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sêlo de qualidade
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GANEPÃO 2011
INICIAÇÃO À PESQUISA (IP)
RBM Especial Ganepão Junho/2011

IP1 - CONSUMO DE TRIPTOFANO E A QUALIDADE DO SONO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Instituição: Universidade do Grande ABC, Santo André
Autores: Cellini AC; Rossi RGT.

Objetivos: Relacionar o consumo de triptofano com a qualidade do sono de alunos do terceiro semestre do período noturno dos cursos de nutrição, medicina veterinária e educação física da Universidade do Grande ABC. Materiais e Métodos: A população estudada foi composta por 14 universitários de ambos os sexos, cursando o terceiro semestre no período noturno dos cursos de nutrição, medicina veterinária e educação física na Universidade do Grande ABC. Foi realizado um estudo transversal. A eles foi solicitado o preenchimento de três tabelas para registrar o consumo alimentar ao longo de três dias (dois durante a semana e um referente ao final de semana) e que respondessem um questionário para avaliação da qualidade de seu sono. A quantificação de triptofano foi realizada a partir deste registro. Para isto utilizou-se a 5ª edição da Tabela de Composição de Alimentos desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As medidas caseiras foram convertidas em gramas, tendo como referência os valores de medidas caseiras descritos por Pinheiro et al (1996). Com relação à qualidade do sono foi aplicado um questionário para determinação do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh – PSQI (BERTOLAZI, 2008) o qual é composto por dez questões divididas em sete componentes de avaliação. A pontuação de cada componente pode variar de 0 a 3 pontos. A análise destes 7 componentes resulta em um valor que pode variar de 0 a 21 pontos, onde pontuações compreendidas entre 0 a 4 são indicativas de boa qualidade do sono; 5 a 10 ruim e superior a 10 indicativo de distúrbio relacionados ao sono. A análise estatística foi realizada no software GraphPad® através do Teste Exato de Fisher e os dados foram representados por gráficos e tabelas desenvolvidos no software Microsoft Excel® condizentes com a natureza das variáveis. Resultados: De acordo com os resultados obtidos, constatou-se que 14% dos indivíduos apresentaram boa qualidade do sono e consumo adequado de triptofano, enquanto 71% apresentaram qualidade de sono ruim e consumo adequado de triptofano. Outro fator que influencia diretamente na qualidade do sono é a higiene do sono, que objetiva facilitar um sono reparador e suficiente, referindo-se essencialmente ao impacto da dieta, além de exercícios, rotina acadêmica e consumo de algumas substâncias, dentre elas a cafeína, nicotina e álcool, que são especialmente desaconselhadas perto da hora de deitar. Conclusão: Embora o triptofano participe da formação da serotonina, que formará a melatonina (hormônio ativador do sono), o consumo adequado de triptofano não apresentou relação positiva com a qualidade do sono, podendo ter sido influenciada por outros fatores relacionados à higiene do sono. Faz-se necessária a realização de novos estudos visando elucidar esta relação, principalmente em indivíduos com boa higiene do sono (fator de confusão). Unitermos: Triptofano; qualidade do sono; estudantes universitários.

IP2 - A EXISTÊNCIA DE RESTRIÇÕES ALIMENTARES POR MOTIVAÇÃO RELIGIOSA

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
Autores: Ferreira Alves LVBN; Wettstein MF; Goldim JR.

Objetivos: Ampliar os conhecimentos sobre as diferentes perspectivas espirituais, referentes a práticas nutricionais. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal com uma amostra de conveniência composta de 18 líderes religiosos do Rio Grande do Sul/ Brasil. Cada um deles participou de um seminário de coleta de dados, onde foram abordadas questões referentes a incentivos ou restrições alimentares da sua denominação religiosa. O material resultante dos seminários serviu como base para a organização de um panorama relacionando os aspectos abordados e o posicionamento de cada denominação. Resultados: Das 18 religiões/crenças pesquisadas 14 apresentam alguma restrição de alimentos e/ou de preparo, somando um total de 47 restrições no total. Os alimentos que mais apresentaram restrições foram as carnes, dos mais variados tipos, seguido pelos alimentos com sangue, chás e café. A restrição no preparo se deteve mais em relação à intenção de quem o prepara. Foi relatada a importância da prece antes das refeições como forma de energizar o alimento. Conclusão: Existem restrições alimentares religiosas que podem influenciar no processo de tomada de decisão. Serão realizados outros estudos para verificar se os pacientes hospitalizados conhecem e apresentam estes tipos de restrições alimentares, assim como o grau de conhecimento dos profissionais nutricionistas sobre esta dimensão. Unitermos: Bioética, nutrição, espiritualidade.

IP3 - O CONHECIMENTO DOS NUTRICIONISTAS SOBRE RESTRIÇÕES ALIMENTARES POR MOTIVAÇÃO RELIGIOSA

Instituição: Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul, Porto Alegre
Autores: Ferreira Alves LVBN; Goldim JR.

Objetivos: Avaliar o conhecimento dos nutricionistas de um hospital universitário sobre as restrições alimentares por motivação religiosa. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal com todas as 25 nutricionistas vinculadas ao Serviço de Nutrição do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Cada nutricionista respondeu individualmente um questionário, na forma de uma tabela que apresentava as restrições alimentares já identificadas no estudo das lideranças. As profissionais deveriam associar as diferentes denominações religiosas a estas restrições alimentares. Resultados: Os nutricionistas assinalaram apenas 57% das restrições alimentares relacionados com motivação religiosa. Foram dadas 138 respostas, sendo que 58% foram concordantes com o relato dos líderes religiosos destas denominações citadas. Em outras palavras, 42% das respostas foram não concordantes. Conclusão: Neste trabalho evidenciamos um desconhecimento por parte dos profissionais nutricionistas que atuam diretamente com pacientes, dos professores responsáveis pela formação de futuros profissionais na área da Nutrição, e também dos alunos deste mesmo curso. A superestimação da existência de restrições alimentares com motivos religiosos, evidenciada através das associações inadequadas entre as restrições alimentares e denominações religiosas, pode ser creditadas, talvez em parte, pelo desconhecimento sobre este tipo informação. Isto pode ser evidenciado pelas atribuição de restrições alimentares a denominações religiosas que não tem esta característica presente em seu sistema de crenças, de acordo com as lideranças destas denominações. O respeito e conhecimento das práticas religiosas relacionadas ao processo de alimentação podem influir positivamente na relação profissional-paciente, com reflexos imediatos na qualidade de cuidado prestado. Unitermos: Bioética, nutrição, espiritualidade.

IP4 - APLICAÇÃO DE TREINAMENTO SOBRE DISFAGIA COM COLABORADORES DE UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA

Instituição: Recanto Monte Alegre, São Paulo
Autores: Bertolini AA; Damiano MG; Blanco D; Branco MF; Hirata FN; Miranda RD.

Objetivos: Realizar treinamento para colaboradores sobre disfagia e avaliar a sua atuação na alimentação dos idosos de uma Instituição de Longa Permanência. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e transversal. Foi aplicado um programa de treinamento para os colaboradores envolvidos com a alimentação dos idosos (copa, cozinha, cuidadoras, auxiliares e técnicas de enfermagem) no período de março de 2011 com carga horária de 2 horas. O treinamento foi aplicado por estagiários sob supervisão de fonoaudiólogo e nutricionista e constituiu-se de aula teórica, vídeo, avaliação escrita de múltipla escolha e discussão sobre o tema e aula prática. Na primeira atividade prática os colaboradores foram divididos em grupos, onde cada grupo recebeu dois tipos de líquidos (água, suco ralo, suco grosso e leite) para serem espessados com módulo de glicídios (espessante) nas consistências de néctar, mel e pudim sem seguirem as recomendações do fabricante. Em seguida, receberam biscoito cream cracker e atenderam o comando de inicialmente mastigar, segurar na boca e engolir com água em posição inadequada. Posteriormente foi ofertado iogurte na boca dos colaboradores com colheres de diferentes tamanhos. No final do treinamento receberam um manual com orientações sobre disfagia. Resultados: Participaram do treinamento de disfagia 41 colaboradores, sendo que na avaliação escrita 16 colaboradores (39%) acertaram todas as respostas, 16 colaboradores (39%) erraram uma questão, 3 colaboradores (7%) erraram mais de uma questão e 6 colaboradores (15%) não responderam a avaliação. Na atividade prática, constatou-se a melhor eficácia ao espessar os líquidos oferecidos no grupo onde se encontrava o maior número de colaboradores que trabalham na copa. Nas outras atividades, os colaboradores discutiram a experiência vivenciada e o cuidado necessário na alimentação do idoso. Segundo a percepção do aproveitamento do curso, 21 colaboradores (51%) consideraram o treinamento ótimo, 14 colaboradores (34%) consideraram bom e 6 colaboradores (15%) não responderam. Conclusão: O estudo mostrou que os colaboradores apresentam conhecimentos sobre a alimentação dos idosos, mas não possuem a conscientização da sua importância e das consequências de ofertar alimentos na consistência inadequada para um idoso com disfagia. Por esse motivo é fundamental que tenham treinamentos contínuos sobre as necessidades do envelhecimento e as suas consequências. O programa de capacitação abordado nesse estudo foi de extrema relevância nos cuidados na alimentação de idosos com disfagia, se destacando como uma importante ferramenta nas Instituições de Longa Permanência. Unitermos: Idosos, disfagia, nutrição clínica.

IP5 - PREVALÊNCIA DE DISLIPIDEMIA EM PACIENTES HIV+ VIRGENS DE TRATAMENTO ANTIRETROVIRAL ACOMPANHADOS EM UMA INSTITUIÇÃO DE PESQUISA EM DOENÇAS INFECCIOSAS

Instituição: IPEC/FIOCRUZ, Rio de Janeiro
Autores: Silva MCA; Santo RE; Brito PD; Lemos AS; Grinsztejn BGJ; Bonecini de Almeida MG.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional e a glicemia e o lipidograma de homens portadores de HIV virgens de tratamento antiretroviral (HIV VT). Materiais e Métodos: Estudo descritivo do tipo transversal com homens portadores de HIV VT, com idade entre 18 e 60 anos, acompanhados no serviço ambulatorial de uma instituição de pesquisa em doenças infecciosas, no período de março a outubro de 2010. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e todos os participantes assinaram TCLE. Foram verificados peso e altura para construção do Índice de Massa Corporal (IMC), e foram dosados glicemia (GLI), colesterol total (CT), HDL-colesterol (HDL-c), LDL-colesterol (LDL-c), VLDL-colesterol (VLDL-c) e triglicerídeos (TG) séricos. Os dados são apresentados na forma de mediana e intervalo interquartil (IQ). Resultados: Foram analisados 50 pacientes, que apresentavam as seguintes características: idade de 33 anos (IQ 28-39), CD4 de 510,5 céls/µL (427-637), e tempo de diagnóstico de 1,4 anos (0,8-4). A mediana do IMC foi de 24,1 kg/m2 (21,9-26,2) e a maioria da casuística (56%) apresentou-se eutrófica. Apenas 2% apresentava algum grau de desnutrição, e 42% apresentava sobrepeso/obesidade. As medianas dos exames laboratoriais foram: GLI de 86 mg/dL (81-90), CT de 161 mg/dL (145-184), TG de 106 mg/dL (77-144), LDL-c de 101 mg/dL (82-119), HDL-c de 36 mg/dL (31-44) e VLDL-c de 21 mg/dL (15-29). A prevalência de pacientes com hipertrigliceridemia foi de 19%, e 14% da amostra apresentava CT alto, e 38% apresentava HDL-c baixo. Conclusão: Foi alta a prevalência de sobrepeso/obesidade e de alteração dos lipídeos séricos nesta amostra. Torna-se necessária a intervenção nutricional precoce e o acompanhamento longitudinal durante o curso da infecção pelo HIV, o que poderá auxiliar na redução do impacto do tratamento antiretroviral sobre a composição corporal e sobre os lipídeos séricos. Unitermos: Avaliação nutricional, dislipidemia, HIV.

IP6 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL COMPARTIMENTAL DE HOMENS HIV+ VIRGENS DE TRATAMENTO ANTIRETROVIRAL ACOMPANHADOS EM UMA INSTITUIÇÃO DE PESQUISA EM DOENÇAS INFECCIOSAS

Instituição: Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, Fiocruz, Rio de Janeiro
Autores: Santo RE; Silva MCA; Lemos AS; Grinsztejn B; Brito PD; Peres WAF.

Objetivos: Avaliar o perfil nutricional compartimental de homens portadores de HIV virgens de tratamento antiretroviral (HIV VT).
Materiais e Métodos: Estudo descritivo do tipo transversal realizado no período de outubro de 2010 a dezembro de 2010. Foram selecionados homens HIV VT, com idade entre 18 e 60 anos, acompanhados no serviço ambulatorial de uma instituição de pesquisa em doenças infecciosas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e todos os participantes assinaram TCLE. Foram utilizadas variáveis antropométricas: peso corporal, estatura, Índice de Massa Corporal (IMC), dobra cutânea triciptal (DCT) e circunferência muscular do braço (CMB), assim como a massa gorda (MG) e massa magra (MM), obtidas através de impedância bioelétrica (Hydra ECF/ICF Bio-impedance analyzer 4200, Xitron Tecnologies). Os dados são apresentados na forma de média ± desvio padrão. Para análise estatística foi utilizado o software Graph Pad Prism 4.0, sendo as diferenças consideradas estatisticamente significativas quando p<0,05. Resultados: Foram analisados 20 homens com idade média de 35 ± 9,5 anos; predominantemente não brancos (70%), com tempo de infecção médio pelo HIV de 46 ± 65,7 meses e contagem média de CD4 de 689,39 ± 393,27 céls/mm3. O valor médio de IMC foi de 25,9 ± 4,4 Kg/m2, sendo 40% classificados como eutróficos e 55% com sobrepeso/obesidade. A DCT média foi de 15,1 ± 5,8 mm, sendo que 75% da amostra era eutrófica e 25% apresentava obesidade. Com relação à CMB, o valor médio foi de 26,7 ± 2,8 cm, sendo 75% da amostra eutrófica e 25% com depleção deste compartimento. Os valores médios de MM e MG foram 58,6 ± 9,5 kg e 20,7 ± 8,9 kg, respectivamente. Houve correlação da MM com a CMB (r=0,66; p<0,001) e com o IMC (r=0,78; p<0,0001), bem como da MG com a DCT (r=0,63; p<0,005). Conclusão: A avaliação nutricional compartimental foi de grande utilidade nesta casuística de indivíduos HIV VT, pois detectou alterações precoces da composição corporal, principalmente do compartimento proteico-somático. Por outro lado, a alta prevalência de sobrepeso/obesidade encontrada reforça a necessidade de intervenções nutricionais ainda na fase assintomática da doença, para evitar o desenvolvimento de doenças crônicas degenerativas. Unitermos: HIV, composição corporal, avaliação nutricional.

IP7 - SINTOMAS GASTRINTESTINAIS E INTOLERÂNCIA ALIMENTAR EM PACIENTES COM SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

Instituição: Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, Campinas
Autores: Faria A; Zeitune MR; Lorena SLS; Mesquita MA.

