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No Consultório
Seja bem-sucedido no trabalho - Arquitetura de A a Z
Adriana Costa
Jornalista
Fotos: shutterstock/divulgação C+A

Revista Equilíbrio & Vida - Nov 11 N 1

Saiba o que levar em conta na hora de montar um local de atendimento funcional e agradável aos pacientes


A escolha de um espaço para a montagem de um consultório médico envolve questões que, na maioria das vezes, exigem a ajuda de um especialista.

Há várias decisões a serem tomadas nesse momento, desde a definição do ponto até a pintura das paredes. A revista Equilíbrio & Vida entrevistou a diretora de Projetos da C+A Arquitetura e Interiores, Ana Paula Naffah Perez, que desenvolve planos específicos para consultórios médicos.

Confira, agora, as principais orientações da especialista.

Escolha do ponto
O que se deve levar em consideração, primeiramente, é se a área escolhida é suficiente para acomodar as demandas do cliente e se existem condições de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, pois as unidades de saúde devem prever essa exigência. No geral, um bom ponto é aquele localizado em uma área da cidade que tenha facilidade para condução dos usuários. Dê preferência aos lugares com estacionamento próprio e próximos às estações de trem, metrô ou ônibus.

Tamanho do consultório

O Ministério da Saúde tem uma norma nacional que define os parâmetros para projetos de estabelecimentos de saúde no País. É a norma RDC no 50, de fevereiro de 2002, que determina áreas, dimensões mínimas de compartimentos, apoios e instalações exigidos quando se projeta um espaço voltado à saúde. A sala de espera, por exemplo, deve ser dimensionada com base na quantidade de salas de atendimento previstas. Em uma unidade com dois consultórios é necessário ter, no mínimo, quantidade de assentos que possam acomodar o total de pessoas para a consulta de dois horários e levar em consideração que o paciente sempre estará com, pelo menos, um acompanhante.

Espaços necessários

Para uma unidade padrão, com
apenas um consultório, é necessário ter um projeto com sala de espera, recepção, sanitário para ambos os sexos, consultório, depósito de material de limpeza e uma pequena copa. Em cada especialidade há um programa mínimo de necessidades que deve ser seguido.

Na ginecologia, por exemplo, a RDC no 50 determina um sanitário anexo à sala de consulta.

Tipos de materiais

Os materiais devem possuir resistência, facilidade de assepsia e não ter um número grande de juntas, para evitar a proliferação de bactérias e fungos. Existe, hoje, no mercado, uma infinidade de produtos apropriados à área da saúde, desde pisos até metais sanitários, todos executados de acordo com as especificações do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A RDC no 50 determina parâmetros básicos para especificação de materiais de revestimentos e demais itens que compõem o espaço de saúde.

Acesso à tecnologia
Mesmo que no momento inicial o médico não use uma determinada tecnologia, é recomendável que instale os cabos e a infraestrutura mínima para que, no futuro, possa aderir aos recursos tecnológicos sem prejudicar o funcionamento da clínica.

Clínicas pequenas também podem ter projeto adaptado


A C+A Arquitetura e Interiores fornece um exemplo de consultório ginecológico num espaço de 30 m². A sala do médico ficou com 10 m², onde foram acomodadas uma mesa, duas cadeiras e a maca para realização de exames. Um banheiro privativo completa o consultório, além de outra sala exclusiva para acompanhamento dos tratamentos e realização de procedimentos.

Na sala de espera, o espaço da secretária ficou pequeno, por isso a opção foi utilizar detalhes de marcenaria para deixá-lo o mais funcional possível. Uma bancada revestida de vidro branco faz a separação entre o local de trabalho da recepcionista e o espaço de espera das pacientes.

Um suporte para a oferta de água e café aos pacientes foi acoplado ao painel. As cores neutras e a iluminação indireta foram escolhidas para propiciar um ambiente aconchegante.

Climatização

A RDC no 50 determina parâmetros mínimos para refrigeração em ambientes de saúde e existe uma norma específica, do Ministério da Saúde, para esse assunto. A depender da utilização do espaço, e da especialidade atendida, é importante a contratação de um profissional específico que possa executar um projeto de ar-condicionado condizente com essas determinações.

Acessibilidade

A norma NBR 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), determina os parâmetros de acessibilidade.

Nela, são especificadas as dimensões das portas do consultório e como deve ser o projeto dos sanitários. É importante, ainda, evitar desníveis que impedem o portador de necessidades especiais de utilizar o espaço.