Assinaturas Março 2014
16 de Abril de 2014
 » Busca     Avançada
 » Revistas
 » Livros
 » Expediente
 » Conheça a     Editora
 » Dados das     Publicações
 » Agenda
 » Cápsulas
 » Serviços
 » Links

Normas de Publicação da RBM Revista Brasileira de Medicina



GANEPÃO 2011
PRÁTICA CLÍNICA (PC)
RBM Especial Ganepão Junho/2011

PC1 - AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO NUTRICIONAL DE IDOSOS DA CIDADE DE JOINVILLE/SC

Instituição: Lelusc, Joinville
Autores: Espindola JC; Coelho LM.

Objetivos: Este estudo transversal-analítico teve como objetivos descrever o conhecimento nutricional da população idosa, distinguir os pontos de atuação da educação nutricional e detalhar os conhecimentos nutricionais com as patologias existentes. Materiais e Métodos: Aplicou-se um questionário de conhecimento nutricional, contendo 15 questões, elaborado a partir da versão validada, traduzida e adaptada da escala de conhecimento nutricional do National Health Interview Survey Cancer Epidemiology, retirada de um artigo científico nacional, dos autores Fernanda Baeza Scagliusi, et al. (2006) e, do questionário desenvolvido pelas pesquisadoras Dra. Anna Hawkes e Dra. Madeleine Nowak, integrantes da School of Public Health and Tropical Medicine da Universidade James Cook, na Austrália. Para classificação do conhecimento nutricional foi utilizado o mesmo critério dos autores Fernanda Baeza Scagliusi et al. (2006): pontuações totais entre zero e 6 indicam baixo conhecimento nutricional; entre 7 e 10 indicam moderado conhecimento nutricional e acima de 10 indicam alto conhecimento nutricional. Cada questão correta era equivalente a 1 ponto, podendo totalizar até 15 pontos. Resultados: Obteve-se um resultado relativamente positivo, 58% dos idosos alcançaram um nível moderado de conhecimento nutricional, 24% um alto índice e 18% baixo índice. Porém, quando o questionário foi analisado ponto-a-ponto, notaram-se dúvidas referentes aos macronutrientes, à caloria e qualidade das gorduras. Conclusão: Conclui-se que a população atingiu um bom nível de conhecimento nutricional. Contudo, foram observadas dúvidas simples, que podem fazer a diferença no cuidado à patologias, como diabetes mellitus e hipertensão. Estratégias educacionais voltadas à nutrição são de grande importância para que a população idosa tenha mais qualidade de vida, levando o conhecimento para estes indivíduos, busca-se a incorporação de hábitos saudáveis. Unitermos: Conhecimento nutricional, educação nutricional, idosos.

PC2 - NUTRIÇÃO NA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA DE ADOLESCENTE PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN

Instituição: Hospital São João de Deus, Divinópolis
Autores: Veloso CR.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar as características da insuficiência renal em um paciente com deficiência mental, bem como a associação de ambas as patologias na alimentação e no desenvolvimento desse indivíduo. Materiais e Métodos: Foi utilizada uma ficha de anamnese aplicada diretamente ao paciente e com auxílio da mãe, enquanto o mesmo realizava a hemodiálise. Esta ficha continha dados referentes a medicamentos utilizados, sintomas apresentados, frequência alimentar, bem como preferências e aversões a certos tipos de alimentos. Houve também a utilização de balança, adipômetro e antropômetro para aferição do peso, prega cutânea tricipital e altura, respectivamente. Resultados: O paciente acompanhado teve crescimento prejudicado durante a fase de desenvolvimento (adolescência), no qual foi diagnosticada a insuficiência renal crônica e iniciou-se o tratamento de diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD), o paciente evoluía com um ganho de peso normal para a idade, sendo considerado eutrófico. A partir do insucesso da CAPD, por não haver os cuidados necessários e cooperação da família, iniciou-se o tratamento de hemodiálise. Houve então uma perda de 9kg levando o paciente ao baixo peso devido ao maior desgaste físico e nutricional que o mesmo suportou na troca dos tratamentos. Após acompanhamento nutricional mensal, houve um ganho de 1kg, porém, o paciente ainda permanece no quadro de baixo peso. Dentre a avaliação dos exames bioquímicos, encontraram-se reduzidos os valores de hemoglobina, devido à anemia acentuada do paciente causada pela não produção de eritropoetina pelos rins; redução de cálcio e fósforo devido à baixa ingestão de fontes desses minerais; PTH elevado pela presença de hipocalcemia decorrente da redução da ingestão de alimentos ricos em fósforo e, consequentemente, cálcio; potássio variando entre normal e elevado pelo aumento da ingestão deste mineral e a não eliminação pela urina; ureia e creatinina elevados pela presença de insuficiência renal crônica e consequente disfunção do metabolismo. Conclusão: Dentro das limitações deste estudo, concluímos que existe uma alta prevalência de disfunção miccional e história de infecção do trato urinário em pacientes com deficiência mental, assim como, um típico quadro de desnutrição nesse tipo de paciente. Sendo assim, é fundamental a monitoração constante da alimentação com o intuito de manter o peso estável e evitar maiores danos à saúde. Destaca-se assim a importância da atuação do nutricionista em relação à alimentação deficiente e desnutrição, e as restrições alimentares adequadas ao tipo de tratamento dialítico necessário. Unitermos: Insuficiência renal, síndrome de down, nutrição clínica.

PC3 - DOENÇA DE CROHN E GESTAÇÃO: RELATO DE CASO

Instituição: Hospital Guilherme Álvaro, Santos
Autores: Ferraz LF; Campos ACF.

Objetivos: Verificar a evolução nutricional a partir do quinto mês de gestação de uma paciente de 20 anos de idade e portadora de doença de Crohn, internada em um hospital público. Materiais e Métodos: Acompanhamento realizado durante4 meses (maio-setembro de 2010), da admissão hospitalar até o parto. Além do IMC, foram observados os dados de hemoglobina (Hb), via de alimentação e sintomas gastrointestinais. Resultados: Paciente com queixas de dores abdominais e diarreia na internação. No primeiro mês de acompanhamento, com 20 semanas de gestação, 38,5 kg, IMC de 15,4 kg/m2, Hb de 8,9g/dl, alimentação somente por via oral (aceitação <25%) e suplementação com glutamina (30g/dia). Duas semanas depois, aliada a via oral, foi instituída a terapia nutricional enteral (dieta oligomérica), mantendo a glutamina. Observou-se aumento de 2,5kg (IMC de 16,2kg/ m2), diminuição do quadro diarreico e dores. Com 24 semanas, foi empregada somente a via enteral, devido à baixa aceitação da oral. Manteve-se essa conduta até o parto (33 semanas) onde a paciente, apresentava IMC de 17,2 kg/m2, peso de 43 kg (ganho de 4,5) e taxa de Hb de 10,5g/dl. Conclusão: Os resultados ressaltam a importância da terapia nutricional no tratamento da doença de Crohn, uma vez que se mostrou benéfica, elevando o IMC da paciente e melhorando parâmetros bioquímicos. A suplementação de glutamina parece uma boa alternativa no que diz respeito à preservação da mucosa intestinal e consequente diminuição do quadro diarreico. Unitermos: Doença de Crohn; Gestação; Terapia Nutricional.

PC4 - PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES ADULTOS E IDOSOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande Do Sul – PUCRS, Porto Alegre
Autores: Soska ACB; Zubiaurre PR; Dias RLD; El-Kik RM; Alscher S.

Objetivos: Identificar o perfil nutricional dos pacientes adultos e idosos atendidos pelo SUS no sexto andar ala norte do Hospital São Lucas da PUCRS. Materiais e Métodos: Estudo transversal, retrospectivo e descritivo que avaliou pacientes adultos e idosos através da Avaliação Subjetiva Global (ASG), do Índice de massa Corporal (IMC) e da condição primária de internação. Resultados: Participaram do estudo 96 pacientes, 53,1% mulheres e 46,9% homens. A ASG revelou alta prevalência de desnutrição moderada (77,1 %), e 19,8% dos indivíduos foram considerados bem nutridos. Apenas idosos apresentaram desnutrição grave (3,1%). Em relação ao IMC, 26,48% de idosos apresentaram baixo peso. A eutrofia foi observada em 41,68% dos adultos e em 41,17% dos idosos. Sobrepeso e obesidade ocorreram em 52,77% e 32,35%, respectivamente. As condições primárias de internação mais prevalentes foram as neoplasias (31,3%) e doenças cardiovasculares (20,8%). Conclusão: A identificação do perfil nutricional dos pacientes constitui um instrumento de grande valia para a intervenção nutricional. Esta pesquisa demonstrou a importância de utilizar métodos objetivos e subjetivos conjuntamente, no intuito de identificar a má nutrição relacionada ao peso insuficiente ou excessivo Unitermos: Avaliação nutricional, desnutrição, índice de massa corporal.

PC5 - ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS PORTADORAS DE SÍNDROMES GENÉTICAS E PARALISIA CEREBRAL

Instituição: Associação Educacional Luterana Bom Jesus Ielusc, Não informado
Autores: Ramos DD; Jesus C; Coelho LM.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi realizar um acompanhamento nutricional de crianças portadoras de síndromes genéticas e paralisia cerebral de Joinville - SC. Materiais e Métodos: Foram atendidas 13 crianças (5 meses a 8 anos) por um período de quatro meses. Utilizaram-se critérios para avaliar o estado nutricional através das variáveis peso e estatura expressos em escore-z. Outras investigações como exames clínicos, inquérito alimentar, fornecimento de suplementos alimentares foram utilizados para auxiliar no estado nutricional. Resultados: As prevalências dos escores Z examinadas no primeiro (T1) e no quarto mês (T2) revelaram: T1 = (92,2%) apresentaram (P/E) abaixos da média e 61,5% foram classificados com o (score-z = -3). Em relação ao ídice (E/I) 85,7% estavam abaixo da normalidade e 14,3% indicaram cronicidade. T2 = 69,23% melhoraram os índices de (P/I), e 42,8% de (E/I), sendo que 46,1% não apresentavam mais desnutrição severa (score-z = -3). Conclusão: Houve uma alta incidência de desnutrição severa nas crianças atendidas, tanto no índice (P/I) como na (E/I). Entretanto, após acompanhamento nutricional obteve-se uma melhora no quadro nutricional da maioria dos pacientes. Unitermos: Avaliação nutricional, antropometria, estado nutricional, síndromes genéticas, paralisia cerebral.

PC6 - ANÁLISE DO CONSUMO DE CARBOIDRATOS E DA PREVALÊNCIA DE CÁRIE DENTÁRIA EM ESCOLARES DE SÃO LUÍS, MA, 2010

Instituição: Faculdade Santa Terezinha - CEST, São Luís
Autores: Marinho CM; Lima MTMA.

Objetivos: Este estudo teve como objetivo geral analisar o consumo de carboidratos e verificar os casos de cárie dentária em crianças de 12 anos, em uma escola de São Luís-MA. Materiais e Métodos: A pesquisa contou com a participação de 60 crianças de ambos os sexos, nas quais foi realizada avaliação cariológica e aplicação do questionário de frequência alimentar. Resultados: Os resultados mostraram consumo de açúcar acima do recomendado pelo Guia Alimentar para População Brasileira, principalmente entre as meninas, excedendo o preconizado de não mais que 1 porção diária. Observou-se que os alimentos mais consumidos são balas, refrigerantes e bebidas açucaradas. O índice de Dentes Cariados, Perdidos e Obturados (CPO-D) encontrado foi de 2,60 ± 2,11, classificado como baixa prevalência. Conclusão: Apesar de apresentar baixa prevalência, o índice CPO-D apresentado pela população estudada ainda está acima do que é preconizado pela Organização Mundial da Saúde, que é um CPO-D < 1. Portanto, há a necessidade da criação de estratégias para orientação nutricional e higienização bucal adequada, no sentindo de promover saúde e qualidade de vida. Deve-se enfatizar a redução do consumo de alimentos ricos em açúcar, em especial a sacarose, e expor os benefícios advindos de uma alimentação equilibrada, partindo-se do pressuposto que o excesso de açúcar na dieta está relacionado não tão somente com o desenvolvimento da cárie, mas também com a obesidade e diversas outras complicações da saúde, podendo, inclusive, comprometer a qualidade de vida do individuo. Unitermos: Consumo de carboidratos, cárie dentária, CPO-DPC7 - ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL E DO USO DO QUELANTE DE FÓSFORO NO CONTROLE DA HIPERFOSFATEMIA DE PACIENTES EM HEMODIÁLISE

Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto
Autores: Sanches M; Jordão Jr AA.

Objetivos: Caracterizar os níveis séricos de fósforo de pacientes em HD antes e após orientações da dieta e do uso adequado da medicação quelante. Materiais e Métodos: Foram incluídos 11 pacientes com diagnóstico de DMO-DRC atendidos no Ambulatório de Distúrbio Mineral e Ósseo (ADMO) localizado na Unidade de Diálise. Variáveis demográficas e clínicas, bem como exames séricos de fósforo foram obtidas por meio da consulta ao Prontuário Médico. Utilizou-se o método Recordatório de 24 horas para conhecer o consumo alimentar habitual dos participantes. Um questionário de conhecimento foi aplicado com a finalidade de orientar os pacientes para adoção de uma dieta restrita em fósforo associado ao uso correto do quelante visando normalizar a fosfatemia. No retorno verificou-se novamente o último exame bioquímico de fósforo. O teste t-student foi aplicado para comparar os valores de fósforo sérico antes e após a intervenção. A significância estatística foi definida como p < 0,05. Resultados: Dentre os participantes, 54,5% eram do sexo masculino, com média de idade de 42,2 (± 9,6) anos e tempo em HD de 7,3 (±3,3) anos. A maioria dos indivíduos (45,5%) possuía escolaridade de nível fundamental incompleto. Os valores médios de peso, estatura e IMC foram 67,2 (±22,1)kg, 1,60 (±0,1)m e 25,0 (±7,2)kg/m², respectivamente. A ingestão energética diária foi 22,6 (±9,8)kcal/kg, e a proteica de 1,1(±0,5)g ptn/kg, valores abaixo do recomendado; o consumo de fósforo esteve dentro da normalidade (857,1±336,4mg). Houve diferença estatística entre a fosfatemia inicial e final (7,5±1,10 e 6,3±0,84mg/dL) com valor de p<0,05. Conclusão: A atuação do profissional nutricionista na promoção da educação aos pacientes sobre dieta e uso adequado dos quelantes pode contribuir significativamente no tratamento da hiperfosfatemia de pacientes renais crônicos em HD. Unitermos: Não informado.

PC8 - APLICAÇÃO DAS DRIS NO ATENDIMENTO NUTRICIONAL DE INDIVÍDUOS: ESTUDO CLÍNICO DE PRÉ-HIPERTENSÃO

Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto
Autores: Sanches M; Padilha M; Margutti AVB; Garcia RWD.

Objetivos: Desenvolver etapas práticas para avaliação e planejamento de dieta com base nos conceitos das Dietary Reference Intakes (DRIs) para indivíduos aplicando-as a um estudo de caso clínico. Materiais e Métodos: A avaliação do consumo alimentar foi realizada durante sete dias, por meio do método Recordatório 24 horas, de um indivíduo do sexo masculino, com sobrepeso e diagnóstico de pré-hipertensão. Resultados: A ingestão de carboidratos, proteínas e lipídeos atingiu o Intervalo de Distribuição Aceitável dos Macronutrientes (Acceptable Macronutrient Distribution Range). Enquanto que a ingestão de fibra (17,54g) foi inferior ao valor de Ingestão Adequada (Adequate Intake). Os micronutrientes magnésio, folato, riboflavina, cobre e zinco apresentaram confiabilidade de adequação menor que 90%. O planejamento deteve-se em reformular as refeições, priorizando os cuidados com sódio para pré-hipertensão e para melhora da rotina alimentar, tendo em foco atingir as recomendações específicas das DRIs. Conclusão: As DRIs constituem-se em padrões de referência de nutrientes e estão disponíveis para a realização de avaliação e planejamento de dietas para indivíduos. O plano deve ser reavaliado periodicamente e sofrer alterações conforme o necessário, de forma a completar um segundo ciclo de planejamento e avaliação. Unitermos: Avaliação nutricional, planejamento alimentar, ingestão de alimentos, recomendações nutricionais, estudos de casos.

PC9 - O CONSUMO DE PRODUTOS LÁCTEOS PELA POPULAÇÃO INFANTIL BRASILEIRA

Instituição: Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Januario BL; Koritar P; Silva ZM; Ramos J.

Objetivos: Fazer uma revisão abrangente na literatura das principais funções do leite, suas recomendações e o real consumo pela população de crianças brasileiras. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica nos bancos de dados ligados a saúde como o MEDLINE e a LILACS, no período entre 2002 e 2010, utilizando como palavras-chave ‘’leite’’, “criança”, “cálcio”, “recomendação”. Resultados: Nos primeiros anos de vida é importante avaliar a influência das práticas alimentares sobre o padrão de crescimento e a morbi-mortalidade infantil. O efeito protetor da amamentação exclusiva contra doenças gastrointestinais e respiratórias é indiscutível e amplamente comprovado. Segundo a OMS, é necessário oferecer somente leite materno até os seis meses e a partir dessa idade oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos ou mais. No Brasil, há evidências de que a amamentação não exclusiva nos primeiros seis meses de vida e após, no período dos 6 aos 24 meses, a monotonia da alimentação, acompanhada de alimentos de baixa densidade energética e pobres em micronutrientes, constitui-se em grave problema da alimentação infantil. Há um estudo que mostra que a alimentação fornecida nas creches e escolas públicas apresenta 36% do total de cálcio diário. Analisando-se o fato de que essas crianças permanecem na creche durante todo o dia e são particularmente dependentes da alimentação ali oferecida, seria importante que se assegurasse maior ingestão de cálcio nestas instituições. Conclusão: É importante que os profissionais de saúde reúnam esforços para orientar, principalmente as populações de baixa renda, o consumo adequado de leite e derivados, baseando-se nas evidências dos estudos, a fim de que haja um aumento da ingestão dos mesmos. Unitermos: Consumo alimentar, leite, crianças

PC10 - PERFIL NUTRICIONAL E ALIMENTAR DE CRIANÇAS INTERNADAS NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS SAMUEL LIBÂNIO

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Lima CM; Tiengo A.

Objetivos: Avaliar o perfil nutricional e alimentar de crianças internadas no setor de pediatria de um hospital escola localizado na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais. Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 85 crianças de ambos os gêneros com faixa etária de 0 à 5 anos, internadas num período de cinco à trinta dias, nos meses de junho à agosto no Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL). As crianças foram submetidas à avaliação antropométrica (peso e estatura), sócio-econômica bem como da ingestão alimentar através do Recordatório 24 horas. Os nutrientes avaliados a partir da ingestão alimentar foram proteínas, lipídios, carboidratos, cálcio, ferro, zinco, fósforo e vitamina A, bem como valor calórico da dieta ingerida. As necessidades energéticas e de nutrientes foram avaliadas de acordo com as Dietary Reference Intakes (DRI). O estado nutricional foi avaliado a partir dos índices peso/idade (P/I), estatura/idade (E/I) e peso/estatura (P/E) tendo como padrão de referência, as curvas de percentil da Organização Mundial de Saúde (OMS). Resultados: Das crianças avaliadas, 43,5% eram do gênero feminino e 56,5% do gênero masculino, viviam em famílias com renda mensal média de 1 a 3 salários mínimos, vivendo desta renda 3 a 4 pessoas (70,6% dos casos). Das mães entrevistadas, 45,9% apresentaram ensino fundamental incompleto, 67,1% dispunham de casa própria e 77,6% consumiam água filtrada. A grande maioria das crianças (31,8%) foi amamentada exclusivamente até o 3º mês de vida seguida daquelas que nunca foram amamentadas (27,1%). As doenças respiratórias foram as maiores responsáveis pela internação das crianças (75,3%) seguida pelas infecções do trato urinário (15,3%). A grande maioria das crianças apresentava-se eutrófica na faixa etária estudada e pequena parte com risco para desnutrição, além de número reduzido de casos de desnutrição e obesidade. O consumo alimentar nas crianças maiores de 6 meses não atingiu a maior parte das recomendações de energia, macronutrientes e micronutrientes estudados, já nas crianças menores de 6 meses a adequação de energia foi atingida em decorrência da suplementação com fórmulas infantis fortificadas durante o período de internação. Conclusão: Todos esses resultados indicam que as crianças internadas não atendem as recomendações nutricionais devido à própria patologia, o ambiente hospitalar e a alimentação oferecida no hospital diferente da consumida em casa. Esses fatores levam à baixa aceitação da dieta oferecida no hospital e submetem as crianças internadas à um maior risco de alteração do estado nutricional que pode influenciar diretamente na recuperação das crianças e no tempo de internação hospitalar. Unitermos: Antropometria, crianças, recomendação nutricional.

PC11 - ANÁLISE DE ALTERAÇÕES NA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA COM ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Villagelin MG; Tiengo A; Saraiva GKV.

Objetivos: Realizar avaliações antropométricas em praticantes de exercícios físicos e em não praticantes, antes e após intervenção nutricional, para verificar possíveis alterações de composição corporal. Materiais e Métodos: A população estudada foi composta por 30 indivíduos (n=30), sendo 15 participantes do programa de treinamento físico personalizado proposto por uma Personal Trainer (grupo estudo) e 15 não participantes deste programa (grupo controle). Foram realizadas duas avaliações antropométricas (início e final do estudo), onde foram aferidos peso e estatura para cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), realizadas medidas de 7 dobras cutâneas (tricipital, subescapular, suprailíaca, coxa, abdominal, torácica e axilar média) para avaliação da composição corporal além da avaliação do padrão alimentar a partir do recordatório alimentar de 24 horas afim de investigar hábitos alimentares errôneos dos participantes da pesquisa. Após realização do recordatório foi iniciado um programa nutricional com orientação alimentar baseada em cálculo de dieta individualizada com distribuição equilibrada de macronutrientes e restrição calórica para ambos os grupos. Após 10 semanas, os indivíduos tiveram seus percentuais de gordura comparados, analisando os resultados obtidos no início do estudo com os resultados finais. Para a análise estatística foi aplicado o Teste de Wilcoxon (Siegel) e o Teste de Mann Whitney (Siegel) para comparar a diferença percentual entre os grupos controle e estudo. Resultados: Foi observada diferença estatística significativa do IMC da primeira avaliação (28,0 Kg/m²) em relação ao IMC da segunda avaliação (26,6 Kg/m²) no grupo estudo (p<0.01), assim como quando comparado o IMC entre os grupos (p<0.01). O grupo controle não apresentou diferença no IMC inicial (30,8 Kg/m²) e IMC final (30,5 Kg/m²). Ao avaliar as dobras cutâneas, no grupo controle houve diferença estatística significativa da avaliação final para a inicial somente na dobra cutânea axilar média (p<0.02), já no grupo estudo foi observada diferença estatística significativa nas 7 dobras cutâneas avaliadas. Ao comparar a perda de gordura corporal no grupo controle e grupo estudo, apenas o grupo estudo apresentou perda significativa (p<0.01). O grupo controle apresentou ao início do estudo 31,4 ± 0,03% de gordura corporal e ao final do estudo 30,8 ± 0,03%. Já o grupo estudo apresentou ao início do estudo uma média de 31,6 ± 0,04% de gordura corporal e ao final do estudo 29,2 ± 0,04%. Quando comparados os dois grupos entre si, também foi verificada diferença estatística significativa (p<0.01). No presente estudo foi significativamente comprovado que o grupo estudo apresentou uma maior perda de peso total e uma redução maior no IMC e percentual de gordura corporal quando comparado ao grupo controle. Conclusão: A partir dos dados apresentados pode-se concluir que a prática regular de atividade física aliada à uma dieta balanceada produz melhores resultados não só em relação à perda de peso mas também na redução de gordura corporal. Unitermos: Composição corporal, atividade física, acompanhamento nutricional.

PC12 - ESTADO NUTRICIONAL DE DOENTES RENAIS CRÔNICOS EM PROGRAMA REGULAR DE HEMODIÁLISE

Instituição: Hospital Universitário Presidente Dutra - HUUFMA, São Luís
Autores: Alencar JD; Dias RSC; Hortegal EV; Cabral NAL; Carmos NS; Calado IL.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de doentes renais crônicos em programa regular de hemodiálise. Investigar associação entre sexo e variáveis sociais, antropométricas e bioquímicas. Materiais e Métodos: Estudo transversal com 91 pacientes com idade superior a 18 anos em diálise regular no Hospital Universitário Presidente Dutra - HUUFMA, entre maio e julho de 2010. Como parte da rotina hospitalar, foi realizada avaliação do EN baseada em parâmetros antropométricos: Índice de Massa Corpórea (IMC), Circunferência da Cintura (CC) e Relação Cintura-Quadril (RCQ) classificados segundo a Organização Mundial de Saúde, dados socioeconômicos, concentração de albumina sérica e índice de remoção de ureia (Kt/V), para avaliar a adequação do procedimento dialítico, classificados de acordo com os pontos de corte apresentados por Martins & Riella (2001). Utilizou-se o teste Shapiro Wilk para normalidade das variáveis. As variáveis quantitativas foram apresentadas por média e desvio padrão. Para comparação das variáveis qualitativas, foi utilizado o teste Qui-quadrado. O nível de significância adotado foi de 5%. Os dados foram analisados através do pacote estatístico STATA 10.0. Resultados: Os pacientes apresentaram idade média de 49,53 ± 16,71 anos, predomínio do sexo masculino (56,04%). A maioria dos entrevistados era adultos (71,43%), casados (42,35%), naturais do interior do estado (79,76%), referiram cor parda (57,83%) e ensino fundamental incompleto (34,52%). A avaliação do EN, segundo o IMC, revelou maior prevalência de indivíduos eutróficos (48,86%). Ao analisarmos a distribuição de gordura abdominal, foi observada maior frequência de CC (61,11%) e RCQ (54,44%) inalteradas. A maioria dos pacientes (81,32%) apresentou Kt/V adequado e percentual de albumina satisfatório (62,64%). Foi observada associação estatística significativa entre o sexo e CC com 28,21% de mulheres com risco elevado de doenças cardiovasculares (DCV) (p=003). Quanto ao sexo e RCQ, 69,23% das mulheres apresentavam obesidade central (p<0,01). Em relação ao Kt/V, 95% das mulheres apresentou adequação da diálise (p=0,003). Conclusão: Apesar da baixa escolaridade, a maioria da população pesquisada apresentou EN satisfatório e diálise adequada. As mulheres apresentaram melhor adequação da diálise e maior risco de desenvolver DCV. Unitermos: Avaliação nutricional, DRC, hemodiálise.

PC13 - APLICAÇÃO DA ESCALA DE COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA EM PACIENTES COM SOBREPESO E OBESIDADE DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAUDE NO SUL DE MINAS GERAIS

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Batista J; Tiengo A; Saraiva GKV.

Objetivos: Verificar a existência de transtorno da compulsão alimentar periódica através da aplicação da escala de compulsão alimentar periódica em pacientes com sobrepeso e obesidade frequentadores da Unidade Básica de Saúde do bairro São Cristóvão, na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais. Materiais e Métodos: Participaram da presente pesquisa 50 pacientes do gênero feminino com idade entre 20 e 59 anos, portadores de sobrepeso e obesidade. Os participantes foram submetidos à uma avaliação antropométrica na qual foram aferidos o peso e a estatura para cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), avaliação sócio-econômica, avaliação da ingestão alimentar através do recordatório alimentar de 24 horas, além da aplicação da Escala de Compulsão Alimentar Periódica composta por 16 questões fechadas em relação aos hábitos dos pacientes, além de questões sobre auto-estima. Para a análise dos resultados, foi realizada análise descritiva frequencial e análises pelo teste de Kruskal-Wallis, com nível de significância p=0,05. Resultados: Das 50 pacientes estudadas, 68% tinham idade entre 31 e 59 anos, 70% eram casadas, 48% tinham ensino fundamental completo e 52% recebiam de um a dois salários mínimos. Quanto à frequência alimentar, 86% da população estudada realizava o desjejum, 42% nunca realizavam a colação, 96% almoçavam, 48% faziam o lanche da tarde, 62% sempre jantavam e 46% nunca realizava a ceia. No presente estudo, 50% das pacientes apresentavam sobrepeso e 26% consumiam apenas de 1001 a 1500 Kcal/dia. Em relação à compulsão alimentar, 58% da população estudada não apresentou sinais de compulsão alimentar, 26% apresentaram sinais de compulsão alimentar moderada e 16% sinais de compulsão alimentar grave. Ao comparar a Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP) e IMC, não foi verificada diferença estatística entre ambos (p=0,1706). Verificou-se que dos 25 pacientes com sobrepeso, 68% não apresentavam sinais de compulsão alimentar, 24% possuíam sinais de compulsão alimentar moderada e 8% sinais de compulsão alimentar grave. Entre os pacientes obesos, 42,9% não possuíam sinais de compulsão alimentar, 42,9% possuíam sinais de compulsão alimentar moderada e 14,3% sinais de compulsão alimentar grave. Verificou-se também que dos 8 pacientes com Obesidade Grau II, 62,5% não possuíam sinais de compulsão alimentar, 12,5% sinais de compulsão alimentar moderada e 25% sinais de compulsão alimentar grave. Dos pacientes em obesidade grau III, 33,3% não possuíam sinais de compulsão alimentar e 66,7% (n=2) apresentavam sinais de compulsão alimentar grave. Conclusão: O instrumento aplicado neste estudo mostrou-se fácil de ser utilizado para identificar os indivíduos que sofrem de TCAP, mas demonstra certa limitação, pois não se sabe quantas vezes o indivíduo teve compulsão além de outras limitações. Sugere-se a realização de novos trabalhos junto a uma equipe multidisciplinar uma vez que a diversidade de conhecimentos, que esses trazem, pode vir a contribuir no tratamento e diagnóstico desses pacientes. Unitermos: Compulsão alimentar, sobrepeso e obesidade.

PC14 - PERFIL NUTRICIONAL DE SERVIDORES EM PERÍODO DE PRÉ-APOSENTADORIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

Instituição: Universidade Federal do Maranhão, São Luís
Autores: Sousa AG; Machado SP.

Objetivos: O objetivo do estudo foi avaliar o perfil nutricional de servidores em período de pré-aposentadoria da Universidade Federal do Maranhão. Materiais e Métodos: A população de estudo foi composta por 50 servidores que estavam em período de pré-aposentadoria com idade de 60 anos ou mais. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão. Os participantes responderam um questionário contendo dados relativos à idade, sexo, renda, escolaridade e história de doenças não transmissíveis. O nível de atividade física foi avaliado por meio do IPAQ (Questionário Internacional de Atividade Física – Versão curta) e foi aplicado um Questionário de Frequência do Consumo Alimentar (QFCA). Além disso, foram aferidas as medidas antropométricas de peso, altura, circunferência da cintura (CC) e quadril (CQ). Para avaliar o estado nutricional, calculou-se o índice de massa corporal (IMC). A classificação pelo IMC foi feita segundo Lipschitz (1994). O risco para desenvolver doenças não transmissíveis foi identificado a partir dos valores da medida de CC e da relação entre CC e CQ, tendo sido classificados segundo padronização da Organização Mundial de Saúde e Bray (1989), respectivamente. Resultados: O grupo estudado exibiu o seguinte perfil: idosos com predomínio do sexo masculino (54%), bom nível de escolaridade e renda familiar; alta prevalência (52%) de doenças não transmissíveis; estilo de vida não saudável representado por práticas passadas de tabagismo (52%) e consumo de bebida alcoólica (74%); baixo consumo diário (12%) de legumes, frutas e leite. Apesar de 82% dos indivíduos apresentarem algum nível de atividade física, a prevalência de excesso de peso foi alta (56%) entre os servidores estudados. Apresentaram risco elevado ou muito elevado para desenvolver doenças crônicas 76% do grupo, segundo a CC, e 42%, segundo a relação cintura-quadril (RCQ). Conclusão: Assim, a educação nutricional deve ser também uma atividade desenvolvida em programas de preparação para a aposentadoria como forma de incentivar hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis. Unitermos: Perfil nutricional, idosos, pré-aposentadoria, servidores públicos.
PC15 - DESNUTRIÇÃO PROTEICA-CALÓRICA EM PACIENTES PORTADORES DE CIRROSE HEPÁTICA

Instituição: Universidade Federal do Maranhão, São Luís
Autores: Sousa AG; Silva THR.

Objetivos: Relacionar a influência da cirrose hepática com o estado nutricional do paciente e estabelecer a importância da avaliação e assistência nutricional precoce e adequada. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão da literatura em livros, periódicos e nas bases de dados LILACS, MEDLINE (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), e SCIELO compreendendo a literatura publicada desde (2000 até 2010). Resultados: Na cirrose hepática, a desnutrição proteico-calórica constitui uma complicação comum, e frequentemente os pacientes apresentam baixo IMC (< 18,5 kg/m2), baixos níveis de albumina e incompetência imunológica com respostas anormal a testes cutâneos. A prevalência da desnutrição no paciente cirrótico varia de 0 a 100%. Grande parte dessa variação resulta das dificuldades de avaliação, devido à falta de diagnóstico padronizado e classificação da desnutrição nos pacientes com cirrose hepática, em consequência do efeito do comprometimento da função hepática sobre o metabolismo dos nutrientes e o efeito da própria doença. A adequada determinação das necessidades nutricionais é fundamental para a tentativa de evitar ou reverter à desnutrição encontrando-se, ainda em discussão sob aspectos como a prescrição de proteínas e AACR. Para controlar sintomas e complicações específicas da desnutrição, é preferível intervir com medidas nutricionais o mais precocemente possível mesmo com métodos de diagnóstico de baixa especificidade a fim de diminuir o risco de morbimortalidade. Conclusão: A relação da cirrose hepática com a presença da desnutrição proteico-calórica não é recente, porém, mantém a sua atualidade e interesse devido à alta prevalência em milhões de indivíduos. Alguns estudos relacionados com a conduta alimentar, demonstram uma evidente melhora dos pacientes perante suporte nutricional, evidenciando a importância do acompanhamento nutricional em tal quadro clinico, o que permite observar que a longo prazo o suporte nutricional na cirrose hepática bem como uma melhor via de alimentação e melhores fontes de proteína, ainda precisam ser confirmados por estudos controlados de forma criteriosa e de maior porte. Unitermos: Cirrose hepática, desnutrição proteico-calórica, suporte nutricional.

PC16 - PERFIL DE SAÚDE DE TRABALHADORES DO SETOR INDUSTRIAL DO MARANHÃO EM 2008: UM ESTUDO DESCRITIVO

Instituição: Serviço Social da Indústria - Departamento Regional do Maranhão, São Luís
Autores: Ribeiro RR.

Objetivos: Este trabalho teve como objetivo compreender o significado do estado nutricional na qualidade de vida do trabalhador. A pesquisa realizada contou com os dados colhidos pelo Programa Indústria Saudável, do Serviço Social da Indústria - SESI, em indústrias do estado do Maranhão. Materiais e Métodos: Esta pesquisa foi desenvolvida de forma descritiva com uma abordagem metodológica quantitativa, investigando o perfil alimentar, morbidades referidas, avaliação antropométrica, aferição de pressão arterial e glicemia, através do Questionário de Diagnóstico de saúde e Estilo de Vida e Circuito de Saúde, realizados dentro da própria empresa Resultados: Os dados evidenciaram que: Resultados obtidos por meio de medições ou escala de avaliação (Circuito Saúde) revelaram que 11,8% estão obesos e 38,4% estão com sobrepeso; 28,3 % tiveram medida de pressão arterial alterada, e destes, 78,4 % não referiram diagnóstico médico anterior de hipertensão. 12,2% tiveram indicador de transtornos de depressão e ansiedade, e destes, 88,8% não referiram diagnóstico médico anterior de depressão. Conclusão: Com relação ao consumo alimentar observou-se um consumo excessivo de alimentos industrializados, sal e gordura animal, em detrimento a vegetais, como frutas, verduras e legumes, o que possivelmente, tem contribuído para a ocorrência de obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis, que comprometem o estado nutricional do trabalhador e consequentemente sua qualidade de vida. Unitermos: Qualidade de vida, trabalhador, perfil alimentar.

PC17 - DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: PRINCIPAIS OBSERVAÇÕES DOS ALUNOS DE MEDICINA NO PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO EM SAÚDE NA COMUNIDADE DA UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO

Instituição: UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto
Autores: Natalin GM; Natalin HM; Petenusso M.

Objetivos: O diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica com tratamento que afeta aproximadamente 346 mil novos casos em indivíduos acima de 40 anos de idade, além dos 11 milhões de casos existentes no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, durante a Campanha Nacional de Detecção de Diabetes em 2001. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é outra doença crônica de grande prevalência, que atinge cerca de 22% da população brasileira acima de vinte anos. Dados do MS afirmam que cerca de 50% dos casos de HAS e a DM ocorrem em associação. Portanto é pertinente desenvolver e avaliar estratégias de educação e promoção em saúde para idosos portadores de HAS e DM da Unidade Básica de Saúde (UBS) “José Paulo Pimenta de Melo”, no Jardim Zara em Ribeirão Preto - SP. Materiais e Métodos: Em união com a UBS “José Paulo Pimenta de Melo” foi realizada uma intervenção que pudesse alterar o seguimento de 30 hipertensos e/ou diabéticos, baseada em estratégias de ações educativas e terapêuticas. Foram feitas palestras semanais que tiveram como enfoque: instrução sobre medicamentos, efeitos colaterais do álcool e do tabagismo, orientações alimentares e importância do exercício físico. Em todos finais de palestras foram aferidas a pressão arterial e verificada a glicosimetria dos participantes e em algumas ocasiões foram ofertadas lanches com o intuito de conscientizar os participantes da importância de uma alimentação saudável. Resultados: No término das semanas de atividades, fizemos uma avaliação para analisarmos a eficiência da intervenção, na qual observamos que de cada dez pessoas oito tiveram mais que 80% de acerto, ficando evidenciada a importância da educação na saúde. Conclusão: O estudo realizado evidenciou que estratégias voltadas para a educação e promoção em saúde se mostraram como alternativa importante para aumentar a adesão ao tratamento, conhecimento sobre a patogenia, proporcionando mudanças no estilo de vida e melhoria na qualidade de vida dos idosos. Unitermos: Hipertensão arterial sistêmica; diabetes mellitus.
PC18 - CONSUMO ALIMENTAR ATUAL DOS JOVENS BRASILEIROS

Instituição: Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Silva ZM; Januario BL; Ramos J.

Objetivos: Realizar uma revisão na literatura sobre o consumo alimentar atual dos jovens brasileiros de forma ampla. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica nos bancos de dados ligados à saúde como MedLine e Lilacs no período de 2000 à 2011 utilizando como descritores \”adolecentes\”, \”consumo alimentar\”, \”macronutrientes\”, \”micronutrientes\” Resultados: Alta prevalência de omissão de refeições. Durante o período da adolescência podem aparecer novos padrões e hábitos alimentares gerados por motivos psicológicos, sociais e socioeconômicos, inclusive influência de amigos, busca de autonomia e identidade, aumento do poder de compra, hábito de preparar rotineiramente seu próprio alimento, a urbanização e o hábito de comer fora de casa. Todas essas alterações podem repercutir, em longo prazo, na saúde futura do indivíduo adulto e na escolha posterior dos alimentos. Os adolescentes são vulneráveis do ponto de vista nutricional, pois tendem a omitir refeição, consumindo mais alimentos entre as principais refeições, aumentando a ingestão de açúcares e gorduras saturadas e diminuindo a de micronutrientes. Adolescentes do sexo feminino, insatisfeitas com a imagem corporal, frequentemente engajam dietas com restrição energética. Esses hábitos alimentares adquiridos na adolescência podem submeter a risco nutricional, inclusive na idade adulta. Em estudo realizado na cidade de São Paulo verificou-se que a maioria dos jovens estudados (78%) consome as três principais refeições diárias, café da manhã, almoço e jantar, o restante (22%) relatou omitir pelo menos uma refeição, sendo o café da manhã a mais omitida. A omissão de refeições associada ao consumo de lanches rápidos e calóricos são comportamentos que podem influenciar o desenvolvimento da obesidade. Por meio de estudos observou-se que um maior número de indivíduos que omite o desjejum são os com excesso de peso, em ambos os sexos, sendo uma porcentagem ainda maior nos adolescentes do sexo masculino. O consumo regular do café da manhã é importante pois interrompe o jejum noturno e fornece combustível para todo o organismo. Preferência pelos alimentos de elevado teor de gordura. Diversos estudos têm evidenciado a relação entre características qualitativas e quantitativas da dieta e ocorrência de enfermidades crônicas, entre elas, as doenças cardiovasculares. Os hábitos alimentares apresentam-se como marcadores de risco para doenças cardiovasculares, na medida em que o consumo elevado de colesterol, lipídios e ácidos graxos saturados somados ao baixo consumo de fibras, participam na etiologia das dislipidemias, obesidade, diabetes, hiper-tensão6 e cânceres do tipo colorretal e de ovário. A partir de dados obtidos da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição demonstrou que na população de adolescentes brasileiros, 7,6% apresentavam sobrepeso e Priore relatou maior prevalência de adolescentes obesos na cidade de São Paulo, dos 14,7% classificados como apresentando sobrepeso, 14% eram do sexo feminino e 15,6% do sexo masculino. Conclusão: Muitos são os fatores que afetam as necessidades nutricionais do indivíduo nesta fase da vida e, por isso, se faz necessário adquirir hábitos alimentares mais saudáveis para garantir o desenvolvimento e crescimento pleno. Para isso, é recomendado o aumento no consumo de leguminosas, cereais integrais, legumes, verduras e frutas, paralelamente à limitação da ingestão de gorduras, colesterol e açúcares. A importância de uma da alimentação saudável na adolescência consiste no fato de que, por meio dela, é possível evitar riscos ou de longo prazo como, por exemplo, hipertensão, doenças arterial coronariana, dislipidemias, obesidade, diabetes e osteoporose. Unitermos: Adolescentes, consumo alimentar, estilo de vida.

PC19 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA REDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO - RJ

Instituição: Unipli, Niteroi
Autores: Monteiro DFS; Cunha FAG; Simões PP; Cagnin F.

Objetivos: Determinar o estado nutricional de crianças hospitalizadas em um hospital público do município do Rio de Janeiro. Avaliar o estado nutricional de crianças hospitalizadas, por meio do método antropométrico, assim como evolução deste; Correlacionar o estado nutricional com o tempo de internação hospitalar; Correlacionar o estado nutricional com o diagnóstico. Materiais e Métodos: Tipo de estudo: O estudo realizado foi prospectivo, sendo de base primária, na medida em que foram coletados em função deste estudo, e de base secundária, pois foram utilizados também dados coletados nos prontuários das crianças. Aspectos éticos: Enfatiza-se que todos os princípios éticos foram respeitados no decorrer da pesquisa, de acordo com as diretrizes e normas reguladoras de pesquisas envolvendo seres humanos, do Conselho Nacional de Saúde em sua resolução n° 196/1996. Casuística: Foi desenvolvido com aproximadamente 30 crianças, de ambos os sexos, as quais estiveram internadas em um hospital público no município do Rio de Janeiro, no período de setembro a dezembro de 2007. Este hospital municipal está localizado em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. É um hospital pediátrico sem atendimento de emergência, possui atendimento ambulatorial e de Hospital Dia. Possui um total de 129 leitos, sendo cirúrgicos, clínicos, complementares, pediátricos, Hospital Dia e outras especialidades como, psiquiatria e tisiologia (DATASUS, 2007). Resultados: Foram estudadas 26 crianças, sendo 8 (31%) do sexo feminino e 18 (69%) do sexo masculino. A faixa etária predominante foi a de menores de um ano, representando 58% dos casos coletados. O diagnóstico mais frequente foi a Pneumonia com 15,4% dos casos, seguido da Alergia alimentar com 11,5% dos casos, Neuropatia e Dermatite representaram 8% dos diagnósticos. Em relação à distribuição das crianças segundo estado nutricional ao decorrer de toda hospitalização, 15 crianças (58%), apresentaram estado nutricional de Eutrofia, sendo este, o mais prevalente até o final da hospitalização. Seis crianças apresentaram diagnóstico nutricional de Peso muito baixo para idade, representado 23% (n=6) da amostra no momento da internação. 15% (n=4) das crianças apresentaram peso elevado para idade e apenas 4% apresentaram peso baixo para idade. Sendo assim 27% (n=7) das crianças apresentaram algum grau de desnutrição. Após 10 dias de internação a amostra foi reavaliada apresentando 58% (n=26) dos diagnósticos nutricionais como eutrofia, 19% (n=5), apresentaram peso muito baixo para idade, 15% (n=4), foram classificados como peso elevado para idade e 8% baixo peso para idade. Conclusão: Conclui-se que não houve mudança significativa estado nutricional das crianças hospitalizadas na amostra estudada, o que pode ser atribuído a uma intervenção nutricional precoce e à constante avaliação do estado nutricional, o que minimiza o risco de morbimortalidade infantil, porém ressalta-se que mais estudos são necessários, com uma população maior para melhor compreensão deste achado. Unitermos: Avaliação do estado nutricional, hospitalização, crianças.
PC20 - A NUTRIÇÃO E A FONOAUDIOLOGIA ATUANDO EM BENEFICIO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, Foz do Iguaçu
Autores: Bressan JC; Lima JC, Santos CC.

