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GANEPÃO 2011
INTERESSE CIENTÍFICO (IC)
RBM Especial Ganepão Junho/2011

IC1 - EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DO ÔMEGA-3 NA RESPOSTA IMUNOLÓGICA DE RATOS SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO I

Instituição: Faculdade Santa Terezinha-CEST, São Luis
Autores: Câmara TAV; Lima MTA; Macêdo MRC; Melo PB.

Objetivos: Inúmeros estudos têm demonstrado que o ácido graxo poliinsaturado n-3 possui a habilidade de modular a resposta imunológica. De forma semelhante, o exercício físico também tem a capacidade de influenciar o sistema imunitário. Este quando praticado com intensidade leve à moderada, tem ação estimulatória enquanto que o exercício de alta intensidade promove a imunossupressão. Portanto, nosso principal objetivo foi investigar o efeito da suplementação do óleo de peixe sobre parâmetros imunes de ratos treinados. Materiais e Métodos: Para alcançar tal objetivo, ratos Wistar machos foram divididos em três grupos: grupo controle (C, n=7), grupo treinado e não suplementado (TNS, n=7) e grupo treinado e suplementado (TS, n=7). A suplementação com o óleo de peixe foi administrada na dose de 1g/kg do peso corpóreo do animal através da gavagem. Resultados: Os animais foram submetidos a um programa de treinamento de natação durante 8 semanas. Para obtenção dos parâmetros imunológicos foram realizados os exames leucograma total e diferencial. Os ratos foram ortotanasiados 72 h após a última sessão do treinamento do nado. Os resultados demonstraram que o grupo TNS apresentou à clássica leucocitose, e consequentemente quadros de neutrofilia, linfocitose e monocitose induzida pelos exercícios extenuantes. E em contrapartida, o grupo treinado e suplementado apresentou redução na quantidade de leucócitos séricos refletindo diretamente na diminuição significativa dos neutrófilos, linfócitos e monócitos, que estavam elevados nos animais apenas submetidos ao exercício físico. Paralelamente, a relevância dos resultados positivos dos parâmetros imunes desta associação, está a sua capacidade de melhorar o perfil lipídico, visto que, elevou a concentração do HDL (lipoproteína de alta densidade), e reduziu as de CT (colesterol total), TG (triglicerídeos) e LDL (lipoproteína de baixa densidade). Conclusão: Sendo assim, apesar dos resultados significantes desse estudo, mais pesquisas envolvendo o assunto são necessárias para que o óleo de peixe, nesta dose, possa vir a ser utilizado como um suplemento imunomodulador, e consequentemente atuar como coadjuvante no combate às doenças infecciosas do trato respiratório superior (ITRS) resultantes dos efeitos imunossupressores do exercício físico intenso. Unitermos: Ácido graxo poliinsaturado n-3, resposta imunológica, exercício físico intenso.

IC2 - PROGRAMAÇÃO METABÓLICA: EFEITOS DA DIETA DE CAFETERIA DURANTE O PERÍODO PERINATAL SOBRE O PERFIL LIPÍDICO E GLICEMIA DOS DESCENDENTES NA VIDA ADULTA EM RATOS

Instituição: Departamento de Ciências da Nutrição da Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Oliveira TWS; Morais GL; Lima MS; Deiró TCJ; Couto RD; Barreto-Medeiros J.