Objetivos: O objetivo deste trabalho foi identificar a frequência dos sintomas gastrintestinais em pacientes com Síndrome do Intestino Irritável e sua relação com a alimentação, verificando os principais tipos de intolerâncias alimentares. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado com 58 pacientes (43 mulheres, 15 homens) com idade média de 48 ± 10 anos, acompanhados no Ambulatório de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. O diagnóstico da Síndrome do Intestino Irritável (SII) foi baseado nos critérios de Roma III: dor ou desconforto abdominal por pelo menos seis meses, associados a pelo menos dois dos seguintes fatores: melhora após defecação, alteração na frequência das evacuações ou alteração na forma (aparência) das fezes. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário padronizado sobre sintomas gastrintestinais e sua relação com a ingestão alimentar. Resultados: Os principais sintomas relatados pelos pacientes foram: distensão epigástrica (94,8%), flatulência (91,3%), dor abdominal (91,3 %) acompanhada de plenitude pós-prandial (77,6%). Observou-se frequência diária desses sintomas entre 54,7% a 69,8 % dos pacientes, com intensidade moderada na maioria dos casos (56,6 a 60,4%). Trinta e três pacientes (56,9%) apresentavam também queixas de pirose, epigastralgia, regurgitação (53,4%), além de eructação (53,4%) e náuseas (50%). A maioria dos pacientes entrevistados (82,7%) relacionou o desencadeamento ou piora de seus sintomas com a ingestão de alguns tipos de alimentos. Considerando os itens alimentares mais relacionados a sintomas específicos, verificou-se que pães, bolos, biscoitos e massas induziam azia, queimação epigástrica e plenitude pós-prandial; pepino e pimentão provocavam eructação; repolho e feijão foram relacionados com flatulência e leite e derivados foram associados a náuseas, cólica abdominal e diarreia. Conclusão: A ingestão de determinados alimentos parece estar relacionada com o desencadeamento de sintomas específicos na SII, indicando que a intervenção nutricional pode ser benéfica na abordagem clínica desses pacientes. Unitermos: Síndrome do intestino irritável, sintomas gastrintestinais, intolerência alimentar.

IP8 - USO DE PROBIÓTICOS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS PARA MANUTENÇÃO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO

Instituição: FAP - Faculdade de Apucarana, Apucarana
Autores: Grande TLS; Pires CR.

Objetivos: Esse trabalho tem como objetivo analisar as alterações da imunidade de universitários expostos ao estresse em períodos de provas, correlacionando a ingestão de probióticos com alterações do sistema imunológico. Materiais e Métodos: A pesquisa foi realizada com 23 estudantes da Faculdade de Apucarana - FAP, dividindo-se em dois grupos, grupo A, compostos por 13 estudantes, onde antes e durante a semana de prova, ou seja, 15 dias, além de sua dieta habitual, ingeriram junto ao desjejum 100ml de leite fermentado contendo probióticos, Lactobacillus casei defensis DN 114-001, o grupo B, compostos por 10 estudantes, antes e durante a semana de prova, ou seja, 15 dias, além de sua dieta habitual, ingeriram junto ao desjejum 100 ml de leite fermentado não contendo probióticos. Em dois momentos da pesquisa foram realizados um histórico alimentar e exames bioquímicos (hemograma), 30 dias que antecederam a semana de provas e na semana de provas, para acompanhar possíveis alterações no sistema imunológico e observar hábitos alimentares dos participantes. Resultados: Na presente pesquisa, os resultados dos exames se mantiveram nos níveis de referência, não podendo confirmar se houve benefício ou não na ingestão de probióticos. Os históricos alimentares redigidos nesta pesquisa foram observados para analisar se os participantes iriam ter mudanças nos hábitos alimentares sob influência da participação na pesquisa. Os mesmos foram observados e concluiu-se que não houve mudança significativa no hábito alimentar dos participantes, entre o primeiro e o segundo histórico alimentar, a ponto de influenciar nos resultados dos exames e da pesquisa. Conclusão: Portanto, com várias defesas dos pesquisadores sobre a relação de probióticos e o sistema imunológico, o presente trabalho serve com incentivo a novas pesquisas com mais recursos. Unitermos: Microrganismos vivos, lactobacillus casei, imunidade, provas, estresse.
IP9 - CORRELAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA (CC) COM A PRESSÃO ARTERIAL (PA) EM ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DO RECIFE

Instituição: Departamento de Nutrição - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife
Autores: Trigueiro JG; Ponzi FKAX; Ferreira AGS; Arruda Neta ACP; Lustosa MF; Cabral PC.

Objetivos: Avaliar a correlação da circunferência da cintura com a pressão arterial em estudantes de uma universidade pública do Recife. Materiais e Métodos: Estudo transversal com estudantes dos cursos da área de saúde de uma instituição de ensino superior da cidade do Recife- PE. A circunferência da cintura (CC) foi obtida, fazendo-se o uso de uma fita métrica não extensível, posicionando-a no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca e no momento da expiração. Os pontos de corte adotados foram os preconizados pela OMS 1998, de acordo com o risco de complicações metabólicas associadas à obesidade: risco elevado para mulheres (CC =80 cm) e para homens (CC =94 cm), e risco muito aumentado para mulheres (CC =88 cm) e para homens (CC =102 cm) (WHO, 1998). A aferição da pressão arterial (PA) foi realizada com esfigmomanômetro digital marca Omron, modelo HEM 711, em duas medidas com intervalo entre 5 a 10 minutos, com os estudantes sentados em posição relaxada, segundo as normas técnicas padronizadas. Foram definidos como portadores de pressão arterial limítrofe, os estudantes com pressão arterial sistólica (PAS) =120 e/ou pressão arterial diastólica (PAD) =80 mmHg na média das duas medidas realizadas. A análise estatística foi feita por meio dos softwares Epi-Info versão 6,04 e SPSS versão 12.0. O teste de Kolmogorov-Smirnov foi utilizado para avaliar a normalidade da distribuição e como todas as variáveis apresentaram distribuição não Gaussiana a correlação foi avaliada utilizando-se o coeficiente de Spearman. Resultados: Foram avaliados 325 indivíduos com predomínio do sexo feminino (74,5%), sendo a mediana de idade de 21 anos para ambos os sexos. Em relação à CC e a PA, os valores encontrados, em termos de mediana, para ambos os sexos, estão abaixo da faixa de risco. Não foi evidenciada nenhuma correlação estatisticamente significante entre a CC e a PAS e PAD. Conclusão: Os resultados do presente estudo mostram que este foi baseado numa população jovem, eutrófica, homogênea e saudável, o que pode ter contribuído para a não visualização da influencia da CC sobre a PA, fato condizente com outros estudos semelhantes realizados com adultos na mesma mediana de idade. Unitermos: Circunferência da cintura, pressão arterial, universitários.

IP10 - ELABORAÇÃO DE PREPARAÇÕES LÍQUIDAS ENRIQUECIDAS PARA PACIENTES NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA BARIÁTRICA

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói
Autores: Cruz WMS; Kajishima SFG; Andrade CF; Carmo JB.

Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo elaborar preparações líquidas enriquecidas para prevenir carências nutricionais em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Materiais e Métodos: Foram elaboradas preparações líquidas que foram enriquecidas. Para isto foi realizada uma seleção criteriosa de alimentos fontes de nutrientes críticos para pacientes pós-cirurgia bariátrica, como as vitaminas D e complexo B e os minerais cálcio e ferro. Para alcançar a Ingestão Dietética Recomendada (DRI) para um adulto, as preparações foram enriquecidas com mix de fibras e proteína de alto valor biológico. Foram excluídos nutrientes com alta osmolaridade, como lactose e sacarose, para prevenir a Síndrome de Dumping. Nove preparações foram elaboradas: suco de laranja com gérmen de trigo, suco de laranja e cenoura com albumina, gemada com extrato hidrossolúvel de soja, suco de maçã e de pêra, adicionados de carbonato de cálcio, chá verde com abacaxi, sopas de hortaliças e de beterraba adicionadas de óleo de canola, sopa de tomate adicionada de óleo de milho; todas as sopas foram adicionadas de mix de fibras. A partir destas preparações elaborou-se cardápios para pós-cirurgia bariátrica, na fase em que o volume oferecido é de 50 mL por refeição, em intervalos de 30 minutos, totalizando volume de 1.300 mL por dia. Foi realizada a análise da composição centesimal destas preparações a fim de comparar com as DRIs. Resultados: O cardápio proposto forneceu 906Kcal por dia (DC= 0,7), distribuídas em 15,7% de proteínas, 45% de carboidratos e 39,3% de lipídios (destes 59% de poli-insaturados, 23% de monoinsaturadaos e 18% de saturados) e 28g de fibras totais. Em relação às DRIs para micronutrientes o cardápio atingiu as necessidades diárias para um adulto em vitamina A, B6, C, D, E, cálcio, fósforo, magnésio e zinco; e alcançou 88% de B1, 51% de B2, 59% de B12, 67% de ácido fólico, 86% de ferro e 68% de selênio. Conclusão: Foi possível concluir que as preparações líquidas enriquecidas podem ser utilizadas como uma opção para minimizar carências nutricionais de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica e outras indicações clínicas. Unitermos: Cirurgia bariátrica, gastroplastia, dieta, nutrição, terapia nutricional, cuidados pós-operatórios.

IP11 - INFLAMAÇÃO E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES ACOMPANHADOS EM UM CENTRO DE HEMODIÁLISE DE PERNAMBUCO

Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Autores: Prado LVS; Dias CA; Santos EMC; Oliveira SM.

Objetivos: Identificar o papel da inflamação sobre o estado nutricional de pacientes cadastrados em um centro de hemodiálise de Pernambuco/Brasil. Materiais e Métodos: Estudo do tipo série de casos, onde os pacientes foram divididos conforme a concentração sérica de PCR: pacientes sem sinais de inflamação (PCR < 0,6 mg/dl) e com sinais de inflamação (PCR =0,6 mg/d); pacientes eutróficos e desnutridos, de acordo com a Avaliação Subjetiva Global-ASG, comparando os parâmetros clínicos e nutricionais entre os respectivos grupos. Avaliou-se: idade, sexo, etiologia da doença renal, tempo de diálise, Kt/v, indicadores antropométricos, dietéticos e bioquímicos. Os dados foram analisados no programa SPSS 8.0, com um nível de significância de 5%. Resultados: Dos 30 pacientes estudados, 56,6% (17) eram homens com idade de 53,40 ±13,35 anos. O tempo de hemodiálise foi 43,96 ±32,46 meses. Vinte e três (76,6%) pacientes apresentaram sinais de inflamação. O grupo dos inflamados apresentou significativamente maior tempo de tratamento hemodialítico, maior eficiência da diálise e níveis séricos de creatinina menores quando comparados ao grupo sem sinais de inflamação (p<0,05). Segundo a ASG, 15 pacientes (50%) estavam desnutridos. Observou-se menor IMC, circunferência do braço, albumina sérica no grupo dos desnutridos. A concentração plasmática de PCR não diferiu entre os grupos. Conclusão: A inflamação, embora presente, não se mostrou suficiente para resultar em alterações bioquímicas e nutricionais nesta população. Unitermos: Estado nutricional, avaliação nutricional, inflamação, diálise renal.
IP12 - PERFIL NUTRICIONAL DOS BAILARINOS DE UMA COMPANHIA DE BALLET EM ITABIRA

Instituição: Faculdade Itabirana de Saúde, Itabira
Autores: Souza GMS; Santos OM; Netto MP; Viana NL; Fabrini SP.

Objetivos: Este trabalho teve como objetivo avaliar o estado nutricional de um grupo de bailarinos adolescente integrantes de uma escola de ballet da cidade de Itabira, MG. Materiais e Métodos: A pesquisa foi realizada com um grupo de 23 bailarinas adolescentes matriculadas em uma companhia de dança em Itabira, Minas Gerais. Inicialmente o grupo era composto por 25 bailarinas, uma não participou por não ter entregue o termo de compromisso e a outra por não ter realizado a avaliação dietética. Para estabelecer o perfil antropométrico utilizaram-se medidas de peso, altura, dobras cutâneas, circunferência da cintura (CC) e circunferência do quadril (CQ). O peso corpóreo foi obtido de uma balança da marca Day home – EB 9003 com sensibilidade de 100g e capacidade de 150kg; já a estatura foi mensurada através de um estadiômetro portátil de marca Alturexata® que apresenta escalas em centímetros, ambos seguindo as recomendações de Jelliffe (1968). A partir das medidas de peso e altura foi calculado o Índice de Massa Corporal (IMC) classificando as adolescentes segundo as curvas da OMS (2007), utilizando o índice IMC/Idade. A altura para idade foi calculada através do software WHO ANTRO PLUS. Resultados: Dentre as bailarinas avaliadas observou uma idade média de 13,43 ± 1,81 anos, a participante mais nova tinha 11 anos e a mais velha 17 anos. O peso corpóreo médio observado foi de 48,48 ± 8,32kg e altura média 1,59 ± 0,08m. Utilizando-se o critério do IMC, todas as bailarinas encontraram-se eutróficas. Esse resultado revela um perfil de bailarinas similar aos trabalhos realizados por Mariz (1999); Barreiros (2003); Amaral, Pacheco e Navarro (2008). Não encontrou-se bailarinas com altura inadequada para idade. Na tabela 1 podem-se observar os valores médios, mínimos e máximos obtido das medidas de prega cutânea triciptal, subescapular, circunferência da cintura e do quadril, e porcentagem de gordura corporal.

Tabela 1 - Dados da composição corporal das bailarinas de uma companhia de ballet em Itabira, MG
Variáveis Média Desvio Padrão Mínimo Máximo PCT (mm)
16,22 4,82 9,80 24,77
PCSE (mm) 10,36 3,07 5,50 19,97
CC (cm) 67,44 7,73 58,00 87,00
CQ (cm) 84,74 10,41 60,00 103,00
% Gordura 23,12 4,55 14,99 31,47

Dentre as bailarinas avaliadas 4,3%, 56,5%, 13,0% e 26,1% encontram-se com a porcentagem de gordura baixa, adequada, alta e moderadamente alta respectivamente. Como no estudo de Amaral, Pacheco e Navarro (2008) o percentual de gordura mostrou-se adequado para a maioria das bailarinas. Entretanto o número de adolescente com o valor de gordura corporal acima do normal foi expressivo.
Conclusão: Após este estudo observa-se que todas as bailarinas estudadas encontram-se eutróficas a partir da análise de IMC/I e que mais de 50% da amostra possuem a porcentagem de gordura adequada sendo importante destacar que a porcentagem de gordura alta e moderadamente alta teve um resultado considerável (39,1%). A ingestão alimentar da maioria das bailarinas encontra-se inadequado. Essa baixa ingestão de calorias pode gerar atraso no crescimento e, com baixo VET a proteína da dieta será utilizada como energia interferindo na formação de novos tecidos e na taxa de crescimento (MAHAN e ESCOTT-STUMP, 2010).
Unitermos: Avaliação nutricional, bailarinos, transtornos alimentares

IP13 - PREVALÊNCIA DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM TRATAMENTO DIALÍTICO

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão
Autores: Borges LC; Araújo JGC; Silva TH; Santos CM; Petribú MMV.

Objetivos: Determinar a prevalência de constipação intestinal em pacientes com insuficiência renal crônica em tratamento dialítico em um hospital de referência no estado de Pernambuco. Materiais e Métodos: Estudo do tipo série de casos, que avaliou 40 pacientes de ambos os sexos que realizavam hemodiálise, no período de junho a julho de 2010. Através do prontuário e de formulários estruturados foram coletados dados sobre consumo alimentar, critérios de Roma II, uso de medicamentos, nível de atividade física e função renal residual. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 51,22 ± 13,41 anos, sendo a maioria do sexo feminino (60 %). A prevalência de constipação intestinal foi 35%, havendo maior prevalência em indivíduos > 60 anos (75%) p=0,0139. Grande parte dos indivíduos constipados mostrou consumo não adequado de fibras (64,3%) e líquidos (92,2%). Houve tendência a maior prevalência de constipação naqueles irregularmente ativos (50%) e sedentários (41,7%) p=0,5553. Dentre os pacientes pesquisados, aqueles com FRR totalizaram 75% da amostra. Conclusão: A prevalência de constipação intestinal em indivíduos com insuficiência renal crônica em hemodiálise é alta e deve ser abordada de maneira integral nesta população para haver melhora substancial na qualidade de vida destes pacientes. Unitermos: Insuficiência renal crônica,hemodiálise, constipação.