Objetivos: O objetivo desta pesquisa visa demonstrar que a ação conjunta destes profissionais, aumenta o número de pacientes que recebem alta hospitalar com alimentação via oral. Materiais e Métodos: Pesquisa é do tipo descritiva, que tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variações e variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática (GIL, 2009). O levantamento dos dados foram realizados no período de julho a dezembro de 2010, com um total de 325 pacientes (100%) utilizando Terapia Nutrição Enteral, atendidos em todos os setores do Hospital, com média de 56,3 pacientes/mês, com idade de 18 à 78 anos. Nesta análise, considerou-se a participação conjunta da profissional fonoaudióloga no período de julho a novembro de 2010, exceto no mês de novembro quando a mesma encontrava-se de férias. A técnica empregada para análise dos dados foi a Estatística Descritiva para caracterização dos dados por médias e porcentagens. Resultados: Para melhor compreensão dos dados coletados, os resultados foram apresentados em percentuais. Nos relatórios mensais, foram verificados os ítens de finalização dos pacientes que são definidos como: passaram à alimentação via oral (VO); receberam alta hospitalar com sonda nasoenteral (SNE); recebeceram alta com sonda (SNE) + VO; óbitos e transferências para outra unidade hospitalar, sendo estes dois últimos ítens não analisados neste estudo. Observou-se um percentual de 27,7% de pacientes que passaram à alimentação VO no mês de julho, enquanto que no mês de novembro, este percentual passou a 40,4%. Importante salientar que no mês dezembro, este valor foi de 19,6% índice abaixo do inicio da análise. Analisou-se que durante o trabalho em conjunto da fonoaudióloga, houve aumento substancial no término em VO, e em decorrência da ausência da profissional no mês de dezembro, imediatamente observou-se a diminuição deste valor. No que se refere à alta hospitalar com sonda nasoenteral (SNE), observou-se que o percentual de 8,5% foi reduzido para 2,8%, enquanto que no mês de dezembro, atingiu (16,1%), mês da ausência da profissional fonoaudióloga. Conclusão: Os resultados apresentados demonstram que, houve contribuição na elevação do número de pacientes que passaram a VO, porém houve uma diferença significante em relação aos pacientes que receberam alta hospitalar com SNE. Esta demonstração também é fortalecida pelos valores encontrados no mês de ausência da profissional Fonoaudióloga. Unitermos: Nutrição, fonoaudilogia, terapia nutricional enteral, tempo de nutrição enteral.

PC21 - A IMPORTÂNCIA DO NUTRICIONISTA NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE UM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO

Instituição: Hospital de Saúde Mental de Messejana, Fortaleza
Autores: Carvalho TRF.

Objetivos: Analisar a importância do nutricionista na composição da equipe multidisciplinar na assistência hospitalar de pacientes com transtornos mentais. Materiais e Métodos: a pesquisa foi realizada em um hospital psiquiátrico de referência do Estado do Ceará que é constituído de 180 leitos para internação e duas unidades de semi-internação com 30 vagas cada. A pesquisa caracterizou-se por ser de cunho quantitativo, transversal e de intervenção, realizada no período de janeiro a março de 2010 e no mesmo trimestre de 2011. Em um primeiro momento foi feito levantamento documental com base nas solicitações impressas de dietas originárias das unidades de internação e semi-internação. Após o diagnóstico inicial traçou-se, um plano de ação que contemplava estratégias de intervenção focadas na interação multidisciplinar. Num terceiro momento, realizou-se um novo levantamento dos mapas de dietas a fim de averiguar quantitativamente a evolução das solicitações dietéticas prescritas pela equipe médica. Os dados obtidos foram analisados mediante estatística frequencial simples e percentual. Resultados: Com a análise dos mapas de dietas pode-se verificar que em janeiro de 2010 foram solicitadas 9 dietas, tendo este número dobrado em fevereiro e quadriplicado em março do mesmo ano. Em 2011 no mês de janeiro foram requisitadas 35 dietas, em fevereiro 18 e em março 42, totalizando 63 dietas solicitadas em 2010 e 95 em 2011. Constatou-se também que em 2010 as dietas mais prescritas em ordem decrescente foram hipossódica, para diabetes, laxativa, enteral, para diabetes hipossódica, constipante, hipercalórica/hiperproteica, entre outras. Em 2011 foram hipossódica, para diabetes, constipante, laxativa, para diabetes hipossódica, hipercalórica/hiperproteica, enteral, entre outras. Comparando o primeiro trimestre de 2010 e 2011 a identificação de pacientes com necessidade de dieta para diabetes hipossódica dobrou, passando de 4,7% em relação ao total de prescrições dietéticas no período analisado de 2010 para 9,4% em 2011. O mesmo ocorreu com as dietas constipante e hipercalórica/hiperproteica as quais tiveram aumento de 10 e 5 pontos percentuais, respectivamente. Verificou-se que o aumento ocorreu a medida que as intervenções em nutrição clínica aconteciam, sendo a hipótese mais sugestiva para o aumento da demanda de solicitações dietoterápicas. Conclusão: Aos poucos a nutrição está ganhando importância na psiquiatria, com reconhecimento da associação de deficiências nutricionais com alguns transtornos mentais. Além das frequentes alterações metabólicas associadas à doença em si e/ou ao uso de medicamentos psicotrópicos. É importante enfatizar que, apesar do reconhecimento da nutrição clínica no referido hospital há insuficiência de tal profissional quanto ao parâmetro numérico de leitos hospitalares e tipo de assistência nutricional. Unitermos: Nutricionista, saúde mental, dietoterapia.

PC22 - A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL NA PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DA DESNUTRIÇÃO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS

Instituição: Não informada.
Autores: Guelli AA.

Objetivos: Demonstrar a importância da avaliação nutricional em pacientes hospitalizados, como forma de prevenir e identificar precocemente os pacientes desnutridos e aqueles com risco nutricional. Materiais e Métodos: Revisão de literatura. Conclusão: A desnutrição hospitalar pode ser causada por diversos fatores, desde a má alimentação antes do paciente ser hospitalizado, até a desnutrição decorrente da doença ou adquirida no próprio ambiente hospitalar. Diversos estudos científicos, ainda demonstram que ocorre uma progressão da desnutrição à medida que aumenta o período de internação. Consequentemente, o impacto óbvio são os custos elevados para o sistema de saúde. Quanto mais o paciente permanecer hospitalizado, maior será a possibilidade de se tornar desnutrido, e este quadro resultará em período de internação mais prolongado, fato este inviável, uma vez que em um país com número insuficiente de leitos hospitalares, essa desnutrição entre pacientes hospitalizados diminui o turnover da instituição, reduzindo ainda mais, o número de leitos vagos disponíveis para novos pacientes. Desta forma torna-se fundamental a realização da avaliação nutricional, como um método capaz de identificar adequadamente o estado nutricional de pacientes hospitalizados, antecipando complicações e, especialmente, adotando intervenções precoces. Esta prática deve ser estimulada, tornando-a parte da rotina em hospitais públicos e privados de todo o país, uma vez que constitui a profilaxia da desnutrição e suas complicações. Nesse contexto, torna-se imprescindível, que não só os nutricionistas, mas toda a equipe esteja preparada e empenhada em compreender as alterações clínicas e funcionais, sabendo identificar a desnutrição no paciente hospitalizado, para que a terapia nutricional seja instituída o mais precocemente possível. O ideal seria que todo o paciente fosse avaliado já no momento de sua admissão e logo reavaliado periodicamente pela equipe de terapia nutricional, a qual deve ser composta por uma equipe treinada, especializada e capaz de identificar a melhor forma de tratamento nutricional para cada doente hospitalizado, reduzindo assim o tempo total de internação. O custo aparentemente maior em manter uma equipe adequada se dilui na medida em que os pacientes têm alta mais precoce, consomem menos medicamentos e ficam menos tempo hospitalizados. Unitermos: Não informado

PC23 - PERFIL NUTRICIONAL DOS ALUNOS DE 21 A 47 MESES DE IDADE MATRICULADAS NAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA PREFEITURA DE BRUMADINHO, MINAS GERAIS

Instituição: Prefeitura Municipal de Brumadinho, Brumadinho
Autores: Andrade VF.

Objetivos: Verificar perfil nutricional dos alunos do berçário e do maternal da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura de Brumadinho. Materiais e Métodos: Foram coletados dados antropométricos (peso, altura, idade, circunferência da cintura e torácica) dos alunos matriculados nas Escolas Municipais de Educação Infantil da Prefeitura de Brumadinho no período de julho a agosto de 2008. Foram utilizados os índices para crianças de acordo com a recomendação do NCHS 2000. Utilizou-se o Epiinfo para análise estatística. Foi considerado nível de significância de 5%. Resultados: Amostra composta de 98 crianças (39,2%). A dimensão da amostra (intervalo de confiança), segundo avaliação utilizada pelo Epiinfo, apresentou-se satisfatória (>95% de confiança). A idade mínima, média e máxima foram, respectivamente, 21, 33 e 47 meses de idade. O peso e a altura média foram 14,5 Kg e 93,15 cm. O Índice de Massa Corpórea (IMC) mínimo, médio e máximo foram, respectivamente, 13,96, 16,76 e 26,63 Kg/m2. A circunferência braqueal média foi 16,2 cm. Segundo o IMC, há 60,67% de alunos eutróficos, 5,62% de desnutridos, 10,11% de sobrepeso, 7,87% de obesos e 15,73% com risco para obesidade. De acordo com o índice peso/altura (NCHS 2000), há 70,79% de alunos eutróficos, 1,12% de desnutridos graves, 5,62% de desnutridos, 11,24% de sobrepeso e 11,24% de obesos. Segundo o índice peso/idade (NCHS 2000), há 76,40% de alunos eutróficos, 2,25% de desnutridos graves, 2,25% de desnutridos, 10,11% de sobrepeso e 5,62% de obesos. De acordo com o índice circunferência de cintura/circunferência torácica (NCHS 2000), há 15,73% de alunos eutróficos, 80,90% de desnutridos. Segundo o índice altura/idade (NCHS 2000), há 83,15% de alunos eutróficos, 5,62% de desnutridos graves, 6,74% de alunos desnutridos, 3,37% de alunos sobrepeso e 1,12% de alunos com obesidade. Houve correlação estatística (Epiinfo) significativa entre: 1. peso e CB (Kruskal-Walls p-value 0,0309); 2. altura e diagnóstico P/I (ANOVA p-value 0,0024 e Kruskal-Walls p-value 0,0054); 3. IMC e CB (Kruskal-Walls p-value 0,0109); 4. CB e diagnóstico CC/CT (ANOVA p-value 0,0188 e Kruskal-Walls p-value 0,0102); 5. CB e diagnóstico IMC (qui-square p-value 0,0041); 6. CT/CC e diagnóstico P/I (Kruskal-Walls p-value 0,0015); 7. CT/CC e IMC (Kruskal-Walls p-value 0,0029); 8. Diagnóstico CT/CC e IMC (ANOVA p-value 0,0234 e Kruskal-Walls p-value 0,0272). Conclusão: Houve correlações estatísticas significativas. Foi detectado que há alta porcentagem de paciente com sobrepeso, obesidade e risco para sobrepeso. Em contrapartida, há também alunos desnutridos. Há porcentagem significativa de crianças na Rede Municipal de Ensino que possuem necessidade de acompanhamento médico e nutricional. Unitermos: Pré-escolares, desnutrição, obesidade, avaliação nutricional.

PC24 - TRATAMENTO DIETOTERÁPICO NA HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA: RELATO DE UM CASO

Instituição: Centro Universitário do ES, Colatina
Autores: Silva AT; Oliveira LRPN; Curbani I; Denicolli ML.

Objetivos: Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a eficácia do tratamento dietoterápico em um paciente portador da Hemocromatose Hereditária, na Clinica UNESC Saúde em Colatina, ES. Materiais e Métodos: O paciente estudado, sexo masculino, 21 anos, apresentava hiperpigmentação cutânea e HH diagnosticada através do teste genético, homozigose no gene C282Y associado à elevação persistente dos valores da saturação da transferrina e da ferritina sérica, já em tratamento flebotomático, sem maiores sinais e sintomas da doença. A avaliação nutricional baseou-se em variáveis antropométricas de peso e altura. Para aferição da altura foi usada uma régua milimétrica e para o peso a balança da marca Filizola, com capacidade para até 150 kg. O Índice de Massa Corporal foi calculado através da fórmula: IMC = peso atual (kg) / altura (m)² e classificado de acordo com a Organização Mundial da Saúde (2004), de onde se obteve o resultado de IMC 29,4 km/m² (25,0 – 29,9 km/m² pré-obeso). A avaliação nutricional também analisou exames bioquímicos, ênfase para a ferritina que apresentava 510,5 ng/mL (22,00 – 248,00 ng/mL), ferro sérico 255,00 ug/dl (50,00 – 150,00 ug/dl) e inquéritos alimentares, como recordatórios de 24hs e questionário de frequência alimentar, avaliados e calculados que foram coletados entre maio de 2009 a agosto de 2010 para análises. Resultados: A dieta foi baseada em diminuir a competição do ferro com a vitamina C, e fazer o efeito antagônico aos tratamentos de anemias por deficiência de ferro, como principal competidor de absorção do mineral em foco utilizou o cálcio. Não foi restrita de ferro e nem vegetariana, mas evitava grandes quantidades de alimentos com alto teor do metal como a carne vermelha - rica fonte de ferro heme. Após as refeições, usava o leite ou o queijo como principais fontes de cálcio para inibi-lo em sua absorção. E, entre intervalos ingeria alimentos fontes de vitamina C para não eliminá-la, mas que não prejudicasse a absorção do ferro. O tratamento também levou em consideração a preservação do perfil nutricional e da massa magra do paciente. Nenhuma alteração hepática de acordo com os exames: TGO 26 U/l (15-40 U/l) e TGP 14 U/l (10-40 U/l), porém um alto e considerável nível de ferritina 242,41 ng/mL. Conclusão: Houve uma boa adesão ao tratamento dietoterápico do paciente em caso sem toxidade de algum órgão e erradicação do tratamento de flebotomia, após três meses do inicio do tratamento, com declínio a adequados níveis de ferritina 12,68 ng/mL e progressiva melhora da patologia. O resultado permite concluir que o tratamento dietoterápico é a forma mais viável para prevenção e eliminação de sintomas característicos, a fim de alterar o curso natural da doença. Unitermos: hemocromatose hereditária, ferritina, tratamento dietoterápico.

PC25 - DEFICIÊNCIA E NECESSIDADE DE FERRO NA GESTAÇÃO

Instituição: Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba
Autores: Busanello AP.

Objetivos: Através da literatura publicada até o momento, verificar as necessidades e as deficiências de ferro durante a gestação. Objetivos específicos: Verificar quando e quanto de ferro deverá ser suplementado durante a gestação; Quais as formas de suplementação de ferro para a gestante; Os métodos bioquímicos que identificam a deficiência de ferro na gestação; Consequências da deficiência de ferro na gestação para o desenvolvimento do feto. Materiais e Métodos: O presente estudo é uma revisão literária do que já foi publicado em pesquisas realizadas com suplementação de ferro na gestação. Para a obtenção dos dados foram pesquisados diversos bancos eletrônicos para identificar os estudos publicados relacionados ao tema. As bases de dados foram: Bireme e Scielo. Os termos de pesquisa utilizados foram: “suplementação de ferro, necessidade de ferro na gestação, hemoglobina na gestação”. Além de artigos científicos, algumas bibliografias se fizeram necessárias para um melhor entendimento do tema abordado. As buscas foram realizadas no período entre julho de 2009 e fevereiro de 2010. Nenhuma restrição de linguagem foi aplicada. Para o desenvolvimento do presente trabalho foram escolhidos artigos de revisão publicados ano de 2005 até o ano de 2010. Resultados: A anemia ferropriva é conhecida como uma das principais deficiências nutricionais em todo o mundo e sua ocorrência pode ser observada em diversas populações. Alguns grupos populacionais ainda apresentam altas prevalências de anemia ferropriva, comprometendo diversas funções do organismo. Dentre esses grupos de risco, podem ser citadas as gestantes, que merecem especial atenção devido à sua vulnerabilidade à carência de ferro pelo aumenta significativamente suas necessidades, que normalmente não são supridas pelo consumo alimentar. Em todas as pesquisas verificadas, a prevalência de anemia ferropriva na gestação apresenta valores elevados, o que caracteriza essa situação como um problema de saúde pública para o Brasil, mesmo com as políticas nacionais atuais de combate à deficiência. Conclusão: As conclusões deste estudo confirmam que o país já avançou muito na prevenção da anemia ferropriva, já que estabeleceu como política pública a fortificação obrigatória das farinhas com ferro e ácido fólico, assim como a inclusão da política nacional de suplementação universal para todas as gestantes, com a suplementação de 60 mg de ferro e 5 mg de ácido fólico. Propiciando às mulheres em idade fértil iniciarem a gestação com melhores reservas de ferro. Apesar das recomendações de que todas as gestantes devem receber suplementação com ferro, devemos considerar a adesão da paciente à profilaxia antianêmica. Onde os efeitos prejudiciais do ferro medicamentoso que não raro causam desconforto (náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dor estomacal) e o medo da gestante de possíveis efeitos adversos relacionados com o parto e o feto. Além disso, fatores regionais como diferenças sócio-econômicas, prevalência de doenças como malária e composição da dieta podem influenciar, em maior ou menor grau, os resultados da adesão à suplementação de ferro medicamentoso e alimentar. Entretanto, outras medidas urgentes também necessitam ser implementadas, para que as cifras de anemia ferropriva entre gestantes alcancem valores de países desenvolvidos, especialmente quanto à melhoria no acesso à educação e a informação. Unitermos: Anemia, deficiência, ferro, gestação, suplementação.

PC26 - PERFIL NUTRICIONAL E SOCIODEMOGRÁFICO DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM CÂNCER DE ESÔFAGO, ESTÔMAGO E INTESTINO

Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Goíás, Goiânia
Autores: Cardoso CKS; Silva PTM; Sousa AGO.

Objetivos: Caracterizar o perfil nutricional e sociodemográfico de homens com câncer de esôfago, estômago e intestino, atendidos no Hospital Araújo Jorge, Goiânia, Goiás. Materiais e Métodos: Foi avaliado o estado nutricional por meio de índices antropométricos (Índice de Massa Corporal – IMC, Circunferência Muscular do Braço – CMB e Prega Cutânea Tricipital – PCT) e dietéticos (Questionário de Frequência Alimentar – QFA), e condição sociodemográfica por meio de questionário específico. Resultados: Observou-se que a mediana de idade foi de 50 anos e a renda mensal per capita de 40% do salário mínimo vigente. A amostra foi composta por 43,5% casos de câncer de intestino, 30,4% de esôfago e 26,1% de estômago. Destaca-se que 8,7% dos indivíduos não frequentaram a escola e 78,3% cursaram até o ensino básico. Verificou-se que o consumo de bebida alcoólica é um hábito na população pesquisada, pois, mesmo com o diagnóstico da doença, 35,0% da amostra mantêm esse hábito. O tabagismo foi comum nos indivíduos avaliados, ex-fumantes (39,1%) e fumantes (34,8%). A atividade física (AF) foi inexpressiva, pois 91,3% do grupo não praticam AF, porém 73,9% relataram trabalho braçal. Quanto ao estado nutricional, 35,0% da amostra permaneceram eutróficos, mas destaca-se que 80% dos pacientes apresentaram perda de peso, destes 35% possuíam IMC inferior 18,5 Kg/m2, e a adequação de PCT (52,2%) e CMB (39,1%), o que evidenciou desnutrição grave. A redução alimentar é um fator promotor da perda de peso, neste estudo foi constatado que 65,2% dos pacientes alteraram sua alimentação a partir dos sintomas iniciais. Na avaliação do QFA, 32,2% dos pacientes referiram consumo de vegetais até três vezes na última semana e houve consumo diário para cereais em 82,6% e leite/ derivados em 65,2% da amostra. Por outro lado, 82,6% dos pacientes consumiram enlatados até seis vezes na última semana, 17,4% consumiram defumados até três vezes na última semana, já a ingestão de carnes em 69,6% e café em 52,2% do grupo foi diária.Conclusão: A perda de peso e as alterações alimentares foram expressivas desde os primeiros sintomas, ressaltando o alto consumo de alimentos considerados fatores de risco para o câncer. Outros hábitos relevantes foram o consumo de álcool e tabaco por longos períodos. Logo, destaca-se a importância do cuidado nutricional em pacientes oncológicos desde o diagnóstico, a fim de otimizar as possíveis intervenções. Unitermos: Neoplasia, aparelho digestivo, antropometria, alimentação, condições sociais.
PC27 - PERFIL DA POPULAÇÃO QUE FREQUENTOU O AMBULATÓRIO DE PEDIATRIA DO HSPE – FMO EM 2009. SÃO PAULO, BRASIL

Instituição: Hospital do Servidor Público Estadual- HSPE/ FMO, São Paulo
Autores: Moraes MF; Lima FCA; Zanella MM; Castro NP; Amidami LV.

Objetivos: Caracterizar a população que frequentou o ambulatório de nutrição de pediatria do HSPE-FMO, a fim de contribuir para a otimização do atendimento nutricional. Materiais e Métodos: Foram avaliados os prontuários dos pacientes atendidos no ambulatório de pediatria no ano de 2009. As variáveis foram: idade, peso, altura, Índice de Massa Corpórea (IMC), diagnóstico nutricional, glicose, colesterol total e frações e triglicérides. Resultados: Foram atendidos 323 pacientes, 56,9% do sexo feminino e 54% adolescentes. Para lactentes, pré-escolares, escolares e adolescentes do sexo feminino a média de IMC ultrapassou em 25%, 23%, 19,5% e 14%, o IMC máximo referido pela OMS (2007), respectivamente. A média do IMC das crianças do sexo masculino aponta situação semelhante, com exceção da faixa etária do lactente. Isto aponta uma tendência observada no Brasil, de transição nutricional, definido por Filho e Rissin (2003). A maior parte da população foi diagnosticada como obesidade grave, obesidade, sobrepeso, colesterol elevado e apresentou glicose e colesterol aumentados e o HDL reduzido. Os fatores de risco para doenças cardiovasculares representaram 83% dos diagnósticos. Isso fortalece que os riscos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em crianças representaram a maioria dos atendimentos. Conclusão: O HSPE-FMO possui um público pediátrico que poderá desenvolver problemas cardiovasculares, caso permaneça com os diagnósticos apresentados. Com políticas de intervenção nutricional adequadas, é possível fazer com que os pacientes alterem o estilo de vida a fim de deter o avanço dessas doenças. Unitermos: IMC, diagnóstico nutricional, colesterol, triglicérides, pediatria, ambulatório.

PC28 - ESTADO NUTRICIOONAL DE PACIENTES RENAIS CRÔNICOS EM HEMODIÁLISE

Instituição: Instituto Brasileiro de Pós - Graduação e Extenção - IBPEX, Belém
Autores: Silva CGS; Vale ACF; Hernandes CR; Dias PL.

Objetivos: Identificar individuos desnutridos ou em risco nutriiconal, além de fornecer suporte para a prescrição dietética. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo de natureza transversal com 53 pacientes renais crônicos em hemodiálise, de ambos os sexos, na faixa etária entre 21 e 75 anos, com tempo médio de 36 meses de diálise, que faziam parte da demanda espontânea do Centro Cirúrgico Integrado em Belém - PA. Foi aplicado um formulário para obtenção de informações referentes aos dados individuais dos pacientes, tais como: nome, idade, sexo, escolaridade, renda famiiar, acompanhamento nutricional, histórico da doença, sintomas gastrointestinais e uso de medicamento. Resultados: Dos resultados obtidos nesse estudo por meio das pregas cutâneas verificou-se que apenas 30,2% dos pacientes apresentam um estado nutricional de desnutrição. Sendo que a média do índice de massa corpórea foi de 24,65 kg/m2 e demonstrando a presença de desnutrição em 11,32% dos pacientes por meio do IMC, observou-se que a principal etiologia da insuficiência renal é a hipertensão arterial sistêmica com 50, 94%. Conclusão: Neste estudo foi observado que 37,73% dos pacientes estudados encontram-se em estado de eutrofia. No presente estudo não foi observado correlação entre a etiologia da IRC e a idade com as medidas antropométricas. Assim como, o tempo de diálise parece também influenciar negativamente no peso e na composição corporal. Unitermos: Não informado.

PC29 - INFLUÊNCIA DA CARDIOPATIA CONGÊNITA NO PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS, NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal
Autores: Albuquerque EN; Santos GCR; Chagas ER.

Objetivos: Analisar influência da cardiopatia congênita no perfil nutricional de crianças em período pré-operatório de cirurgia cardíaca. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado no período de maio/2010 a janeiro/2011, em um Hospital de referência na Zona Sul de Natal-RN, com 21 crianças, de ambos os sexos, pacientes do SUS, admitidas na UTI pediátrica. Os critérios de inclusão para compor a amostra foram: crianças com idade inferior a 6 anos, diagnóstico médico confirmado de cardiopatia congênita e pacientes no pré-operatório de cirurgia cardíaca. Foram efetuadas entrevistas, com formulário semi-estruturado, e investigações em prontuário, visando sua identificação, idade e diagnóstico médico, além de informações como: dados demográficos (cidade/estado), idade gestacional ao nascimento, peso e estatura (atuais e neo-natais), tempo de amamentação, data de início e término da internação, presença de Síndrome de Donw, uso de suplemento alimentar e óbito. O estado nutricional das crianças foi avaliado por meio do IMC/idade e classificado conforme as curvas de crescimento da OMS (2006/2007). Resultados: Dentre as crianças investigadas, 11 eram do sexo feminino e 10 do sexo masculino, 52% residiam no interior do estado do Rio Grande do Norte e 48% na capital. As principais anomalias congênitas identificadas no diagnóstico foram: comunicação interventricular (13 casos), comunicação intra-atrial (5 casos), tetralogia de Fallot (3 casos), persistência do canal arterial (2 casos) e estenose pulmonar (2 casos). Verificou-se que 90% das crianças nasceram com idade gestacional adequada e 10% prematuros. Não houve aleitamento materno em 12% das crianças, 38% foram amamentadas num período inferior a 6 meses e 50% mamaram mais de 6 meses. Quanto ao estado nutricional neonatal, 14% apresentaram magreza e 86%, eutrofia. No entanto, os índices antropométricos revelaram que no período da pesquisa, 48% das estavam eutróficas e 52% estavam desnutridas, o que pode ser atribuído provavelmente à elevada taxa metabólica basal (TMB), devido ao maior esforço cardíaco, e à baixa ingestão calórica, comuns em crianças cardiopatas. Somente 27% das crianças desnutridas fizeram uso de suplemento alimentar. Foram identificadas 3 crianças com Síndrome de Donw, mas não foi observada nenhuma relação entre a cardiopatia presente e déficits no estado nutricional dessas crianças. A média de internação foi de 11 dias e não houve óbitos. Conclusão: Comparando o perfil nutricional das crianças no período neo-natal e no momento da pesquisa, verificou-se que as complicações da cardiopatia congênita, associadas a fatores alimentares, podem ter contribuído para o aumento da desnutrição nas crianças. Unitermos: Crianças, cardiopatia congênita, estado nutricional.
PC30 - CONHECIMENTO DE MULHERES MASTECTOMIZADAS ACERCA DA RELAÇÃO DIETA-DOENÇA

Instituição: Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza
Autores: Albuquerque LS; Lima CA; Carneiro PC; Castro AS; Antunes MFR; Verde SMML.

Objetivos: Verificar a influência de atividades educativas sobre o conhecimento nutricional da relação dieta-doença de mulheres com neoplasia mamária. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal e de intervenção, quanti-qualitativo, realizado em um Centro de Oncologia em Fortaleza, Ceará, nos momentos: T0 – Avaliação nutricional e mensuração do conhecimento nutricional; T1 – Desenvolvimento de atividades educativas e T2 – Avaliação nutricional e mensuração do conhecimento nutricional após as atividades educativas. Amostra composta por 40 mulheres tendo ao final das atividades 11 participantes. Nos momentos T0 e T2 foram avaliados peso, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura (CC). O conhecimento nutricional foi mensurado pela Escala de Conhecimento Nutricional (ECN) do National Health Interview Survey Cancer Epidemiology, validada para o Brasil. Foram realizadas três atividades educativas (T1) seguindo os temas do Guia Alimentar para População Brasileira. Os relatos das pacientes foram organizados em categorias temáticas: origem do câncer de mama; atitudes que evitariam o surgimento do câncer; crenças sobre a relação dieta-doença e concepções sobre fibras. Resultados: A maioria das pacientes (n=6; 54,5%) apresentou diagnóstico nutricional de sobrepeso. Não verificamos diferenças significativas de peso, IMC e CC entre os momentos T0 e T2. Após a intervenção com atividades educativas (T2) os resultados mostraram aumento significativo (p<0,05) no escore da ECN (11,1±2,1), onde 72,7% das mulheres passou a revelar alto conhecimento nutricional. As falas das participantes mostraram o entendimento sobre aspectos importantes da etiologia do câncer de mama, pois as mesmas relacionaram uma alimentação saudável à prevenção de doenças e enfatizaram que outros fatores, além dos ambientais, podem promover o aparecimento da neoplasia. Conclusão: As atividades educativas promoveram melhora significativa no conhecimento nutricional. Entretanto, esse conhecimento não foi suficiente para modificar o estado nutricional das pacientes. Diante dos relatos, observou-se que, isoladamente, o conhecimento não é capaz de promover mudanças no comportamento alimentar, provavelmente por este ser influenciado por outros diversos fatores, como socioculturais e psicológicos. Unitermos: Câncer de mama, educação alimentar e nutricional, estado nutricional.

PC31 - PERFIL NUTRICIONAL DE COLABORADORES DO RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

Instituição: Universidade Federal do Maranhão, São Luís
Autores: Sousa AG; Nunes GS; Calado IL.

Objetivos: Avaliar o perfil nutricional de colaboradores do Restaurante Universitário da Universidade Federal do Maranhão. Materiais e Métodos: A população estudada foi composta por 38 colaboradores, de idade variada, que desempenhavam funções diferenciadas dentro da mesma Unidade. Os participantes responderam um questionário contendo dados relativos à idade, sexo, renda e escolaridade. Além disso, foram aferidas as medidas antropométricas de peso, altura, circunferência do braço (CB), prega cutânea tricipital (PCT), circunferência da cintura (CC) e quadril (CQ). Para avaliar o estado nutricional, calculou-se o índice de massa corporal (IMC), a adequação da CB e PCT. A classificação pelo IMC foi feita segundo a Organização Mundial de Saúde (1998) e a classificação da CB e PCT foi feita segundo Blackburn, G. L. & Thornton, P. A., 1979. O risco para desenvolver doenças não transmissíveis foi identificado a partir dos valores da medida de CC e da relação entre CC e CQ, tendo sido classificados segundo padronização da Organização Mundial de Saúde e Bray (1989), respectivamente. Resultados: O grupo estudado exibiu o seguinte perfil: predomínio do sexo masculino (57,9%), baixo nível de escolaridade e renda familiar. O estado nutricional foi classificado como sobrepeso em 21% dos colaboradores e obesidade em 18,4% dos colaboradores. Apresentaram risco elevado ou muito elevado para desenvolver doenças crônicas 31,6% do grupo, segundo a CC, e 29%, segundo a relação cintura-quadril (RCQ). Conclusão: O estado nutricional de colaboradores de uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) pode contribuir para tornar as atividades mais desgastantes, causando menor desempenho e produtividade e tornando inadequada à qualidade de vida no trabalho. Neste sentido, surge a necessidade de medidas de sensibilização como forma de incentivar hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis, já que as condições de trabalho e de saúde estão diretamente relacionadas com a performance e produtividade. Unitermos: Perfil nutricional, colaboradores, restaurante universitário.

PC32 - PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO NA AUDITORIA DA TERAPIA NUTRICIONAL

Instituição: Unimed - Cooperativa De Trabalhos Médicos Ltda, Fortaleza
Autores: Monteiro AMO; Santos AM; Bessa RV; Freitas NG.

Objetivos: Catalogar as informações necessárias a auditoria da Terapia Nutricional no que se refere à indicação, prescrição, evolução e administração da mesma a nível hospitalar, possibilitando o processamento das guias através de informações seguras sobre o desenvolvimento das atividades executadas. Materiais e Métodos: Para o processamento das guias é necessário acesso aos seguintes itens: Prontuários, Solicitações Médicas em folhas de alto custo e Rótulo do produto administrado, para tanto idealizamos a utilização de modelos a serem utilizados: Ficha de Acompanhamento Nutricional Diária, Ficha de Acompanhamento Nutricional Semanal, Ficha de Acompanhamento Nutricional Mensal e Relação de Pacientes em Terapia Nutricional. Resultados: A auditoria da terapia nutricional é um instrumento eficaz para as operadoras de planos de saúde acompanharem a qualidade do serviço oferecido aos seus usuários. As informações obtidas desta forma, instrumentalizarão o processo de cobrança que poderá efetuar com segurança através do delineamento de um fluxo operacional que possibilita comparativos de qualidade e perfil dos prestadores. Conclusão: O processo utilizado nesta estruturação pela auditoria da terapia nutricional com a utilização de novas ferramentas e protocolos específicos, permite qualificar a assistência hospitalar prestada, reduzindo custos operacionais e tempo necessário à recuperação do paciente. Unitermos: Auditoria, terapia nutricional, processo de estruturação.
PC33 - PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES HOSPITALIZADOS NO HOSPITAL SOCIEDADE PORTUGUESA DE BENEFICÊNCIA DE PELOTAS-RS EM USO DE NUTRIÇÃO ENTERAL

Instituição: Hospital Sociedade Portuguesa de Beneficência (Pelotas-RS), Pelotas
Autores: Frenzel AP; Silveira DH.

Objetivos: Caracterizar o perfil nutricional de pacientes hospitalizados no Hospital Sociedade Portuguesa de Beneficência de Pelotas-RS em uso de Terapia Nutricional Enteral (TNE). Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo e transversal no período de janeiro a dezembro de 2008 no Hospital Sociedade Portuguesa de Beneficência de Pelotas-RS. Foram coletados dados demográficos (idade, sexo e estado civil), diagnóstico primário, motivo da indicação da TNE e realizada avaliação do estado nutricional através da Avaliação Subjetiva Global (ASG). Resultados: Foram avaliados 238 pacientes, sendo 68,90% do sexo feminino. A média de idade foi de 76 ± 9,5 anos. Quanto a indicação da TNE, 45,37% iniciaram a terapia por causas neurológicas, 17,22% por neoplasias, 13,02% por intercorrências respiratórias, 15,12% por complicações metabólicas e 12,84% por outros motivos (como trauma, infecção e anorexia). A ASG, realizada até 48 horas após a internação do paciente, identificou que 13,5% dos pacientes estavam bem nutridos, 64,7% moderadamente desnutridos ou em risco nutricional e 21,8% gravemente desnutridos. Sessenta e nove por cento dos pacientes já haviam perdido peso até o momento da avaliação. Conclusão: A perda de peso em pacientes idosos apresenta alta prevalência, podendo ser causada pelo processo normal de envelhecimento, atrofia muscular e alterações na composição corporal, estando ou não associada à patologia de base. A desnutrição moderada ou grave, prevalente em pacientes idosos hospitalizados, pode ser decorrente de diversos fatores como alterações de rotinas alimentares, alterações do paladar, consistência inadequada da dieta, presença de doenças crônicas, jejum para exames, cirurgias, entre outros procedimentos. A TNE nesta população mostra-se vantajosa na redução das complicações, melhora da qualidade de vida, redução do tempo de internação e do número de internações recorrentes. Contudo, o início da TNE geralmente acontece quando já existem sinais clínicos de desnutrição sendo que, na verdade, se desejaria preveni-la. Unitermos: Nutrição enteral, avaliação subjetiva global, desnutrição.

PC34 - INGESTÃO ALIMENTAR DE PACIENTES COM DOENÇAS ONCO-HEMATOLÓGICAS NO PERÍODO PRÉ TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS

Instituição: Facudade de Medicina de Rio Preto - FAMERP, São José do Rio Preto
Autores: Soares NG; Lima CAF;Freitas AF; Silva LMF; Pontes ER; Albertini SM.

Objetivos: Este estudo prospectivo teve como objetivo: analisar a ingestão alimentar dos pacientes antes da realização do Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH) e comparar com as recomendações nutricionais preconizadas segundo o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2009) e de acordo com a Ingestão Dietética de Referência (DRI,2002/2005). Materiais e Métodos: Foram estudados, num hospital de ensino, entre maio/2009 e janeiro/2011, 69 pacientes (37H:32M) portadores de doenças onco-hematológicas, candidatos ao Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH), com média de idade de 45,4+/- 14,8 (DP) anos (18 a 67 anos). A história alimentar foi obtida por anamnese alimentar com uso de questionário alimentar semi-quantitativo, coletada no período pré-TCTH. A ingestão de energia, de macro e micronutrientes foi calculada em programa computadorizado e comparada com as recomendações de energia e de proteína estimadas. Resultados: Os pacientes estudados ingeriam em média 2.270 +/- 926,9 (DP) Kcal, com a seguinte distribuição percentual de maronutrientes: 16,4 +/- 3,5% de proteínas; 55+/- 7,3% de carboidratos e 28,6 +/- 6,9% de lipídeos. A média de ingestão proteica e de fibras foi de 91,5 +/- 4,5 g. e 20,6 +/- 10,5g, respectivamente.Quando comparada ‘as recomendações preconizadas de energia e de proteína, a % de adequação de ingestão energética e proteica foi de 110,8 +/- 41,6 (DP) % e 99,6+/- 41,5 (DP) % respectivamente (teste T-Student, p=0,04 e p=0,68). A média de ingestão alimentar para cálcio, sódio, potássio, magnésio, iodo e algumas vitaminas (D, B5, B6 e ácido fólico) estava abaixo das DRIs, sendo esta diferença estatisticamente significativa (teste T-Student, p<0,01). Conclusão: Durante o curso do TCTH dois fatos destintos e simutâneos, como a diminuição da ingestão de alimentos e o aumento das necessidades metabólicas, ocorrem rotineiramente, interfirindo no estado nutricional dos pacientes. Portanto, conclui-se que o conhecimento da ingestão alimentar, anterior à realização do TCTH, é imprescindível para a definição e melhor execução da terapia nutricional individualizada no período de hospitalização para o transplante. Unitermos: Doenças onco-hematológicas, ingestão alimentar, transplante de células tronco hematopoéticas

PC35 - COLECTOMIA TOTAL POR MEGACÓLON TÓXICO - INTERVENÇÃO NO PRÉ E PÓS-CIRÚRGICO DE PACIENTE PORTADOR DE PANCOLITE ULCERATIVA

Instituição: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, Maceió
Autores: Silva RRL; Moura FA.

Objetivos: Descrever a intervenção nutricional em um paciente com diagnóstico de pancolite ulcerativa submetido à colectomia total. Materiais e Métodos: Apresentação do relato de caso de um paciente desnutrido grave, portador de pancolite ulcerativa, que durante a permanência hospitalar desenvolveu megacólon tóxico e foi submetido à colectomia total. Resultados: Paciente F.M., sexo masculino, 49 anos, procedente de Coruripe - AL, com diagnóstico de pancolite, polipose e pangastrite enantematosa com componente erosivo central. A primeira avaliação nutricional do paciente identificou um estado de desnutrição, confirmado através do exame físico (que detectou sinais visíveis de depleção muscular e de tecido adiposo em têmporas, bola de bichart, interósseos, adutor do polegar, panturrilha, quadríceps e tríceps) e da antropometria, que identificou consumo de massa muscular (% de CMB de 77) e um IMC de 17,4Kg/m2. Também foi avaliado o % de perda de peso (33%) para confirmação do diagnóstico. A internação inicial objetivou o controle da colite grave através de restrição de lactose, sacarose e lipídeos, e ainda suplementação com TCM + AGE e glutamina, a fim de minimizar os episódios de diarreia e fornecer substrato energético para os enterócitos. Durante a internação hospitalar foi diagnosticado Megacólon Tóxico (MT), sendo então recomendado tratamento cirúrgico (colectomia total), contudo, devido ao estado nutricional comprometido do paciente, foi adiado até melhora do quadro de desnutrição. Durante todo o período de internação o paciente apresentou aproximadamente seis episódios diarreicos diários, não respondendo à terapia medicamentosa e nutricional. Foi prescrita uma dieta enteral, porém, logo em seguida o paciente recusou-se a permanecer com a sonda. Após o diagnóstico de MT, e na tentativa de reduzir os resíduos intestinais, foi prescrita uma dieta via oral elementar acrescida de glutamina, porém sem resposta do paciente. Em virtude da não tolerância oral, foi então implantada uma nutrição parenteral associada a uma oral isotônica com glutamina. Por conta da colite refratária, não houve possibilidade de recuperar o estado nutricional para a realização da cirurgia curativa, sendo então recomendada pela equipe de Nutrição a realização urgente da cirurgia. Dessa forma, foi realizada colectomia total com ileostomia provisória no 33º dia de internação. O paciente estudado apresentou moderada evolução pós-cirúrgica, pois apesar de não ter tido uma evolução notável em seu estado nutricional, o paciente resistiu ao procedimento cirúrgico, considerado de alto risco por seu estado clínico e nutricional, e não apresentou maiores complicações posteriores. Conclusão: Deve-se salientar que tão importante quanto a recuperação do estado nutricional do indivíduo no pré-cirúrgico, é ter o conhecimento de que nem sempre tem-se tempo necessário para a efetivação do mesmo, pois outras complicações podem surgir, tal como a ocorrência de MT, que coloca em risco a vida do paciente, sendo necessária uma intervenção cirúrgica imediata. Então, manter a sobrevida do paciente após um procedimento cirúrgico de alto risco é também um papel imprescindível da nutrição. Para o paciente deste caso, a recuperação do estado nutricional foi mais efetiva no pós-cirúrgico, visto que os episódios de diarreia impediam a utilização dos nutrientes administrados via oral e que a nutrição parenteral total prolongada aumentava os riscos de sepse. Unitermos:Colite ulcerativa, megacólon tóxico, colectomia, intervenção nutricional

PC36 - PERFIL NUTRICIONAL DOS PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO DO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - FMO

Instituição: Hospital do Servidor Público Estadual/ FMO, São Paulo
Autores: Mello FS; Fernandes EM.

Objetivos: Caracterizar o perfil nutricional dos pacientes atendidos no ambulatório de nutrição do Hospital do Servidor Público Estadual/ HSPE “Francisco Morato de Oliveira” - FMO. Identificando as faixas etárias atendidas, determinando a prevalência de sobrepeso e obesidade e analisando a coexistência de fatores de risco para doença cardiovascular. Materiais e Métodos: Foram avaliados 811 pacientes atendidos no ambulatório de nutrição do HSPE/ FMO no período de janeiro a agosto de 2010. Foram coletados dados retrospectivos, através das fichas de atendimento preenchidas em cada consulta. Foram analisadas as variáveis: sexo, idade, peso, estatura, Índice de Massa Corporal (IMC) e diagnóstico clínico. Os critérios utilizados para classificação do IMC para adultos foram os propostos pela OMS, 1998 e para os idosos utilizou-se a classificação proposta por Lipschitz, 1994. Os dados foram tabulados e analisados no programa Microsoft Office Excel® 2007. As variáveis foram apresentadas sob a forma de frequências (porcentagem). Resultados: Perfil da população estudada: São pacientes predominantemente de faixa etária adulta (53,76%), sendo a maioria do sexo feminino (71,15%). 70,02% da amostra apresentaram sobrepeso ou obesidade, sendo 26,38% e 43,64% respectivamente. Encontrou-se uma maior prevalência de sobrepeso no sexo masculino (29%), porém o sexo feminino apresentou maior prevalência de obesidade (49,4%). Ao avaliar o IMC segundo a faixa etária observou-se maior porcentagem de excesso de peso entre os adultos (80%). No entanto, mais que a metade dos idosos atendidos apresentaram excesso de peso (58,4%). Em relação a coexistência de fatores de risco para doença cardiovascular observou-se uma prevalência de 23,05% de diabetes, 25,64% de hipertensão arterial e 38,71% de dislipidemia. Extrapolando os resultados segundo a idade foi observado que os idosos apresentaram maior prevalência dessas complicações, sendo 29,6%, 35,46% e 43,46% respectivamente. Sendo que as mulheres apresentaram maior prevalência desses fatores quando comparadas aos homens, 19,35% de diabetes, 17,87% de hipertensão arterial e 26,01% de dislipidemia. Conclusão: O perfil nutricional dos pacientes atendidos no HSPE/ FMO foi caracterizado pela alta prevalência de excesso de peso, principalmente no sexo feminino. E também grande prevalência de complicações como diabetes, hipertensão e dislipidemia, principalmente nos idosos. Sendo que o envelhecimento e principalmente o sobrepeso e a obesidade são fatores que predispõe os indivíduos a essas complicações e juntos favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Neste cenário, a intervenção nutricional é de suma relevância uma vez que as modificações dos hábitos alimentares estão relacionadas à redução do risco cardiovascular, por promover redução do peso corporal, e consequentemente melhora da resistência à insulina, redução da pressão arterial e melhora do perfil lipídico. Contribuindo assim para redução da necessidade de internações e consequentemente para redução dos custos hospitalares. Unitermos: Obesidade, perfil nutricional, doença cardiovascular

PC37 - EFETIVIDADE NO MANEJO DE ÚLCERA DE PRESSÃO: PROJETO EM IMPLANTAÇÃO EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE PORTO ALEGRE, RIO GRANDE DO SUL

Instituição: Hospital Pronto Socorro, Porto Alegre
Autores: Garcia SV; Cibeira GH; Sbroglio J; Corbelini N.

Objetivos: Promover a melhora significativa das úlceras de pressão ocorrida durante o período de internação Materiais e Métodos: Serão selecionados 10 pacientes acamados, internados em um hospital público de Porto Alegre e que apresentarem úlcera por pressão. Os participantes terão a classificação do risco de desenvolver a úlcera por pressão realizada de acordo com a Escala de Braden. Serão incluídos, somente, indivíduos que estiverem com uso de sonda nasoentérica e nos quais não tenha sido feito desbridamento. De acordo com a classificação do risco, os indivíduos serão randomizados em dois grupos: no grupo 1 os indivíduos receberão dieta padrão por uma semana (1,5kcal/ml; 49% de carboidrato; 16% de proteína e 35% de lipídio) e no grupo 2 receberão a dieta padrão por 1 semana e dieta com arginina na segunda semana de tratamento (1,0kcal/ml; 49,6% de carboidrato; 20,4% de proteína e 30% de lipídios). Após o término do período de uso das dietas, os indivíduos serão reclassificados, conforme a mesma escala. Resultados: O objetivo da implantação desse projeto é promover a melhora significativa das úlceras de pressão ocorrida durante o período de internação. Espera-se promover a rehabilitação desses pacientes e, por conseguinte, a melhora na recuperação do indivíduo. Conclusão: Tendo em vista a alta incidência de úlceras de pressão entre pacientes ao longo do período de permanência hospitalar no hospital do presente estudo (74,7%), espera-se testar dois tipos de dieta para avaliar o impacto da suplementação de arginina na melhora da cicatrização da úlcera de pressão. Unitermos: Úlcera de pressão.PC38 - ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL: ESTRATÉGIA UTILIZADA PELO SESI-SC NA REDUÇÃO DE PESO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA

Instituição: Serviço Social da Indústria-SESI, Florianópolis
Autores: Zoche E; Neves GM; Heusi GB.

