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Destaque do Setor
Ginecologistas continuam protestos por melhores condições de trabalho
Adriana Costa
Jornalista
Revista Equilíbrio & Vida - Nov 11 N 1

Apesar da falta de resultados concretos até o momento, há uma grande reflexão na categoria sobre a valorização geral dos médicos no Brasil.

A busca pela valorização do médico ginecologista e obstetra levou a categoria a paralisar as atividades no Estado de São Paulo durante três dias. De 1 a 3 de setembro, cerca de 6 mil médicos dessa especialidade suspenderam o atendimento a clientes de todos os planos e seguros de saúde.

O principal motivo do protesto foi a tabela de honorários praticados no sistema de saúde suplementar. Atualmente, uma consulta remunera o médico em valores que variam de R$ 25 a R$ 45. “A maioria dos planos paga, praticamente, 1/3 do valor que consideramos ideal, que é de R$ 80 por consulta”, explica a coordenadora do Movimento de Honorários Médicos e Valorização Profissional da Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Sogesp), Dra. Maria Rita de Souza Mesquita. “Há uma grande defasagem entre o que a Sogesp propõe e o que é pago atualmente, e tal distância se deve única e exclusivamente à falta de atualização dos honorários do ginecologista e obstetra por parte das operadoras ao longo dos anos”, completa.

Outras reivindicações dos ginecologistas e obstetras são: adoção da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) 2010 para todos os procedimentos; fixação de um critério de reajuste anual nos contratos com os credenciados; e remuneração das quatro consultas necessárias no último mês gestacional, independentemente de justificativas. Atualmente, as operadoras de planos de saúde limitam o atendimento a uma consulta a cada 30 dias, mesmo nos casos de gestantes, que, no último mês de gravidez, precisam ser atendidas uma vez por semana. “Queremos o diálogo, a busca de soluções harmônicas, que contemplem todos os agentes do setor, mas não abrimos mão de exigir uma dívida histórica que os planos e seguros de saúde têm com a ginecologia e obstetrícia”, destaca o presidente da Sogesp, Dr. Cesar Eduardo Fernandes.

Após essa paralisação, a Comissão de Valorização Profissional e Honorários Médicos da Sogesp já se reuniu para definir novos procedimentos e ações em busca de melhoria dos honorários da especialidade no que diz respeito à saúde suplementar. “Nossa intenção é manter uma linha de ações para o próximo biênio. Não vamos fechar nada que deixe de atender aos nossos objetivos”, garante a Dra. Maria Rita.

Movimento Nacional
Apesar de a paralisação ter se concentrado no Estado de São Paulo, ginecologistas e obstetras de outros Estados, bem como outras especialidades médicas, começaram a reivindicar direitos similares. Otorrinolaringologistas, pediatras, cardiologistas e cirurgiões plásticos foram algumas das classes que também já realizaram suas paralisações, por três dias, no atendimento a parte dos planos e seguros de saúde.

Radiografia do setor

- O Brasil tem 347 mil médicos em atividade, registrados no Conselho Federal de Medicina.

- Aproximadamente, 160 mil deles atuam na saúde suplementar, atendem usuários de planos e de seguros-saúde.

- 46,6 milhões (24% da população) é o número de usuários de planos de assistência médica no Brasil (dez/2010).

- Cerca de 80% dos usuários de planos de assistência médica estão em planos coletivos (quase 33 milhões de pessoas). O restante, 25%, tem plano individual ou familiar.

- Por ano, os médicos realizam, por meio dos planos de saúde, em torno de 223 milhões de consultas e acompanham 4,8 milhões de internações.

- Os médicos atendem, em média, em seus consultórios, oito planos ou seguros-saúde.

- Cada usuário de plano de saúde vai ao médico (consulta), em média, cinco vezes por ano.

- 80% das consultas, em um mês típico de consultório médico, são realizadas por meio de planos de saúde. As consultas particulares representam, em média, 20% do trabalho médico em consultório.

- Nos últimos 12 anos, os índices de inflação acumulados chegaram a 120%. Em paralelo, os aumentos nos preços dos planos somaram 150%, enquanto os honorários médicos não atingiram reajustes de 50% no período.

Fonte: AMB