,6% considerados bem nutridos (ASG-PPP=A), 45,5% considerados desnutridos moderados ou com suspeita de desnutrição (ASG-PPP=B) e 10,9% desnutridos graves (ASG-PPP=C). Em relação ao procedimento cirúrgico, 58,2% foram submetidos a gastrectomia subtotal e 42,8% a gastrectomia total, com tempo médio de internação de 12,6 ± 8,0 dias e 30,9% dos pacientes tiveram alguma complicação, sendo que a infecção de ferida (7,3%) foi o mais comum. Foi encontrado depleçãode massa muscular em 40% dos pacientes e de reservas de gordura em 41,8% dos pacientes. Além disso, houve correlação positiva entre a presença de complicações pós-operatórias e depleção de reservas de gordura (p=0.05). Conclusão: A maioria dos pacientes com câncer gástrico era de idosos com suspeita de desnutrição ou desnutridos (56,4%), sendo que a presença de depleção em reservas de gordura aumentou o risco de complicações. Os resultados confirmam que a ASG-PPP pode ser utilizada na identificação do estado nutricional, possibilitando intervenções precoces e diminuindo o risco de complicações no pós-operatório. Unitermos: avaliação nutricional, estado nutricional, câncer gástrico, gastrectomia.

IC043 - RISCO NUTRICIONAL E COMPLICAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO DE PACIENTES ONCOLÓGICOS

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP, São Paulo
Autores: Alvarenga LN; Cardenas TC; Lima SCTC.

Objetivos: Estudos demonstram que a redução do tempo de jejum pré-operatório com o uso de líquidos sem resíduos atenua a resposta orgânica ao trauma e otimiza a recuperação no pós-operatório. O objetivo do trabalho é analisar o perfil nutricional, o tempo de jejum e o desfecho clínico de pacientes em pré-operatório de cirurgias oncológicas eletivas realizadas no ICESP. Materiais e Métodos: A população foi constituída de pacientes adultos que realizaram cirurgias oncológicas eletivas de porte II e III (médio porte) e IV e superior (grande porte) em maio de 2011. As variáveis analisadas foram: risco nutricional (através da NRS-2002), estado nutricional (pela ASG), especialidade cirúrgica, tempo de jejum pré-operatório, uso de antibioticoterapia (ATB), tempo de permanência em UTI no pós-operatório, presença de complicações cirúrgicas e desfecho clínico no pós-cirúrgico. Os dados foram coletados através do sistema de prontuários eletrônicos Tasy® (versão 2.2.835), do portal de gerenciamento de prontuários eletrônicos digitalizados Laserfiche® (versão 8.0.2) e do software de atendimento nutricional Sistema Brand de Dietoterapia® (versão 35.77). Para a análise estatística, foi utilizado o teste de quiquadrado e o teste de Kruskal Wallis para verificar a associação entre variáveis categóricas e contínuas. Resultados: Foram avaliados 135 pacientes, sendo 53% do sexo feminino, com mediana de 61 anos de idade [19-97]. Quanto à especialidade, 27% dos pacientes realizaram cirurgias urológicas, 23% ginecológicas e 16% gastrintestinais. As cirurgias de porte III representam 24% dos casos e porte IV e superior, 11%. Complicações no pós-operatório foram observadas em 10,4% dos pacientes. Em 28,9% dos pacientes foi observado risco nutricional e, destes, 44,7% eram desnutridos moderados. O tempo médio de jejum pré-operatório foi 11,5h (dp=4,4) e pós-operatório de 21,9h (dp=20,8) sendo que 9,6% permaneceram em jejum no pós-operatório por mais de 48 horas. Após 30 dias, 4,4% reinternaram ou reoperaram e 2,2% evoluíram a óbito. Observou-se que a presença de risco nutricional mostrou-se como preditor de complicações no pós-operatório (p<0,0001). Idade superior a 65 anos, porte da cirurgia, uso de ATB por mais de 3 dias e tempo de permanência em UTI superior a 3 dias também apresentaram evidências significativas de associação estatística com o risco nutricional (todos com p<0,001). Conclusão: O risco nutricional tem papel importante como preditor de complicações cirúrgicas, e quando associado a fatores como idade e porte da cirurgia, pode impactar negativamente na recuperação pós-operatória de pacientes oncológicos. O elevado tempo de jejum pré-operatório encontrado também pode contribuir para aumento da resposta metabólica ao trauma e desconforto aos pacientes. Unitermos: jejum, pré-operatório, cirurgia, estado nutricional, câncer.

IC044 - DESNUTRIÇÃO E ÓBITO EM UMA COORTE DE PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO DO SERVIÇO DE ONCO-HEMATOLOGIA DE UM HOSPITAL DE PORTO ALEGRE

Instituição: Serviço de Nutrição e Dietética - Hospital Nossa Senhora da Conceição, Porto Alegre
Autores: Guimarães TG; Ferreira DT; Marcadenti A.

Objetivos: Verificar a associação entre a desnutrição detectada pela Avaliação Subjetiva Global e óbito entre pacientes oncológicos. Materiais e Métodos: Estudo de coorte entre 158 pacientes em idade maior ou igual a 18 anos de ambos os sexos atendidos em ambulatório de nutrição do serviço de Onco-hematologia de um hospital público de Porto Alegre - RS, entre 2009 e 2011. Aplicou-se um questionário para coleta de dados demográficos e foram aferidos: peso (kg) e altura (cm). O estado nutricional foi determinado pela Avaliação Nutricional Subjetiva Global (ASG). O risco nutricional foi detectado pela Nutritional Risk Screening- NRS 2002 e pela Mini-Avaliação Nutricional - MAN (idosos). Os dados foram expressos em média ± dp e proporções. Quiquadrado de Pearson e Regressão de Cox foram utilizados para comparações e associações. Resultados: O tempo médio de acompanhamento foi de 13,3 ± 7,7 meses. A idade média dos pacientes foi de 56,3 ± 13,6 anos e 60,1 % eram do sexo feminino. Observou-se risco nutricional em 54,4% dos pacientes e desnutrição em 36,7%, segundo a ASG. A taxa de mortalidade entre os participantes foi de 12,7% ao final do seguimento. Na análise univariada, a desnutrição detectada por ASG na linha de base associou-se com óbito (P<0,0001). Após ajuste para sexo, idade e risco nutricional detectado no início do acompanhamento, a ASG manteve associação (HR 5,3 IC 95% 1,3 - 21,2 P=0,02). Conclusão: A desnutrição detectada pela ASG parecer estar associada com óbito em pacientes oncológicos. Unitermos: desnutrição, óbito, Oncologia.

IC045 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS PELA AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL PRODUZIDA PELO PRÓPRIO PACIENTE (ASG-PPP) E ÍNDICE DE RISCO NUTRICIONAL (IRN)

Instituição: Universidade Federal do Pará, Belém
Autores: Mota ES; Amaral VN; Chen LVRD; Reis FVF; Martens IBG; Costa MIS.

Objetivos: Vários métodos são utilizados no diagnóstico nutricional do paciente hospitalizado, entre eles inclui-se ASG-PPP e IRN, que também tem a finalidade de indicar o suporte nutricional. O objetivo foi analisar a concordância da ASG-PPP e do IRN no diagnóstico nutricional de pacientes com câncer do trato digestório internados em um hospital universitário. Materiais e Métodos: Avaliaram-se 69 pacientes, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 19 anos admitidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto (Belém - PA), para tratamento cirúrgico de câncer do trato digestório, de Junho 2011 a Fevereiro de 2012, até às 72 horas da admissão. Calculou-se o Índice de Risco Nutricional a partir do peso atual, usual e da dosagem de albumina, classificando o estado nutricional dos pacientes em adequado (³ 100%), desnutrição moderada (97 a 99,9%) ou desnutrição grave (< 97%). Aplicou-se também a Avalição Subjetiva Global Produzida pelo Próprio Paciente, categorizando os indivíduos avaliados em bem nutrido, risco dedesnutrição ou gravemente desnutrido. Os dados registrados foram analisados no software BioEstat 5.0 aplicando-se o Teste Kappa para se analisar a concordância entre ambos os testes no diagnóstico de desnutrição. Resultados: A maioria dos 69 pacientes avaliados era do sexo masculino (66,22%). A ASG-PPP e o IRN identificaram desnutrição em 84,05% e 66,66% dos pacientes avaliados, respectivamente (p<0,05). Quando todos os pacientes foram diagnosticados em eutrofia ou desnutrição, independente de sexo, verificou-se boa replicabilidade e com significância estatística entre os métodos utilizados (p<0,01). Realizada essa mesma análise entre homens e mulheres separadamente, não houve significância estatística. Na análise entre os níveis de desnutrição registrados (moderada e grave), não houve significância estatística (p>0,05). Conclusão: Conclui-se que os métodos para diagnóstico nutricional dos pacientes oncológicos apresentaram boa replicabilidade, mas que a ASG-PPP ainda se mostra mais sensível para identificar risco nutricional e desnutrição. Unitermos: avaliação subjetiva global, índice de risco nutricional, avaliação nutricional.

IC046 - ESTUDO CLÍNICO RANDOMIZADO DUPLO-CEGO PARA AVALIAR O EFEITO DO USO DO SIMBIÓTICO NA DIARREIA INDUZIDA PELA RADIAÇÃO EM PACIENTES COM CÂNCER DE PRÓSTATA

Instituição: Hospital Erasto Gaertner, Curitiba
Autores: Silva PB; Lopes M; Smaniotto GH.

Objetivos: Avaliar o efeito do uso do simbiótico na diarreia induzida pela radiação em pacientes com câncer de próstata submetidos a radioterapia convencional no Hospital Erasto Gaertner, relatar os efeitos do uso do simbiótico antes e durante o tratamento sobre os sintomas gastrointestinais, analisar o hábito intestinal antes e após radioterapia, verificar a incidência do uso de antidiarreicos. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal, prospectivo, duplo-cego, pacientes com câncer de próstata, submetidos à radioterapia convencional. Foram divididos em três grupos (G1, G2 e G3), cada grupo com 20, 20 e 22 pacientes respectivamente. O G1 recebeu 6g de suplemento de simbiótico antes e durante o tratamento, G2 recebeu 6g de placebo (maltodextrina) antes de iniciar a radioterapia e o simbiótico após o início da radioterapia e o G3 recebeu placebo na quantidade de 6g, antes e durante a radioterapia. Todos iniciaram o uso do suplemento ou placebo, 15 dias antes de começar a radioterapia. Produtos foram ingeridos diariamente antes e durante o tratamento, e continuado por 7 dias após o término da radioterapia. Pacientes foram avaliados semanalmente e questionados quanto a ingestão do suplemento, sintomas gastrointestinais apresentados (plenitude, cólica, distensão abdominal, flatulência, tenesmo, náuseas, vômitos), número de evacuações ao dia e consistências das fezes, além de uso de medicamentos. Resultados: Pacientes com idade média de 68 (G1), 71 (G2) e 65 (G3) anos. Dose de radiação recebida foi entre 66 a 70 Gy. O número médio de evacuações apresentada por G1, G2 e G3 foi de 2,33, 2,29 e 2,52 respectivamente. Após 21 dias (D21) do início da radioterapia (D0), G1 e G2 apresentaram em média 2,4 evacuações diárias e o G3, 2,9, enquanto 35 dias (D35) após o D0, G1, G2 e G3 apresentaram número de evacuações médias de 2,8, 3,2 e 3,6. Em relação a consistência das fezes até o início da radioterapia, sólida foi a prevalente (acima de 70%), após o início se modificou para pastosa (acima de 40%). Evacuações de consistência líquida ou líquida pastosa, no D21 e D35, foram de 1 a 4 em média, nos três grupos. Flatulência aumentada foi observada, principalmente no D35, em média em 22,6% dos casos. Tenesmo foi relatado no D21, em média, em 19,4% dos casos, com aumento para 29% no D35. Consumo total médio dos produtos foi de 95,7% durante todo o acompanhamento. Foi observado uso de medicamento antidiarreico no D21 em 2 pacientes do G1 e no D35 em 4 pacientes do G3. Conclusão: O número e consistência das evacuações apresentadas foram similares, não havendo diferença estatística entre os grupos. Uso do simbiótico na dose de 6g/dia, comparado ao placebo, não promoveu redução dos sintomas gastrointestinais apresentados. São necessários outros estudos, com doses maiores do suplemento, para avaliar eficácia desta intervenção durante o tratamento radioterápico convencional. Unitermos: simbiótico, diarreia, radiação, câncer de próstata.

IC047 - INTER- RELAÇÃO ENTRE CÉLULAS SANGUÍNEAS BRANCAS E ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES COM CÂNCER

Instituição: Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza
Autores: Maia FMM; Santos EB; Reis GE.

Objetivos: Avaliar o perfil hematológico de série branca e observar a possível inter-relação desses valores com o estresse oxidativo em pacientes com câncer. Materiais e Métodos: Foram avaliados os leucogramas de 28 pacientes adultos, sendo 11 do sexo feminino e 17 do sexo masculino. Amostras de soro foram analisadas quanto aos níveis de estresse oxidativo, através do ensaio de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico pela formação de malondialdeído (MDA). Resultados: A comparação da série branca dos pacientes oncológicos com valores de referência demonstrou um aumento dos leucócitos e nos neutrófilos, em 21,4% e 32% dos pacientes, respectivamente. Não houve alterações nos valores de eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos. A média de MDA apresentou-se elevada com valores de 5,20 mM, quando comparadas ao valor de 3,31 ìM para indivíduos adultos saudáveis. A presença da neutrofilia na amostra com valores entre 8.100 a 9.600 mm³ favorece a geração de espécies reativas de oxigênio e/ou nitrogênio o que pode contribuir para o aumento do estresse oxidativo. Conclusão: As alterações dos valores das células imunes gerarão uma falha no controle da expansão tumoral. A neutrofilia contribui de forma significativa para a produção de radicais livres, o que induz ao aumento do dano oxidativo nas células do DNA. Unitermos: neoplasia, resposta imune, estresse oxidativo.

IC048 - CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE VITAMINAS A, C, E E SUA RELAÇÃO COM O ESTADIAMENTO NO CÂNCER DE MAMA ANTES E APÓS TRATAMENTO RADIOTERÁPICO

Instituição: Clínica de Radioterapia Ingá (CRI) / Instituto Brasileiro de Oncologia (IBO), Rio de Janeiro
Autores: Matos A; Nogueira CR; Franca CAS; Penna ABRC; Carvalho ACP; Ramalho A.

Objetivos: A radioterapia induz o aumento do estresse oxidativo no organismo ocasionando, desta forma, danos ao DNA com consequente morte celular. Antioxidantes apresentam uma boa relação na terapêutica do câncer. Logo o objetivo do estudo foi avaliar as concentrações séricas das vitaminas A (retinol e b-caroteno) C e E e sua relação com o estadiamento antes e após tratamento radioterápico no câncer de mama. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo realizado em 150 mulheres com câncer de mama submetidas à radioterapia no período pré (T1) e pós-tratamento radioterápico (7 dias -T2). As concentrações séricas das vitaminas A, C e E foram avaliadas pelo método CLAE-UV. O estadiamento do câncer de mama foi baseado na classificação dos Tumores Malignos TNM, proposta pela União Internacional Contra o Câncer UICC. Resultados: A média de idade foi de 63,7 anos (DP + 9,62). Foi encontrada uma redução significativa de todas as vitaminas estudadas após radioterapia; Retinol de 45,1 + 18,1 µg/dl em T1 para 27,6 + 12,1 µg/dl em T2 (p < 0,0001); b- caroteno de 211,5 + 157,6 µg/L em T1 para 47,4 + 25,5 µg/L em T2 (p < 0,0001); vitamina E de 1,7 + 1,0 mg/dl em T1 para 0,2 + 0,1 mg/L em T2 (p < 0,0001); vitamina C de 13,5 + 5,3 mg/L em T1 para 2,7 + 1,7 mg/L em T2 (p < 0,0001). As concentrações de vitamina C e E não apresentaram diferença significativa entre os grupos segundo o estadiamento (p = 0,814 e p = 0,509), respectivamente. Entretanto foi observada diferença significativa nas concentrações séricas de retinol (p < 0,0001) e b-caroteno (p = 0,005) segundo o estádio da doença. Conclusão: Sugere- se maior atenção ao aporte nutricional dos antioxidantes estudados em pacientes submetidos à radioterapia, sobretudo aqueles em estádio mais avançado da doença no que diz respeito à vitamina A, visto sua importante participação nas atividades imunomoduladora, anti-inflamatória e na regulação da proliferação e diferenciação celular. Unitermos: vitamina A, vitamina E, vitamina C, câncer de mama, radioterapia

IC049 - IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL ANTES DO INÍCIO DO TRATAMENTO DE PACIENTES ONCOLÓGICOS - IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO

Instituição: Centro de Oncologia Campinas, Campinas
Autores: Millani FA.

Objetivos: A perda de peso antes do diagnóstico do câncer atinge de 31% a 87% dos pacientes. Estes, durante o tratamento antitumoral apresentam vários sintomas que levam à diminuição da ingestão diária de nutrientes, resultando em desnutrição proteico-calórica. Implantar protocolo de orientação nutricional no início do tratamento a fim de prevenir o declínio do estado nutricional foi o objetivo deste trabalho. Materiais e Métodos: Foram avaliados pacientes atendidos pelo Centro de Oncologia Campinas antes do início do tratamento. Coletaram-se dados como: sexo, idade, peso, altura e alteração de peso nos últimos meses. O Estado Nutricional (EN) foi classificado de acordo com o Índice de Massa Corpórea (IMC) e a avaliação de alteração de peso foi feita através do cálculo de porcentagem de perda de peso. A todos os pacientes foram dadas orientações nutricionais para controle dos sintomas durante o tratamento antineoplásico. Resultados: Foram avaliados 29 pacientes no período de janeiro a março de 2012. Dos pacientes avaliados, 51,7% eram do sexo masculino. A média de idade encontrada foi de 61,6 anos, variando de 36 a 80 anos. Observou-se que 52% dos pacientes apresentaram perda de peso recente. Desses, 39% apresentaram perda severa, 10% moderada e 3% tiveram perda leve. O restante da população estudada (48%) manteve o peso usual. Segundo o IMC 41,9% eram desnutridos, 37,5% eutróficos e 20,6% apresentaram excesso de peso. Conclusão: No início do tratamento observou-se alterações significativas do EN dos pacientes, com predomínio de perda de peso. Durante o tratamento diversos sintomas podem estar presentes como: inapetência, xerostomia, vômitos, mucosite, entre outros. O aconselhamento nutricional deve fazer parte do tratamento, pois influencia na resposta terapêutica, na suscetibilidade a infecções, na manutenção do EN e no prognóstico. Unitermos: câncer, orientação nutricional, perda de peso.

IC050 - IMPACTO DA SÍNDROME DE ANOREXIA E CAQUEXIA DO CÂNCER (SACC) NA QUALIDADE DE VIDA, MARCADORES INFLAMATÓRIOS E SOBREVIDA DE PACIENTES COM CÂNCER AVANÇADO

Instituição: Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII, Barretos
Autores: Geraige CC; Paiva BSR; Paiva CE.