Objetivos: As mudanças dos hábitos alimentares são importantes fatores no crescimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia e obesidade. Uma pesquisa realizada pelo SESI em 2005 revelou que trabalhadores alimentam-se mal e metade está acima do peso. Um método prático para avaliação do estado nutricional é o índice de massa corporal (IMC), que divide o peso (kg) pela altura (m) ao quadrado. Em populações com IMC superior a 28,6 kg/m2, o afastamento do trabalho é 1,5 a 1,9 vezes maior do que na população normal. Preocupado com a saúde do trabalhador, o SESI-SC criou o serviço “Alimentação Saudável na Indústria”. O artigo teve como objetivo avaliar o acompanhamento nutricional como estratégia para a redução do peso de trabalhadores da indústria. Materiais e Métodos: Foram acompanhados 75 colaboradores de cinco indústrias catarinenses, com idade entre 18 e 60 anos, de ambos os sexos, com excesso de peso ou obesidade. O acompanhamento nutricional individualizado teve duração de quatro meses, com as consultas acontecendo no local de trabalho e os retornos, em média, a cada vinte dias. O processo contou com: anamnese alimentar; tomada de peso, estatura e medida da circunferência da cintura (CC). O IMC foi cálculo, onde valores entre 25-29,9 kg/m2 foram classificados como sobrepeso e acima de 30 kg/m2 como obesidade. Para classificação da CC, foi considerado saudável CC menor que 80cm para mulheres e 94cm para homens; sobrepeso com CC entre 80-88cm para mulheres e 94-102cm para homens e obesidade central acima de 88cm para mulheres e 102cm para homens. Após a primeira consulta, a nutricionista fornecia orientação personalizada conforme a necessidade de cada paciente. Para análise estatística, foi utilizada estatística descritiva, com média e desvio-padrão, e nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: A média de idade foi de 32,2+-9,3 anos; houve predomínio do gênero masculino, representando 64% da amostra. Quanto ao perfil nutricional, 57,3% estava com sobrepeso e 42,6% com obesidade. Após 4 meses de acompanhamento, verificou-se perda de peso média de 4,2kg, com p<0,0001, e redução do IMC de 30,35+-4,5kg/m2 para 29,35+-4,2kg/m2, com p<0,0002. Na classificação do estado nutricional pós-acompanhamento, 10,75% dos indivíduos tornaram-se eutróficos. Quanto à CC, os homens tiveram redução de 103,8+-11,5cm para 98,9+-10,2cm, com p<0,0001, mostrando redução do risco cardiovascular. Para as mulheres, a redução foi de 103,4+-12,2cm para 98,7+-10,6cm, com p<0,0001. Conclusão: A valorização das práticas integradas ao processo de educação nutricional é prioridade para incorporação de hábitos alimentares saudáveis. Pela sua efetividade, o acompanhamento nutricional deve ser adotado para redução das DCNT. Unitermos: Acompanhamento nutricional, redução de peso e trabalhadores da indústria.

PC39 - AVALIAÇÃO DA ACEITAÇÃO DAS DIETAS FRIAS OFERTADAS À PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIAS DE CABEÇA E PESCOÇO

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Tafner L; Frangella VS; Miola LC; Cataldo, FPR; Piovacari SMF.

Objetivos: Identificar e avaliar a aceitação alimentar da dieta fria oferecida aos pacientes submetidos a cirurgias de cabeça e pescoço, atendidos no Hospital Israelita Albert Einstein. Materiais e Métodos: Participaram do estudo 12 pacientes internados nos meses de fevereiro e março/2011, sendo 66,7% (n= 8) homens com média de idade de 49 anos e 33,3% (n= 4) mulheres com média de idade de 48 anos, submetidos a cirurgias de cabeça e pescoço. Todos os pacientes receberam prescrição médica de dieta fria e aceitaram assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Aplicou-se um teste qualitativo de aceitabilidade das dietas, adaptado da escala hedônica facial que avaliou 5 aspectos da refeição oferecida no hospital. Resultados: A média do período de internação foi de 1,2 dias. A aceitabilidade das dietas oferecidas correspondeu a 88,3% de satisfação; a temperatura a 66,7% e o sabor das refeições a 98,8%. A apresentação da bandeja e a cor dos alimentos tiveram 100% de aprovação. As respostas obtidas demonstraram adequação das dietas frente aos critérios estabelecidos para avaliação da satisfação. Entende-se que os clientes compreendem a necessidade da adequação da consistência e temperatura, devido a um trabalho contínuo por parte da equipe de nutricionistas no acompanhamento e orientação nutricional dos pacientes. Conclusão: Este estudo demonstra a importância do trabalho e integração da equipe multidisciplinar, visando o atendimento diferenciado e qualificado ao paciente. Unitermos: Dieta, dieta hospitalar, aceitação, cirurgia, cabeça, pescoço, tireoidectomia, rinoplastia, amigdalectomia, entre outros.

PC40 - AVALIAÇÃO DO RISCO NUTRICIONAL DE IDOSOS ATRAVÉS DA APLICAÇÃO DA MINI AVALIAÇÃO NUTRICIONAL (MAN®)

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal
Autores: Albuquerque EN; Cabral NLA; Chagas ER.

Objetivos: avaliar o risco nutricional através da aplicação da mini avaliação nutricional (MAN) em pacientes idosos internados em um hospital da rede privada de Natal - RN. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 31 idosos (>60 anos). O estado nutricional foi avaliado pela aplicação da MAN e antropometria (peso, altura e Índice de Massa corporal - IMC). O IMC para idosos foi classificado segundo Lipschitz (1994). A associação entre as variáveis estudadas e o gênero foi avaliada pelo teste t Student e adotado nível de significância p <0,05. Resultados: Participaram do estudo 31 idosos, sendo 13 homens e 18 mulheres. A média de idade foi de 70,4 anos. A avaliação do estado nutricional pelo IMC mostrou 11,1% de baixo peso, 44,4% de eutrofia e excesso de peso. O estado nutricional, avaliado pela MAN, apontou 22,2% de mulheres e 7,7% de homens com desnutrição. O risco de desnutrição foi observado em 6,5% dos idosos. O IMC associou-se de forma significativa para ambos os gêneros. A avaliação do estado nutricional pela MAN foi significativa apenas para o sexo feminino (p=0,04). Houve associação significativa entre a avaliação do estado nutricional pelo IMC, categorizado em desnutridos e não, com os resultados obtidos na MAN. Conclusão: A população estudada apresenta número significativo de idosos em situação de risco nutricional, especialmente as mulheres, apontados pela antropometria e MAN, enfatizando a importância dos instrumentos estudados na identificação de idosos em risco nutricional, e dessa forma, possa ser realizada a intervenção nutricional precoce, evitando os desfechos do quadro de desnutrição nessa faixa etária. Unitermos: Mini avaliação nutricional, idosos, desnutrição.

PC41 - INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTE COM ENCEFALOPATIA HEPÁTICA: A RESTRIÇÃO PROTEICA É NECESSÁRIA?

Instituição: Universidade Federal de Alagoas, Maceió
Autores: Amorim MF; Moura FA; Veríssimo MH.

Objetivos: Descrever a evolução clínica-nutricional de um paciente portador de encefalopatia hepática após implantação de terapêutica nutricional individualizada sem restrição proteica. Materiais e Métodos: Relato de caso de paciente de 69 anos, sexo masculino portador de hepatopatia mista (álcool + esquistossomose). Durante o período de internação no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, foi diagnosticado o quadro de desnutrição moderada, evidenciada pelo % de adequação da PCT e pelos sinais clínicos de depleção adiposa e muscular. Durante a internação o paciente evoluiu com quadro de Encefalopatia Hepática (EH) grau 1/2. A intervenção nutricional ocorreu durante todo o período hospitalar (13 dias), sendo dividida em duas prescrições distintas em relação à quantidade e qualidade proteica ofertada. O desenvolvimento dos sinais de EH foram monitorados diariamente. Já avaliação antropométrica, foi realizada em três momentos. Resultados: O primeiro planejamento alimentar implantado teve duração de quatro dias, onde a oferta proteica de foi de 0,8g/kg (peso teórico)/dia com restrição de fontes de aminoácidos de cadeia aromática (AACA. No segundo plano, houve um aumento na oferta proteica que totalizou 1,2g/kg (peso teórico)/dia sendo mantida por dois dias, neste houve uma introdução de alimentos fontes de proteína animal (devido a baixa aceitação do paciente à restrição de AACA), sendo observada estabilidade no quadro clínico do paciente. A introdução de fontes animais ricas em AACA foi monitorada atentamente pela equipe de Nutrição a fim de identificar qualquer quadro de intolerância. Contudo, como não foi observado alteração nos sinais de encefalopatia hepática (paciente manteve-se em Grau 1/2 de EH, apresentando apenas sonolência, porém sem flapping e manteve-se orientado no tempo e espaço) foram realizadas pequenas mudanças qualitativas a fim de favorecer a aceitação do plano alimentar, com variações no fornecimento proteico de 1,1 a 1,3g/kg de peso teórico/dia. Em relação ao estado nutricional ficou evidenciado uma estabilidade do mesmo durante todo o período de intervenção nutricional como pode ser confirmado através das seguintes medidas antropométricas: peso teórico, altura, IMC, circunferência do braço (CB), prega cutânea tricipital (PCT) e circunferência muscular do braço (CMB). Conclusão: Ao observar o efeito de dietas com diferentes quantidades e fontes de proteínas no paciente com EH, é possível afirmar que mesmo com a implantação de planejamentos alimentares hiperproteicos, o impacto das dietas utilizadas foi positivo para o quadro clínico do paciente, minimizado seu catabolismo muscular e consequentemente sua piora clínico-nutricional. Unitermos: Encefalopatia hepática, proteína, dieta.

PC42 - ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL DE ADOLESCENTE DE BAIXO PESO COM DOENÇA CELÍACA E IMUNODEFICIÊNCIA PRIMÁRIA COMUM VARIÁVEL

Instituição: Divisão de Nutrição e Dietética do Instituto Central do Hospital das Clínicas da FMUSP, São Paulo
Autores: Martins MR; Conrado AC.

Objetivos: O presente trabalho visou demonstrar o acompanhamento nutricional de um paciente adolescente de baixo peso com doença celíaca e imunodeficiência primária comum variável. Materiais e Métodos: O paciente foi acompanhado em atendimento nutricional no Ambulatório de Nutrição da Clínica Médica do Instituto Central do Hospital das Clínicas – FMUSP no período de abril de 2007 a novembro de 2010. Foram avaliados dados antropométricos (peso, altura e IMC), consumo alimentar (ingestão de macro e micronutrientes e frequência alimentar), efeito da complementação nutricional fornecida pelo hospital. Resultados: No início do acompanhamento a dieta habitual não supria as necessidades nutricionais do paciente e apresentava desproporção na distribuição dos macronutrientes. Após orientações e início da complementação nutricional, o consumo médio passou a atender as recomendações nutricionais, adequando à distribuição de proteínas e carboidratos e atingindo as necessidades da maioria dos micronutrientes. Houve a introdução de alimentos proteicos que não faziam parte do seu hábito, como frango e ovo, além de opções de alimentos sem glúten como fontes de carboidratos, como bolos e salgados de polvilho, variando os lanches intermediários que estavam limitados ao consumo de pipoca doce. O paciente relatou aceitar bem o sabor do complemento nutricional, com ganho de peso importante após início da sua utilização. O índice de massa corporal (IMC) para a idade a princípio encontrava-se muito abaixo do percentil 3, tendo alcançado o valor limítrofe deste percentil após a intervenção nutricional, aproximando-se do IMC adequado para a idade. Conclusão: A adesão à dieta sem glúten, complementada por orientações nutricionais qualitativas e quantitativas determinou boa evolução nutricional do paciente, demonstrando a importância da dietoterapia e do acompanhamento contínuo na doença celíaca. Unitermos: Doença celíaca, imunodeficiência primária comum variável, acompanhamento nutricional.

PC43 - ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS EM IDADE PRÉ-ESCOLAR E ESCOLAR

Instituição: Associação Hospitalar Moinhos de Vento, Porto Alegre
Autores: Cibeira GH; Ettrich B; Lazzaretti R.

Objetivos: Determinar o estado nutricional de crianças em idade pré-escolar e escolar e classificá-lo de acordo com dois critérios. Materiais e Métodos: Estudo transversal envolvendo crianças com idade de 2 a 12 anos e 11 meses matriculadas em quatro escolas de educação infantil localizadas em Porto Alegre e Grande Porto Alegre no período de 2007 a 2009. Foram mensuradas variáveis antropométricas de cada criança e o estado nutricional foi classificado de acordo com as curvas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e as curvas de Índice de Massa Corporal recomendadas pela International Obesity Task Force (IOTF). A concordância entre os indicadores foi avaliada pela estatística de Kappa. Os resultados foram expressos em estatística descritiva, apresentando medidas de tendência central e de dispersão. Para significância estatística, aceitou-se p<0,05. Resultados: Participaram do estudo 1.429 crianças com média de idade de 6,0 anos, sendo 54,1% do sexo masculino. Em relação à faixa etária, 43,0% estavam em idade pré-escolar e 57,0% em idade escolar. Da amostra estudada, 3,4% apresentaram déficit de altura. Verificou-se oscilação na diferença dos valores de prevalência de sobrepeso entre 18,3% e 41,8% e de obesidade entre 4,2% e 16,0%. A concordância foi mais fraca no sexo masculino classificado segundo OMS e IOTF. Conclusão: Observaram-se baixos índices de déficit de altura e elevadas prevalências de sobrepeso e obesidade nas crianças estudadas. Unitermos: Estado nutricional, criança.

PC44 - SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS SUBMETIDOS A TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA (TMO): PRÓS E CONTRAS

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Diniz CC; Tanaka M; Camargo RTS; Piovacari SMF; Silva OSN.

Objetivos: Identificar os prós e contras da suplementação com glutamina (L – GLN) em pacientes oncológicos adultos submetidos ao TMO. Materiais e Métodos: Revisão bibliográfica de literatura, no período entre 1999 e 2008. Os bancos de dados utilizados foram SCIELO, LILACS, DEDALUS, BIREME, e os livros consultados foram: DIETA, NUTRIÇÂO E CÂNCER, e NUTRIÇÂO CLÍNICA NO ADULTO. Foram encontrados quinze (15) artigos científicos, sendo nove (9) deles mais utilizados por abordarem mais especificamente o assunto e duas (2) diretrizes. Resultados: Conforme ALBERTINI (2001), o grupo suplementado com glutamina obteve melhora no quadro de mucosite e sensação de desconforto com a mesma. Além disso, a taxa de sobrevida nos suplementados aos 28 dias do TMO era melhor. Outro estudo desse mesmo autor, demonstrou que a nutrição parenteral total enriquecida com glutamina preservou os níveis plasmáticos de albumina e proteína C em pacientes submetidos ao TMO. Segundo MACEDO (2008), investigações recentes em animais demonstram que a nutrição enteral e parenteral enriquecida com glutamina melhoram o crescimento e o restabelecimento do intestino delgado e mucosa do colón. De acordo com ABCOUWER e SOUBA (2003) apud SILVA (2006), a suplementação de L – GLN pode auxiliar e aliviar a depleção muscular. Outros estudos, como o realizado por CARDOSO (1999), não demonstrou influência favorável, ou seja, diminuição da permeabilidade da mucosa intestina, ao suplementar a dieta com esse aminoácido. Conforme NEVES (2003), em estudo experimental utilizando NPT suplementada com 2% de glutamina, não obtiveram resultados favoráveis quanto ao restabelecimento dos parâmetros morfológicos intestinais. E por fim, segundo WIREN et al (2000), ofertaram uma dieta sem ou com suplementação de 4% de glutamina, e os mesmos puderam concluir que a dieta suplementada com glutamina não teve efeito estimulatório nas reações adaptativas do intestino. Conclusão: A maioria dos estudos demonstra as vantagens da suplementação de glutamina, e apesar da administração de glutamina via parenteral ou enteral (seja como aminoácido livre ou na forma de dipeptídeo) parecer segura e eficaz nos pacientes submetidos ao TMO, ainda são necessários mais estudos que comprovem os benefícios da mesma, principalmente, por não especificarem a dose de glutamina que deve ser oferecida, a divergência de período de utilização de glutamina e tempo dos estudos. Unitermos: Transplante de medula óssea, glutamina, suplementação, doenças hematológicas.

PC45 - CONDUTA NUTRICIONAL NO GUIA DE MEDICAMENTOS ANTINEOPLÁSICOS

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Tanaka M; Barrére APN; Baeta MM; Santos VA; Piovacari SMF; Silva OSN.

Objetivos: Elaborar o material de conduta nutricional para o Guia de Medicamentos Antineoplásicos. Materiais e Métodos: Realizou-se levantamento bibliográfico na base de dados Micromedex e Lexicomp e em bulas de medicamentos fornecida pelo fabricante. As informações sobre os medicamentos foram elaboradas pela equipe de farmácia, e a equipe de nutrição responsabilizou-se pela conduta nutricional referente aos eventos adversos de cada medicamento. Em seguida, as informações foram compiladas, formatadas e revisadas pela equipe de farmácia administrativa do setor. Resultados: Determinou-se que para cada medicamento antineoplásico, fossem disponibilizadas informações de nome comercial/apresentação, categoria terapêutica, sinonímia, indicações, fator de risco na gravidez e lactação, posologia, potencial emetogênico e pré-medicação, preparo/administração, potencial vesicante, reações adversas (muito comuns, comuns e pouco comuns), interações medicamentosas, ajuste da dose na insuficiência renal e hepática e na toxicidade, monitoramento e conduta nutricional. No total, foram compiladas informações de aproximadamente 130 medicamentos antineoplásicos (e de suporte) pela equipe da farmácia. E também as nutricionistas elaboraram o material sobre a conduta nutricional de acordo com os eventos adversos (náuseas e vômitos, obstipação, perda de peso, diarreia, neutropenia, anemia, mucosite, estomatite, odinofagia, xerostomia, flatulência e ganho de peso), de cada medicamento. Conclusão: O Guia de Medicamentos Antineoplásicos permite que os colaboradores e a equipe multiprofissional atualize-se sobre o tema, tenha fácil acesso e uniformidade às informações. Além de demonstrar a importância da integração da equipe multiprofissional na formação de material didático. Unitermos: Medicamentos antineoplásicos, quimioterapia, conduta nutricional

PC46 - MELHORIA NO PROCESSO INFORMATIZADO DE PRESCRIÇÃO DIETÉTICA NO SISTEMA DE GESTÃO HOSPITALAR (SGH)

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Diniz CC; Tanaka M; Santos GF; Bergamo J; Piovacari SMF; Silva OSN.

Objetivos: Otimização do tempo de prescrição dietética no SGH, com redução do período utilizado pelo profisisonal nutricionista nesta atividade administrativa e consequente aumento do tempo utilizado para assistência ao paciente. Materiais e Métodos: Identificação dos problemas, Revisão do processo; Adequação da funcionalidade no sistema; Diminuição do número de telas utilizadas para prescrição e repetição de itens; Diminuição do tempo de prescrição dietética no SGH. Meta a ser atingida redução de 20% do tempo de prescrição dietética no SGH. Resultados: Ações após a identificação do problema: Parceria com equipe de tecnologia da informação (TI) para as seguintes modificações: 1.Sistema resgatar somente lançamentos de itens nutricionais de 2 dias anteriores visando menor tempo de carregamento da página; 2.Retirar ícone \”Visualiza prescrição\” utilizado somente para consulta de itens prescritos anteriormente por outras equipes como Medicamentos, Cuidados de enfermagem, Taxas de enfermagem. Conclusão: Com o desenvolvimento e aplicabilidade deste projeto houve redução de 25% do número de telas utilizadas para a prescrição, 40% do número de telas utilizadas para repetição de itens e 100% de redução do tempo utilizado para realização da atividade diária que em um primeiro momento era de 6 horas, diminuiu, portanto para aproximadamente 3 horas; Melhoria e aproveitamento do tempo do nutricionista para realização de atividades assistenciais e administrativas; Impacto positivo na assistência aos pacientes. A nova performance para realização de prescrição dietética no SGH permitiu a execução de novos projetos de melhorias ao Serviço de Nutrição. Unitermos: Sistema de gestão hospitalar, informatização, prescrição dietética informatizada.

PC47 - ORIENTAÇÃO DE ALTA HOSPITALAR A PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Hospital Sírio Libanês, São Paulo
Autores: Poltronieri MJA; Freitas CA; Ruotolo F.

Objetivos: Descrever o processo de orientação de alta hospitalar aos pacientes internados submetidos à Terapia Nutricional Enteral (TNE). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo que relata o procedimento de orientação de alta hospitalar realizado pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) aos pacientes que receberam TNE no ano de 2010 e que foram submetidos à alta mantendo a terapia. O presente estudo foi realizado em um hospital privado, geral e de grande porte da cidade de São Paulo. Foi utilizado indicadores de orientações de alta controlados pela EMTN do hospital no período citado. Resultados: : No ano de 2010, um total de 1553 pacientes foram submetidos à TNE, destes, 312 (20%) receberam alta mantendo esta terapia, sendo que 302 (97%) foram orientados pela EMTN seguindo o seguinte fluxo: Os enfermeiros das Unidades de Internação acionam a EMTN na vigência da alta hospitalar de pacientes com TNE, incluindo aqueles que serão assistidos por Home Care. A EMTN inicia as orientações teórico-práticas no mínimo 3 dias antes à alta hospitalar. Os pacientes e responsáveis são informados onde e como adquirir dietas, materiais e equipamentos necessários para a TNE em domicílio, bem como conservação, manuseio e prazos de validade de cada item. O Enfermeiro da EMTN orienta o posicionamento adequado do paciente, como manipular equipo, forma, velocidade e intervalos de infusão da dieta, manutenção e irrigação dos acessos enterais, diluição e administração de medicamentos, troca de fixação ou curativos (estomias), mensuração de refluxo, cuidados de higiene, atividades físicas e sociais, além dos sinais e sintomas que devem ser observados. Os pacientes e responsáveis são estimulados a participar da assistência de enfermagem após as orientações. A EMTN entrega material explicativo, contendo todas as informações fornecidas, inclusive telefone para contato após alta. Passa visita diária até a alta hospitalar no intuito de sanar possíveis dúvidas e avaliar o desempenho dos responsáveis pelo cuidado a ser realizado à domicílio. A enfermeira da EMTN realiza ligação domiciliar de 24 a 48 hs após alta hospitalar. Conclusão: Ao compartilharmos nossa experiência outros profissionais de saúde poderão implementar este método em suas instituições e assim oferecer aos pacientes e cuidadores o conhecimento necessário para promoção da continuidade dos cuidados nutricionais em domicílio. Unitermos: Orientação de alta hospitalar, terapia nutricional enteral, EMTN.

PC48 - LIGAÇÃO DOMICILIAR APÓS ORIENTAÇÃO DE ALTA HOSPITALAR À PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Hospital Sírio Libanês, São Paulo
Autores: Poltronieri MJA; Freitas CA; Ruotolo F.

Objetivos: Descrever o processo de ligação domiciliar aos pacientes em Terapia Nutricional Enteral (TNE) que receberam orientação de alta hospitalar durante a internação. Validar as orientações fornecidas durante o preparo para a alta, através da ligação. Avaliar o impacto da orientação de alta sistematizada realizada pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo que relata o procedimento de ligação domiciliar após orientação de alta hospitalar pela EMTN, aos pacientes que receberam TNE em 2010 e que foram submetidos à alta mantendo esta terapia. As ligações eram realizadas pela enfermeira da EMTN de 24 à 48 horas após a alta ou no primeiro dia subsequente aos finais de semana ou feriados. As informações foram registradas em formulário contendo: nome do paciente e dos responsáveis, contato telefônico, tipo de dieta, volume, forma de infusão; período de aprendizagem, data da alta e da ligação hospitalar e presença ou não de Home Care. As respostas obtidas durante as ligações eram transcritas no impresso e se necessário seria feito reorientações. Foram excluídos da ligação domiciliar pacientes crônicos, usuários de TNE previamente orientados que reinternaram ao longo do ano e que o responsável pelo paciente, bem como a enfermeira da EMTN julgou não ser mais necessária a ligação domiciliar, além dos que não quiseram receber. O estudo foi realizado em um hospital privado, geral da cidade de São Paulo. Foi utilizado indicadores de orientações de alta controlados pela EMTN. Resultados: Em 2010, 1553 pacientes receberam TNE, destes, 312 (20%) obtiveram alta mantendo esta terapia, sendo 302 (97%) orientados pela EMTN. Realizou-se 222 ligações domiciliares, onde para efeito de validação era solicitado aos responsáveis que receberam a orientação de alta um relato sobre: o decúbito do paciente durante a infusão da dieta; volume, forma e velocidade de infusão; manutenção e irrigação do acesso enteral e cuidados com pele e curativo nos casos de gastrostomias. Em nenhum caso houve necessidade de reforçar as orientações previamente fornecidas. Das ligações realizadas, em 48 (21,6%) os responsáveis aproveitaram para esclarecer dúvidas, tais como: presença de secreção perigastrostomia, relatos do que fazer em situações de boca seca, obstipação, diarreia dentre outros. Por mês, a EMTN recebe, em média, 5 ligações advindas de pacientes com TNE em domicílio que buscam esclarecimentos decorrentes de mudança do quadro clínico ou intercorrências com acessos enterais. Conclusão: Ao compartilharmos nossa experiência outros profissionais poderão implementar este método em suas instituições. Através das ligações domiciliares validou-se que as orientações de alta hospitalar foram eficaz para a promoção da continuidade dos cuidados nutricionais em domicílio, além de esclarecer dúvidas, minimizar ansiedade, eventos adversos e proporcionar fidelização com a instituição através da atuação da EMTN. Unitermos: Ligação domiciliar, orientação de alta hospitalar, terapia nutricional enteral, EMTN.
PC49 - ANÁLISE DO PERFIL NUTRICIONAL DE IDOSOS INDEPENDENDES E SEMI DEPENDENTES QUE RESIDEM EM UMA ILPI

Instituição: Lar Sant’ana, São Paulo
Autores: Vieira CP; Soares DBS; Mazagão LA; Páscoa LP; Dischinger RM.

Objetivos: Identificar e analisar o estado nutricional de idosos institucionalizados. Materiais e Métodos: Foram avaliados 111 idosos institucionalizados, com idade média de 86 anos, sendo 12,0% do sexo masculino. Os dados foram coletados através da avaliação nutricional em idosos de 60 anos ou mais, que residem em uma instituição privada de longa permanência localizada na cidade de São Paulo, com capacidade de 120 idosos no período de dezembro de 2010 até março de 2011. Utilizou-se IMC com escore <23kg/m² para desnutrição, 23-27,9kg/m² para eutrofia, 28-29,9kg/m² para sobrepeso e >30kg/m² para obesidade (OPAS, 2001). Outra medida antropométrica mensurada foi a circunferência da panturrilha (CP), sendo <31cm diminuição de massa muscular (Coelho et al,2006). Resultados: Do total da amostra avaliada, 34% apresentaram eutrofia, 42% sobrepeso e obesidade, e 24% desnutrição. Conclusão: Os resultados do estudo indicam em idosos residentes em uma instituição privada, o número de sobrepeso e obesos é mais predominante. Com estes resultados impõe-se a um planejamento alimentar cuidadoso para recuperar o estado nutricional de maioria dos idosos. Unitermos: Não informado.

PC50 - ÍNDICE DE QUALIDADE DA DIETA E FATORES ASSOCIADOS EM MULHERES HIPERTENSAS

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Oliveira A; Faria M.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da dieta e fatores associados de mulheres hipertensas, atendidas em uma Unidade Básica de Saúde, no município de Cachoeira de Minas – MG. Materiais e Métodos: Foi utilizada uma amostra de 63 pacientes do sexo feminino, com hipertensão essencial, cadastrados no Programa Hiperdia, um sistema de informação federal que retrata a situação de saúde da população hipertensa e diabética. A coleta de dados foi realizada através de avaliação antropométrica, aplicação de questionário sócio-econômico e pelo método Recordatório 24 horas para cálculo do Índice de Qualidade da Dieta (IQD) proposto por Kennedy et al. (1995) e adaptado por Fisberg et al (2004) para a realidade local. A qualidade da dieta foi determinada segundo três categorias definidas pela distribuição dos escores encontrados na população-alvo: abaixo ou igual a 40 pontos - dieta “inadequada”; entre 41 e 64 pontos - dieta que “necessita de modificação”; e igual ou superior a 65 pontos - dieta “saudável”. Para avaliar associações entre o IMC, IQD e variáveis, realizou-se o teste qui-quadrado de Pearson, com nível de significância de p<0,05. Resultados: A idade média das pacientes estudadas foi de 47,9 ± 9 anos. A maioria da população estudada apresentou-se acima do peso (76,2%) e com excesso de gordura abdominal, sendo que 39,7% estavam obesas. A média da circunferência da cintura nas hipertensas avaliadas foi de 95,78 ± 11,67 cm. Em relação a qualidade global da dieta das hipertensas, avaliada pelo IQD, os resultados mostraram que 66,7% apresentaram dieta inadequada ou que necessitava de modificações, sendo que a média do IQD foi de 61,2±11,06 pontos. Pela pontuação dos grupos de alimentos constatou-se baixo consumo de verduras, legumes e frutas e também de gordura total, saturada e de colesterol. Quanto ao item variedades dos alimentos, verificou-se uma baixa ingestão de diversos grupos de alimentos, que provavelmente contribuiu para redução da diversidade dos alimentos da dieta realizada pela população. Considerando a influência de outras variáveis na qualidade da dieta, não houve diferenças estatísticas significativas entre as variáveis IMC, CC, estado marital e escolaridade e o IQD. Conclusão: Os resultados do presente estudo indicam que o padrão alimentar da população estudada é inadequado em relação ao que é recomendado pela Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial para os grupos alimentares. Os dados sugeriram pouca variedade na dieta e elevado consumo de sódio, havendo, portanto, necessidade de um acompanhamento nutricional, visando principalmente mudanças no estilo de vida, como a adoção de hábitos alimentares saudáveis, associada à prática de atividade física. Unitermos: Hipertensão, qualidade da dieta, avaliação antropométrica.

PC51 - INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM GESTANTE GRANDE QUEIMADA - RELATO DE CASO

Instituição: Hospital da Restauração / SES - PE, Recife
Autores: Lins RAG; Belo GMS; Cavalcanti TMF; Fontes ES; Pereira APC.

Objetivos: Queimadura é uma lesão causada por um agente físico, sendo classificada em térmica, química e elétrica. Na fase imediata após uma queimadura há um aumento acentuado na TMB que pode chegar a 50%, sendo indispensável a adequada estimativa proteico-energética, principalmente em pacientes grandes queimados, na tentativa de reverter e/ou prevenir a desnutrição protéico-energética. O estado nutricional possui um papel primordial na prevenção e tratamento de feridas, pois a reconstituição dos tecidos requer quantidade adequada de energia, proteína, vitaminas e minerais para alimentar os mecanismos fisiológicos, sobretudo na gestação quando os requerimentos nutricionais estão aumentados devido ao intenso processo de formação de tecidos. O 1º trimestre gestacional é caracterizado por grandes modificações biológicas devido à intensa divisão celular que ocorre nesse período e assim, faz-se necessária uma intervenção nutricional fornecendo nutrientes adequados para a recuperação materna pós-trauma e para o desenvolvimento fetal. Descrever a intervenção nutricional em paciente gestante grande queimada. Resultados: Relato do caso: P.M.A., 26 anos, gestante, auxiliar de cozinha, sofreu queimadura de 2º e 3º grau, por óleo quente, em 29% de superfície corporal, sendo internada na Unidade de Queimados de um hospital público de Recife. Foi acompanhada por equipe multidisciplinar, sendo impossível realizar avaliação nutricional na admissão devido a grande área queimada e edema importante. Os exames bioquímicos iniciais apontavam depleção protética (albumina = 2,8 g/ml e hemoglobina de 8,9 g/dl). As necessidades nutricionais estimadas pelo método de Curreri eram 2.640 calorias e 177 g de proteínas/dia, para o peso atual de 59 kg. Após anamnese alimentar foi ofertada dieta hipercalórica e hiperproteica acrescida de suplemento, tendo a paciente evoluído com aceitação irregular. Após alguns dias houve necessidade de mudanças dietéticas por rejeição da paciente a alguns alimentos e saciedade precoce com o suplemento. Feitas alterações na dieta e modificado o suplemento calórico-proteico para um produto com alta densidade calórica (2,4 cal/ml) e 0,1g/ml de proteínas, 2 x/dia. Foram realizados vários debridamentos cirúrgicos e enxertia de pele, acompanhada de reposição de albumina e concentrado de hemácias, com boa recuperação clínica e regular aceitação alimentar, apesar das constantes modificações dietéticas por seletividade da paciente. Os exames apresentaram melhora (albumina=4,6 g/dl e hemoglobina = 11,0g/dl) e a paciente teve alta com peso de 57,7 kg. Conclusão: A intervenção nutricional se mostrou eficaz com a manutenção do peso corporal e melhora das reservas proteicas, contribuindo na recuperação clínica da paciente. Ofertar um suplemento com maior densidade calórica em menor volume teve resposta positiva na recuperação nutricional da paciente já que a mesma não tolerou nenhum suplemento específico para cicatrização. Unitermos: Queimaduras, gestante, intervenção nutricional, suplemento nutricional

PC52 - PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE PACIENTES COM SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

Instituição: Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, Campinas
Autores: Faria M; Zeitune MR; Lorena SLS; Mesquita MA.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de pacientes com síndrome do intestino irritável através de indicadores antropométricos, comparando os dados de composição corporal segundo o tipo de quadro clínico predominante da síndrome: constipação ou diarreia. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado com 58 pacientes (43 mulheres, 15 homens) com idade média de 48 ± 10 anos, acompanhados no Ambulatório de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. O diagnóstico da Síndrome do Intestino Irritável (SII) foi baseado nos critérios de Roma III: dor ou desconforto abdominal por pelo menos seis meses, associados a pelo menos dois dos seguintes fatores: melhora após defecação, alteração na frequência das evacuações ou alteração na forma (aparência) das fezes. Os pacientes foram classificados em dois grupos: predomínio de diarreia ou de constipação. Para a avaliação do estado nutricional foram utilizados o Ìndice de Massa Corporal (IMC), circunferência braquial (CB), circunferência da cintura (CC) e porcentagem de gordura corporal obtida através do somatório de quatro dobras cutâneas (tricipital, bicipital, subescapular e suprailíaca), segundo equação de Durnin e Womersley (1974). Os dados foram comparados utilizando-se o teste t de Student e teste exato de Fisher. Valores de p<0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados: Trinta e três (56,9%) pacientes apresentavam diarreia e 25 (43,1%) eram constipados. De acordo com IMC, 41,8% dos indivíduos eram eutróficos e 56,4 % tinham excesso de peso, sendo 29,1% com sobrepeso e 27,3% com obesidade. A média do IMC foi de 26,9 ± 4,7 kg/m2 e CC de 86,8 ± 12 cm, sendo que 58,2% dos pacientes apresentaram risco elevado de complicações metabólicas associadas à obesidade. Em relação à gordura corporal, 66% dos pacientes apresentaram percentuais de gordura corpórea acima da média segundo os valores de referência (Foss e Keteylan, 2000). Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os valores de IMC, CB, CC e porcentagem de gordura corporal entre os pacientes com constipação ou diarreia (p>0,05). Conclusão: Os resultados do presente estudo evidenciaram elevada prevalência de excesso de peso nos pacientes com síndrome do intestino irritável, independentemente do tipo de quadro clínico. A presença de diarreia crônica nesses pacientes não afeta seu quadro nutricional. Unitermos: Síndrome do intestino irritável, estado nutricional, composição corporal.

PC53 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E DA INGESTÃO ALIMENTAR DE NUTRIZES

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Santos HSC; Faria M.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de nutrizes atendidas em duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), através de indicadores antropométricos e dietéticos. Materiais e Métodos: Os dados foram coletados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Gonçalves-MG e de São Bento do Sapucaí – SP. Participaram do estudo 70 mulheres que estavam amamentando, com idade entre 18 a 45 anos, independente da paridade. Para a coleta de dados foi aplicado inicialmente um questionário socioeconômico, e em seguida realizada avaliação antropométrica. Os dados referentes à ingestão alimentar foram obtidos pela pesquisadora por meio do método de inquérito recordatório de 24 horas, em duas entrevistas. A análise foi efetuada utilizando-se a média dos dois recordatórios. Para conversão e análise quantitativa de nutrientes foi utilizado o software de avaliação nutricional Avanutri 4.0. Resultados: As nutrizes estudadas apresentaram idade média de 27 ± 6,6 anos, sendo 50% das mulheres primíparas. Com relação às práticas de aleitamento materno, 52,85% das nutrizes foram classificados no grupo de aleitamento complementar, somente 32,86% praticavam aleitamento materno exclusivo. Ao avaliar o estado nutricional das nutrizes através do IMC, foi observado que 57,14% delas estavam eutróficas e 41,43 % se encontravam acima do peso, sendo 30% com sobrepeso e 11,43 % obesas. Observou-se que 78,57 % das nutrizes ganharam peso no pós-parto, comparando com o peso pré-gravídico, sendo que 30% apresentaram ganho de 5% a 10%. Em relação ao consumo alimentar, 28,57 % das nutrizes apresentaram baixo ingestão calórica (< 1.500 kcal), sendo que algumas delas não atingiram a recomendação mínima para proteínas e carboidratos. Quanto ao consumo de micronutrientes foi observado baixa ingestão de várias vitaminas e minerais, principalmente as vitaminas A, B6, B2, ácido fólico, cálcio e selênio. Conclusão: Os resultados indicam a necessidade de orientação nutricional, particularmente no período do pós-parto, visto que houve um consumo insuficiente de vários nutrientes essenciais a saúde da mulher e da criança na lactação. Além disso, em relação ao estado nutricional, boa parte das nutrizes se apresentou acima do peso, representando um elevado risco para o desenvolvimento de complicações metabólicas. Unitermos: Estado nutricional, avaliação dietética, nutrizes.

PC54 - INVESTIGAÇÃO DO CONHECIMENTO MATERNO SOBRE NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO NO PERÍODO DA GESTAÇÃO

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Barreiro FCS; Andrade AA; Faria M.

Objetivos: Investigar o conhecimento das gestantes sobre nutrição e alimentação durante o período da gravidez. Materiais e Métodos: Participaram do estudo 60 gestantes, atendidas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Pouso Alegre - MG. Os dados sobre o conhecimento materno em relação a alimentação e nutrição foram coletados em entrevista, utilizando-se um questionário semiestruturado, composto por duas partes. A primeira parte do questionário era composta por perguntas referentes aosdados sócio-econômicos e culturais. Na segunda parte constaram perguntas abertas e fechadas que abordavam importantes aspectos de alimentação e nutrição durante o período da gestação. Resultados: As gestantes estudadas tinham faixa etária prevalente de 18 a 30 anos (63%), sendo que a maioria delas eram casadas (82%), com renda familiar predominante de 1 a 3 salários mínimos (48%). Em relação ao grau de escolaridade, 26% tinham ensino médio completo, 23 % tinham ensino médio incompleto e 20% tinham ensino fundamental incompleto. Grande parte delas eram primigestas (51%). Em relação a alguns dados referentes às principais dúvidas que surgem no período da gestação, 50% delas acreditavam que os alimentos diet e light poderiam ser consumidos, assim como adoçantes (58%), porém 88% achavam que não se deve fazer dieta para perder peso nessa fase. Sessenta e oito % das gestantes entrevistadas responderam que sabem informar quantos quilos a gestante deve engordar na gestação. Por outro lado, metade delas achavam que o uso de vitaminas e minerais engorda. Em relação aos tabus alimentares e restrições de alimentos por motivos religiosos, a maioria das gestantes respondeu que não fazem restrições de alimentos por motivos religiosos (93%), e também a maior parte delas não deixaram de consumir alimentos por considerá-los perigosos ou fortes (72%). 81% delas também não souberam informar nenhum tipo de alimento abortivo. Quanto ao conhecimento das gestantes sobre alimentos fontes de algumas vitaminas e minerais imprescindíveis na gestação, observou-se uma falta de informação referente a quais são os alimentos fontes, principalmente em relação ao ferro. Conclusão: Conclui-se que as mulheres estudadas possuem alguns conhecimentos adequados em relação há alguns aspectos da alimentação, não sendo constatado alta prevalência de restrições e tabus alimentares nesse período. Porém observou-se que ainda existem muitas dúvidas e conceitos errôneos no que diz respeito a alimentos fontes de vitaminas, alimentos diet e light e suplementação durante o período gestacional. Unitermos: Gestação, alimentação, tabus alimentares.

PC55 - CRESCIMENTO DE PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA: INTERFACE COM MARCADORES DE GRAVIDADE CLÍNICA EM ESTUDO RETROSPECTIVO

Instituição: Não informado
Autores: Hortencio TDR; Marson FAL; Ribeiro JD; Nogueira RJN; Hessel G; Ribeiro AF.

Objetivos: Relacionar a evolução pôndero estatural com marcadores de gravidade clínica da FC. Para tanto, associamos a evolução pôndero estatural com o tempo entre a primeira consulta e o diagnóstico, características genéticas, tempo de gestação, peso ao nascimento, aleitamento materno exclusivo, número de internações, inicio das manifestações respiratórias e gastrointestinais, presença de íleo meconial, altura alvo, insuficiência pancreática, escore de Shwachman e dados da espirometria. Materiais e Métodos: Realizou-se estudo retrospectivo, de corte transversal com pacientes fibrocísticos do Centro de Referência em FC do Hospital de Clínicas da UNICAMP no período de setembro de 2009 a março de 2010. As medidas antropométricas foram coletadas nos seguintes momentos: ao nascimento, na primeira consulta, ao diagnóstico, e anualmente no mês de aniversário do paciente, assim como as demais variáveis: espirometria, balanço de gordura nas fezes, presença de patógeno em escarro e escore clínico de Shwachman. Demais variáveis coletadas apenas na primeira análise: aleitamento materno exclusivo, início de manifestações gastrointestinais e respiratórias, número de internações, íleo meconial, pancreatopatia, hepatopatia, insuficiência pancreática, características genéticas, peso ao nascer e altura dos pais. Para a análise estatística foi utilizada a análise das equações lineares generalizadas (GEE). O nível de significância foi de 5%. Resultados: 7,7% dos pacientes apresentavam baixa estatura para a idade e os mesmos 4 pacientes apresentavam magreza. As variáveis: escore de Shwachman categorizado (bom e excelente), escore Z de altura alvo, número de internações, tempo entre primeira consulta ao diagnóstico, tempo entre nascimento e o diagnóstico e início de manifestações respiratórias apresentaram associação estatisticamente significativa com o índice Altura/Idade. As variáveis CVF(%), VEF1(%), FEF-25/75%, escore de Shwachman categorizado (bom e excelente), tempo de gestação, peso ao nascimento, escore Z de altura alvo e início de manifestações respiratórias apresentaram associação estatisticamente significativa com o índice IMC/Idade. O presente estudo evidenciou que a maioria dos nossos pacientes está eutrófica, mas parcela significativa dos pacientes está em faixa de vigilância do estado nutricional. Conclusão: Para as variáveis estudadas, houve associação significativa entre os marcadores de gravidade clínica da doença e o crescimento. Estas associações já haviam sido demonstradas por trabalhos internacionais e nosso estudo evidenciou características particulares de nossa população. Unitermos: Fibrose cística, avaliação nutricional, crescimento, nutrição.

PC56 - RISCO NUTRICIONAL EM IDOSOS CARDIOPATAS

Instituição: Instituto do Coração (INCOR) - HCFMUSP, São Paulo
Autores: Hinnig PF; Lugarezze AC; Oliveia A.

Objetivos: Verificar o Índice de Massa Corpórea (IMC) e a frequência de risco nutricional em idosos cardiopatas e a associação desta última com gênero, grupo etário, tipo de cardiopatia, tipo de tratamento e tipo de provedor da internação. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, prospectivo, com idosos cardiopatas com idade igual ou acima de 60 anos de idade, de ambos os gêneros, internados há, no máximo, 72 horas nas unidades de internação de um hospital especializado em cardiologia do Estado de São Paulo. Os dados de identificação, tipo de cardiopatia e tratamento foram obtidos no prontuário médico de cada paciente. Para avaliar o risco nutricional foi utilizado a Mini Avaliação Nutricional (MAN), ferramenta específica para idosos, que compreende avaliação antropométrica, aspectos físicos e de condições de vida; avaliação dietética e avaliação subjetiva. Os dados foram analisados de forma descritiva e por meio dos testes qui-quadrado de Pearson e T de Student. O nível de significância utilizado para os testes foi 5%. O presente estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição onde foi realizado. Resultados: 51 indivíduos foram avaliados, sendo que 60,8% eram do gênero masculino, com média de idade de 69,8 anos (dp=6,9 anos) e IMC de 28,3 Kg/m2 (dp = 4,2 Kg/m2). A maioria dos idosos (64,7%) foi internada para tratamento clínico, 56,9% eram pacientes atendidos pelo provedor público de saúde e 27,4% apresentavam Angina, sendo esta a cardiopatia mais frequente na população estudada. Treze idosos (25,5%) foram diagnosticados sob risco de desnutrição e os demais como eutróficos. Foi encontrada associação estatisticamente significante entre o risco de desnutrição e diagnóstico de Miocardiopatia Isquêmica (p=0,018) e Infarto Agudo do Miocárdio (p=0,047). Não foi encontrada associação entre o risco de desnutrição e as demais variáveis analisadas. Conclusão: A presença de risco de desnutrição evidencia a necessidade de melhor direcionamento no cuidado nutricional deste tipo de população. Tornam-se necessários estudos com maior poder de teste a fim de verificar se o grupo etário, o gênero, o tipo de provedor e de tratamento estão associados ao risco de desnutrição. Unitermos: Idoso, avaliação nutricional, cardiopatia.