Objetivos: Investigar os efeitos da dieta de cafeteria durante a gestação e lactação sobre o perfil lipídico e glicemia dos descendentes de ratas Wistar na vida adulta. Materiais e Métodos: Ratos machos Wistar (90 dias) provenientes de ratas submetidas à manipulação nutricional durante a gestação e lactação foram divididos em dois grupos. O grupo controle (C=10) foi composto por ratos cujas mães receberam dieta padrão comercial para ratos. O segundo grupo, teste (T=10), constituiu-se de ratos cujas mães receberam dieta de cafeteria durante a gestação e lactação. Após o desmame ambos os grupos receberam ração padrão comercial para ratos. Aos 90 dias de vida os ratos foram submetidos a jejum de 12 horas para coleta de sangue e posterior análise de colesterol total, HDL-C, LDL-C, VLDL, triglicérides e glicemia. Para a comparação dos grupos foi utilizado o teste t-student, tendo p<0,05 como nível de significância para I.C. de 95%. Resultados: A dieta hiperlipídica durante a gestação e lactação alterou de forma significativa (p<0,05) o perfil lipídico e glicemia dos descendentes na vida adulta. O grupo teste apresentou aumento nos triglicérides (T= 58,8 ± 5,5; C= 44,2 ± 4,1), colesterol total (T= 56,4 ± 3,3; C= 35,1 ± 1), VLDL-C (T= 11,76 ± 1,1; C= 8,84 ± 0,8), LDL-C (T= 19,14 ± 2,2; C= 9,6 ± 1,1) e HDL-C (T= 25,5 ± 1,3; C= 16,6 ± 0,7). A glicemia de jejum também foi maior no grupo teste em relação ao controle (T= 217 ± 10,6; C= 171,6 ± 11,1). Conclusão: O presente estudo demonstrou que a dieta de cafeteria consumida por ratas durante o período perinatal foi capaz de alterar o perfil lipídico e glicemia da prole adulta. Assim, a nutrição materna durante a gestação e lactação parece exercer forte influencia no padrão metabólico dos descendentes na vida adulta. Unitermos: Programação metabólica, dieta de cafeteria, glicemia, perfil lipídico.

IC3 - EFEITOS DO MESOCARPO DE BABAÇU (ORBIGNYA PHALERATA) NA DESNUTRIÇÃO: ESTUDO EM CAMUNDONGOS MUS MUSCULUS

Instituição: Novafapi - Faculdade de Saúde, Ciências Humanas e Tecnológicas do Piauí Novafapi, Teresina
Autores: Silva RM; Santos RS; Oliveira FLL.

Objetivos: O trabalho teve por objetivo especificar os efeitos do Mesocarpo de Babaçu (orbignya phalerata) na desnutrição em camundongos. Materiais e Métodos:. Foram utilizados 29 camundongos mus musculus, desmamados com 22 dias e induzidos a desnutrição por 25 dias (ração hipoproteica 8% e 0%, ad libitum). Os animais foram divididos em 2 grupos, alimentados com suas respectivas dietas. Foi registrado o peso dos animais e, após o sacrifício, foram coletados e pesados fígado, rins, cérebro, coração e gordura visceral.
Resultados: Durante o período com a dieta controle (21-56 dias de idade), ou seja, por 38 dias, não apresentaram diferenças significativas. No período subsequente que receberam dieta hipoproteica (de 57 aos 72 dias de idade) os animais do (GE) apresentaram menor consumo de ração (2,87 ± 0,14 vs 3,69± 0,06, mínimo, p< 0,0001) e ( 6,03 ± 0,23 vs 7,06 ± 0,22, máximo, p<0,0035, respectivamente). Na fase que receberam a dieta enriquecida, os animais do (GE) apresentaram maior consumo comparado aos animais do grupo GC (4,4 ± 0,00 vs 3,64 ± 0,13, consumo mínimo) e ( 6,0 ± 0,21 vs 4,6 ± 0,13, consumo máximo). Os animais do grupo GE apresentaram maior peso, quando comparados ao grupo controle (25,47 ± 0,62 vs 22,14 ± 1,16, P <0,016, mínimo), (30,60 ± 0,38 vs 25,07 ± 1,09, p<0,0001, máximo), com a dieta enriquecida com mesocarpo de babaçu (de 83 a 97 dias de idade). Conclusão: A dieta de mesocarpo de babaçu experimentalmente alcança as necessidades mínimas para promover a recuperação da desnutrição. Unitermos: Orbignya phalerata, desnutrição.

IC4 - Trabalho cancelado

IC5 - INFLUÊNCIA DO FRACIONAMENTO DAS REFEIÇÕES NO GANHO DE PESO: UM ESTUDO EXPERIMENTAL

Instituição: Centro Universitário Filadélfia, Londrina
Autores: Paroschi TP; Enokida DM; Okada CM.