Objetivos: Avaliar a prevalência de síndrome de anorexia e caquexia do câncer (SACC) em pacientes ambulatoriais com câncer avançado em sua primeira consulta no ambulatório de cuidados paliativos e sua associação com qualidade de vida (QV), marcadores inflamatórios e sobrevida global (SG). Materiais e Métodos: Avaliou-se 142 pacientes com câncer avançado por meio de parâmetros nutricionais (peso, altura, prega cutânea triciptal e circunferência do braço) para cálculo de IMC, sarcopenia e variação ponderal. Os pacientes foram avaliados na primeira avaliação no ambulatório de cuidados paliativos e seguidos até o momento do óbito ou censura. A SACC foi estabelecida de acordo com Fearon et al. em "pré-caquexia [PCx]", "caquexia [Cx]", "caquexia refratária [CxR]" e "sem caquexia". Aqueles sem caquexia foram posteriormente subdivididos em desnutridos ou não desnutridos. Para avaliação da QV utilizou-se o instrumento EORTC QLQ-C30. Foram avaliados hemoglobina, leucócitos totais, proteina C-reativa (PCR) e albumina. Para análise estatística utilizou-se os testes de Mann-Withney, Kruskal-Wallis. As curvas de sobrevida foram estimadas pelo método de Kaplan-Meier e as diferenças observadas avaliadas pelo teste de Log-rank. P significativo <5%. Resultados: Os pacientes foram classificados quanto a SACC em: 18 (13%) PCx, 33 (23%) Cx, 11 (8%) CxR e 80 (56%) sem caquexia. Destes, 20 (25%) eram apenas desnutridos. A presença de SACC (PCx, Cx, ou CxR) impactou negativamente na QV dos pacientes, principalmente nos domínios funcionais e de sintomas, bem como esteve associada a menores índices de hemoglobina e albumina e maiores índices de PCR. A SG foi significativamente diferente entre os grupos de SACC (p=0.001). A pior SG mediana foi a do grupo "CxR" e a melhor a do grupo "sem caquexia". Os grupos "PCx" e "Cx" tiveram SG medianas não diferentes. O diagnóstico de desnutrição entre os pacientes "sem caquexia" não se mostrou relevante em termos de impacto na QV, marcadores inflamatórios e SG. Conclusão: A identificação da SACC é relevante na prática clínica, uma vez que está associada a piores QV e SG em pacientes com câncer avançado. A PCx se mostrou tão importante quanto a Cx; porém, em pacientes sem Cx, a desnutrição isolada não se mostrou significativa. Unitermos: caquexia; neoplasias; cuidados paliativos.

IC051 - PRESENÇA DA SÍNDROME DE CAQUEXIA EM PACIENTES INTERNADOS NA ENFERMARIA DE ONCOLOGIA CLÍNICA DO INSTITUTO DO CÂNCER DO ESTADO DE SÃO PAULO (ICESP)

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), São Paulo
Autores: Ozorio GA; Locatelli AF; Alves-Almeida MM; Cardenas TC; Lima SCTC.

Objetivos: A caquexia é uma síndrome multifatorial caracterizada por perda contínua de massa muscular e comprometimento funcional do organismo. Por ser considerada um mau prognóstico, é de grande relevância ter-se conhecimento de sua incidência e prevalência. O objetivo do estudo foi analisar o perfil nutricional e a presença de caquexia (CAQ) em pacientes internados pela oncologia clínica do ICESP. Materiais e Métodos: Utilizou-se o prontuário eletrônico para coleta dos dados de idade, antropometria, diagnóstico oncológico e exames laboratoriais. Foram selecionados todos os pacientes triados pelo Serviço de Nutrição e Dietética do ICESP em mar/2012, nas enfermarias de oncologia clínica. Para identificação do risco nutricional (RN) foi utilizada a Nutritional Risk Screening - NRS 2002 seguida da Avaliação Subjetiva Global (ASG), sendo A- nutrido, B- desnutrido moderado e C- desnutrido grave. Para o diagnóstico de CAQ foi utilizada a classificação segundo Fearon et al. (2011): pré-caquexia (PRE) (Perda de peso<5% ou anorexia e alterações metabólicas), CAQ (Perda de peso>5% ou IMC<20kg/m2 e perda de peso>2% ou sarcopenia e perda de peso >2% ou redução da ingestão alimentar/inflamação sistêmica) e caquexia refratária (REF) (Catabolismo ativo ou não responsivo ao tratamento anticâncer ou baixo escore de desempenho e expectativa de vida < 3 meses). Resultados: Foram avaliados 230 pacientes: 12,9% com câncer de cabeça e pescoço, 27% gastrointestinal, 5,7% ginecológico, 8,3% hematológico, 8,3% endócrino, 8,7% pulmonar, 10% geniturinário, 7,8% de mama e 11,3% outros. Dos 230 pacientes, 63,9% apresentavam RN e 50,8% eram do sexo masculino. Dentre os pacientes com neoplasia endócrina, 94,7% não apresentaram CAQ. Dos pacientes gastrointestinais 64,5% possuíam CAQ e 40% dos pacientes com câncer de pulmão possuíam REF. Os pacientes em RN foram classificados em nutridos-21,1%, desnutridos moderado-63,3% e desnutridos grave-15,6%. A síndrome não foi encontrada em 27% dos pacientes, dos quais apenas 3,2% apresentavam RN. Entre os sem risco nutricional, 72,3% não apresentavam CAQ e nenhum apresentou REF. Nos pacientes em risco nutricional nutridos, 25,8% possuíam PRE, 61,3% CAQ e 6,5% REF. Nos pacientes desnutridos moderados 71% apresentavam CAQ e 26,9%, REF. Considerando pacientes desnutridos graves, todos apresentavam a síndrome, sendo 69,6% REF. Conclusão: Os resultados sugerem que pacientes com RN apresentam maior proporção da síndrome comparadoa aos pacientes sem RN. A avaliação pela NRS e ASG pode ser útil para selecionar apropriadamente os pacientes que necessitam de terapia nutricional específica para o tratamento da CAQ ou medidas de controle dos sintomas, visto que todos os pacientes com desnutrição grave já apresentavam CAQ ou REF. Unitermos: câncer, caquexia, triagem nutricional, avaliação subjetiva global.

IC052 - CAQUEXIA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS DE UNIDADES DE TRATAMENTO INTENSIVO

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP, São Paulo
Autores: Cardenas TC; Morales MA; Alvarenga LN; Sandrini ACV; Gropp JPL; Lima SCTC.

Objetivos: A desnutrição e a caquexia têm sido reconhecidas como efeitos adversos do câncer, porém subdiagnosticadas. Distúrbios do estado nutricional contribuem para maior incidência e gravidade de efeitos colaterais do tratamento, risco de infecções e redução da sobrevida. O objetivo do trabalho é avaliar o perfil nutricional e a presença de caquexia em pacientes oncológicos internados nas UTI´s do ICESP. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo realizado de Agosto a Dezembro/2011. Foram analisados o risco nutricional (RN) (avaliado pela NRS-2002) e, para aqueles identificados como risco, o estado nutricional (através da Avaliação Subjetiva Global - ASG). A caquexia foi avaliada segundo proposta de Fearon et al. (2011). Os dados foram coletados do prontuário eletrônico do paciente para verificar a terapia nutricional durante hospitalização. Para análise do desfecho, foi considerada a situação do paciente após 30 e 60 dias de admissão hospitalar e considerados como desfecho: óbito, alta hospitalar, permanência na UTI, permanência na enfermaria e reinternação. Resultados: Dos 595 pacientes, 75% apresentavam RN. Desses, 37,2% eram nutridos e 57,4% desnutridos moderado. Na amostra, 48,6% apresentavam caquexia, 14,3% pré-caquexia, 3,2% caquexia refratária e 33,9% não apresentavam síndrome. A análise do desfecho após 30 dias apontou que 65,4% apresentaram "alta hospitalar". Parece não haver diferença entre análises de desfecho nos períodos de 30 ou 60 dias pós-internação. Cerca de 43% dos pacientes sem caquexia tiveram alta hospitalar, o mesmo aconteceu em 1,3% dos pacientes em caquexia refratária. Mais de 60% dos pacientes em caquexia foram a óbito e quase 90% dos que foram a óbito apresentavam algum grau de caquexia. A maioria dos pacientes RN (81,6%) apresentava algum grau de caquexia e 19,5% dos pacientes sem RN possuíam pré-caquexia ou caquexia (7,4 e 12,1%, respectivamente). Considerando valores de Proteína C reativa, 91,6% dos pacientes sem caquexia apresentavam índices > 5 mg/L. O tempo médio de internação foi 12,2 dias (mediana de 9,2 dias). Pacientes em RN ficaram mais tempo internados que pacientes sem RN (13,1 versus 9,5 dias respectivamente). Conclusão: A maioria dos pacientes apresenta RN e desnutrição moderada no momento da admissão, resultado da presença de neoplasia e situação clínica atual. O diagnóstico nutricional parece ter relação com os desfechos alta hospitalar e óbito. A presença de RN e o grau de desnutrição parecem relacionados ao grau de caquexia. Pacientes em RN, porém sem desnutrição já apresentavam pré-caquexia na admissão. Unitermos: risco nutricional, desnutrição, caquexia, câncer, UTI.

IC053 - EXPERIÊNCIA DO USO DA NUTRIÇÃO PARENTERAL EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho -UFRJ, Rio De Janeiro
Autores: Outeiral RL; Castellani FR; Duarte ACG.

Objetivos: a) Identificar as indicações mais comuns do uso da terapia nutricional parenteral na prática clínica; b) verificar a incidência de suspensão da terapia de NP por presença ou não de infecção do cateter ou complicações metabólicas pelo uso da mesma. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo realizado com 264 pacientes de ambos os sexos internados acompanhados pela CATNEP (Comissão de Avaliação e Terapia Nutricional Enteral e Parenteral) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) da UFRJ de 2005 a 2009. O Gasto Energético Total Estimado foi calculado através da fórmula de Harris-Benedict. Foi utilizado bolsa com 1250ml de solução de NP industrializada (NPI) do tipo 3 em 1 (carboidrato, proteína e lipídios(TCM/TCL)). Foram analisados: Sexo, Idade, Indicação da Terapia, Gasto Energético Total Estimado (GETE), Gasto Energético Total Alcançado (GETA),Volume Inicial(VI) de NP, Volume Final (VF), número de dias em terapia e complicações encontradas. Resultados: 51,5% dos pacientes (pc) eram do sexo feminino, a média de idade foi de 56±13 anos, 111 pc (42%) tiveram indicação de NPI por pós-operatório, sendo que 46 (17,4%) por presença de fístula digestiva de alto débito. Os pacientes receberam NPI em média por 22 dias. O volume médio inicial em 24 horas e o final alcançado 1.342 ml/24h; GETE médio foi de 1.677 Kcal/dia e o GETA médio foi de 1.339 Kcal/dia perfazendo 80% do GETE. Todos os pacientes tiveram a NPI suspensa sem complicações pela mesma, 135 pc (51,1%) evoluíram para alta com instituição de dieta oral ou enteral e 129 (48,9%) pacientes tiveram a NPI suspensa pela gravidade da doença. Conclusão: Nutrição Parenteral Industrializada foi eficiente e segura em pacientes internados em hospital terciário desde que supervisionada por equipe multiprofissional bem treinada para seu uso. Unitermos: nutrição parenteral, infecção de cateter, complicações metabólicas, indicações de NP.

IC054 - NUTRIÇÃO PARENTERAL NO SANGRAMENTO DIGESTIVO POR LINFANGIECTASIA INTESTINAL PRIMÁRIA: RELATO DE CASO

Instituição: Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP - Botucatu, Botucatu
Autores: Dorna MS; Romeiro FG; Silva FA.

Objetivos: A Linfangiectasia Intestinal Primária (LIP) é uma doença intestinal rara e de etiologia desconhecida. Cursa com ectasias linfáticas na mucosa do intestino delgado, causando pequenas fístulas entre linfáticos e vasos sanguíneos. Má-absorção intestinal, hipoalbuminemia, hipogamaglobulinemia, linfopenia e anemia grave. O objetivo foi relatar a melhora da anemia com uso da Terapia Nutricional Parenteral. Materiais e Métodos: Relatamos o caso de uma paciente de 27 anos, previamente hígida, com edema progressivo e perda de 7 kg em 5 meses, seguido por diarreia (5 a 8 episódios/dia) e com relatos de melena. Apresentava dor abdominal, astenia e amenorreia. Ao exame físico estava desnutrida, pálida, com ascite, derrame pleural e pericárdico. Exames laboratoriais revelaram anemia ferropriva (Hb: 3,4 g/dL; Ht: 12,7%), linfopenia (887 mm3) e hipoalbuminemia (Alb: 1,5 g/dL). O diagnóstico foi feito por biópsias endoscópicas do delgado. Cintilografia confirmou perda proteica intestinal. Recebeu transfusões e ferro parenteral, mas optou-se por iniciar NP (25 kcal/kg/dia e 1,5 gPtn/kg/dia) devido ao sangramento intestinal. Para o cálculo das necessidades energético-proteicas foi utilizado o peso no momento da internação. Avaliação antropométrica e com Bioimpedância Elétrica não foram realizadas em razão da presença de ascite e edema. Resultados: A Terapia Nutricional Parenteral teve duração de 36 dias, durante os quais observamos melhora importante do quadro anêmico (Hb: 8,0g/dL; Ht: 27,3%). Conclusão: O diagnóstico da LIP na fase adulta é incomum e o sangramento intestinal grave nesta doença é raro. Acreditamos que a introdução da NP precocemente pode ser útil para manter a nutrição adequada mesmo em vigência de sangramento intestinal, quando a nutrição enteral não pode ser utilizada. Unitermos: linfangiectasia intestinal primária, anemia, sangramento intestinal, nutrição parenteral.

IC055 - IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS CRÍTICOS DO PREPARO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL DE UM HOSPITAL E A RELAÇÃO COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE

Instituição: Não informado
Autores: Santos VRC; Moreira SH; Oliveira MP.

Objetivos: A alteração do estado nutricional é um fator negativo para evolução clínica, sendo a subnutrição observada em pacientes na maioria dos hospitais, uma importante causa de aumento da morbidade e mortalidade. Este trabalho tem por objetivo analisar os pontos críticos do preparo de nutrição parenteral de um hospital público do município de Belém no Estado do Pará e a relação com a Legislação Vigente. Materiais e Métodos: A análise dos pontos críticos de preparo da nutrição parenteral foi realizada através da aplicação do roteiro de inspeção (chek list) da Portaria MS Nº272 de 08/04/98 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resultados: De um modo geral, verificamos que dos 185 itens analisados, 48,80 % encontram-se conformes, indicando um resultado crítico das condições (< 60%), incluídas desde a inspeção das atividades da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional até o Controle de Qualidade de Manipulação. Na categoria Imprescindível (I), 60% dos itens estavam conformes, segundo a Portaria MS Nº272 estabelece que quando um só item imprescindível não estiver conforme atividade deverá ser suspensa. Individualmente, os itens Necessários (N) ficaram numa porcentagem de 42% conformes, estando classificado como insatisfatório, os itens Recomendáveis (R) atingiram 66,50% conformes, sendo classificados como aceitável, e os informativos (INF) ficaram em 15,34% conformes, considerados críticos. Conclusão: De acordo com a legislação, o hospital não está de acordo com as Boas Práticas de Preparação de Nutrição Parenteral (BPPNP), necessitando de adequação das instalações físicas, assim como recursos humanos habilitados para oferecer a sua clientela uma dieta enteral com qualidade. Unitermos: nutrição parenteral, legislação, pontos críticos.

IC056 - IMPORTÂNCIA DO CUIDADO ESPECIALIZADO NA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA POR CATETER PARA NUTRIÇÃO PARENTERAL

Instituição: Hospital Copa D’or, Rio de Janeiro
Autores: Gomes KLP; Lopes NLA; Rocha EEM; Tanaka LMS; Espinoza REA.

Objetivos: Analisar a importância e a eficácia do trabalho da enfermeira especialista (EE) da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) nos cuidados específicos e na educação continuada para a prevenção de infecção de corrente sanguínea (ICS) por cateter para nutrição parenteral (NP). Materiais e Métodos: No período de janeiro de 2008 a fevereiro de 2012, do total de 4539 pacientes sob Terapia Nutricional acompanhados pela EMTN, 4272 pacientes (94%) receberam nutrição enteral e 267 pacientes (6%) receberam NP, sendo estes últimos submetidos a 297 punções venosas: 194 (65,3%) de veias subclávias (VSC), 98 (33%) de veias jugulares internas (VJI) e 5 (1,7%) por cateteres de PICC. Os curativos foram realizados exclusivamente pela EE sempre que possível, utilizando-se gaze estéril nas primeiras 24 horas e, posteriormente, filme transparente semi-permeável, tendo a clorhexidina alcoólica 2% como solução antisséptica na troca do curativo. A ICS por cateter foi caracterizada por culturas positivas simultâneas para o mesmo microrganismo na ponta do cateter e no sangue. Foram analisadas a prevalência de infecção em relação ao número de acessos venosos e a via de acesso utilizada através do teste X2. Resultados: A comparação entre os sítios de acesso venoso utilizados mostrou diferença significativa entre VSC x VJI (p=0,0001) e VSC x PICC (p=0,014), no entanto sem diferença entre VJI x PICC (p= 0,328) pela estatística Z; A análise, por sua vez, do tempo médio de permanência dos cateteres em dias (VSC: 10±5 /JVID: 10±4 / PICC: 8±8) não mostrou significância estatística (p=0,647 por ANOVA). A média de dias em NP foi de 9,82±3,52, com diferença significativa quando comparada ao tempo médio de 11±7 dias de cateter venoso (teste-t com t= -2,486; p=0,013). A prevalência total de ICS para NP foi 6,5/1000 cateteres/dia, sendo a ocorrência de 19 ICS no total das punções venosas. Destas, 10 foram atribuidas à VSC (5,15%), 7 à VJI (7,14%) e 2 à PICC (40%), não havendo diferença entre infecções de VSC x VJID (p=0,674), mas sim entre VSC e PICC (p=0,023) e VJI x PICC (p=0,084). Conclusão: A baixa incidência de ICS por cateter para NP observada nesta amostra reflete o impacto positivo do cuidado especializado ao sítio de acesso venoso para este fim. A observação de um número médio maior de dias de cateter comparado ao tempo médio de NP traduz reduzida necessidade de trocas sucessivas de sítio de punção, corroborando assim com a qualidade do cuidado instituído através da EE da EMTN. Unitermos: nutrição parenteral, acesso venoso, prevenção de infecção, enfermeira especialista.

IC057 - PERFIL DE PACIENTES COM PRESCRIÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL APÓS IMPLANTAÇÃO DE NPT INDUSTRIALIZADA E TERCEIRIZAÇÃO DO SERVIÇO

Instituição: Universidade Estadual de Londrina, Londrina
Autores: Zanluchi SL; Rumiato AC; Moraes DSC; Scaranti E; Peruzz MF.

