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Editorial
Uso Racional da Terapia Oncológica
Franklin Fernandes Pimentel
Editor Científico
RBM Dez 13 V 70 Terapia Oncológica 1

Indexado LILACS LLXP: S0034-72642013012200001

Previsões catastróficas de falta dos recursos naturais mais básicos (como a água), preservação do meio ambiente tratada pelos governos com caráter emergencial (apesar de aplicada ainda a passos lentos) e sustentabilidade, agora mais do que uma palavra, tornou-se um chamado para a reflexão sobre o mundo atual e uma proposta gritante para que façamos diferente, tudo aquilo que já vínhamos fazendo.

E é neste contexto atual que a Oncologia brasileira se insere. Cada vez mais valorizada e reconhecida. E reconhecida por muitos: tem o respeito irrestrito de cada cidadão brasileiro, tem a valorização dos políticos que reconhecem a necessidade de expansão do acesso ao tratamento oncológico de qualidade e tem o reconhecimento mundial, através de inúmeras parcerias em estudos clínicos e das certificações internacionais que muitos dos nossos centros oncológicos atualmente possuem.

Apesar de parecer que a Oncologia brasileira tem todos os motivos para relaxar um pouco e aproveitar os frutos bem plantados e cultivados, isso realmente não ocorre. Passando da teoria à realidade, o que deparamos constantemente entre os profissionais são três preocupações muito peculiares da especialidade: 1- os custos crescentes da terapia oncológica, que cada vez mais envolve medicamentos biológicos, terapias-alvo ou novos quimioterápicos; 2- a constante queda de braço com as fontes pagadoras, que sempre tentam (e tentarão!) reduzir seus gastos; e, finalmente, 3- a perspectiva de escassez de alguns quimioterápicos, que ao se consolidarem e terem os preços reduzidos pela competição apresentam margem de lucro reduzida (e alguns casos podem resultar em prejuízo), motivando uma menor oferta e o risco da temida falta.

A necessidade de aproveitarmos melhor as Terapias Oncológicas, seja pensando na farmacoeconomia, seja pensando na redução da escassez, motivou a criação desse suplemento da RBM, focado na análise de alguns quimioterápicos. A análise da estabilidade das formas concentradas, refletindo o uso multidose praticado pelas clínicas, ou das preparações diluídas, possibilitando que sejam administrados esquemas com infusões contínuas de longa duração ou mesmo a otimização do trabalho do farmacêutico e do enfermeiro, que conseguem ter uma maior margem de manobra no dia-a-dia, como, por exemplo, em casos que o paciente apresente reações e a infusão tenha de ser temporariamente interrompida ou ter sua velocidade reduzida.

Esperamos, com este suplemento, entrar em consonância com a corrente filosófica da Oncologia brasileira, que batalhou muito para chegar onde está, mas ao mesmo tempo sabe que o caminho a percorrer é longo, sinuoso e só pode ser trilhado se houver 1- sintonia entre os profissionais envolvidos; 2- capacitação constante; e 3- foco no paciente como ponto central, motivando e justificando todos os esforços.