Objetivos: Realizar um estudo sobre a influência que o fracionamento das refeições exerce em uma dieta hipercalórica no que se diz respeito o ganho de peso. Materiais e Métodos: A pesquisa foi realizada experimentalmente com 30 ratos machos de idade media de trinta dias. Estes foram divididos aleatoriamente em três grupos, denominados de grupo Controle, grupo A e grupo B. Após o período de adaptação dos mesmos ao biotério, o grupo Controle foi alimentado com ração comercial e água ad libitum, enquanto o Grupo A recebeu, além da água e da ração comercial ad libitum, 1mL de suplemento hiperlipídico (4,5 kcal/g), administrado uma vez ao dia por gavage. Já o Grupo B alimentou-se igual aos demais e recebeu a mesma quantidade do suplemento fracionadamente em quatro vezes ao dia (0,25mL cada). O peso dos animais e as sobras de rações foram anotados diariamente. Após o período de experimentação foi aplicado o método de eutanásia com éter etílico, um agente farmacológico inalante, com auxilio de uma câmara de vidro hermeticamente fechada. Foram seguidos todos os princípios éticos descritos por Cardoso (2002) e também estipulados pelo Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA). Resultados: A média de ganho de peso do Grupo A foi de 51,31% ± 4,13 do peso inicial dos ratos, o Grupo B obteve um ganho de peso médio de 43,68% ± 6,10 e o Grupo-Controle o ganho foi de 36,65% ± 7,92. Dessa forma, houve diferença estatística significativa mínima (p<0,05) entre o ganho de peso dos diferentes grupos, onde o maior foi do grupo A, seguido do grupo B e grupo-controle. Analisando o consumo da ração, não houve diferença significativa entre o consumo de ração dos diferentes grupos, ou seja, a diferença do ganho de peso foi exclusivamente devido ao excesso calórico proporcionado pelo suplemento de acordo com a pesquisa experimental. Conclusão: Assim, confirma-se a hipótese investigada de que indivíduos que consomem dietas hipercalóricas com pouco ou nenhum fracionamento podem ganhar mais peso que indivíduos que fazem suas dietas fracionadas e em horários estipulados. Logo o fracionamento das refeições influencia diretamente no ganho de peso. Unitermos: Ratos Wistar, suplemento hiperlipídico, obesidade, horário das refeições.

IC6 - TRABALHO COMPARATIVO DE HIPOCALEMIA EM HUMANOS E ANIMAIS

Instituição: UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto
Autores: Natalin GM; Natalin HM; Sella IP; Rubello JVM; Lemo M; Petenusso M.

Objetivos: A anamnese para investigação das causas de hipocalemia devem contemplar entre outras questões, o uso de diuréticos não poupadores de potássio como a furosemida, que tem como principal mecanismo de ação a inibição do sistema de transporte acoplado de Na+ K+ 2Cl- o que impede a reabsorção de potássio, podendo causar hipocalemia, um dos distúrbios eletrolíticos mais comuns na prática clínica, ocorrendo em cerca de 20% dos pacientes hospitalizados e 10% a 40% da população em uso de diuréticos não poupadores de potássio. Este estudo tem como objetivo verificar a variação dos níveis séricos de potássio após a administração subcutânea de furosemida em ratos Wistar não anestesiados. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo experimental realizado no laboratório de fisiologia da Faculdade de Medicina do ABC.Foram utilizados 2 grupos de ratos Wistar com peso entre 300 e 350g adultos (6 submetidos á injeção de furosemida e 6 controles),que foram submetidos à canulação de veia femoral (para coleta sangue) e jugular (para reposição). Após 3 dias foi coletado sangue, e após isso, receberam injeção subcutânea de furosemida na dose de 50mg/kg. Após 24 horas sem alimentos sólidos, foi realizada nova coleta de 1 mL de sangue e realizado separação do soro e plasma através da centrífuga Costar® por 10 minutos a 10 RPM, sendo pipetado 500 µL do plasma. Os níveis de potássio foram verificados pelo método íon-eletrodo seletivo, RAPID LAB 348-BAYER®. Resultados: Os resultados foram expressos em média ± erro padrão e submetidos à análise de Variância (ANOVA) de duas vias, seguido do pós-teste de TUKEY, e o nível de significância aceito como p<0,05. Observou-se que houve diferença significante no grupo submetido às injeções de furosemida por via subcutânea com diminuição de 0,9±0,0 mEq/L quando comparado com o grupo controle 0,0 ± 0,0mEq/L o que demonstra a ocorrência de hipocalemia após injeção de furosemida. Conclusão: Os dados analisados demonstraram a ocorrência de hipocalemia nos animais que receberam furosemida, o que sugere a importância do profissional enfermeiro analisar os níveis deste íon em pacientes que recebem furosemida, para que possam elaborar diagnósticos de enfermagem pertinentes e intervenções, direcionadas e raciocinar acerca das complicações potencias, melhorando sobremaneira a assistência de enfermagem. Unitermos: Furosemida, hipocalemia.