Objetivos: Analisar o perfil de pacientes com prescrição de Nutrição Parenteral, após implantação de NP industrializada e terceirização do serviço. Correlacionar o tempo de uso de NP, diagnóstico e óbito. Materiais e Métodos: Em 2011 devido a reforma da Divisão de Farmácia do Hospital Universitário de Londrina, foi terceirizado o serviço de preparo de Nutrição Parenteral, industrializada para adultos (abril/ 2011) e manipulada para crianças e neonatos (dezembro/2011). Foi realizado estudo retrospectivo, no período de dezembro de 2011 a março de 2012, quando houve mudanças no sistema de preparo de NP para sistema industrializado (adultos) e terceirizado (criança). Foram analisados 68 prontuários, sendo 55 pediátricos e 13 adultos. Foram utilizadas as bases de dados de informação do hospital e prescrições médicas de nutrição parenteral. Resultados: dos 68 prontuários analisados no mês de dezembro/2011 houve 18 crianças com nutrição parenteral, dessas 25% foram a óbito, sendo que os RNMMBP tiveram uma taxa de óbito de 8,33%, adultos no mesmo período tiveram 20% de óbito. Em janeiro entre adultos e crianças havia 14 pacientes com NP, sendo que a taxa de óbito foi de 14,29% (adultos). Fevereiro houve 9 pacientes com NP e a taxa de óbito foi de 22,22% (RNMMBP) e 11,11% para crianças não havendo óbito de adulto no mesmo período. Em março 21 pacientes utilizaram NP, sendo a taxa de óbitos de crianças 9,52%, bebes > 2,5 kg, 9,52% e adulto 4,76%. Com relação ao número de dias utilizados a maior taxa de óbito no período de dezembro/2011 a março/2012 foi para crianças: de 1 a 5 dias - 34,78%; 6 a 10 dias - 20% e > 25 dias 66,67%. Entre os adultos no mesmo períodoa taxa de óbito foi maior nos períodos de: 1 a 5 dias - 80%, 6 a 10 dias - 50%, de 16 a 20 dias - 50%, de 21 a 25 dias - 100%. Não houve complicações metabólicas relacionadas a NP relatadas no período. Conclusão: a NP terceirizada, industrializada e manipulada é segura apesar de ser mais cara que a manipulada na própria instituição. A taxa de óbito de adultos parece ser mais elevada do que a de crianças, talvez devido a gravidade do quadro. Entre os óbitos de criança observou-se que havia má formações associadas a prematuridade extrema e nas crianças maiores presença de politraumatismo e queimadura. Unitermos: nutrição parenteral, terceirização, taxa de óbito.

IC058 - INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL PARENTERAL: UM ANO DE ACOMPANHAMENTO A PACIENTES INTERNADOS NA UOPECCAN

Instituição: UOPECCAN, Cascavel
Autores: Eckert RG; Silva JMP; Bohn LN; Becker D; Beal R.

Objetivos: Em determinadas condições clínicas o trato gastrointestinal não pode ser utilizado como via principal de alimentação. Diante do exposto, este trabalho teve por objetivo avaliar a Terapia Nutricional Parenteral de pacientes internados na enfermaria e na Unidade de Terapia Intensiva da Uopeccan durante o ano de 2011. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo em que foram inclusos todos os pacientes que utilizaram NP no ano de 2011. Os dados foram coletados no prontuário dos referidos pacientes. Foram avaliados os seguintes parâmetros: idade, gênero, diagnóstico, tempo de jejum antes de iniciar a TNP, fórmula prescrita (acesso central padrão, acesso central individualizada e acesso periférico) e tempo para atingir oferta plena. Resultados: A amostra analisada foi composta de 98 pacientes, com predominância do gênero masculino (59,3%) e idade inferior a 60 anos (72,4%). Com relação ao diagnóstico apenas 24,6% dos pacientes eram clínicos, o restante (75,4%) eram pacientes cirúrgicos. O período em jejum antes de iniciar a TNP reduziu no segundo semestre (inferior a 48 horas em 83,2% dos pacientes) em relação ao primeiro semestre (inferior a 48 horas em 41,9% dos pacientes). O tempo para atingir a oferta calórica plena foi de 84±4,5 horas no primeiro trimestre, 80±2,1 horas no segundo trimestre, 79±3,7 horas no terceiro trimestre e 72±5,8 horas no quarto trimestre do ano de 2011. O tempo médio de permanência de TNP exclusiva foi de 4±2,4 dias em pacientes clínicos e 12±5,7 dias em pacientes cirúrgicos. As fórmulas prescritas foram divididas em três categorias: nutrição parenteral periférica (NPP) em 27,8% dos pacientes; nutrição parenteral padrão em acesso central (NPTp) em 24,6% dos pacientes e, nutrição parenteral individualizada em acesso central (NPTi) em 47,6% dos pacientes. Conclusão: O trabalho desenvolvido pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional tem apresentado resultado e, isso pode ser comprovado com a análise dos pacientes em uso de NP. Observou-se que o índice de pacientes em jejum reduziu consideravelmente no segundo semestre, assim como o tempo para atingir oferta calórico e proteica plena foi menor com o passar dos meses. Unitermos: nutrição parenteral, indicadores de qualidade, avaliação nutricional.

IC059 - MONITORAMENTO CLÍNICO DAS COMPLICAÇÕES METABÓLICAS RELACIONADAS À NUTRIÇÃO PARENTERAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

Instituição: Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro
Autores: Sobreira MJ; Barreto TSG; Bastos J; Ferrão V; Fujita JM; Couto DHN.

Objetivos: Analisar os resultados das intervenções farmacêuticas realizadas em pacientes oncológicos recebendo Nutrição Parenteral (NP). Materiais e Métodos: Foram monitorados 47 pacientes que receberam NP no período de agosto à dezembro de 2011 no Hospital do Câncer I (HCI) e no Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO). Os pacientes foram acompanhados diariamentedesde a indicação da NP até o momento da alta/óbito. Os parâmetros laboratoriais foram utilizados para avaliação da função renal, da função hepática, da síntese inflamatória, do metabolismo de substratos e do equilíbrio eletrolítico. As alterações dos parâmetros laboratoriais, que apresentavam potencial consequência clínica, demandaram intervenções farmacêuticas, caracterizadas por recomendações para alteração da prescrição dos nutrientes. Foram também investigados os medicamentos que apresentavam risco potencial de interação com a NP ou que poderiam provocar alteração dos parâmetros bioquímicos avaliados. As suspeitas de reações adversas foram notificadas ao setor de farmacovigilância da unidade para investigação. Resultados: Os pacientes permaneceram em média 18 dias em NP, variando de 4 a 65 dias. A subnutrição associada à presença de fístulas de alto débito foi a principal indicação para uso da NP (42,6%), seguido dos quadros de mucosite Grau 3 e 4 em pacientes pós-transplantados de células tronco-hematopoiéticas (38,3%). Dos 10.147 parâmetros laboratoriais monitorados ao longo do estudo, 3.193 (31,4%) apresentaram algum nível de alteração, em 44 pacientes. O metabolismo de glicose foi o parâmetro mais comprometido (76,6% dos pacientes), seguido da função hepática (34,0%) e do metabolismo de triglicerídeos (29,8%). Foram demandadas 133 intervenções farmacêuticas, totalmente aceitas pela equipe médica, e obteve-se 90,2% de resultados positivos com as mesmas. A maioria dos pacientes (66,0%) utilizava algum medicamento que poderia interagir com a NP, tais como ciclosporina, metilprednisolona e octreotida. Um total de seis suspeitas de reações adversas foram encaminhadas ao setor de farmacovigilância para investigação. Foram registrados oito óbitos sem relação com complicações originadas pelo uso da NP. Conclusão: O estudo sugere que o seguimento clínico de indivíduos em uso de NP e a realização de intervenções farmacêuticas adequadas podem resultar em sucesso da terapia nutricional em pacientes oncológicos, em termos de melhorar o estado nutricional e de prevenir e controlar as complicações associadas. Unitermos: nutrição parenteral, câncer, intervenção farmacêutica, complicações metabólicas

IC060 - INDICADORES DE QUALIDADE: AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Hospital Universitário da Universidade de São Paulo-HU-USP, São Paulo
Autores: González AT; Negraes ECAA; Silva ALND; Carreira MC.

Objetivos: Avaliar o nível de adequação dos indicadores de qualidade em terapia nutricional (IQTN) aplicados aos pacientes internados nas Clínicas Cirúrgica e Médica de um Hospital Universitário e propor estratégias para a melhoria da assistência prestada. Materiais e Métodos: Foram coletados dados relativos à triagem nutricional, Avaliação Nutricional Subjetiva, índice de massa corporal e orientação nutricional na alta hospitalar de pacientes admitidos nas unidades de internação das Clínicas Cirúrgica e Médica durante o período de 01de setembro a 31 de outubro de 2011. Foram incluídos pacientes de ambos os gêneros com idade variando de 15 a 95 anos. Foram aplicados quatro IQTN propostos pela Força-Tarefa de Nutrição Clínica do ILSI BRASIL (2010): I- Frequência de realização de triagem nutricional em pacientes hospitalizados; II- Frequência de Avaliação Subjetiva Global em pacientes em Terapia Nutricional (TN); III- Frequência da medida de Índice de Massa Corporal de admissão em pacientes em TN; e IV- Frequência de Prescrição Nutricional Dietética na alta hospitalar em pacientes em TN. Os resultados foram expressos na forma de frequência absoluta e relativa, média e desvio padrão das variáveis de estudo, segundo proporção de indivíduos (SPSS, versão 15). Resultados: Foram incluídos 728 pacientes com idade média de 52,8 ± 19 anos, sendo 495 da Clínica Cirúrgica e 233 da Clínica Médica, com o predomínio do sexo masculino (53,9% e 56,2%, respectivamente). O IQTN I superou a meta proposta pela força tarefa ³80% (98% na Clínica Cirúrgica e 100% na Clínica Médica) mostrando que o processo de triagem tem sido feito com eficiência. Os demais IQTN apresentaram o seguinte nível de adequação: IQTN II (meta >75%) - 48% na Cirúrgica e 54% na Médica; IQTN III (meta >80%) - 49% na Cirúrgica e 76% na Médica e IQTN IV (meta de 100%) - 68% na Cirúrgica e 64% na Médica. Os resultados apresentados indicam que a assistência nutricional oferecida nas Clínicas Cirúrgica e Médica apresentaram valores superiores a 50% das metas preconizadas para os indicadores de qualidade em terapia nutricional II, III e IV. Conclusão: O processo de triagem nutricional tem sido realizado de forma eficiente superando a meta proposta. Os demais indicadores aplicados poderão ter suas metas alcançadas através da revisão do dimensionamento dos profissionais envolvidos no processo de obtenção dos dados, mobilização e integração da equipe multiprofissional. Unitermos: indicadores, qualidade; assistência nutricional, terapia nutricional.

IC061 - TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM ONCOLOGIA: PERFIL DOS INDICADORES DE QUALIDADE

Instituição: Instituto do Câncer do Ceará - Hospital Haroldo Juaçaba, Fortaleza
Autores: Nogueira PD; Antero AM; Reges BDLO; Alencar CRG; Santos SS.

Objetivos: Monitorar a adequação da terapia nutricional enteral nas unidades abertas e unidade de terapia intensiva, visando à melhoria da qualidade da assistência nutricional. Materiais e Métodos: O levantamento de dados foi realizado no período de 30 dias. Foram incluídos todos os pacientes que receberam a nutrição enteral por pelo menos 48 horas. Os cálculos das necessidades nutricionais foram feitos com base no peso corpóreo atual, habitual, ideal ou estimado. As recomendações energético-proteicas para cada condição clínica foram realizadas de acordo com o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica/2006. As fórmulas enterais disponíveis eram normocalórica normoproteica, normocalórica hiperproteica ou hipercalórica e hiperproteica. A coleta de dados iniciou-se no primeiro dia de introdução da nutrição enteral e foi realizada até o momento de descontinuação da terapia nutricional, óbito ou alta da unidade. Os dados anotados diariamente consistiam em: volume prescrito/infundido, Kcal prescrita/infundida, sinais e sintomas, no caso de interrupção do recebimento, os fatores associados a tal evento. Foram aplicados os indicadores propostos pelo International Life Sciences Institute. Resultados: Foram avaliados no total 27 pacientes, com tempo de permanência em terapia nutricional em torno de 17 dias DP ± 12 dias, idade média 63,7 anos com DP ±13,7 anos, 70% eram do sexo masculino. A distribuição segundo o diagnóstico, 41% eram portadores de neoplasia de cabeça e pescoço, 22% neoplasia gástrica e 37% outros (neoplasia renal, de pulmão, bexiga, óssea, ovário). Referente à comorbidades, 22% eram hipertensos e 15% portadores de diabetes mellitus. No decorrer dos levantamentos houve uma positiva aproximação das (metas propostas / metas obtidas) quanto aos indicadores de Volume infundido/prescrito: (80% / 84,9%), Meta calórica: (70% / 86,8%), Constipação: (< 20% / 14,8%), Frequência de obstrução de sonda de nutrição em pacientes em TNE: (£10% (UTI) / 0), (£5% (enfermaria) / 3,7%), Frequência de saída inadvertida de sonda de nutrição em pacientes em TNE: (< 10% (enfermaria) e < 5% (UTI) / 0), chamando atenção para os indicadores de diarreia: (<10% / 14,8%) e Adequação do estado nutricional: (75% / 59,2%) que divergiram dos valores indicados pela literatura científica. Conclusão: Levando-se em consideração a complexidade do paciente oncológico, a caquexia do câncer, o uso de medicamentos, tipo de tratamento realizado e seus efeitos colaterais, pôde-se concluir que os indicadores aqui analisados refletem a qualidade da assistência nutricional prestada pelo serviço, tendendo para uma melhora progressiva ajustada ao público alvo. Unitermos: terapia nutricional, avaliação nutricional, indicadores de qualidade.

IC062 - A APLICAÇÃO DO INDICADOR DE QUALIDADE PARA A RACIONALIZAÇÃO DOS CUSTOS DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL PELA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE TERAPIA NUTRICIONAL

Instituição: Hospital Copa D’or, Rio de Janeiro
Autores: Lopes NLA; Rocha EEM; Gomes KLP; Melo DA; Rezende BS; Aguiar LC.

Objetivos: Analisar a eficácia funcional do Indicador de Qualidade (IQ) para auxiliar na racionalização dos custos (C) da Terapia Nutricional Enteral (TNE) na assistência prestada aos pacientes acompanhados pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN). Materiais e Métodos: No período de julho de 2010 a março de 2012 foram acompanhados pela EMTN 2065 pacientes sob Terapia Nutricional (TN), sendo que 1935 pacientes (94%) receberam nutrição enteral (NE) e 130 pacientes (6%) receberam nutrição parenteral (NP). Foram analisados a diferença de distribuição dos pacientes nesses subgrupos; o IQ relativo a indicação das formulações poliméricas (FP) e oligoméricas (FO), bem como às perdas de frascos (Fr) de NE; e os seus respectivos custos. A estatística foi paramétrica com significância em £5%. Resultados: O quantitativo de pacientes em TN que receberam NE foi significativamente superior aos em NP, p<0,0001, sendo que a média de dias desses pacientes em TNE foi de 11±1,04. As FP foram indicadas para 1606 pacientes (83%) e as FO para 329 pacientes (17%), p=0,0001, onde, em média, o número de pacientes com FP acompanhados mensalmente pela EMTN foi de 76,5±8,1 e com FO foi de 15,7±3,1, p<0,0001. Foram liberados, no total, 36.293 Fr de NE, com 30.524 Fr (84%) de FP e 5.769 Fr (16%) de FO; desse total, foram utilizados 36.155 Fr (99,62%) e inutilizados 138 (0,38%) Fr, p<0,0001. Dos Fr inutilizados, 95 foram FP e 43 FO, p<0,0001. O C total dos Fr liberados foi de R$ 1.299.251,39 com aproveitamento de R$ 1.294.670,87 para os utilizados e perda de R$ 4.580,52 para os inutilizados, com diferença significativa, p<0,0001, no entanto sem diferença na análise de C entre as perdas para FP vs. FO, R$ 1.988,38 e R$ 2.592,14, respectivamente, com p=0,364. Conclusão: A presença da EMTN é fundamental na prática da TN, a fim de estabelecer seus processos e os IQ, onde, nesse estudo, foram avaliados através da indicação criteriosa das FP ou FO associado ao cuidado na utilização dos Fr dessas formulações. A baixa incidência de perdas de Fr de NE e, consequentemente a redução nas perdas monetárias fazem parte de uma administração efetiva por parte da EMTN. Unitermos: equipe multiprofissional de terapia nutricional, nutrição enteral, indicador de qualidade, custos.

IC063 - APLICAÇÃO DE INDICADORES DE QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL EM PACIENTES CRÍTICOS

Instituição: Hospital Ministro Costa Cavalcanti, Foz do Iguaçu
Autores: Golunski CR; Berté ERM.

Objetivos: Avaliar a qualidade da assistência nutricional de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulta, por meio da aplicação dos indicadores de gestão da qualidade propostos pela International Life Sciences Institute do Brasil (ILSI). Materiais e Métodos: Estudo prospectivo observacional, com 48 pacientes internados em UTI, de ambos os sexos, com idade entre 34 e 92 anos. Estudo realizado a partir de dados obtidos das análises das evoluções e avaliações realizadas pela Nutricionista da Unidade. Os dados referentes ao número de pacientes/dia foram obtidos do Sistema de Gestão Hospitalar Tasy. Resultados: Foi identificado que 100% dos pacientes admitidos na UTI foram submetidos a Triagem Nutricional. Dos pacientes avaliados na admissão, 14,24% apresentaram depleção do estado nutricional e 38,09% apresentaram desnutrição no período intra-hospitalar. Nos indicadores de qualidade a frequência de saída indvertida da sonda foi de 0,07%. Não foi identificado registro de casos de obstrução de sonda. Dos pacientes estudados, 12,69% apresentaram jejum > 48 horas. Recuperaram a ingestão via oral 31,64% dos pacientes que estavam em Terapia Nutricional Enteral. O índice de diarreia foi de 26,5%. A constipação foi detectada em 31% dos pacientes. A frequência de resíduo gástrico foi identificado em 26,49% dos indivíduos. A frequência de hiperglicemia ficou dentro dos parâmetros dos indicadores com 57,4%. Conclusão: A adoção dos indicadores de qualidade proporciona melhores resultados na assistência nutricional à medida que são traçadas estratégias para aperfeiçoar protocolos e rotinas assistenciais. Unitermos: qualidade, terapia nutricional enteral, complicações nutricionais, indicadores de gestão.

IC064 - INDICADORES DE QUALIDADE: AVALIAÇÃO DA NUTRIÇÃO ENTERAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Hospital Universitário - USP, São Paulo
Autores: Bonfim MAC; Caruso L; Carioca AAF; Soriano FG.