PC57 - PERFIL NUTRICIONAL DOS PACIENTES ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA DE NUTRIÇÃO EM FLORIANÓPOLIS / SC E SUA RELAÇÃO COM O NÚMERO DE REFEIÇÕES REALIZADAS AO DIA E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA

Instituição: Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça
Autores: Silva CJC; Herdt TC; Deschamps ESP.

Objetivos: Avaliar o perfil nutricional dos pacientes atendidos em uma Clínica de Nutrição em Florianópolis - SC, relacionando o resultado com o número de refeições/dia e a prática de atividade física. Materiais e Métodos: Estudo de caráter transversal e retrospectivo. A amostra coletada representa a totalidade de pacientes, maiores de 21 anos, atendidos na clínica num período de 12 meses (2010). O peso e a estatura foram coletados para o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), os pontos de corte utilizados para análise foram os propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 2004. Para obtenção dos dados referentes ao número de refeições realizadas, local das principais refeições, atividade física, foi realizada pesquisa em prontuário através do questionário de anamnese alimentar aplicado na primeira consulta. Resultados: Dos 151 pacientes avaliados, 74,2% (n=112) eram do sexo feminino e 25,8% (n=39) eram do sexo masculino. A análise do perfil nutricional apontou que 70,9% (n=107) dos pacientes estavam acima do peso, 25,8% (n=39) estavam dentro da faixa de normalidade e apenas 3,3% (n=5) estavam abaixo do peso. O número de refeições diárias realizadas foi: 2,6% (n=4) faziam 2 refeições/dia, 13,2% (n=20) faziam 3 refeições/dia, 30,4% (n=46) faziam 4 refeições/dia, 30,4% (n=46) faziam 5 refeições/dia, 18,5% (n=28) faziam 6 refeições/dia, 4% (n=6) faziam 7 refeições/dia e 0,7% (n=1) fazia 8 refeições/dia. Quanto ao local das principais refeições, 63,6% (n=96) realizam-nas em casa e 36,4% (n=55) as fazem em restaurante / lanchonete. Dos pacientes avaliados, 41,7% (n=63) faziam algum tipo de atividade física, enquanto 58,3% (n=88) não faziam nenhum tipo de atividade física. Conclusão: Os resultados desta pesquisa indicam que maior parte dos pacientes avaliados está com excesso de peso. É possível relacionar estes dados com o número de refeições/dia realizadas pelos pacientes; pois grande parte destes realizam de 1 a 4 refeições/dia. O baixo número de refeições está diretamente ligado a alterações metabólicas que podem levar a uma predisposição ao aumento de peso. Sugere-se um fracionamento de 6 refeições diárias para a promoção de um equilíbrio metabólico. Observou-se também que mais da metade dos pacientes classificaram-se como sedentários; sendo o sedentarismo, segundo a OMS, fator de risco para diversas doenças crônicas não transmissíveis. A prática de atividade física associada a hábitos alimentares saudáveis podem restabelecer o padrão normal de peso, bem como a promoção da saúde destes pacientes. Sugerem-se novos estudos direcionados à reeducação nutricional, bem como projetos de intervenção e programas com vistas à melhoria das condições alimentares destes indivíduos. Unitermos: Obesidade, sedentarismo, fracionamento de refeições, atividade física.

PC58 - ASSOCIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL COM A DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ

Instituição: Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa
Autores: Nascimento SM; Santos EVO; Cavalcanti CL.

Objetivos: O período gestacional é acompanhado por diversas modificações, neste sentido, a assistência nutricional deve priorizar um adequado estado nutricional durante esse período. O excesso de peso pré-gestacional e/ou o ganho de peso excessivo no período gestacional tem sido relatado como fator interveniente à gestação causando muitas complicações; dentre estas, a mais frequente é a Doença Hipertensiva Especifica da Gravidez (DEHG). O presente estudo teve por objetivo analisar a relação entre o estado nutricional pré-gestacional e a prevalência de DHEG nas gestantes internas em um hospital público. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal e descritivo, desenvolvido nos meses de maio a junho de 2010, com a participação voluntária de 36 gestantes internas na Clinica Obstétrica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), localizado no município de João Pessoa, PB. Em observância à Resolução 196/96 do CNS, este estudo foi registrado no SISNEP e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HULW, sob o nº do protocolo 286/10. Para a coleta dos dados foi realizada consulta aos prontuários e realização da avaliação nutricional com as gestantes, conforme preconiza o SISVAN (2004). Para a realização das análises estatísticas foi utilizado o programa SPSS versão 16.0. Resultados: A DHEG foi observada em 16,3% das gestantes internas, sendo a causa principal da internação. Em relação ao período pré-gestacional, as portadoras de DHEG, apresentavam um IMC médio de 24,25 kg/m² (+ 7,63). O IMC calculado com os dados atuais obteve uma média de 30,26 kg/m² (+ 7,26). Conclusão: A partir disso, observa-se que a associação entre o estado nutricional e a prevalência de DHEG requer um acompanhamento nutricional, principalmente quanto ao ganho de peso adequado durante o período gestacional. Unitermos: Gestação, DHEG, estado nutricional.

PC59 - AS IMPLICAÇÕES DA VARIAÇÃO PONDERAL NO RESULTADO OBSTÉTRICO

Instituição: Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa
Autores: Nascimento SM; Santos EVO; Cavalcanti CL.

Objetivos: Diante das modificações metabólicas ocorridas no período gestacional, observa-se a necessidade de um ganho ponderal adequado durante essa época. No Brasil, a recomendação de ganho de peso materno se baseia nos princípios do Institute of Medicine (1992) e também nos estudos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN, 2004). O presente estudo teve por objetivo analisar a relação entre o ganho de peso gestacional e o resultado obstétrico nas gestantes internas em um hospital público. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo do tipo transversal e descritivo, desenvolvido nos meses de maio a junho de 2010, com a participação voluntária de 36 gestantes internas na Clinica Obstétrica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), localizado no município de João Pessoa, PB. Em observância à Resolução 196/96 do CNS, este estudo foi registrado no SISNEP e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HULW, sob o nº do protocolo 286/10. Para a coleta dos dados foi realizada consulta aos prontuários e realização da avaliação nutricional com as gestantes, conforme preconiza o SISVAN (2004). Para a realização das análises estatísticas foi utilizado o programa SPSS versão 16.0. Resultados: O resultado obstétrico das gestantes analisadas demonstrou que 36,1% destas realizaram partos cesáreos e 11,1% parto eutrófico. Através de uma análise estatística descritiva, notou-se que a média de ganho ponderal para as pacientes realizaram parto cesáreo foi de 12,26 kg e para as realizaram parto eutrófico foi de 9,22 kg. Conclusão: A partir disto, observa-se que o aumento de ganho ponderal ocasionou a realização de parto cesáreo, relevando a importância do ganho de peso adequado para um resultado obstétrico saudável, tendo em vista que muitos estudos revelam os benefícios do parto eutrófico para a mãe e o bebê. Unitermos: Gestação, ganho de peso, parto obstétrico.

PC60 - PERFIL NUTRICIONAL, SOCIODEMOGRÁFICO E CLÍNICO DE PACIENTES PORTADORES DE ÚLCERA POR PRESSÃO INTERNADOS NO HOSPITAL CRISTIANO MACHADO, FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, EM SABARÁ, MINAS GERAIS

Instituição: Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais / Hospital Cristiano Machado, Sabará
Autores: Andrade VF; Gregório EL.

Objetivos: Verificar o perfil nutricional (PN), sociodemográfico (SD) e clínico (CL) dos pacientes internados no Hospital Cristiano Machado (HCM) que são portadores de úlcera por pressão (UP). Materiais e Métodos: Foram coletados dados- PN, SD e CL-entre janeiro a maio de 2010. Houve aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa da FHEMIG e autorização através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram incluídos todos os pacientes adultos portadores de UP e excluídos os pacientes cujos familiares não assinaram o TCLE. Utilizou-se o Epiinfo para análise estatística e tabelas de frequência, média e desvio-padrão e comparações com qui-quadrado e teste-t de student, ANOVA ou Mann-Whitney de acordo com a característica das variáveis. Foi considerado nível de significância de 5%. Resultados: Dos 44 pacientes internados no período, 68,1% (N=30) apresentaram UP e, destes, 60% (N=18) foram coletados dados. O tamanho da amostra foi significativo, segundo pvalor e Fischer. Cerca de 72,2% eram do sexo masculino. Em 33,3% encontraram-se na faixa etária entre 31 a 40 anos. A média de idade foi de 45,2 anos. O tempo médio de internação foi de 205 dias e 61% dos pacientes encontrava-se em até 6 meses de internação. Houve significância estatística (ANOVA) entre a correlação de tempo de internação (dias) e diagnóstico através da circunferência braquial (CB). O número total de UP apresentado pelas amostras (N=18) foi de 62, a média por paciente foi de 3,4 UPs, o mínimo de 01 UP e o máximo, 09. Não houve significância estatística entre nº total de UP e diagnóstico nutricional segundo CB e o índice de massa corporal (IMC). As UPs de maior frequencia localizaram na região sacral (27,3%) e trocantérica (25,7%). Segundo a Escala de Braden (EB), cerca de 41,8% apresentaram UPs classificadas no grau IV. Os pacientes desnutridos, segundo o IMC e CB, foram encontrados, respectivamente, as seguintes porcentagens segundo o grau IV da EB (57,1% e 70,5%). A principal doença base foi o traumatismo crânio-encefálico (83,3%). As principais causas do trauma foram atropelamento (16,6%) e agressão física (16,6%). Conclusão: Houve discrepância entre a classificação segundo IMC e CB. Os artigos brasileiros sobre UP são escassos e não há correlação entre UP e estado nutricional. Estudos mais aprofundados sobre diagnóstico nutricional em UP através de pregas cutâneas, CB e IMC são essenciais para que se possa traçar o perfil nutricional e condutas nutricionais mais fidedignos a esta população. Unitermos: Úlcera por pressão, desnutrição, avaliação nutricional.

PC61 - CONSUMO DE ERVA MATE (ILEX PARAGUARIENSIS) E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR

Instituição: Faculdade de Saúde Pública – Universidade de São Paulo USP, São Paulo - SP, Brazil
Autores: Pontilho PM; Teixeira AMNC; Yuan C; Luzia LA; Bastos DHM; Rondó PHC.

Objetivos: Avaliar os possíveis benefícios da erva mate na prevenção de doenças cardiovasculares. Materiais e Métodos: Foi realizada revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed e Food Science and Technology Abstracts com o descritor Ilex paraguariensis isolado, uma vez que quando foi adicionado o descritor cardio* apenas um artigo foi encontrado. Dos resultados obtidos foram escolhidos trinta e oito artigos por demonstrarem associação entre erva mate e risco de doenças cardiovasculares. Resultados: A ação da erva mate no estresse oxidativo foi testada por diversos autores. Estudos in vitro indicam que a erva mate foi capaz de reduzir a oxidação de lipídeos e lipoproteínas em relação dose-dependente, e ainda que suas substâncias bioativas (ácido clorogênico e ácido cafeico) possuem ação sinérgica, uma vez que juntas preveniram de maneira mais eficaz a oxidação da LDL-c e HDL-c do que isoladas. O efeito antioxidante também foi observado no plasma de indivíduos saudáveis após ingestão aguda e crônica da erva mate, acompanhado de aumento da expressão genética de enzimas antioxidantes. Poucos estudos, e nenhum deles em humanos, foram realizados para avaliar a atividade da erva mate no endotélio. Em pesquisas ex vivo observou-se ação de vasorelaxamento em artéria e melhora da recuperação pós isquêmica de ratos. Além disso, a área de lesão aterosclerótica foi menor entre coelhos em dieta rica em colesterol na administração da erva mate. Com relação ao perfil lipídico, embora a erva mate tenha apresentado efeitos positivos em ratos e camundongos na administração de dietas hipogordurosas, com redução significativa de colesterol total, triglicerídeos e LDL-c e redução no conteúdo lipídico no fígado, em coelhos não foram observadas alterações. Em estudo realizado com humanos houve redução de LDL-c e aumento de HDL-c, sendo potencializado na administração da erva entre indivíduos dislipidêmicos sob terapia a base de estatinas. Para sobrepeso e obesidade, não foram realizados estudos entre humanos com a utilização da erva isolada. Porém, os resultados de pesquisas com ratos e camundongos são promissores, demonstrando maior perda de peso e redução de gordura visceral dos animais, mesmo sem alterações no consumo energético. Conclusão: A erva mate parece exercer efeito antioxidante, anti-obesidade, de vasorelaxamento e de redução de colesterol plasmático, que podem ser atribuídos ao conteúdo de substâncias bioativas, tais como fenólicos (ácido clorogênico), metilxantinas (cafeína e teobromina) e saponinas (ácidos ursólico e oleanólico). Contudo, os mecanismos pelos quais a erva exerce tais benefícios ainda não estão estabelecidos. Além disso, a maioria dos estudos foi realizada em animais. Desta forma, se reconhece a necessidade de estudos de intervenção em humanos que possam melhor avaliar a ação da erva mate nos fatores de risco cardiovascular dos indivíduos. Unitermos: Ilex paraguariensis, doenças cardiovasculares, antioxidantes, endotélio vascular, peroxidação lipídica
PC62 - AVALIAÇÃO DA INGESTÃO ALIMENTAR DOS LANCHES DE PRÉ-ESCOLARES DE 2 A 6 ANOS EM INSTITUIÇÕES PRIVADAS DE ENSINO DE NOVA IGUAÇU - RJ

Instituição: Unigranrio, Duque de Caxias
Autores: Costa PS; Ribeiro RL; Lavinas FC; Padilha PC.

Objetivos: Objetivou-se verificar a influência do lanche consumido sobre o estado nutricional de crianças matriculadas em escolas de ensino infantil particular no Município de Nova Iguaçu/RJ. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal com 101 crianças com idade entre 2 a 6 anos, sendo 43,5% do sexo feminino e 56,4% do sexo masculino, matriculadas do maternal ao jardim III. As entrevistas foram realizadas com os responsáveis das crianças por meio de questionário. O diagnóstico nutricional foi baseado nos indicadores peso/estatura e índice de massa corpórea (IMC) de acordo com os critérios propostos pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). Resultados: Verificou-se um percentual de sobrepeso e obesidade de 48,5% entre todas as crianças do estudo, representando na faixa etária de 2-5anos e 5-6 anos 53,6% e 37,4%, respectivamente. Verificou-se o consumo frequente de alimentos hipercalóricos entre os pré-escolares, favorecendo hábitos alimentares inadequados. A frequência de realização das refeições foi 88,8% para o desjejum, 100% para o almoço, 82,3% para o lanche, 82,3% para o jantar, e 47% para ceia e 11,7% entre as refeições. Em relação à frequência de consumo para lanches na escola, 17,6% raramente ou nunca consumiam frutas. O biscoito recheado esteve presente frequentemente na maioria dos lanches com consumo diário de 17,6%. Os biscoitos salgados atingiram 82,5% do consumo semanal. O consumo de refrigerantes foi relatado por 35,2% com consumo superiora 4 vezes. Também foi expressivo o consumo de guaraná natural com 53,1% de consumo diário. Conclusão: Conclui-se que na população analisada o sobrepeso e a obesidade, assim como os hábitos alimentares inadequados, surgem como elementos de reflexão prática e diária para todos os profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento infantil e das suas famílias. Unitermos: Nutrição, crianças, consumo alimentar.

PC63 - PERFIL DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS, SEGUNDO OS ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS E AVALIAÇÃO DE RISCO NUTRICIONAL

Instituição: Secretaria Municipal de Saúde, Jijoca de Jericoacoara
Autores: Muniz LQ; Carlos DMO.

Objetivos: Caracterizar o perfil de idosos institucionalizados segundo os aspectos sociodemográficos e a avaliação de risco nutricional. Materiais e Métodos: Foram avaliados 40 idosos, entre 60 e 84 anos, independente do sexo, institucionalizados e residentes nos apartamentos. As variáveis consideradas foram os aspectos sociodemográficos e a miniavaliação nutricional (MAN) para a determinação de risco nutricional de acordo com o total de escores final. Resultados: Entre os pesquisados 57,50% eram do sexo feminino A idade média foi de 70,65+6,92 anos, sendo a prevalência maior na faixa de 70 a 79 anos (45%). 80% dos idosos eram alfabetizados, sendo maior a prevalência no sexo feminino. Cerca de 60% eram oriundos de Fortaleza, 37,5% residentes de 1 a 5 anos e 35% há menos de 1 ano na instituição. Os conflitos familiares estiveram entre as causas (25%) de residirem na instituição. Houve também um grande número de idosos com hipertensão (52,5%) e diabetes (22,5%). Pela MAN 80% dos idosos não apresentaram risco de desnutrição. Conclusão: De acordo com os resultados apresentados pode-se concluir que por fazerem parte de um grupo residente nos apartamentos, os idosos pesquisados são mais jovens, deambulantes, ativos e mais independentes. São capazes de expressar as suas necessidades e de se alimentarem sozinhos de forma satisfatória, justificando assim a baixa prevalência de risco de desnutrição entre o grupo pesquisado. Unitermos: Avaliação nutricional, risco nutricional, idosos.

PC64 - EVOLUÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN EM DIFERENTES TERAPIAS MEDICAMENTOSAS

Instituição: Escola de Nutrição, Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Coqueiro FG; Casé NA; Nunes P, Santana GO; Rocha R.

Objetivos: O objetivo deste trabalho foi avaliar mudanças no estado nutricional antropométrico de pacientes com doença de Crohn (DC) em uso de diferentes terapias medicamentosas. Materiais e Métodos: Foram selecionados pacientes no Ambulatório de Gastroenterologia do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos, com diagnóstico de DC, com idade superior a 18 anos, em uso constante de medicamento (dose e número) no período do acompanhamento. A avaliação antropométrica constou de peso e altura para identificação do índice de massa corporal (IMC), além de área muscular do braço corrigida (AMBc) e somatório das pregas cutâneas triciptal e subescapular ?P). Os pacientes também foram questionados sobre a impressão quanto à mudança ponderal e do apetite nos seis meses anteriores. As avaliações ocorreram em dois momentos: T0 – primeira avaliação antropométrica; T1 – 3 meses após a primeira avaliação. Resultados: Foram avaliados 39 pacientes, sendo que 7 foram excluídos por não terem completado 3 meses de acompanhamento. A média do grupo acompanhado foi de 41,3 ± 10,9 anos, sendo 18 (56,3%) do sexo feminino. A maioria, 19 (59,4%), encontrava-se em remissão clínica. O medicamento mais utilizado na amostra estudada foi o imunossupressor azatioprina. Na primeira avaliação realizada, observou-se que 46,9% dos pacientes tinham excesso de peso (IMC =25 Kg/m2), e entre aqueles em uso de infliximabe 55,6% (5/9) tinham obesidade (IMC =30 Kg/m2). De acordo com a AMBc, 40,6% dos pacientes apresentavam depleção de massa muscular. Quanto ao ?P, a maior parte dos pacientes (81,3%) apresentava adequada reserva de tecido adiposo, sendo o excesso deste visualizado com maior frequência naqueles em tratamento com infliximabe (33,3%). Ao se considerar a diferença entre o peso aferido em T0 e T1, 69,4 ±19,5 Kg e 70,6 ±19,3Kg respectivamente, foi possível observar um ganho ponderal estatisticamente significativo entre os pacientes que utilizavam azatioprina (P = 0,03). Ao se avaliar a mudança ponderal nos seis meses anteriores ao início do estudo, o ganho ponderal foi relatado com maior frequência entre os pacientes em terapia com infliximabe (77,8%), assim como a alteração no apetite, que aumentou de 33,3% em T0 para 66,7% em T1 entre aqueles que utilizavam esta terapia. Conclusão: O uso de alguns medicamentos utilizados no tratamento da doença de Crohn pode ser seguido de ganho ponderal, porém com alta ocorrência de depleção de massa muscular. Assim a avaliação da composição corporal deve ser realizada nestes pacientes. Unitermos: Não informado.
PC65 - CARACTERÍSTICAS ALIMENTARES E SOCIAIS DE CRIANÇAS MENORES DE 6 MESES ATENDIDOS NO HOSPITAL INFANTIL MARIA LUCINDA EM PERNAMBUCO

Instituição: Hospital Infantil Maria Lucinda, Recife
Autores: Costa DB; Almeida GRA; Marinho MAD; Nascimento MG; Costa JR; Silva DAA.

Objetivos: Caracterizar as práticas alimentares e condições sociais de crianças menores de 6 meses em um Hospital infantil filantrópico de Recife/PE. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo de corte transversal com 29 crianças internadas no Hospital Infantil Maria Lucinda/PE, menores de 6 meses, de ambos os sexos, no mês de março de 2011. A coleta de dados foi feita por meio de formulário elaborado para esta pesquisa, onde foram obtidos: nome, data de nascimento, nome da mãe e sua idade, profissão e estado civil, renda familiar, número de moradores na residência, aleitamento exclusivo, principais alimentos introduzidos ou complementares caso não amamente, e principais fatores que levam estas mulheres a promover o desmame precoce. Foi feita uma análise estatística utilizando o software Microsoft Excel 2003. Resultados: Das 29 crianças, 48% eram do sexo masculino e 52% do sexo feminino. A média de idade em dias foi de 83 (DP=53,6). A idade média das mães foi de 22 anos (DP=5,8), dentre estas 8 eram menores de idade. Dentre as mães a principal ocupação foi 62% de mulheres que chamamos “do lar”, que não tem ocupação profissional fora da residência. E 66% eram solteiras. Quanto a renda familiar, 62% das famílias vivem com apenas 1 salário mínimo. A média de pessoas que vivem nas residências foi de 4,4 pessoas (DP=2,1). Quanto o aleitamento materno exclusivo apenas 28% amamentava seus bebês. Apenas 33,3% destes que não utilizam o leite materno exclusivamente fazem uso de fórmula láctea específica para idade; algumas mães (9,5%) ofereciam o leite materno, mas introduziam chás e água; 19% davam alimentos liquidificados e iogurtes; a introdução de massas, principalmente antes de dormir, era dado a 47,6% das crianças que não consumiam o leite materno exclusivamente. Os motivos de não amamentar foram diversos: 44% das mães diziam que não tinham leite ou era pouco; 20% pararam devido trabalho ou estudo; 16% disseram que estavam cansadas ou não queriam mais; 12% que o bebê não pegou; e 8% disseram que o calor atrapalhou. Conclusão: Como foi visto na II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno(2008), Recife mostra um percentual baixo de pessoas que amamentam seus filhos exclusivamente até 6 meses, a atual amostra levantou que apenas 28% destas pessoas praticam este ato. E que alguns fatores podem influenciar diretamente no desmame precoce e outros mostram as características sociais destas famílias, como: mães com pouca idade, a maioria não trabalham ou estudam, vivem apenas com 1 salário mínimo, para famílias que tem até 12 pessoas na residência, e a maioria com a figura materna sendo a única referência adulta na casa. Notamos despreparo destas mães e familiares quanto assuntos importantes ao bebê, como o aleitamento materno e sua importância a saúde des seus filhos. Acreditamos que o atual trabalho enfatize a necessidade de realizar práticas educativas mais efetivas com mães e familiares principalmente no pré-natal. Unitermos: Aleitamento materno exclusivo, características alimentares, condições sociais.

PC66 - A INFLUÊNCIA DO EXCESSO DE PESO E ADIPOSIDADE CENTRAL NOS PARÂMETROS BIOQUIMICOS EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2

Instituição: Novafapi, Teresina
Autores: Farias LC; Silva DF; Oliveira SB.

Objetivos: Identificar a influência do excesso de peso e adiposidade central nos parâmetros bioquímicos em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Materiais e Métodos: O levantamento de dados deu-se por meio de questionários socioeconômicos, perfil antropométrico e exames bioquímico de pacientes diabéticos tipo 2, atendidos em um Centro Integrado de Saúde(CIS) de uma faculdade em Teresina-PI. A escolha deu-se pelo fato do CIS, realizar atendimento a diabéticos junto com a equipe Estratégia Saúde da Família (ESF). Foram e avaliados 24 pacientes com idade entre 40 e 70 anos, sendo 16 do sexo feminino e 8 do sexo masculino. Resultados: Em relação às características socioeconômicas dos pacientes em estudo, observou-se que a grande maioria é casada (50%) e do sexo feminino (62,5%), verificou-se também que os pacientes em estudos possui um baixo grau de escolaridade tanto do sexo masculino como do sexo feminino. Em relação aos dados antropométricos e exames bioquímicos foram observada uma elevada prevalência de fatores de risco cardiovascular nos pacientes investigados: sobrepeso, obesidade, hipertensão e dislipidemia em ambos os sexos. Conclusão: Os resultados indicam a necessidade da implantação de programas de intervenção multidisciplinares em unidades básicas de saúde, associados a práticas educativas, estimulando a adoção de dieta saudável e a prática de atividade física regular para esses pacientes. Unitermos: Não informado.

PC67 - RELATO DE CASO: SÍNDROME DO INTESTINO CURTO

Instituição: Hospital Santa Marcellina, São Paulo
Autores: Miranda RA; Crecencio SSH; Lima AJ.

Objetivos: Relatar a evolução clínica de um paciente com Síndrome do Intestino Curto. Demonstrar a importância do trabalho multidisciplinar no acompanhamento e recuperação do paciente com Síndrome do Intestino Curto. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de caso retrospectivo voltado a área clínica. O estudo de caso clínico foi realizado com um paciente do sexo masculino, 60 anos, portador de síndrome do intestino curto, acompanhado pela equipe de oncocirurgia e nutrição, no Ambulatório de Especialidades Médicas, do Hospital Santa Marcelina na zona leste de São Paulo, com início em fevereiro/2010 até o presente. Foi utilizado o prontuário eletrônico para a coleta de dados, como história clínica, antecedentes médicos, diagnóstico, acompanhamento de resultados dos exames bioquímicos, condutas do tratamento médico e nutricional. Resultados: Paciente portador de Síndrome de Lynch (HNPCC), com câncer colo-retal hereditário diagnosticado em 1997, aos 47 anos, onde foi submetido à amputação abdomino-perineal do reto, sem tratamento adjuvante. Em 2004 apresentou segunda neoplasia maligna em cólon direito, sendo submetido à colectomia total seguido de quimioterapia adjuvante. Em 2008 apresentou nova neoplasia maligna primária em intestino delgado, sendo submetido à laparotomia exploradora com biópsia, evoluindo com fístula entérica e peritoniostomia, com vários procedimentos cirúrgicos para lavagem de cavidade. O tumor foi considerado irressecável. Realizou quimioterapia até julho de 2009, porém houve progressão de doença. Em dezembro de 2009 foi admitido pelo serviço de cirurgia oncológica da instituição, apresentando completa obstrução intestinal de jejuno proximal pelo tumor e insuficiência renal aguda. Foi submetido a tratamento nutricional com nutrição parenteral por 03 semanas e reversão da insuficiência renal. No dia 04/01/2010 foi submetido à ressecção tumoral com enterectomias e ampliado para parede abdominal e musculatura psoas esquerda. Conclusão: Este caso reafirmou o consenso da literatura, que a intervenção e o acompanhamento nutricional é de suma importância no sucesso do tratamento. Entretanto, esta terapia não teria sido efetiva, sem o manejo cirúrgico adequado a gravidade do problema. Observou-se capacidade de adaptação intestinal além das expectativas, promovendo absorção de macro e micronutrientes e recuperação do estado nutricional. A troca de informações e atuação em conjunto das equipes de nutrição e cirurgia, foram essenciais para a evolução satisfatória do doente. Unitermos: Síndrome do intestino curto, terapia nutricional, absorção intestinal, equipe.

PC68 - COMPULSÃO ALIMENTAR: UMA ABORDAGEM BEM SUCEDIDA FUNDAMENTADA NO EMPODERAMENTO DO CONHECIMENTO SOBRE NUTRIÇÃO

Instituição: UNIFOR, Fortaleza
Autores: Oliveira CA; Sampaio HAC; Coelho MAM.

Objetivos: Apresentar a evolução do paciente L.O.A.J., do sexo masculino, diagnosticado com compulsão alimentar e transtorno de personalidade bipolar, atendido em um serviço de referência no atendimento de distúrbios do comportamento alimentar, a partir de uma abordagem educativa diferenciada. Materiais e Métodos: Durante o tratamento, a abordagem nutricional foi realizada através de 27 dinâmicas educativas, com foco na mudança de hábitos alimentares, através do empoderamento dos conhecimentos sobre nutrição e sua interrelação com a saúde. Os tópicos principais enfocados foram: O que é compulsão alimentar? Pirâmide alimentar e todos os seus grupos; Frutas e verduras e suas vantagens na nossa vida; Sucos x refrigerantes; Estratégias para incluir verduras no nosso dia; Suco natural x suco artificial; Grupo das gorduras e os riscos associados; Porque comer de 3 em 3 horas; Alimentos funcionais; Constipação e alimentos indicados; Atividade física em associação com reeducação alimentar. A evolução do estado nutricional foi acompanhada através do exame de Bioimpedância elétrica realizado bimestralmente para determinação da gordura corporal e pela evolução do peso aferido semanalmente. As mudanças nos hábitos alimentares foram analisadas através do diário alimentar, registrado durante todo o acompanhamento. Resultados: O período de acompanhamento foi de 27 semanas. O peso inicial do paciente era 158,7 kg tendo sido 134,4 ao final do tratamento. Houve redução da gordura corporal de 38,3% para 33,5%. Houve mudança de hábito alimentar, com aumento da frequência de consumo de frutas (não consumo para consumo de duas vezes ao dia) e de hortaliças (não consumo para uma vez ao dia) e redução do número diário de porções ingeridas do grupo de cereais (10 a 11 porções para 6 a 7 porções). Conclusão: Uma abordagem focada no empoderamento do conhecimento sobre nutrição, com priorização de tópicos principais associados à boa saúde pode lograr êxito no acompanhamento deste tipo de paciente. Unitermos: Compulsão alimentar, educação nutricional.

PC69 - PROJETO SAÚDE: PERFIL ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE IDOSAS DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO CEARÁ

Instituição: Universidade de Fortaleza, Fortaleza
Autores: Carlo DMO; Santiago RS; França FCQ.

Objetivos: Analisar o perfil alimentar e nutricional de idosas participantes do Projeto saúde, bombeiros e sociedade do município de Limoeiro do Norte/CE. Materiais e Métodos: Estudo de caráter descritivo, transversal e quantitativo. Foi realizado com 50 idosas, com idade média de 68,1±5,54 anos. Para avaliar o perfil alimentar utilizou-se como instrumento o Recordatório habitual, analisado pelo software Avanutri® (calorias totais, macro e micronutrientes). Além disso, foi feita a comparação do consumo alimentar com as quantidades das porções dos grupos alimentares da pirâmide alimentar brasileira. A classificação do estado nutricional foi feita a partir do índice de massa corpórea (IMC) e da miniavaliação nutricional (MNA®). Resultados: Com relação ao perfil alimentar, a média de consumo foi de 1.414,72±619,01kcal/dia. Os valores médios de macronutrientes encontrados foram: 58,56% de carboidratos, 1,07g/kg de proteína, 22,76% de lipídio, além de 11,93 g/dia de fibras. Quanto aos micronutrientes a maioria apresentou-se inadequada, como as vitaminas A, D, E, B1, B2 e os minerais ácido fólico, cálcio, fósforo e zinco. Quanto ao estado nutricional, o IMC revelou que 26% das idosas estavam normais e 64% estavam obesas, enquanto que a MNA® classificou como normal 94% das idosas. Conclusão: as idosas apresentaram uma ingestão alimentar contemplando todos os grupos propostos na pirâmide alimentar, embora com menor consumo nos grupos do leite e derivados e de frutas e hortaliças. Houve um consumo excessivo de sódio e gorduras saturadas, que pode estar diretamente relacionado com as doenças crônicas mais prevalentes: hipertensão arterial e dislipidemia. Quanto ao estado nutricional houve maior prevalência de obesidade considerando o IMC, já pela MNA® a maior prevalência foi de idosas eutróficas. Considera-se que a MNA® não determina sobrepeso e obesidade, não notificando assim os casos de excesso de peso existentes. Unitermos: Envelhecimento, estado nutricional, perfil alimentar.

PC70 - ESTADO NUTRICIONAL, CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E DE SAÚDE DE UM GRUPO DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS EM UM MUNICÍPIO DO SUL DE MINAS GERAIS

Instituição: Faculdade de Medicina de Itajubá, Itajubá
Autores: Ferreira G; Silva CSM; Gomes PS.

Objetivos: Identificar o estado nutricional dos idosos de uma instituição de longa permanência, e co-relacionar este estado com as condições socioeconômicas e de saúde destes indivíduos. Materiais e Métodos: Foram avaliados 47 idosos, internos de um instituto de longa permanência do Sul de Minas Gerais, maiores de 60 anos, que tiveram seu peso e medidas aferidas ou estimadas, e foram coletadas algumas informações adicionais, como escolaridade, estado civil, presença ou não de dentes, patologias presentes, para, por fim, obter resultados e diagnósticos. Resultados: Dos 47 pacientes estudados, 66% eram do sexo feminino; a faixa etária prevalente foi >80 anos (36,2%); 60% eram solteiros; 34% analfabetos, tendo 8,5% completado o 1º grau e 4,2% o 3º. 40,4% eram desnutridos, 40,4%, eutróficos e 19,2%, obesos, corroborando com outros estudos; apenas 4% tinham os próprios dentes; 15% eram fumantes e 13% ex-fumantes; a maioria possuía alguma morbidade, tendo prevalência de hipertensão arterial (34%), seguido de diabetes mellitus (15%), sendo também todos sedentários, em diferentes graus, indicando alto risco de morbimortalidade cardiovascular e perda na qualidade de vida. Conclusão: Idosos institucionalizados merecem cuidados e atenção nutricional, visto que existe vulnerabilidade da saúde, com déficits antropométricos e dietéticos, constituindo este, um grupo de risco. Para melhor diagnóstico nutricional, são necessários parâmetros bioquímicos, dietéticos e clínicos, além dos antropométricos, para que intervenções mais corretas possam ser direcionadas. Unitermos: Idosos, instituto de longa permanência, saúde.

PC71 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, CONSUMO ALIMENTAR E ATIVIDADE FÍSICA ENTRE ESTUDANTES DA FACULDADE METROPOLITANA DE MANAUS, AMAZONAS

Instituição: Faculdade Metropolitana de Manaus, Manaus
Autores: Silva EO; Porto CF; Ramos AWS; Rodrigues AM; Almeida N; Jardim-Lima DJ.

Objetivos: O projeto tem como objetivo analisar a prevalência de fatores de risco e de proteção para obesidade entre os acadêmicos da Faculdade Metropolitana de Manaus. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo exploratório e descritivo com abordagem quantitativa, sendo a amostra composta por 29 acadêmicos de Enfermagem de vários períodos da Faculdade Metropolitana de Manaus, que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi elaborado e aplicado um questionário com treze perguntas formuladas a partir do diagnóstico do Ministério da Saúde VIGITEL Brasil 2008 (2009). Resultados: A análise dos resultados mostrou que a faixa etária dos acadêmicos varia de 18 a 43 (± 5,73; mediana = 25) anos, sendo 66% do sexo feminino. 82% estão eutróficos e 18% com sobrepeso. Uma alimentação saudável deve incluir legumes e verduras, sendo que 10% as consomem de 1 a 2 dias por semana, 28% de 3 a 4 dias, 14% de 5 a 6 dias, 31% todos os dias e 17% quase nunca ou nunca comem algum tipo de legume e verdura. Quanto ao consumo de carne vermelha, 31% consomem de 1 a 2 dias por semana, 38% de 3 a 4 dias por semana, 10% de 5 a 6 dias, 14% todos os dias e 6% quase nunca ou nunca tem este hábito; o mesmo foi perguntado se quando comem carne vermelha costumam tirar a gordura visível e 43% responderam que sempre tiram o excesso de gordura, 36% não comem carne vermelha com muita gordura,18% comem carne com gordura e 4% não comem carne vermelha. Sobre o consumo de suco de fruta natural, um fator de proteção, 38% tomam de 3 a 4 dias por semana, 10% de 5 a 6 dias, 28% todos os dias e 24% menos de dois dias ou quase nunca. O consumo de refrigerante foi de 34% de 1 a 2 dias por semana, 17% de 3 a 4 dias, 10% de 5 a 6 dias, 7% todos os dias e 31% quase nunca ou nunca. Quanto à realização de atividade física, 55% praticaram exercícios ou algum esporte nos últimos três meses, sendo 21% caminhada, 21% futebol, 15% musculação, 8% corrida, 8% vôlei, 5% lutas marciais, 3% handebol, 3% natação, 3% citaram a atividade sexual como prática de exercícios e 15% não responderam. Os estudantes, quando perguntados sobre seu estado de saúde, 52% auto-referiram como bom, 21% como muito bom e 28% como regular. Conclusão: Ao final deste trabalho, conclui-se que os dados levantados entre os pesquisados mostram a maior prevalência de fatores de proteção para obesidade, que é reforçado com o resultado onde a maioria encontrar-se em estado nutricional eutróficos. E para os fatores de risco, foi encontrado o maior consumo de carne vermelha para o desenvolvimento de obesidade. Em menor proporção mais em valor significativo, encontramos a baixa prática de atividade física, o consumo de refrigerantes e o não consumo de legumes e verduras em nenhum dia da semana. Com isso, uma quantidade de gordura saturada, calorias e açucares sem o gasto energético adequado leva ao aumento de peso, que sem controle e orientação, poderá levar a obesidade. Verifica-se a necessidade de formular orientação nutricional para melhorar a qualidade der vida dos acadêmicos. Unitermos: Ensino em epidemiologia, qualidade de vida, hábitos alimentares.

PC72 - PERFIL DOS PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL (TN) ATENDIDOS EM HOSPITAIS PARTICULARES NO ANO DE 2010 POR UMA EMPRESA TERCEIRIZADA EM BELÉM - PA

Instituição: Nutriterápica Terapia Médico Nutricional Ltda, Belém
Autores: Nogueira MG; Lucas NKL; Costa KS; Costa RF.

Objetivos: Este estudo tem objetivo de descrever e analisar o perfil dos pacientes em Terapia Nutricional atendidos em hospitais particulares em 2010 por uma empresa terceirizada em Belém-PA. Materiais e Métodos: É um estudo retrospectivo, onde foi realizada análise das fichas de acompanhamento dos pacientes em Terapia Nutricional. Sendo incluídos pacientes com terapia nutricional oral, enteral e parenteral. Resultados: Foram estudados 1104 pacientes, no período de 1 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2010. A idade variou de 13 a 100 anos com 49,5% do sexo masculino e 50,4% do sexo feminino. O tempo médio em terapia nutricional foi de 21,77 dias, onde 91,5% utilizaram Terapia Nutricional enteral (92% sonda nasoenteral; 15,8% gastrostomia; 0,69% oral como via de acesso, 2,17% utilizaram sonda nasoenteral e via oral e 0,39% usaram sonda nasoenteral e gastrostomia); e 4,89% utilizaram terapia nutricional parenteral e 4,07% utilizaram Nutrição Enteral e Parenteral. Quanto aos pacientes que apresentaram complicações com a terapia nutricional foi de 55,25% e 44,7% não apresentaram problemas. Com relação a frequência das patologias, observou-se maior prevalência de doenças respiratórias com 37,7% seguida das doenças neurológicas com 22,46%, doenças oncológicas com 18,2%, o restante ficou distribuídos em diversas patologias, 58,2% dos pacientes em TN estavam acomodados em UTI e o restante em clínicas. O índice de pacientes que receberam alta da TN foi de 49,7% maior e o índice de pacientes que evoluíram a óbito foi de 50,2%. Conclusão: O estudo evidenciou maior utilização de terapia enteral nas suas diferentes vias de acesso, apresentaram complicações com uso de terapia nutricional 55,25% dos casos com predominância em doenças respiratórias, neurológicas e oncológicas. Tendo a maioria dos pacientes acomodados em UTI e evoluíram à óbito 50,2% do total. Unitermos: Terapia nutricional enteral, terapia nutricional parenteral, nutrição entera, nutrição parenteral, terapia nutricional.

PC73 - ORIENTAÇÃO NUTRICONAL PARA PACIENTES SUBMETIDOS À GASTROPLASTIA

Instituição: Não informado, São Paulo
Autores: Deschamps ESP; Herdt TC.

Objetivos: O objetivo deste trabalho é revisar estudos com pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, mostrando a importância da intervenção nutricional no pós-operatório, promovendo a perda de peso e a reeducação dos hábitos alimentares. Materiais e Métodos: Esse trabalho consiste em um levantamento bibliográfico publicados nos últimos 5 anos, tendo sido consultados livros, artigos científicos no idioma português e inglês para obtenção das informações relativas ao tema estudado. Resultados: A cirurgia bariátrica é um método eficaz no tratamento da obesidade mórbida, controlando as co-morbidades, aumentando a auto-estima e a melhora do convívio social. No entanto, cuidados específicos quanto à suplementação de polivitamínicos e minerais são necessários para evitar deficiências nutricionais, sendo cuidadosamente monitoradas. É de fundamental importância uma equipe multiprofissional que forneça aos pacientes submetidos à cirurgia o suporte necessário, preparando o mesmo para as mudanças de hábitos alimentares e de vida. Com este estudo de revisão bibliográfica percebe-se a importância de uma orientação nutricional em todas as etapas do tratamento para pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, pois somente com a orientação efetiva pode-se assegurar sucesso da cirurgia evitando possíveis complicações. Conclusão: A orientação nutricional é fundamental no pós-operatório, no sentido de promover o aconselhamento dietético adequado ao impacto da perda de peso. Unitermos: Obesidade, cirurgia bariátrica, orientação nutricional, qualidade de vida.

PC74 - EXPERIÊNCIA NO TRATAMENTO DE OBESIDADE EM UM AMBULATÓRIO DE MEDICINA DO ADOLESCENTE

Instituição: Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, Campinas
Autores: Faicari LM; D´Souza Li L; Banin M; Braz M.

Objetivos: Descrever a experiência da equipe em um grupo de adolescentes atendidos no ambulatório de medicina do adolescente. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo de acompanhamento de adolescentes obesos atendidos no Ambulatório de Adolescentes do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, entre janeiro de 2006 à dezembro de 2009. Os adolescentes incluídos no estudo, apresentavam diagnóstico de obesidade e participavam do ambulatório neste período, e foram excluídos os que abandonaram o acompanhamento antes de 2009. Os dados obtidos foram coletados nas pastas de registros dos pacientes. Dados como altura, peso, uso de medicamentos, resultados de exames e prática de atividade física das consultas realizadas desde o primeiro diagnóstico de obesidade, tanto antes como após o início do ambulatório de adolescentes. Após a coleta os dados foram compilados em planilha específica e realizados cálculo de IMC e z-score de peso, altura e IMC. Resultados: A amostra é composta de 22 pacientes adolescentes obesos em tratamento no nosso serviço. Quatro pacientes do sexo masculino abandonaram o tratamento, totalizando 18 pacientes com idade média de 14,3 ± 1,49 anos com uma média de 21 ± 12,85 meses de acompanhamento, e de 7 consultas anuais. 14 pacientes realizavam atividade física. Em 5 pacientes houve ganho de altura neste mesmo período, mas apenas em 8 pacientes houve aumento do Z escore de altura. Em 11 pacientes houve redução do IMC em relação ao início do tratamento sendo que em 16 pacientes houve também redução no Z escore de IMC. Conclusão: O tratamento da obesidade requer alta motivação por parte da equipe de profissionais de saúde e também por parte dos pacientes. A visão integral do paciente é fundamental para a adesão e sucesso no tratamento. Além disso, um acompanhamento intensivo com retornos frequentes é fundamental para a mudança comportamental necessária para perda de peso. Unitermos: Obesidade, adolescentes, tratamento multidisciplinar.

PC75 - DEFICIÊNCIA DE FERRO NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA BARIÁTRICA

Instituição: Não informado, Florianópolis
Autores: Deschamps ESP; Herdt TC.

Objetivos: O presente estudo tem como objetivo organizar revisão da literatura sobre a deficiência de ferro no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Selecionar e avaliar estudos recentes, que abordem a deficiência de ferro no período pós-operatório de cirurgia bariátrica bem como suplementação, procurando artigos com maior validade e confiança. Materiais e Métodos: Revisão da literatura nas principais bases de dados eletrônicas da área da saúde e seleção dos títulos em potencial. Os assuntos de interesse foram deficiência de ferro e cirurgia bariátrica. Foram incluídos artigos de revisão, artigos originais, nota científicas (opinião de especialista) e referências de livros.Foi dado interesse especial para artigos que tratavam de deficiência de ferro, bem como artigos que tratavam sobre deficiências nutricionais em geral após cirurgia bariátrica, e artigos de revisão sobre obesidade mórbida e cirurgia bariátrica.Os artigos revisados encontravam-se no idioma inglês e português e foi definida data específica para revisão entre 2004 e 2010. Resultados: A maioria dos artigos encontrados nesta revisão evidencia o risco de deficiência nutricional após cirurgia bariátrica. Essas deficiências ocorrem mais frequentemente após procedimentos que envolvem mecanismo de má-absorção, como derivação biliopancreática e bypass gástrico Y de Roux. A deficiência de ferro pode trazer consequências significantes para o paciente submetido à cirurgia bariátrica, devendo sempre ser lembrada no manuseio destes pacientes. Conclusão: A deficiência de ferro deve ser pesquisada de maneira sistemática no período pós-operatório de cirurgia bariátrica, uma vez que apresenta prevalência elevada. Existem poucas evidencias a respeito da suplementação destes pacientes, havendo necessidade de estudos adicionais sobre o tema. Unitermos: Obesidade, cirurgia bariátrica, deficiências nutricionais, deficiência de ferro.

PC76 - A INFLUÊNCIA DA DIETA CETOGÊNICA CLÁSSICA NO CRESCIMENTO DE CRIANÇAS COM EPILEPSIA REFRATÁRIA

Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR
Autores: Negretto AAL; TrochimczukSS; Morimoto IMI.

