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Breve Revisão
Síndrome da boca ardente
Burning mouth syndrome


Lorivaldo Minelli
Professor associado-doutor da Disciplina de Dermatologia do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Sérgio Miziara Borges
Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Luciana de Abreu
Faculdade Evangélica do Paraná (Fepar).
Endereço para correspondência: Prof. dr. Lorivaldo Minelli - Rua Edith Sabóia Franco, 329 (Vale da Araucárias) - CEP 86047-680 - Londrina - PR - E-mail: minelli.dermato@sercomtel.com.br

Recebido para publicação em 08/2007. Aceito em 02/2008.
® Copyright Moreira Jr. Editora. Todos os direitos reservados.

RBM Set 08 V 65 Edição Suplementar 2

Indexado LILACS LLXP: S0034-72642008016900004

Unitermos: síndrome da boca ardente, mucosa oral, pós-menopausa.
Unterms: burning mouth syndrome, oral mucosa, postmenopausa.

Numeração de páginas na revista impressa: 23 à 26

Resumo


A síndrome da boca ardente (SBA) se caracteriza, essencialmente, por sintoma de queimação na mucosa oral, não se evidenciando achados clínicos ou laboratoriais que justifiquem tal sensação. As mulheres menopausadas representam a maioria dos indivíduos queixosos, especulando-se, a partir disso, a influência de fatores hormonais. Depressão, ansiedade, diabetes, deficiência nutricional são fatores que parecem estar ligados a SBA, justificando-se o uso de antidepressivos, benzodiazepínicos e o controle de causas-base que atualmente trazem os melhores resultados no alívio dos sintomas.

Introdução

A síndrome da boca ardente (SBA) ou estomatodínia são denominações para descrever sintomas de dor e queimação na presença de mucosa oral de aspecto normal(1). Motivados pelo fato de as queixas não terem uma explicação visível, os pacientes acabam indo de um profissional a outro sem resultados satisfatórios(2). Denomina-se glossodínia quando a sintomatologia é exclusiva na língua(1). Afeta principalmente mulheres de meia-idade ou idosas durante mudanças hormonais ou distúrbios psicológicos(1). Excepcionalmente é observada em estados carenciais ou no diabetes. Alguns alimentos, próteses mal-ajustadas, má higiene e infecções podem atuar como fatores agravantes(3).

Há uma forte predileção feminina, sendo a maioria pacientes que iniciam os sintomas após a menopausa com aproximadamente 50 anos de idade(4,5).

Manifestações clínicas

A dor se inicia espontaneamente, sem causas deflagradoras identificáveis, na maioria dos pacientes com SBA(2). Cerca de um terço dos pacientes associa o início dos sintomas a um procedimento odontológico, doença recente ou uso de medicação, incluindo antibioticoterapia(2). Entretanto, uma vez iniciado o sintoma ele tende a persistir por vários anos(6).

A sensação de queimação-ardência ocorre em mais de um local(7), geralmente é bilateral e é aliviada após a alimentação e a ingestão de líquidos(8). Diferentemente, o desconforto oral, associado com lesões inflamatórias, é agravado pela alimentação(9). A ponta da língua é o local mais doloroso (71%), seguido pelos lábios (50%), os bordos laterais da língua (46%), o dorso da língua (46%) e palato (46%)(10). A pele facial geralmente não é afetada(2). Não há relação entre os sítios orais afetados, o curso da doença e a resposta ao tratamento(2). Pacientes se queixam da interferência da dor na qualidade de seu sono(2). Talvez devido a esses distúrbios de sono, a dor contínua, ou ambos, pacientes com queimação oral geralmente apresentam mudanças de comportamento, incluindo, irritabilidade, ansiedade e depressão(11). Estudos tornam tal idéia mais provável ao relatar que a dor é moderada a severa, sendo semelhante em intensidade à dor de dente(12).

Lamb et al.(13) classificaram os pacientes em grupos, de acordo com a variação dos sintomas:

· SBA tipo 1 - Sem sintomas ao despertar com gradual aumento de dor no decorrer do dia;
· SBA tipo 2 - Pacientes com sensação de queimação durante o dia e noite;
· SBA tipo 3 - Pacientes que apresentam dias de remissão da dor não seguindo um padrão específico.

Xerostomia, sensação de boca seca, é um sintoma comumente relatado, ocorrendo em 50% dos pacientes(14). Outros sintomas são alterações do paladar, disfagia e sintomas de origem da junção têmporo-mandibular(15,16).

Alterações do paladar ocorrem em mais de dois terços dos pacientes, geralmente incluem sabores persistentes (metálico, amargo ou ambos) ou mudanças na percepção de sabores(2).

Pode ser encontrada, ainda, a síndrome de Plummer-Vinson, na qual há presença de estomatodínia acompanhada de eritema e atrofia(3).

Etiologia

Causas locais

A hipersensibilidade a metais usados em restaurações dentárias, como mercúrio, é um diagnóstico comum, feito concomitantemente a SBA(16), embora uma associação entre ambos não esteja totalmente esclarecida(17).