Objetivos: Aplicar e monitorar indicadores de qualidade da Terapia Nutricional Enteral (TNE) ofertada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Materiais e Métodos: Estudo prospectivo e observacional realizado em UTI adulto de hospital escola entre 2008 e 2011, aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa, sendo incluídos os pacientes >18 anos e com TNE exclusiva >72h. As necessidades nutricionais foram calculadas conforme protocolo da unidade, com administração por sistema fechado e sondas pós-pilórica. Os fatores da não conformidade na administração de dieta enteral foram classificados em causas externas ou internas à UTI, com quantificação do número de horas de pausa da TNE nos últimos três anos. Foram aplicados 8 Indicadores de Qualidade (IQ) propostos pela Força Tarefa em Nutrição Clínica do ILSI Brasil (2010): estimativa de energia e proteínas, jejum >48h antes do início da TNE, saída inadvertida de sonda, pacientes com volume infundido enteral >70%, episódios de diarreia, recuperação de via oral, oferta insuficiente de proteínas e oferta adequada de energia. Para análise estatística, utilizou-se os testes Kruskal-Wallis e ANOVA (p<0,05). Resultados: 96% dos pacientes (n=125) atingiram a meta da TNE em <72h e a média administrada de energia e proteínas foi de 21,3 ± 4,2kcal/kg/dia e 0,9 ±0,2g/kg/dia. A média do índice APACHE II foi maior em 2010 (23,6) e 2011 (26,3) em comparação a 2008 (19,2) e 2009 (19,8). A razão administrado/prescrito manteve-se entre 85% e 91%. Das causas externas de não recebimento, destaca-se a traqueostomia, e em 2011 houve também aumento da necessidade de endoscopia para passagem da sonda. A extubação constituiu a principal causa interna de não conformidade. Ao considerar o tempo de pausa, as causas intrínsecas superaram as extrínsecas, cujas médias por paciente foram: 34,6h [0-127] em 2009, 36,4h [0-100] em 2010 e 38,5h [2-226] em 2011, diferença não significativa. Cinco dos IQ mantiveram-se dentro da meta. A frequência de jejum >48h antes do início da TNE esteve de acordo com a meta (<20%), exceto em 2010 (22,6%). Os valores de frequência de dias com aporte proteico insuficiente e dias com administração adequada de energia foram superiores em 2008: 18% e 76%, sendo a meta <10% e >80%, respectivamente. Conclusão: A introdução da TNE é precoce, 96% com meta em <72h, 5 IQ mantiveram-se de acordo com a meta ao longo dos 4 anos de monitoramento e a média de administração administrado/prescrito superou 80%. Na UTI estudada o uso de protocolos, e, a preocupação com a monitoração da oferta nutricional, com constante reavaliação dos processos, tem colaborado para manutenção da qualidade da assistência nutricional. Unitermos: terapia nutricional, unidade de terapia intensiva, indicadores de qualidade.

IC065 - IMPACTO DA INTERVENÇÃO NUTRICIONAL E CARACTERÍSTICA DA SUPLEMENTAÇÃO ORAL UTILIZADA EM AMBIENTE HOSPITALAR

Instituição: Hospital Badim, Rio de Janeiro
Autores: Oliveira ACC; Emmel RMS.

Objetivos: O objetivo desse estudo foi demonstrar as características da suplementação oral utilizada em pacientes internados e o desfecho desses pacientes em um hospital particular do Rio de Janeiro. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado durante o período de janeiro 2011 a dezembro 2011, em 458 pacientes da unidade de internação e unidade de terapia intensiva em após triagem do Risco Nutricional pelo NRS 2002. A triagem foi realizada no momento da admissão e os pacientes em risco nutricional foram avaliados quanto ao estado nutricional, gravidade da doença, ingestão calórica diária e indicação de suplementação oral. Apenas pacientes em risco nutricional e uso de suplementação oral foram incluídos nesse estudo. Os suplementos foram caracterizados como normocalórico, hipercalórico, hiperproteico e hipercalórico e hiperproteico. Resultados: A amostra realizada em 458 pacientes em risco nutricional, desses 274 (60%) estava em uso de suplementação oral. O período médio de internação foi de 23 dias. A maior incidência de suplementação foi de 128 (47%) para hipercalórico e hiperproteico, seguido de 74 (27%) normocalórico, 58 (21%) hipercalórico e 14 (5%) hiperproteico. No desfecho dos pacientes encontramos 235 (51%) de alta hospitalar, 65 (14%) evoluíram para terapia nutricional enteral, 2 (1%) evoluíram para terapia nutricional parenteral, 131 (29%) permaneceram internados no hospital e o índice de mortalidade de 5% (25). Conclusão: Concluímos que é preciso melhorar a identificação da necessidade de suplementação oral em um ambiente hospitalar, com o foco em reduzir o tempo de internação, prevenir a instalação da desnutrição e melhorar o prognóstico do paciente. Quando o monitoramento do paciente em risco nutricional é realizado de maneira precisa garantimos a otimização das ações de assistência nutricional. Unitermos: suplementação oral, risco nutricional.

IC066 - AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS DAS UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO ESTADO DO PARÁ

Instituição: Departamento de Vigilância Sanitária/Secretaria de Estado de Saúde Publica do Pará, Belém
Autores: Moreira SH; Oliveira MP.

Objetivos: Avaliar as condições higiênico-sanitárias das Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) nas Unidades Prisionais do Sistema Penitenciário do Estado do Pará. Materiais e Métodos: Foi utilizado um check list de verificação das Boas Práticas de Fabricação baseado na Resolução RDC nº 216 de 15 de setembro de 2004, que dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Serviços de Alimentação. Os itens analisados foram: Edificações, instalações, equipamentos e utensílios; higienização de instalações, equipamentos, móveis e utensílios; controle integrado de pragas urbanas; abastecimento de água; manejo de resíduos; manipuladores; matéria-prima, ingredientes e embalagens; preparação do alimento; armazenamento e transporte do alimento preparado; e documentação e registro. Resultados: Os manipuladores de alimentos não usam uniformes, não realizam controle de saúde e cursos de capacitação. Na área de manipulação não há lavatório exclusivo para higiene das mãos. Inexistência de medidas que garantam o armazenamento e transporte adequados do alimento preparado e de medidas preventivas relativas à contaminação alimentar. Quanto à edificação e às instalações físicas, não foi projetado de forma a possibilitar fluxo ordenado e sem cruzamentos, as aberturas da sala de manipulação não possuem telas milimetradas para impedir o acesso de pragas e vetores e não realiza controle de pragas urbanas. A higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios são realizados pelos detentos que não são treinados, quanto ao abastecimento de água não é realizado teste de potabilidade, bem como não há registro de higienização do reservatório. Não dispõe de Manual de Boas Práticas e de Procedimentos Operacionais Padronizados. Os resultados apontam que nas inspeções realizadas, de 8 penitenciárias, 7 ficaram acima de 80% de não conformidades segundo legislação vigente. Conclusão: De acordo com a classificação de risco sanitário foi considerado alto risco para o serviço, o que implica no comprometimento da segurança do alimento. Sabe-se que o alimento contaminado coloca em risco a saúde, sugere-se que sejam adotadas as Boas Práticas de Fabricação nas UANs, visando fortalecer o controle higiênico-sanitário dos alimentos, baseado em requisitos e critérios preestabelecidos. Unitermos: boas práticas de fabricação (BPF), unidade de alimentação e nutrição (UAN), unidades prisionais.

IC067 - EMTN: A FALTA QUE FAZ O ESPECIALISTA

Instituição: Hospital Regional do Gama, Gama
Autores: Lacerda RMS; Duque RBV.

Objetivos: Avaliar as consequências gastrointestinais e metabólicas do suporte nutricional em pacientes internados na UTI de um hospital da rede pública do Distrito Federal, onde a EMTN não está estabelecida. O intuito deste trabalho é ressaltar a importância da EMTN na evolução e no acompanhamento do suporte nutricional de pacientes internados em UTIs. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo de 38 pacientes em suporte nutricional oral, enteral e parenteral, internados na UTI do Hospital Regional do Gama (DF), de janeiro a março de 2012. Os pacientes foram avaliados quanto à ocorrência de diarreia, constipação, percentual de dieta recebido, número de dias de jejum para início de suporte nutricional, hiperglicemia e hipoglicemia. A infusão das dietas enterais é intermitente, com jejum noturno de 6 horas (24h a 6h), conforme estabelecido pela rotina do próprio hospital. Não foram consideradas as interações medicamentosas. Resultados: A maioria dos pacientes internados era do sexo masculino(63%),sendo as internações clínicas a maior causa de admissão (71,4%) e as internações cirúrgicas respondiam por 23,8% das admissões. O suporte nutricional enteral ou parenteral exclusivo foi realizado em 36% dos pacientes; já a dupla via (suporte nutricional e via oral) foi realizada em 31,5% dos pacientes, assim como a via oral exclusiva. A média de dias de jejum foi de 1,11 dias para o início do suporte nutricional e a média do percentual de dieta recebido foi de 89,01%. Diarreia presente em 50% dos pacientes e constipação presente em 47% dos pacientes. A drenagem gástrica acima de 200mL acometeu 36% dos pacientes, contudo não há rotina de checagem de volume residual gástrico. A hiperglicemia (>150 mg/dL) acometeu 71% dos pacientes e a hipoglicemia (<70mg/dL) 34%. Conclusão: O suporte nutricional de pacientes em UTI faz parte do tratamento e deve ter o acompanhamento de equipe especializada, a fim de evitar a fragmentação nas condutas e tomadas de decisões elaboradas por engano ou desconhecimento. As EMTN podem organizar cursos ou atividade equivalente para orientar os profissionais de saúde sobre suporte nutricional, promovendo assim a melhoria global do atendimento. Unitermos: suporte nutricional, EMTN, UTI, alterações metabólicas.

IC068 - TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL ARTESANAL DOMICILIAR E SUA RELAÇÃO COM A EVOLUÇÃO PONDERAL DO PACIENTE

Instituição: Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Correa Netto, São Paulo
Autores: Henrique VO; Vilhena SMF; Silva BS.

Objetivos: Verificar a evolução ponderal do paciente em uso de terapia nutricional enteral no domicílio, com fórmula artesanal, preparada com alimentos convencionais. Materiais e Métodos: Foram avaliados 54 pacientes, admitidos pela EMTN de um hospital público, no período de 2006 a 2011, submetidos a terapia nutricional enteral. Na alta hospitalar, estes pacientes receberam orientação de fórmula artesanal, preparada com alimentos convencionais e reinternaram pelo menos uma vez com uso de terapia nutricional enteral. Foram incluídos na pesquisa pacientes adultos, que apresentavam rebaixamento de nível de consciência por doença neurológica, que receberam TNE com fórmula artesanal e reinternaram utilizando a mesma via de alimentação. Os critérios de exclusão adotados foram pacientes: que evoluíram a óbito, sem possibilidade de realizar aferições ou estimativas de peso, crianças, portadores de neoplasias, em uso de TNE industrializada exclusiva e pós-operatório. Os pacientes foram classificados de acordo com o tempo em que permaneceram no domicílio. Para avaliação ponderal foi utilizado o peso final da última internação comparado ao peso inicial da reinternação. Resultados: Foram avaliados 54 pacientes, com idade média de 68,4 anos, prevalecendo a população idosa em 77%, devido ao aumento da presença de doenças neurológicas nesta faixa etária. Entre os participantes 53 % eram do sexo masculino. Observou-se significativa perda ponderal em todos os grupos (93 %): nos que permanecerem no domicílio por até 30 dias houve perda ponderal média de 9,7%, entre 31 a 60 dias a perda ponderal foi de 11% e de 61 a 90 dias foi de 7,2%. O grupo com permanência acima de 90 dias apresentou perda ponderal média de 18,5%. Apenas 7% dos pacientes avaliados apresentou ganho ponderal e 3% não apresentou alteração de peso, o que pode ser explicado por estes pacientes terem sido submetidos a mais de uma reinternação, com uso de terapia nutricional enteral industrializada e em um dos casos houve o uso de gastrostomia como via de infusão. Conclusão: Os dados obtidos nesta pesquisa demonstraram que a dieta enteral artesanal preparada com alimentos convencionais, utilizada no domicílio levou a perda ponderal, uma vez que a fórmula enteral possui baixa densidade proteico/calórica. Contudo tais dietas normalmente têm custo mais baixo, quando comparado às fórmulas industrializadas, justificando sua utilização por um grande número de usuários. Unitermos: terapia nutricional enteral domiciliar, perda ponderal, fórmula artesanal.

IC069 - RISCO NUTRICIONAL NA ADMISSÃO HOSPITALAR E A AVALIAÇÃO DE DESFECHOS CLÍNICOS: QUANTO CUSTA A INTERVENÇÃO?

Instituição: Hospital Adventista Silvestre, Rio de Janeiro
Autores: Silva AS; Manarino IM; Bello AB; Cordeiro RC.

Objetivos: Estudar a prevalência de pacientes em risco nutricional internados em Unidade de Clínica Médica em hospital privado do Rio de Janeiro através de ferramenta de triagem nutricional. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal prospectivo realizado no período de Janeiro a Março de 2012. O estudo foi realizado com 141 pacientes maior ou igual a 18 anos. O instrumento de Triagem Nutricional utilizado foi NRS 2002 nas primeiras 72 horas da admissão hospitalar. A obtenção de dados de variáveis clínicas e nutricionais foi feita pela avaliação de prontuários médicos e do serviço de nutrição, além de informações relatadas pelo próprio paciente e/ou acompanhante elegível. Com relação à obtenção das variáveis descritas no estudo foram consideradas como desfechos clínicos: mortalidade, tempo de internação e taxas de infecção. Resultados: Dos 141 pacientes avaliados durante a internação a maior prevalência foram de pacientes idosos. O estado nutricional da população classificada pelo índice de massa corporal segundo o tipo de doença, não houve diferença estatística. Deve-se destacar que, aproximadamente 50% dos pacientes com doenças oncológicas e 43,8% com doenças pulmonares estavam em risco nutricional. Em relação ao tempo de internação, os pacientes com doenças cardíacas e urológicas apresentaram tempo de internação maior (média de 16 dias) seguidas pelas doenças pulmonares (15 dias) e neurológicas (10 dias). Pacientes em risco nutricional apresentaram maior tempo de internação, em torno de 17 dias, comparados com os de não risco (7 dias). A prevalência de infecção e óbito foi duas a três vezes, respectivamente, maior nos pacientes que foram identificados pelo método de triagem com risco nutricional. Dos pacientes em risco nutricional 24,8% não iniciaram nenhum tipo de terapia nutricional, 66,7% receberam suplementação nutricional via oral, 80% dieta enteral e 83,3% receberam as duas modalidades (oral e enteral). Conclusão: A desnutrição aumenta o custo de internação por causa do tempo maior de hospitalização. Em consequência há o aumento da mórbida, custo e tempo de permanência. A Triagem de Risco Nutricional é um método simples, de fácil aplicação e baixo custo, com eficiência para predizer dados importantes para o curso da internação, como: infecção, óbito e tempo de hospitalização. Unitermos: risco nutricional, triagem nutricional, desnutrição, terapia nutricional.

IC070 - ADEQUAÇÃO DA HIDRATAÇÃO EM PACIENTES QUE UTILIZAM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL. ESTUDO TRANSVERSAL

Instituição: Sociedade Beneficente de Senhorasdo Hospital Sírio Libanês, São Paulo
Autores: Ramos PS; Severine AN; Rodrigues ALCC; Yamaguti A; Suiter E; Ramos SC.

Objetivos: Avaliar a adequação de fluídos recebidos por pacientes internados que utilizam terapia nutricional enteral via sonda, quando comparado às recomendações da literatura, de 30 - 35 mL/kg de peso corporal/dia. Observar ofertas excessivas ou insuficientes de líquidos. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado com coleta de dados de prontuários. Foram inclusos pacientes adultos e idosos internados, em uso de nutrição enteral, associados ou não à dieta oral. O tamanho calculado da amostra foi de 72 indivíduos. Foram coletadas informações como idade, peso, oferta de líquidos pela sonda e intravenosa.O volume total de líquidos recebidos foi calculado através da média do volume diário recebido pelo paciente durante três dias. A ingestão de líquidos por via oral foi considerada através do volume ofertado na dietoterapia planejada. Foram consideradas as ofertas intravenosas, como a água administrada para manter as sondas desobstruídas.As análises descritivas foram realizadas utilizando-se tabelas de frequências simples e percentuais, com cálculo de medidas descritivas como média, desvio-padrão, mediana e intervalo interquartil. Para as variáveis numéricas não distribuídas normalmente, as comparações entre três ou mais grupos de fatores ordenados foram feitas pelo teste de Kruskal-Wallis e para variáveis numéricas normalmente distribuídas, a análise de variância (ANOVA). Resultados: Analisando-se a idade dos pacientes, observa-se que grande parte da população estudada, 92,2% ou 71 pacientes, possui idade maior ou igual à 60 anos, formando assim, uma população idosa.Das variáveis avaliadas, apenas a massa corporal mostrou diferença significativa entre os grupos.Segundo achados deste estudo, apenas 18,4% (14) dos pacientes estudados receberam o volume de líquidos adequado e a maior parte da mesma população, 81,9% (63) encontra-se em risco de desenvolver complicações metabólicas, segundo a recomendação descrita na literatura. Deste desequilíbrio encontrado, 32,5% da amostra recebeu volume de fluídos menor que o recomendado. Em contrapartida, quando analisamos a inadequação da oferta hídrica, observamos que a maioria dos indivíduos acompanhados recebeu volume de líquidos maior que o recomendado, com 49,4% (38) da amostra. Conclusão: Conclui-se que a maior parte da população estudada, 81,9% dos pacientes, recebeu volume de líquidos diferente do recomendado e que esta inadequação encontra-se principalmente em níveis superiores, predispondo os indivíduos que utilizam terapia nutricional enteral à um maior risco de desenvolvimento de distúrbios hidroeletrolíticos e complicações de ordem metabólica. Unitermos: alimentação artificial, hidratação, desidratação, hiper-hidratção, recomendação hídrica.

IC071 - USO DE PROBIÓTICOS PARA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADO À VENTILAÇÃO MECÂNICA

Instituição: Universidade Estadual de Maringá, Maringá
Autores: Sainz- Rueda NA; Rosa LLB; Mikcha JMG.

Objetivos: Investigar do efeito de uma mistura de probióticos e fruto-oligossacarídeos (Lactofos®) na incidência de PAV em pacientes sob ventilação mecânica comparado ao uso isolado de fruto-oligossacarídeos (Fiberfos®). Materiais e Métodos: Foi realizado estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego, placebo controlado em hospital de ensino brasileiro com pacientes com expectativa de ventilação mecânica por mais de 48 h. Os pacientes receberam, por sonda enteral e na orofaringe, os probióticos (Lactobacillus paracasei Lpc-37, Lactobacillus rhamnosus HN001, Lactobacillus acidophilus NCFM, Bifidobacterium lactis HN019) com fruto-oligossacarídeos duas vezes ao dia ou apenas fruto-oligossacarideos. Resultados: Ambos os grupos (n=125) eram comparáveis nas características basais e receberam cuidados semelhantes na prevenção da PAV exceto pelo uso de probióticos. O grupo que recebeu probiótico (n=62) apresentou duas vezes menos chance de desenvolver PAV comparado com o grupo que recebeu apenas prebióticos (41.3% vs. 20,9%, P = 0.011). O grupo com probióticos também apresentou menor tempo de hospitalização (23,1 dias vs. 18,5 dias, P=0.024). Não houve redução significativa da mortalidade entre os grupos. Conclusão: O uso de probióticos reduziu a incidência de PAV e o tempo de hospitalização comparado ao controle, mas não apresentou impacto significativo na mortalidade. Unitermos: ventilação mecânica, probióticos, prevenção, infecções nosocomiais.

IC072 - INDICADORES DE TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTES CRÍTICOS EM UM HOSPITAL GERAL TERCIÁRIO

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Santos KFF; Moraes JR; Ferraz LJR; Junior LD; Ribas MR; Gil MF.