Objetivos: O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão bibliográica sobre a influência da dieta cetogênica clássica no crescimento de crianças com epilepsia refratária e especificamente observar quais nutrientes podem influenciar no crescimento infantil. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo do tipo revisão bibliográfica dos quais foram utilizados artigos, dissertações ou teses em português, inglês e espanhol dos bancos de dados PUBMED e PORTAL DA CAPES de oito anos anteriores. Livros de especialistas na área foram utilizados para a descrição de conceitos. Artigos anteriores a 2002 também foram selecionados quando relevantes. Resultados: Conclusão: Em estudos em curto prazo (até 6 meses) a dieta mostrou não afetar o crescimento infantil. Estudos em longo prazo (1 ano ou mais) referem na maioria das crianças, uma queda de percentil estatura/idade e peso/idade. Apesar deste resultado, o custo benefício da redução de crises epiléticas compensa os déficits verificados. Verificou-se que um protocolo cuidadoso para a seleção de candidatos a utilização da dieta, bem como o treinamento inicial dos pais e o monitoramento após o início da utilização da dieta são fatores primordiais para os resultados positivos obtidos pelos estudos analisados. Unitermos: Dieta cetogênica, epilpesia, crises convulsivas, corpos cetônicos, gorduras na dieta.

PC77 - PERFIL NUTRICIONAL DOS PACIENTES ONCOLÓGICOS ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DA SANTA CASA DE MONTES CLAROS - MG

Instituição: Santa Casa de Montes Claros - MG, Montes Claros
Autores: Uramoto MA; Rocha MES; Pereira BM; Oliveira VAC; Amaral APC.

Objetivos: Identificar, em nível ambulatorial, o perfil nutricional dos pacientes oncológicos acompanhados pelo Serviço de Nutrição Clínica. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo realizado no ambulatório de oncologia da Santa Casa de Montes Claros, no período de setembro à outubro de 2010. As variáveis consideradas foram: gênero, idade, peso, estatura e tipo de câncer. Os dados antropométricos foram classificados de acordo com o Índice de Massa Corpórea (IMC), OMS, 1998. Foram avaliados 111 pacientes, sendo 69 do gênero feminino e 42 do gênero masculino. A faixa etária da população estudada variou entre 23 e 87 anos, sendo a média 55 anos. Resultados: Do total de pacientes acompanhados, 36% eram portadores de câncer de mama, 16,2% câncer cabeça-pescoço, 8,1% câncer de cólon, 7,3% câncer gástrico, 7,2% câncer de próstata, 6,3% câncer de pulmão, 5,4% câncer de colo uterino, 1,8% câncer de ovário e hepático e 0,9% câncer de endométrio, pâncreas, bexiga, linfoma Hodkin e meduloblastoma. De acordo com o IMC, 2,7% apresentaram desnutrição grau III, 2,7% desnutrição grau II, 13,6% desnutrição grau I, 47,7 % eutrofia, 21,6 % Sobrepeso, 9,9% obesidade grau I, 0,9% obesidade grau II e 0,9% obesidade grau III. Dentre as classificações do IMC de maior incidência: 22,2% dos pacientes eutróficos, 66,6% dos pacientes em sobrepeso e 81,8% dos pacientes classificados em obesidade grau I eram pacientes portadores de câncer de mama; já do total de pacientes classificados em desnutrição grau I, 58,8% eram pacientes portadores de câncer de cabeça-pescoço. Conclusão: O estudo demonstrou uma maior incidência de pacientes portadores de câncer de mama acompanhados no ambulatório, sendo que estes pacientes apresentaram um percentual significativo de sobrepeso e obesidade grau I. Foi observado também que a segunda maior incidência do tipo de câncer foi de cabeça-pescoço e estes pacientes representaram o percentual mais relevante de desnutrição grau I em relação aos demais. Verifica-se dessa forma que o acompanhamento nutricional é fundamental, e aponta a necessidade de orientação nutricional continuada para os pacientes com sobrepeso e obesidade, e a necessidade de uma intervenção nutricional para os pacientes desnutridos. Unitermos: Perfil nutricional, índice de massa corporal, oncologia, ambulatório.

PC78 - REAÇÕES PSICOLÓGICAS DE PACIENTES HOSPITALIZADOS EM UM HOSPITAL ESCOLA DO SUL DE MINAS GERAIS, DIANTE DO USO DE ALIMENTAÇÃO VIA SONDA

Instituição: Faculdade de Medicina de Itajubá, Itajubá
Autores: Ferreira G; Dias DVB; Pereira NA.

Objetivos: Avaliar as reações psicológicas e emocionais dos pacientes hospitalizados ao se depararem com a experiência de uma alimentação por meio de sonda. Materiais e Métodos: Pacientes internados em um Hospital Escola de um município do Sul de Minas Gerais, em uso de alimentação enteral, foram entrevistados à beira do leito, para verificar suas reações ao se depararem com a experiência de alimentação por meio da sonda e de que maneira ela era vista e compreendida. Resultados: Foram entrevistados 46 pacientes de ambos os sexos, com faixa etária entre 37 e 91 anos, sendo a maioria idosa. A principal patologia observada foi pneumonia. Orientações sobre a inserção, motivo do uso e forma de como a sonda seria introduzida foram fornecidas para todos os pacientes, mas o nível de compreensão variou, sendo menos compreendido entre os pacientes mais idosos. O desconforto provocado pela sonda e a necessidade do uso de analgésicos para introdução da mesma, foram relatados por todos os pacientes. Conclusão: Há necessidade de maior capacitação dos profissionais da saúde para orientar e realizar a inserção da sonda, considerando as diferenças entre os pacientes e minimizando erros que levem à rejeição do tratamento. Unitermos: Alimentação enteral, sondas, pacientes, reações psicológicas.

PC79 - PROPAGANDAS DE ALIMENTOS NA TV: INFLUÊNCIA E PREFERÊNCIA DE CRIANÇAS DE 4 A 6 ANOS

Instituição: Não informado, Não informado
Autores: Cabral LD.

Objetivos: Relacionar a influência da criança, propaganda e pais sobre as preferências alimentares. Verificar a influência dos filhos sobre os pais em relação às propagandas de alimentos veiculados pela televisão. Materiais e Métodos: Estudo realizado com mães de alunos de uma escola particular da zona sul de São Paulo, sendo a amostra de conveniência. Para coleta de dados utilizou-se um questionário de autoria do Instituto Alana sobre \”Consumismo Infantil\”, adaptado ao Estudo. Formado por questões objetivas de escolha única e múltipla. Resultados: Pode-se verificar que assistir TV é a primeira opção de lazer das crianças e questionando sobre os possíveis influenciadores dos pedidos das crianças, as propagandas na TV foram as mais apontadas. Segundo menção das mães participantes a maioria não compra para seus filhos os alimentos ou guloseimas que aparecem nas propagandas na televisão. Conclusão: Com muito sucesso as propagandas na TV têm conseguido influenciar as escolhas alimentares das crianças, verificamos neste estudo que os pedidos mais frequentes dos filhos aos pais são as guloseimas, as mesmas que aparece com frequência nas propagandas na televisão, embora, parte dos pais não são influenciados pelos filhos na hora da compra. A regulamentação da publicidade dirigida ao público infantil é um valioso passo em reconhecimento à influência da publicidade sobre as práticas alimentares das crianças e de sua contribuição para o aumento do sobrepeso, da obesidade e das doenças associadas. Unitermos: Infância, publicidade de alimentos, obesidade.PC80 - PRINCIPAIS PATOLOGIAS DE BASE E PERFIL DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE DE UM HOSPITAL FILANTRÓPICO DA CIDADE DO RECIFE/PE

Instituição: Hospital Maria Lucinda, Recife
Autores: Costa DB; Almeida GRA; Marinho MAD; Albuquerque MM; Lacerda TVV; Araújo RR.

Objetivos: Levantar as principais patologias de base e perfil de pacientes com insuficiência renal crônica em programa regular de hemodiálise de um Hospital Filantrópico do Recife-PE. Materiais e Métodos: Foi feito um estudo de corte transversal com 33 pacientes submetidos a tratamento dialítico em um Hospital Filantrópico da Cidade do Recife/PE, de ambos os sexos, no mês de março de 2011. Elaborou-se um formulário, destinado para esta pesquisa, para obtenção dos dados, onde foram coletadas informações sobre: nome, sexo, idade, tempo de diálise, localidade de sua residência e principais patologias de base. Foi feita uma análise estatística utilizando o software Microsoft Excel 2003. Resultados: Dos 33 pacientes da amostra, 61% eram do sexo feminino e 39% do sexo masculino. A média de idade destas pessoas foi de 56,1 anos (DP=15,2), sendo 48% de idosos. O tempo de diálise em meses foi de 34,2 (DP=34,3). A maioria é oriunda da Região Metropolitana, com 88% destes morando no Recife, Olinda e Jaboatão. Quanto às patologias de base identifica-se que 40% da causa da falência renal vem da Hipertensão Arterial (HAS); a Hipertensão associada ao Diabetes Melittus tem um percentual de 27%; a Doença Policística equivale a 15%; Diabetes como o fator de falência isolado mostrou um valor de 9%; e a falência oriunda de causa indeterminada revelou um percentual de 9%. Conclusão: Este estudo mostrou que a maioria dos pacientes são do sexo feminino, com um percentual alto de idosos, porém detectamos que a maioria das pessoas são adultos mais maduros. A maioria das doenças de base encontrada foi o Diabetes e a Hipertensão, com mais de 70% dos casos. O Estudo mostra que possivelmente muitos destes poderiam ter evitado ou adiado a falência renal, já que são doenças crônico-degenerativas, onde a implementação precoce de medidas preventivas e terapêuticas na Atenção Básica, com medidas educativas poderiam apresentar resultados positivos nestes casos. Unitermos: Hemodiálise, patologias de base, doenças crônico-degenerativas

PC81 - AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA ALIMENTAR DE FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA ASSISTIDAS POR PROJETO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL COM ATENDIMENTO MULTIAPROFISSIONAL EM HOSPITAL PARTICULAR DE SÃO PAULO, SP

Instituição: Hospital Samaritano, São Paulo
Autores: Abraão SC; Mata JB.

Objetivos: Avaliar a segurança alimentar das famílias atendidas em entidade de razão social de hospital particular com atendimento multiprofissional. Materiais e Métodos: Estudo Transversal, com 231 familias assistidas por projeto de razão social do Hospital Samaritano, o Projeto HSAMA, no período de Abril a Junho de 2010. Foi utilizado questionário próprio para identificação do perfil socioeconômico, e para avaliação de S.A., a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Resultados: A situação de insegurança alimentar (I.A.) predominou entre as famílias (68%); e quanto maior era a concentração intrafamiliar, maiores eram os índices de I.A., principalmente quando envolvia crianças menores de 5 anos. O índice de famílias beneficiárias de Programa de transferência de renda (P.T.R.) foi muito baixo, e com relação à segurança alimentar, os que não possuíam estes benefícios atingiram maiores índices. Dados confirmados pelo PNAD (2004). Conclusão: As famílias estudadas possuíam baixa renda e baixa escolaridade, todas apresentaram menores de 18 anos, e boa parte crianças menores de 5 anos. Para tanto, o índice de I.A. foi maior. Identificou-se, porém, a necessidade de, paralelamente, a aplicação de estudos qualitativos para maior eficiência. Os P.T.R. estão bem direcionados, entretanto é necessário o aperfeiçoamento de políticas públicas. Unitermos: Segurança alimentar, programa de transferência de renda, atendimento multiassistencial.

PC82 - PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES COM PARACOCCIDIODOMICOSE INTERNADOS

Instituição: Faculdade de Medicina - Unesp/Botucatu, Botucatu
Autores: Goto RL; Francisqueti FV; Pereira PCM.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional dos pacientes internados com paracoccidiodomicose associado com tempo de internação, alta hospitalar, óbito e alguns fatores de risco (tabagismo e etilismo). Materiais e Métodos: Estudo de coorte retrospectivo de pacientes internados na Enfermaria de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas – UNESP/Botucatu, no período de 2009-2010. Resultados: Foram avaliados 41 pacientes, com média de idade de 52 ± 13,3 anos e média de tempo de internação de 18 ± 8,7 dias. De acordo com IMC, 12 (29,3%) estavam eutróficos, 25 (61%) desnutridos e 4 (9,76%) sobrepeso/obesos. 90,2% dos pacientes tiveram alta hospitalar, com média de IMC de 20,57 ± 4,6 Kg/m² e 9,75% foram a óbito com média de IMC de 18,77 ± 1,61 Kg/m². Não houve diferença entre IMC e tempo de internação (p = 0,1), nem entre idade e IMC (p = 0,7), mostrando que o peso não alterou de forma significativa nos pacientes idosos ou nos que permaneceram mais tempo internados. Segundo teste t de Student, houve correlação negativa entre peso de internação e tabagismo, porém não podemos afirmar que a perda de peso desses pacientes ocorreu somente pelo efeito de fumo. Conclusão: O trabalho mostrou que não houve associação significativa entre as variáveis propostas. Entretanto, a maioria dos pacientes apresentava desnutrição, o que chama atenção para a influência do estado nutricional em agravar o quadro infeccioso ou o seu comprometimento pela própria doença. Portanto, o papel do nutricionista se torna cada vez mais importante e imprescindível na melhora e tratamento de doenças crônicas. Unitermos: desnutrição, paracoccidiodomicose, estado infeccioso.

PC83 - CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL DE PACIENTES ATENDIDOS EM UMA UNIDADE SEMI-INTENSIVA CORONARIANA DE UM HOSPITAL GERAL EM SÃO PAULO

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Gil MF; Rakovicius AKZ; Freitas BJ; Salgado MLO; Santos KFF; Piovacari SMF.

Objetivos: Caracterizar o perfil de pacientes internados em uma unidade semi intensiva coronariana de um hospital geral em São Paulo. Materiais e Métodos: Estudo transversal e retrospectivo, onde foram analisados 250 pacientes no período de abril a junho de 2010. Os dados foram coletados através de um sistema de informática em nutrição. Foram observados dados como peso, altura, sexo e idade. O diagnóstico principal foi definido como cirúrgico e não cirúrgico, observou-se também a presença de diabetes e/ou hipertensão arterial. A terapia nutricional foi classificada conforme a via de administração (oral, enteral, parenteral ou mista). Foram utilizados os parâmetros de Índice de Massa Corporal (IMC), classificados segundo a Organização Mundial de Saúde (2008) para adultos e adolescentes. Já os idosos tiveram a classificação definida através da Organização Pan-Americana de Saúde (2002). O banco de dados foi elaborado no software Excel 2003 (Windows XP). Resultados: Com relação a idade foram encontrados pacientes entre 17 e 108 anos, com idade média de 71 ±16 anos onde 109(43,6%) eram do sexo feminino e 141(56,4%) do sexo masculino.No grupo de pacientes do sexo feminino 23(37%) eram cirúrgicos e 86(46%) não cirúrgicos. Entre os homens, 40(63%) e 101(54%), respectivamente. Em relação à terapia nutricional, 227(91%) pacientes recebiam dieta via oral, 15(6%) via enteral, 5(2%) via parenteral e 3(1%) nutrição mista. Dentre os pacientes diabéticos prevaleceu o sexo feminino 53(49%). Enquanto a hipertensão foi predominante no sexo masculino 76(54%). Com relação ao IMC 37(15%) encontravam-se desnutridos, 99(40%) eutróficos, 66(26%) com sobrepeso e 48(19%) obesos. Conclusão: De acordo com os resultados observados, podemos concluir que os pacientes internados são em sua maioria idosos, não cirúrgicos, eutróficos, do sexo masculino, recebendo terapia nutricional oral e apresentam pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular (obesidade, diabetes, hipertensão arterial). Unitermos: Terapia nutricional, cardiologia, estado nutricional.

PC84 - PERFIL NUTRICIONAL DE PRÉ-ESCOLARES ATENDIDOS PELO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE FORTALEZA, CE

Instituição: Universidade de Fortaleza, Fortaleza
Autores: Melo ACM; Vasconcelos CMCS; Nascimento SL; Lima KFV; Albuquerque LS; Almeida PC.

Objetivos: O objetivo do estudo foi determinar o perfil antropométrico de crianças matriculadas nas creches públicas do município de Fortaleza, Ceará. Foram coletados dados que corresponde a 57,29% do território de Fortaleza, no período de agosto a setembro de 2010. Materiais e Métodos: Foram coletados peso, estatura, idade e o sexo, foram construídos os indicadores peso por idade (P/I), peso por estatura (P/E), estatura por idade (E/I) e índice de massa corporal por idade (IMC/idade). Avaliou-se o estado nutricional a partir das curvas de crescimento para menores de cinco anos da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2006), e o ponto de corte utilizado foi o proposto pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. Resultados: Os resultados obtidos em relação ao sexo predominaram na amostra crianças do sexo masculino (n= 1.636; 54,4%) em relação ao sexo feminino (n= 1.370; 45,6%). A faixa etária mais prevalente foi aquela que corresponde às crianças entre 40 a 49 meses (n= 1.019; 33,9%). A idade média foi de 35,81± 1,62 e 35,81± 1,89 meses para os meninos e meninas, respectivamente. A partir das análises a Constatou-se na amostra total uma prevalência de 23,2% e 8,4% para vigilância para peso elevado e baixo peso, respectivamente. Conclusão: Esses dados confirmam a transição nutricional e o aumento de excesso de peso em crianças de classes menos favorecidas ressaltando a importância de intervenção nutricional com acompanhamento permanente, evitando assim o surgimento e aumento de doenças crônico-degenerativas na fase adulta. Unitermos: Diagnóstico nutricional, creche, transição nutricional, obesidade, infância, programa nacional de alimentação escolar.

PC85 - PREBIÓTICOS NA ALIMENTAÇÃO DO PREMATURO: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Instituição: Instituto da Criança do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo, São Paulo
Autores: Vale MCPR; Souza CA; Zamberlan P.

Objetivos: Realizar levantamento bibliográfico sobre os efeitos de prebióticos na alimentação do prematuro e apresentar a abrangência do assunto. Materiais e Métodos: A pesquisa bibliográfica foi realizada em três bases de dados na internet, a LILACS, a MEDLINE e a PUBMED. Como estratégia de busca utlizou-se como descritor: \”prebiotcs\” ou \”fruto-oligossacarideos\” e \”premature\” ou \”preterm\”, e como limites artigos publicados em inglês ou espanhol nos últimos 10 anos (2000–2010). Resultados: Possivelmente o efeito protetor do leite materno aos prematuros se deva a influencia que este alimento tem sobre a composição da microbiota intestinal. A inadequada colonização do intestino, a disbiose, pode levar a um aumento do risco de doenças infecciosas, alérgicas e autoimunes. Dados recentes sugerem que o efeito protetor da amamentação está também associado à presença de prebióticos. A adição de quantidades adequadas de prebióticos às fórmulas para lactentes pretermos pode auxiliar no estabelecimento de uma microbiota intestinal saudável e, assim, poderia produzir efeitos benéficos. Há evidências de efeitos positivos, como no estabelecimento de uma microbiota intestinal saudável, melhora da consistência das fezes e frequência das evacuações, além de possível auxílio na prevenção de enterocolite necrotizante, alergias e dermatite atópica. Conclusão: A suplementação com prebióticos na alimentação de prematuros já tem sido considerada segura e com evidencias positivas. Apesar dos prebióticos parecerem promissores e oferecerem efeitos benéficos em determinadas situações, alguns aspectos devem ser investigados para avaliar o real efeito de sua utilização em curto e longo prazo e comprovar a ausência de consequências prejudiciais a saúde. Unitermos: Prebióticos, prematuros, alimentação infantil.

PC86 - DESENVOLVIMENTO, PROCESSAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DA FARINHA DA SEMENTE DE JACA PARA UTILIZAÇÃO NA ALIMENTAÇÃO HUMANA COMO INGREDIENTE DE “MULTIMISTURAS”

Instituição: Faculdade Guanambi, Guanambi
Autores: Silveira GM; Landim LB; Silva NMC; Bonomo RCF.

Objetivos: Objetiva-se neste trabalho, estudar o aproveitamento da semente de jaca na forma da sua farinha e do farelo, verificando-se a viabilidade da utilização na alimentação humana como ingrediente de “multimisturas”, e diferentes alternativas para a agregação de valor aos mesmos. Materiais e Métodos: Obtenção da farinha. Como matéria-prima básica, do trabalho em questão, foram utilizadas sementes de jacas da variedade dura, adquiridas nas regiões Sul e Sudoeste da Bahia. Após a coleta das sementes, estas foram lavadas com água corrente e submetidas à sanitização com água clorada (150 ppm de cloro residual) por 10 minutos, e armazenados sob congelamento em sacos plásticos para posterior utilização. Foram utilizados sementes de jaca madura de variedade dura adquirida no mercado local. As sementes foram lavadas em água corrente para remoção dos resíduos de polpa e então mergulhadas em solução de bissulfito de sódio (0,2% SO2), para evitar o escurecimento enzimático. Para a redução de umidade, foram secas em estufa a 70° C por 1h e 30 min. Depois de secas, as sementes foram trituradas em um liquidificador industrial 18.000 rpm. A farinha obtida foi secada (75ºC/6h) até o produto atingir teores de umidade (% base seca) na faixa de 0,09; moída para a padronização da granulometria e armazenada em saco de polietileno sob refrigeração para posterior análises químicas. Caracterização físico-química. Resultados: Os resultados das análises físico-químicas da farinha estão expressos na Tabela 1.
Tabela 1: Umidade 13,04% – Cinzas 2,64% – Proteína 11,18%
O valor para umidade foi de 13,04%, podendo ser comparado com o que foi observado por Silveira (2000) que, analisando farinhas de semente de jaca das variedades dura e mole, obteve como resultados, 12,67% e 9,76%, respectivamente. A diferença de umidade entre as farinhas obtidas da variedade mole pode ter ocorrido por causa da variação no tempo de secagem de cada processo. O que se faz necessário comparar os efeitos causados por cada processamento nas características físico-químicas de cada variedade, a fim de obter resultados mais esclarecedores. O conteúdo de cinzas encontrado foi de 2,64% (tabela 1), que se comparando com o que foi observado por Silveira (2000), onde os teores de cinza nas farinhas de caroço de jaca das variedades dura e mole foram 4,80% e 3,57%, respectivamente. Esse menor valor em relação aos obtidos pela autora pode ter sido causado pela não retirada das cascas. O percentual para proteína foi de 11,18%, ficando muito acima (mais que o dobro) do encontrado por Silveira (2000), que avaliando os teores de proteína contidos nas farinhas de semente de jaca das variedades duros e moles, observou que as mesmas continham 5,05% e 5,14%, respectivamente. Conclusão: De acordo com os resultados é possível concluir que o cozimento da semente de jaca através de calor seco, pode ser utilizado na obtenção de farinha de semente de jaca para a utilização na alimentação humana como ingrediente de “multimisturas”, sendo um produto com alto teor de proteínas. A farinha obtida apresentou teores adequados de umidade e cinzas, quando comparado com resultados encontrados por outros autores. Unitermos: Jaca, farinha, multimisturas.

PC87 - DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A E SUAS COMPLICAÇÕES CLÍNICAS

Instituição: Faculdade Guanambi, Guanambi
Autores: Silveira GM; Silva AA; Silva AD.

Objetivos: o presente trabalho relata os resultados de uma revisão bibliográfica sobre a carência de vitamina A, na prevenção de doenças não transmissíveis e determinar a prevalência da hipovitaminose A em pré-escolares. Materiais e Métodos: A vitamina A é um nutriente essencial para muitos processos metabólicos, como a diferenciação celular, a visão, a integridade do sistema imunológico e a manutenção e renovação de epitélios, sendo de especial importância durante o crescimento e desenvolvimento (gestação, período neonatal e infância) (RAMALHO, ANJOS e FLORES, 1998). A hipovitaminose A é uma carência nutricional de grande importância em nível de Saúde Publica, e juntamente com as deficiências de ferro e iodo, formam a chamada “fome oculta”, com cifras preocupantes na America Latina e Caribe. Calcula-se, que atinge 254 milhões de crianças em todo o mundo, alem de gestantes e puérperas, grupos reconhecidamente de risco para essa carência (SAUNDERS et alli, 2000). Mesmo nas suas formas mais leves, a deficiência de vitamina A aparece como fator importante na determinação da morbidade e mortalidade, na infância é necessário, por tanto, que os casos marginais dessa deficiência sejam diagnosticados tão cedo quanto possível, especialmente em populações de maior risco, para que medidas de prevenção e controle sejam implementadas (GONÇALVES et alli, 1995). Resultados: FUNÇÕES A vitamina exerce inúmeras funções no organismo. Dentre estas funções, destacam por sua relevância, a visão, o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção do tecido epitelial, da função imunológica e da reprodução. Cada uma dessas funções por ser satisfeita por ingestão de carotenoides pró-vitamina A. (SANTOS, 1996 e BEITUNE, et alli, 2003 ). VISÃO. A vitamina A faz parte da púrpura visual, pois o retinol vai combinar-se com a proteína opsina para formar a rodopsina ou púrpura visual nos bastonetes da retina do olho, que tem por função, em última análise, a visão na luz fraca. Pode haver a cegueira noturna, condição conhecida por nictalopia, pois a adaptação ao escuro é uma função específica dos bastonetes e dos cones, sendo a adaptação primária realizada pelos cones, completando-se em poucos minutos. A adaptação secundária constitui função dos bastonetes e, quando não se completa em 30 minutos, caracteriza a cegueira noturna (BEITUNE, et alli, 2003). IMUNIDADE. A deficiência de vitamina A está associada à redução da atividade de células “Natural Killer” e a habilidade de células esplênicas em produzir interferon após o estímulo de mitógenos. Conclusão: A importância da identificação de hipovitaminose A na infância reside no fato de a vitamina A exercer importantes e numerosas funções no organismo, a sua deficiência pode acarretar consequências fisiológicas para o individuo, principalmente em crianças. A hipovitaminose A tem consequências não apenas para a visão, mas também para diversas funções orgânicas e a escola como órgão formador de opiniões e gerador de discussões e saberes, pode contribuir para diminuir a prevalência de hipovitaminose A através da disciplina Educação Nutricional para as crianças. Unitermos: Vitamina A, deficiência de vitamina A, hipovitaminose A.

PC88 - TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTES GRAVES E INTENSIVOS

Instituição: Não informado
Autores: Silveira GM.

Objetivos: Objetiva-se com este artigo trazer a pesquisa e análise sobre a Terapia Nutricional em pacientes graves e intensivos, diante de reflexões alimentares e contextos médicos que levam em consideração a recuperação da condição crítica hospitalar, sendo a evolução do quadro de recuperação um critério relevante na avaliação da área de nutrição. Materiais e Métodos: Avaliação Nutricional. A avaliação do estado nutricional do paciente crítico em unidade intensiva é considerada complexa em razão da influência de uma série de fatores orgânicos e biológicos, os quais necessitam ser investigados pelo nutricionista, detalhadamente, visando diagnóstico nutricional acurado, que possibilite intervenção nutricional adequada. Esta avaliação deve ser integrada de aportes necessários a nutrição hospitalar, podendo ser alterada, em casos de falta de um ou mais nutrientes, com consequente deficiência do estado nutricional e necessidade de suplementação. Por outro lado, os nutrientes também são capazes de interagir com medicamentos, sendo de grande relevância na prática clínica a avaliação dos medicamentos e alimentos combinados. O alimento é um fator fundamental e indispensável à manutenção da saúde do paciente que está em estado grave numa unidade de terapia intensiva. Sua importância está integrada à sua capacidade de fornecer ao corpo enfermo, nutrientes necessários a recuperação e manutenção de sua saúde. O nutricionista avalia as características do paciente para equilibrar a tarefa de alimentação, sendo fundamental a ingestão de nutrientes em quantidade e qualidade adequadas, mantendo a integridade estrutural e funcional do organismo. Resultados: A Terapia Nutricional Enteral. A Terapia Nutricional Enteral é compreendida dum conjunto de ações e procedimentos terapêuticos para a manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente em estado grave de saúde, por meio da ingestão controlada de nutrientes (REIS, 2004). Essa terapia tem se expandido rápido e progressivamente graças à precocidade na indicação de seu uso, com o intuito de oferecer nutrientes necessários a pacientes com alta gravidade. Neste intuito nutricional, a primeira opção desse procedimento é a prevenção da desnutrição hospitalar, por que existe a impossibilidade de se administrar alimentos com a ingestão oral. Quando houver risco de desnutrição, ou seja, quando a ingestão oral for inadequada para prover de dois terços a três quartos das necessidades diárias nutricionais. Essa propagação está ocorrendo, em razão do aperfeiçoamento dos instrumentos utilizados para sua administração. A Terapia Nutricional Enteral, propicia o controle adequado do volume administrado e da qualidade das sondas para reduzir as intercorrências nutricionais, tanto na passagem como durante a manutenção destas ingestões. Conclusão: A Nutrição Clínica é a área da nutrição pela qual são tratadas as diversas enfermidades que agridem o ser humano, através da alimentação adequada e permanentemente nutritiva. A Terapia Nutricional Clínica em unidade de terapia intensiva atua também prevenindo o aparecimento de infecções ou novas doenças através de uma alimentação saudável e nutritiva e de forma terapêutica no controle de doenças agudas e crônicas. Unitermos: Terapia nutricional em pacientes graves e intensivos, nutrição terapêutica em unidades de terapia intensiva, avaliação.

PC89 - PERFIL NUTRICIONAL DE EXECUTIVOS SUBMETIDOS A CHECK-UP NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Instituição: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo
Autores: Yokomizo LY; Mourão JRP; Faveri PAT.

Objetivos: Traçar o perfil dos pacientes atendidos em uma unidade de saúde particular especializada em check-up. Materiais e Métodos: Tipo de Estudo: Transversal e retrospectivo. O presente estudo foi baseado no levantamento de dados do prontuário eletrônico de 100 pacientes, atendidos pela nutrição, em uma unidade de saúde particular especializada em check-up no município de São Paulo, no período compreendido entre janeiro e abril de 2011. As variáveis levantadas foram: idade, peso, gênero, estatura, IMC (índice de massa corpórea), percentual de gordura, circunferência abdominal (CA), prática de atividade física, tabagismo, número de refeições/dia (fracionamento), frequência do consumo de alimentos ricos em gordura e fibras, LDL- colesterol, triglicérides e glicose. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 60,9 anos, sendo 31% (29-39 anos), 41% (40-49 anos), 22% (50-59 anos), 05% (60-69 anos) e 0% (70-79 anos) e 1% (80-89 anos). Segundo o critério gênero, 81% eram do masculino e 19% feminino; em relação ao tabagismo, 21% referiram fumar e 79% não. 57% da amostra praticam alguma atividade física ao menos 1x/semana e 43% não faz exercícios com frequência. A classificação nutricional, segundo o IMC, nos adultos do gênero masculino foi 7% eutrofia, 50% sobrepeso, 15% obesidade grau I, 3% obesidade grau II e 1% obesidade grau III; e para o gênero feminino foi de 13% eutrofia, 3% sobrepeso e 2% obesidade grau I. Os homens idosos, acima de 60 anos, segundo o IMC, foram classificados em 3% sobrepeso e 2% obesidade grau I; já as mulheres na mesma faixa etária 1% em obesidade Grau I. Através do percentual de gordura os homens estavam 4% em eutrofia, 6% sobrepeso, 24% obesidade moderada, 32% obesidade elevada e 16% obesidade mórbida e as mulheres 1% em eutrofia, 8% sobrepeso, 5% obesidade moderada e 1% obesidade elevada. A CA de 21% dos homens era > 102 cm, 28% > 94 cm e 29% <94 cm. Dentro da população feminina, 7% possuíam CA > 88cm, 4% > 80cm e 11% <80cm. Quanto à avaliação do número de refeições/dia verificou-se que: 3% fazem 6, 6% = 5, 15% = 4, 64% = 3, 10% = 2 e 2% = 1. Quanto à ingestão de alimentos gordurosos, 45% possuíam consumo mínimo, 22% baixo, 8% relativamente alto, 13% alto e 12% muito alto. O consumo de fibras em 49% era muito baixo, 49% regular e 2% adequado. Através dos exames bioquímicos, verificamos os níveis de LDL: 26% <100 mg/dl, 26% 100-129 mg/dl, 27% 130-159 mg/dl e 21% 160-189 mg/dl. A glicose estava dentro da faixa de normalidade em 69% (75-99mg/dl) e 31% acima do esperado =100mg/dl. A taxa de triglicérides apresentou-se normal em 74% (<150 mg/dl), limítrofe em 17% (150-199 mg/dl) e elevada em 9% (= 150mg/dl). Conclusão: Através deste estudo, pode-se concluir que há neste público um grande número de homens com excesso de peso (sobrepeso e obesidade) e percentual de gordura elevado. A minoria era tabagista e não possuía o hábito de fracionamento alimentar, realizando em média 3 refeições/dia. Apresentaram baixo consumo de fibras e elevado consumo de gorduras. Uma significativa parcela não realizava nenhum tipo de atividade física e em comparação com as mulheres, apesar de seu número reduzido, verificou-se um cuidado físico maior, quando analisado o percentual de gordura corpórea, a adequação de peso e a circunferência abdominal. A somatória destes fatores anteriormente citados reflete os níveis elevados em LDL-colesterol e glicose. Os dados nos elucidam a importância do profissional nutricionista em realizar um processo de educação alimentar preventivo nestes pacientes que apresentam possibilidades substanciais de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis. Este trabalho proporcionou o início de algumas reflexões, como o enfoque durante a consulta, o tempo de atendimento, a apresentação e informações contidas nas orientações nutricionais fornecidas e a elaboração de novas estratégias de abordagem. Unitermos: Saúde preventiva, check-up, nutrição.

PC90 - TRABALHO CANCELADO

PC91 - INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTE SUBMETIDO A ENTERECTOMIA E ILEOSTOMIA: RELATO DE CASO

Instituição: Hospital da Restauração - SES/PE, Recife
Autores: Lins RAG; Silva CF; Moura LMD; Belo GMSB.

Objetivos: Descrever a intervenção nutricional em paciente submetido a enterectomia, e ileostomia na clínica cirúrgica de um hospital público em Recife- PE. Materiais e Métodos: Trata-se de um relato de caso de paciente do sexo masculino, 29 anos, operado no Hospital da Restauração (Recife-PE) por hérnia ileal encarcerada com realização de enterectomia e confecção de ileostomia, que após ser internado por 15 dias na UTI em uso de NPT, foi transferido para a clínica cirúrgica onde iniciou a terapia nutricional enteral. Foram realizadas duas avaliações: no momento 1 (M1: pré-intervenção nutricional) e no momento 2 (M2: pós-intervenção nutricional). No M1 verificou-se a composição corporal: IMC, % de perda de peso, circunferência do braço (CB), circunferência muscular do braço (CMB), área muscular do braço corrigida (AMBc), prega cutânea tricipital (PCT), dados bioquímicos (hemograma, albumina, colesterol total e frações, triglicerídeos, ureia e creatinina), e a ingestão dietética. No M2 foi verificado o ganho de peso, a aceitação da dieta e exames bioquímicos. A conduta nutricional estabelecida foi dieta oral hipercalórica, hiperproteica, hipolipídica, antifermentativa, isenta de lactose, mono e dissacarídeos, associada a uma dieta enteral oligomérica. O paciente assinou um termo de consentimento livre e esclarecido autorizando a sua participação na pesquisa. Resultados: No M1 obtiveram-se os seguintes resultados: perda de peso grave (33%), IMC 15,93 Kg/m², CB, CMB, AMBc e PCT baixos, sendo classificado como desnutrição grave. No recordatório de 24 horas, constatou-se que o paciente não estava ingerindo a oferta calórica adequada ao seu estado nutricional e os exames bioquímicos mostravam anemia (Hb=10,5g/dL) e desnutrição, pois os valores de albumina, colesterol total e creatinina estavam diminuídos (2,7g/dL, 120mg/dL e 0,4mg/dL, respectivamente). O mesmo apresentava dificuldade de deambular e relatava fraqueza nos membros inferiores, além de tontura ao levantar-se do leito. Após a intervenção nutricional (M2), o paciente relatou boa aceitação da dieta oral, obteve ganho de peso de 0,5kg (em 15 dias) e discreta melhora nos exames, apesar de continuarem abaixo do normal. Apresentou também maior resistência nos membros inferiores, possibilitando-o caminhar sem muitas dificuldades e ausência de tonturas ao levantar-se. Recebeu alta hospitalar com orientação nutricional para casa. Após 3 meses retornou ao hospital para programar a reconstrução do trânsito intestinal, apresentando ganho de peso de 13kg (IMC=20,69 kg/m²) e bom estado nutricional. Conclusão: A Intervenção nutricional, em casos de cirurgias abdominais, deve ser feita o mais precocemente possível para manter ou recuperar o estado nutricional do paciente, proporcionando melhora no quadro físico geral, diminuindo suas complicações e o tempo de internação. Unitermos: Cirurgia intestinal, hérnia ileal, ileostomia, intervenção nutricional, composição corporal.

PC92 - CONCEPÇÃO DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O BEM ESTAR SOB A ÓTICA DE PARTICIPANTES DO GRUPO VIDA ATIVA

Instituição: FTC, Salvador
Autores: Silveira GM; Rocha CMT; França SLG.

Objetivos: Compreender a percepção de idosos ativos pertencentes à comunidade de baixa renda sobre alimentação saudável, bem-estar e a correlação entre os dois conceitos. Materiais e Métodos: Pesquisa de natureza exploratória com caráter qualitativo, onde amostra contou com 12 idosos com idade igual ou superior a 60 anos completos, entrevistados na academia de esportes da Faculdade de Tecnologia e Ciências, Salvador/BA, sendo a interpretação de dados feita através de análise de conteúdo das entrevistas gravadas. Resultados: Os idosos entendem alimentação saudável como àquela onde existe consumo de frutas e verduras e restrição de gordura e sal nas preparações, conforme orientações nutricionais recebidas ao longo da vida, principalmente por nutricionistas e estagiários de nutrição. Também foi percebido que os idosos acreditam que alimentação saudável é aquela que faz se sentirem bem, embora mudanças de hábitos tenham sido necessárias de acordo com a nova fase da vida. O bem-estar consiste, segundo os entrevistados, em ser saudável, sem problemas e estar feliz. Eles entendem a relevância da alimentação em sua vida, ou por questões de sobrevivência, ou pela relação com saúde e bem-estar. Conclusão: O estudo mostrou que o grupo participante percebe alimentação saudável como fator importante para a saúde, não ficando explícita relação direta com bem-estar. Há necessidade de outros trabalhos com idosos a fim de municiar nutricionistas para o aprimoramento de ações educativas que visem a promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida dos idosos. Unitermos: Idoso, alimentação saudável, bem-estar.

PC93 - ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE PACIENTES ONCOLÓGICOS DE GASTROENTEROLOGIA NO PRÉ-OPERATÓRIO

Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba
Autores: Arruda LM; Rabito EI; Messaggi MD.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional e demonstrar o perfil antropométrico de pacientes oncológicos pré-operatórios da especialidade gastroenterologia, internados em um hospital oncológico de Curitiba. Materiais e Métodos: Estudo transversal, realizado no período de julho a setembro de 2008, no qual foram avaliados: peso, estatura, circunferências e dobras cutâneas. Resultados: Foram avaliados 67 pacientes oncológicos da especialidade gastroenterologia, que passariam por procedimento cirúrgico, 55,2% (n=37) do sexo masculino e 44,7% (n=30) do sexo feminino, com idade média de 58 + 12,3 anos. Em relação aos dados obtidos, o peso médio da amostra foi de 59,1 + 8,5Kg, PCT 12,3 + 4,8mm, CB 25,5 + 4,6, CMB 21,5 + 4,2, IMC 21,9 + 2,2 e %PP classificado demonstrou que 73% (n=49) apresentaram perda de peso severa e 27% (n=18) apresentaram perda de peso significativa. Quanto ao diagnóstico do estado nutricional 60% (n=40) apresentaram grau de desnutrição, 20% (n=14) eutrofia, 18% (n=12) risco nutricional e 2% (n=1) excesso de peso. Conclusão: Levando em consideração que o paciente com câncer já é classificado como um paciente em risco nutricional, devido ao número de alterações metabólicas, esse estado nutricional pode ser agravado pelos diversos tipos de tratamento. A cirurgia aumenta a demanda de energia (cicatrização, expectoração, deambulação) e a prevalência de desnutrição entre os pacientes hospitalares é alta, daí a importância da avaliação e do preparo nutricional do paciente. Unitermos: Avaliação nutricional, câncer, cirurgia.

PC94 - ELABORAÇÃO DE SOBREMESAS DIETÉTICAS PARA DIABÉTICOS ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO CLÍNICA

Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói
Autores: Andrade CF; Viana E.

Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo elaborar sobremesas dietéticas para aumentar a adesão de pacientes diabéticos à dieta prescrita. Materiais e Métodos: Foram realizadas adaptações de sobremesas convencionais para obter receitas menos calóricas e com menor índice glicêmico, mas com a textura e o sabor semelhantes aos doces tradicionais. Sete sobremesas dietéticas foram desenvolvidas a partir de receitas convencionais através da substituição de sacarose por adoçantes artificiais apropriados para o tipo de preparação, exclusão de farináceos e outros alimentos de alto índice glicêmico, redução do valor calórico das sobremesas selecionando os alimentos com menor teor de gordura, como margarina light e laticínios desnatados e adição de fibras solúveis. As preparações foram testadas a fim de avaliar a viabilidade de execução e a possibilidade de aceitação pelos pacientes. Foi realizada a análise da composição nutricional das sobremesas e calculado o percentual de redução de macronutrientes e energia em relação às sobremesas convencionais. Resultados: As sobremesas dietéticas elaboradas apresentaram características sensoriais semelhantes às sobremesas tradicionais, mas com redução significativa de carboidratos, lipídios e Calorias, sendo indicadas para dietas com redução de açúcares, gorduras e/ou energia. As receitas elaboradas foram utilizadas na construção de um folder para distribuição no ambulatório de nutrição. Conclusão: Foi possível concluir que as sobremesas dietéticas elaboradas constituem uma alternativa saudável aos doces convencionais e podem ser utilizadas na dietoterapia do paciente diabético como estratégia para adesão ao tratamento dietético. Unitermos: Diabetes mellitus, conduta na alimentação, dieta para diabéticos, saúde pública.

PC95 - PREVALÊNCIA DE SOBREPESO E OBESIDADE EM ESCOLARES DA CIDADE DE SANTA CRUZ - PB

Instituição: Secretaria Municipal de Saúde Sousa, Sousa
Autores: Araujo LKAR; Silveira PJH; Lemos LMR; Oliveira FMC; Medeiros EKM; Andrade IS.

Objetivos: O objetivo deste estudo populacional foi verificar as prevalências de sobrepeso e obesidade em escolas públicas no município de Santa Cruz-PB. Materiais e Métodos: O presente estudo descritivo, com delineamento transversal, foi realizado na escolas municipais de Santa Cruz PB, faixa etária objeto de estudo foi de 7 a 10 anos de idade, compreendendo um universo de 238 crianças em 18 escolas. Todas as escolas receberam ofício da Secretaria Municipal de Saúde explicando o propósito do estudo e solicitando apoio para sua realização. Foram encaminhados aos pais de todos os alunos de 7 a 10 anos de idade, das escolas participantes, formulários de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo que só participaram do estudo aqueles alunos cujos pais autorizaram e, também, que se dispuseram a ser medidos. Assim, o número total de sujeitos avaliados foi de 212 crianças. As crianças passaram por medidas de massa corporal e estatura, no mês de setembro 2010, realizadas pelos ACS do município. A compilação dos dados foi realizada com o auxílio do Excel 2010. Resultados: Foram avaliadas crianças de 7 a 10 anos de idade, num total de 212 crianças. Para a determinação de sobrepeso e obesidade foram utilizados, respectivamente, os percentis 85 e 95 do IMC por idade propostos pelos Centers for Disease Control and Prevention — CDC (2000). As prevalências totais de sobrepeso e obesidade foram de 15,7% (IC 95%= 15,0% a 16,4%) e 18,0% (17,3% a 18,7%), respectivamente. A prevalência de sobrepeso foi de 13,7% (12,6% a 14,8%) nos meninos e 14,8% (13,7% a 15,9%) nas meninas. Em relação a obesidade foi prevalente em 16,9% (15,7% a 18,1%) dos meninos e 14,3% (13,2% a 15,4%) das meninas Conclusão: Os resultados encontrados mostram elevada prevalências de sobrepeso e obesidade em escolares da cidade de Santa Cruz, confirmando o aumento do excesso de gordura corporal entre crianças brasileiras nas últimas décadas. Estando os meninos neste município com um maior aumento de peso em relação as meninas, devendo o município de forma intersetorial desenvolver ações de promoção da saúde com o propósito de reduzir agravos futuros nessas criança, elaborando políticas de qualidade de vida. Unitermos: Obesidade, qualidade de vida, escolares.

PC96 - TERAPIA NUTRICIONAL EM CUIDADOS PALIATIVOS: RELATO DE CASO

Instituição: Nutriterápica Terapia Médico Nutricional Ltda, Belém
Autores: Barros ASC; Silva LS; Costa KS; Moreira JC.

Objetivos: Observar Terapia Nutricional (TN) em uma paciente em cuidados paliativos. Materiais e Métodos: Foi realizada coleta de dados das fichas de acompanhamento da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional Enteral e Parenteral da empresa Nutriterápica –Terapia Médico Nutricional LDTA. Resultados: A paciente A.R.O.C, sexo feminino, 57 anos. Com diagnóstico de Neoplasia de ovário com metástase pulmonar, hepática e peritoneal difusa em tratamento quimioterápico, evoluiu com sub-oclusão intestinal e hidronefrose bilateral. De acordo com avaliação nutricional seu peso usual: 65kg; Peso Atual: 54kg; Altura: 1.62cm; IMC: 20.6kg/m²; CB: 20 cm (% CB=66%); % de perda de peso: 16,9%; Diagnóstico Nutricional: Eutrofia com risco nutricional devido ao percentual de perda de peso e condição clínica. Sua necessidade Energética foi estimada em 1890 calorias, utilizando 35kcal/kg de peso/dia. Hemograma: Hemoglobina: 10,7mg/dl; Hematócrito: 31,3mg/dl; Leucócito: 4700; Linfócito: 8. Iniciou Terapia Nutricional Enteral via sonda nasoenteral no hospital onde estava internada, a princípio realizou dieta enteral padrão a base de proteína de soja em volume mínimo para inicio da nutrição enteral, sendo ofertadas 600 calorias e 24g de proteína recebendo alta no dia seguinte, sendo acompanhada pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional Enteral e Parenteral no domicílio, onde foi realizada a troca da dieta enteral, sendo ofertada dieta enteral imunomoduladora ofertando 750 calorias e 42 g de proteína em 750 ml/dia, por 48 horas. Após esse período a paciente evoluiu com distensão abdominal, foi reduzido volume e modificada dieta para dieta enteral oligomérica. Porém não houve tolerância da dieta. Sendo iniciada a Terapia Nutricional Parenteral no Domicílio, por 5 dias, ofertando 1728 calorias e 108g de AA, com solução 3:1, no domicílio a paciente evoluiu com hemorragia digestiva baixa, onde foi internada para dar continuidade ao tratamento. Durante a internação, foi mantida a nutrição parenteral ofertando 2340 calorias e 102g de AA por 33 dias evoluindo a óbito. Conclusão: O respeito à vontade do indivíduo em cuidados paliativos é essencial. A prescrição dietética deve além de fornecer as necessidades energéticas e nutricionais oferecer prazer e conforto ao paciente, contribuindo para a manutenção da qualidade de vida do paciente oncológico. Unitermos: Cuidados paliativos, terapia nutricional, neoplasia de ovário.