IP14 - DESMAME PRECOCE E PRINCIPAIS PATOLOGIAS QUE ACOMETEM CRIANÇAS MENORES DE 6 MESES ATENDIDOS NO HOSPITAL INFANTIL MARIA LUCINDA EM PERNAMBUCO

Instituição: Hospital Infantil Maria Lucinda, Recife
Autores: Costa DB; Almeida GRA; Marinho MAD; Nascimento MG; Costa JR; Silva DAA.

Objetivos: Levantar as principais patologias que estão associadas ao desmame precoce de crianças menores de 6 meses em um Hospital infantil filantrópico do Recife/PE. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo de corte transversal com 21 crianças internadas no Hospital Infantil Maria Lucinda/PE, menores de 6 meses, de ambos os sexos, no mês de março de 2011. A coleta de dados foi feita por meio de formulário elaborado para esta pesquisa, onde foram obtidos: nome, data de nascimento, sexo, patologia,e se estavam sendo amamentadas. As crianças que recebiam aleitamento materno exclusivo foram retiradas da amostra. Foi feita uma análise estatística utilizando o software Microsoft Excel 2003. Resultados: Das 21 crianças, 48% eram do sexo masculino e 52% do sexo feminino. A média da idade em dias foi de 90,7 (DP=55,2). As principais patologias foram: afecções pulmonares, 48%; celulites/abcessos, com 9%; infecção do trato urinário, 9%; otite/adenite, 5%; colites, 10%; viroses, com 9%; e 10% para outras patologias com menores expressões. As doenças pulmonares foram representadas por pneumonias e bronquiolites. Conclusão: Como foi visto a média de idade das crianças estudadas foi de 3 meses, outra informação importante é que o desmame destes bebês, na maioria, foram nos primeiros dias de vida. Quanto às patologias encontradas, pode-se perceber que colites, viroses e doenças pulmonares, como as pneumonias, ultrapassam 60% das ocorrências, que comprovam os resultados das pesquisas, que crianças submetidas ao desmame precoce sofrem mais com doenças infecciosas decorrentes da baixa imunidade. Essa pesquisa vem mostrar que a prevenção de algumas doenças acontece através de medidas simples, como o aleitamento materno. Unitermos: Desmame precoce, imunidade, prevenção de doenças.

IP15 - PERFIL NUTRICIONAL DE PORTADORES DE FIBROSE CÍSTICA ACOMPANHADOS EM AMBULATÓRIO DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO DE CURITIBA

Instituição: Hospital Pequeno Príncipe, Curitiba
Autores: Souza AP; Albuquerque MES; Gurmini J; Knabben K; Lago BM; Neves MA; Gonçalves RM.

Objetivos: Conhecer perfil nutricional de portadores de Fibrose Cística atendidos ambulatorialmente. Materiais e Métodos: Estudo transversal retrospectivo realizado com dados dos prontuários de pacientes de 0 a 18 anos atendidos no ambulatório interdisciplinar de um hospital pediátrico de Curitiba no período de julho/09 a abril/11. Avaliados Peso (P), Estatura (E), Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência do Braço (CB), Prega Cutânea Triciptal (PCT) e Circunferência Muscular do Braço (CMB). Foram calculados e classificados escores z de E/I e IMC/I conforme curvas da OMS (2006-07) e as reservas corporais foram avaliadas segundo Frisancho (1990). Para análise estatística, usou-se Teste QuiQuadrado com significância p<0,05. Resultados: Avaliados 50 portadores de FC (28 Feminino, 22 Masculino), idade média de 77,22 meses (8 a 190 meses). Em relação às condições clínicas, 8(16%) apresentavam comorbidade hepática, 1 (2%) Diabetes Específica da FC, 34(68%) Insuficiência pancreática e 35(70%) estavam colonizados sendo Pseudomas aureaginosa e Stafilococcus aureus as bactérias mais comuns. Quanto à alimentação, 38(76%) usavam suplemento alimentar e 5(10%) tinham gastrostomia associada à via oral. A média do escore z da E/I foi -1,475 e mostrou-se adequada na maioria (42/84%), baixa estatura e muito baixa estatura ocorreram nos menores de 5 anos e nos maiores de 10 anos (p=0,2233). IMC/I (escore z médio: -0,25) sugestivo de eutrofia foi comum em todas as faixas etárias e os 3 (6%) com magreza tinham mais de 10 anos (p=0,0170). 33 pacientes (66%) tiveram CB e PCT aferidas, 23(69,7%) deles apresentaram PCT adequada, ao passo que CB e CMB foram adequadas em 16(48,5%) da amostra. Segmentando a população por sexo, não houve diferença significativa entre meninas e meninos quanto a CB (p=0,3185) e PCT (p=0,3959). Já em relação à CMB, 4 meninos (25%) tinham aumento de reserva muscular em membros superiores. Também não houve significância estatística (p=0,33) entre IMC e presença de bactéria sendo que a maioria dos colonizados era eutrófica (28/35). Da mesma forma, uso de suplemento alimentar, gastrostomia e insuficiência pancreática não demonstraram significância estatística em relação ao IMC (p=0,64, p=0,11 e p=0,33, respectivamente). No entanto, os 26 pacientes eutróficos conforme IMC/I tinham reservas corporais adequadas o que pôde ser verificado através da PCT (20/26) e CMB (15/26) (ambos p<0,05). A CB diminuída pareceu estar mais relacionada à menor reserva muscular do que à reserva adiposa (p=0,0001). Conclusão: Apesar de prejuízos nutricionais verificados em portadores de FC, o grupo avaliado mostrou parâmetros nutricionais adequados e ressalta-se a importância de monitorar reservas corporais já que houve tendência para maior reserva adiposa em relação à muscular reforçando a possibilidade de que o aumento de peso em portadores de FC seja em decorrência de tecido adiposo. Unitermos: Antropometria, fibrose cística.

IP16 - EVOLUÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS DE 0 A 10 ANOS ASSISTIDAS NO PROGRAMA DE SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR PARA BAIXO PESO DA COORDENAÇÃO DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL (SAN) DO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, RJ

Instituição: Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (PMCG), Campos dos Goytacazes
Autores: Melo DN; Quilici DL.

Objetivos: Avaliar o progresso no estado nutricional de crianças de 0 a 10 anos após o tempo de acompanhamento pelo programa de suplementação alimentar para baixo peso do SAN, no Município de Campos dos Goytacazes, RJ. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo prospectivo com coorte de intervenção, onde foram selecionadas 30 crianças com família em situação de vulnerabilidade social e que foram atendidas nos períodos de 2009 e 2010 pelo programa de suplementação alimentar para baixo peso da Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) do Município de Campos dos Goytacazes-RJ. As pesquisadoras assinaram o termo de compromisso do pesquisador assumindo a responsabilidade de manter sigilo dos dados coletados. Nos prontuários de atendimento nutricional da criança foram coletadas as informações, quanto às variáveis estudadas: sexo, idade, peso e altura ao iniciar no programa, peso e altura após o acompanhamento, tempo de permanência e quais suplementos foram utilizados no tratamento, sendo fórmula láctea, fórmula hiperproteica, leite em pó, ou ainda a combinação destes. O estado nutricional das crianças antes e após o acompanhamento nutricional foi avaliado a partir dos índices de Peso por Idade (P/I) e Estatura por Idade (E/I) em percentil, segundo as curvas da Organização Mundial de Saúde (OMS) 2006/2007. Os dados foram tabulados e analisados no Microsoft Office Excel, versão 2007. Resultados: As crianças foram separadas por sexo, sendo 50 % da amostra de meninas e 50% meninos, distribuídas em 7 faixa etárias distintas, com predominância da faixa de 13-30 meses (23%) e 31-50 meses (23%) com idade média aproximada de 38 meses (38,6 ± 29,11) ao iniciarem no programa. O período de acompanhamento variou de 6 a 11 meses (7,29 ± 2,33). Quanto ao estado nutricional, P/I ao iniciarem o acompanhamento, e de acordo com o sexo, os dados mais expressivos, foram de 26,6% e 20 % apresentando Muito Baixo Peso para idade (> p 0,1); 33,3% e 47 % com Baixo Peso para idade (= p 0,1 - < p 3) respectivamente para meninas e meninos. Quanto E/I, 26,7 % se repetiu em três classificações para as meninas (Muito baixa estatura para idade, Risco Nutricional para estatura e Estatura adequada para idade), já nos meninos observou-se que predominantemente 46,7% se encontravam em Risco Nutricional para estatura. Ao fim do acompanhamento, o número de crianças em eutrofia aumentou (3 versus 33%), principalmente nas meninas (6,7 versus 50%), que também tiveram progresso na adequação da estatura, (26,7 versus 33%). Os valores após o período de permanência levaram em consideração a taxa de abandono (16,6%). Dentre os suplementos mais utilizados verificou-se o Leite em Pó, o Suplemento Hiperproteico e a combinação destes, sendo 60%, 50% e 30% respectivamente. Conclusão: Conclui-se que com este estudo ficou evidenciada a relevância do uso de suplementos específicos como iniciativa pública na melhoria do estado nutricional de crianças, mas sendo necessária a investigação de outras variáveis que possam vir a interferir nessa evolução. Unitermos: Avaliação nutricional, segurança alimentar, saúde da criança, iniciativa pública.

IP17 - CARACTERÍSTICAS CLÍNICO-NUTRICIONAIS E SOCIOECONÔMICAS DE CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS COM ALERGIA ALIMENTAR USUÁRIAS DO PROGRAMA DE NUTRIÇÃO ENTERAL DOMICILIAR DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA NO DISTRITO FEDERAL

Instituição: Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Brasilia
Autores: Haack A; Alencar C; Fortes R; Jaborandy ML.

Objetivos: Analisar o perfil de crianças de 0 a 3 anos com Alergia Alimentar usuárias do Programa de Nutrição Enteral Domiciliar de um Centro de Referência do Distrito Federal. Materiais e Métodos: Trata-se de estudo transversal realizado no período de outubro de 2009 a fevereiro de 2010, mediante o protocolo de atendimento das crianças em acompanhamento, na faixa etária de 0-3 anos, de ambos os sexos, diagnosticadas com Alergia Alimentar. Resultados: Verificou-se no estudo que a maior prevalência de AA está em crianças do sexo feminino (57,69%), e a idade média das crianças foi de 17,00 ± 7,86 meses. Quanto as características sociais observou-se, em média, aleitamento materno exclusivo de 3,28 ± 2,36 meses, escolaridade materna 13,38 ± 1,94 anos com 53,8% das mães apresentando escolaridade superior a 15 anos, e na investigação de história familiar, 42,3% das crianças possuíam pai ou mãe com relato de alergia. Em relação à renda familiar, a média foi de 3,27 ± 1,04 salários, e a maior prevalência dos sintomas relacionados à alergia foi de diarreia, 38,5%. A maior parte das crianças, 84,6%, apresentou estado nutricional adequado. Conclusão: Os dados mostram que a exposição das crianças aos alérgenos pode causar sintomas prejudiciais ao desenvolvimento e crescimento do lactente. Programas de terapia nutricional podem contribuir para a nutrição adequada e as estratégias de prevenção da alergia alimentar devem ser valorizadas como o aleitamento materno exclusivo, a introdução correta da alimentação complementar, assim como a disseminação dos conhecimentos por meio de pesquisas. Unitermos: Hipersensibilidade alimentar, estado nutricional, crianças, alergia alimentar.

IP18 - FIBROSE CÍSTICA: ASPECTOS SOCIAIS, CLÍNICOS E NUTRICIONAIS

Instituição: Secretaria de Saúde do DF, Brasilia
Autores: Haack A; Novaes MRG.

Objetivos: Avaliar indicadores sociais e clínicos- nutricionais de fibrocísticos diagnosticados pelo teste de suor em um Centro de Referência e usuários do sistema público de saúde do Brasil. Materiais e Métodos: Estudo observacional, transversal, realizado com 40 fibrocisticos, com idade entre 2 a 19 anos, assistidos durante 4 meses do ano de 2009, nos quais foram coletados dados por meio de um questionário sobre o número de internações, a renda familiar, sexo, idade, a escolaridade do paciente e da mãe, a idade do diagnóstico, o estado nutricional por meio da albumina, (PCT) e circunferência do braço(CB), o Escore de Shwachman, o consumo alimentar e o uso de suplementos nutricionais, vitamínicos e enzimáticos. Resultados: A escolaridade materna média foi de 12 anos, a renda familiar entre 1-2 salários mínimos,a idade do diagnóstico de 24 meses. A maioria dos fibrocisticos (52,5%) já esteve internado mais de 5 vezes por intercorrências pulmonares e digestórias. Os dados mostraram um consumo alimentar médio de 1970 Kcal não sendo atingidas as recomendações de 120 % das recomendações dietéticas diárias. Na avaliação do estado nutricional 90% e 77,5 % dos fibrocisticos apresentavam,respectivamente, PCT e CB =percentil 5.Em média a albumina encontrada foi de 4,2g/dl e a glicemia, 86 mg/dl. O Escore de Shwachman avaliou o quadro clínico entre 71-85 (ES=77). Os suplementos nutricionais, o fornecimento de enzimas e vitaminas foram usados, em média, por mais de 65 % dos fibrocísticos pancreato-insuficientes. Conclusão: A renda familiar, a escolaridade e o diagnóstico tardio podem se relacionar às complicações da doença e prejudicar o tratamento, no entanto, os fibrocísticos,em média, apresentaram valores bioquímicos e do estado nutricional adequados,e bom quadro clínico segundo o ES. O consumo alimentar se encontra próximo do desejável, mas necessita de intervenção nutricional. Centros de Referência que oferecem suplementação de acordo com as necessidades dos fibrocísticos podem contribuir para o aparecimento tardio das complicações da doença e favorecer o crescimento e desenvolvimento. Unitermos: Fibrose cística, suor, antropometria, consumo alimentar, suplementos dietéticos.

IP19 - ESTADO NUTRICIONAL E HÁBITOS ALIMENTARES DE CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS MATRICULADAS EM CRECHE PÚBLICA E PARTICULAR DE UM MUNICÍPIO DO SUL DE MINAS GERAIS

Instituição: Faculdade de Medicina de Itajubá, Itajubá
Autores: Ferreira G; Fernandes KC; Simone Vieira C; Mota VS.

Objetivos: Avaliar e comparar o estado nutricional e hábitos alimentares de crianças de 2 a 4 anos, matriculadas em creche pública e particular do município de Itajubá – MG. Materiais e Métodos: A pesquisa foi realizada com crianças de 2 a 4anos, de ambos os sexos, matriculadas em duas creches no município de Itajubá – MG, sendo 25 crianças da creche pública e 18 da particular, através da aferição do peso e altura, além da aplicação de um questionário sobre os hábitos alimentares. Resultados: Constatou-se que houve uma maior prevalência de crianças eutróficas, tanto na creche pública (52%) quanto na particular (67%), porém verificou-se que o sobrepeso foi mais prevalente na creche particular (22%), comparada à pública (4%), e que o baixo peso e a desnutrição, não foram observados na creche particular, somente na pública, estando presentes em 8% e 24% das crianças, respectivamente. Além disso, observou-se que os alimentos mais consumidos em ambas as creches foram arroz, feijão, macarrão, batata, carnes, verduras, legumes cozidos e mamadeira, porém, o consumo de frutas foi maior na creche particular. Conclusão: Conclui-se que houve diferenças entre as creches, em relação aos hábitos alimentares e estado nutricional das crianças. Unitermos: Hábitos alimentares, estado nutricional, creche.

IP20 - PRÁTICAS ALIMENTARES EM CRIANÇAS DE 0 A 12 MESES ATENDIDAS EM UM AMBULATÓRIO DE PUERICULTURA NA MODALIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA EM UM DISTRITO DE DUQUE DE CAXIAS

Instituição: Unigranrio, Duque de Caxias
Autores: Soares AMS; Machado LB; Lavinas FC; Barbosa LMA; Padilha PC.