Objetivos: Avaliação das práticas nutricionais e de adequação da oferta calórica em UTI terciária em São Paulo. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo observacional, com coleta de dados em prontuário de 20 pacientes internados na UTI de um hospital geral no período de maio a junho 2011. Coletou-se informações dos pacientes: idade, sexo, data de admissão na UTI, avaliação nutricional (altura, peso, peso utilizado para o cálculo), prescrição calórica e proteica, coleta diária de TN (volumes recebidos e tipo de dieta), presença suplementos nutricionais (glutamina, selênio, prebióticos, probióticos), adequação dos requerimentos nutricionais (prescrito x recebido), razões de interrupção da TN. Os dados foram coletados diariamente até a alta da UTI ou óbito, se estendendo em até 12 dias consecutivos de internação na UTI. Resultados: A idade média foi de 62 anos, com sexo masculino em 65,0% e o tempo médio de internação na UTI de 9,4 dias. O IMC (média de 25,2 kg/m2) com referência no peso atual (60%), calculado o requerimento energético com peso aferido em 95% das vezes. A prescrição do consumo energético (média de 1.955 kcal/d e 25 kcal/kg/d) e de consumo proteico (média de 70,7 g/d e 1,0 g/kg/d) com recebimento de calorias (média de 1.319 kcal/d com adequação de 63,5%) e de proteínas (média de 58 g/kg/d com adequação de 66,1%), utilizando fórmulas poliméricas com início em 24 horas em terapia enteral em 100% dos casos. As interrupções da nutrição enteral ocorreram em 25,8% dos pacientes (causas: jejum para procedimentos radiológicos beira-leito 36,7%; acesso enteral perdido ou deslocado 26,7%; jejum para procedimentos cirúrgicos beira-leito 16,7%; distensão abdominal 6,7%; vômitos 6,7%; jejum para extubação ou intubação 3,3%; jejum para procedimentos beira-leito 3,3%). Razões para início de nutrição parenteral foram cirurgia gastrointestinal 66,7% e obstrução mecânica intestinal 33,3%. Conclusão: Em uma população mista de pacientes críticos observamos adequação de oferta calórica em 63,5% e em 66,1% em oferta proteica. As causas mais comuns de inadequação foram jejum para exames radiológicos e perda do acesso da dieta. Unitermos: suporte nutricional, terapia intensiva, pacientes críticos.

IC073 - POR QUE AINDA EXISTE INADEQUAÇÃO ENERGÉTICA DURANTE A TERAPIA NUTRICIONAL DO DOENTE CRÍTICO?

Instituição: Pronto Socorro Central, São Bernardo do Campo
Autores: Santos CA; Kawamura KS; Bastos N.

Objetivos: Avaliar as principais causas de inadequação energética no doente crítico. Materiais e Métodos: Foram avaliados 124 pacientes na UTI desde Junho de 2011 até Novembro de 2011. Os pacientes eram acompanhados durante toda sua internação na UTI por uma equipe multiprofissional de terapia nutricional. Os dados foram avaliados de maneira prospectiva através da observação dos prontuários. Foram avaliados os principais motivos responsáveis pela inadequação entre a energia prescrita e a recebida. Resultados: A média de adequação energética foi de 74%. Os principais motivos relacionados com a inadequação foram: questões logísticas/operacionais (atraso na dieta, anotação incorreta, suspensão ou diminuição de volume inadvertida) 43%, complicações gastrintestinais (diarreia, vômitos, distensão) 8%, jejum por condição clínica (instabilidade hemodinâmica, exames) 20%, não especificados 29%. Conclusão: A inadequação energética ainda é um grave problemano doente crítico. Os principais responsáveis por esta inadequação são de origem operacional e não a condição do paciente. Medidas de educação se fazem necessárias para melhorar a adequação. Unitermos: terapia nutricional, doente crítico, inadequação energética.

IC074 - ADEQUAÇÃO DA OFERTA ENERGÉTICA EM PACIENTES DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) SOB TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL VERSUS MORTALIDADE NA UTI

Instituição: Hospital Universitário da Universidade de São Paulo HU-USP, São Paulo
Autores: Oliveira NS; Caruso L; Bergamaschi DP; Soriano FG.

Objetivos: Investigar a relação entre adequação da oferta energética e a mortalidade na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em pacientes sob Terapia Nutricional Enteral (TNE) exclusiva. Materiais e Métodos: Estudo observacional e prospectivo conduzido entre 2008-2011. Foram incluídos pacientes com idade superior a 18 anos que receberam TNE exclusiva por pelo menos 72 horas. A adequação da oferta energética foi estimada pela adequação administrado/prescrito. A relação entre variáveis preditoras e o desfecho mortalidade na UTI foi investigada por meio de regressão logística não condicional. Iniciou-se com o modelo completo, excluindo-se as variáveis uma a uma por meio do teste da razão de verossimilhança. O processo de modelagem foi iniciado contendo as variáveis: adequação percentual da oferta energética (<70%; 70-90%; >90%), APACHE II (<15; 15-23; >23), sexo (masculino; feminino), idade (<60 anos; = 60 anos) e tempo de permanência na UTI (<14 dias; ³14 dias). Considerou-se para tomada de decisão estatística o valor descritivo do teste (valor de p). A análise estatística foi realizada no programa Stata versão 9.0. Resultados: Foram incluídos 125 pacientes, sendo 59% homens, 41% mulheres, com idade média (desvio padrão) de 56,6 (18,4) anos, APACHE II médio de 22,2 (6,5) e tempo médio de permanência na UTI de 16,0 (10,9) dias. A mortalidade na UTI foi 27,2%. A adequação média entre energia administrada com relação à prescrita foi igual a 85,5%. Obteve-se percentual de adequação superior a 90% em 43% dos pacientes, entre 70%-90% em 46% dos pacientes, e inferior a 70% em 11% dos pacientes. O balanço energético médio foi de -185,3 (18,2) kcal/dia. A análise de regressão logística revelou a existência de associação estatisticamente significante entre a ocorrência de óbito e as variáveis: idade (OR=3,35; IC95%=1,43 - 7,87) e tempo de permanência na UTI (OR=2,98; IC95%=1,28 - 6,95), após a retirada das variáveis adequação da oferta energética, APACHE II e sexo durante o processo de modelagem. Conclusão: Observou-se boa adequação entre os valores de energia administrada e prescrita na UTI estudada. A oferta energética não influenciou a mortalidade. O tamanho da amostra e o caráter observacional são limitações. Mais pesquisas devem ser realizadas para esclarecer qual a oferta ideal de energia para pacientes de UTI que resulte em baixa morbimortalidade e custos. Unitermos: nutrição enteral, necessidade energética, unidades de terapia intensiva, mortalidade.

IC075 - RESTRIÇÃO DE CARBOIDRATOS CAUSA HIPERURECEMIA NO PÓS-OPERATÓRIO DO BYPASS GÁSTRICO?

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Pereira S; Gonçalves IAA; Rodrigues BC; Silva J; Dames AP; Ramalho A.

Objetivos: Avaliar a relação dos níveis séricos de ácido úrico com a restrição de carboidratos 30 dias após Gastroplastia Redutora com Reconstituição em Y de Roux. Materiais e Métodos: Pacientes de ambos os sexos com idade entre 19 e 60 anos, IMC > 40 kg/m2, candidatos ao Bypass Gástrico, atendidos na Clínica Carlos Saboya RJ. Os pacientes foram submetidos à avaliação nutricional, clínica e bioquímica no pré e com 30 dias de pós-operatório no período de março e dezembro de 2011. Foram considerados hiperurecêmicos aqueles que apresentaram valores > 7,2 mg/dL para homens e > 6 mg/dL para mulheres analisados pelo método enzimático colorimétrico. A dieta administrada nos primeiros 30 dias continha média de 46 g de carboidratos (CHO) sendo a maioria simples, 50 g de proteínas (com uso de suplementos) e 10 g de lipídios nos primeiros 30 dias e 100 g de CHO (70 g complexos e 30 g simples), 60g de proteínas e 20 g de lipídios após estes. Resultados: Dos 137 pacientes avaliados, 79 (57,6%) eram mulheres e 58 (42,3%) homens com IMC médio de 46,7+5,2 kg/m2 e média de idade de 36,8+6,7anos. A hiperurecemia foi identificada em 16 pacientes (12%) no pré-operatório e 26 pacientes (19%) com 30 dias após a cirurgia. 100% dos pacientes com hiperurecemia no pré-operatório apresentou aumento médio de 3,2 % nos níveis séricos de ácido úrico e 10 pacientes (38%) que apresentavam níveis séricos adequados no pré-operatório tiveram um aumento 4,1% no pós-operatório. Os níveis de ácido úrico foram significativamente maiores (p=0,008) nos pacientes que apresentaram hiperurecemia prévia. O aumento dos níveis de ácido úrico se correlacionou com a baixa ingestão de CHO nos primeiros 30 dias (r -0,737 p=0,001). Conclusão: A hiperurecemia foi significativa e se correlacionou fortemente com a restrição de CHO na dieta nos 30 dias iniciais. Os pacientes com histórico prévio parecem apresentar maior tendência à elevação dos níveis séricos após a operação, todavia, deve-se levar em consideração o aumento do ácido úrico naqueles que no pré-operatório apresentavam níveis adequados. Recomenda-se avaliação destes pacientes. Unitermos: bypass gástrico, obesidade, carboidratos, ácido úrico, hiperurecemia.

IC076 - AVALIAÇÃO DO PERFIL ÓSSEO DE ADULTOS COM OBESIDADE GRAU III SUBMETIDOS AO BYPASS GÁSTRICO EM Y DE ROUX

Instituição: Núcleo de Pesquisa em Micronutrientes (NPQM), Rio de Janeiro
Autores: Rosa CLS; Dames AP; Pereira S; Saboya C; Rodrigues B; Ramalho A.

Objetivos: Investigar concentrações de cálcio, vitamina D e PTH em pacientes com obesidade grau III antes e seis meses após a cirurgia de gastroplastia redutora em Y de Roux. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal, realizado com pacientes de ambos os sexos, que realizaram gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux, acompanhados pelo serviço de nutrição integrante da equipe multidisciplinar de uma clínica privada na cidade do Rio de Janeiro. Foi realizada avaliação antropométrica através de peso, altura e IMC e analisadas as concentrações séricas de paratormônio, cálcio iônico e 25 hidroxivitamina D, onde foram utilizados os pontos de corte entre 12 e 65 pg/mL pelo método ensaio imunoenzimático por quimioluminiscência, entre 1 a 1,32 mmol/L e 15 a 90 ng/mL, pelo método eletrodo seletivo e HPLC, respectivamente. Resultados: Foram avaliados 83 pacientes de ambos os sexos, dentre eles 35 mulheres com média de idade de 35 anos ± 8 anos e IMC de 46,04 ± 7,56 kg/m² e 27 homens com média de idade de 40 anos ± 10 anos e IMC de 43,12 ± 3,56 kg/m². Concentrações séricas de vitamina D no pré-operatório apresentaram-se inadequadas em 45% das mulheres e 37% dos homens, sendo agravada no pós-operatório, quando apenas 9% de mulheres e 15% homens apresentavam-se adequadas, tendo como média 9,69 ± 3,87 ng/L e 10,20 ± 4,68 ng/mL, respectivamente. Ambos os sexos apresentaram adequação quanto ao cálcio iônico no pré e no pós-operatório. Concentrações de PTH no período pré-operatório foram de 40,30±16,48 pg/mL para mulheres e 43,32 ± 16,02 pg/mL para homens, enquanto que no pós-operatório corresponderam a 43,09 ± 18,97 e 40,57 ± 18,34 pg/mL, respectivamente. Estes valores representam adequação em 89% das mulheres e 83% dos homens após a intervenção cirúrgica. Conclusão: A deficiência de vitamina D foi prevalente no pré-operatório, apontando a obesidade como um fator de risco para essa deficiência, situação essa agravada no após a cirurgia. O acompanhamento desde o período pré-operatório é essencial para detectar possíveis alterações que possam culminar em prejuízos à saúde óssea, tornando possível a suplementação de vitaminas e minerais, antes mesmo da cirurgia. Unitermos: bypass gástrico com reconstituição em Y de Roux, obesidade grau III, perfil ósseo

IC077 - EVOLUÇÃO DA PERDA DE PESO E SUA RELAÇÃO COM CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE VITAMINA D, COMPOSIÇÃO CORPORAL E DENSIDADE MINERAL ÓSSEA EM MULHERES ADULTAS SUBMETIDAS À GASTROPLASTIA REDUTORA COM RECONSTITUIÇÃO EM Y DE ROUX

Instituição: Núcleo de Pesquisa em Micronutrientes (NPQM), Rio de Janeiro
Autores: Dames AP; Pereira S; Rodrigues B; Saboya C; Ramalho A.

Objetivos: Avaliar os efeitos da perda de peso sobre as concentrações séricas de vitamina D, composição corporal e densidade mineral óssea (DMO) em mulheres adultas submetidas à Gastroplastia Redutora com Reconstituição em Y de Roux. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo longitudinal, constituída por mulheres com idade entre 20 e 60 anos e apresentando obesidade grau III, avaliadas antes (T1) e 180 dias (T2) após a realização da cirurgia, em uma clínica privada da cidade do Rio de Janeiro. A avaliação bioquímica incluiu a quantificação da vitamina D - 25(OH)D e cálcio iônico, utilizando métodos HPLC e dosagem direta por eletrodo seletivo, respectivamente. Para avaliação da composição corporal foi utilizada a equação de regressão de Weltman (1987; 1988). As pacientes foram ainda submetidas à densitometria óssea nas áreas da coluna lombar e fêmur no T2, sendo analisado o percentual da perda da massa óssea. Resultados: Foram avaliadas 39 mulheres com média de idade de 42 ± 11 anos e IMC médio de 42,5 ± 2,5 kg/m2 no T1 e 31,3 ± 3,1 kg/m2 no T2. A média da perda de peso foi de 25,6%, sendo que 73,5% do peso perdido foram referentes à massa gorda e 26,5% à massa magra. A DMO nas áreas da coluna lombar e fêmur apresentou correlação negativa com a quantidade de massa magra perdida. Em relação à vitamina D, 87,1% dos indivíduos já apresentavam inadequação das concentrações séricas dessa vitamina antes mesmo da cirurgia, com média de 22,1 ± 8,0 ng/mL. No T2, a inadequação séricas de vitamina D ainda permanece elevada atingindo 82,8% dos indivíduos avaliados, mesmo em vigência de suplementação vitamínica (200UI). Adicionalmente foi observado que as concentrações séricas de vitamina D apresentaram correlação negativa com o IMC e com % de gordura no T2. Conclusão: A perda de massa magra parece ter efeito negativo na DMO, medidas dietéticas com ênfase na ingestão proteica associada à prática regular de exercício físico poderão contribuir para minimizar essa perda. A investigação dos marcadores de saúde óssea e o estabelecimento de novos protocolos de suplementação são de grande importância para a reversão do quadro dedeficiência vitamínica observado. Unitermos: densidade mineral óssea, vitamina d, gastroplastia redutora em Y de Roux.

IC078 - RELAÇÃO ENTRE ESTADO NUTRICIONAL DA VITAMINA D EM OBESOS GRAU III COM A GRADUAÇÃO DA DHGNA

Instituição: Núcleo de Pesquisa em Micronutrientes (NPQM), Rio de Janeiro
Autores: Rodrigues B; Pereira S; Saboya C; Dames AP; Silva J; Ramalho A.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de vitamina D em indivíduos com DHGNA de acordo com a graduação da doença em indivíduos com obesidade III. Materiais e Métodos: Foram avaliados pacientes com obesidade III, de ambos os sexos, com idade entre 20 e 60 anos no pré e peri-operatório da Gastroplastia Redutora com Reconstituição em Y de Roux, provenientes de clínica privada na cidade do Rio de Janeiro. Os pacientes foram submetidos a biopsia hepática no curso da cirurgia e classificados segundo proposta de Brunt et al (2009) - sendo considerado para a graduação, a presença de esteatose macrovesicular (esteatose simples) e a atividade necroinflamatória (presença de EHNA). A avaliação bioquímica incluiu a vitamina D - 25(OH)D, através do método HPLC com pontos de corte: >30ng/mL (normal), 21-29ng/mL (insuficiência), < 20ng/mL (deficiência). Resultados: Dos 40 indivíduos avaliados, 65% eram do sexo feminino e 35% do sexo masculino com IMC médio de 44,2+3,8 kg/m2 e média de idade de 37+8 anos. Cem por cento dos pacientes apresentavam doença hepática, sendo 16 (40%) com esteatose leve, 7 (17,5%) com esteatose moderada, 8 (20%) com EHNA grau I, 7 (17,5%) com EHNA grau II e 2 (5%) com cirrose. Em relação à vitamina D, 78% apresentavam deficiência, 20% tinham concentrações insuficientes e 2% estavam dentro da normalidade. De acordo com ANOVA de Kruskal-Wallis, observou-se queda progressiva e significativa na concentração plasmática de vitamina D conforme agravamento da DHGNA (p=0,023). A média de vitamina D sérica foi de 27,8 ± 0,53 ng/mL, 19,7 ± 0,56 ng/mL e 12,6 ± 0,17 ng/L para os indivíduos com esteatose simples, EHNA e cirrose, respectivamente. Conclusão: A elevada prevalência de DHGNA e a gravidade da doença pode implicar no comprometimento de uma das etapas do metabolismo da vitamina D (transformação do ergosterol e do colecalciferol em calcidiol) em obesos grau III, merecendo atenção das equipes envolvidas com cirurgia bariátrica, sobretudo, pela possível piora da deficiência no pós-operatório em decorrência da disabsorção e restrição lipídica. Unitermos: vitamina D, obesidade Grau III, doença hepática gordurosa não alcoólica.