PC97 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DOS HIPERTENSOS E DIABÉTICOS ACOMPANHADOS NAS UNIDADES SAÚDE DA FAMÍLIA DE SOUSA - PB

Instituição: Secretaria Municipal de Saúde Sousa, Sousa
Autores: Araújo LKAR; Lemos LMR; Medeiros EKM; Andrade IM; Araújo MCL; Gomes AA.

Objetivos: A hipertensão arterial e a diabetes são um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Investir na prevenção é decisivo e a implantação das Unidades de Saúde da Família tem esse objetivo e para obtê-los deve buscar parcerias, bem como, avaliar e analisar os dados obtidos nos atendimentos realizados pela Equipe Saúde da Família a fim de evitar as complicações da hipertensão arterial e do diabetes. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico de pacientes diabéticos e/ou hipertenso, partindo da necessidade de implantação de um banco de dados descritivo para diagnóstico e acompanhamento desses indivíduos atendidos na rede pública de saúde do Município de Sousa, PB. Materiais e Métodos: O estudo de caráter transversal e descritivo foi composto por uma amostra de 331 indivíduos diabéticos e/ou hipertensos de ambos os gêneros cadastrados e atendidos mensalmente na atenção básica de saúde do município de Sousa, PB. A coleta de dados foi realizada durante o HiperDia, referente ao mês de dezembro de 2010, realizado em quatro unidades Básicas de Saúde monitoradas pelo NASF. As equipes de referência de cada Unidade foram devidamente capacitadas para realizarem um processo padronizado, informando as pessoas antecipadamente a necessidade de comparecerem em jejum nas respectivas unidades pela manhã. Os dados foram mensurados em ficha individual padrão desenvolvida pelo NASF, tomando como referência a Ficha de Acompanhamento do Hipertenso e/ou Diabético do Ministério da Saúde. Foram prioridades no processo de avaliação o estado nutricional, o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a glicemia capilar de jejum e a pressão arterial. A avaliação do estado nutricional constou da verificação do peso (kg) e da estatura (metros) para cálculo do Índice Massa Corporal (IMC - kg/m²). Os dados foram transcritos para planilhas do Microsoft Office Excel 2007. Para criação do banco de dados por unidade e por classificação geral foi utilizado os procedimentos da estatística descritiva (média ± desvio padrão) nas variáveis estudadas. Resultados: A amostra foi composta por 70,1% (n=232) de mulheres e 29,9% (n=99) de homens, sendo 61,6% de hipertensos (n=204), 7,3% diabéticos (n=24) e 31,1% diabéticos e hipertensos (n=103). De acordo com os valores médios encontrados, observou-se que a maioria da amostra é idosa, apresentou excesso de peso (68%) com risco elevado ou muito elevado para doenças cardiovasculares (87%) e com relação a glicemia, 91% (n=116) dos diabéticos apresentaram hiperglicemia. O valor médio da pressão arterial foi considerado limítrofe. Em relação aos valores médios de risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, as mulheres apresentaram risco muito elevado enquanto os homens apresentaram risco elevado. Conclusão: Os resultados deste estudo demonstram que é necessário criar novos meios de intervenção no acompanhamento de pacientes diabéticos e hipertensos cadastrados nas unidades básicas de saúde e todos os dados obtidos no atendimento das USF devem ser analisados para ser utilizado no planejamento de suas ações. Unitermos: Avaliação nutricional, hipertensos, diabéticos.

PC98 - AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA E HÁBITOS ALIMENTARES DE PACIENTES ATENDIDOS NA ONCOPEDIATRIA DO HOSPITAL DO CÂNCER DE CASCAVEL – UOPECCAN: ESTUDO PRELIMINAR

Instituição: Uopeccan, Cascavel
Autores: Eckert RG; Fiori CMCM; Rosa AC; Kreuz G; Melo MIAA.

Objetivos: As crianças e adolescentes em tratamento oncológico estão suscetíveis a alterações significativas do ponto de vista nutricional, tanto em relação ao perfil antropométrico quanto aos hábitos alimentares, em consequência de diversos fatores, dentre eles, os efeitos colaterais da terapia antineoplásica. Diante deste contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o estado nutricional e hábitos alimentares de alguns pacientes atendidos na oncopediatria da Uopeccan, com intuito de coletar dados que possam subsidiar protocolos nutricionais a serem implantados na instituição. Materiais e Métodos: Para a avaliação antropométrica foram aferidos o peso, estatura, prega cutânea triciptal e subescapular, de acordo com o preconizado pelo Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria (2009). Em crianças menores de cinco anos foram avaliados os parâmetros P/I (peso/idade), P/E (peso/estatura), E/I (estatura/idade) e IMC/I (Índice de Massa Corpórea/idade); em crianças de cinco a dez anos incompleto foram avaliados P/I, IMC/I e E/I e, em crianças/adolescentes com idade entre dez e dezenove anos foram utilizados E/I e IMC/I. Para avaliação dos hábitos alimentares utilizou-se um questionário de frequência alimentar, contendo 32 alimentos/preparações que estão presentes na pirâmide alimentar (1º ao 4º nível). Resultados: Foram avaliados 26 pacientes, sendo 11 (42,3%) do gênero feminino e 15 (57,7%) do gênero masculino. Os indivíduos inclusos na pesquisa foram divididos em três grupos, de acordo com os parâmetros recomendados para avaliação nutricional em cada faixa etária. O primeiro grupo (crianças com idade até 5 anos incompleto) era composto por 05 pacientes, com idade média de 2 anos e 3 meses e vários diagnósticos ( L.M.A., tumor de partes moles, L.L.A. e neuroblastoma). Os parâmetros P/I, P/E e IMC/I indicam eutrofia em apenas 2 (40%) indivíduos; os demais (60%) tem diagnóstico de desnutrição grau I. Com relação aos hábitos alimentares, observa-se uma frequência esporádica (1x/mês) no consumo de guloseimas do tipo chocolate, biscoito recheado, salgadinho tipo chips e doces em geral. Alimentos do tipo arroz, feijão, legumes, frutas, carne e leite são aceitos por todos os pacientes diariamente (conforme relato da mãe). O segundo grupo, composto por 9 crianças com idade entre 5 e 10 anos incompleto, com idade média de 7 anos e 5 meses, a maioria com diagnóstico de L.L.A. Nestes indivíduos, já observamos diagnóstico de sobrepeso (11,1%) e obesidade (22,2%) de acordo com os parâmetros analisados (P/I e IMC/I). Todos os indivíduos apresentaram E/I adequada. Com relação aos hábitos alimentares, observou-se que a partir dos sete anos o consumo de alimentos do tipo guloseimas tende a aumentar e, concomitante a isso, nota-se expressiva diminuição do consumo de legumes e frutas (algumas mães relatam que o paciente começa a desenvolver aversão a estes alimentos, não podendo nem vê-los, pois são promotores de náuseas e êmese). Possivelmente, devido a esta alteração dos hábitos alimentares observamos pacientes com diagnóstico de excesso de peso nesta faixa etária. Conclusão: O estudo evidenciou que os pacientes com idade menor que cinco anos apresentam as maiores taxas de desnutrição e, que a partir dos sete anos com a adoção de novos hábitos alimentares, contraditório as recomendações da pirâmide alimentar, os índices de excesso de peso começam a ser observados na população em análise. Unitermos: Avaliação antropométrica, hábitos alimentares, oncologia pediátrica.

PC99 - ÚLCERA POR PRESSÃO E TERAPIA NUTRICIONAL EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR EM PACIENTES COM DÉFICIT DO ESTADO NUTRICIONAL

Instituição: Intensive Care Home Care, Rio de Janeiro
Autores: Abreu CC; Neto P.

Objetivos: Evidenciar a cicatrização de UPP em pacientes com DEN que recebera a TN adequada na oferta de macronutrientes e de micronutrientes, que seja efetiva na recuperação do estado nutricional do paciente e auxilie no processo de regeneração tecidual.Materiais e Métodos: Foram analisados um total de 99 pacientes em ID, no período de julho de 2008 a março de 2009, sendo 51 do sexo masculino e 48 do sexo feminino, com idades entre 61 e 96 anos (idosos) ± 78,5. Do número total de pacientes analisados, 62 encontravam-se eutróficos, 04 encontravam-se com sobrepeso e 34 encontravam-se com DEN. Do número total de pacientes analisados, 39 apresentavam UPP, sendo 24 em estágios III e IV e 15 em estágios I e II. O número total de pacientes em TNO foi de 31 pacientes e foi elaborado planejamento nutricional adequado ao seu GET. Em 09 pacientes, foi acrescentado a dieta hipercalórica, hiperproteica, um suplemento nutricional específico para cicatrização UPP, hiperproteico, acrescido de arginina e com alto teor de micronutirentes relacionados a cicatrização (zinco, selênio, Vit. C, A e E). Outros 21 pacientes utilizaram suplementos nutricionais de fabricantes variados, hipercalóricos, visando a recuperação do estado nutricional. Em pacientes com TNE, que apresentavam DEN e UPP, foram utilizados os seguintes tipos de dietas enterais industrializadas: Resultados: Observou-se que: A. Dos pacientes que apresentavam UPP: Houve melhora significativa da UPP ou seja, migração da fase inflamatória para a fase proliferativa em aproximadamente 3 semanas; 15 pacientes apresentaram recuperação tecidual, ou seja, UPP cicatrizadas; 6 pacientes continuam em internação domiciliar, mantendo UPP, porém em ótima fase de cicatrização; 8 pacientes foram à óbito antes de finalizar o processo de cicatrização; 7 pacientes evoluíram para reinternação hospitalar e, posteriormente, óbito, antes de finalizar o processo de cicatrização; 3 pacientes mudaram de empresa de internação domiciliar. B. Dos pacientes que apresentavam DEN: Observou-se recuperação do estado nutricional, com ganho de peso gradativo a cada mês, observado pela avaliação antropométrica, em um período de 6 meses; 9 pacientes apresentaram recuperação do estado nutricional; 10 pacientes ainda apresentam baixo peso, porém observando-se ganho progressivo a cada mês; 14 pacientes evoluíram para reinternação hospitalar devido a complicações do quadro clínico, evoluindo, posteriormente, para óbito; 1 paciente mudou de empresa de internação domiciliar. Conclusão: A realização de uma triagem nutricional adequada, de um plano terapêutico nutricional adequado e específico para cada caso clínico e de um acompanhamento nutricional contínuo são eficazes não só na recuperação do estado nutricional dos pacientes, como também, no auxílio ao processo de regeneração tecidual. Também podemos afirmar que a oferta nutricional adequada, previne risco de DEN, risco de desenvolvimento de UPP, de maiores complicações durante o processo de ID e de novas reinternações hospitalares. Unitermos: Déficit do estado nutricional, úlcera por pressão, terapia nutricional, terapia nutricional oral, terapia nutricional enteral.

PC100 - ESTADO NUTRICIONAL E HÁBITOS ALIMENTARES DE PACIENTES ATENDIDOS NA ONCOPEDIATRIA DA UOPECCAN VERSUS ADAPTAÇÃO DO CUIDADOR A NOVA ROTINA A PARTIR DO DIAGNÓSTICO DE CÂNCER

Instituição: Uopeccan, Cascavel
Autores: Eckert RG; Fiori CMCM; Rosa AC; Kreuz G; Melo MIAA.

Objetivos: Do ponto de vista psicológico, o câncer é uma doença que afeta toda a estrutura familiar, desorganizando as rotinas e o funcionamento dos papéis sociais de todos os envolvidos, causando ansiedade e dificuldades de adaptação em alguns membros. Em virtude da falta de adaptação ao novo contexto que surge a partir do diagnóstico de câncer, nota-se maior dificuldade para adesão a orientações diversas, dentre elas, novas rotinas quanto à alimentação, que dependendo da conduta pode favorecer o ganho ou perda de peso. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da dificuldade de adaptação do cuidador no estado nutricional e hábitos alimentares do paciente atendido na oncopediatria da UOPECCAN. Materiais e Métodos: Para a avaliação antropométrica foi aferido o peso, estatura, prega cutânea triciptal e subescapular, de acordo com o preconizado pelo Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria (2009). Os hábitos alimentares foram avaliados a partir de um questionário de frequência alimentar, contendo 32 alimentos/preparações que estão presentes na pirâmide alimentar (1º ao 4º nível). A adaptação do cuidador do paciente as novas rotinas a partir do diagnóstico de câncer, foi verificada pelo departamento de psicologia da Uopeccan, utilizando um questionário elaborado para esta finalidade. Ao final da avaliação, a psicóloga responsável pela investigação classificava o cuidador como adaptado ou não ao contexto. Resultados: Foram avaliados 26 pacientes, sendo 11 (42,3%) do gênero feminino e 15 (57,7%) do gênero masculino. Com relação ao estado nutricional, observou-se maior prevalência de desnutrição em pacientes com idade menor que cinco anos (11,5%) e, em adolescentes com diagnóstico de osteosarcoma em tratamento com metotrexato em altas doses (11,5%). Considerando a amostra em sua totalidade, notou-se excesso de peso em 23,1% da amostra, com aumento expressivo a partir dos sete anos. Nesta idade, é nítida a introdução de alimentos do tipo chocolate, frituras, bolacha recheada e balas, de forma mais frequente na dieta dos pacientes (diariamente em 66,5% destes indivíduos e três vezes por semana em 16,6% da mesma população), além da redução do consumo de hortaliças e verduras (segundo relato da maioria dos cuidadores, a ingestão de hortaliças acaba sendo mais difícil do que a ingestão de frutas). A avaliação psicológica para averiguar a adaptação do cuidador do paciente as novas rotinas a partir do diagnóstico, evidenciou que 42,3% dos cuidadores apresentavam sinais do transtorno de ajustamento (não se adaptaram as novas rotinas inerentes ao paciente pediátrico oncológico). Quando se correlacionam os dados de cuidador não adaptado x estado nutricional do paciente, observou-se que 27,3% dos cuidadores não adaptados têm filhos/pacientes em estado nutricional de subnutrição (desnutrição grau I) e o mesmo percentual (27,3%) têm filhos/pacientes com excesso de peso (sobrepeso e obesidade). Conclusão: Apesar do atendimento multiprofissional a pacientes pediátricos em tratamento antineoplásico e seus cuidadores, ainda é expressivo o percentual de cuidadores não adaptados as novas rotinas a partir do diagnóstico de câncer. Conforme se observou nos resultados desta pesquisa, este quadro reduz a adesão a todas as orientações pertinentes a nova fase, dentre elas, informações relativas à nutrição, contribuindo para o déficit e/ou excesso de peso nesta população, devido à adoção de hábitos alimentares errôneos. Unitermos: Oncologia pediátrica, transtornos de ajustamento, avaliação nutricional.

PC101 - ESTUDO DA DEFICÊNCIA DE COBALAMINA NO BINÔMIO EM PERÍODO GESTACIONAL

Instituição: Centro Universitário São Camilo, São Paulo
Autores: Aquino MC;Guertzenstein SCJ.

Objetivos: Estudar as repercussões da deficiência de vitamina B12 durante a gravidez sobre o desenvolvimento fetal e as consequências nutricionais para o binômio. Materiais e Métodos: Estudo realizado por meio de revisão bibliográfica sistematizada de artigos científicos em inglês e português, no período de 1980 a 2008, indexados nas bases de dados eletrônicos Lilacs, Scielo, Medline, de acordo com a lógica booleana (and, or, not) e utilizando as palavras - chave: Deficiência de vitamina B12, Gravidez, Idade gestacional. Resultados: A gestação representa um processo de mudanças marcantes na vida da mulher, já que ocorrem fenômenos inéditos desde a concepção até o nascimento de um novo ser humano. Produz um equilíbrio biológico instável, pois as alterações hormonais que acontecem durante o processo são fontes de mudanças comportamentais, fisiológicas e bioquímicas. Nesta fase, ajustes metabólicos acontecem para proporcionar desenvolvimento fetal normal, onde a nutrição inadequada pode resultar em retardo do crescimento intra-uterino e reduzida resistência a doenças e infecções. Há maior necessidade dos nutrientes básicos, para a manutenção da nutrição e saúde materna e garantia de satisfatório desenvolvimento fetal; e em seguida, sabe-se que a única fonte de nutrientes para o lactente é constituída pelas reservas nutricionais e ingestão alimentar da nutriz. A insuficiente oferta energética da gestante pode levar a competição entre mãe e feto, limitando a disponibilidade dos nutrientes essenciais ao adequado crescimento fetal. Neste aspecto, durante a gestação, as anemias podem representar uma combinação fatal para o binômio. As deficiências mais comuns que acometem a mãe durante a gravidez são as de ácido fólico e de ferro. Todavia, a deficiência da vitamina B12 pré dispõe a gestante ao risco de desenvolver anemia megaloblástica, comprometendo a saúde do feto, como por exemplo, defeito na formação do tubo neural. : A vitamina B12, ou cianocobalamina, faz parte de uma família de compostos denominados genericamente de cobalaminas. É uma vitamina hidrossolúvel, sintetizada exclusivamente por microrganismos e encontrada praticamente em todos os tecidos animais, sendo estocada primeiramente no fígado na forma de adenosilcobalamina. A fonte natural de vitamina B12 na dieta restringe-se a alimentos de origem animal, especialmente leite, carnes e ovos. A absorção dessa vitamina ocorre pela digestão das proteínas de origem animal, sendo liberada e capturada pela haptocorrina, ou também conhecida por transcobalamina ou holo-Hc, uma proteína R produzida na saliva e no estômago. Conclusão: O estado nutricional antes e durante a gravidez tem profundo impacto sobre a vida materna e fetal. Iniciar a gestação com uma condição inadequada de vitamina B12 pode aumentar o risco de DTN e contribuir para um parto prematuro. Além disso, a carência materna de vitamina B12 pode levar ao comprometimento da sua saúde e ao insuficiente armazenamento para o desenvolvimento fetal. Vale ressaltar a importância de estudos mais específicos voltados para esta população, a fim de se conscientizar sobre a importância da suplementação de vitamina B12 como medida profilática. Unitermos: Não informado.

PC102 - SUPLEMENTAÇÃO DE GLUTAMINA EM PACIENTE CRÍTICO - RELATO DE CASO

Instituição: Hospital Minicipal Moyses Deutch – Mboi Mirim, São Paulo
Autores: Beringhs-Bueno LA; Rolfo CD; Lopes E; Santos SE.

Objetivos: Apresentar relato de caso e discutir a intervenção terapêutica nutricional com suplementação de GLU em paciente crítico. Materiais e Métodos: Relato de caso clínico Resultados: M.R.M 30 anos, masculino, com histórico de insuficiência respiratória, alcoolismo e tratamento irregular de tuberculose que recebeu suplementação enteral de GLU. Na admissão apresentava os seguintes parâmetros de SSVV: PA: 161 X 65 mmHg/ P: 145 bpm/ Temp: 36,8ºC/FR:24irpm/Sat: 70%, tendo sido após avaliação inicial do PSA, encaminhado a UTIA, onde apresentou importante desconforto respiratório tendo sido submetido da IOT, na modalidade PSV – FiO2: 40% e Peep: 8, tendo sido extubado com falha aproximadamente 36 horas após. Paciente cursou com difícil desmame da VM, tendo sido submetido a altos parâmetros ventilatórios, chegando a Peep: 12 e FiO2: 60%. Mesmo com a traqueostomia (TQT), cursou com piora radiológica sendo otimizados os antibióticos, passando a receber Meropenem 1g 12x12 horas. Apresentou-se hemodinâmicamente instável, onde iniciou Noradrenalina 10 ml/h (0,15 mcg/kg/min), onde foi realizado contato com a família informando o prognóstico de disfunção múltipla (renal e pulmonar). Apresentou-se assincrônico à VM (peep 12/FiO2: 70%). Avaliado pela Equipe multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) que prescreveu Glutamina 100 g 2 x dia, administração apresentou melhora do padrão respiratório, tendo evoluído para modalidade PSV com Peep 8 e FiO2: 30%. Quatro dias após foi reavaliado pela EMTN que prescreveu glutamina 3 x dia associada com fisioterapia motora em horário intermediário, seguindo em melhora clínica, porém ainda com difícil desmame da VM. Em 26/12/2010 recebeu alta da UTIA, com TQT ocluída e apresentando tosse eficaz, glasgow 15. Permaneceu na Unidade de Clínica Médica, ainda recebendo suporte clínica e glutamina 3 x dia com Fisioterapia associada. Em 08/01/2011 recebeu alta hospitalar. Conclusão: A suplementação enteral de GLU refletiu positivemente no desfecho deste paceinte critico, influeneciando na melhora de seu padraõ respiratório, através de ganho muscular que facilitou o processo de extubação. Estudos tem demontrado que a suplementação de GLU tem efeitos positives na redução de morbidade e mortalidade de pacientes críticos. Neste relato de caso se torna claro que o uso de GLU foi decisivo no sucesso terapêutico. O ganho da musculature respiratória foi importante para acelerar a extubação. É importante enfatizar que em situações onde as rotinas nutricionais são adequadas GLU pode adicionar valor positivo ao tratamento. Unitermos: Paciente crítico, glutamina, terapia nutricional.

PC103 - IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDO FÓLICO NA GRAVIDEZ E AS CONSEQUÊNCIAS DE SUA DEFICIÊNCIA NA FORMAÇÃO DO TUBO NEURAL

Instituição: Hospital Minicipal Moyses Deutch – Mboi Mirim, São Paulo
Autores: Rolfo CD; Beringhs-Bueno LA; Lopes E; Santos SE.

Objetivos: Realizar uma revisão bibliográfica na literatura científica que identifique a importância da suplementação de ácido fólico na gravidez e discutir as consequências da sua deficiência na formação do tubo neural. Materiais e Métodos: Revisão bibliográfica no período de 2005 á 2010 nos bancos de dados do Pub Med/ Medline e Informação em Ciências da Saúde em geral (LILACS-Bases Bireme). Resultados: Defeitos de Fechamento do Tubo Neural (DFTNs) são malformações que ocorrem na fase inicial do desenvolvimento fetal, levando à anencefalia, espinha bífida e encefalocele. Tais defeitos são uma importante causa de morbidade e mortalidade a nível mundial, com uma incidência estimada de mais de 300.000 novos casos por ano e um número aproximado de 41.000 mortes anuais. A relação entre DFTN e ácido fólico, surgiu há mais de 50 anos e tem sido reconhecida por diversos estudos clínicos e experimentais. As principais estratégias adotadas por organizações de saúde para aumentar o consumo de ácido fólico nas gestantes são: promover o consumo de alimentos fonte de ácido fólico, suplementação com polivitamicos e fortificação de alimentos de consumo massivo. Apesar das evidências sobre a eficácia da fortificação de farinhas na prevenção de DFTNs, é importante a promoção do uso da suplementação medicamentosa de ácido fólico como medida de maior efeito na prevenção dessas malformações. Conclusão: Há evidências literárias que suportam a redução de incidência das malformações do tubo neural por meio da suplementação periconcepcional com ácido fólico entre um e três meses antes da concepção até o final do primeiro trimestre de gestação.
Identificou-se pela primeira vez, uma situação na qual um defeito congênito é claramente passível de medidas preventivas. Os fatores associados ao uso de ácido fólico são: nível socioeconômico e educacional, recursos disponíveis aos cuidados de saúde, planejamento da gravidez, idade da mãe e qualidade ambiental. Para diminuir a prevalência de DFTNs, é fundamental a adoção de uma estratégia populacional, onde toda mulher seja orientada por serviços de saúde a ingerirem ácido fólico. A implementação de campanhas de divulgação através da mídia, além da distribuição gratuita de suplementos na rede pública para todas as mulheres em idade fértil, certamente promoveria o uso adequado do ácido fólico na prevenção de malformações congênitas. A forte evidência do efeito protetor do ácido fólico no desenvolvimento do tubo neural tem obrigado autoridades de saúde pública a planejar estratégias preventivas, tais como: fortificação das farinhas com ácido fólico e ferro, estímulo para dieta rica e administração periconcepcional de ácido fólico via oral. Estas medidas têm como obstáculos fatores educacionais e sociais, que constituem um desafio de saúde pública. Unitermos: Ácido fólico, folato, tubo neural, gravidez, suplementação, fortificação, defeitos de fechamento do tubo neural.

PC104 - A NUTRIÇÃO ESTÉTICA E O ESTUDO DA SUA APLICABILIDADE CLÍNICO NUTRICIONAL COM O ENFOQUE TERAPÊUTICO

Instituição: Centro Universitário São Camilo, São Paulo
Autores: Aquino MC; Sousa AM; Sobral CRM.

Objetivos: Conhecer os principais nutrientes envolvidos nas intervenções nutricionais, visando efeitos na prevenção e tratamento da melanose periocular. Materiais e Métodos: É um estudo realizado por meio de revisão bibliográfica sistematizada, baseada em artigos científicos publicados na língua inglesa e portuguesa, datados entre 1969 e 2009, indexados nas bases de dados eletrônicos Lilacs, Scielo e Medline, de acordo com a lógica booleana (and, or,not). Resultados: busca pela estética facial e corporal leva as pessoas a procurarem diversos tratamentos a fim de alcançar os exigentes padrões de beleza, bem como uma aparência física mais jovem, neste contexto a pele merece destaque no que diz respeito aos cuidados dermocosméticos, na prevenção do envelhecimento precoce. Uma das questões atuais que constrangem as pessoas é a melanose periocular conhecida popularmente como “olheiras”, que é caracterizada por um excesso de pigmentação na região palpebral que compromete a aparência do indivíduo do ponto de vista estético, além de inconvenientes psicológicos. A melanose periocular, também conhecida como hiperpigmentação palpebral, apresenta-se por meio do aspecto escurecido da região orbitária e proporciona uma aparência de face cansada, sendo mais susceptível aos efeitos deletérios do processo de envelhecimento cutâneo. A sua etiologia é ainda desconhecida, mas há evidências de tendência hereditária, apesar de não existirem estudos epidemiológicos. A melanose periocular pode ser de causas primárias que incluem a hiperpigmentação da derme por depósitos de melanina, ou pela vascularização superficial visível através da pele palpebral inferior e de causas secundárias que estão associadas com doenças sistêmicas e autoimunes. De modo geral, as alterações na coloração nesta região resultam de um desequilíbrio nas funções cutâneas, relacionados com distúrbios da microcirculação, desorganização do tecido conjuntivo e do tecido adiposo. Sobre essas circunstâncias, as substâncias e atividades antioxidantes, antiinflamatórias, adaptogênicas e lipolíticas podem contribuir para atenuar essas manifestações estéticas decorrentes do processo de envelhecimento acelerado, através do aumento das defesas da pele, protegendo-a do estresse oxidativo gerado principalmente pela exposição à radiação UV. A terapia nutricional baseada na pirâmide alimentar tem o intuito de recuperar o estado nutricional dos pacientes e consequentemente pode amenizar os efeitos da melanose periocular, isto é, a ingestão diária de compostos antioxidantes como: o retinol, ácido ascórbico, tocoferol, licopeno e os micronutrientes: silício e selênio, que são substâncias consideradas “compostos nutrientes”, participam de algum modo da inibição do processo oxidativo e inflamatório, reduzindo as causas pela ação dos radicais livres sobre a pele, além de serem importantes na manutenção da integridade e da resistência dos capilares sanguíneos sob a melanose periocular, previne e recupera os danos celulares minimizando assim os efeitos prejudiciais destes agentes o qual a pele se expõe naturalmente ao longo da vida. Conclusão: Uma alimentação balanceada é mais uma possibilidade de amenizar as causas da melanose periocular juntamente com a medicina estética. É um tema que merece ser pesquisado, a fim de promover a nutrição estética como aliada aos tratamentos convencionais. Unitermos: Não informado.

PC105 - PERFIL SOCIOECONÔMICO, NUTRICIONAL E DE ESTILO DE VIDA DE FUNCIONÁRIOS DA ÁREA DE SAÚDE DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DO RECIFE

Instituição: Departamento de Nutrição - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife
Autores: Trigueiro JG; Ponzi FKAX; Ferreira AGS; Lustosa MF; Farias MMF; Cabral PC.

Objetivos: O objetivo do presente trabalho foi caracterizar o perfil sócio-econômico, nutricional e de estilo de vida dos funcionários da área de saúde de uma universidade pública do Recife. Materiais e Métodos: Estudo transversal, com funcionários da área de saúde de uma instituição de ensino superior da cidade do Recife/PE. Nesse trabalho o estado nutricional foi avaliado utilizando-se o índice de massa corporal (IMC) e a distribuição corporal de gordura através da circunferência da cintura (CC), classificados segundo os pontos de corte da OMS 1995 e 1998, respectivamente. A avaliação do consumo alimentar foi realizada por um questionário de frequência alimentar (QFA). O QFA utilizado neste estudo foi do tipo qualitativo, sendo desenvolvido e validado por Furlan-Viebig e Pastor-Valero (2004) para o estudo de dieta e doenças não transmissíveis. Além dessas informações foram coletados também dados sobre o estilo de vida e sobre o perfil sócio-econômico desses funcionários. A construção do banco de dados e a análise estatística foram realizadas nos programas Epi-info versão 6,04 e SPSS. Resultados: Foram avaliados 217 indivíduos, sendo 51,4% do sexo masculino, com idade média de 42,0 anos ± 12,7. Destes, 35,3% possuíam curso superior e apenas 13,3% não ultrapassavam os limites de 8 anos de estudo. 13,2% da amostra se declararam fumantes e 1,4% referiram consumo diário de bebida alcoólica, com 26,9% consumindo bebidas todo final de semana. Com relação à prática de atividade física, notou-se que 54,8% dos funcionários eram sedentários. Em torno de 60% dos homens e mulheres da amostra foram classificados como excesso de peso, ficando a média na faixa de sobrepeso (25,8 e 26,9 Kg/m2), respectivamente. A média da CC foi de 91,4cm ± 18,4 para os homens e 88,5cm ± 16,2 para as mulheres com 57,1% dos homens e 76,1% das mulheres na faixa de risco elevado. Em relação à frequência de consumo alimentar, percebeu-se que 89,8% dos funcionários referiram consumirem leguminosas diariamente, 66,1% arroz e 63,5% café.
Dentre os alimentos ricos em lipídios, colesterol e açúcar mais consumidos (> 2 a 4 vezes por semana), destacaram-se: carne de boi com gordura aparente (82,4%), refrigerante (80,4%) e doces (77,9%). Conclusão: Os resultados encontrados evidenciam a presença de fatores de risco: excesso de peso, obesidade abdominal, sedentarismo, consumo de álcool, consumo de alimentos ricos em carboidratos simples e gorduras saturadas. Dados que exigem a adoção de medidas de intervenção visando a prevenção primária e secundária das doenças cardiovasculares. Unitermos: Perfil sócio-econômico, perfil nutricional, consumo alimentar, fatores de risco.

PC106 - ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL E QUALIDADE DE VIDA EM PORTADORES DE DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL ATENDIDOS AMBULATORIALMENTE - ESTUDO SÉRIE DE CASOS

Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Autores: Silva RPP; Dias CA; Silva WMA.

Objetivos: Avaliar o acompanhamento nutricional na qualidade de vida de pacientes com Doença Inflamatória Intestinal (DII) atendidos ambulatorialmente. Materiais e Métodos: Estudo tipo coorte realizado com 12 pacientes de ambos os sexos, portadores de DII no ambulatório de Nutrição em Gastroenterologia do HC/UFPE. Os pacientes foram avaliados na primeira consulta, e após dois meses de acompanhamento nutricional, que se constituiu por identificar os erros alimentares, alterações do trato gastrointestinal e déficit ou excesso de peso, bem como orientações dietéticas a fim de minimizar e/ou recuperar o estado nutricional, aliviar os sintomas e adotar uma alimentação saudável. Para avaliação da qualidade de vida dos pacientes foi utilizado o questionário “Inflammatory Bowel Desease Questionnaire (IBDQ)” validado e traduzido para o português, útil para avaliação de qualidade de vida de pacientes brasileiros com DII. Este contém trinta e duas perguntas de múltipla escolha direcionadas que avaliam os aspectos intestinais, sistêmicos, emocionais e sociais dos indivíduos. As comparações estatísticas foram realizadas pelo programa Sigma Stat versão 3.1. Resultados: A idade média foi de 44,9±13,31 anos, oito pacientes apresentaram diagnóstico de RCUI. A qualidade de vida dos pacientes, analisada pelo IBDQ, apresentou diferença significativa (p=0,002), caracterizando melhora da qualidade de vida dos portadores de DII após o acompanhamento nutricional em todos os domínios. Os sintomas intestinais e os aspectos emocionais apresentaram maior elevação após acompanhamento quando comparados aos sintomas sistêmicos e os aspectos sociais. Conclusão: A qualidade de vida dos indivíduos com DII tem sido afetada pela doença crônica, com tendência à melhora após período de acompanhamento nutricional, mostrando dessa forma, a relevância do nutricionista para o alívio dos sintomas, além de recuperar e/ou manter o estado nutricional. Unitermos: Doença inflamatória intestinal, acompanhamento nutricional, qualidade de vida.

PC107 - ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL DE UMA GESTANTE COM NEOPLASIA ENDÓCRINA MÚLTIPLA

Instituição: Universidade de Fortaleza, Fortaleza
Autores: Nobre RG; Meireles AVP; Limaverde PT; Nascimento SL; Pinto MS; Lima LP.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi acompanhar e conhecer o desenvolvimento da gestação em caso de neoplasia endócrina múltipla tipo 1 e as suas implicações nutricionais. Materiais e Métodos: Para a coleta de dados, utilizaram-se informações de prontuário, Cartão da Gestante, Declaração de Nascido Vivo e relatos da própria paciente. Para a avaliação antropométrica utilizou-se balança previamente calibrada com antropômetro acoplado. Resultados: A paciente estudada foi R.C.C.A, 27 anos, procedente de Aquiraz, Ceará, casada, com escolaridade de 8 a 11 anos, dona de casa, com historia familiar de neoplasia. A história obstétrica mostrou duas gestações, dois partos e nenhum aborto. Em 2009, a paciente foi diagnosticada com Neoplasia endócrina múltipla do tipo 1 obtendo acompanhamento médico desde então. Ao final da gestação foi internada na Maternidade Escola, para observação e resolução, sendo submetida a parto cesárea a termo (37 a 41 semanas). O feto nasceu com peso normal de 3090g, sexo masculino, com índice Apgar de primeiro e quinto minuto igual a 9. A avaliação antropométrica revelou diagnóstico nutricional pré-gravídico de sobrepeso (IMC = 28,30kg/m2), e o mesmo diagnóstico com 40 semanas de gestação (29,39kg/m2). O ganho de peso apresentado durante a gestação foi de 2,6kg, sendo abaixo do recomendado para o seu IMC pré-gravídico. A anamnese alimentar realizada revelou que a paciente aumentou a quantidade de alimentos ingeridos durante a gestação, com seu recordatório habitual apresentando valor calórico de 2065,94kcal/dia, com fracionamento inadequado e deficiência em todos os micronutrientes analisados. O gasto energético total diário calculado foi de 2381,21kcal/dia e de proteína foi de 74,8g/dia. Considerando-se que não existe literatura referente ao cuidado nutricional de NEM tipo 1 em gestante, e ainda que a paciente apresentava-se no momento da internação assintomática, não relatou perda de peso ou outro sintoma, nem mesmo o uso de algum medicamento ou quimioterapia, adotou-se a conduta para gestante normal. A paciente deixou o hospital após quatro dias de internação, em condições clinicas adequadas, sendo orientada quanto a sua alimentação enquanto nutriz. O gasto energético total recalculado foi de 2259,21 kcal/dia. Conclusão: Observou-se através do presente estudo de caso, que o cuidado nutricional da paciente gestante com NEM tipo 1 enquanto permaneceu na Maternidade foi satisfatório e atendeu suas necessidades nutricionais de acordo com seu quadro clínico. Unitermos: Gestação, acompanhamento nutricional, neoplasia endócrina.

PC108 - SÍNDROME DE MARFAN NA GESTAÇÃO E SUAS REPERCUSSÕES NUTRICIONAIS: ESTUDO DE CASO

Instituição: Universidade de Fortaleza, Fortaleza
Autores: Nobre RG; Meireles AVP; Limaverde PT; Nascimento SL; Pinto MS; Lima LP.

Objetivos: O objetivo do presente estudo foi acompanhar e conhecer o desenvolvimento da síndrome de Marfan na gestação e as suas implicações nutricionais. Materiais e Métodos: Para a coleta de dados, utilizou-se informações de prontuários, Cartão da Gestante, Declaração de Nascido Vivo e relatos da própria paciente. Para a avaliação antropométrica utilizou-se balança previamente calibrada com antropômetro acoplado. Resultados: A paciente estudada foi M. A. M., 24 anos, procedente de Fortaleza, Ceará, casada, recepcionista, com escolaridade maior que 12 anos de estudo, sem antecedentes familiares de patologias e com história pessoal de Síndrome de Marfan, desde 2005. A história obstétrica mostrou uma gestação, um parto e nenhum aborto. Com a gestação, passou a apresentar dispneia aos mínimos esforços e, às vezes, em repouso, sendo encaminhada para a Maternidade Escola Assis Chateaubriand, para a resolução da gestação devido a estar em risco de complicações. Foi submetida a parto cesárea a termo (37 a 41 semanas), recebendo alta após oito dias de internamento. O feto nasceu com peso normal 3100g, índice Apgar igual a nove no primeiro e quinto minutos, sem apresentar anormalidades cromossômicas visíveis ao exame clínico ao nascer. Na avaliação antropométrica, a paciente apresentou IMC pré-gravídico de 19,84kg/m2, indicando eutrofia, e IMC de 23,24kg/m2 com 37 semanas e 6 dias, indicando baixo peso. O ganho de peso total apresentado durante a gestação foi de 9,6kg, sendo abaixo do recomendado para o seu IMC pré-gravídico. Exames bioquímicos realizados mostraram valores normais. O exame Eco Bi-dimensional com Doppler realizado mostrou função cardíaca preservada e dilatação moderada da aorta (10mm). A anamnese alimentar mostrou que a paciente sentiu sintomas gástricos comuns da gestação como náusea, azia, má digestão, refluxo gastroesofágico, relatando que, porém não realizou mudanças maiores na alimentação. A análise do recordatório habitual revelou valor calórico de 2540,86 kcal/dia, com adequada distribuição de macro e micronutrientes, porém fracionamento inadequado. O gasto energético calculado considerando a semana gestacional foi de 2384kcal/dia e proteínas de 61,6g/dia, sendo considerada a distribuição de macro e micronutrientes recomendada para a gestante normal. A paciente deixou o hospital após oito dias de internação, em condições clínicas adequadas, sendo orientada quanto a sua alimentação enquanto nutriz. Conclusão: Observou-se através do presente estudo de caso, que o cuidado nutricional da paciente gestante com síndrome de Marfan é semelhante ao da gestante normal, tendo em vista que não existe na literatura vigente uma conduta especifica para esse tipo de caso. Unitermos: Síndrome de marfan, gestação, repercussões nutricionais.

PC109 - A IMPORTÂNCIA DO MANIPULADOR DE ALIMENTOS COMO FERRAMENTA PARA GESTÃO DE QUALIDADE NAS CASAS DE RECEPÇÃO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA - PB

Instituição: Universidade Federal da Paraíba - Campus IV, Mamanguape
Autores: Paulino GC.; Sousa PPR.; Madruga LCF; Lucena DWA.

Objetivos: Verificar a importância do Manipulador de Alimentos como ferramenta na Gestão de Qualidade do serviço de Alimentos e Bebidas nos estabelecimentos de recepção de eventos do município de João Pessoa - PB. Materiais e Métodos: A pesquisa de caráter observatório foi realizada no município de João Pessoa - PB e obteve a participação de sete casas de recepção de eventos, para coleta de dados foi utilizado o check-list da Resolução 216 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), de 15 de Setembro de 2004, composto por 12 questões relativas ao: Controle de Saúde dos Manipuladores; Asseio Pessoal; Dependências e Instalações para os Manipuladores; Presença de Procedimentos Operacionais Padronizados (POP’s) para auxilio dos Manipuladores; Exigência com os mesmos sobre a utilização de Adornos e Objetos pessoais; Treinamentos e Supervisão dos Manipuladores e Condições para Visitantes a Área de Preparação. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os indicadores para garantia da qualidade do alimento pode ser caracterizada quando o valor de adequação dos itens avaliados pelo check-list atinge o percentual de 100% a 51% dos pontos avaliados, dessa forma subentende-se que o estabelecimento de comercialização de produtos alimentícios possui a preocupação com a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos oferecidos aos consumidores. Resultados: Entre os estabelecimentos visitados, os que atingiram os resultados considerado seguro, segundo a ANVISA foram os estabelecimentos 2, com índice de 91,66% de Adequação, e o estabelecimento 7, com 83,33% de Adequação, revelando que ambas as empresas de recepção de eventos possuem uma estrutura adequada para receber os serviços de alimentos e bebidas com um grau de segurança alimentar considerado com o que é exigido pela ANVISA. Nos dois estabelecimentos foi perceptível a presença dos Procedimentos Operacionais Padronizados com relação ao asseio pessoal dos manipuladores, bem como com o cuidado com a higienização dos materiais utilizados na empresa, o que auxilia aos manipuladores como uma forma de minimizar os riscos de contaminação alimentar. Os POP’s tratam-se de um plano composto por oito pontos de monitoramento para prevenir contaminação direta ou indireta dos produtos alimentícios (BRASIL, 2002). Foi examinado que os POP’s implantados nestas empresas foram elaborados e aplicados junto com um profissional treinado para aplicar e executar o mesmo. “Boas Práticas: procedimentos que devem ser adotados por serviços de alimentação a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária e a conformidade dos alimentos com a legislação sanitária.” (Resolução ANVISA RDC nº 216/ 2004). Conclusão: De uma maneira geral esta pesquisa apresentou resultados considerados satisfatórios para a produção de alimentos, porém foi revelado que em alguns dos estabelecimentos os manipuladores desconhecem a norma de Boas Práticas de Fabricação por completo, o que é preocupante, pois a falta de conhecimento destas normas pode ser um dos principais casos de contaminação alimentar para o consumidor final. Unitermos: Manipulador de alimentos, boas práticas de fabricação, qualidade higiênico-sanitária.

PC110 - EFEITOS BIOQUÍMICOS DO COGUMELO AGARICUS SYLVATICUS - UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Instituição: Universidade de Brasília (UNB), Brasília
Autores: Batista FR; Marques VM; Novaes MRCG.

Objetivos: Realizar uma revisão sistemática da literatura sobre os efeitos bioquímicos induzidos pelo cogumelo comestível, Agaricus sylvaticus, em diferentes contextos clínicos. Materiais e Métodos: Foram selecionados artigos publicados no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2010 nas bases de dados Pubmed, Medline, Scielo, Lilacs e Cochrane Library, no idioma inglês e português. Foram excluídos os artigos que não abordavam em seu conteúdo sobre o fungo Agaricus sylvaticus e unicamente os estudos experimentais com animais e humanos que expunham sobre alterações bioquímicas foram tabelados. Resultados: Os resultados encontrados através desta revisão indicam que o cogumelo Agaricus sylvaticus possui substâncias bioativas benéficas capazes de interferir bioquimicamente em situações de enfermidade e sua utilização tem se mostrado segura. Conclusão: Ainda há um número muito limitado de trabalhos publicados com o cogumelo A. sylvaticus, mais estudos, com metodologia bem controlada, precisam ser conduzidos na área oncológica e em outras situações clínicas mostrando os reais benefícios que podem ser encontrados com a utilização deste nutracêutico. Unitermos: Cogumelos medicinais, agaricus sylvaticus, agaricus.
PC111 - YACON (SMALLANTHUS SONCHIFOLIUS): NO DIABETES MELLITUS E NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal
Autores: Albuquerque EN; Rolim PM.

Objetivos: Avaliar as potencialidades do yacon (Smallanthus sonchifolius) na patologia do diabetes melitus e suas aplicações na indústria de alimentos. Materiais e Métodos: Foi realizada uma pesquisa do tipo bibliográfica exploratória, por meio de revisão da literatura, sem restrição de datas, em bases de dados como Scielo, Pub Med, Bireme, Medline, buscando revistas científicas nacionais e internacionais, com a utilização dos seguintes descritores: yacon e diabetes, yacon e glicemia, frutanos, inulina, FOS, prebióticos. Também foram pesquisados livros acadêmicos da área de alimentos e nutrição. Resultados: Por meio da pesquisa sistemática em livros e em bases de dados científicas (internet), foram encontrados 59 referencias científicas que abordaram a relação existente entre yacon e diabetes e a elaboração de produtos com esse tubérculo. Atualmente o aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis tem comumente se associado com o tipo de alimentação. Dentre essas doenças, destaca-se o Diabetes Mellitus (DM), doença crônica, grave, de evolução lenta e progressiva, que acomete pessoas em todo mundo, necessitando de tratamento intensivo e orientação médica e nutricional adequada. Pesquisas recentes vêm estudando substâncias contidas nos alimentos que apresentem benefícios à saúde, objetivando a prevenção de doenças e a melhoria na qualidade de vida da população. O yacon (Smallanthus sonchifolius), conhecido pelo seu conteúdo de frutanos, inulina e frutooligossacarídeos (FOS), reconhecidamente prebióticos, é uma raiz tuberosa de origem andina, que nos últimos anos tem sido cultivado por vários países do mundo, inclusive no Brasil. Possui sabor levemente adocicado. Estes componentes bioativos apresentam ação semelhante as fibras solúveis, além de outras funções fisiológicas, tais como: diminuição da glicemia pós-prandial, redução do índice (IG) e carga glicêmica (CG) e aumento da absorção de alguns minerais, como o cálcio e magnésio. Um dos fatores que justificam o desenvolvimento de novos produtos destinados a pacientes diabéticos, utilizando o yacon como alternativa de substituição ao açúcar, é o fato de que os frutanos não necessitam de insulina para seu metabolismo. Estudos “in vivo” e “in vitro” utilizando o yacon “in natura” e farinha de yacon em diversos alimentos como pães e bolos, obtiveram resultados satisfatórios quanto as características sensoriais e físico-químicas, além de agregar valor nutricional, pelo aumento do teor de fibras e proporcionar propriedades funcionais, ao diminuir IG e CG, e gerar efeitos prebióticos. Conclusão: O yacon, rico em inulina e FOS, está sendo cada vez mais estudado e aplicado na tecnologia de alimentos, utilizando esses frutanos como substitutos de gordura e açúcar, respectivamente. Neste sentido, estes compostos bioativos são promissores na aplicação clínica, pois além melhorar a saúde intestinal, somam benefícios funcionais em indivíduos portadores de DM, como o aumento da ingestão de fibras, redução da resposta glicêmica e diminuição do IG e CG. Unitermos: Diabetes, yacon, inulina, frutoligossacarídeos.