Objetivos: Avaliar as práticas alimentares em crianças de 0 a 12 meses, atendidas em um ambulatório de puericultura na modalidade saúde da família em um Distrito de Duque de Caxias. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo do tipo descritivo, com amostra aleatória de 79 crianças de 0 a 12 meses de idade. Foram coletados por meio de questionário dados referentes a alimentação complementar, tipo de aleitamento, condições sociodemográficas e de saúde da criança. Os dados obtidos foram analisados no pacote estatístico SPSS for Windows. Resultados: A idade média das crianças foi de 7,48±3,59 meses, 54% destas crianças eram do sexo masculino e 87% nasceram à termo. Cerca de 72,2% das mães receberam orientação sobre amamentação no pré-natal, e 89,9% demonstraram estar ciente sobre a importância da amamentação. A frequência de aleitamento materno exclusivo foi de 60,8%. Diante do início da alimentação complementar, 27,8% tinham hábito de consumir macarrão instantâneo semanalmente, 35,4% e 57% consumiam bolachas e guaraná natural todos os dias, respectivamente. O consumo de refrigerantes teve frequência de consumo semanal de 10,4%. Conclusão: Os resultados demonstram que o pré-natal representa um dos fatores de oportunidade para orientar e incentivar às mães a amamentarem seus filhos, sugerindo então medidas de intervenção para a promoção do aleitamento. Entretanto, deve-se focar durante o acompanhamento da criança na introdução de alimentos de forma correta, assim como orientar à família prática de escolhas alimentares saudáveis. Unitermos: Crianças, alimentação infantil, nutrição.

IP21 - CONHECIMENTO DAS NUTRIZES SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO: UM ESTUDO TRANSVERSAL DESCRITIVO

Instituição: Não informado
Autores: Fortes RC; Fragoso APR.

Objetivos: Analisar o conhecimento das nutrizes em relação ao aleitamento materno. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo realizado na maternidade de um hospital público do Distrito Federal. A amostra foi composta por 34 nutrizes que responderam um questionário, com os seguintes dados: idade, renda, escolaridade, número de filhos, estado civil, profissão e outros referentes ao aleitamento materno. A análise estatística foi realizada por meio de frequências, médias e desvio-padrão. Resultados: Observou-se que 52,94% das nutrizes trabalhavam fora de casa, 23,53% eram solteiras, 8,82% tinham o terceiro grau completo, 67,60% não planejaram a gravidez, 100% realizaram o pré-natal, 35,29% não foram orientadas quanto ao aleitamento materno, 44,12% não receberam apoio familiar, 76,47% tiveram dificuldades para amamentar no pós-parto, 50% das nutrizes relataram ser até os seis meses o ideal para o aleitamento exclusivo, 47,1% consideraram a proteção contra as doenças a principal vantagem do aleitamento materno para a criança e, para a mãe 41,2% o vínculo mãe-filho. Conclusão: A prevenção contra doenças e o aumento do vínculo entre mãe e filho foram consideradas as principais vantagens para a saúde da criança e materna, respectivamente. Porém, as dificuldades para amamentar nos primeiros dias após o parto foram prevalentes, o que aponta a falta de um suporte adequado do serviço de saúde, tornando-se imprescindível a atuação de uma equipe multidisciplinar. Unitermos: Aleitamento materno, mães, conhecimento materno, desmame precoce.

IP22 - PREVALÊNCIA DE ANEMIA GESTACIONAL EM PARTURIENTES DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO SUL DO PAÍS

Instituição: Universidade Federal de Pelotas, Pelotas
Autores: Pastore CA; Elert VW; Machado AKF.

Objetivos: Verificar a prevalência de anemia em parturientes internadas em um hospital universitário do sul do Brasil, e verificar associação entre anemia, realização de pré-natal, uso de suplementos e hábitos alimentares. Materiais e Métodos: Foi conduzido um estudo transversal, incluindo as parturientes maiores de 18 anos que internaram entre Setembro e Dezembro de 2010 no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, que aceitaram participar e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi utilizado o hemograma feito rotineiramente pelo hospital para obtenção de dados hematológicos. Foram consideradas anêmicas as gestantes que apresentaram valores de hemoglobina menores que 11g/dL e hematócrito menor que 33%, segundo critério proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Foram obtidas informações sócio-econômicas, demográficas, de pré-natal e alimentação através de um questionário padronizado e pré-codificado. Os dados foram agrupados em banco no software Microsoft Excel® e convertidos através do software Stat Transfer® para que as análises fossem feitas com o pacote estatístico Stata 9.2®. Resultados: Foram incluídas no estudo 157 parturientes, com idade média de 26,7±5,9 anos. A maioria (77,7%) da amostra é de origem caucasoide e 87,9% é casada ou vive com companheiro. A média de tempo de estudo foi de 8,6±3,0 anos, sendo que 7% da amostra tinha até a 4ª série do ensino fundamental. Pertenciam à classe socioeconômica “C” (critérios ABEP 2010) cerca de 64% das gestantes, sendo 15% pertencentes às classes “D” e “E”. Das gestantes, 35% eram primíparas, sendo que a maioria (57%) já haviam tido entre uma e três gestações prévias. O pré-natal foi realizado por 98% das gestantes, com média de 8±2,8 consultas, sendo que 81% da amostra iniciou o pré-natal no primeiro trimestre gestacional, e três gestantes (2%) iniciou o pré-natal apenas no terceiro trimestre de gestação. A suplementação de ferro foi utilizada por 83,4% das gestantes, sendo que 92,4% destas fizeram uso diário da medicação. Cerca de 5% das gestantes não aderiram adequadamente ao uso do sulfato ferroso, utilizando-o três vezes por semana ou menos. O abandono do tratamento foi relatado por 38,2%, e os principais motivos relatados para tal foram iniciativa própria da gestante (25,5%), melhora do quadro de anemia - SIC - (21,6%), desconforto gastrintestinal (19,6%) e esquecimento (13,7%), dentre outros. Na amostra estudada, quando avaliadas pacientes com hemoglobina <11g/dL isoladamente, foi encontrada prevalência de 14,7%, sendo a média de hemoglobina 12,1 ±1,2g/dL (variando de 8,6 a 15,3g/dL). Quando avaliado isoladamente hematócrito <33%, a prevalência foi de 19,8%, com valores médios de 35,1 ±3% (variando de 25,1 a 42,1%). Conclusão: A prevalência de anemia encontrada no presente estudo foi de 13,4%, aquém do estimado pela OMS para o Brasil (29,1% - OMS, 2008). A quase universalidade do acompanhamento pré-natal (98% das gestantes) pode ser um importante fator redutor desta prevalência. O presente estudo não encontrou relação estatística entre a realização do pré-natal e anemia, possivelmente devido ao baixo número de gestantes que não realizou este acompanhamento de saúde. Unitermos: Anemia gestacional, pré-natal, suplementação de ferro.

IP23 - CONTROLE GLICÊMICO E USO DE SUPLEMENTO DE FIBRA SOLÚVEL EM GESTANTES COM DIABETES GESTACIONAL HOSPITALIZADAS EM UMA MATERNIDADE ESCOLA DE FORTALEZA - CEARÁ

Instituição: Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Fortaleza
Autores: Vasconcelos AL; Meireles AVP; Nobre RG; Sousa VBG; Pascoal KO; Furtado NM.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi avaliar o controle glicêmico com a suplementação de fibra solúvel, em gestantes com diabetes pré-gestacional (tipo I e tipo II) e gestantes com diabetes gestacional internadas em uma maternidade escola de Fortaleza-Ceará. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal quantitativo. A amostra compreendeu gestantes em qualquer período da gestação, com diagnóstico de diabetes pré-gestacional e diabetes gestacional, hospitalizadas no período de julho a novembro de 2010. As informações foram obtidas por meio de entrevista a partir da aplicação de questionário pré-estabelecido. Resultados: Foram avaliadas 28 gestantes no período considerado, com uma idade média de 32 anos, 42,86% (n=12) utilizaram suplemento de fibra e 57,14% (n=16) não utilizaram o suplemento. Analisando o controle glicêmico e o uso do suplemente de fibra verificou-se que, as gestantes com uso de suplemento a média de glicemia diária foi 123,57 ± 37,71mg/dl, e no grupo das gestantes que não ingeriram o suplemento de fibra a média de glicemia diária foi de 131,07 ± 65,91mg/dl. Conclusão: Observa-se com esse estudo que a ingestão de fibra pode interferir no controle glicêmico. Porém, devido ao restrito referencial que demonstre essa relação direta em gestantes, são necessários mais estudos com esta associação em gestantes. Unitermos: Diabetes gestacional, suplementos alimentares, fibra dietética, índice glicêmico.

IP24 - EVOLUÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM UTI SUBMETIDOS A TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL (TNE)

Instituição: Nutriterápica, Belém
Autores: Lucas NKL; Rocha RF; Nogueira MG; Moreira JC.

Objetivos: Objetivo: Descrever a evolução do estado nutricional de pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) submetidos à TNE. Materiais e Métodos: Materiais e métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, fundamentado na análise do banco de dados da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) de um hospital particular em Belém/PA, no período de julho a dezembro de 2010. A amostra inicial era de 133 pacientes passando a 124, sendo exclusos 9 por não apresentarem avaliação nutricional, pois evoluíram a óbito em menos de 48h. O diagnóstico inicial foi determinado segundo as ferramentas de avaliação nutricional: ANSG, MAN e antropometria, adequadas a cada paciente, enquanto que o diagnóstico da evolução foi traçado segundo antropometria e/ou laboratório, também considerando as particularidades de cada paciente. Resultados: Da amostra de 124 pacientes admitidos de julho a dezembro de 2010, 4,03% apresentaram diagnóstico nutricional inicial de obesidade, 7,26% de sobrepeso, 32,26% eutrofia, 40,32% desnutridos leve, 15,32% desnutridos moderados, e 0,8% desnutrido grave. Dos pacientes admitidos com obesidade (n=5), 60% permaneceram com esse diagnóstico, enquanto que 40% evoluíram para uma desnutrição moderada. Dos admitidos com sobrepeso (n=9), 33,3% permaneceram com sobrepeso; 22,2% evoluíram para desnutrição leve e 33,3% evoluíram para desnutrição moderada. Ainda dentre os sobrepesos, 11,1% evoluiu para desnutrição grave. Os pacientes admitidos eutróficos (n= 40), 55% permaneceram eutróficos; 7,5% dos eutróficos evoluíram para leve; 35% evoluíram para moderada e apenas 2,5% dos eutróficos evoluíram para o sobrepeso. Dos pacientes que admitiram com desnutrição leve (n=50), 4% evoluíram para eutrofia, 72% permaneceram em leve, e, os desnutridos leve que evoluíram para moderada e grave correspondem a 18% e 6%, respectivamente. Pacientes que admitiram moderadamente (n=19) e gravemente (n=1) desnutridos permaneceram com seus respectivos diagnósticos. Conclusão: O estudo evidenciou que 67,7% dos pacientes mantiveram o seu diagnóstico nutricional inicial durante a internação; dos 40 pacientes que evoluíram com mudança no diagnóstico nutricional, 2,41% evoluíram para obesidade; 3,22% para sobrepeso; 17,9% para eutrofia; 32,6% para desnutrição leve; 38,2% desnutrição moderada e 4,03% evoluíram para grave. 28,2% dos pacientes apresentaram piora do estado nutricional, com aumento significativo dos desnutridos moderados e graves no diagnóstico final. Observou-se que óbito foi maior entre aqueles que mantiveram o diagnóstico nutricional, 82,5%, e dentre esses 77,38% eram idosos, sendo que 75,75% evoluíram a óbito e apresentavam doenças respiratórias como a patologia de base de maior incidência (76%), seguido de neoplasia (28%), doenças cardíacas (24%) e sepse (20%). Unitermos: Terapia nutricional enteral, diagnóstico nutricional, nutrição enteral.

IP25 - EXTENSÃO DA VALIDADE DO USO DE DIETAS ENTERAIS PARA 28 HORAS PÓS MANIPULAÇÃO

Instituição: TNC-GAN, Niterói
Autores: Villa-Chã V; Rocha RO; Boucinhas MS; Nasser E; Peixoto JCMS.

Objetivos: Pacientes críticos frequentemente exibem distúrbios hidroeletrolíticos e disfunções orgânicas em vários graus e em um dinamismo tal exigindo cotas muito específicas de reposição e ou restrição hídrica, calórica, proteica, eletrolítica e de micronutrientes ofertados via nutrição enteral. Dietas tipo sistema fechado nem sempre irão atender essas demandas. A dieta enteral manipulada surge como alternativa para essa questão. A contaminação microbiológica é uma das grandes preocupações que limitam sua utilização. A RDC 63/2000 discrimina os limites microbiológicos aceitáveis até 24 horas depois da manipulação. O estudo se propõe a validar dietas enterais reconstituídas para utilização por um período maior que 24 horas após a manipulação. Materiais e Métodos: Selecionou-se 15 amostras com 250ml e 314 kcals (1,25 kcal/ml) de dieta enteral reconstituídas para as análises microbiológicas. As amostras foram preparadas em novembro de 2009, em área classificada ISO-8, atendendo todas as exigências da RDC 63/2000. As embalagens dos insumos, equipamentos e utensílios foram higienizados de acordo com procedimento padrão elaborados pela empresa, previamente validados e continuamente monitorados randomicamente. As análises microbiológicas qualitativa e quantitativa foram realizadas durante 3 dias consecutivos em 5 tempos diferentes: T1 = manipulação, T2 = 3 horas em temperatura ambiente, T3 = 6 horas em temperatura ambiente, T4 = 24 horas sob refrigeração de 2 a 8oC, T5 = 24 horas sob refrigeração de 2 a 8oC seguida de 4 horas em temperatura ambiente. As amostras envasadas foram enviadas em bolsa térmica para o laboratório e submetidas à análise através do CM1. Resultados: Todas as amostras estavam em conformidade com os critérios técnicos da ANVISA. O padrão microbiológico encontrado foi ausência de Salmonella sp, Listeria monocytogenes e Yersinia enterocolitica; < 1,0 UFC/ml para aerobios mesófilos; < 3,0 NMP/ml para coliformes 35oC, Eschirichia coli e Staphylococus aureus; <1,0x10 UFC/ml para Clostridium perfringens e fungos; < 1,0x102 UFC/ml para Bacillus cereus. Conclusão: Dietas enterais reconstituídas foram validadas para utilização por um período de até 28 horas após a manipulação, garantido o padrão de qualidade microbiológico preconizado pela ANVISA. Unitermos: Nutrição enteral, contaminação microbiológica, dietas manipuladas

IP26 - ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO E INFUSÃO DA TERAPIA ENTERAL NO PRIMEIRO DIA EM PACIENTES HOSPITALIZADOS

Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Maringá
Autores: Auler F; Stempkoski C; Nolepa CR; Ruzzon GS.