IC079 - ROTINA DE SUPLEMENTAÇÃO PÓS-CIRÚRGICA NÃO REVERTE DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A EM ADOLESCENTES OBESOS SUBMETIDOS AO BYPASS GÁSTRICO EM Y DE ROUX

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro/Instituto de Nutrição Josué de Castro, Rio de Janeiro
Autores: Silva JS; Pereira SE; Saboya CJ; Ramalho A.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de Vitamina A, em adolescentes obesos graves antes e após Bypass Gástrico em Y de Roux, por meio dos indicadores bioquímicos (concentrações séricas de retinol e b-caroteno) e funcional (diagnóstico da cegueira noturna - XN). Materiais e Métodos: Estudo prospectivo longitudinal, onde foram avaliados 34 adolescentes com índice de massa corporal =40,0 kg/m², ambos os sexos, entre 15 e < 20 anos, estágio = IV de maturação sexual (Tanner), antes (T1), 30 (T2) e 180 dias (T3) após cirurgia bariátrica, em Clínica Privada no RJ. As concentrações séricas de retinol e â-caroteno foram avaliadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e, os pontos de corte para indicar deficiência foram < 1,05 µmol/L e =40 µg/dL, respectivamente. As concentrações séricas de retinol foram divididas em classes intervalares de 0,35 µmol/L para avaliação da gravidade da deficiência de vitamina A (DVA). Foi investigada a presença de XN, utilizando a entrevista padronizada e validada pela Organização Mundial da Saúde. Na avaliação antropométrica foram obtidos dados de peso, estatura e circunferência da cintura (CC). Após a cirurgia, todos foram suplementados com 5.000 UI de acetato de retinol diário. Resultados: Dos 34 adolescentes, 62% eram do sexo feminino. A média de idade foi de 16,9 ± 1,46 anos. O peso médio no T1 foi de 129,8 ± 22,79 kg, no T2 de 113,11 ± 19,67 kg e no T3 83,0 ± 18,46 kg. O IMC médio no T1, T2 e T3, respectivamente foi de 45,92 ± 5,89 kg/m², 39,9 ± 5,15 kg/m² e 29,07 ± 4,90 kg/m². O percentual médio de perda de IMC do T1 para o T2 foi de 12,9%, do T2 para T3 foi de 24% e, do T1 para o T3 foi de 36% (p<0,001) e de CC do T1 para o T2 foi de 6,8%, do T2 para T3 foi de 16,0% e, do T1 para o T3 foi de 23,0% (p<0,001). O percentual de DVA no T1, T2 e T3 foi de 23,5%, 56,0% e 38,2% pelo retinol sérico, e de 67,6%, 94,1% e 88,2% pelo â-caroteno, respectivamente. A presença de XN foi de 20,6%, 58,8% e 23,5% no T1, T2 e T3. Houve associação significativa entre a XN e a inadequação de retinol no T2 (p=0,007), e diferença significativa na média das concentrações séricas de retinol (p=0,040), com valores menores (0,93 ± 0,59 µmol/L) no grupo com XN. A presença de XN no T2 e T3 foi de 50,0% e 37,5% respectivamente, com inadequação de retinol sérico na classe marginal (0.70 a 1.049 mmol/L). Conclusão: O elevado percentual de DVA e a XN no pré e pós-operatório é preocupante, sobretudo pelas funções da vitamina A, por esse grupo populacional não ser considerado de risco para DVA e, pela vigência de suplementação vitamínica, que demonstra que a dose ofertada não foi capaz de reverter a deficiência. Recomenda-se a investigação da DVA em adolescentes obesos antes e após Bypass Gástrico em Y de Roux. Unitermos: adolescentes obesos graves, bypass gástrico em Y de Roux, retinol sérico, b-caroteno, vitamina.

IC080 - PERDA DE PESO PRÉ-OPERATÓRIA NA CIRURGIA BARIÁTRICA: É FACTÍVEL?

Instituição: Hospital Estadual Mario Covas, Santo André
Autores: Silva ML; Ciarini T; Lach AP; Suano F.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi avaliar se um programa de aconselhamento nutricional pré-operatório se refletiu em perda de peso em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Materiais e Métodos: Foram avaliados 75 indivíduos obesos que estavam em acompanhamento pré-operatório para realização de cirurgia bariátrica. Este acompanhamento era realizado mensalmente em um ambulatório de nutrição, onde eram avaliados e aconselhados a realizarem mudanças comportamentais e dieta hipocalórica por uma médica nutróloga e uma nutricionista. Os pacientes foram seguidos, em média, durante quatro meses. O peso e o IMC foram verificados em todas as consultas e a perda de peso foi avaliada através da diferença entre o peso inicial e o final, em porcentagem, através da fórmula: 100- [peso final/peso inicial) x100]. Resultados: Foram avaliados 75 pacientes, sendo 14 homens e 61 mulheres. A média de peso inicial foi de 128,1(± 25,06) kg, o IMC inicial foi, em média, de 47,38 (±7,48). A porcentagem de perda de peso ao longo do acompanhamento pré-operatório foi de 4,2% (±5,6) do peso inicial. Conclusão: A perda de peso no pré-operatório de cirurgia bariátrica, embora de pequena monta, mostra-se factível. Unitermos: pré-operatório, obesidade, cirurgia bariátrica, perda de peso.

IC081 - TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL ENTRE NEONATOS PORTADORES DE GASTROSQUISE - INICIE ASSIM QUE POSSÍVEL!

Instituição: Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá
Autores: Zem E; Pegoraro VA; Caporossi C.

Objetivos:Relacionar a proposta da terapia nutricional enteral entre os recém-nascidos portadores de gastrosquise admitidos em dois hospitais do município de Cuiabá/MT. Materiais e Métodos: Estudo de avaliação epidemiológica analítica, com delineamento longitudinal de coorte histórica nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal dos Hospitais Universitário Júlio Muller e Hospital Santa Rosa internados no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2010. Resultados: No período entre 2006 e 2010 foram internados 1.198 recém-nascidos que deram origem a uma amostra composta por 19 portadores de gastrosquise (0,02%), com uma taxa de mortalidade total de 38,5%. A idade gestacional média foi de 36,4 semanas, 79% nascidos por via cesareana, 68% do gênero feminino, o peso ao nascimento com média de 2.305 gramas, 58% foram submetidos a correção cirúrgica dentro da primeira hora de vida. Nos 1198 dias analisados o esquema de terapia nutricional foi prescrito em 594 dias (91%)/(Terapia Nutricional Parenteral Exclusiva = 58%; Terapia Nutricional Enteral Exclusiva = 18% e Terapia Nutricional Mista (enteral associada a parenteral) = 15%). Os demais 56 dias (9%), os portadores de gastrosquise permaneceram em ausência de terapia nutricional. O estudo revelou que, os pacientes que permaneceram em terapia nutricional enteral exclusiva apresentaram maior chance de alta hospitalar, quando comparados com o grupo de óbitos (p < 0,025). Conclusão: A oferta de terapia nutricional enteral contribui significativamente com um aumento na taxa de sobrevida dos recém-nascidos portadores de gastrosquise. Unitermos: gastrosquise, terapia nutricional, nutrição enteral, recém-nascido.

IC082 - NEONATOS PORTADORES DE ONFALOCELE E A AUSÊNCIA DE TERAPIA NUTRICIONAL: QUAL SERÁ O DESFECHO?

Instituição: Universidade Federal Do Mato Grosso, Cuiabá
Autores: Zem E; Pegoraro VA; Caporossi C.

Objetivos: Relacionar proposta terapêutica nutricional, especialmente ausência da terapia nutricional e mortalidade entre os recém-nascidos portadores de onfalocele admitidos em dois hospitais do município de Cuiabá/MT. Materiais e Métodos: Estudo de avaliação epidemiológica analítica, com delineamento longitudinal de coorte histórica nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal dos Hospitais Universitário Júlio Muller e Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, internados no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2010. Resultados: No período entre 2006 e 2010 foram internados 1385 recém-nascidos que deram origem a uma amostra composta por 10 portadores de onfalocele (0,7%), totalizando em uma análise de 216 dias de internação. A idade gestacional média foi de 38,2 semanas, sendo 40% de recém-nascidos prematuros, 70% nascidos por via cesareana, 60% do gênero masculino, o peso ao nascimento com média de 2619,4 gramas, nove pacientes submetidos a correção cirúrgica dentro da primeira hora de vida e 92 horas. Nos 216 dias analisados o esquema de terapia nutricional foi prescrito em 173 dias (Terapia Nutricional Parenteral Exclusiva = 114 dias; Terapia Nutricional Enteral Exclusiva = 35 dias e Terapia Nutricional Mista (enteral associada a parenteral) = 24 dias). Os demais 51 dias (23,6%), os portadores de onfalocele permaneceram em ausência de terapia nutricional. A taxa de mortalidade da amostra foi de 80%. O estudo revelou que, quanto maior o tempo de ausência da terapia nutricional, maior a relação com o óbito (p < 0,0007). Conclusão: A ausência da oferta de terapia nutricional contribui com um aumento significativo na taxa de mortalidade dos recém-nascidos portadores de onfalocele. Unitermos: hérnia umbilical, recém-nascido, terapia nutricional.

IC083 - ANÁLISE SOBRE PATOLOGIAS E/OU ALERGIAS ALIMENTARES APRESENTADAS PELOS ALUNOS MATRICULADOS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DA PREFEITURA DE BRUMADINHO, MINAS GERAIS

Instituição: Prefeitura Municipal de Brumadinho, Brumadinho
Autores: Andrade VF.

Objetivos: Verificar a frequência, tipos e correlação estatística entre as alergias alimentares ou patologias apresentados pelos alunos da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura de Brumadinho. Materiais e Métodos: Foram coletados dados nas Escolas municipais da Prefeitura de Brumadinho no período de junho a agosto de 2010. Os dados foram repassados à Secretaria Municipal de Educação pelos Coordenadores das Escolas. Os dados coletados foram o sexo, as patologias e as alergias apresentadas pelos alunos. Resultados: N=4.369 alunos (77,90%). Dimensão da amostra (Epiinfo) satisfatória (>95% de confiança). Da amostragem, 6,43% possuíam patologia (PAT) ou alergias alimentares (AE’s), sendo que destes, 85,9% apresentaram PAT e 15,9% apresentaram AE. Houve maior % de alunos do sexo masculino com PAT ou AE (56,5%). Maior % de alunos com PAT ou AE’s nas Escolas da zona rural (59,4%). A média PAT ou AE por escola foi de 16,5 alunos. As AE’s encontradas foram: 23,68% chocolate; 21,05% leite e derivados; 13,15% frutas; 2,63% hortaliças; 2,63% frutos do mar e peixes; 2,63% carne suína; 2,63% amendoim; 2,63% cereal; 2,63% glúten; 2,63% ovos. As patologias de maior prevalência foram: sobrepeso (36,61%), desnutrição (24,46%), dificuldade para se alimentar (14,16%), HAS (5,57%), hipotensão arterial (5,15%). Houve correlação estatística (Epiinfo) significativa entre: 1. sexo e patologia (ANOVA p-value 0,0088 e Kruskal-Walls p-value 0,0118); 2. região e patologia (ANOVA p-value value 0,0010 e Kruskal-Walls p-value 0,0018); 3. região e alergia (ANOVA p-value 0,0166); 4. alergia e patologia (ANOVA p-value 0,0024). Conclusão: Houve correlação estatística entre diversas variáveis e porcentagem significativa de crianças necessitam de acompanhamento nutricional. A obesidade e a desnutrição, embora antagônicas, representaram alta porcentagem dentre as patologias e, constataram-se várias alergias alimentares. Dessa forma, há necessidade de orientação às cantineiras quanto à diferenciação de alimentação destes alunos. Unitermos: alergias alimentares, patologias, escolares.

IC084 - PERFIL NUTRICIONAL DOS ALUNOS DE 21 A 47 MESES DE IDADE MATRICULADAS NAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA PREFEITURA DE BRUMADINHO, MINAS GERAIS

Instituição: Prefeitura Municipal de Brumadinho, Brumadinho
Autores: Andrade VF.

Objetivos: Verificar o perfil nutricional dos alunos do berçário e do maternal da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura de Brumadinho. Materiais e Métodos: Foram coletados dados antropométricos (peso, altura, idade, circunferência da cintura e torácica) dos alunos matriculados nas Escolas Municipais de Educação Infantil da Prefeitura de Brumadinho no período de julho a agosto de 2008. Foram utilizados os índices para crianças, de acordo com a recomendação do NCHS 2000. Utilizou-se o Epiinfo para análise estatística. Foi considerado nível de significância de 5%. Resultados: N=98 (39,2%). Dimensão da amostra (Epiinfo) satisfatória (>95% de confiança). Idade média foi de 33 meses de idade. Peso e altura média foram 14,5 kg e 93,15 cm. IMC mínimo, médio e máximo foram, respectivamente, 13,96, 16,76 e 26,63 Kg/m2. Circunferência braqueal média foi 16,2 cm. Segundo o IMC, há 60,67% de alunos eutróficos, 5,62% desnutridos, 10,11% sobrepeso, 7,87% obesos e 15,73% com risco para obesidade. Houve correlação estatística (Epiinfo) significativa entre: 1. peso e CB (Kruskal-Walls p-value 0,0309); 2. peso e diagnóstico CC/CT (ANOVA p-value 0,0055 e Kruskal-Walls p-value 0,0025); 3. peso e diagnóstico A/I (ANOVA p-value 0,0001 e Kruskal-Walls p-value 0,001); 4. altura e diagnóstico P/I (ANOVA p-value 0,0024 e Kruskal-Walls p-value 0,0054); 5. IMC e CB (Kruskal-Walls p-value 0,0109); 6. CB e diagnóstico CC/CT (ANOVA p-value 0,0188 e Kruskal-Walls p-value 0,0102); 7. CB e diagnóstico IMC (qui-square p-value 0,0041); 8. CT/CC e diagnóstico P/I (Kruskal-Walls p-value 0,0015); 9. CT/CC e IMC (Kruskal-Walls p-value 0,0029); 10. Diagnóstico CT/CC e IMC (ANOVA p-value 0,0272). Conclusão: Houve correlações estatísticas significativas. Foi detectado que há alta porcentagem de paciente com sobrepeso, obesidade e risco para sobrepeso. Em contrapartida, há também alunos desnutridos. Há porcentagem significativa de crianças na Rede Municipal de Ensino que possuem necessidade de acompanhamento médico e nutricional. Unitermos: pré-escolares, desnutrição, obesidade, avaliação nutricional.

IC085 - ATENDIMENTO AS RECOMENDAÇÕES DIÁRIAS E CONSTITUIÇÃO DE RESERVA HEPÁTICA DE VITAMINA A EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMOS E A TERMOS EM AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro/Instituto de Nutrição Josué de Castro, Rio de Janeiro
Autores: Souza G; Silva JS; Dolinsky M; Matos A; Chagas C; Ramalho A.

Objetivos: Avaliar a concentração de vitamina A no leite maduro de nutrizes na perspectiva de suprir as recomendações diárias e a constituição de reserva hepática em recém-nascidos pré-termos (PT) e a termos (AT) comparada com a recomendação de ingestão deste nutriente para este grupo, segundo à ingestão proposta pelo Institute of Medicine. Materiais e Métodos: Analisou-se a concentração de retinol no leite de 120 nutrizes (40 de lactentes PT e 80 de lactentes AT), por meio da coleta de 10 ml de leite maduro, realizada por aspersão manual de uma das mamas, duas horas após a última mamada, no período da manhã. Os pontos de corte adotados para identificação da deficiência de vitamina A (DVA) e constituição de reserva hepática foram de <1,05 µmol/L e >2,3 µmol/L, respectivamente. Resultados: As concentrações de retinol no leite de mães de AT apresentaram-se superiores as concentrações no leite de PT (1.87+0.81 µmol/L > 1.38+0.67 µmol/L; p<0.0001). A ingestão de vitamina A estimada foi superior em recém-nascidos AT quando comparada aos PT (352.64+152.72 mg > 217.65+105.65 mg; p<0.0001), porém ambas apresentavam-se abaixo da recomendação. DVA foi de 20.0% (AT) e 27.5% (PT). Somente 40.0% (AT) e 22.5% (PT) das mães apresentavam concentrações de retinol no leite superiores a 2.3 mmol/L. Conclusão: Parte expressiva do leite das nutrizes estudada não apresentava quantidade suficiente de retinol para suprir as recomendações diárias e ainda para a constituição de reserva hepática em ambos os grupos, sobretudo nos recém-nascidos PT. Tal fato reforça a ideia que suplementação de doses maciças de vitamina A pós-parto imediato, possa ser utilizada como artefato protetor do lactente contra a DVA. Unitermos:vitamina A, leite humano, pré-termo, a termo, reserva hepática.

IC086 - OBESIDADE INFANTIL - FATORES DE RISCO

Instituição: Farmoterápica, São Paulo
Autores: Satiro CA; Maldonado CP; Kfouri MF; Akamine D.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi conhecer os principais fatores envolvidos na obesidade infantil em um Centro de Educação Infantil e propor intervenções. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo prospectivo, realizado em um Centro de Educação Infantil (CEI) na zona Sul de São Paulo, com crianças de 1 a 6 anos, predominantemente classes C e D, que permanecem no CEI período integral. Uma equipe de nutricionistas realiza diversas atividades nutricionais permanentes como: educação nutricional com as crianças, atendimento para pais e funcionários, elaboração de cardápio e treinamentos. Além disso, a avaliação antropométrica é realizada a cada três meses, utilizando a referência da Organização Mundial de Saúde 2006/2007, através dos z-scores de Estatura para idade (E/I) e Índice de Massa Corporal (IMC/I). Resultados: A avaliação antropométrica inicial, realizada em novembro de 2011, mostrou que 44,4% estavam acima do peso (2,4% obesidade), 96,6% tinham estatura adequada e não havia nenhum caso de desnutrição. Após dois meses de férias, a porcentagem de crianças acima do peso se manteve, 44,4%, mas a distribuição mudou, o número de crianças obesas aumentou para 4%, o que mostra que o período que as crianças permaneceram em casa contribuiu para o ganho de peso. As crianças permanecem na escola cerca de nove horas por dia, e recebem cinco refeições: café da manhã, hidratação (suco), almoço, lanche da tarde e jantar, sendo que na maioria das vezes o intervalo entre as refeições é inferior a duas horas, sendo este excesso de alimentos, um fator de risco para o aumento de peso. Durante as aulas, as crianças tem diversas atividades que envolvem o brincar através do corpo e movimento, o que diminui o sedentarismo. Durante atendimento nutricional com os pais, algumas condutas foram referidas com frequência: aleitamento (materno ou mamadeira) prolongado (maiores de 3 anos), e a mamadeira sempre com acréscimo de engrossantes ou achocolatado; alto consumo de leite, principalmente por menores de três anos; consumo elevado de doces, salgadinhos, embutidos, refrigerantes e suco em pó, sendo que esta atitude muitas vezes está relacionada a uma compensação por permanecer pouco tempo ao lado da criança; falta de horários para alimentação; baixa aceitação de hortaliças; e sedentarismo. Houve resistência de alguns educadores, pois como as famílias possuem uma baixa renda, alguns acham que a escola tem que suprir 100% das necessidades das crianças. Conclusão: É nítida a hiperalimentação das crianças, tanto em casa como na escola, e isso é reflexo de uma visão antiga de que as crianças saudáveis são as mais "gordinhas". Os principais fatores que contribuem para o excesso de peso das crianças são: número de refeições, alto consumo de industrializados, baixo consumo de hortaliças e sedentarismo. Por isso, a educação nutricional para a população adulta, pais e educadores, através de atendimentos individuais e em grupo é fundamental para que as pessoas entendam que a obesidade infantil é uma doença que pode trazer sérias consequências a curto e em longo prazo. Além disso, as crianças devem ter contato com alimentos saudáveis, através de atividades lúdicas e horta alimentar, para construir um hábito alimentar adequado ao longo da vida. A presença do profissional nutricionista em Centros de Educação Infantil é indispensável neste processo. Unitermos: obesidade infantil, educação nutricional, educação alimentar, crianças.

IC087 - USO DE SIMBIÓTICOS NA PREVENÇÃO DA DIARREIA ASSOCIADA À ANTIBIOTICOTERAPIA (DAA)

Instituição: Hospital São Rafael, Lauro de Freitas
Autores: Querino N; Almeida MO; Boscolo CA; Bernardes CMP; Barbosa EJ; Borges MAS.