PC112 - CONDUTA DIETOTERÁPICA NA MIASTENIA GRAVIS JUVENIL: RELATO DE CASO

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande
Autores: Almeida AM; Contini LJ; Soares MD.

Objetivos: Relatar a conduta dietoterápica e os resultados obtidos à um adolescente portador de MGJ. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo, do tipo relato de caso, realizado na clínica médica de um hospital universitário, no período de um mês. As informações sobre o caso foram colhidas com o paciente e, em seu prontuário, pela nutricionista residente. Resultados: A.S.D., 14 anos, sexo feminino, com histórico prévio de diminuição da ingesta alimentar devido a disfagia orofaríngea grave e perda de peso ponderal acentuada (23 kg em 4 meses), necessitando da introdução de alimentação via sonda nasoenteral. No início do tratamento a família mostrou resistência em aceitar a exclusividade da nutrição enteral, oferencendo alimentos por via oral mesmo estando contra indicado pela fonaudióloga. Os dados antropométricos iniciais revelaram: peso de 35,3 kg, circunferência muscular do braço (CMB) de 14,8 cm2 e dobra cutânea triciptal (DCT) de 4 mm com diagnóstico nutricional de desnutrição grave. A caloria inicial proposta foi de 1412 Kcal/dia (40 Kcal/Kg/dia) e 1,5g proteínas/kg/dia (60 g/dia). Após 15 dias conseguiu-se evoluir até 1632 Kcal/dia (43 Kcal/Kg/dia) e 1,8g proteínas/kg/dia (69 g/dia), pois durante esse período a paciente apresentou baixa tolerância ao volume de dieta com vômitos, diarreia e distensão abdominal. Com essa prescrição dietética mantida, após um mês, o peso evoluiu para 38 kg, CMB de 15,1 cm2 e DCT de 6 mm configurando ganho de peso e de massa magra. Conclusão: A implementação da nutrição enteral com o aporte calórico/proteico adequado foi decisivo para incrementar o estado nutricional, bem como para sua evolução clínica positiva. A conscientização da importância da nutrição adequada, durante a crise miastênica, é ponto fundamental para melhora da qualidade de vida destes pacientes. Unitermos: Miastenia gravis, nutrição enteral, avaliação nutricional.

PC113 - PAPEL DO NUTRICIONISTA COMPONDO A EQUIPE EM UM PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande
Autores: Contini LJ; Almeida AM; Soares MD.

Objetivos: Relatar a experiência de nutricionistas da equipe de RMS em um Hospital Universitário 100% SUS, em Campo Grande/MS. Materiais e Métodos: Durante o ano de 2010, fez-se um estudo descritivo acerca das atividades desenvolvidas pelas duas nutricionistas residentes da RMS. O lócus de prática das mesmas eram: Clínica Médica, Clínica de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Emergência do Pronto Atendimento. Resultados: A seleção dos pacientes é feita após triagem pela equipe de residentes identificando os de maior vulnerabilidade. Em seguida, as nutricionistas realizam a avaliação do estado nutricional, com adequação da dieta de acordo com as necessidades de cada paciente. O acompanhamento é realizado em equipe, durante todo o período de internação, com visitas diárias ao leito, reuniões para traçar o projeto terapêutico do paciente e apresentação semanal dos estudos de casos, com a presença de preceptores e tutores. No momento da alta hospitalar é feita a contra-referência às Unidades Básicas de Saúde, bem como orientações nutricionais específicas ao caso. Conclusão: A terapia nutricional é reconhecida pela equipe como um tratamento clínico que prove ao paciente os nutrientes necessários da forma mais adequada às condições biopsicossociais, permitindo melhores resultados no restabelecimento da saúde, com melhor prognóstico e resposta clínica. Nota-se que a interação do nutricionista com outros profissionais tornou mais efetiva as ações que buscam a melhora da saúde, valorizando-o na produção de cuidados. Unitermos: Equipe de assistência ao paciente, sistema única de saúde, nutricionista.

PC114 - ADEQUAÇÃO DO PROTOCOLO DE DIARREIA EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DE PACIENTES HOSPITALIZADOS EM CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA – ADULTOS

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo
Autores: Moraes JR; Shima M; Santos KFF; Ferraz LJR; Gil MF; Piovacari SMF.

Objetivos: Revisão e atualização do protocolo de diarreia em TNE para assegurar padronização de conduta e manejo adequados, garantindo oferta adequada das necessidades nutricionais de pacientes em TNE. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, baseado em revisão bibliográfica, com levantamento das causas de interrupção ou redução da dieta enteral em pacientes com diarreia, abordados entre equipe médica, de enfermagem, farmácia e nutrição, do Grupo de Terapia Nutricional do Centro de Terapia Intensiva - Adultos (CTI-A). Resultados: Elaboração de um algoritmo (protocolo de investigação e manejo da diarreia), que permite elencar ações intervencionistas prévias à redução ou interrupção da TNE (definição diarreia, avaliar forma de administração da nutrição enteral, fórmula enteral, osmolaridade e introdução de fibras solúveis, checar medicações, verificar suspensão ou substituição de antibióticos, coleta de exames para pesquisa de Clostridium difficille e leucócitos fecais e, exames de coproculturas, colonoscopia, indicação de probióticos, antidiarreicos, que cursando sem melhora, realizar pausa enteral por 4 horas, redução de volume em 50% e, posterior investigação para desabsorção e indicação para Nutrição Parenteral Total). A identificação das principais causas para interrupção ou redução da dieta enteral em pacientes com diarreia, deram-se pela falta de consenso para definição do número de evacuações e consistência das fezes que definem a diarreia, desconhecimento da equipe das estratégias para investigação de fatores comumente relacionados com a ocorrência de diarreia que não à TNE, dentre eles desnutrição, hipoalbuminemia, infecção, antibioticoterapia, drogas dentre estas laxantes, procinéticos, antagonista H2, bloqueadores bomba H+, medicações com sorbitol,magnésio entre outros. Conclusão: Realizou-se divulgação e treinamento para a equipe multiprofissional, seguido da implantação da adequação do protocolo no Centro de Terapia Intensiva - Adulto (CTI-A). Este trabalho permitiu identificar a importância da continuidade do trabalho educacional e integração da equipe interdisciplinar na atualização de protocolos visando segurança ao paciente e seguimento das recomendações conforme consenso e diretrizes de terapia nutricional enteral. Unitermos: Diarreia, terapia nutricional, pacientes graves.

PC115 - CONTROLE DA DIARREIA EM PACIENTES COM NUTRIÇÃO ENTERAL INTEMITENTE NA TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Nutrir- Prestadora de Serviços Médicos - Belém- PA, Belém
Autores: Ribeiro TNB; Pantoja MS; Santos GCP; Haidée M.

Objetivos: Implantar um protocolo, elaborado pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN), para controlar e reduzir a incidência de diarreia em pacientes com uso de Nutrição Enteral (NE) intermitente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Materiais e Métodos: Estudo prospectivo, com 18 pacientes em uso de nutrição enteral intermitente internados em UTI, no período de 35 dias. O conceito utilizado para definir diarreia, foi de 3 ou mais episódios de evacuações liquidas em 24 horas. O protocolo elaborado é composto por 4 fases: 1- Uso preventivo de probiótico no início da NE; 2- Probiótico, medicações redutoras da peristalse intestinal e revisão das demais medicações utilizadas no tratamento intensivo; 3- Permanência da fase 2 e modificação da dieta para semielementar com redução do volume prescrito; 4 - Suspensão da NE, com o início da nutrição parenteral. Resultados: Dos pacientes estudados, a maioria foi do sexo masculino (61,1%), com idade média de 71,1 anos, em uso de nutrição enteral no período médio de 15,4 dias. A fase 1 do protocolo foi aplicada em todos os pacientes, porém houveram 6 (33,3%) dos pacientes que desenvolveram diarreia, sendo necessária a aplicação da fase 2 e 3 do protocolo, que resultou na normalização da função intestinal de todos os pacientes, dentro do período médio de 4,1 dias. Não foi necessária a aplicação da fase 4. Conclusão: As Fases 1, 2 e 3 foram eficazes para a prevenção e controle da diarreia em pacientes internados na terapia intensiva com NE intermitente. Mais estudos são necessários para evidenciarmos a eficácia da aplicação desta rotina. Contudo este trabalho enfatiza a importância de todos os fatores que influenciam na função intestinal adequada, não limitando apenas a dieta prescrita e o tipo de infusão aplicada.
Unitermos: Nutrição enteral, diarreia, protocolo

PC116 - UMA ABORDAGEM ESPECIAL NO PACIENTE COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA EM VENTILAÇÃO MECÂNCA: RELATO DE CASO

Instituição: Santa Casa de Misericórdia da Bahia - HSI - SENEP, Salvador
Autores: Moreira PS; Silva IC; Ribeiro ACF; Lins LL; Menezes ITA; Freire ANM.

Objetivos: O objetivo deste relato é discorrer sobre a evolução da dieta oral, de forma segura, no paciente portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.) em ventilação mecânica, além de demonstrar o impacto dessa doença no estado nutricional. Materiais e Métodos: Paciente M.H.R.A., sexo masculino, 67 anos, admitido na UTI Clínica do Hospital Santa Izabel da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, em outubro de 2010, com história de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, perda ponderal de 20kg em 6 meses e insuficiência respiratória aguda, suspeitando-se de Esclerose Lateral Amiotrófica. Na admissão, foram necessárias sedação por 48 horas e intubação orotraqueal, sendo confeccionada a traqueostomia no 8º dia de internamento. Desde então, o paciente manteve-se permanentemente em ventilação mecânica via traqueostomia. A avaliação nutricional foi realizada a partir de métodos objetivos como antropometria, exames bioquímicos e bioimpedância elétrica, além dos subjetivos como Avaliação Subjetiva Global (ASG) e exame físico. A avaliação fonoaudiológica foi realizada através do Blue Dye Test, como procedimento para testes de deglutição. Resultados: Na admissão, a ASG revelou desnutrição grave, com perda severa de 28% do peso em cerca de 6 meses. Segundo dados antropométricos: IMC 15,8kg/m², CB 23cm (depleção moderada) e PCT 14mm (depleção moderada), bem como a bioimpedância elétrica tetrapolar sinalizou 46% de massa magra (23,7Kg), ratificando-se a perda significativa de massa muscular e tecido adiposo. Em relação aos exames bioquímicos, observou-se hipoalbuminemia moderada (2,9g/dL). O exame físico demonstrou depleção generalizada da musculatura. Foi instituída terapia nutricional enteral exclusiva nas primeiras 24 horas da admissão e a oferta calórico-proteica estimada foi atingida em 72 horas, sendo realizada a gastrostomia após 76 dias em uso de sonda nasoenteral. A avaliação fonoaudiológica foi solicitada no 90° dia de internamento para teste de deglutição e definição de conduta quanto à introdução de dieta oral. Após sessões diárias de acompanhamento foi iniciado estímulo oral semilíquido no 5° dia de fonoterapia. No 8º dia foi liberada a consistência pastosa e no 25º dia, sólidos macios e líquidos. O Blue Dye Test foi realizado sistematicamente 01 vez por semana para gerenciar deglutição e sinais sugestivos de broncoaspiração. Diante da introdução da dieta pastosa, o paciente manteve-se com nutrição enteral noturna complementar, via gastrostomia, sendo cerca de 70% da necessidade calórico-proteica do paciente ofertada por via oral. Conclusão: O direcionamento do tratamento deve proporcionar melhoria tanto na saúde física, quanto psicológica. A introdução segura da dieta oral no indivíduo com E.L.A. em ventilação mecânica, nem sempre é possível e visa melhorar a qualidade de vida do paciente, uma vez que a alimentação é considerada uma fonte inquestionável de prazer. Dessa forma, o acompanhamento multidisciplinar permite o estabelecimento de metas de reabilitação e a intervenção precoce nesta população. Unitermos: Esclerose lateral amiotrófica, desnutrição, alimentação oral.

PC117 - AVALIAÇÃO DA ADESÃO DE UMA PARTICIPANTE COM SOBREPESO A UM PROGRAMA DE REEDUCAÇÃO ALIMENTAR: UM ESTUDO DE CASO

Instituição: Centro Universitário Plínio Leite, Niterói
Autores: Arraes PG; Souza JAS; Letícia HR; Silva W.

Objetivos: Descrever a trajetória nutricional, por um período de cinco meses, de uma mulher participante de um projeto multidisciplinar destinado ao público feminino com sobrepeso. Materiais e Métodos: Mulher ELP, 55 anos, sedentária, considerada segundo o Índice de Massa Corporal (IMC) com sobrepeso, iniciou participação em um projeto para perda de peso destinado ao público feminino. No início do acompanhamento foram observados os seguintes dados: valor energético total (VET) ingerido (com base em recordatório de 24h) aproximava-se a 110% da recomendação perfazendo um total de 34 Kcal/Kg peso/dia, distribuídas de forma inadequada visto que a refeição jantar correspondeu a 54% do VET diário enquanto o almoço, 19%. Quanto aos macronutrientes, 38 % do VET era composto por lipídeos em detrimento da ingestão de carboidratos que se mostrou baixa, 44% do VET. Em relação aos micronutrientes, somente foram atingidas as recomendações de ferro, zinco e selênio. Todas as vitaminas não tiveram suas recomendações atingidas, chamando atenção o consumo de cálcio, vitamina C e Vitamina D que estava abaixo de 50% do recomendado (11, 30, 07% respectivamente). Resultados: Após vinte encontros semanais onde se discutiu reeducação alimentar, a importância da prática de atividade física e questões psicológicas em relação ao ato de comer foi possível observar os seguintes resultados: o VET ingerido passou a ser de 89 % ( 29 Kcal/ Kg peso/dia) melhor distribuídos entre as refeições, visto que o jantar não mais agrupou o maior percentual calórico ingerido, passando a ser: 34 % do VET ingerido na refeição almoço enquanto 32% no jantar. A ingestão de lipídeo foi reduzida a 20% do VET e a de carboidrato passou a ser de 60%. Embora tenha se conseguido resultados positivos em relação ao VET e percentuais de refeição, não foi relatado o alcance da recomendação de vitaminas e minerais, porém foi possível observar melhoras em relação à ingestão de vitamina A, C e Cálcio que tiveram um aumento médio de 50% na ingestão. Com a conscientização sobre a importância da diminuição no consumo de sódio e início da prática de atividade física, houve uma redução de 42% do consumo deste mineral e adesão a uma atividade desportiva. Todas estas mudanças comportamentais e alimentares resultaram em uma perda de 6,4% de peso corporal refletido em um IMC de 25,7, próximo à eutrofia. Conclusão: A atividade em grupo para discussão de temas relacionados à alimentação surtiu efeitos positivos que puderam ser vistos na perda ponderal e na mudança de hábito alimentar, porém o trabalho deve ser continuado para que seja obtido maior êxito na cobertura da recomendação de micronutrientes e na perda de peso, que constituem conhecidos desafios do profissional nutricionista. Unitermos: Sobrepeso, perda ponderal, reeducação alimentar.

PC118 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES APÓS TRATAMENTO ONCOLÓGICO EM UM HOSPITAL PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Instituição: Serviço de Onco-hematologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, São Paulo
Autores: Oliveira VC; Nabarrete JM; Viani KHC; Golanda D; Heitzmann NF; Borguezan S.

Objetivos: Verificar o estado nutricional e aspectos relacionados à nutrição em pacientes após término do tratamento oncológico. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal, com análise do prontuário de 20 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 7 e 27 anos, em acompanhamento ambulatorial após término do tratamento de diversos tipos de câncer em um hospital público do município de São Paulo. Foram inclusos na pesquisa todos os pacientes atendidos no ambulatório de Nutrição durante o período de Julho a Novembro de 2010. Através do prontuário coletaram-se dados sobre os aspectos nutricionais do paciente, presença de comorbidades, diagnóstico médico e nutricional, tipo de tratamento utilizado e peso, estatura corporal e Índice de Massa Corporal (IMC) atual. Para a avaliação nutricional dos pacientes até 19 anos e 11 meses, utilizou-se o indicador IMC/idade, expresso em unidades de desvio-padrão (escore z) relativamente ao padrão antropométrico de referência da OMS 2007. Os indivíduos adultos foram avaliados através do IMC e classificados de acordo com os critérios da OMS 1997. Resultados: Foram registrados nove tipos de doenças neoplásicas, sendo a Leucemia a mais comum. Em relação às comorbidades presentes nos pacientes, a condição mais frequente encontrada foi a dislipidemia com 13 casos, seguida da obesidade verificada em 11 pacientes. A quimioterapia e a radioterapia foram relatadas no tratamento de 16 e 12 pacientes, respectivamente. Foram feitas cirurgias em 9 indivíduos, e em apenas 1 foi realizado o transplante de medula óssea. Em relação ao estado nutricional das crianças e dos adolescentes, observou-se que 63,7% dos pacientes receberam classificação de obesidade e 18,2%, de sobrepeso. A classificação nutricional dos adultos não diferiu da encontrada no primeiro grupo, sendo que somente 1 paciente apresentou eutrofia. A maioria dos indivíduos (80%) não apresentaram constipação. O consumo de água ingerido pelos pacientes foi baixo, sendo que apenas 25% tinham um consumo maior que dois litros por dia. Em relação a atividade física, a maioria dos indivíduos era praticante (65%). Conclusão: O tratamento de neoplasias malignas em crianças pode acarretar um excesso de peso entre os sobreviventes. Torna-se necessário estabelecer uma rotina de acompanhamento nutricional com avaliação nutricional após o término do tratamento de todos os pacientes de uma unidade de oncologia pediátrica. Unitermos: Avaliação nutricional, câncer pediátrico, pós tratamento oncológico, aspectos nutricionais, ambulatório fora de terapia.

PC119 - PERFIL NUTRICIONAL E AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE MACRONUTRIENTES EM PACIENTES PORTADORES DE CÂNCER DE MAMA ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO DO CENTRO REGIONAL INTEGRADO DE ONCOLOGIA EM FORTALEZA - CE

Instituição: Universidade de Fortaleza, Fortaleza
Autores: Oliveira Filho RS; Coelho MAM; Coelho LM; Nascimento ACF.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional e o consumo alimentar em portadores de câncer de mama confrontando com as recomendações obtidas na literatura. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal, retrospectivo, e quantitativo, no qual foram analisados 26 protocolos de avaliação nutricional de pacientes diagnosticados com câncer de mama, em tratamento quimioterápico, atendidos no ambulatório de nutrição no período de fevereiro de 2010 a novembro de 2010. Foram utilizadas as váriaves: sexo, idade, Indice de massa corporal (IMC) e recordatório alimentar habitual de 24 horas. Resultados: Dos pacientes avaliados, todos eram adultos e do sexo feminino com a média de idade igual a 52,15 anos. De acordo com o IMC 3,84% (n=1) estavam desnutridos; 26,92% (n=7) eutróficos; 53,84% (n=14) sobrepeso; 7,70% (n= 2) obesidade II e 7,70% (n=2) obesidade grau II, sendo a média do IMC de 26,49kg\\m² classificada como sobrepeso. Segundo o recordatório alimentar habitual de 24 horas: a média de energia consumida foi 19,11 kcal\\kg\\dia estando abaixo das recomendações mínimas (20Kcal\\Kg\\dia) estabelecidas pelo INCA (2009); proteína 1,06g\\kg\\dia apresentando-se abaixo da ingestão diária recomendada 1,1 -1,5g\\kg\\dia (INCA, 2009); carboidratos e lipídios com média de 58,06% e 23,92% do VET (valor energético total) respectivamente encontrando-se de acordo com o recomendado e fibras com média de 19,45g\\dia abaixo da normalidade (25g/dia) estabelecida pelo Guia Alimentar para a População Brasileira. Conclusão: Observa-se, neste estudo, maior tendência dos pacientes com câncer de mama para o sobrepeso, apesar do recordatório ter apresentado valores de energia e proteína abaixo do recomendado. Esse fato possivelmente pode ser atribuído aos efeitos colaterais do tratamento. Com isso, ressaltasse a necessidade de outros estudos para aprofundamento sobre o assunto. Unitermos: Consumo alimentar, neoplasia mamária.

PC120 - PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS, SEGUNDO DIFERENTES INDICADORES

Instituição: Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer (ASCOMCER), Juiz de Fora
Autores: Guelli AA.

Objetivos:Avaliar o perfil nutricional de pacientes internados em um hospital oncológico de Juiz de Fora – MG, segundo diferentes indicadores de avaliação nutricional. Materiais e Métodos:No presente estudo foram avaliados pacientes adultos de ambos os sexos, internados entre janeiro e abril de 2011. A coleta de dados foi feita através da aplicação da ASG-PPP nas primeiras 24 horas de internação, de forma aleatória e em dias diferentes. Para caracterização da amostra também foram levantadas informações referentes à idade, sexo, tipo de tumor e estádio da doença, além de indicadores antropométricos, como peso e altura, que foram utilizados para calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC). Para obter o diagnóstico nutricional foi analisado o IMC,obedecendo aos critérios estabelecidos pela WHO para adultos e de acordo com os resultados obtidos da ASG-PPP. Resultados:Foram avaliados 70 pacientes sendo 60 % do sexo masculino e 40 % do sexo feminino. A idade mínima foi de 20 anos e a idade máxima de 93 anos. Observou-se que 23% dos pacientes eram idosos, ou seja, com idade superior a 60 anos. Em relação à localização de tumores houve maior incidência o tumor de pulmão (23,5%), seguido do tumor de esôfago (16,5%). De acordo com a avaliação antropométrica, observou-se maior prevalência na amostra estudada de pacientes eutróficos (43%), no entanto percentuais relevantes de baixo peso (26%) e excesso de peso também foram encontrados (31%), quando considerado o IMC. Os resultados da Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente evidenciam alto percentual de desnutrição, evidenciando 40% de desnutridos leves/moderados, 31% de desnutridos graves e apenas 29% de eutróficos. Conclusão: Devido a elevada frequência de desnutrição observada pelos diferentes métodos de avaliação empregados neste estudo, sugere-se a necessidade da utilização de vários indicadores para que haja uma intervenção nutricional adequada em tais pacientes. Unitermos: Câncer, desnutrição, avaliação nutricional subjetiva.

PC121 - INTERVENÇÕES NUTRICIONAIS DIRECIONADAS A ESCOLARES DE CRECHE PÚBLICA DE FORTALEZA, CEARÁ

Instituição: Universidade de Fortaleza, Fortaleza
Autores: Oliveira Filho RS; Cunha YC; Coelho LM; Soares AC; Nascimento ACF; Queiros GOS.

Objetivos: O presente trabalho desenvolveu atividades de educação nutricional em uma creche da rede pública de Fortaleza, CE. Materiais e Métodos: A população que participou das atividades educativas compôs-se de 60 crianças entre 1 e 4 anos, independentes do sexo. O planejamento das atividades passou por processo de aperfeiçoamento, baseando-se em revisão bibliográfica e com a participação de uma nutricionista. Os métodos lúdicos usados foram teatro de pinturas, teatro de fantoches, brincadeiras e oficina de degustação de frutas. As atividades desenvolvidas foram elaboradas de acordo com a faixa etária do grupo, procurando sempre a participação e interação das crianças. Foram realizadas três atividades de educação nutricional com duração de três horas, cada, sendo encontros semanais. O primeiro encontro foi para a interação das crianças com o grupo realizador das atividades e utilizou pinturas e danças. No segundo encontro houve um teatro de fantoches, abordando o tema alimentos saudáveis, comparando alimentos saudáveis e pouco nutritivos. No terceiro foi realizado oficina de frutas, enfatizando sua importância e funções no organismo. Resultados: As atividades foram bem aceitas por parte das crianças da creche, elas demonstraram empolgação e mantiveram-se atentas à explicação e realização das atividades. O teatro de fantoches, representados por frutas e crianças, chamou a atenção do grupo. A oficina de frutas teve boa aceitação. Pode-se afirmar que o público alvo assimilou o conteúdo abordado, demonstrando mudanças importantes durante a realização do programa. Conclusão: A utilização de recursos lúdicos para conseguir uma aproximação dos fundamentos teóricos, com o universo infantil foi extremamente positiva para que os alunos compreendessem os princípios de uma boa alimentação. Recomenda-se, portanto, a implantação de um programa de educação nutricional de maior duração, sendo um processo contínuo nas escolas, trabalhando também com os pais dos alunos. Além disso, atividades educativas que promovam hábitos alimentares saudáveis devem ser anexadas ao processo pedagógico da escola e repassadas pelos professores aos alunos. Unitermos: Educação nutricional, nutrição.

PC122 - INTRODUÇÃO DE DIETA PRECOCE NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS POR CÂNCER COLORRETAL: ELABORAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE DIETA

Instituição: Hospital Erasto Gaertner, Curitiba
Autores: Polakowski CB; Britto JCL; Lopes M; Kato M; Targa GZ.

Objetivos: Avaliar a influência da introdução precoce de dieta oral em pacientes submetidos a cirurgia por câncer colorretal; Identificar os indivíduos desnutridos; Apresentar complicações no pós-operatório e sintomas clínicos após inicio precoce de dieta; Analisar a evolução da consistência da dieta para elaboração de um protocolo no serviço. Materiais e Métodos: Foi um estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo. Foram selecionados pacientes com diagnóstico de câncer de cólon e reto submetidos a procedimento cirúrgico eletivos (colectomias, retossigmoidectomia, colostomia e amputação abdominoperineal) no Serviço de Cirurgia Abdominal do Hospital Erasto Gaertner (HEG) que realizaram no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010. Para a análise retrospectiva foram analisados prontuários eletrônicos de pacientes da clínica de cirurgia abdominal. Foi elaborada uma planilha do software Excel para coleta de dados com as seguintes variáveis: sexo, idade, diagnóstico, estatura, peso, dias de internamento, data do inicio da dieta no pós-operatório, consistência da dieta (liquida restrita, liquida completa, pastosa e branda), complicações cirúrgicas (fistula conservadora, fistula cirúrgica, deiscência, evisceração e infecção da ferida operatória), sintomas apresentados após inicio de dieta (náuseas, êmeses, distensão abdominal, diarreia e obstipação). Para avaliação do protocolo foram divididos em dieta precoce até no segundo pós-operatório e tardio, dieta após o terceiro pós-operatório. Os dados foram expressos em média ± desvio padrão, estabelecido p< 0,05 de significância. Resultados: A amostra total foi de 124 pacientes, sendo esses 54 homens e 70 mulheres. Foram divididos em 2 grupos para análise do estado nutricional através do índice de massa corporal (IMC), sendo o grupo A de adultos com idade inferior a 60 anos e grupo B de idosos idade superior a 60 anos. O grupo A com idade média de 49,33 ± 7,12. Em relação ao estado nutricional 3,7% eram desnutridos, 53,7 eutróficos 31,4% apresentaram sobrepeso e 11,1 estavam obesos, destes 3,7% apresentaram fistula cirúrgica. 3,70% apresentaram deiscência, destes 1,85% desnutridos e 1,85% obesos. O grupo B teve idade média de 71,24 ± 6,44. O estado nutricional 30% eram desnutridos, 45,7% eutróficos e 24,2% estavam obesos. 7,14% dos idosos apresentaram deiscência da anastomose. Avaliando a aceitação do protocolo foi dividido em grupo que seguiu o protocolo e foi com dieta precoce (80,64%) e grupo tardio que não seguiu o protocolo (19,35%). o grupo precoce 2% apresentaram deiscência e 1% infecção da ferida operatória. Já no grupo tardio houve diferença significativa, sendo que 16,6% apresentaram fistula cirúrgica, 4,16% fístula conservadora, 20,83% deiscência e 37,5% infecção de ferida operatória. Em relação ao tempo de internamento não houve diferença significativa, sendo p>0,05. O pós-operatório de evacuação também foi semelhante em ambos os grupos com média de 2,29 no tardio e 2,12 no precoce. Os sintomas apresentados no grupo tardio foram náuseas (3), êmeses (3), distensão abdominal (4) e obstipação (5). E no grupo precoce foram náuseas (3) e êmeses (1), p<0,05. Conclusão: Com desenvolvimento do protocolo da dieta houve diminuição nas complicações cirúrgicas e sintomas clínicos no pós-operatório do grupo de dieta precoce em relação ao tardio, sendo interessante o desenvolvimento do mesmo na instituição. O acompanhamento nutricional e a evolução progressiva da dieta no pós-operatório permitem boa recuperação física e funcional do paciente para melhor resposta ao tratamento cirúrgico. Unitermos: Dieta, câncer, colorretal, precoce.

PC123 - PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL (TN) ATENDIDOS EM HOSPITAIS NO ANO DE 2010 POR UMA EMPRESA TERCEIRIZADA EM BELÉM - PA

Instituição: Nutriterápica, Belém
Autores: Costa KS; Lucas NKL; Silva LS.

Objetivos: Este estudo tem objetivo de descrever e analisar o perfil nutricional de pacientes em Terapia Nutricional atendidos em hospitais em 2010 por uma empresa terceirizada em Belém-PA. Materiais e Métodos: É um estudo retrospectivo, onde foi realizada análise das fichas de acompanhamento dos pacientes em Terapia Nutricional. Sendo incluídos pacientes com terapia nutricional oral, enteral e parenteral. Resultados: Foram estudados 1.104 pacientes, no período de 1 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2010. A idade variou de 14 a 100 anos com 49,5% do sexo masculino e 50,5% do sexo feminino. Os paciente fizeram uso terapia nutricional oral, enteral e parenteral estando acomodados 35% em clínicas e 65% em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Foram utilizados como métodos de avaliação nutricional Avaliação Subjetiva Global (ASG) e Índice de Massa Corpórea (IMC). Dos pacientes atendidos, 88,8% dos pacientes foram submetidos a ASG e 11,2% não foram avaliados devido a terem evoluído a óbito em 48 horas ou que paciente e/ou familiar não sabia responder. Dentre os pacientes avaliados por este parâmetros, observou-se a seguinte classificação: 27,3% não apresentaram evidências de desnutrição, 60,8% evidenciaram desnutrição leve, 10% desnutrição moderada e 1,9% evidenciaram desnutrição grave. Utilizando como parâmetro o IMC, 8% não obtiveram diagnóstico nutricional, por óbito em 48 horas após a avaliação, desconhecimento do peso atual pelo paciente ou familiar tendo que obter peso estimado ou ideal; e 92% dos pacientes obtiveram-se diagnóstico nutricional, classificados como: 6,1% obesidade grau I, 13,8% sobrepeso, 37,1% eutrofia, 15,7% como baixo peso, 18,5% classificado como desnutrição leve, 4,5% desnutrição moderada e 4,3% classificado como desnutrição grave. Conclusão: O estudo evidenciou um aumento e melhoria no diagnóstico nutricional de pacientes em uso de terapia nutricional, levando em consideração que em sua maioria são pacientes acomodados em Unidade de Terapia Intensiva sob ventilação mecânica, em quadro clínico grave. Entretanto, ainda há grande dificuldades para execução e eficácia dos métodos analisados, em que pela gravidade dos paciente ocorre grande número de óbitos nas primeiras 48 horas de terapia nutricional; pela falta de conhecimento de dados fundamentais por parte de pacientes ou familiares dificultando a execução dos parâmetros estudados. Unitermos: Avaliação nutricional, avaliação subjetiva global, índice de massa corporal, terapia nutricional.

PC124 - AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL (TNE) NA UTI DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Autores: Oliveira SM; Dias CA; Burgos MGPA; Prado LVS; Santos LGC.

Objetivos: Avaliar a resposta da Terapia Nutricional Enteral (TNE) em pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) através da adequação calórico-proteica e a prevalência de Complicações Gastrointestinais (CGIs) inerentes à terapia. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo realizado na UTI do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, onde foram coletados dados, mediante análise das fichas de acompanhamento nutricional, de CGIs mais frequentes, bem como necessidades calórico-proteicas estimadas e ofertadas em pacientes em uso de TNE exclusiva com administração intermitente gravitacional. Foi utilizado o programa SPSS versão 13.0 para análise estatística, através dos testes Qui-quadrado de Pearson ou o teste Exato de Fisher, t-Student e F de Levene, considerando um nível de significância de 5%. Resultados: A amostra foi composta de 77 pacientes com idade média 54,7 ± 18,1 anos e predominância do sexo feminino (54,5%). A dieta ofertada foi adequada, com um percentual de adequação calórica (Kcal/dia) de 94,5 ± 21,8 e proteica (g/dia) de 89,7 ± 23,7 e todos os pacientes apresentaram algum tipo de complicação gastrointestinal, sendo o retorno gástrico elevado o mais prevalente (39%), seguido de constipação (36,4%) e diarreia (23,4%). Conclusão: Apesar da elevada prevalência de complicações gastrointestinais, não foi observada uma inadequação na oferta calórico-proteica. A utilização de protocolo em pacientes críticos é de grande importância, visto que o índice de complicações gastrointestinais nesta população foi elevado e as condutas multidisciplinares frente à resolução dessas complicações necessitam ser padronizadas para que soluções precoces possam ser tomadas. Unitermos: Cuidados críticos, terapia nutricional, nutrição enteral, necessidades nutricionais.

PC125 - PRESCRIÇÃO DE TERAPIA NUTRICIONAL ESPECIALIZADA PELA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE TERAPIA NUTRICIONAL (EMTN) EM PACIENTES ONCOLÓGICOS DESNUTRIDOS

Instituição: Universidade de Cuiabá - MT, Cuiabá
Autores: Patriota BS; Costa HCBAL.

Objetivos: Verificar a indicação de terapia nutricional pela EMTN em pacientes oncológicos hospitalizados. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo de caráter descritivo onde foram estudados prospectivamente 50 pacientes adultos portadores de câncer no período de agosto a outubro de 2010, cuja idade variou de 30 a 90 anos com mediana de 59 anos. Destes pacientes, 24 (48%) eram do sexo feminino e 26 (52%) do sexo masculino. Este estudo foi realizado no Hospital de Câncer de Mato Grosso – Cuiabá, onde os 34 pacientes foram internados para tratamento clínico (68%) e 16 pacientes para tratamento cirúrgico (32%). Resultados: Segundo o parâmetro de avaliação do estado nutricional ASG podemos observar que 12% (6) dos pacientes foram classificados como ASG B (desnutrição moderada ou suspeita de desnutrição) e 88% (44) encontravam-se com ASG C (desnutrição grave). Tratando-se da prevalência do tipo de terapia nutricional mais prescrita em relação ao diagnóstico do estado nutricional indicada pela ASG, podemos verificar que 100% (6) dos pacientes classificados com ASG B receberam prescrição de Terapia Nutricional Oral (TNO). Já os pacientes classificados como ASG C constatou-se que 70,5% (31) receberam prescrição de TNO, 27,3% (12) Terapia Nutricional Enteral (TNE) e 2,2% (1) recebeu Terapia Nutricional Parenteral. Conclusão: Este trabalho nos permitiu constatar que a EMTN do Hospital de Câncer de Mato Grosso é ativa e eficaz no tratamento dos pacientes oncológicos, mostrando sensibilidade em detectar pacientes com risco nutricional ou desnutridos e implementar Terapia Nutricional à esses pacientes, e que a TNO obteve destaque na indicação independente do grau de desnutrição. Unitermos: Terapia nutricional, câncer, ASG, EMTN.

PC126 - CONSUMO ALIMENTAR PROTEICO DE HANSENIANOS ATENDIDOS EM UNIDADE DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADA

Instituição: Universidade Federal do Pará, Belém
Autores: Oliveira MP; Silva RVG; Moreira SH ; Santos VRC; Quaresma JAS.

Objetivos: Analisar o consumo alimentar proteico de pacientes hansenianos atendidos em Unidade de Referência Especializada Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo onde participaram 29 indivíduos portadores de hanseníase de ambos os gêneros atendidos no ambulatório da Unidade de Referência Especializada Demétrio Medrado - Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA) em Belém- PA, no período entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011. Os dados pessoais coletados foram: gênero, idade, escolaridade e renda familiar. Os dados relacionados ao consumo alimentar foram obtidos através do Questionário Qualitativo de Frequência Alimentar (QQFA) constituído dos grupos de carnes e ovos, leite e derivados, leguminosas, oleaginosas e produtos industrializados. Para a análise do consumo alimentar proteico foi utilizada a metodologia de acordo com estudo de Sichieri (1998) adaptada, onde o cálculo do consumo foi estimado com as frequências convertidas em frações de frequência diária. A média ponderada da frequência de consumo foi calculada e utilizados os seguintes pontos de corte: < 0,33 – baixo consumo alimentar; = 0,33 e < 0,66 – médio consumo alimentar; = 0,66 – elevado consumo alimentar Resultados: Do total de pacientes 72% eram do gênero masculino e 28% do gênero feminino, a idade variou entre 26 a 59 anos com média de 46 anos. Quanto à escolaridade 48% possuíam ensino fundamental incompleto, a renda familiar predominante foi de 1 a 2 salários mínimos com 72%. De acordo com o QQFA 100% dos indivíduos apresentaram consumo elevado (0,93) de carnes, ovos, leites e derivados, onde foi observado maior consumo de carnes de boi, frango, peixe e leite integral, com relação aos grupos de oleaginosas, leguminosas e produtos industrializados foi observado consumo médio (0,4), o feijão foi alimento mais consumido no grupo das leguminosas e no grupo dos produtos industrializados o charque obteve maior consumo entre os indivíduos que participaram da pesquisa. Conclusão: De acordo com os resultados obtidos o consumo de carnes e ovos, leite e derivados foi elevado, no entanto, observou-se que houve pouca variedade no consumo de outros alimentos que constavam nos grupos citados. Neste sentido, ressalta-se a importância do papel do nutricionista considerando a necessidade de educação nutricional objetivando estabelecer práticas e hábitos alimentares saudáveis adequados às suas necessidades nutricionais. Unitermos: Consumo alimentar proteico, hanseníase, questionário qualitativo de frequência alimentar (QQFA).

PC127 ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS COM DISFAGIA ATENDIDAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA - UFPA

Instituição: Universidade Federal do Pará (UFPA) – Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), Belém
Autores: Silva RVG; Amaral EC; Ribeiro GP; Natividade LCA; Araújo AS; Oliveira MP.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de crianças com diagnóstico de disfagia atendidas no Projeto Caminhar do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. Materiais e Métodos: Estudo transversal, observacional com abordagem quantitativa, realizado em setembro de 2010. Participaram desse estudo, 10 crianças, com faixa etária de 0 a 10 anos, de ambos os sexos com diagnóstico de disfagia atendidas no Projeto Caminhar do HUBFS-UFPA, onde as atividades desenvolvidas são destinadas ao ensino, pesquisa e prestação de atendimento de média e alta complexidade à comunidade. Foram aferidas medidas antropométricas (peso e altura) e calculados os três índices antropométricos para diagnostico nutricional de crianças: P/I, P/E, E/I, classificados segundo as curvas de crescimento e desenvolvimento de referência propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS 2006, 2007) e colhido informações sobre o consumo alimentar das crianças. O peso e altura foram obtidos em balança antropométrica com capacidade de 150kg, com variação de 100g para crianças acima de dois anos e balança pediátrica com capacidade 16kg, com variação de 10g, para as crianças abaixo de dois anos. Para crianças menores de dois anos foi utilizado o antropômetro para medir a estatura. As crianças foram pesadas sem ou com o mínimo de roupas e sem sapatos. Foi realizada uma análise descritiva dos dados coletados. Resultados: Dos pacientes avaliados 80% eram do gênero masculino e 20% do gênero feminino, de acordo com a classificação do estado nutricional 80% apresentaram desnutrição, 10% risco nutricional e 10% eutrofia. Todas as crianças alimentavam-se pela via oral. Quanto à consistência da alimentação a dieta pastosa representou 60% do tipo de dieta mais aceita pelas crianças, seguida da liquida- pastosa com 20% e liquidificada 20%. Os resultados obtidos nessa pesquisa assemelham-se ao estudo realizado por Aurélio (2002), com crianças portadoras de doenças neurológicas e com disfagia, onde a dieta pastosa foi a mais aceita, em função das dificuldades de mastigação e deglutição. Conclusão: Foi observado nesse trabalho alta prevalência de desnutrição, demonstrando os reflexos da disfagia no comprometimento da alimentação dos pacientes estudados. Quanto a consistência, a dieta pastosa predominou em função das dificuldades de deglutição das crianças avaliadas. Ressalta-se que o tempo prolongado durante as refeições reduz a quantidade de alimentos ingeridos levando a uma diminuição do aporte calórico, o que contribui para agravar o estado nutricional dessas crianças. Estes fatos demonstram a importância do acompanhamento nutricional dos pacientes com disfagia visando corrigir ou melhorar o padrão de consumo alimentar e o perfil nutricional dos mesmos. Unitermos: Disfagia, estado nutricional, dieta.

PC128 - NUTRIÇÃO ENTERAL EM TERAPIA INTENSIVA: OFERTA MÉDIA DE DIETA ENTERAL EM PACIENTES ADULTOS EM UM HOSPITAL GERAL

Instituição: Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, São Paulo
Autores: Gomes SCS; Toledo DO; Martinez MN; Nishizawa RSB.

Objetivos: Procuramos, através deste trabalho, identificar a porcentagem média de administração de dieta enteral em pacientes adultos em Unidade de Terapia Intensiva e Unidade de Terapia Semi Intensiva identificando também a principal causa para não infusão do mesmo. Materiais e Métodos: Pacientes recebendo dieta enteral foram acompanhados por oito meses (agosto de 2010 a março de 2011) tendo o volume de infusão registrado em planilha de controle analisando a média mensal e final de administração de dieta enteral. Resultados: Foram realizadas 3.900 análises do volume prescrito x volume infundido, observou-se oferta média de 91% (87-92) no período analisado. A principal causa evidenciada de não infusão do volume total foi a interrupção da dieta enteral para coleta de exames laboratoriais de rotina ou cirurgia. Conclusão: A nutrição enteral no paciente crítico é essencial para a sua recuperação, considerando que o não recebimento do volume total prescrito pode influenciar no tempo de internação e aumento de complicações infecciosas. Já a coleta de exames laboratoriais de rotina é comum em ambiente hospitalar, previsível e passível de gerenciamento, o que demonstra a necessidade de criação e utilização de protocolos institucionais que alinhem as práticas de infusão de dieta e procedimentos. Unitermos: Nutrição enteral, terapia nutricional, unidade de terapia intensiva.

PC129 - RESULTADO DA TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTES ONCOLÓGICOS

Instituição: Nutriterápica Terapia Médico Nutricional Ltda, Belém
Autores: Barros ASC; Silva LS; Rocha RF; Moreira JC.

Objetivos: Avaliar o resultado da terapia nutricional em pacientes oncológicos. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, onde fora realizadas análises de 84 fichas de acompanhamento de pacientes oncológicos em Terapia Nutricional durante o período de janeiro à dezembro de 2010, sendo incluídos pacientes em terapia nutricional oral, enteral ou parenteral onde foi realizada avaliação nutricional através da avaliação subjetiva global (ASG), dados antropométricos (Peso, Altura, Circunferência do Braço e percentual d Perda de Peso) e bioquímico (Albumina, Hemoglobina, Linfócitos, CTL e PCR) sendo estes reavaliados a cada sete dias como determinado no protocolo do serviço. Resultados: Foram estudados 84 pacientes oncológicos com média de idade de 64,83 anos; 52,3% do sexo feminino e 47,6% do sexo masculino; sendo 45,2% acomodados em Unidade de Terapia Intensiva e 54,8% em Clínicas. Entre os pacientes estudados 14,3% apresentaram neoplasia cerebral, 13,1% neoplasia gástrica, 13,1% neoplasia pulmonar, 9,5% neoplasia de mama, 5,9% neoplasia intestinal, 44% neoplasia em outras localizações. Relacionado ao tipo de terapia 83,3% dos pacientes realizaram Terapia Nutricional Enteral (TNE), 11,9% Terapia Nutricional Parenteral (TNP) e 4,8% realizaram os dois tipos de terapia associadas. Com relação a complicação em terapia nutricional 48,8% não apresentaram e 51,2% evoluíram com complicações. Dos pacientes estudados somente em 64,3% foi possível realizar reavaliação, pois 35,7% evoluíram à óbito impedindo a realização das reavaliações, entre os pacientes reavaliados 70,4% mantiveram o diagnóstico nutricional e 5,5% evoluíram com melhora do estado nutricional, esse percentual pode ser justificado pelo fato dos pacientes não terem apresentado complicações, estarem acomodados em clínica e receberem 100% do VET e 24,1% evoluíram com piora do estado nutricional, estes eram pacientes que apresentavam metástases, outras patologias associadas, apresentaram complicações e atingiram somente 62% do VET durante a terapia nutricional. Conclusão: Pacientes oncológicos na maioria das vezes são admitidos no hospital apresentando algum grau de desnutrição decorrente de diversos fatores. A Terapia Nutricional se faz necessária em todas as fases do tratamento, com a finalidade de minimizar os efeitos colaterais causados pelo tratamento no paciente, contribuindo para a melhora do estado nutricional quando for possível. Unitermos: Terapia nutricional, oncologia, desnutrição.