Objetivos: O monitoramento da qualidade em terapia nutricional através de indicadores envolvendo o valor calórico prescrito, infundido e as necessidades nutricionais podem contribuir na redução de custo e no tempo de permanência do paciente hospitalizado. A oferta adequada de nutrientes tem o papel de recuperar o estado nutricional e melhorar os efeitos adversos da resposta metabólica às lesões. A prescrição da terapia enteral é um processo complexo que implica conhecimento clínico e nutricional do paciente, e a infusão é a certeza que tal prescrição está sendo administrada. O objetivo deste estudo é verificar a adequação da prescrição e infusão das dietas enterais no primeiro dia em relação às necessidades nutricionais. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado entre outubro de 2010 e abril de 2011, com pacientes internados com terapia enteral exclusivo, em um hospital público do noroeste do Paraná. Os dados coletados nos prontuário foram: idade e valor calórico prescrito e infundido. A necessidade energética foi calculada pela fórmula de Harris-Benedict e Long (fator de injúria, fator atividade e fator térmico) e utilizado peso usual ou peso estimado através de fórmulas próprias. As variáveis analisadas no primeiro dia de administração de terapia enteral foram: valor calórico prescrito e infundido e a necessidade energética e os indicadores de qualidade foram: a) adequação do valor calórico prescrito sobre a necessidade energética (%PN); b) adequação do valor calórico infundido sobre prescrito (%IP). Como critério de adequação para o %PN foi adotado valores entre 20 e 30% e para (%IP) acima de 90%. Os dados foram inseridos no software Excel for Windows e foi calculado prevalência de inadequação. Resultados: Foram avaliados 62 pacientes (idade entre 18 e 90 anos) e os idosos foram os mais frequentes 64,5% (n=40). A prescrição da terapia enteral foi inadequada para 27% (n=17) e a infusão foi inadequada para 30,6% (n=19). Vários fatores podem interferir na administração da dieta no primeiro dia de infusão, como jejum, sintomas gastrintestinais, exames ou rotinas de enfermagem. Outra explicação pode ser os cálculos das necessidades que podem estar superestimados e o não registro no prontuário sobre a infusão da terapia enteral. Conclusão: Desta forma, podemos concluir que a inadequação é baixa, porém é fundamental que a monitoração da terapia enteral seja realizada desde o inicio da implantação da terapêutica, para que seja possível reverter quadros de desnutrição o mais precoce possível. Outro aspecto importante é a participação do nutricionista tanto no cálculo das necessidades como na prescrição, bem como a presença da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, sendo que ambos são aptos a tomar decisões em relação a cada paciente, levando em consideração vários aspectos e tornando a permanência do paciente no hospital menor e menos traumática. Unitermos: Terapia nutricional enteral, paciente hospitalizado.

IP27 - INADEQUAÇÃO DA INFUSÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL: A IMPORTÂNCIA DO REGISTRO DA ENFERMAGEM?

Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Maringá
Autores: Auler F; Santos AC; Bernardes AC.

Objetivos: A nutrição enteral é um conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para manutenção ou recuperação do estado nutricional, por meio da administração de nutrientes pelo trato gastrintestinal através do artifício de sondas, quando a quantidade de ingestão oral for inadequada. A prescrição de terapia nutricional enteral é um processo complexo que implica na avaliação da patologia base e na avaliação nutricional do paciente. No entanto, tão importante quanto a prescrição da terapia é a certeza de que o paciente esteja recebendo a dieta prescrita. Baseado no exposto acima o objetivo deste estudo foi analisar a prescrição nutricional e a infusão através de indicador de qualidade. Materiais e Métodos: Estudo transversal e descritivo, envolvendo pacientes acima de 18 anos que estavam em uso de terapia enteral exclusiva, entre os meses de março a maio de 2010, internados na clínica médica de um hospital público do noroeste do Paraná. Os dados foram coletados pelas estagiárias de nutrição a partir dos prontuários médicos, tanto na prescrição médica como nos registros da evolução diárias pela equipe de enfermagem. Para efeito de cálculo das necessidades energéticas foi utilizada a fórmula de Harris Benedict e Long (fator de injúria, fator atividade e fator térmico) e utilizado peso usual ou peso estimado através de fórmulas próprias. O indicador de qualidade analisado nesse estudo foi adequação do valor calórico infundido pelo valor calórico prescrito, sendo considerado adequado quando estivesse maior que 75%. Os dados foram inseridos no software Excel for Windows e foi calculado prevalência de inadequação. Resultados: Foram avaliados 59 pacientes, sendo 50,8% homens e 74,5% idosos. Havia 402 prescrições (média de sete prescrições por paciente), sendo que destas prescrições havia 37% (n=151) com valor calórico prescrito menor que 1.200 cal/dia, com valor médio de 1433cal/dia. A inadequação do valor calórico infundido pelo valor calórico prescrito perfez 44% (n=180) das prescrições, sendo considerado um valor muito alto, quando comparado com a literatura nacional e internacional. Conclusão: A partir destes resultados podemos concluir que a dieta prescrita não está sendo efetivamente infundida. A nossa hipótese pode ser devido ao estado geral do paciente, procedimentos de rotinas, preparo de exames, alterações gastrointestinais, porém pode ocorrer também o não registro da infusão por parte da enfermagem. Desta forma sugerimos a presença de uma Equipe Multidisciplinar de Terapia Enteral e realização de treinamentos específicos com a equipe de enfermagem, visando enfatizar a importância do registro da infusão da terapia enteral, minimizando as intercorrências encontradas na infusão da dieta. Unitermos: Terapia nutricional enteral, prescrição, infusão, indicadores de qualidade.

IP28 - ACOMPANHAMENTO FARMACEUTICO NA PREVENÇÃO DE OBSTRUÇÃO DE SONDA DE NUTRIÇÃO ENTERAL

Instituição: Hospital Bandeirantes, São Paulo
Autores: Bittencourt AF; Feijão TG; Rodrigues P; Carvalho CN.

Objetivos: Levantar a frequência de obstrução de sondas de TNE devido a administração de medicamentos. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo, no período 1º de novembro de 2010 a 31 de janeiro de 2011 com pacientes em TNE com medicamentos via sonda. Todos os pacientes que estavam com medicamentos prescritos via sonda eram analisados por uma farmacêutica clínica para possíveis intervenções quanto a substituição ou recomendação do modo de preparo pela enfermagem. As prescrições eram avaliadas diariamente para posterior analise da frequência de intervenções farmacêuticas, adesão à intervenção e medicamentos com maior potencial de obstrução. Resultados: Durante o período de estudo foram avaliadas 1.712 prescrições, onde foram necessárias 37 intervenções para mudança de via de administração ou forma farmacêutica. Das intervenções realizadas 24% foram acatadas, 54% não aderiram e 22% categorizaram pacientes com óbito, alta hospitalar ou justificativa médica. A obstrução das sondas ocorreu em 19% das intervenções realizadas, sendo que 87,5% destas obstruções ocorreram pela administração incorreta de omeprazol. Conclusão: O medicamento omeprazol pode ser um dos principais responsáveis pela obstrução de sonda de nutrição enteral, isso porque possui microcápsulas com revestimento que possui alto potencial de obstrução da luz da sonda pela formação de grumos. Unitermos: Nutrição enteral, medicamentos.

IP29 - TERAPIA NUTRICIONAL EM HOME CARE

Instituição: Procare Saude, Rio de Janeiro
Autores: Lima GMP; Alves VGF; BatistaGB.

Objetivos: Determinar a eficácia do tipo de terapia nutricional domiciliar (TND) oferecida aos pacientes, comparando a dieta industrializada (DI) com a dieta artesanal (DA) e a dieta artesanal suplementada (DAS), em relação à recuperação do estado nutricional (EN) e a cicatrização de feridas. Materiais e Métodos: Avaliação retrospectiva de dados coletados prospectivamente, obtidos durante o acompanhamento de 76 pacientes em TND no período de abril de 2009 a fevereiro de 2010. Foram avaliados os dados da admissão e com 6 meses de Atenção Domiciliar (AD). Todos os pacientes foram admitidos com indicação de TND após período de hospitalização. A primeira avaliação era feita na admissão ao domicílio e era mantido acompanhamento mensal pela nutricionista. Todos os pacientes recebiam avaliação antropométrica através da medida da Circunferência do Braço (CB) e da estimativa do Índice de Massa Corpórea (IMC), através de altura informada pelo paciente ou familiar e o peso estimado pela fórmula (Rabito - Rev. Nutr., Campinas, 19(6):655-661, nov./dez., 2006). O tipo de TND era definida na primeira visita, de acordo com a indicação clínica do nutricionista avaliador. A presença de úlceras por pressão (UPP) eram avaliadas a cada visita nutricional. Resultados: Foram avaliados 76 pacientes, com idade 73,03±11,85, 37 (48.7%) sexo feminino e 39 sexo masculino. As doenças neurológicas predominavam (72%). 59 (77.6%) pacientes foram admitidos com gastrostomia (GTT) e 17 pacientes eram alimentados exclusivamente por via oral, inicialmente. Destes, 9 necessitaram a realização de GTT durante o acompanhamento. 20 (26.3%) eram desnutridos pelo IMC e 47 (61.8%) pela CB na avaliação inicial. Considerando os dados antropométricos, verificamos que obtivemos melhora do EN em 29 (38.2%) pacientes, manutenção do EN em 29 (38.2%) pacientes e 18 (23.6%) pacientes apresentaram piora evolutiva do EN. O tipo de dieta oferecida foi: 27 (35.5%) DA, 18 (23.6%) DI e 31 (40.8) DAS. Dos pacientes que apresentaram piora do EN, 15 (83.3%) faziam DA, 3 faziam DAS e nenhum fazia DI. A oferta calórica era 1437±275 kcal/dia, com oferta proteica de 1,2±0,06 g/kg. As UPP eram bastante prevalentes na população, sendo que 44 (57.9%) as apresentavam na avaliação inicial e apenas 10 (13.2%) não haviam cicatrizado suas UPP após 6 meses de acompanhamento. 8 desenvolveram as UPP durante a AD e 2 permaneciam com a UPP após 6 meses. A evolução clínica foi para alta em 3 pacientes, óbito em 6 pacientes e 67 permaneceram em AD. Conclusão: Concluímos que é possível a recuperação do EN e a cicatrização de feridas com os 3 tipos de TN, desde que a oferta calórica e proteica seja adequada ao paciente. Vale ressaltar que entre os pacientes que apresentaram piora do EN, a maioria deles estava com DA, um pequeno número com DAS e nenhum com DI. Unitermos: Internação domiciliar, terapia nutricional, úlceras por pressão, desnutrição.

IP30 - COMPLICAÇÕES EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL: OCORRÊNCIAS EM PACIENTES ADULTOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Escola de Enfermagem da USP, São Paulo
Autores: Figueredo LP; Miyadahira AMK.

Objetivos: Verificar e analisar os tipos de complicações ocorridas em pacientes adultos submetidos à terapia nutricional enteral. Materiais e Métodos: Tipo de estudo: retrospectivo por meio prontuários. Amostra: 214 pacientes adultos internados submetidos à terapia nutricional enteral em 2008 e 2009. Local: Hospital Universitário do Município de São Paulo. Tratamento estatístico: teste de Qui-Quadrado e Fisher, com significância de p=0,05 para analisar a associação entre as complicações e método de adminstração da nutrição enteral e terapias farmacológicas. Resultados: Os resultados permitiram verificar que, em 200 (93,4%) dos 214 pacientes observou-se a ocorrência de complicações na vigência da TNE. A predominância foi do sexo masculino (55,6%), com idade média de 64,8 anos; internados em unidades de terapia intensiva (66,8%). Referente ao tempo de terapia nutricional enteral, a média foi de 13,2 dias, sendo que 43,5% dos pacientes a receberam por até uma semana. Quanto a via de acesso enteral houve predomínio das sondas nasoenterais (96,3%) e do método contínuo de administração (67,3%). Em relação às complicações, verificou-se a gastrointestinal em 181 pacientes, caracterizada pela distensão abdominal (33,4%), constipação (17,5%), alto volume residual gástrico (14,6%), vômito (8,2%), refluxo (6,1%), dor abdominal (4,8%) e náusea (2,4%). Metabólica em 110 (27,5%) pacientes, caracterizada pela hiperglicemia, com valor médio de 174,2 mg/dl; a Mecânica em 83(20,7%) pacientes, pela saída não programada da sonda enteral (70,5%), seguida da obstrução da sonda enteral (19,0%), deslocamento da sonda (4,8%), infecção peri gastrostomia (4,8%) e lesão nasal (0,9%); e Pulmonar em 26 (6,5%) pacientes, pela aspiração pulmonar. Na análise de associação, os resultados indicaram maior ocorrência de complicações nos pacientes que receberam a dieta pelo método contínuo de administração, porém com existência de associação significativa para o alto VRG (p=0,000), constipação (p=0,010), distensão abdominal (p=0,037), saída não programada da sonda enteral (0,005) e deslocamento da sonda enteral (p=0,040). Já na análise entre as complicações e o uso de fármacos, houve associação estatisticamente significativa para a ocorrência de hiperglicemia e o uso de opioides (p=0,000) e drogas vasoativas (p=0,000). Conclusão: O estudo demonstrou que existe uma diversidade de complicações em pacientes com terapia nutricional enteral e a ocorrência de tais fatos podem estar associada a fatores independentes ao uso desta terapia. Portanto, investigações sobre a interferência das condições clínicas, terapêuticas e das medidas de cuidado ao uso da sonda enteral merece maior ênfase, sobretudo por parte dos enfermeiros que são responsáveis pela administração da nutrição enteral, como também monitora praticamente todo o processo desta terapia. Unitermos: Nutrição enteral, intubação gastrointestinal, complicações, pacientes hospitalizados.

IP31 - ANÁLISE DAS INTERRUPÇÕES DA INFUSÃO DE NUTRIÇÃO ENTERAL INTERMITENTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Nutrir - Prestadora de Serviços Médicos - Belém - PA
Autores: Ribeiro TNB; Pantoja MS; Santos GCP; Haidee M.

Objetivos: Identificar e analisar as causas das interrupções ocorridas na infusão de nutrição enteral intermitente em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital particular de Belém - PA. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo com 18 pacientes em uso de nutrição enteral intermitente internados em UTI, no período de 35 dias. Todos os pacientes tiveram sonda nasoenteral com posicionamento gástrico, sendo a nutrição administrada através de protocolo pré-estabelecido pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN). Os dados foram coletados através do acompanhamento da prescrição diária da dieta enteral e evolução da equipe de enfermagem. Foram registradas em fomulário próprio as causas das interrupções das dietas prescritas: Sonda nasoenteral (SNE) aberta por distensão abdominal, sem registro das causas, diarreia, acidental da SNE com demora da repassagem pela enfermagem, vômitos, jejum para procedimentos, atraso na entrega da dieta.Resultados: Dos pacientes analisados, 11 (61,1%) do sexo masculino, idade média de 71,1 anos, com período médio de 15,4 dias de nutrição enteral. Dentre os diagnósticos: 7 (38,8%) foram acidente vascular cerebral; 4 (22,2%) infarto agudo do miocárdio; 2 (11,1%) sepsis; 2 (11,1%) crises convulsivas com rebaixamento do nível de consciência; 1 (5,5%) com Câncer avançado; 1 (5,5%) Insuficiência Renal Crônica dialítica e 1 (5,5%) síndrome de Stevens Johnson. Foram identificadas 25 interrupções: SNE aberta por distensão abdominal - 6 (24%); sem registros das causas - 5 (20%); diarreia – 4 (16%); saída acidental da SNE com demora da repassagem pela enfermagem – 3 (12%); vômitos 3 (12%); jejum para procedimentos 2 (8%); atraso na entrega da dieta – 2 (8%). A média do volume diário da nutrição enteral prescrita foi de 1250ml, entretanto a média do volume infundido nos dias que houveram interrupções foi de 662ml, sendo 52,9% da média de volume diário prescrito. Conclusão: Foi observada uma importante diferença de volume da NE prescrita e infundida, em decorrência das interrupções, prejudicando o paciente, devido não serem atendidas suas necessidades nutricionais, o que implica em agravamento do quadro clínico, em maiores índices de desnutrição hospitalar, com consequente aumento de tempo de internação, de morbidades e mortalidade. Unitermos: Nutrição enteral, infusão intermitente, UTI.

IP32 - PREVALÊNCIA DE EXCESSO DE PESO EM INDIVÍDUOS COM PRESCRIÇÃO DE SONDA NASOENTÉRICA EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE PORTO ALEGRE, RIO GRANDE DO SUL

Instituição: Hospital Pronto Socorro, Porto Alegre
Autores: Vieira SG; Cibeira GH; Corbelini N.