IC7 - POLUIÇÃO ATMOSFERICA INFLUENCIA COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE RATOS

Instituição: UFCSPA, Porto Alegre
Autores: Schmitt L; Zanchi AC; Saldiva PHN; Rhoden CR.

Objetivos: Investigar se a poluição atmosférica exerce influência sobre o comportamento alimentar e ganho de peso de ratos wistar desde a infância até a fase adulta. Materiais e Métodos: Ratos foram expostos ao ar filtrado (F) ou ao ar ambiental não filtrado (NF).
A ingestão de ração e o consumo de água foram medidos diariamente desde a infância (21 dias de idade) até a idade adulta (180 dias de idade). O peso foi anotado quinzenalmente ao longo das mesmas fases. Ao final da infância, puberdade e idade adulta, os animais foram submetidos ao teste do alimento doce. Resultados: Como resultados, foram observados que o grupo NF apresentou aumento no consumo de alimento doce na puberdade (P <0,001) quando comparado ao grupo F. Entretanto, F apresentou um aumento na ingestão de alimento doce da puberdade até a idade adulta (P <0,001). NF e F não diferiram peso na infância. Entretanto, ao longo do estudo, o grupo NF manteve-se sempre com peso inferior a F (P= 0,013). Conclusão: A literatura mostra que o estresse está relacionado à diminuição na ingestão de alimento doce por ratos e que um mecanismo que pode explicar estas alterações seria a via serotonérgica. Além disso, a exposição aos poluentes pode influenciar a preferência de alimento doce por alterações de sinalização neuroinflamatória e por via oxidativa, vias cujo efeito é já estabelecido quanto a afetar demais estruturas do cérebro tanto de animais quanto crianças e idosos. Portanto, animais expostos aos poluentes do ar podem apresentar alteração no comportamento alimentar em relação ao alimento doce e faz-se necessário estudos mais aprofundados quanto a participação dos oxidantes e agentes neuroinflamatórios nesse processo. Unitermos: Poluição atmosférica, ratos, comportamento alimentar.

IC8 - EFEITOS DA INGESTÃO DE MARGARINAS A BASE DE ÓLEOS VEGETAIS HIDROGENADOS, ÓLEOS VEGETAIS INTERESTERIFICADOS E ÓLEO DE PALMA NA CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE ENZIMAS HEPÁTICAS EM RATOS

Instituição: Unidade de Ensino Superior Ingá, Maringá
Autores: Cobo AH; Borgonhone AEZ.

Objetivos: Nesta pesquisa, foi apresentada a utilização dos lipídios para preparação de um produto industrializado específico: as margarinas. O objetivo do trabalho foi de avaliar a concentração plasmática de enzimas hepáticas ALT e AST em ratos após serem alimentados com rações preparadas a base de margarinas com diferentes óleos vegetais. Materiais e Métodos: Foram selecionados 36 ratos da linhagem Wistar, com cerca de 21 dias de vida, divididos em quatro grupos: três grupos receberam um tratamento experimental específico com administração de diferentes componentes em suas rações: margarina a base de óleos vegetais hidrogenados, margarina a base de óleos vegetais interesterificados e margarina a base de óleo de palma, enquanto um grupo manteve-se com a ração comercial (grupo controle), sem acréscimo de óleos vegetais específicos. Resultados: Foi observado que não houve diferença significativa entre os grupos pelas dosagens das aminotransferases. Nas dosagens de AST e ALT, o grupo alimentado com ração com margarina a base de óleos vegetais interesterificados apresentou com valores mais próximos do grupo controle, com menores chances de uma doença hepática gordurosa, ao contrário do grupo alimentado com ração com margarina a base de óleo de palma, que apresentou valores maiores que o controle, sugerindo uma maior tendência a apresentarem comprometimento na função hepática. O grupo alimentado com ração com margarina a base de óleos vegetais hidrogenados apresentou valores mais próximo do grupo alimentado com óleo de palma. Conclusão: Apesar da ausência de uma conclusão estatística entre os grupos, é evidente que o grupo alimentado com óleo de palma apresentou níveis de enzimas hepáticas superiores aos demais, inclusive em relação aos óleos vegetais hidrogenados, tidos como grandes vilões visto o fornecimento dos ácidos graxos trans. Este aspecto coloca em prova a utilização de óleo de palma na dieta humana. Unitermos: Margarina, doença hepática gordurosa não-alcoólica, aminotransferases.