PC130 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS EM NUTRIÇÃO ENTERAL DE UM PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR

Instituição: Universidade Federal do Maranhão, São Luís
Autores: Martins MLB; Porto PF; Pinheiro EM; Serra HCOA; Ribeiro GFF; Costa Júnior ALR.

Objetivos: Conhecer o estado nutricional de idosos em uso de nutrição enteral do programa de atendimento domiciliar de um plano de saúde de São Luís - MA. Materiais e Métodos: Caracteriza-se um estudo transversal e descritivo, com dados primários colhidos no período de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011. Foram avaliados 28 idosos com idade entre 65 a 99 anos. A avaliação nutricional foi realizada através do Índice de Massa Corporal (IMC), das adequações da circunferência do braço (CB), da circunferência muscular do braço (CMB) e da prega cutânea triciptal (PCT). Resultados: Verificou-se que a maior parte dos idosos pertencia ao sexo feminino (62%), estavam com idades entre 80 a 89 anos (42,9%) e tinham como principal agravo a hipertensão arterial sistêmica (53%). Em relação ao IMC, observou-se que 62% dos idosos apresentavam desnutrição e 14,3% eram obesos. Segundo as adequações da CB e da CMB 66,7% dos idosos apresentavam desnutrição e pela PCT 52,3% dos idosos estavam desnutridos. Conclusão: A avaliação nutricional demonstrou percentual elevado de idosos com valores de IMC, CB, CMB e PCT abaixo dos critérios de adequação, indicando desnutrição energético-calórica. Dessa forma é de fundamental importância a atuação da equipe multidisciplinar com a devida atenção ao profissional da nutrição, objetivando que as recomendações sejam seguidas pelos idosos e familiares para que ajude na promoção ou reabilitação da saúde, que por diversos motivos são mais vulneráveis às distrofias nutricionais. Unitermos: Idosos, estado nutricional, nutrição enteral.

PC131 - ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES ADMITIDOS EM UM PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR

Instituição: Universidade Federal do Maranhão, São Luís
Autores: Martins MLB; Porto PF; Pinheiro EM; Serra HCOA; Ribeiro GFF; Costa Júnior ALR.

Objetivos: Identificar o estado nutricional, segundo o índice de massa corporal, e conhecer alguns dados demográficos e de saúde de indivíduos admitidos em um programa de atendimento domiciliar na cidade de São Luís – MA. Materiais e Métodos: Estudo descritivo, no qual a população em estudo foi composta por pacientes admitidos por um programa de atendimento domiciliar de um plano de saúde em São Luís – MA, nos anos de 2009 e 2010. A avaliação antropométrica foi realizada obtendo-se o valor do índice de massa corporal e o diagnóstico do estado nutricional considerou os pontos de corte preconizados pela Organização Mundial de Saúde, de acordo com a idade. Foram verificados fatores que podem interferir no estado nutricional, tais como, patologias mais prevalentes, existência de polifarmácia, além da via de acesso à alimentação (oral ou enteral). Os dados são apresentados sob a forma de percentual. Resultados: Foram avaliados 64 indivíduos, adultos e idosos, de ambos os sexos, com idade entre 32 e 98 anos. A amostra apresentou-se predominantemente de idosos (87,5%) e de pessoas do sexo feminino (56,25%). Encontrou-se uma prevalência de 42,20% de baixo peso, 33,93% de eutrofia e 21,87% de pacientes acima do peso. Com relação à alimentação, 87,5% dos indivíduos apresentavam alimentação por via oral e os demais encontravam-se em nutrição enteral via gastrostomia. As doenças e agravos mais prevalentes foram as doenças cardiovasculares (78,12%), seguidas do Diabetes mellitus (48,43%), constipação intestinal (37,5%), doenças ósseas (18,5%), mal de Parkinson (14,06%) e câncer (14,06%). Todos os pacientes apresentam uso de polifarmacos. Conclusão: Os pacientes admitidos apresentam risco nutricional, o qual pode ser agravado pela uso de polifarmácia, pela patologia e comorbidades associadas apresentadas. É necessário que seja realizada uma intervenção nutricional adequada, associada à assistência multiprofissional para que estes pacientes possam evoluir com melhora do quadro geral de saúde. Unitermos: Estado nutricional, atendimento domiciliar, doenças, agravos.

PC132 - CAUSAS RELACIONADAS A REPASSAGEM DE SONDA NASOENTERAL EM PACIENTES DA SANTA CASA DE MONTES CLAROS - MG

Instituição: Irmandade Nossa Senhora das Mercês de Montes Claros, Montes Claros
Autores: Palhares ML; Uramoto MA; Lacerda LV; Rocha MES.

Objetivos: Detectar as principais causas relacionadas à repassagem de sonda nasoenteral em pacientes internados no Hospital Santa Casa de Montes Claros. Materiais e Métodos: Estudo clinico prospectivo no período de outubro de 2010 a fevereiro de 2011 com 486 pacientes internados na Santa Casa de Montes Claros em uso de sonda nasoentérica para suporte nutricional, acompanhados pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) foram analisados afim de identificar as principais causas que levaram à repassagem de sonda pela via nasoentérica para dar continuidade ao suporte nutricional. Resultados: Em 129 pacientes (26,54 %) houve necessidade de repassar a sonda; 82 (63,5%) devido a retirada pelo paciente;15 (11,6%) sonda má posicionada (o padrão da instituição é a posição entérica); 11 (8,5%) obstrução; 5 (3,8%) saída acidental (agitação psicomotora; mudança de decúbito durante o banho no leito);2 (1,5%) sonda dobrada; 1 (0,7%) procedimentos diversos (endoscopia; broncoscopia e extubação/ intubação); 1 (0,7%) troca devido a má condição de uso e repassagem sem motivo claro descrito – 12 (9,3 %). Não houveram complicações, devido às repassagens das sondas enterais. Conclusão: O estudo demonstrou que a maior incidência da repassagem de sonda foi a retirada pelo próprio paciente. Faz-se necessário que a equipe de enfermagem tenha papel relevante no cuidado dos pacientes sendo possível atingir melhores resultados e evitando a descontinuidade da terapia nutricional. Unitermos: Nutrição enteral, sonda enteral, repassagem.

PC133 - ANÁLISE DA ADEQUAÇÃO ENTRE NECESSIDADE E PRESCRIÇÃO DA DIETA ADMINISTRADA EM PACIENTES SUBMETIDOS À TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DE UM HOSPITAL PÚBLICO EM SÃO LUÍS - MA

Instituição: Hospital Dr. Carlos Macieira, São Luis
Autores: Damasceno TS; Siqueira VSM; Lima LS.

Objetivos: avaliar a adequação da dieta administrada em pacientes submetidos à TNE em hospital público de São Luís - MA. Materiais e Métodos: Utilizou-se a ficha de avaliação para coleta de dados demográficos, clínicos e dietéticos. Para a estimativa das necessidades energético-proteicas, utilizou-se a fórmula de Harris Benedict e fatores atividade e estresse mediante o diagnóstico nutricional e clínico. Para a análise estatística foi realizado o cálculo do gasto energético total (GET), média ± desvio padrão das dietas calculadas, prescritas e infundidas; média percentual das intercorrências ocorridas, todos compilados no programa Microsoft® EXCEL, inclusive os gráficos. Obteve-se a adequação através das fórmulas de adequação dos valores prescritos e infundidos. Resultados: Dos 31 pacientes avaliados, constatou-se que 42,1% encontravam-se em quadro de desnutrição. As médias de caloria e proteína infundidas revelaram respectivamente inadequação de 79% e 75,2% mediante o prescrito; a principal causa da não infusão do total prescrito foi o jejum para procedimentos com 35%, dentre outras intercorrências registradas. Conclusão: Evidencia-se a necessidade da participação efetiva da Equipe Multiprofissional em detectar e minimizar os fatores envolvidos na administração inadequada, otimizando assim o aporte nutricional. Unitermos: Terapia nutricional enteral, paciente crítico, estado nutricional.

PC134 - USO DE TERAPIAS COMPLEMENTARES RELACIONADAS À NUTRIÇÃO POR PORTADORES DE HIV/AIDS

Instituição: Novafapi, Teresina
Autores: Monteiro YMS; Santos AFL.

Objetivos: Objetivo Geral: Identificar a prevalência do uso de terapias complementares relacionadas à Nutrição por portadores de HIV/AIDS, bem como entender os motivos para o uso desses tratamentos. Objetivos Específicos: Caracterizar o perfil socioeconômico de portadores de HIV/AIDS; Verificar o tempo de uso de terapia complementar por portadores de HIV/AIDS; Investigar se o paciente declarou à equipe de saúde a utilização da terapia; Averiguar se o paciente teve alguma melhorar após o inicio do uso da terapia. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo cujos relatos foram obtidos por meio de entrevista semiestruturada e individual, gravadas em áudio (MP4). As falas dos sujeitos foram categorizadas e analisadas pelo conteúdo conforme Bardin (2006), no qual define essa estratégia metodológica como sendo um “conjunto de técnicas das análises das comunicações”. A pesquisa desenvolveu-se no Instituto de Doenças Tropicais, Hospital Público Estadual, em Teresina, Piauí. Hospital de referencia ano tratamento da doença. Atende a pacientes do Piauí, Maranhão, Ceará, Pará e Tocantins. A pesquisa desenvolveu-se, conforme previsto pela Resolução Nº. 196/96, do Conselho Nacional de Saúde. Apreciada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde, Ciências Humanas e Tecnológicas do Piauí-NOVAFAPI, protocolo nº 4337.0.000.043-10. Resultados: O grupo estudado foi composto de quinze (15) pessoas, nove delas do sexo feminino. A idade variou entre vinte e oito (28) e cinquenta e seis anos (56). Quanto à ocupação, três (3) professores, domésticas (4) e os demais: lavrador, vigilante, cobrador de ônibus, manicure, auxiliar de serviços. Dentre os sujeitos nove informaram a equipe de saúde sobre o uso da terapia. A análise de conteúdo das informações permitiu a elaboração final de seis categorias. A saber: relação do paciente com profissional de saúde; importância da terapia complementar no tratamento; influência da mídia; influência do círculo social; medicina popular e senso comum. Na categoria que retrata a relação do paciente com profissional de saúde observamos a relação de obediência e confiança e segurança ao expor a terapia complementar utilizada. As seguintes falas denotam: “A doutoura diz que qualquer remédio que tomar tem que perguntar pra ela primeiro.” (S7) “...tomo remédio direitim, do jeito que a Dotoura diz.” (S2) Nas falas sobre a importância da terapia complementar no tratamento observa-se claramente a sensação de alivio após o uso da terapia complementar.“Sinto uma aliviada...” (S9)“Não sentia bem com os remédios de farmácia... Graças a Deus tem a garrafada.” (S2) Conclusão: O presente estudo mostra a importância da terapia complementar para o portador de HIV/AIDS, tendo em vista à ausência de terapias médicas definitivas da doença. O estudo desse tema nos possibilitou atingir os objetivos propostos, na medida em que nos ajudou a entender com mais profundidade o uso das terapias complementares relacionada à nutrição, conhecer a dimensão valorativa das praticas e descrever as percepções e ressignificações do grupo pesquisado. Este trabalho, portanto não encerra as possibilidades de relações com os dados obtidos e a literatura. Ao contrário, com esta pesquisa abre-se uma proposta para novas investigações possíveis de modo a contribuir com a comunidade científica, além de despertar nos profissionais de nutrição o interesse sobre a temática estudada. Unitermos: HIV/AIDS, terapia complementar, nutrição.

PC135 - PERFIL LIPÍDICO NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA

Instituição: HC-UFPE, Recife
Autores: Vieira RAL; Lima DSC; Andrade RS.

Objetivos: Avaliar o perfil lipídico no pré e pós-operatório de pacientes submetidos ao bypass gástrico em Y de Roux. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo com pacientes que se submeteram ao bypass gástrico em Y de Roux no Hospital dasClínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Foram coletados dados de peso, IMC, circunferência da cintura (CC), colesterol total (CT), lipoproteína de alta densidade (HDL-c), lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) e triglicérideos (TG) no pré e após 3 meses da cirurgia. A presença de dislipidemia foi definida como alteração em pelo menos um dos parâmetros lipídicos avaliados. Para a análise estatística foi utilizado o programa SPSS versão 13.0. Resultados: Foram estudados 30 pacientes, sendo 83,3% do sexo feminino. A média de idade foi de 42,4 ± 9,6 anos e o IMC pré-operatório de 46,8 ± 6,6 Kg/m2. A dislipidemia, que estava presente em 83,3% dos pacientes, acometeu 63,3% após 3 meses. De acordo com a classificação da dislipidemia, no pré-operatório 6,7% apresentaram hipercolesterolemia isolada, 13,3% hipertrigliceridemia isolada e 63,3% HDL-c baixo ou em associação com aumento de TG ou LDL-c. Após 3 meses essas prevalências foram de nenhum caso, 3,3% e 60%, respectivamente. O risco cardiovascular, mensurado através da razão TG/HDL-c, foi encontrado em 23,3% da população e em 10% após 3 meses. Houve redução significativa nas médias de peso, IMC, CC, CT, LDL-c, TG e TG/HDL-c. Não houve alteração dos níveis de HDL-c Conclusão: Em apenas 3 meses de pós-operatório, a cirurgia bariátrica se mostrou efetiva em melhorar o perfil lipídico e, consequentemente, alguns fatores de risco cardiovascular. Unitermos: Obesidade mórbida, cirurgia bariátrica, dislipidemia.

PC136 - ADEQUAÇÃO DO VOLUME NUTRICIONAL EM PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Hospital Totalcor, São Paulo
Autores: Serio FC; Richter AS; Lessi FR; Ribeiro CC.

Objetivos: Avaliar adequação do volume prescrito x volume infundido de pacientes em Terapia Nutricional Enteral internados na UTI, bem como, seu estado nutricional. Materiais e Métodos: 60 pacientes do Hospital TotalCor. Período de Junho a Novembro de 2010. Prescição médica e anotação de enfermagem em prontuário. Peso através do aparelho Jack. Altura do joelho. Resultados: A adequação do volume foi superior a mais 70%. A maioria dos pacientes avaliados tinham sobrepeso. Conclusão: Apesar de todas as intercorrências observadas, como falta de anotação da enfermagem, jejum, vômitos, diarreia, os pacientes conseguiram atingir uma meta aceitável, porém, mais estudos devem ser realizados para se obter um melhor resultado. Unitermos: TNE, UTI, estado nutricional.

PC137 - REPERCUSSÕES DA FORTIFICAÇÃO DAS FARINHAS DE TRIGO E DE MILHO COM ÁCIDO FÓLICO NA EVOLUÇÃO DOS DEFEITOS DO TUBO NEURAL

Instituição: Não informado, São Luis
Autores: Teixeira PTV; Veloso HJF; Lima SL; SIQUEIRA VSM; Damasceno TS.

Objetivos: Analisar a repercussão da lei de fortificação alimentar com ácido fólico na evolução dos DFTN, estimando as prevalências antes e depois do período mandatório à fortificação alimentar. Materiais e Métodos: Os dados foram obtidos através das estatísticas vitais do banco de dados do Datasus. Os Defeitos do Tubo Neural foram classificados segundo o Código Internacional de Doenças (CD-10) anencefalia, espinha bífida e Encefalocele. Analisou-se a tendência temporal das prevalências anuais por meio de um gráfico linear. Resultados: Entre os 168138 nascimentos, foram registrados 166 casos, sendo que a maioria foram de Anencefalia (50,6%), seguido por Espinha Bífida (30,1%) e Encefalocele (19,1%). A prevalência dos defeitos do fechamento do Tubo Neural no período pré-fortificação e pós-fortificação respectivamente foi de 0,89/1000 a 1,11/1000 nascimentos. Não houve redução estatisticamente significativa no período posterior a fortificação com ácido fólico (X² =2.05; p= 0,152), tal conclusão pode estar relacionada com a baixa qualidade dos dados obtidos, haja vista que no nosso país este tipo de informação ainda é muito negligenciada. Conclusão: Apesar dos resultados encontrados, não se pode descartar o benefício da utilização do ácido fólico na prevenção desta malformação. São necessários mais estudos avaliando o consumo dos alimentos fortificados com ácido fólico para analisar a evolução dos DFTN. Unitermos: Fortificação alimentar, ácido fólico, tubo neural.

PC138 - ANTROPOMETRIA DE PACIENTES COM VIA ALTERNATIVA DE ALIMENTAÇÃO INTERNADOS EM UM HOSPITAL PEDIÁTRICO DE CURITIBA

Instituição: Hospital Pequeno Príncipe, Curitiba
Autores: Souza APF; Gurmini J; Adamante G; Ribas SL; Santos AC; Gonçalves L.

Objetivos: Conhecer perfil antropométrico de pacientes em uso de via alternativa de alimentação de um hospital pediátrico. Materiais e Métodos: Estudo transversal aprovado pelo comitê de ética, realizado com Peso e Estatura de internados nas enfermarias e acompanhados pela equipe de Suporte Nutricional no período de julho/09 a abril/11. Estatura/idade (E/I) e índice de massa corporal/idade (IMC/I) foram classificados conforme escore z da OMS (2006/07) onde: baixa estatura (<-2), muito baixa estatura (<-3), magreza (<-2), magreza acentuada (<-3). Resultados: Realizadas 285 avaliações antropométricas, 118 (41,4%) meninas e 167 (58,6%) meninos, idade média 75,5 meses (1 a 204 meses) e maioria (196/68,8%) assistida pelo SUS. Tempo médio de internamento foi de 19,43 dias (1-174 dias), ocorreram 10 óbitos (3,4%) durante a coleta dos dados e 38 pacientes (13,4%) necessitaram de cuidados em unidade de terapia intensiva. O diagnóstico mais frequente foi neuropatia (222/77,89%) e tumores, fibrose cística, broncopneumonia, insuficiência renal, alergia a proteína do leite de vaca também foram notificados. Quanto a via de acesso, observou-se gastrostomia na maioria (167/58,6%), sonda nasoenteral (88/30,87%), jejunostomia (2/0,7%) e associação de sonda e suplemento via oral em 28 (9,82%) avaliados. Ó escore z médio de E/I foi -1,89, estatura adequada foi vista em 147 avaliações (51,6%), estatura baixa para idade foi mais frequente nos menores de 5 anos e muito baixa estatura ocorreu nos maiores de 10 anos (p<0,005). Em relação ao IMC/I, o escore z médio foi -1,29, de modo que foi sugestivo de eutrofia em 138 (48,4%) avaliações, seguido de subnutrição em 108 (37,89%) e excesso de peso em 39 (13,68%). Eutrofia foi mais comum naqueles com idade entre 5 e 10 anos, magreza nos menores de 5 anos e magreza acentuada, nos maiores de 10 anos (p<0,005). A subnutrição foi mais notificada naqueles com sonda nasoenteral e pareceu estar associada ao tempo de internamento, de modo que dos 108 subnutridos, 65 (60%) permaneceram mais de 15 dias no hospital (p=0,0469). Excesso de peso ocorreu principalmente no grupo dos neuropatas. Dos 138 eutróficos, 95 (68,8%) eram gastrostomizados, dos 108 com estado nutricional subótimo, 48 (44,4%) usavam SNE e dos 39 com excesso de peso, 30 (77%) tinham alimentação via gastrostomia (p=0,0015).
Avaliando-se os neuropatas isoladamente, houve maior frequência de eutróficos (110/49,5%) e salienta-se o número de pacientes com excesso de peso (35/15,76%). Conclusão: Maior frequência de eutrofia e estatura adequada, porém magreza e baixa estatura mais comum nas crianças menores de 5 anos e magreza acentuada e estatura muito baixa naqueles com mais de 10 anos. Neuropatas gastrostomizados necessitam de monitoramento para evitar excesso de peso. Unitermos: Nutrição enteral, Pediatria.

PC139 - TRABALHO CANCELADO


PC140 - ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS PRÉ-CIRÚRGICOS ADMITIDOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE RECIFE-PE

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão
Autores: Silva TH; Araújo JGC; Santos CM; Dourado KF; Lima KVG.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de pacientes oncológicos pré-cirúrgicos admitidos em um hospital público de Recife - PE. Materiais e Métodos: Estudo de caráter descritivo transversal realizado no ano de 2010 com pacientes admitidos na clínica cirúrgica. O estado nutricional (EN) foi classificado de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC), circunferência do braço (CB), prega cutânea tricipital (PCT) e pelo histórico de perda de peso. Para o IMC foram utilizados os pontos de corte da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2000) em adultos e da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS, 2002) em idosos. Para a perda de peso foi utilizada a classificação segundo Blackburn (1977), e para CB e PCT classificação segundo Blackburn & Thornton (1979). Na análise estatística utilizou-se programa Epi info 3.5.1. Resultados: Foram avaliados 48 pacientes, sendo 56,3% do sexo feminino e 52,1% com idade > 60 anos. A neoplasia do trato digestório foi a que mais se destacou (93,7%) entre as demais, onde as regiões mais acometidas pela doença foram: intestino (66,7%), seguido do pâncreas (10,4%) e do estômago (10,4%). A frequência de desnutrição através da CB, PCT e pela perda de peso foi de 64,6%, 70,8% e 81,3%, respectivamente e de apenas 37,5% segundo o IMC. Conclusão: A associação de vários indicadores nutricionais parece possibilitar um melhor diagnóstico e intervenção nutricionais, auxiliando na recuperação e/ou manutenção do estado de saúde desses pacientes. Unitermos: Avaliação nutricional, cirurgia, câncer.

PC141 - PERFIL DOS PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL ATENDIDOS NA UTI DO HOSPITAL DE PRONTO SOCORRO MUNICIPAL HUMBERTO MARADEI PEREIRA

Instituição: Hospital de Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei Pereira (HPSM-HMP) em Belém, Belém
Autores: Silva RVG; Oliveira MP; Silva MCM; Rabelo ZLM; Vasconcelos RPO; Júnior JCA.

Objetivos: Descrever o perfil dos pacientes em Terapia Nutricional Enteral (TNE) atendidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei Pereira. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo realizado na Unidade de Terapia Intensiva do HPSM-HMP entre dezembro de 2010 a fevereiro de 2011. A população estudada compreendeu 21 pacientes adultos de ambos os gêneros em terapia nutricional enteral exclusiva. A coleta de dados foi realizada a partir do primeiro dia de TNE até a descontinuação da dieta enteral, alta da UTI ou óbito, através do protocolo de acompanhamento nutricional de terapia nutricional prescrita aos pacientes críticos. Foram utilizados os seguintes dados: idade, gênero, peso, altura, tipo de doenças, via de acesso e tempo de administração da dieta. O estado nutricional foi determinado pelo Índice de Massa Corpórea (IMC), adotou-se critérios de classificação estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (0MS, 2000). Resultados: Os pacientes apresentaram idade média de 62 anos, 71,42% eram do gênero feminino e 28.58% do gênero masculino, de acordo com a classificação do estado nutricional 52,38% apresentaram eutrofia, 14,29% desnutrição, 23,81% soprepeso e 9,25% obesidade. Com relação a frequência das doenças encontradas, observou-se maior prevalência de doenças neurológicas com 42,85% seguido das doenças pulmonares com 28.5%, 19,04% outras doenças, 86% dos pacientes iniciaram a TNE via sonda nasogástrica (SNG) sendo a dieta de escolha a polimérica com 90,48%. A média do tempo de administração da dieta foi de 11 dias. Conclusão: Conclui-se que a maioria dos pacientes em TNE eram idosos do gênero feminino, em relação ao estado nutricional prevaleceu a eutrofia, quanto a impressão diagnóstica de internação observou-se que as doenças mais evidenciadas foram as neurológicas. A via de acesso de escolha foi a nasogástrica e as fórmulas poliméricas foram as mais indicadas de acordo com as evidências supracitadas. Unitermos: Terapia nutricional enteral (TNE), unidade de terapia intensiva (UTI).

PC142 - CONDIÇÕES DE QUALIDADE E SEGURANÇA DE NUTRIÇÃO ENTERAL DE ACORDO COM LEGISLAÇÃO VIGENTE EM UM HOSPITAL REGIONAL DO ESTADO DO PARÁ

Instituição: Departamento de Vigilância Sanitária/Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará, Belém
Autores: Santos VRC; Lima AMAZ; Junior JLMO; Oliveira MP; Moreira SH.

Objetivos: O objetivo desse estudo foi verificar as condições de qualidade e segurança da Nutrição Enteral (NE) em um hospital regional de acordo com as recomendações da Resolução-RDC nº 63 de julho de 2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Materiais e Métodos: A nutrição enteral (NE) é o fornecimento de nutrientes no estado líquido ou semi-sólido, com formulações definidas, pela via oral, gástrica ou entérica, utilizando ou não sondas especiais para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente. Este trabalho foi subsidiado pela aplicação do roteiro de inspeção proposto pela legislação vigente, aplicado em dois momentos: antes (Janeiro de 2011) a após (março de 2011). O check list avalia critérios como: condições gerais, armazenamento, conservação e transporte, análise microbiológica, garantia e controle de qualidade, entre outras. Foram considerados os itens que influenciam em grau não crítico, menos crítico e crítico na qualidade e segurança da NE, que representa recomendáveis, necessários e imprescindíveis respectivamente. As respostas foram categorizadas em conformes e não-conformes em relação às recomendações da legislação. Resultados: A análise dos 133 itens mostrou um percentual de 60,8% em desacordo com a RDC, não apresentando Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) formalmente constituída, registro do controle de temperatura das dietas enterais, resultados das análises microbiológicas, boas condições de conservação, manuais de boas práticas de preparação em NE, observando-se que não estava sendo cumpridos 100% dos itens imprescindíveis como preconiza a RDC 63/2000. O hospital em questão recebeu o termo de intimação com o prazo de 30 dias para o cumprimento destas não conformidades e após este período retornou-se ao hospital e observou-se uma significativa elevação do padrão da qualidade e da segurança da NE. Conclusão: Por meio deste estudo verificou-se que é fundamental a implantação de boas práticas e controle de qualidade em NE, que requer cuidados especiais, com base nas complicações que possam ocorrer por se tratar de um procedimento de alta complexidade, influenciando no progresso do estado nutricional, assim como no tempo de internação dos pacientes. Unitermos: Nutrição enteral, legislação, controle de qualidade.

PC143 - HÁBITOS ALIMENTARES DE IDOSAS PORTADORAS DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA MULTIPROFISSIONAL DE CAMINHADA ORIENTADA EM UM MUNICÍPIO NO RECÔNCAVO DA BAHIA

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Amargosa
Autores: Furuhata VLL; Facina VB.

Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo traçar o perfil inicial dos hábitos alimentares de idosas portadoras de obesidade visceral, hipertensão arterial sistêmica (HAS) ou diabetes mellitus (DM) participantes de um programa de extensão universitária multiprofissional. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo, em que a amostra foi constituída por 37 idosas, participantes de programa de extensão universitária multiprofissional de caminhada orientada em um município no Recôncavo da Bahia, com diagnóstico médico de obesidade visceral, HAS ou DM, que iniciariam a participação em um projeto multiprofissional de caminhada orientada por educadores físicos. Para a avaliação dietética utilizou-se um questionário de frequência alimentar (QFA) complementado por um protocolo de dados socioeconômicos, aplicados no início das atividades propostas para o grupo de idosas. O QFA era composto por 59 alimentos, divididos em 10 grupos alimentares: leites e derivados; carnes e ovos; óleos e gorduras; petiscos e enlatados; massa, cereais e feijão; vegetais e frutas; temperos e condimentos; açúcares e doces; bebidas; produtos diet e light. As frequências avaliadas foram: uma vez ao dia; duas ou mais vezes ao dia; cinco a seis vezes na semana; duas a quatro vezes na semana; uma vez na semana; uma a três vezes por mês; raramente ou nunca. Resultados: A idade média das participantes foi de 65,9 anos, sendo que 43,2% eram casadas, 40,5% viúvas, 5,4% solteiras e 10,8% divorciadas. A renda salarial média foi de 1,3 salários mínimos. Em relação ao diagnóstico médico, 100% apresentavam obesidade visceral, 89,2% eram hipertensas e 35,1% diabéticas, sendo que 29,7% das idosas eram portadoras de DM e HAS, concomitantemente. Quando questionadas sobre a participação em algum atendimento nutricional anterior, 70,3% responderam nunca ter participado. Quanto ao consumo alimentar, observou-se um maior consumo diário de: cereais (30,3%); temperos e condimentos (13,2%); óleos e gorduras (11,3%); e leites e derivados (9,2%). Por outro lado, o grupo das carnes e ovos foi o grupo menos consumido (frequência raramente/nunca), totalizando 16,8%. Em relação ao consumo de vegetais crus, os mais consumidos foram: alface, tomate, repolho, cenoura, pepino e couve. Já entre os vegetais cozidos, o chuchu, o repolho, a couve, a cenoura, a batata e o quiabo foram os mais citados. Considerando-se as frutas, laranja, maçã, banana, melancia, uva e abacaxi foram as de maior consumo entre as participantes do programa. Apenas 5,5% referiram consumir produtos diet e light. Finalmente, ao serem questionadas sobre a ingestão hídrica, 51,4% relataram ingerir de dois a quatro copos de água/dia. Conclusão: Assim, pôde-se concluir que o maior consumo alimentar diário das participantes do programa foi de cereais. Considerando-se que a amostra foi exclusivamente composta por mulheres em período pós-menopausa e que existe uma relação entre sexo/idade e osteoporose, destaca-se o baixo consumo de leite e derivados das participantes. Ainda, observou-se que o grupo de carnes e ovos foi o mais frequentemente relatado como raramente/nunca consumido, o que poderia associar-se à baixa renda da maioria das participantes. Desta maneira é de fundamental importância as ações multiprofissionais com indivíduos da melhor idade. Unitermos: Idosas, hábitos alimentares, questionário de frequência alimentar, caminhada orientada.

PC144 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS ATENDIDAS NO PROJETO CAMINHAR DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO BETTINA FERRO DE SOUZA

Instituição: Universidade Federal do Pará (UFPA) – Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), Belém
Autores: Silva RVG; Amaral EC; Portilho DV.

Objetivos: Avaliar a evolução nutricional e os tipos de doenças apresentadas pelas crianças atendidas no Projeto Caminhar do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado com base no atendimento das crianças no Ambulatório de Nutrição do Projeto Caminhar (HUBFS). Os dados antropométricos, nutricionais e bioquímicos foram extraídos diretamente dos prontuários. Foi utilizado o estudo observacional do tipo transversal. Com uma amostra de 65 crianças, sendo 37 meninos e 28 meninas, em idades entre 0 a 13 anos, no período de março a julho de 2010. Os dados antropométricos (peso e altura) foram obtidos em balança antropométrica com capacidade de 150kg, com variação de 100g para crianças acima de dois anos e balança pediátrica com capacidade 16kg, com variação de 10g, para as crianças abaixo de dois anos. Assim, para crianças menores de dois anos foi utilizado o antropômetro para medir a estatura. As crianças foram pesadas sem ou com o mínimo de roupas e sem sapatos. Utilizou-se para a classificação nutricional os gráficos da OMS/2006. Resultados: Da amostra de 65 crianças estudadas, 56,9% são meninos e 43,1 % meninas. Na morbidade de base para o tratamento, obtivemos crianças com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM) 55,4%, autistas 9,2%, outras doenças 16,9%, diagnóstico a definir 18,5%. De acordo com a avaliação nutricional 47,7% apresentaram desnutrição, eutrofia 33,8%, sobrepeso 18,5%. Quanto à evolução do estado nutricional 75% das crianças progrediram, 19% regrediram e 6% ficaram inalterados. Quanto a deglutição 81,5% apresentaram adequada esta função e 18,5% insuficiente. Quanto a mastigação, 83,15% mastigam normalmente e apenas 16,9% apresentam mastigação insuficiente. Quanto a consistência da dieta consumida, 76,9% das crianças estudadas a consumem dieta normal (sólida) e 23,1% consumiam dieta pastosa (espessura de mel). Conclusão: Observou-se que a maior demanda dos pacientes atendidos no HUBFS são crianças com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor. Quanto ao diagnóstico nutricional a maioria apresentou desnutrição, devido à dificuldade na alimentação. Na evolução nutricional, verificou-se que a maioria progrediu. O estudo permitiu concluir que a nutrição exerce um papel de grande importância na recuperação alimentar de crianças que possuem dificuldades em se alimentar e distúrbio neuropsicomotor, uma vez que a introdução de novos alimentos e técnicas específicas para essas crianças tem contribuído para a melhoria nutricional das mesmas. Unitermos: Evolução nutricional, alimentação, patologias.
PC145 - ESTADO NUTRICIONAL PRÉVIO DE IDOSAS PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA MULTIPROFISSIONAL DE CAMINHADA ORIENTADA EM UM MUNICÍPIO NO RECÔNCAVO DA BAHIA

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Amargosa
Autores: Facina VB; Furuhata VLL.

Objetivos: Traçar o perfil antropométrico prévio de idosas praticantes de caminhada orientada em um município do Recôncavo da Bahia. Materiais e Métodos: Participaram do estudo 37 mulheres, que residiam em um município no Recôncavo da Bahia. Trata-se de um estudo com delineamento transversal e descritivo. O perfil nutricional foi avaliado por meio de avaliação antropométrica, antes do início das atividades propostas para o grupo pelos educadores físicos. Foram mensuradas as medidas da massa corpórea e da estatura de acordo com procedimentos e técnicas padronizadas, sendo estas medidas utilizadas para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O peso das participantes foi obtido por meio de uma balança digital, com capacidade para 150 kg e resolução de 100 g, e a estatura mensurada com um estadiômetro, com escalas graduadas de 0,1 cm. O IMC foi classificado de acordo com os pontos de corte estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde. Mensurou-se a circunferência abdominal (CA) com base nos procedimentos descritos por Callaway et al. (1998) utilizando-se uma fita métrica ineslática com resolução de 0,1cm. Para classificação da CA utilizou-se o ponto de corte de 88 cm como obesidade visceral. Resultados: A renda familiar média das participantes do programa foi de 1,3 salários mínimos e a idade média de 65,9 anos. Destas, 43,2% eram casadas, 40,5% viúvas, 5,4% solteiras e 10,8% divorciadas. Avaliando-se a escolaridade, 43,2% frequentaram a escola por um período inferior a 4 anos, 21,6% durante mais de 8 anos e 35,1% entre 4 e 8 anos. Quando questionadas sobre a realização prévia de atendimento nutricional, apenas 29,7% já haviam ido a um nutricionista, sendo que 36,4% procuraram devido à necessidade de perda de peso. Das participantes, 29,7% disseram seguir orientações nutricionais, sendo que somente 23,1% foram indicadas por nutricionistas. Pela avaliação antropométrica, o peso médio foi de 64,5 kg (±9,57) e estatura média de 153,7 cm (±5,21). Ao avaliar as participantes, segundo o IMC, observou-se baixo peso em 5,4%, eutrofia em 51,4% e 43,2% de sobrepeso. No entanto, valores referentes à obesidade visceral, circunferência abdominal acima de 88 cm, estavam presentes em 86,5% das idosas. Conclusão: Assim, pôde-se concluir que, embora a maior parte das idosas tenha sido classificada pelo IMC como eutrófica, a prevalência de obesidade abdominal relacionada à CA muito elevada esteve presente na maioria das avaliadas, o que pode ser sugestivo de que estas idosas apresentavam um risco muito elevado para o desenvolvimento de doenças, principalmente cardiovasculares, associadas à obesidade visceral. Desta maneira, o desenvolvimento de ações de saúde multiprofissionais neste grupo, torna-se extremamente relevante. Unitermos: Antropometria, idosas, caminhada orientada, obesidade visceral, índice de massa corporal.

PC146 - TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL: VOLUME PRESCRITO VERSUS VOLUME INFUNDIDO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Nutriterápica, Belém
Autores: Rocha RF; JR Moreira JC; Barros ASC.

Objetivos: Os pacientes internados em unidade de terapia intensiva geralmente apresentam déficit nas quantidades das dietas enterais prescritas e infundidas, podendo causar depleção do estado nutricional, pois raramente recebem suas necessidades de energia e proteína para manutenção do estado nutricional. Este estudo teve como principal objetivo avaliar a infusão da nutrição enteral, comparando a dieta prescrita versus a infundida em pacientes críticos atendidos em Unidade de terapia intensiva em um Hospital privado em Belém-PA. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo em pacientes recebendo terapia nutricional exclusiva admitidos na UTI adulto desse hospital, os dados foram coletados através de fichas de acompanhamento da Equipe Multidisciplinar de terapia Nutricional (EMTN) em um período de 90 dias, o estudo inclui 94 pacientes, com idade média de 70,1(± 16) anos, de ambos os sexos. Foram incluídos neste estudo as seguintes variáveis: sexo, idade, volume prescrito, volume infundido. O perfil nutricional foi traçado segundo a Avaliação Subjetiva Global (ASG). Os dados foram armazenados em planilha eletrônica (Microsoft Excel). Resultados: A média calórica alcançada em relação ao volume prescrito foi de 86,7%, observou-se uma maior prevalência de doenças cardiovasculares (21%), as fórmulas enterais mais utilizadas foram polimérica padrão(37%), polimérica especializada(52,2%) e oligomérica(10,6%), entre as causas da interrupção na administração da fórmula enteral foi a perda de SNE com 13%, por saída acidental e/ou obstrução da mesma. Conclusão: A terapia nutricional enteral neste grupo alcançou valores de calorias adequados, preconizados na literatura, pode-se constatar que a possível sistematização dos serviços de rotina pode otimizar para o sucesso da terapia nutricional enteral. Unitermos: Nutrição enteral, volume de NE prescrito e infundido, ASG.

PC147 - RELAÇÃO ENTRE O PESO AO NASCER E O DESMAME PRECOCE SOBRE A OBESIDADE E O SOBREPESO INFANTIL

Instituição: Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro
Autores: Souza NM; Nascimento FAM; Gregório BM; Fernandes-Santos C; Bacelo AC; Catta-Preta M.

Objetivos: Investigar a influência do aleitamento materno exclusivo e introdução da alimentação complementar sobre a ocorrência do sobrepeso e da obesidade infantil. Materiais e Métodos: Foram analisados 180 questionários de crianças ente 2 e 7 anos pertencentes a uma escola pública no RJ. Avaliaram-se peso, estatura e Índice de Massa Corporal/Idade atuais e peso ao nascer. Resultados: Ambos os sexos apresentaram-se homogêneos quanto a peso, estatura e idade. O IMC/I de ambos os gêneros apresentou prevalência de sobrepeso. O PN dos meninos foi maior que o das meninas (3,22±0,54g vs. 2,93±0,52; P<0,05). A introdução do leite artificial foi precoce nos meninos quando comparados às meninas. Considerando as crianças com baixo PN (< 2.500g), evidenciou-se apenas uma forte e significativa correlação entre as meninas. Conclusão: O aleitamento materno exclusivo foi imperativo na proteção ao sobrepeso e à obesidade infantil, independentemente da idade da criança. Além disso, o PN é um excelente preditor de sobrepeso e obesidade. Unitermos: Peso ao nascer, aleitamento materno, alimentação artificial, obesidade infantil.
PC148 - PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE IDOSAS PORTADORAS DE SÍNDROME METABÓLICA PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA MULTIPROFISSIONAL DE CAMINHADA ORIENTADA EM UM MUNICÍPIO NO RECÔNCAVO DA BAHIA

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Amargosa
Autores: Facina VB; Furuhata VLL.

Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo traçar o perfil antropométrico inicial de idosas portadoras de síndrome metabólica (SM) participantes de um programa de extensão universitária multiprofissional. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal descritivo, em que a amostra foi constituída por 11 idosas, participantes de um programa de extensão universitária multiprofissional de caminhada orientada em um município no Recôncavo da Bahia. Tais participantes deveriam apresentar pelo menos três doenças associadas à SM: diabete melito (DM); obesidade abdominal; hipertensão arterial sistêmica (HAS); e dislipidemia, de acordo com o NCEP-ATP III. A coleta sanguínea para verificação do perfil lipídico e glicêmico foi realizada no período da manhã, após 12 horas de jejum dos participantes. O perfil lipídico foi avaliado por meio do colesterol total, LDL-colesterol, HDL-colesterol e triglicerídeos. Os valores do LDL-colesterol foram obtidos por meio da equação de Friedewald; Levy e Fredrickson (1972). Para a classificação do perfil lipídico foram utilizados os pontos de corte propostos pela III Diretrizes Brasileiras Sobre Dislipidemias e Diretriz de Prevenção da Aterosclerose. Para a avaliação da glicemia foi utilizado o método da hexoquinase. Para classificação da glicemia sanguínea em jejum utilizou-se os pontos de corte propostos pela Organização Mundial da Saúde. A pressão arterial foi obtida por meio de um esfigmomanômetro aneroide com estetoscópio. Resultados: A média de idade das participantes do programa foi de 70,8 anos (±8,68). A renda familiar média foi de 1,18 salários mínimos. Destas, 45,5% eram casadas e 45,5% viúvas. Avaliando-se a escolaridade, 63,6% frequentaram a escola por um período menor que 4 anos, somente 9,1% durante mais de 8 anos, e o restante entre 4 e 8 anos. Quando questionadas sobre a participação prévia em algum atendimento nutricional, 45,5% já haviam participado. Dos motivos, 50,0% devido às doenças associadas e as demais por indicação médica ou para a melhora dos hábitos alimentares. Das participantes, 90,9% disseram seguir orientações nutricionais, sendo que destas, 30,0% foram indicadas por nutricionistas, 60,0% por médicos e 10,0% por amigas. Em relação ao funcionamento intestinal, 90,9% relataram ser diário. O consumo hídrico, em 54,5% dos casos, foi superior a 5 copos/dia. Pela avaliação antropométrica, verificou-se que o peso médio foi de 63,12 kg (±6,57) e a estatura média foi de 152,45 cm (±3,47). Ao avaliar as participantes, segundo o IMC, verificou-se baixo peso em 9,1%, eutrofia em 54,5% e 36,4% de sobrepeso. No entanto, valores referentes à circunferência abdominal muito elevada estavam presentes em 81,8% das idosas. Conclusão: Assim, pôde-se concluir que, apesar de apenas 36,4% das participantes apresentarem sobrepeso, 100% apresentaram CA alterada, sendo que 81,8% apresentaram CA muito elevada, o que pode ser sugestivo de que estas idosas apresentavam um risco muito elevado para o desenvolvimento de doenças, principalmente cardiovasculares, associadas à síndrome metabólica e obesidade visceral. Desta maneira, o desenvolvimento de ações de saúde multiprofissionais neste grupo, torna-se extremamente importante. Unitermos: Idosas, síndrome metabólica, índice de massa corporal, circunferência abdominal, caminhada orientada.

PC149 - TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR: DIETA NATURAL, DIETA INDUSTRIALIZADA X DESNUTRIÇÃO

Instituição: Não informado
Autores: Lima GMP.

Objetivos: Determinar a quantidade ideal da oferta calórica e proteica recomendada para cada paciente de acordo com suas necessidades específicas comparando a dieta artesanal (DA) e a dieta industrializada (DI), em relação à recuperação do estado nutricional (EN) e a cicatrização da UPP. Materiais e Métodos: Avaliação retrospectiva de dados coletados prospectivamente, obtidos durante o acompanhamento de 80 pacientes em TND no período de abril de 2009 a dezembro de 2010. O estado nutricional (EN) foi classificado de acordo com a estimativa do Índice de Massa Corpórea (IMC), circunferência do braço (CB) através de altura informada pelo paciente ou familiar e altura do joelho aos quais não sabiam informar, o peso estimado pela fórmula (Rabito - Rev. Nutr., Campinas, 19(6):655-661, nov./dez., 2006) e comparando com faixa etária, sexo e grupos de patologia. Resultados: Foram avaliados 80 pacientes, com idade 73,03±11,85, 47 (58,8%) sexo feminino e 33 (41,3%) do sexo masculino. Nessa população 43 (56,25%) são adultos e 37 (46,26%) são idosos. De acordo com IMC 04 (9,3%) dos pacientes adultos e 10 (27%) dos pacientes idosos apresentavam desnutrição na alta hospitalar e implantação no Home Care. Em relação a CB 16 (38,1%) dos adultos e 10 (35,7%) dos idosos encontravam-se desnutrido na admissão. De acordo com o sexo foram encontrados valores de CB e IMC para o sexo masculino mostraram que 5 (15,2%), 14 (46,7%), 2 (6,1%), respectivamente eram desnutridos. Em relação ao sexo feminino foi mostrado que 10(27%), 12 (30%) e 08 (17%) dos pacientes eram desnutridos. O pacientes foram divididos em três grupos de acordo com suas patologias de base: Hipertensão (HAS), Diabetes Melittus (DM), Insuficiência Renal Crônica (IRC) e Acidente Vascular Encefálico (AVE), e foram encontradas, respectivamente que 10 (27%), 12 (30%) e 8 (17%) apresentavam desnutrição de acordo com IMC fazendo dieta artesanal (DA). De acordo com a CB, o percentual de desnutridos foram: 29,2, 50% e 18% para os respectivos grupos de patologia. As UPP eram bastante prevalentes, sendo que 41 (39%) as apresentavam na avaliação inicial, 9 (13%) não haviam cicatrizado suas UPP após acompanhamento apenas com dieta artesanal. 14 desenvolveram UPP durante a AD e 2 permaneciam com a UPP após 6 meses de TND apenas com dieta artesanal. A evolução clínica foi para alta em 8 pacientes, óbito em 7 pacientes por motivos não relacionados a nutrição e 65 permaneceram em AD. Conclusão: Concluímos que é possível a recuperação do EN e a cicatrização de feridas com os tipos de TN seja ela artesanal ou Industrializada, desde que a oferta calórica e proteica seja devidamente calculada ao paciente. Lembrando que entre os pacientes que apresentaram piora do EN, a maioria deles estava com DA e nenhum com DI. É notório que a dieta artesanal deixa falhas no seu preparo não fornecendo as quantidades necessárias de nutrientes para o paciente, mesmo tendo uma orientação avançada no preparo não garante sua eficácia diferentemente das dietas industrializadas que calculadas corretamente e específicas para cada patologia o paciente tem melhoras significativas diminuindo seu custo no HC e tendo êxito no tratamento. Unitermos: Terapia nutricional domiciliar, úlceras por pressão, desnutrição, custo, home care.