Objetivos: Verificar a prevalência de excesso de peso entre pacientes com prescrição de sonda nasoentérica em um hospital público de Porto Alegre. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, no qual foram avaliados todos os pacientes que internaram na unidade de terapia intensiva da neurologia, traumatologia ou queimados durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2011. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos que receberam prescrição de uso de sonda nesoentérica. Foram avaliados o peso e a altura de todos os participantes do estudo no momento da internação para cálculo do índice de massa corporal (IMC). Resultados: Foram avaliados 53 indivíduos, sendo 36 homens (68%) e 17 mulheres (32%). A média de idade obtida foi de 53,3+19,52 anos. Verificou-se peso e IMC médio de, respectivamente, 75,18+14,09 kg e 25,48+4,011 kg/m2. Observou-se que 70,58% das mulheres apresentaram excesso de peso, enquanto que 36,1% dos homens apresentaram peso excessivo. Conclusão: Os índices de prevalência de excesso de peso vêm aumentando em toda a população. Embora a amostra em estudo tenha sido pequena, foi observada a mesma tendência já vista em outros estudos de maior ocorrência de excesso de peso entre mulheres do que em homens. Unitermos: Sonda nasoentérica, obesidade, estado nutricional.

IP33 - DIAGNÓSTICO E PROPOSTA DE FORMULAÇÕES PARA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR SONDAS DE NUTRIÇÃO ENTERAL EM AMBIENTE HOSPITALAR

Instituição: Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Medeiros AL; Silva MFB; Marin MLM; Pinto VB.

Objetivos: Identificar os medicamentos que careciam de formas farmacêuticas adequadas para administração por sonda de nutrição enteral e propor formulações que viabilizassem este procedimento de forma segura e eficaz. Materiais e Métodos: Realizou-se a observação dos métodos de preparo e administração dos medicamentos pelo dispositivo enteral, em pacientes recebendo nutrição enteral internados em duas enfermarias do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, de setembro a dezembro/2010. Resultados: Foram acompanhados 55 pacientes e analisadas 205 prescrições médicas, que corresponderam a mil cento e vinte e quatro itens para administração enteral. Identificaram-se 90 medicamentos diferentes, sendo 22 na forma líquida e 68 na forma sólida, dos quais 2 eram sólidos não orais 66 sólidos orais. Dos sólidos orais, 34 medicamentos (51,51%) podiam ser substituídos por líquidos orais ou medicamentos padronizados para administração por via alternativa, 3 (4,55%) eram pós para solução oral, 3 (4,55%) foram desconsiderados, por não serem padronizados, e 26 (39,39%) não possuíam alternativa na instituição. Propuseram-se fórmulas líquidas orais para 12 desses medicamentos. Foram acompanhados 121 preparos e administrações dos medicamentos pelo acesso enteral pela equipe de enfermagem, dos quais 9,92% consistiram de administrações diretas e 90,08% administrações indiretas. A diversidade dos métodos de trabalho utilizados no momento da derivação, diluição e administração dos medicamentos evidenciou a necessidade de criação de protocolos e aplicação de treinamentos específicos para os cuidados com os pacientes em terapia nutricional enteral no que diz respeito às técnicas de preparo e administração de medicamentos. Conclusão: A interface do farmacêutico com a Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional é fundamental, pois com a avaliação das prescrições, orientação à equipe de saúde em relação aos medicamentos disponíveis, modo de preparo e administração, ampliação do elenco de medicamentos na instituição e desenvolvimento de fórmulas líquidas orais é possível promover o uso seguro de medicamentos aos pacientes em terapia nutricional enteral. Unitermos: Sonda de nutrição enteral, administração de medicamentos, formas farmacêuticas, proposta de formulações.

IP34 - DIETA NEUTROPÊNICA PARA PACIENTES SUBMETIDOS AO TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA EM HOSPITAIS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Instituição: Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Oliveira VC; Rachid FC; Fernandes LD; Viani KHC; Nabarrete JM.

Objetivos: Verificar a conduta dietoterápica dos hospitais, aos pacientes submetidos a Transplante de Medula Óssea, no município de São Paulo e comparar com a literatura. Materiais e Métodos: Este estudo foi realizado em hospitais-referêrencia público e privados em Transplante de Medula Óssea, participando do estudo: Hospital Sirio Libanês (HSL), Hospital AC Camargo (HCan) e Serviço de Onco-Hematologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SOH ICR/HCFMUSP), por meio do questionário verificando o atendimento oferecido aos pacientes transplantados. Resultados: Quando se diz respeito à higienização, manipulação e preparo não há cuidados específicos ao TMO, pois já seguem a legislação vigente que já exigem os cuidados necessários. Na distribuição existe diferença principalmente devido a estrutura existente nos hospitais. Nas três instituições as visitas são restritas. A conduta dietoterápica realizada para os pacientes submetidos ao TMO nos Hospitais do estudo apresentou-se com pontos de divergência devido aos diferentes públicos atendidos nos hospitais e a alguns serem privados e outros serem públicos. Por apresentam inúmeras restrições na dieta, durante a internação os pacientes são orientados em relação aos cuidados que devem ser seguidos tanto durante a internação quanto após esse período. Ainda assim, são entregues manuais de orientação da dieta na alta. Conclusão: Diante das informações apresentadas, faz-se necessária o conhecimento das técnicas e das restrições direcionadas aos pacientes submetidos ao TMO, para que haja conscientização tanto dos familiares quanto dos funcionários envolvidos. Visando melhor recuperação do transplante e sucesso do tratamento. Unitermos: Dieta neutropênica, transplante medula óssea, dieta baixa bactéria, transplante alogênico, câncer pediátrico.

IP35 - ANÁLISE DO CONSUMO DE MICRONUTRIENTES EM MULHERES COM NEOPLASIA MAMÁRIA

Instituição: Universidade de Fortaleza, Fortaleza
Autores: Oliveira Filho RS; Coelho MA; Coelho LM; Nascimento ACF.

Objetivos: Estimar a prevalência da ingestão de micronutrientes em mulheres portadoras de neoplasia mamária. Materiais e Métodos: Participaram do estudo, 27 pacientes, com idades entre 31 e 70 anos, atendidas no ambulatório de nutrição de um centro de referência em tratamento oncológico, em Fortaleza-Ceará, no período de fevereiro a novembro de 2010. Durante o atendimento nutricional foi realizado o recordatório alimentar habitual e em seguida analisados os dados referentes ao consumo de cálcio, vitamina A, vitamina C e ferro. As pacientes foram divididas em 2 grupos, conforme faixa etária, sendo o grupo 1 correspondente a faixa entre 31 e 50 anos, compreendido por 11 mulheres e o grupo 2, com idades entre 51 e 70 anos, composto por 16 mulheres, para que os valores encontrados, segundo as Dietary Reference Intakes (DRI’s), fossem avaliados corretamente, de acordo com a faixa etária. Resultados: O valor médio de cálcio encontrado, para o grupo 1, de acordo com o recordatório alimentar habitual, foi de 464 mg/dia (18,5 – 1.226), permanecendo portanto, abaixo de 50% das recomendações das DRI´s, que corresponde a 1.000 mg/dia. Em relação ao grupo 2, onde o valor mínimo de cálcio preconizado pelas DRI´s é de 1 200 mg/dia, a média encontrada foi de 578mg/dia, permanecendo também abaixo de 50% do valor mínimo estipulado. Somente 1 (6,2%) das participantes apresentou valor igual ou superior ao estabelecido. Com relação ao ferro, o valor médio encontrado foi de 6,7 mg/dia (2,6 - 12,1), estando também abaixo das recomendações das DRI´s, que é de 8 mg/dia para ambos os grupos. Quanto à vitamina A, a preconização, considerando os dois grupos de pacientes, é de 900 µg/dia e a média (26 - 1.556 µg) de consumo foi 405 µg/dia, apresentando apenas 45,0% de adequação. Somente 1 paciente (3,7%) consumia valor correspondente ao recomendado pelas DRI´s. Para a vitamina C a recomendação diária é de 75 mg/dia e a média (4 - 284 mg) de consumo foi de 98 mg/dia. No entanto, 17 (63,0%) participantes não consumiam o valor preconizado pelas DRI’s. Conclusão: Considerando que os micronutrientes estão associados com melhor resposta ao tratamento e menor depleção pela terapia antineoplásica, é de suma importância a intervenção nutricional precoce nessas pacientes, visando uma melhor qualidade de vida.Unitermos: Neoplasia mamária, consumo alimentar, nutrição.
IP36 - AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (ASG), TRATAMENTO E SOBREVIDA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP, São Paulo
Autores: Ozório GA; Fraile ACA; Alves MMF; Cardenas TC; Lima SCTC.

Objetivos: Estabelecer o perfil do estado nutricional, modalidade do tratamento antineoplásico e mortalidade em pacientes oncológicos. Materiais e Métodos: Utilizou-se prontuário eletrônico para coleta dos dados. Foram selecionados todos os pacientes avaliados pelo Serviço de Nutrição e Dietética do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) em janeiro 2011 nos setores de pronto atendimento e nas enfermarias clínicas. Para identificação do risco nutricional foi utilizada a Nutritional Risk Screening - NRS 2002 (Kondrup et al., 2003). Para pacientes em risco, segue-se a realização da ASG. (Detsky et al., 1987). Para análise da sobrevida considerou-se o período de 1 mês da avaliação (desfecho analisado em fevereiro/11). Resultados: Foram avaliados 360 pacientes que permaneceram internados por mais de 24 horas no ICESP no mês de janeiro. Do total de pacientes avaliados, 259 (71,9%) apresentavam risco nutricional, sendo 50,2% deles do sexo feminino. Entre os pacientes em risco nutricional, 24,7% estavam nutridos, 59,5% desnutridos moderado e 15,8% desnutridos grave. Avaliando a terapia antineoplásica, apenas 11,2% (n=29) dos pacientes em risco nutricional foram internados para início de tratamento. O restante dos pacientes em risco (88,8%) internou por outro motivo. Desta parcela, 39,0% já haviam iniciado tratamento em outro momento, 37,8% receberam tratamento prévio, porém no momento estavam em suporte clínico e 12,0% estavam em suporte clinico sem nunca ter feito tratamento antineoplásico. Observou-se que 68,4% dos pacientes que internaram para início de tratamento já apresentavam desnutrição. Dos pacientes que internaram somente para suporte clínico e não haviam realizado qualquer tratamento, 96,7% apresentava desnutrição na admissão hospitalar e 54,8% deles foram a óbito. Conclusão: Os dados sugerem que o paciente com desnutrição tem redução importante da sobrevida e é o grupo com menores possibilidades de tratamento oncológico. Destaca-se o papel de uma triagem nutricional admissional para esse grupo de pacientes, sendo capaz de identificar o risco nutricional e possibilitar início de terapia nutricional precoce para suporte à terapia antineoplásica de escolha Unitermos: Câncer, avaliação subjetiva global, tratamento oncológico, sobrevida.

IP37 - PERCEPÇÃO DOS PAIS E/OU CUIDADORES EM RELAÇÃO AO ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES ATENDIDOS NA ONCOPEDIATRIA DA UOPECCAN

Instituição: Uopeccan, Cascavel
Autores: Eckert RG; Fiori CMCM; Rosa AC; Kreuz G; Melo MIAA.

Objetivos: Inúmeras campanhas relacionadas a alimentação saudável desde a infância, são promovidas frequentemente e, apesar disso, ainda podemos encontrar um grande percentual de crianças e adolescentes com déficit/excesso de peso. Este cenário torna-se ainda mais preocupante, quando se trata de pacientes pediátricos em tratamento antineoplásico, e, suscetíveis a inúmeros efeitos colaterais, que podem contribuir para o comprometimento de seu estado nutricional. Quando o cuidador responsável por este paciente é capaz de detectar estes desvios nutricionais, a adesão e os resultados obtidos a partir da terapia nutricional proposta são mais expressivos. Assim sendo, o objetivo deste trabalho foi verificar a percepção dos cuidadores quanto ao estado nutricional e hábitos alimentares de pacientes atendidos na oncopediatria da UOPECCAN. Materiais e Métodos: Realizou-se avaliação nutricional em 26 pacientes atendidos na oncopediatria da UOPECCAN, conforme parâmetros antropométricos preconizados pelo Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria (2009). Para avaliação da percepção do cuidador com relação ao estado nutricional dos pacientes incluídos no estudo, aplicou-se um questionário estruturado para esta finalidade, contendo questões de múltipla escolha. Resultados: Foram avaliados 26 pacientes, sendo 11 (42,3%) do gênero feminino e 15 (57,7%) do gênero masculino. Com relação ao estado nutricional, observou-se maior prevalência de desnutrição em pacientes com idade menor que cinco anos (11,5%) e, em adolescentes com diagnóstico de osteosarcoma em tratamento com metotrexato em altas doses (11,5%). Considerando a amostra em sua totalidade, notou-se excesso de peso em 23,1% da amostra, com aumento expressivo a partir dos sete anos. Em relação à percepção quanto ao estado nutricional do paciente, 61,5% dos cuidadores avaliaram que a criança/adolescente está com o “peso normal”, porém, destes 25% têm diagnóstico de desnutrição grau I e 25% excesso de peso, sendo 12,5% sobrepeso e 12,5% obesidade grau I. Um segundo grupo (7,69%) acredita que o paciente está “acima do peso” e, neste caso, todas as percepções equivalem ao real estado nutricional do paciente. O terceiro grupo que corresponde a 30,81% dos cuidadores refere que o paciente está “abaixo do peso”. Quando se verifica o real estado nutricional destes pacientes, pode-se verificar que 37,5% destes pacientes classificados pelo cuidador como baixo peso, está com o peso adequado. Deve-se atentar aqui para um grupo de cuidadores que tende a “superalimentar” o paciente, acreditando que seu peso atual não é adequado. Conclusão: O estudo sugere que a maioria dos cuidadores de pacientes oncológicos pediátricos não tem uma percepção adequada quanto ao estado nutricional real destes indivíduos, independente se o mesmo encontra-se com déficit ou excesso de peso. Este cenário pode levar à prática de hábitos alimentares não recomendados a condição atual destes indivíduos, culminando na sub/superoferta de macro e micronutrientes a esta população. Unitermos: Avaliação nutricional, percepção de estado nutricional, oncologia pediátrica.

IP38 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E RISCO DE DESNUTRIÇÃO DE PACIENTES EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO EM UMA CENTRAL DE QUIMIOTERAPIA

Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto
Autores: Ribeiro SMF; Vettori JC; Diniz RKB; Cunha SFC; Peria FM.