IC9 - RESTRIÇÕES ALIMENTARES RELIGIOSAS RELATADAS POR PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL GERAL

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
Autores: Ferreira Alves LVBN; Wettstein MF; Goldim JR.

Objetivos: Levantar a ocorrência de restrições alimentares relatadas por pacientes internados em um hospital geral universitário, em especial as por motivação religiosa. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 271 pacientes internados em diferentes unidades do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os pacientes eram questionados, através de uma entrevista semi-estruturada, quanto a terem alguma restrição alimentar, alguma prática religiosa e se existia uma associação entre esta restrição e a sua religião. Todos os pacientes consentiram com a sua participação. Resultados: A maioria dos pacientes (86%) relatou ter algum tipo de religião, tendo sido citadas 25 diferentes denominações religiosas. As mais frequentes foram a religião Católica Apostólica Romana (55%) e as denominações Evangélicas de Origem Pentecostal (15%). Mais da metade dos pacientes (56%) relataram ter alguma restrição alimentar. A maior parte das restrições (33,9%) foi por não gostar do tipo de alimento, outra parcela (16,2%) foi por motivos de saúde e um grupo menor (6,3%) por motivação religiosa. Os 17 pacientes que alegaram restrições religiosas tinham as seguintes denominações: Adventista (6), Assembleia de Deus (1), Evangélica (3), Espírita (3), Evangelho Quadrangular (2) e Umbanda (2). Neste grupo a principal restrição alimentar foi em relação às carnes, com ênfase para a carne suína. No grupo que não gosta e para o que apresenta problemas de saúde as restrições mais citadas foram as hortaliças. Conclusão: Estes dados demonstram a importância que a variável religiosidade/espiritualidade tem no processo de tomada de decisão na área da saúde. Estas informações podem auxiliar no atendimento de demandas pessoais que podem interferir no atendimento de pacientes internados, especialmente na sua aderência às prescrições dietéticas. Unitermos: Bioética, nutrição, espiritualidade.

IC10 - ÍNDICE DE MASSA CORPORAL: INVESTIGAÇÃO DOS PONTOS DE CORTE UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE IDOSOS NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA

Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba
Autores: Heitor SFD; Rodrigues LR.

Objetivos: Investigar os pontos de corte de Índice de Massa Corporal utilizados na avaliação antropométrica de idosos, na produção científica brasileira, no campo da saúde pública. Materiais e Métodos: Realizou-se um levantamento bibliográfico no período de 2007 a 2011, nos portais do Scientific Eletronic Library Online (SciELO), artigos com disponibilidade integral; e na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituição responsável pela pós-graduação stricto sensu no Brasil. Pressupõe-se que a seleção nestes portais configurou uma amostra representativa do assunto no Brasil. Os descritores utilizados para recuperar os estudos nos portais foram: idosos e IMC; idosos e antropometria; envelhecimento/idosos e composição corporal; idosos e pesos e medidas corporais. Resultados: A busca por intermédio dos descritores mencionados resultou na localização de 35 estudos, dos quais 31 eram artigos e quatro, teses e dissertações. Foram identificados 19 estudos (54,2%) que utilizaram o método proposto pela World Health Organization (WHO), com base no índice para a população adulta, onde o indivíduo tem baixo peso com IMC = 18,5kg/m2, normalidade entre 18,5 e 24,9kg/m2, sobrepeso se = 25kg/m2 e <30kg/m2 e obesidade = 30kg/m2. Outros 10 estudos (28,5%) utilizaram a classificação adaptada para a população idosa pela Nutrition Screening Initiative (NSI), proposta também por Lipschitz e pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, e aprovada pelo Ministério da Saúde, para uso na prática clínica onde IMC < 22 kg/m2 - baixo peso; de 22 a 27kg/m2 - eutrofia; e > 27 kg/m2 - sobrepeso. Três estudos (8,5%) compararam os dois pontos de corte acima citados, e três (8,5%) utilizaram a referencia da Organização Pan - Americana de Saúde (OPAS), onde IMC = 23 - baixo peso; entre 23 e 28 - peso normal; = 28 e < 30 - sobrepeso; = 30 - obesidade. Conclusão: Não houve consenso sobre os pontos de corte para IMC em idosos, e sim divergência entre vários estudos quanto aos valores empregados. Este resultado pode contribuir para o debate dentro das sociedades nutricionais, na tentativa de conduzir a um consenso internacional sobre a definição e operacionalização do risco nutricional. O IMC pode ser um bom parâmetro, quando associado às outras medidas antropométricas e desde que os pontos de corte específicos para essa faixa etária sejam melhores estudados, testados e validados. Unitermos: Idosos, IMC, antropometria, envelhecimento, composição corporal.