Os sintomas do galvanismo (reações eletroquímicas entre metais diferentes usados em restaurações na presença de um condutor médio como a saliva) se assemelham aos da SBA(14). A produção de corrente elétrica induz uma sensação de queimação associada ou não a um sabor metálico(17).

Várias lesões orgânicas, como, por exemplo, estados de deficiência hemática, eritema migrans, úlceras, mucosite, líquen plano e candidíase, podem causar a sensação de ardência oral(9).

A candidíase também é tida como causa por alguns autores, os quais relatam que em pacientes com SBA sem nenhum sinal clínico de candidíase, 86% melhoraram após usar loções antifúngicas e 13% tiveram completa eliminação da ardência(18).

Causas sistêmicas
Vários fatores têm sido associados a SBA, embora muitas dessas condições necessitem maiores estudos para confirmar a correlação(17). Há uma predileção de a SBA ocorrer em mulheres menopausadas(19). Desconforto oral, incluindo boca com queimação, está entre os sintomas mais comuns da menopausa(20). Entretanto, alguns autores referem que nenhum hormônio tópico ou sistêmico da terapia de reposição hormonal mostrou eficácia em pacientes com SBA(21,22). Por outro lado, um estudo demonstra que a terapia de reposição hormonal foi eficaz em pacientes com SBA que possuíam receptores nucleares para estrogênio pela análise imunoistoquímica, sendo ineficazes em pacientes que não os possuíam(23).

Anemia ferropriva e deficiência de vitaminas do complexo B são possíveis fatores associados a SBA(16,24,25).
Trabalhos sugerem que pacientes diabéticos são mais suscetíveis a infecção por Candida, o que pode causar ardência oral(26). Em adição, as alterações vasculares que ocorrem no diabetes causam mudanças nos pequenos vasos da boca, diminuindo o limiar de dor(17). Enquanto em alguns estudos com pacientes diabéticos, os sintomas da SBA não diminuem após o controle da glicose(14), em outros o tratamento do diabético melhora os sintomas orais(27).

A SBA pode ser desencadeada por uma significativa alteração da composição salivar(19) (mucina, IgA, fosfatos, pH e resistência elétrica)(7) causada pela ativação simpática resultante do estresse psicológico(19). Entretanto, acredita-se que a cronicidade dos sintomas de ardência bucal podem afetar o estado psicológico do paciente(14). A personalidade e a mudança de comportamento (ansiedade, depressão) têm sido demonstradas constantemente em indivíduos com SBA, sugerindo que esta patologia é um problema psicogênico(28). Entretanto, transtornos psicológicos são comuns em pacientes com dor crônica, podendo ser o resultado da mesma(2).

Prognóstico e tratamento

Pouca informação está disponível sobre o curso natural da SBA(2). Em dois terços dos pacientes há um espontâneo recrudescimento parcial da dor após seis anos do início dos sintomas(7,29)
Se a causa-base da SBA for identificada, o tratamento deve ser direcionado a ela(17). Se necessário, iniciar cuidados nutricionais e terapia de reposição hormonal(30). A sensação de boca seca pode ser aliviada com maior ingesta de líquidos(2). Recomenda-se evitar irritantes como fumo e condimentos(3), além de outros produtos como vinhos espumantes, bebidas cítricas e alimentos apimentados(9).

Antidepressivos podem ser usados quando outros tratamentos falharem ou se a depressão acompanhar a dor(7,30,31). Amitripitilina deve ser iniciada em baixa dose, como 25 mg ou mesmo 10 mg, se o paciente for idoso, diariamente e antes de dormir(32). Pode-se elevar a dose se o efeito analgésico for inadequado e os efeitos adversos não forem pronunciados(17). Os efeitos adversos mais comuns são sonolência e boca seca, porém nenhum aparece significativamente quando o medicamento é administrado em baixas doses(17).

Pode-se usar benzodiazepínicos como clonazepam em uma dose de 0,25 mg antes de deitar, aumentando até a ardência ter sido aliviada ou até efeitos colaterais ocorrerem(2).

Indica-se também o uso de anticonvulsivantes, como a gabapentina 100 mg, antes de deitar, aumentando 100 mg a cada quatro a sete dias(2). A dose normal vai de 300 mg a 1.600 mg por dia(2).

Capsaicina tópica tem sido usada como um agente dessensibilizante(33), entretanto tal substância não é palatável, não sendo aceita por muitos pacientes(2). Benzidamina tópica 0,01% em spray pode ser utilizada(34).
Pacientes com SBA refratária a outros tratamentos necessitam uma investigação psiquiátrica(35). A terapia psicológica tem sido usada com sucesso no tratamento da SBA(36). Alguns acreditam que a psicoterapia combinada com antidepressivos é o tratamento mais efetivo quando outros fatores causais são eliminados(37).
Após um exame clínico cuidadoso o médico deve tranqüilizar o paciente quanto a ausência de neoplasia, já que esta é uma preocupação freqüente(1).

Conclusão

A SBA é um processo patológico multifatorial, no qual várias etiologias possíveis devem ser descartadas antes que o tratamento proposto seja iniciado. Mais pesquisas são necessárias, já que não há estudos com seguimentos amplos que acompanhem pacientes com SBA por um longo período.




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