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Editorial
Apresentação da RBM Especial GO
Nilson Roberto de Melo
Editor
RBM Set 12 V 69 Especial GO 1

Neste número teremos artigos muito interessantes e úteis para a prática diária do tocoginecologista, permitindo aos profissionais atualização sobre temas tão importantes e que muitas vezes podem causar mudança até na forma de abordagem clínica e terapêutica das pacientes.

O Dr. Rogério Bonassi Machado abordou o tema “Contracepção hormonal oral em regime estendido/contínuo” e mostrou que esta forma de anticoncepção pode melhorar sintomas relacionados à menstruação, além de poder proporcionar maior conforto a mulher moderna de poder optar por não menstruar e evidencia que, apesar disso, não dá para garantir às mulheres que ficarão obrigatoriamente em amenorreia. Menciona que maior número de médicos tem aderido a esta forma prescritiva e que não apresenta aumento nos efeitos colaterais, riscos e complicações em relação ao sistema habitual de pausa na ingestão do anticoncepcional.

O artigo “Endometriose: atualização” foi escrito pela Dra. Paula Zulian Fagundes e cols., que fizeram revisão sobre esta doença, mostrando sua frequência, redução na qualidade de vida das mulheres em decorrência do quadro de dor relacionado ou não a menstruação, além de proporcionar aumento na infertilidade e que o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico e que o tocoginecologista deve estar atento e pensar nessa entidade posológica em mulheres com dor pélvica, com o intuito de fazer o diagnóstico o mais precoce possível.
O Dr. Hugo Maia Jr. e cols. escreveram o tema “Papel da aromatase e da inflamação endometrial no sangramento uterino anormal” e evidenciaram que essa enzima em nível endometrial é fator de risco para doenças, visto que a produção local de estrogênio pode estimular a inflamação, a produção de prostaglandinas e o sangramento uterino anormal e aparecimento de enfermidades estrogênio dependentes, enquanto a progesterona e seus derivados são hormônios anti-inflamatórios, que são importantes em evitar as ações do estrogênio em nível endometrial e evitar as doenças consequentes deste hormônio.

Outro artigo da mais alta relevância foi “Contracepção hormonal e sexualidade”, escrito pelo Dr. Rodolfo Strufaldi e cols., que mostraram que é um tópico complexo, em que o efeito desse medicamento sobre os diferentes parâmetros da função sexual feminina não é unidirecional, além de ser difícil diferenciar o que é efeito do anticoncepcional, do causado pela esfera emocional e que a sexualidade feminina apresenta múltiplas influências, sendo o contraceptivo hormonal apenas um dos componentes.

Desejo a todos boa leitura!

Nilson Roberto de Melo