Objetivos: Avaliar prospectivamente a eficácia do uso profilático de um simbiótico em pacientes em antibioticoterapia com objetivo de prevenir o desenvolvimento de diarreia associada aos antibióticos (DAA). Materiais e Métodos: Estudo prospectivo com pacientes internados em uso de antibióticos no período de maio de 2011 a março de 2012, sendo escolhidos como casos (pacientes em uso de antibióticos + simbiótico) aqueles cujo número de internação eram ímpares e os controles (apenas antibióticos) os de números pares. Os casos receberam o simbiótico Lacto Fos®, composto de fruto-oligossacarídeo mais L. paracasei (10 8-10 9UFC), L. rhamnosus (10 8 -10 9 UFC), L. acidophillus (10 8-10 9 UFC),B. lactis (10 8 -10 9 UFC);um sache (6g) no primeiro dia e 02 sachês (12g) nos dias seguintes, completando um máximo de 30 dias. Foram excluídos menores de 18 anos, pacientes com diarreia ou história de diarreia prévia, submetidos a cirurgia intestinal e/ou patologias que provoquem diarreia, pacientes em quimioterapia e ou radioterapia, transplantados, gestantes, sepses, jejunostomia, e AIDS com CD4 menor que 200 cel/mm. Consentimento Informado foi aplicado a estes. Análise estatística aplicada ao banco de dados contido no SPSS. Resultados: Foram avaliados um total de 147 pacientes. Destes, 10 (22,7%) dos 55 casos e 34 (37%) dos 92 controles desenvolveram diarreia, p<0,016. Quanto a faixa etária: 8(14,%) dos casos e 17 (18,5%) controles estavam entre 18 e 40 anos; 5(9,1%) dos casos e 17 (18,5%) dos controles estavam entre 41-60; 21(38,2%) casos e 37 (40,2%) dos controles estavam entre 61-80; 21 (38,2%) dos casos e 21(22,8%) dos controles eram >80 anos, p-0,157. Foram 24 (43,6%) mulheres e 31 (56,4%) homens nos casos; 45 (48,9%) mulheres e 47 (51,1%) homens nos controles, p-0,535. 26 (47,2%) dos casos e 45 (48,9%) dos controles tinham bom estado nutricional (BN), 23 (41,8%) e 33 (35,8%) tinham desnutrição leve a moderada; 9 (16,3%) dos casos 11 (11,9%) dos controles tinham desnutrição grave, p-0246. Conclusão: A diarreia foi uma complicação frequente nos pacientes em uso de antibióticos, com um percentual de 37%, sendo concordante com estudos da literatura. A introdução de um simbiótico apresentou um impacto positivo e estatisticamente significante como demonstrado pelo p<0,016. Mais estudos são necessários para avaliar a influencia de diferentes tipos de simbióticos e ou cepase também nas doses. Unitermos: simbiótico, antibióticos, diarreia, DAA, antibioticoterapia, lactobacillus, prevenção.

IC088 - SENSIBILIDADE DA SEMIOLOGIA NO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE REFERÊNCIA EM CARDIOLOGIA

Instituição: Pronto Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco, Recife
Autores: Tavares de Sa CMA; Machado SDO; Arruda CV; Lins RAG; Barros MLF.

Objetivos: Verificar a sensibilidade da semiologia para o diagnóstico de desnutrição em pacientes portadores de valvopatias cardíacas. Materiais e Métodos: Estudo transversal com 80 adultos internados de março a setembro de 2011 em hospital universitário cardiológico. Foi aplicado protocolo de avaliação do estado nutricional contendo parâmetros objetivos e da semiologia nutricional nas primeiras 72 horas de admissão na enfermaria, sendo este último avaliado por duas pesquisadoras independentes. As avaliadoras tiveram como material de suporte figuras dos sinais a serem considerados no momento da análise da presença ou ausência dos sinais de desnutrição. Os resultados da avaliação para cada sinal foram comparados e a concordância entre as examinadoras foi classificada como leve, moderada, forte ou perfeita. O protocolo foi composto por dados de identificação, antropométricos (peso, estatura, IMC, circunferência do braço, dobra cutânea triciptal, circunferência muscular do braço e área muscular do braço corrigida), sinais clínicos de perdas de gordura e músculos e dados laboratoriais. Os dados foram analisados pelo SPSS, versão 13.0. Resultados: A casuística foi composta por pacientes com média de idade 41,2 (±10,7) anos, sendo 50% do sexo masculino. A valvopatia predominante foi a insuficiência mitral, acometendo 57,5% da amostra, e 58,8% desta eram portadores de doença reumática crônica. Os resultados evidenciaram que 81,3% dos pacientes não apresentavam desnutrição segundo o IMC, já pela prega cutânea tricipital 100% se mostraram desnutridos. Pelo exame semiológico, mais de 50% dos pacientes apresentaram ausência dos sinais físicos de desnutrição. Revelou-se uma baixa sensibilidade da semiologia, utilizando o IMC como padrão, apresentando boa especificidade (E>90%) para a musculatura do quadríceps, panturrilha, adutora do polegar e fáceis de desnutrição crônica. O diagnóstico de anemia pela observação da palidez palmar e da conjuntiva, tendo a hemoglobina como padrão, encontrou uma baixa sensibilidade e especificidade (S=32% e E=83,6%) e (51,7% e = 81,6%), respectivamente. A reprodutibilidade inter-observadores variou de leve a moderada, sendo melhor para a musculatura do quadríceps por apresentar > valor Kappa (0,77). Conclusão: A semiologia não foi uma boa ferramenta de diagnóstico nutricional quando comparada ao IMC, sendo um método de fácil aplicação e baixo custo, melhor utilizada quando por observadores treinados. Unitermos: semiologia nutricional, desnutrição, valvopatia cardíaca.

IC089 - PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO E ESTADO NUTRICIONAL, DE ACORDO COM HIPÓTESE DIAGNÓSTICA DE PACIENTES INTERNADOS EM UMA UNIDADE CORONARIANA

Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto
Autores: Assad M; Schmidt A; Amato CAF.

Objetivos: Verificar a presença de FR e o estado nutricional dos pacientes da Unidade Coronariana (UCO) de acordo com a hipótese diagnóstica (HD). Materiais e Métodos: Utilizado um protocolo para coleta de gênero, idade, HD conforme descrição médica, presença de FR cardiovasculares (hipertensão arterial (HAS), diabetes mellitus (DM) e dislipidemias (DLP)) e estado nutricional (excesso de peso: IMC>25kg/m2). Os dados são referentes ao ano de 2010. Resultados: Os dados são referentes a 75 pacientes, sendo 57,33% do gênero masculino. A média de idade foi 61 anos, maior para mulheres (62,7 anos; 59,9 anos para homens). Entre os homens, a HD mais prevalente foi DAC (49%), seguida por IC (32,5%) ao contrário das mulheres, para as quais a HD mais prevalente foi IC (40,6%), seguida por DAC (37,5%). Entre os homens, independente da HD, o FR mais prevalente foi a HAS, seguido por DM e DLP. A HAS também foi o FR mais prevalente entre as mulheres, independentemente da HD, e o DM e DLP apresentaram prevalência equivalente. Em ambos os gêneros observou-se grande incidência de excesso de peso, sendo maior entre os homens com DAC (62%) e mulheres com DAC + IC (66%). Conclusão: Apesar da crescente incidência de IC, a DAC foi ainda a maior causa de internação nesta UCO. HAS é o FR mais prevalente em homens e em mulheres independente da HD. A maioria dos pacientes estavam acima do peso ideal. Unitermos: não informado.

IC090 - SUPLEMENTAÇÃO COM VITAMINAS C E E EM INDIVÍDUOS SUBMETIDOS À REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Souza G; Matos A; Moreira V; Andrade K; Vieira M; Ramalho A.

Objetivos: Pacientes submetidos a cirurgias cardíacas são expostos ao estresse oxidativo, o que pode contribuir para piora do prognóstico. As vitaminas C e E são potentes antioxidantes podendo proteger o organismo no período pré e pós-operatório. Logo, o objetivo deste trabalho foi avaliar as concentrações séricas das vitaminas C e E antes e após cirurgia de revascularização do miocárdio. Materiais e Métodos: Os pacientes foram divididos em dois grupos por meio de tabela randomizada: Grupo controle (G1 = 60) e Grupo suplementado (G2=30) que recebeu suplementação diária de 1000mg de vitamina C e 400mg de vitamina E. Foram avaliadas as concentrações séricas de vitamina C e E antes (T0), no 3º (T1) e no 21º dia (T2) após a cirurgia pelo método CLAE-UV. Resultados: Não houve diferença significativa entre os grupos no T0 para ambas as vitaminas. Em G1, observou-se redução significativa das concentrações séricas no T1 tanto de vitamina C (T0=0,43 + 0,37 µmol/L; T1=0,28 + 0,26 µmol/L; p= 0,001) quanto de vitamina E (T0=0,84 + 0,28 µmol/L; T1=0,56 + 0,22 µmol/L; p<0,0001). Esta diminuição não foi observada em G2 para vitamina C (T0=0,34 + 0,21 µmol/L; T1= 0,33+0,26 µmol/L; p=0,28) e para vitamina E (T0=0,76 + 0,22 µmol/L; T1=0,74 + 0,18 µmol/L; p=0,49). Foi observado aumento significativo das concentrações séricas de ambas as vitaminas entre T1 e T2 no G2, tanto para vitamina C (T1=0,33 + 0,26 µmol/L; T2=0,45 + 0,29 µmol/L; p=0,003) quanto para vitamina E (T1=0,74 + 0,18 µmol/L; T2=0,91 + 0,20 µmol/L; p=0,002), não sendo, o mesmo, observado em G1. Conclusão: Tais resultados demonstram que a suplementação foi capaz de prevenir a diminuição das concentrações séricas de vitamina C e E após o procedimento cirúrgico. Este dado apresenta grande importância para a prática clínica por prevenir os malefícios decorrentes do estresse oxidativo pós-cirúrgico, que impacta em pior prognóstico destes pacientes. Unitermos: vitamina C, vitamina E, revascularização do miocárdio.

IC091 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE IDOSOS INTERNADOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Autores: Cabral PC; Ponzi FKAX; Lima GH; Arruda IKG; Maio R; Carvalho MSA.

Objetivos: O envelhecimento provoca alterações que podem refletir em distúrbios nutricionais, uma adequada avaliação do estado nutricional pode reverter este quadro, restabelecendo as funções orgânicas. O objetivo desse estudo foi avaliar o estado nutricional de idosos hospitalizados através de parâmetros antropométricos e da etapa de triagem da mini avaliação nutricional (MAN). Materiais e Métodos: Estudo transversal, composto por 50 idosos, os quais foram avaliados por indicadores antropométricos: peso, altura, altura do joelho, circunferência do braço (CB), circunferência da cintura (CC) e circunferência da panturrilha (CP) e pela MAN- versão simplificada. Para o cálculo do índice de massa corporal (IMC) foi utilizada a classificação proposta por Lipschitz; a CB foi aferida e classificada de acordo com os pontos de corte de Frisancho; o risco cardiovascular foi avaliado pela CC de acordo com critérios da organização mundial de saúde e o percentual de perda de peso (%PP) foi classificado de acordo com Blackburn et al, A versão simplificada do questionário MAN classificou o idoso como, 0-7 indivíduo desnutrido; 8-11 indivíduo sob risco de desnutrição e 12-14 indivíduo eutrófico. Resultados: A amostra foi composta por 50 idosos sendo 25 homens e 25 mulheres, com média de idade de 68,16±6,47. O teste MAN detectou 48% em risco de desnutrição. Ao utilizar o IMC para classificar o estado nutricional foram encontrados 44% com sobrepeso, a CB apontou maior número de desnutridos (40%). A CC encontrou 58% com risco muito elevado para doenças cardiovasculares e 35% apresentaram perda de peso grave. Associação estatisticamente significativa foi observada ao comparar o teste MAN com o IMC e %PP. Conclusão: As alterações que ocorrem com o avançar da idade associada à extrema vulnerabilidade desse grupo etário são motivos para aprofundar investigações sobre intervenções mais especificas e individualizadas na avaliação do idoso, o que reforça a importância do acompanhamento nessa faixa etária pelo profissional nutricionista assegurando um diagnóstico nutricional mais preciso. Unitermos: idoso, avaliação nutricional, antropometria, desnutrição.

IC092 - CONSUMO DE MICRONUTRIENTES EM PACIENTES COM DOENÇA DE ALZHEIMER

Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Guarapuava
Autores: Goes VF; Hack J; Bonini JS.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi avaliar o consumo de micronutrientes em pacientes portadores da Doença de Alzheimer (DA). Materiais e Métodos: O estudo transversal foi conduzido nos meses de agosto a outubro de 2011, com portadores da DA, de acordo com o critério do Ministério da Saúde, registrados no "Programa de Dispensação de Medicamento em casos excepcionais" da saúde pública na cidade de Guarapuava, Paraná. A amostra foi constituída de 30 sujeitos, de ambos os gêneros, com provável DA de acordo com o National Institute of Neurologic and Communicative Disorders and Stroke and the Alzheimer Disease and Related Disorders Association (NINCDS-ADRDA). Visitas domiciliares foram feitas aos pacientes e cuidadores que relataram no recordatório de 24 horas informações sobre os alimentos/bebidas, tipos de preparações e quantidades de cada alimento consumido durante as 24 horas anteriores a entrevista. A análise dos micronutrientes consumidos foi realizada usando o programa Avanutri 4.0 (Avanutri Informática LTDA). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual do Centro-Oeste (protocolo 026/2011). Resultados: Os micronutrientes avaliados foram: Vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B12, C, D, E, e os minerais: cálcio, cobre, iodo, ferro, folato, fósforo, magnésio, manganês, potássio, selênio, sódio e zinco. O folato, cobre e o magnésio foram consumidos de forma inadequada por todos os pacientes. A vitamina D, o cálcio, iodo e o potássio tiveram um percentual de inadequação de 96,6% (n=29), isto é, apenas um paciente teve consumo dentro das recomendações. A vitamina B5 foi consumida de forma inadequada por 93,3% (n=28) dos pacientes. A vitamina B6 teve um percentual de inadequação entre os pacientes de 76,6 (n=23), a vitamina A de 73,3% (n=22) e o manganês de 70% (n=21). A vitamina B3 e a vitamina C foram consumidas de inadequadamente por 63,3% (n=19) dos pacientes. O zinco apresentou percentual de inadequação de 53,3% (n=16) contra 43,3% (n=13) da vitamina B12 e 46,6% (n=14) do selênio. A vitamina B1, B2, E e o fósforo tiveram 26,6% (n=8) de pacientes com consumo inadequado. O ferro e o sódio foram os que apresentaram menor percentual de inadequação dentre os pacientes 16,6% (n=5). Conclusão: Todos os micronutrientes apresentaram percentuais de inadequação, ou seja, nenhum micronutriente foi consumido de forma adequada pelos pacientes portadores da DA. Contudo, o consumo inadequado dos micronutrientes, somado a interações metabólicas causadas pela doença e as medicações consumidas, podem afetar o estado nutricional e de saúde dos pacientes. Unitermos: doença de Alzheimer, micronutrientes, ingestão alimentar, recomendações nutricionais.

IC093 - PREVALÊNCIA DE SÍNDROME METABÓLICA EM PACIENTES COM ESTEATOSE HEPÁTICA

Instituição: FAMERP - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - SP, São José do Rio Preto
Autores: Ferres ACS; Costa CR; Oliveira FRG; França JM; Silva RCMA.

Objetivos: Avaliar a prevalência de SM e de seus componentes em pacientes com esteatose hepática. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal no Ambulatório de Nutrição e Gastroenterologia, com 52 pacientes portadores de esteatose hepática, no período de março a agosto de 2011. Para classificação de SM, foi utilizado o critério do IDF/AHA/NHLBI (2009). Para verificar a presença de resistência a insulina(RI) considerou-se HOMA > 2,5. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da FAMERP. Resultados: 43 pacientes eram do sexo feminino (80,8%), a idade média geral foi de 57 + 10,9 anos. A SM foi encontrada em 41 pacientes (78,8%). O peso e o índice de massa corporal (IMC) foram de 77,2+13,15 kg e 30,7+4,5 kg/m2, respectivamente. A circunferência abdominal média foi de 108,4 + 8,7 cm em homens e 102,3+9,5cm em mulheres, o que demonstra alto risco para doenças cadiovasculares. Quanto ao estado nutricional encontrou-se: 7 eutróficos (13,5%), 14 com sobrepeso (26,9) e 31 obesos (59,6%). Quanto aos componentes da SM, observou-se obesidade abdominal em todos os pacientes (100%), dislipidemia em 31 (60%), HAS em 42 (80,8%) e Diabetes Mellitus em 19 pacientes (36,5%), a RI foi verificada em 60% dos pacientes. Conclusão: a presença de SM e de seus componentes foi alta na casuística estudada e sua prevalência foi maior quando comparada à população geral. Unitermos: síndrome metabólica, esteatose hepática.

IC094 - USO DA TAXA DE BIOTRANSFORMAÇÃO DO RETINOL/ÁCIDO RETINÓICO COMO UM POTENCIAL BIOMARCADOR DE FUNÇÃO EM PACIENTES COM CIRROSE HEPÁTICA

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Peres WAF; Rijo EC; Pereira AF; Gonçalves JCS.

Objetivos: Investigar a viabilidade do uso da taxa de biotransformação do retinol a ácido retinóico, avaliada pela razão entre as concentrações de retinol e ácido retinóico ([Retinol]/[Retinóico]), como biomarcador de dano hepático em paciente com cirrose Child A. Materiais e Métodos: Foi realizada a suplementação com palmitato de retinila em duas doses: 1500 UI e 2500 UI. Após 5 horas de cada suplementação, o valor de [Retinol]/[Retinóico] foi correlacionado com marcadores bioquímicos de lesão hepática,como a alanina aminotransferase - ALT e a aspartato aminotransferase - AST e de função hepática como a bilirrubina total - BT e albumina plasmática. Resultados: No caso da dose de 1500 UI de palmitato de retinila não foi observada relação entre [Retinol]/[Retinóico] e os indicadores de lesão e função hepática.No entanto, com a dose de 2500 UI, o valor de [Retinol]/[Retinóico] demonstrou correlação positiva e significativa entre as concentrações séricas de ALT e AST (p=0,021 e p=0,041, respectivamente) e negativa com a concentração de albumina sérica (p=0,047). As diferenças observadas entre as duas doses administradas estão relacionadas à taxa de biotransformação retinol em retinóico. A Cirrose Child A é o estágio inicial da cirrose hepática, portanto, é provável que os teores enzimáticos oxidativos ainda sejam adequados para a biotransformação em doses de administração baixas (1.500 UI) e, por isso, a dose não foi suficiente para identificar correlação entre a biotransformação avaliada e o dano hepático. No entanto, na dose de 2.500 UI o teor enzimático para biotransformar o retinol em ácido retinóico seguramente foi maior, sugerindo-se a saturação dos sistemas enzimáticos e a menor taxa de biotransformação do retinol a ácido retinóico. Conclusão: O valor [Retinol]/[Retinóico] avaliado 5 horas após a administração de uma dose de 2500 UI de palmitato de retinila, apresentou-se como biomarcador de dano hepático potencialmente útil para caracterizar os estágios iniciais da doença hepática. Unitermos: retinol, ácido retinóico, cirrose hepática, biotransformação.

IC095 - PREVALÊNCIA DE DESORDENS METABÓLICAS EM PACIENTES SUBMETIDOS AO TRANSPLANTE HEPÁTICO

Instituição: Programa de Pós-Graduação em Saúde do Adulto, Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte
Autores: Anastácio LRA; Diniz KGDD; Ribeiro HSR; Lima ASL; Correia MITDC; Vilela EGV.