Objetivos: Em portadores de neoplasias em tratamento adjuvante ou exclusivo com quimioterápicos acompanhados pela Central de Quimioterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, avaliar o estado nutricional por meio do questionário MUST. Materiais e Métodos: Foram avaliados pacientes com diagnóstico de câncer e que estavam recebendo tratamento quimioterápico em regime ambulatorial na Central de Quimioterapia do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital da Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. O estado nutricional do paciente foi avaliado a partir do questionário de MUST (Malnutrition Universal Screening Tool). O questionário é composto por dados como IMC, percentual de perda de peso não intencional nos últimos três a seis meses e alteração da ingestão alimentar nos últimos cinco dias, itens estes avaliados por meio de pontuação. Resultados: Dos 137 pacientes analisados, 44 (32,1%) apresentavam tumores de via aérea e digestiva superior, 32 (23,3%) mama, 16 (11,6%) cólon-retal e canal anal, 14 (10,2%) sarcomas e outros, 12 (8,7%) tumores de pulmão, 10 (7,3%) linfomas e leucemias e 9 (6,5%) urorreprodutor. Em relação à perda de peso, os pacientes com tumores de via aérea e digestiva superior (mediana 4,25 Kg), pulmão (mediana 2,75 Kg) e linfomas e leucemias (mediana 2,5 Kg), foram os indivíduos que apresentaram uma perda ponderal. Enquanto que os pacientes com tumores de cólon-retal e canal anal (mediana 2,5 Kg) e sarcomas e outros (mediana 1,0 Kg), tiveram ganho ponderal. Já os indivíduos com neoplasia localizada na mama e no sistema uro-reprodutor, mantiveram o peso (mediana 0 Kg). De acordo com o índice de massa corpora (IMC), todos os indivíduos se encontraram na faixa de eutrofia, com exceção dos pacientes com tumores de mama (mediana 28,2 Kg/m2). No que diz respeito ao risco de desnutrição dos pacientes, observou-se um alto risco entre os pacientes com tumor de pulmão (33,3%) e via aérea e digestiva superior (54,3%). Ainda com relação ao risco de desnutrição, as neoplasias de cólon-retal e canal anal, e linfomas e leucemias, obtiveram uma mesma porcentagem de indivíduos classificados com alto e moderado riscos de desnutrição. Os tumores de mama e sarcomas e outros, apresentaram um baixo risco de desnutrição, 64,3% e 85,3%, respectivamente. Conclusão: Observou-se que em geral, os pacientes apresentam perda de peso durante o tratamento neoplásico, mesmo apresentando características eutróficas em relação ao IMC. Contrastando a perda de peso, alguns pacientes evoluíram com ganho, entretanto a maioria ainda se encontrava dentro da faixa normal em relação ao IMC, exceto os tumores de mama que permaneceram sem ganho ou perda de peso, mas se encontravam com sobrepeso na classificação por IMC. Além disso, percebe-se que a maioria dos pacientes se encontra com baixo risco de desnutrição, entretanto parte relevante da amostra apresentou uma alto risco de desnutrição associado com a perda ponderal. De acordo com os dados observados, percebe-se a relevante importância de uma triagem nutricional logo após estabelecido o esquema de tratamento pelo médico, principalmente naqueles pacientes que apresentam tumores localizados em regiões em que já se percebe o potencial risco de alteração do estado nutricional. Contudo, acrescenta-se a necessidade do profissional nutricionista durante todo o processo do tratamento neoplásico, visando promover a manutenção de um estado nutricional adequado às suas necessidades e gerando melhora na qualidade de vida do paciente. Unitermos: Estado nutricional, risco de desnutrição, quimioterapia.

IP39 - NEOPLASIA MAMÁRIA: PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES DE UMA MATERNIDADE ESCOLA DE FORTALEZA - CEARÁ

Instituição: Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Fortaleza
Autores: Nobre RG; Frota JT; Cavalcanti CC; Vasconcelos AL; Meireles AVP; Limaverde PT.

Objetivos: O objetivo desta pesquisa foi conhecer o perfil nutricional de mulheres com neoplasia mamária internadas em uma maternidade escola. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo quantitativo, cuja amostra compreendeu as pacientes admitidas na enfermaria de mastologia da maternidade em estudo com diagnóstico de neoplasia mamária, durante o período de agosto a novembro de 2010, sendo excluídas as recusas, as pacientes em estágio terminal e impossibilitadas de deambular. Os dados foram obtidos através de prontuários e aplicação de questionário semi-estruturado, envolvendo dados pessoais, dados demográficos e sócio-econômicos, dados clínicos e antropométricos. Para determinar o estado nutricional foi utilizado o cálculo do IMC, sendo aferida também a circunferência da cintura. Resultados: Foram entrevistadas 14 mulheres, com uma idade media de 48 anos, sendo a maioria do interior do estado (57%), solteira (42,9%), dona de casa (57,1%), com Ensino Fundamental Incompleto (28,6%) e renda mensal de um salário mínimo (57,1%). Quanto à doença, as pacientes apresentaram tempo médio de diagnostico de 11,9 meses, 35,8% tinha o diagnostico histopatológico de carcinoma ductal infiltrante, 64,3% afirmaram não ter realizado tratamento prévio e das que fizeram, 60% relataram quimioterapia. Foi verificado que 50% das pacientes apresentaram comorbidade associada, sendo a hipertensão a doença mais encontrada (57,1%), seguida pelo diabetes (28,6%). Em relação ao estado nutricional, observou-se que 64,3% apresentou excesso de peso e 50% apresentou risco elevado para complicações metabólicas associadas à obesidade, segundo a circunferência da cintura. Analisando a alteração de peso dessas mulheres, a maior parte delas (66,7%) ganhou peso em uma média de 4,35kg. Conclusão: Observa-se com este estudo a importância do cuidado nutricional adequado tanto na prevenção quanto no prognóstico das pacientes com neoplasia de mama, tendo em vista a frequência de excesso de peso nessa população. Unitermos: Neoplasia mamária, perfil nutricional.

IP40 - COMPORTAMENTO ALIMENTAR EM PACIENTES COM NEOPLASIA MAMÁRIA: ALTERAÇÕES PÓS-DIAGNÓSTICO

Instituição: Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Fortaleza
Autores: Frota JT; Cavalcanti CC; Vasconcelos AL; Nobre RG; Meireles AVP; Limaverde PT.

Objetivos: O objetivo desta pesquisa foi verificar a existência ou não de alterações no comportamento alimentar de mulheres com neoplasia mamária internadas em uma maternidade escola. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo quantitativo, cuja amostra compreendeu as pacientes admitidas na enfermaria de Mastologia com diagnóstico de neoplasia mamária, durante o período de agosto a novembro de 2010, que aceitaram participar da pesquisa. Os dados foram obtidos através da aplicação de questionário semi-estruturado. Resultados: Das 14 mulheres entrevistadas, com uma idade media de 48 anos, 57,1% deixou de comer algum alimento, sendo a maior restrição para aqueles do tipo proteico (87,5%). O motivo que predominou para essa mudança foi “medo de fazer mal” (50%). Por outro lado, 35,7% das pacientes passaram a comer algum alimento, sendo as frutas e verduras os alimentos mais relatados (60% cada), tendo como motivo principal a orientação de profissional de saúde. Os resultados deste estudo sugerem que há uma tendência para mudança no comportamento alimentar pós-diagnóstico de neoplasia. Conclusão: É importante destacar que conceitos errôneos, neste momento, podem confundir e prejudicar o processo do aprendizado para um hábito alimentar mais saudável, visto que, essas pacientes buscam a cura e qualquer afirmação pode ser tida como regra para o resto de suas vidas, sendo assim, este assunto requer mais estudos a fim de conduzir melhor a abordagem do profissional nutricionista. Unitermos: Neoplasia mamária, comportamento alimentar.
IP41 - PERFIL ECONÔMICO E NUTRICIONAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS GASTRECTOMIZADOS DE UM HOSPITAL GERAL DE SÃO LUIS - MA

Instituição: Hospital Geral Tarquínio Lopes Filho - HTLF, São Luís, Maranhão
Autores: Dias RSC; Matos HR; Santiago AKA; Remedios MCF; Araujo RCA; Oliveira RL.

Objetivos: Avaliar o perfil econômico e nutricional de pacientes oncológicos gastrectomizados de um Hospital Geral de São Luís/MA. Materiais e Métodos: Estudo transversal com 37 pacientes, de ambos os sexos e maiores de 20 anos internados em um Hospital Geral de São Luís – MA, no período de Julho a Dezembro de 2010. Foi adotado o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), para classificar economicamente os entrevistados. Foi avaliado o estado nutricional dos pacientes no pré-operatório por meio de parâmetros antropométricos: Índice de Massa Corporal (IMC), Percentual de Perda de Peso (% PP); Prega Cutânea Tricipital (PCT); Prega Cutânea Bicipital (PCB); Prega Cutânea Subescapular (PCSE); Prega Cutânea Supra-ilíaca (PCSI); Circunferência do Braço (CB); Circunferência Muscular do Braço (CMB), Circunferência da Cintura (CC), Circunferência do Quadril (CQ) e Relação Cintura- Quadril (RCQ), classificados segundo a Organização Mundial de Saúde e Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente – ASGPPP. O estado nutricional no pós – operatório foi avaliado por meio do IMC e Percentual de Perda de Peso (%PP). As variáveis quantitativas foram apresentadas por média e desvio padrão. Para comparação das variáveis qualitativas, foi utilizado o teste Qui-quadrado. O nível de significância adotado foi de 5%. Os dados foram analisados por meio do programa estatístico EPI INFO 3.5.2. Resultados: Os pacientes apresentaram idade média de 60,18±14,16 anos, predomínio do sexo masculino (63,20%). A maioria dos entrevistados referiu ser casados (57,90%), naturais do interior do estado (55,30%), e pertencentes à classe social D (71,1%). A média do tempo de internação foi de 17,54±13,18 dias e o tipo de gastrectomia que predominou foi a subtotal com 59,5% dos casos. 62,2% dos pacientes apresentaram alguma complicação, sendo mais frequente à síndrome de dumping com 24,3% e 5,4% evolui para óbito. A avaliação do EN, segundo o IMC, revelou maior prevalência de indivíduos desnutridos no pré e pós-operatório, 42,1% e 60,5%, respectivamente. Ao analisarmos a CB, CMB e PCT foram observados maior frequência de desnutrição, 70,6%, 62,1% e 83,8%, respectivamente. A maioria dos pacientes foi classificada como em risco nutricional ou moderadamente desnutrido segundo a ASGPPP (62,2%). Conclusão: A maioria dos pacientes era natural do interior do estado e pertencia à classe social D. A desnutrição predominou no pré e pós-operatório com maior prevalência no pós. Unitermos: Desnutrição, gastrectomia, avaliação nutricional.

IP42 - IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE RISCO E EVOLUÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM GESTANTES PORTADORES DE DIABETES MELLITUS GESTACIONAL

Instituição: Divisão de Nutrição e Dietética do Instituto Central do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina, São Paulo
Autores: Peres LNP; Niechcicki DL.

Objetivos: O presente estudo teve por objetivo identificar a prevalência de alguns fatores de risco para o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), bem como avaliar a evolução do estado nutricional de gestantes portadoras dessa doença em acompanhamento nutricional ambulatorial. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo com coleta de dados dos prontuários das gestantes (n=16) atendidas de dezembro de 2009 a outubro de 2010 pela Divisão de Nutrição e Dietética (DND), no Ambulatório de Obstetrícia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foram incluídas no estudo as gestantes com idade igual ou superior a 18 anos, portadoras de DMG, com gestação única, que foram atendidas no mínimo em três consultas pelo ambulatório da Nutrição e que receberam alta com 36 ou mais semanas de gestação. Foram coletados os dados referentes à altura, idade, história familiar de diabetes mellitus, semana gestacional na qual foi iniciado o tratamento dietético, número de consultas nutricionais e excesso de peso pré-gestacional, obtido pelo Índice de Massa Corporal (IMC) pré-gestacional. Para avaliação da evolução do estado nutricional foram considerados os valores do IMC pré-gestacional e do IMC ao final do acompanhamento nutricional. Resultados: Quanto aos fatores de risco para o DMG, observou-se que 81,25% das gestantes apresentaram idade superior a 25 anos, com idade média de 33 ± 7 anos, 68,75% relataram história de diabetes mellitus em parente de 1° grau, 12,5% apresentaram estatura <1,50m e 93,75% iniciaram a gestação com excesso de peso, com IMC pré-gestacional médio de 29,59 ± 4,45 Kg/m². A avaliação do estado nutricional pré-gestacional mostrou prevalência de gestantes com sobrepeso (62,5%), seguido de obesas (31,25%) e eutróficas (6,25%). Ao final do acompanhamento nutricional, 81,25% das gestantes foram classificadas como obesas e 18,75% como sobrepeso. O acompanhamento nutricional, em média, foi iniciado no 2º trimestre de gestação e foram realizadas 4,3 consultas por paciente. Conclusão: Dentre os fatores de risco para o DMG destaca-se a alta prevalência de gestantes acima do peso no período pré-gestacional evoluindo para obesidade ao final do tratamento. O fato observado foi que as gestantes iniciaram o acompanhamento nutricional tardiamente. Sendo assim, o tratamento dietoterápico precoce é importante. Unitermos: Gestantes, estado nutricional, diabetes mellitus gestacional.

IP43 - O TIPO DE PROCEDIMENTO CIRÚRGICO PODE CORRELACIONAR-SE COM O RISCO NUTRICIONAL DO PACIENTE?

Instituição: Irmandade da Santa Casa de Misericordia de Porto Alegre, Porto Alegre
Autores: Fernandes D; Schimitt L.

Objetivos: Avaliar o risco nutricional de pacientes internados para realização de procedimento cirúrgico através do instrumento de triagem nutricional NRS, 2002, e da Avaliação Nutricional Subjetiva Global quando necessário. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado na Unidade Cirúrgica do Hospital Santa Clara da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre entre mês julho de 2009 e fevereiro de 2010. A amostra (n= 631) é formada por pacientes internados pelo Sistema Único de Saúde que realizaram procedimento cirúrgico: cardiovasculares, traumatológicos, urológicos, proctológicos, gástricos, vasculares e neoplasias digestivas. O protocolo NRS-2002 foi aplicado em até 72h após a internação, e caso fosse apontado Risco Nutricional, era aplicado o protocolo da ANSG. Os dados foram coletados de prontuário e analisados pelo programa Epi Info 5.3.2 pelos testes de análise de variância e de Mann Whitney. Resultados: Do total de pacientes estudados, 9% internaram para realizar cirurgia traumatológica, 10% urológica, 26% neoplásica, 16% vascular, 23% gástricas, 4% proctológicas e 10% cardíacas. 42% dos pacientes que internaram apresentaram risco nutricional. Houve relação direta entre o risco nutricional apontado pela NRS-2002 e o procedimento cirúrgico. As cirurgias oncológicas obtiveram maior pontuação em relação às demais (P<0,003). Conclusão: Nossos dados corroboram com estudos que demonstram uma maior tendência ao risco nutricional nos pacientes cirúrgicos oncológico. Sabe-se que pacientes portadores de neoplasia ou oncológicos tendem especialmente a um maior risco de desnutrição em decorrência do tratamento e do estresse metabólico da doença per si. A associação destes instrumentos permitiu maior sensibilidade para detectar e classificar o risco nutricional do paciente nas primeiras 72 horas de internação, viabilizando melhor atenção ao estado nutricional do paciente. São necessários estudos que possam medir se há mudança no risco nutricional do paciente antes e após a cirurgia, a fim de certificar o acompanhamento e evolução nutricional durante a internação. Unitermos: ANSG, risco nutricional, NRS-2002, desnutrição, cirurgia.

IP44 - ANÁLISE DE META NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS EM CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA – ADULTOS COM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Serviço de Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Shima M; Freitas BJ; Ferraz LJR; Zulin F; Rakovicius AK; Piovacari SMF.