IC11 - IMPLANTAÇÃO DO GREEN KITCHEN NO SERVIÇO DE NUTRIÇÃO DO HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN

Instituição: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, São Paulo
Autores: Uzelin L; Souza SRPJA; Tanaka M; Silva OSN.

Objetivos: Transformar a cozinha convencional do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em cozinha sustentável, controlando excessos, supérfluos e priorizando o que agrega valor ao cliente. Materiais e Métodos: Pensando na qualidade de vida, focou-se em ações relacionadas à alimentação e meio ambiente. Para tanto, dois profissionais do HIAE fizeram o curso, tornando-se membros do Green Kitchen, possibilitando sua auditoria e credenciamento. Foram levantados alguns problemas como: uso de açúcar refinado, suco artificial, óleo de soja (transgênico), caldo de carne industrializado; descarte indevido do óleo de fritura; formação de resíduos orgânicos (aproximadamente 9 toneladas/mês). Recebemos o auditor em 05/05/10, para credenciamento Green Kitchen, onde foram avaliados os seguintes quesitos: Concepção de projeto, Energia, Ar, Água, Alimentos, Óleo, Materiais de construção, Materiais de operação e Resíduos. Resultados: A instituição recebeu o credenciamento Green Kitchen em 18 de maio de 2010, por atender às legislações e portarias voltadas à sustentabilidade. Algumas ações foram implantadas, como substituição de caldos industrializados por temperos naturais, na preparação de frituras houve a substituição do óleo de soja por gordura de palma, as gorduras geradas durante a preparação dos alimentos são retiradas por empresa especializada em reciclagem, aquisição de peixe apenas com selo de proteção aos golfinhos, substituição de panelas de alumínio por aço inox, segregação dos resíduos para reciclagem e aquisição de compactadora de lixo para resíduos orgânicos, controle do resto alimentar e sobras limpas. Ações em andamento (2011): Manutenção das ações realizadas em 2010, conscientização dos colaboradores através de treinamento (alimentação natural, sustentabilidade), tornar efetiva a comunicação com os usuários do refeitório através do Mural da Nutrição: mensagens a cada 15 dias, substituição do açúcar refinado pelo açúcar orgânico, aquisição de equipamento para compostagem do resíduo orgânico, aquisição de uniformes com tecido 100% algodão e substituição de descartáveis por produtos biodegradáveis. Conclusão: O Serviço de Alimentação propõe promoção à saúde, qualidade de vida e participação na preservação do meio ambiente através da: conscientização da importância de um hábito alimentar saudável; preservação do meio ambiente e ações de sustentabilidade. Unitermos: Serviço de nutrição, sustentabilidade, Green Kitchen.

IC12 - ALIMENTAÇÃO HOSPITALAR: PROPOSIÇÕES DE QUALIFICAÇÃO DO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO, AVALIADOS PELA COMUNIDADE CIENTÍFICA

Instituição: Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto
Autores: Padilha M; Sanches M; Garcia RWD.