Objetivos: Desordens metabólicas têm sido amplamente descritas em pacientes submetidos ao transplante de fígado (TxH). A utilização de medicamentos imunossupressores tem sido implicada nessas estatísticas. No entanto, existem poucos dados sobre sua prevalência e fatores de risco em pacientes receptores hepáticos em longo prazo. Materiais e Métodos: Pacientes submetidos a TxH foram avaliados quanto à presença de diabetes mellitus (DM), hipertensão arterial (HA), obesidade, dislipidemias - HDL reduzido e triglicérides elevados (TG) - e síndrome metabólica (SM) no momento do TxH, em 2008 e quatro anos depois, 2012. Variáveis demográficas, socioeconômicas, clínicas, de composição corporal/antropométricas e de estilo de vida foram coletadas. Os testes de Mc Nemar e análise de regressão logística multivariada (SPSS versão 17.0) foram realizados (nível de significância adotado: 5%). Resultados: Foram avaliados 70 pacientes (sexo masculino: 54,3%; idade: 45±14 anos no TxH, mediana de tempo de TxH: 3 anos em 2008, variando de 0 a 13 anos, e 7 anos em 2012, variando de 3 a 17 anos). A prevalência das desordens metabólicas estudadas foram, no momento do TxH, em 2008 e em 2012, respectivamente: para DM: 6,3%, 18,6% e 37,1%; para HA: 26,6%, 37,1% e 33,3%; para obesidade: 12,9%, 22,9% e 21,4%. Baixos níveis de HDL foram observados em 51,7% dos indivíduos avaliados em 2008 e em 37,1% em 2012. Níveis elevados de TG foram descritos em 33,3% dos pacientes em 2008 e em 28,5% em 2012. A prevalência de SM nesses pacientes foi de 52,3% em 2008 e de 55% em 2012. A prevalência de DM aumentou significativamente ao longo dos anos, ao contrário das outras doenças. Os fatores independentemente associados (p<0,05) às desordens estudadas foram: maior idade (para DM, HA e HDL reduzido), maior escolaridade (para obesidade e HDL reduzido), sobrepeso do doador (para obesidade), história familiar de doença cardiovascular (para obesidade) e maior circunferência da cintura (para TG elevados). Conclusão: Os distúrbios metabólicos são muito prevalentes após TxH e a incidência de diabetes cresceu significativamente ao longo dos anos. Unitermos: transplante hepático, diabetes mellitus, hipertensão arterial, obesidade, síndrome metabólica.

IC096 - BALANÇO ENERGÉTICO NEGATIVO E INADEQUAÇÃO ALIMENTAR EM PACIENTES EM LISTA DE ESPERA PARA TRANSPLANTE HEPÁTICO

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais
Autores: Martins AIF; Cunha CE; Ferreira LG; Lima AS; Correia MITD.

Objetivos: Pacientes com doença hepática avançada possuem grande impacto nutricional e ingestão alimentar alterada. O objetivo deste estudo foi avaliar o balanço energético de pacientes em lista de espera para transplante hepático (TH), pela análise do gasto energético total (GET), e da ingestão alimentar, analisando a adequação de nutrientes e os fatores associados ao mesmo. Materiais e Métodos: Trata-se de estudo transversal com pacientes aguardando TH. O GET foi calculado pela medida do gasto energético de repouso (GER), obtido por calorimetria indireta e cálculo do fator atividade física. A ingestão alimentar foi quantificada por meio de registro alimentar de três dias, com cálculo da ingestão de calorias; proteínas; carboidratos; lipídeos totais; ácidos graxos saturados e insaturados, colesterol, fibras, ferro, cálcio, sódio, potássio, fósforo e vitaminas A, E, D, C, B1, B2, B6, B5, B12, Niacina e Folato. Utilizou-se a recomendação da ESPEN para calorias (35Kcal/kg peso seco) e proteínas (1,2 g/kg peso seco) e valores recomendados pelas DRIs para os demais nutrientes. O balanço energético foi obtido subtraindo o valor calórico ingerido pelo GET. Também foram coletados dados socioeconômicos. O teste de qui-quadrado foi utilizado para verificar associações entre balanço energético e inadequação alimentar, com p<0,05 para significância estatística (SPSS, 16.0). Resultados: Foram avaliados 49 pacientes (50 (28-66) anos e 77,6% sexo masculino). Os pacientes tiveram GER de 1.548,96 kcal ± 437,47 kcal e fator atividade física de 1,43 (1-2). O GET foi de 2.185,33 ± 614,17 kcal e o consumo calórico de 1562,04±881,33 kcal, sendo que 81,6% dos pacientes tiveram balanço energético negativo (BEN). Nenhuma variável socioeconômica avaliada foi associada ao BEN: sexo, idade, estado civil, escolaridade e renda (p>0,05). A quantidade de calorias ingeridas foi de 19,5 kcal/kg e, 94,9% dos pacientes ingeriam abaixo da recomendação. A inadequação energética/kg foi estatisticamente associada ao sexo masculino (p=0,007; OR:5,22). A média de ingestão proteica foi 0,97 g/kg, e 75,5% dos pacientes ingeriram abaixo da recomendação. Em relação aos demais nutrientes, houve percentual de inadequação acima de 90% para fibras (98%), cálcio (98%), folato (95,9%), potássio (100%), e vitamina D (91,8%). A associação do BEN com a ingestão alimentar foi significativa com a inadequação de vitamina B5 (88,6%), B3 (100%), B2 (96,5%), folato (85,1%), colesterol (44,4%) e proteína (91,9%) (p<0,05). Conclusão: O balanço energético negativo foi prevalente em pacientes em lista de espera para TH, associado ao baixo consumo energético e alta inadequação de nutrientes. Unitermos: transplante hepático, balanço energético, ingestão alimentar, gasto energético.

IC097 - AVALIAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA EM CONDIÇÕES PRÉ-CIRÚRGICAS

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis
Autores: Fernandes R; Cunha RSG; Hillesheim E; Trindade EBSM.

Objetivos: Avaliar marcadores inflamatórios (Proteína C-Reativa, Alfa-1-Glicoproteína Ácida e Albumina) e suas relações (Proteína C-Reativa/Albumina e Alfa-1-Glicoproteína Ácida/Albumina) em pacientes no pré-operatório de cirurgias de alta complexidade: cirurgia bariátrica, cirurgia de cabeça e pescoço e cirurgia vascular. Materiais e Métodos: O estudo caracteriza-se como transversal e foi realizado em pacientes adultos pré-cirúrgicos portadores de obesidade (Grupo G1), tumores malignos de cabeça e pescoço e da glândula tireoide (Grupo G2) ou doença vascular periférica (Grupo G3) internados no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina, no período de agosto a novembro de 2011. As amostras de sangue foram coletadas antes da cirurgia, nas primeiras 48h de internação, após jejum noturno de 8 a 12 horas. Variáveis laboratoriais incluíram a dosagem da Proteína C-Reativa (PCR), Alfa-1-Glicoproteína Ácida (a1-GA) e Albumina (ALB). Variáveis clínicas incluíram a presença de complicações pós-operatórias. O risco de complicações foi determinado através da interpretação da relação PCR/ALB, segundo a classificação proposta por Correa et al. (2002): sem risco = <0,4; baixo risco = 0,4-1,2; médio risco = 1,2-2,0; alto risco = >2,0. Em todos os testes foi adotada a significância p<0,05. Resultados: Com relação ao risco de complicações, os grupos G1 e G3 encontravam-se em alto risco, enquanto o grupo G2 encontrava-se em baixo risco. Todos os pacientes que apresentaram complicações pós-operatórias pertenciam aos grupos com alto risco. Os grupos G1 e G2 não apresentaram diferenças significativas nos valores da ALB (p=0,591) e da a1-GA (p=0,057)). No entanto, os valores do grupo G3 foram menores que os grupos G1 (p<0,001) e G2 (p=0,004) para ALB e maiores que os grupos G1 (p=0,041) e G2 (p=0,012) para a1-GA. Não houve diferença significativa nos resultados da PCR entre os grupos G1 e G3 (p=0,503). Contudo, os valores do grupo G2 foram menores que o grupo G1 (p=0,005) e G3 (p=0,018). O mesmo ocorreu para os resultados da relação PCR/ALB, sem diferença entre os grupos G1 e G3 (p=0,321) e menores valores do grupo G2 em relação aos grupos G1 (p=0,011) e G3 (p=0,004). Os resultados da a1-GA/ALB foram significativamente diferentes entre os grupos G1 e G2 (p=0,017), G1 e G3 (p=0,007) e G2 e G3 (p=0,004) em ordem crescente para G2, G1 e G3. Conclusão: Pode-se inferir que os marcadores avaliados (PCR, á1-GA e ALB) mostraram-se parâmetros importantes na avaliação da RFA, apresentando diferenças significativas entre os grupos, em particular a relação PCR/ALB, sendo um complemento útil na avaliação do risco de complicações. Dessa forma, torna-se importante o seu emprego na prática clínica, auxiliando a equipe de saúde na determinação dos riscos. Unitermos: marcadores biológicos, inflamação, resposta de fase aguda, proteínas de fase aguda.

IC098 - ASSOCIAÇÃO ENTRE ESTÁGIO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA E PRESENÇA DE SÍNDROME METABÓLICA

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Santos MMO; Silva ABA; Costa AF.

Objetivos: Verificar a associação entre os estágios da doença renal e a presença de síndrome metabólica em pacientes renais em tratamento conservador atendidos em ambulatório particular de nutrição. Materiais e Métodos: Estudo transversal retrospectivo coletado de Agosto de 2008 à Junho de 2011, de pacientes com DRC em tratamento conservador, atendidos em ambulatório particular de nutrição. Foram utilizados os parâmetros: sexo, idade, índice de massa corporal (IMC), CC, HAS, glicemia, TG, HDL-c. Para classificação da SM foi utilizado o critério do NCEP ATP III, quando da presença de três ou mais fatores de risco. A DRC foi classificada em estágios de acordo com a taxa de filtração glomerular (TFG): estágio 1 TFG>90, estágio 2 TFG entre 60 e 89, estágio 3 TFG entre 30 e 59, estágio 4 TFG entre 15 e 29 e estágio 5 TFG<15. As análises estatísticas foram realizadas através do software SPSS versão 17, onde as variáveis contínuas foram descritas como média e as variáveis categóricas, como proporção (%). O teste de Kolgomorov-Smirnov foi utilizado para verificar o tipo de distribuição. As variáveis categóricas foram testadas através do teste do Qui-quadrado. O nível de significância estatística foi p<0,05. Resultados: A amostra é composta por 44 pacientes com DRC em tratamento conservador, sendo a maioria do sexo masculino (n=29). A média de idade dos pacientes foi de 65,64 ± 13,99 anos. A SM está presente em 54,5% da amostra (n=24). Quando comparado à presença de SM para cada fator de risco, verificou-se significância estatística para os diabéticos e pacientes com hipertrigliceridemia. Na associação entre o estágio da doença renal e a SM, verificou-se que os estágios 3 e 4 da DRC são os que apresentam maior proporção de pacientes com SM, porém sem significância estatística. Conclusão: Na amostra estudada, verificou-se uma maior prevalência da presença de SM em estágios mais avançados da DRC, porém sem significância estatística. Este achado vem corroborar a importância da prevenção de SM em pacientes com DRC através de intervenção nutricional para prevenir eventos cardiovasculares nesta população. Unitermos: doença renal crônica, taxa de filtração glomerular, síndrome metabólica.

IC099 - CONCENTRAÇÕES DIETÉTICAS DE MINERAIS ANTIOXIDANTES (COBRE E ZINCO) E RESISTÊNCIA À INSULINA EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2

Instituição: Universidade Federal do Piauí, Teresina
Autores: Lima EV; Beserra BTS; Oliveira ARS; Feitosa MM; Marreiro DN.

Objetivos: Avaliar as concentrações dietéticas de minerais antioxidantes (cobre e zinco) e a resistência à insulina em pacientes diabéticos tipo 2. Materiais e Métodos: Estudo transversal, caso-controle, envolvendo 150 indivíduos, com idade entre 20 e 59 anos, de ambos os sexos, sendo distribuídos em dois grupos: grupo caso (diabético tipo 2, n=75) e grupo controle (saudáveis, n=75). Foram avaliados o índice de massa corpórea, a ingestão de zinco e cobre e parâmetros do controle glicêmico. A ingestão dos minerais foi obtida por meio de registro alimentar de três dias, utilizando o software Nutwin, versão 1.5. As concentrações plasmáticas de glicose e hemoglobina glicada foram determinadas pelo método colorimétrico-enzimático e cromatografia de troca iônica, respectivamente. A determinação de insulina sérica foi realizada segundo o método de quimioluminescência. A determinação da resistência à insulina foi realizada por meio do cálculo de HOMA ir. Resultados: Os valores médios do índice de massa corpórea dos pacientes diabéticos e do grupo controle foram 28,51±6,70 kg/m² e 26,50±5,14 kg/m² (p>0,05). Neste estudo, não houve diferença estatística significativa na ingestão de zinco e cobre (p>0,05). A análise de correlação entre minerais antioxidantes e o HOMAir não mostrou resultado significativo entre os pacientes diabéticos (p>0,05). Conclusão: Os pacientes diabéticos avaliados neste estudo possuem ingestão adequada de zinco e cobre. Além disso, a análise de correlação sugere que os minerais antioxidantes não exerce influência sobre o índice de resistência à insulina HOMA ir. Unitermos: minerais antioxidantes, resistência à insulina, diabetes mellitus.

IC100 - EFETIVIDADE DA INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM CURTO E LONGO PRAZO DE PACIENTES COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Rodrigues AMS; Flanklin AMT; Martins LB; Cândido AL; Santos LC; Ferreira AVM.

Objetivos: Avaliar a efetividade da intervenção nutricional em curto e longo prazo sobre o estado nutricional e consumo alimentar de portadoras de SOP em uso ou não de metformina. Materiais e Métodos: Estudo de intervenção nutricional não controlado, com duração de seis meses, realizado com mulheres portadoras de SOP. As pacientes receberam plano alimentar hipocalórico (déficit 500 a 700 kcal/dia) e orientações nutricionais individualizadas. Coletaram-se dados antropométricos, alimentares por meio da ingestão de energia, nutrientes e índice de qualidade da dieta revisado (IQD-R), informações referentes à realização de atividade física e utilização da metformina. Resultados: Iniciaram o estudo 70 mulheres, com 30,8 ± 5,6 anos, sendo 42,9% portadoras de doença ou agravo não transmissível, 95,5% apresentavam excesso de peso, 91,3% e 89,9% risco de complicações metabólicas e de doença cardiovascular avaliados por meio da circunferência da cintura (CC) e relação cintura/ quadril (RCE), respectivamente. Consumo excessivo de calorias foi observado em 35,3%. Quinze mulheres finalizaram a intervenção nutricional (180 dias), sendo essas significantes mais velhas (33,9±5,40 vs. 30,0±5,45 anos; p=0,017). As demais características foram similares (p>0,05). Uso de metformina, 1500mg/dia, foi relatado por 40% da amostra. Ocorreu redução dos parâmetros antropométricos em curto (30 dias) e longo prazo (180 dias) após a intervenção nutricional, com diminuição de 6,44±4,59% do peso, 4,09±4,15% da CC e 3,57±4,34% da RCE ao término do estudo. Verificou-se melhora do escore total do IQD-R (71,82±9,61 vs. 55,15±8,88) em longo prazo. Redução do peso foi significativamente maior no grupo em tratamento com metformina (-10,25±2,39% vs. -3,90±3,89%; p=0,004). Conclusão: A intervenção nutricional, pautada em restrição calórica e orientações nutricionais individualizadas, foi efetiva em promover incremento da qualidade da dieta e melhoria dos parâmetros antropométricos, em curto e longo prazo, sendo a redução do peso potencializada com o uso de metformina. Unitermos: peso, metformina, restrição calórica, síndrome dos ovários policísticos.

IC101 - FATORES DE RISCO PARA READMISSÃO HOSPITALAR OU ÓBITO EM 30 DIAS EM UM HOSPITAL ESPECIALIZADO EM TRATAMENTO DO CÂNCER

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), São Paulo
Autores: Fraile ACA; Ozorio GA; Ribeiro LMK; Almeida-Alves MMF; Cardenas TC; Lima SCTC.

Objetivos: A readmissão hospitalar é um fator importante para avaliar custos e qualidade da atenção à saúde prestada. Os pacientes oncológicos estão entre os mais suscetíveis à readmissão. Assim, o objetivo do estudo foi verificar fatores de risco para readmissão hospitalar ou óbito em 30 dias no Centro Atendimento de Intercorrências Oncológicas (CAIO) do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Materiais e Métodos: Os dados foram coletados (de forma retrospectiva) entre outubro e novembro/2011 pela consulta ao prontuário eletrônico do paciente: idade, peso, estatura, índice de massa corporal (IMC), diagnóstico oncológico, tipo de tratamento, comorbidades, Triagem Nutricional (TN) e Avaliação Subjetiva Global (ASG). Foi realizada análise dos pacientes admitidos no CAIO em julho/2011. Para pacientes com mais de uma admissão no mês, utilizou-se a última internação para obtenção dos dados. Dos 831 pacientes atendidos, 123 foram a óbito, sendo excluídos. Dos 708 restantes, 38,3% foram atendidos pelo Serviço de Nutrição e Dietética, portanto, 271 pacientes, que foram utilizados para análise neste estudo. Os desfechos "readmissão hospitalar" (retorno em critério de emergência ou não programado) ou "óbito" foram avaliados no período de 30 dias após alta. Para a realização da TN e avaliação do estado nutricional, utilizou-se NRS-2002 (Kondrup et al., 2003) e ASG (Detsky, 1987), respectivamente. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 59,3 (desvio 15,6) e 54,2% eram do sexo masculino. Cerca de 83% estava em tratamento quimio e/ou radioterápico e 17% em cuidados paliativos. Observou-se que 36,1% dos pacientes reinternaram e 6,2% foram a óbito em até 30 dias da alta. Pacientes com câncer gástrico apresentaram maior porcentagem de readmissão hospitalar e óbito (27,5% e 47,0%, respectivamente). Quando analisados em relação às comorbidades, identificou-se que os pacientes com hipertensão (35,7%) e diabetes (15,3%) foram readmitidos em maior proporção. Os pacientes com metástase tiveram 36,7% de readmissão e 30,6% destes foram à óbito. Em relação ao resultado da triagem, 211 pacientes (77,9% da amostra) apresentavam risco nutricional. Dos pacientes em risco, 31,7% eram nutridos, 58,8% eram desnutridos moderados e 9,5% desnutridos grave. Dentre os pacientes desnutridos, 66,6% reinternaram e 88,2% foram a óbito. E entre os nutridos, 20,4% foram readmitidos e nenhum foi a óbito. Conclusão: Tanto para readmissão como óbito, mais da metade da amostra apresentava desnutrição. O câncer gástrico apresentou maior índice de readmissão e óbito. Pacientes com metástase tiveram maior prevalência de óbito se comparado a população geral. A identificação dos casos suscetíveis à readmissão e óbito é importante para indicação de terapia nutricional, planejamento de alta e economia de recursos. Unitermos: câncer, readmissão hospitalar, triagem nutricional, avaliação nutricional, desnutrição.