Objetivos: analisar a adequação da meta nutricional de atendimento as necessidades nutricionais de pacientes em Terapia Nutricional Enteral (TNE) exclusiva do Centro de Terapia Intensiva - Adultos (CTI-A), verificar os motivos frequentes para a inadequação da meta, e avaliar medidas para melhorar os resultados encontrados. Materiais e Métodos: estudo observacional e retrospectivo, onde os dados foram coletados dos relatórios mensais de 2009 a 2010 dos pacientes internados no CTI-A de um hospital geral. A meta estabelecida foi que =70% dos pacientes em TNE atingissem =60% das necessidades calóricas no 3°dia (D3) após inicio da dieta. As necessidades nutricionais foram calculadas na admissão e para avaliar o indicador, coletou-se o volume total infundido e oferta calórica no D3, sendo expressa como percentual de adequação da meta programada. Resultados: Em 2009 foram analisados 251pacientes, dos quais a média de 83% atingiu as necessidades calóricas estimadas no D3; em 2010 foram analisados 353 pacientes, com média de 80%. Quando os dados foram analisados separando-se a Unidade de Terapia Intensiva e a Semi-Intensiva, observou-se que 81% (2009), 79% (2010) e 93% (2009) e 81% (2010) atingiram a meta, respectivamente. Os motivos frequentes para a não adequação do indicador foram: distensão abdominal, jejum procedimento, jejum exame, vômitos, volume prescrito insuficiente e conduta médica em 2009. Os dados de 2010 foram instabilidade hemodinâmica, jejum exame, vômitos, distensão abdominal, conduta médica. Para melhoria dos resultados obtidos, em 2011 foram sugeridas algumas ações pelo grupo de Nutrição do CTI-A como elaboração de protocolo de progressão do volume da TNE, orientação da equipe médica e fisioterapia para evitar pausa da TNE na extubação do paciente e em exames quando paciente em Ventilação mecânica. Conclusão: os dados analisados demonstram que a meta programada está sendo atingida, mas eleger fatores que contribuíram para a inadequação do indicador e intensificar a vigilância para melhorar a tolerância à TNE é o trabalho contínuo da equipe multidisciplinar de Terapia Nutricional e Educação Continuada para a melhora e manutenção dos resultados. Unitermos: Terapia nutricional, terapia intensiva, meta nutricional.

IP45 - QUANTO MAIOR O GRAU DE RN MAIOR O TEMPO DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR

Instituição: TNC-GAN, Niterói
Autores: Ferreira A; Nasser EM; Freire AEM; Viana GG; Rosa JM; Peixoto JCMS.

Objetivos: A prevalência da desnutrição hospitalar aumenta conforme se alonga o tempo de internação. A identificação de risco nutricional (RN), através de ferramentas de triagem, pode antecipar a intervenção nutricional e evitar a instalação ou piora da desnutrição. O objetivo deste trabalho é determinar a taxa de positividade do RN, analisar a prevalência de RN positivo por patologia e correlacionar a presença de risco nutricional com o tempo de internação (TI) hospitalar. Materiais e Métodos: Pacientes admitidos em 05 hospitais privados de Niterói no período de janeiro de 2008 a outubro de 2009, sem indicação ou uso de terapia nutricional enteral ou parenteral prévia, maiores de 20 anos de idade, não críticos foram rastreados pela Avaliação Subjetiva Global (ASG), recebendo a classificação de sem RN (A) ou com RN (B e C). Idade, gênero e patologias principais dos pacientes foram anotados. Utilizou-se o SPSS 10.0 para verificar a prevalência de RN positivo e o teste t para verificar a associação entre o RN e o TI com nível de significância com p<0,05. Resultados: Foram avaliados 3045 pacientes: 66,8% mulheres e 33,2% homens. Da amostra 7,8% dos pacientes apresentaram RN. A prevalência de RN por patologia foi de: 25% nas neoplasias (n=163), 21,8% sintomas e sinais clínicos não classificados em outra parte (n=156), 19,4% pneumopatias (n=62), 12,7 % nas cardiopatias (n=292), 11,6% de gastrointestinais (n=215), 11,5% nas nefropatias (n=148), 3,3% nas demais patologias (n=1852). O tempo médio de internação dos pacientes sem risco foi de 4 dias e com risco foi de 14 dias. A associação entre o RN e o TI foi significativamente positiva (p < 0,001). Conclusão: A prevalência de risco nutricional foi de 7,8%. Pacientes oncológicos, pneumopatas e cardiopatas apresentaram uma prevalência de risco nutricional superior a 12% na triagem. Quanto maior a prevalência de risco nutricional maior o tempo de internação hospitalar. Unitermos: Triagem nutricional, tempo de internação hospitalar, desnutrição hospitalar.

IP46 - ESTADO NUTRICIONAL E QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES PARTICIPANTES DE ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA NO NORDESTE BRASILEIRO

Instituição: Universidade Tiradentes, Aracaju
Autores: HJX Santos; CM Melo; DRR Cavalcante; CCC Oliveira, MAP Nunes; RR Madi.

Objetivos: Analisar o estado nutricional de mulheres participantes de espaço de convivência utilizando parâmetros antropométricos e bioquímicos e sua relação com a qualidade de vida. Materiais e Métodos: Avaliou-se 41 mulheres, assistidas pelo Programa de Atenção Integral a Melhor Idade da Universidade Tiradentes – Aracaju/SE, através do IMC, CC, RCQ, perfil lipídico, glicemia e qualidade de vida (WHOQOL-SF-36). Resultados: A avaliação antropométrica mostrou índices elevados de peso, de risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares (85,3%) e de RCQ (=0,85). Patologias detectadas: 45,23% hipertensas, 7% diabéticas e 21,42% diabetes e hipertensão, 4,76% osteoporose, 11% nenhuma patologia. A média para cada componente do questionário situou-se entre 50 e 60, os mais elevados foram os aspectos físicos e capacidade funcional e os menores estavam relacionados a aspectos emocionais. Aspecto estado geral de saúde, aspecto social, aspecto emocional e saúde mental: razão cintura/quadril inferior a 0,85 é maior, mostrando tendência positiva na qualidade de vida destas mulheres. Conclusão: alta prevalência de excesso de peso. Entre os domínios da qualidade de vida, os de relevância psicoemocional tiveram os menores índices, quando associados a parâmetros antropométricos, comparado aos demais domínios do SF-36. Unitermos: Qualidade de vida, mulheres, nutrição.

IP47 - APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO DE TRIAGEM NUTRICIONAL NRS 2002 NOS PACIENTES INTERNADOS NO HSPE - FMO, 2010

Instituição: Hospital do Servidor Público Estadual- HSPE/ FMO, São Paulo
Autores: Moraes IM; Moraes MF; Lima FCA.

Objetivos: Aplicar a NRS 2002 para determinação do risco nutricional dos pacientes internados no HSPE-FMO. Materiais e Métodos: A NRS foi aplicada num período de 20 dias em todos os pacientes acima de 18 anos internados no período do estudo, com exceção da psiquiatria e obstetrícia. Foram considerados em risco nutricional os pacientes com pontuação final =3. Resultados: Foi avaliado um total de 2083 pacientes. Apenas 33,60% da população estudada não foi submetida à triagem do risco nutricional, a qual está inserida na segunda parte do instrumento. Os pacientes classificados como risco nutricional foram 53,36% da amostra. De acordo com o instrumento, 61% da amostra necessitam de terapia nutricional para atender a demanda proteica aumentada, o que está de acordo com vários estudos que relatam que a maioria dos pacientes interna com risco nutricional ou já com desnutrição. Conclusão: A maioria dos pacientes internados no HSPE-FMO, no período da pesquisa, estava em risco nutricional e necessitava de terapia nutricional específica. Esses dados também contribuíram para a elaboração de protocolos de atendimento nutricional, visando uma intervenção precoce e efetiva na evolução nutricional dos pacientes internados no HSPE-FMO. Unitermos: Triagem nutricional, NRS-2002.

IP48 - ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA SUBSTIMA ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES CIRÚRGICOS INTERNADOS NA CIRURGIA GERAL DO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - FMO

Instituição: Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual- FMO, São Paulo
Autores: Lima FCA; Moraes MF.

Objetivos: Avaliar o IMC e a porcentagem de perda de peso a fim de verificar se somente o IMC subestima o estado nutricional dos pacientes. Materiais e Métodos: Foram avaliados 347 pacientes, acima de 18 anos, internados na Cirurgia Geral do HSPE-FMO durante três meses. Utilizou-se o IMC (WHO, 1998 e OPAS, 2002) e porcentagem de perda de peso (Blackburn, 1977). Não foram incluídos no estudo pacientes com IMC de baixo peso. Para se obter os resultados utilizou-se o programa estatístico STATA. Resultados: A caracterização da população foi de 53% de pacientes adultos, 52% do sexo feminino e 55% com IMC de eutrofia. Os pacientes classificados com risco nutricional, pois, apresentaram perda de peso significativa, foram de 69% da amostra, dos quais 53% eram idosos, 52% do sexo masculino e 56% de eutróficos. Conforme pode ser confirmado pela literatura, que relata que a maioria dos pacientes hospitalizados classificados pelo IMC como eutrófico, sobrepeso ou obesos podem estar em risco nutricional quando submetidos a outros parâmetros de avaliação nutricional Conclusão: É necessária a conscientização de toda a equipe multidisciplinar que apenas o IMC não é o suficiente para se avaliar os pacientes de uma clínica cirúrgica, já que os pacientes com IMC de eutrofia ou acima do peso podem estar em risco nutricional quando se avalia a porcentagem de perda de peso. Unitermos: Indice de massa corpórea; paciente cirúrgico, sobrepeso, obesidade.

IP49 - TRIAGEM NUTRICIONAL DE PACIENTES INTERNADOS NO PRONTO SOCORRO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO REGIONAL DE MARINGÁ

Instituição: Hospital Universitário Regional de Maringá/UEM, Maringá
Autores: Beraldo LLR; Rona MSS; Bianco I; Oliveira FM; Silva WR; Gomes BHC.

Objetivos: Comparar o estado nutricional obtido pelo IMC (Índice de massa Corporal) aos resultados de risco nutricional. Materiais e Métodos: A triagem de risco nutricional foi realizada em 152 pacientes internados no PS, com dieta via oral, excluindo-se gestantes e lactantes. Os que permaneciam internados após 7 dias eram reavaliados para acompanhamento da evolução do estado nutricional. Foi utilizado a NRS-2002, que classifica pacientes através de escores, como segue: =3: o paciente está em risco nutricional e <3: não apresenta risco nutricional e deve ser reavaliado semanalmente. Para indivíduos impossibilitados de utilizar os métodos convencionais para cálculo do IMC, as medidas de estatura e peso foram estimadas através das fórmulas de Chumlea et. al. 1985 e 1988, respectivamente. Resultados: Dos pacientes avaliados, 96 eram do sexo masculino e 56 feminino, sendo 60,5% adultos e 39,5%, idosos. Segundo o IMC, dos pacientes adultos, 7 (7,6%) apresentaram baixo peso, 46 (50%) estavam eutróficos e 39 (42,3%) com peso acima do adequado. Entre os idosos, 18 (30%) apresentavam baixo peso, 26 (43,4%) estavam eutróficos e, 16 (26,6%) com peso acima do adequado. Desta amostragem, 29 pacientes tiveram dados de peso e estatura estimados. Da amostra geral a NRS 2002 classificou 75 (49,4%) dos pacientes com risco nutricional e 77 (50,6%) sem risco nutricional. Entre os pacientes com risco, 31 (34%) eram adultos e 44 (73,2%), idosos. Relacionando o IMC com o risco nutricional, observou-se que os pacientes adultos de baixo peso e a maioria dos pacientes idosos, independente do IMC, apresentavam risco nutricional. Dos 152 pacientes avaliados, 34 permaneceram internados de 7 a 10 dias e apenas 15 foram submetidos à reavaliação, todos idosos. Os demais tiveram alta ou foram transferidos nos finais de semana, quando não havia coleta de dados. De acordo com o IMC, na avaliação inicial, 04 (26,6%) estavam em baixo peso, 07 (46,7%) em eutrofia e 04 (26,7%) acima do peso. Na reavaliação, 07 (46,7%) estavam em baixo peso, 04 (26,6%) em eutrofia e 04 (26,7%) acima do peso. Todos os pacientes reavaliados passaram de 66% em risco inicialmente para 80% na reavaliação. Através da NRS-2002 foi possível avaliar os pacientes de forma mais completa do que apenas com o IMC isoladamente.
Verificou-se que 50% pacientes adultos em eutrofia e 42,4% acima do peso, classificados pelo IMC, ao serem avaliados pelo método da NRS-2002, apresentaram respectivamente 34% e 46% de risco nutricional. Conclusão: A triagem nutricional mostra-se indispensável, sinalizando precocemente pacientes que poderiam beneficiar-se de terapia nutricional, apesar de muitas vezes o IMC, que considera apenas métodos antropométricos, apresentar-se dentro da normalidade. Unitermos: Triagem nutricional, avaliação nutricional, risco nutricional

IP50 - MEDIDAS PRÁTICAS DA EQUIPE MULTIDISCILINAR DO HCE É CAPAZ DE REDUZIR AS INDICAÇÕES DE OSTOMIAS E O TEMPO DE INTERNAÇÃO E DE UTILIZAÇÃO DE SONDA NASOENTÉRICA

Instituição: Hospital Central do Exército, Rio de Janeiro
Autores: Pires L; Barbosa C; Oliveira J; Graças J; Santos L.

Objetivos: Verificar se o estímulo de exercícios de deglutição e o uso de espessantes dietéticos são capazes de reduzir o tempo de utilização de SNE, acelerar a reintrodução de dieta oral, reduzindo o gasto hospitalar com dietas enterais e as indicações de gastrostomia em paciente internado no setor de clínica médica do HCE. Materiais e Métodos: Estudo de caso de paciente com 71 anos, diagnóstico de desnutrição proteico calórica, desidratação e queda do estado geral portadora de HAS, ITU, Alzheimer e demência, não responsiva, sem aceitação de dieta oral há semanas. A triagem médica, indicando necessidade de alimentação exclusiva por SNE e procedimentos médicos de recuperação do balanço hidroeletrolítico. O PC estimado foi de ±45 Kg e a altura 1,63m considerando a necessidade de 35 Kcal/KgPC (OMS), o VET sugerido foi de ±1.500 Kcal/dia. A dieta foi administrada por meio de sistema fechado, com bomba infusora contínua (22 horas/dia) e na posição pós-pilórica. No Dia 1 foi oferecido 35% das necessidades totais da paciente com dieta standard (1.0 Kcal/ml) 25ml/h/24h, evoluindo até o Dia 3 de infusão da dieta, sem intercorrências, a paciente passa a receber aporte considerado total segundo cálculo inicial associando fórmulas com fibras, volume total de infusão de 1500ml/dia (75ml/h). Após 2 semanas o paciente apresentava melhora do estado geral, já interagindo dentro das suas limitações, hidratada, com ITU resolvida, foi solicitado avaliação fonoaudiológica quanto a capacidade de deglutição que sugeriu dieta semilíquida nas pequenas refeições 2 vezes/dia além de água e suco com espessante 10 g/200 ml, o estimulo a alimentação oral foi progressivo, com redução gradativa da dieta enteral segundo pesquisa de aceitação preenchida diariamente pela acompanhante, após 3 dias foi introduzido almoço e jantar de consistência semilíquida e reduzido 500 ml do aporte diário de dieta enteral, após 2 dias passou a receber todas as 6 refeições diárias de rotina do hospital, com aceitação de 50% em todos os horários, após 2 dias foi reduzido 500 ml do volume diário de dieta enteral e modificado a consistência dos líquidos com redução do espessante para 5g/200ml, com boa aceitação sem episódios de disfagia, ou sugestivos de broncoaspiração, a redução da dieta enteral, favoreceu o aumento do apetite e do consumo de 70 a 100% de todas as refeições diárias, sendo retirada a sonda nasoentérica no dia 23 de internação, no dia seguinte o aumento do aporte calórico foi obtido com a introdução de suplementos orais 2 vezes por dia, com boa tolerância sem espessante. Resultados: No dia 26 de internação, o paciente foi liberado quanto a utilização de espessante em líquidos, recuperando sua coordenação de deglutição, recebendo alta hospitalar, com orientações quanto ao posicionamento para se alimentar e dieta segundo as suas necessidades. O paciente cursou com função intestinal satisfatória durante todo o período. Conclusão: Esse caso sugere que a parceria diária entre os profissionais médicos, nutricionistas, fonoaudiólogos e familiares do paciente são imprescindíveis na recuperação da capacidade motora de deglutição, desmame da SNE e recuperação do estado nutricional do paciente, reduzindo o tempo de uso de SNE, indicações de ostomias e o gasto hospitalar com dieta enteral e tempo de internação. Unitermos: SNE, disfagia, espessantes orais.