Objetivos: Validar proposições para qualificar a alimentação hospitalar pela comunidade científica brasileira. Materiais e Métodos: Aplicou-se um questionário eletrônico a profissionais da área de nutrição clínica, cadastrados na Plataforma Lattes, base de dados brasileira de currículos de pesquisadores e instituições, das áreas de Ciência e Tecnologia. O questionário era acompanhado por uma escala Likert, com espaços para argumentações. Os temas abrangiam a participação do paciente, a qualidade nutricional e sensorial das dietas hospitalares e o planejamento e metas de Serviço de Alimentação e Nutrição Hospitalar (SANH). Também foram solicitadas as cinco prioridades para um SANH. Foi considerado aprovado a proposição com concordância total ou parcial maior ou igual a 70%. Resultados: Todas as proposições obtiveram concordância total igual ou maior que 70%. Houve adesão mínima de 70% na proposição que considera que a intervenção nutricional deve ser realizada em comum acordo com o paciente, e máxima de 93% sobre a necessidade de controles estatísticos de dietas prescritas pelo SANH. As prioridades mais citadas referem-se à infra-estrutura e capacitação de recursos humanos (40%), a qualidade da alimentação hospitalar (27%) e estado nutricional do paciente. Conclusão: As proposições relacionadas a satisfação do usuário e dietas hospitalares foram aceitas pela comunidade científica e podem ser consideradas para a qualificação dos SANHs. Todavia, se faz necessário o desenvolvimento de estratégias para que se possa superar as dificuldades operacionais e implementar as proposições consideradas adequadas. A condição estrutural do SANH, a qualidade da dieta hospitalar, a avaliação e acompanhamento do estado nutricional do paciente e a integração em equipes multiprofissionais devem estar presentes no planejamento e metas de um SANH. Espera-se que o presente estudo possa auxiliar os nutricionistas da área hospitalar a organizarem metas apropriadas para o SANH e que futuros estudos desenvolvam estratégias para isso. Unitermos: Alimentação hospitalar, serviço de alimentação hospitalar, cuidado nutricional hospitalar.

IC13 - AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL DE DIETAS TERAPÊUTICAS EM HOSPITAL DE GRANDE PORTE

Instituição: Não informado
Autores: Santos RP; Soares ACOS; Santos MAJR; Souza LFF; Sobreira MR.

Objetivos: Avaliar teor nutricional de dietas terapêuticas conforme consistência servidas aos pacientes sob regime de internação. Verificar se o valor calórico da dieta atinge 2000kcal/dia (29kcal/kg de peso em pacientes com peso médio de 70kg). Verificar teor proteico médio de 90 gramas (1,3g de proteína/kg de peso em pacientes com peso médio de 70kg). Materiais e Métodos: Foram selecionados aleatoriamente durante cinco dias pratos correspondentes a cada tipo de dieta conforme consistência e foram pesados os componentes dos pratos por preparação em balança caseira de marca (Mimo style) com capacidade de até 3000gramas e graduação de 40 gramas, após a pesagem foi feita a avaliação da composição nutricional de macronutrientes em programa diet win versão profissional. O trabalho foi realizado nos meses de fevereiro e março de 2011. AS pesagens foram efetuadas pela mesma equipe. Resultados: A dieta de consistência livre apresentou valores de 1.500 kcal e 56,5 g gramas de proteína, A dieta de consistência branda apresentou valro de 1.399 kcal e 55,7 gramas de proteína. Dieta de consistência pastosa apresentou valor calórico médio de 1309kcal e 56,7 gramas de proteína. A dieta de consistência líquida apresentou valor de 760kcal e 30,1 gramas de proteína. Conclusão: Todas as dietas terapêuticas apresentaram valores abaixo do esperado, configurando-se dietas hipocalóricas e hipoproteicas. Faz-se necessário adequação do teor nutricional das dietas terapêuticas e o acompanhamento da composição das mesmas para prevenção de possíveis quadros de desnutrição intra-hospitalar. Unitermos: Composição nutricional, macronutrientes, dietas terapêuticas.

IC14 - RASTREAMENTO NUTRICIONAL EM PACIENTES CIRÚRGICOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE PELOTAS - RS

Instituição: Hospital Escola - FAU/UFPEL, Pelotas
Autores: Garcia RS; Tavares LRC; Pastore CA.

Objetivos: Conhecer a prevalência de risco nutricional em pacientes que internaram no setor cirúrgico do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas de abril a outubro de 2010, bem como seus fatores associados e o tempo de internação demandado por estes pacientes, de acordo com seu estado nutricional no momento da internação. Materiais e Métodos: Estudo transversal com pacientes maiores de 18 anos internados na ala cirúrgica do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, utilizando dados secundários dos prontuários destes pacientes (anamneses e rastreamentos já realizados rotineiramente pelo Serviço de Nutrição do hospital). Os pacientes admitidos foram avaliados pela equipe de nutrição até 48 horas após a internação. Foram aplicados os questionários e avaliações de rotina para conduta nutricional do Serviço, dentre eles o MST (Malnutrition Screening Tool), ferramenta escolhida pelo serviço para o rastreamento nutricional devido à rapidez e facilidade de preenchimento, sem necessidade de antropometria nos primeiros momentos da internação hospitalar. O tempo de coleta foi de seis meses, de abril a outubro de 2010. Após a coleta de todos os dados e após o desfecho do paciente (alta, transferência ou óbito) os questionários foram digitados em banco de dados no software Microsoft Excel® e as análises estatísticas realizadas utilizando-se o pacote estatístico Stata 9.1®. Foram aceitos como significativos valores de p<0,05. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa responsável pelo hospital. Resultados: Foram incluídos 565 pacientes, sendo a maioria (51%) do gênero feminino. A idade média da amostra foi de 52,8 anos (±15,6 anos), variando de 18 a 91 anos. A maioria dos pacientes teve como desfecho a alta hospitalar (96,6%). O tempo médio de internação foi 7,4 dias (±10,0 dias), com máximo de 89 dias. As cirurgias realizadas foram de variados tipos, sendo a maioria referente a neoplasias (38,6%), seguida por cirurgias de litíase biliar (24%), herniorrafias (14%), dentre outras. Os resultados obtidos da aplicação do MST mostram que a maioria dos pacientes não apresenta perda de peso prévia à internação (57%) e não apresenta alteração da ingestão alimentar (74%). Cerca de 33% dos pacientes internados na ala cirúrgica do hospital apresentaram risco nutricional médio ou alto, sendo que quase 7% apresentaram alto risco. Dezoito por cento dos pacientes havia perdido entre 1 e 5 kg e quase 11% havia perdido mais de 10 kg em relação ao seu peso habitual. Quando avaliados os fatores associados ao risco nutricional, não foi encontrada significância em relação ao gênero (p>0,05). Conclusão: O MST é uma ferramenta simples e efetiva de rastreamento nutricional que apresenta a vantagem de dispensar medidas antropométricas, nem sempre disponíveis nas primeiras horas de internação hospitalar, o que evita perdas por impossibilidade de se realizar antropometria precocemente no paciente internado. Neste estudo, médio ou alto risco nutricional foi prevalente em um terço da amostra e esteve relacionado com aumento de mortalidade, de permanência hospitalar, diagnóstico de câncer e aumento da idade. Unitermos: Malnutrition Screening Tool (MST), risco nutricional, pacientes cirúrgicos.

IC15 - ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O IMC E A COMPOSIÇÃO CORPORAL QUANTO À QUANTIDADE DE MASSA MAGRA E MASSA GORDA EM PACIENTES COM DIABETES TIPO 2 SUBMETIDOS AO TRATAMENTO COM ÓLEO DE PALMA E GLUTAMINA POR UM PERÍODO DE 3 MESES

Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM, Uberaba
Autores: Crema E; Dijigow FB; Terra Junior JA; Porta R; Castro LGP; Silva AA.

Objetivos: Comparar a avaliação pelo IMC com a avaliação pela composição corporal, analisando a quantidade de massa magra e massa gorda dos pacientes diabéticos pré e pós-operatório e antes e após a administração oral de óleo de palma. Materiais e Métodos: Todos os pacientes foram submetidos à avaliação nutricional nos períodos pré e pós-operatório da Cirurgia Metabólica. No pós-operatório, os pacientes foram novamente avaliados nutricionalmente (antropometria e impedância bioelétrica) antes e após a administração por via oral de 9,1g/dia de óleo de palma, durante noventa dias e antes e após a ingesta de 30g de glutamina dissolvidos em 400ml de água. A impedanciometria foi realizada utilizando-se o aparelho Biodynamics modelo 310 que usa uma corrente de 800 microamperes e 50 khs. Os indivíduos submetidos à impedância bioelétrica estavam em jejum por no mínimo quatro horas. Foi realizada medida corporal com os eletrodos colocados no pé e tornozelo; na mão e pulso (Baugmgartner et al, 1989). Após a conexão dos cabos aos respectivos eletrodos foi ligada a corrente elétrica. Os critérios de inclusão dos indivíduos foram: idade de 18 a 60 anos, índice de massa corpórea (IMC) de 25 a 34, diabéticos tipo II há mais de dois anos que necessitam do uso regular de insulina e que apresentam o peptídeo C igual ou maior a um. Resultados: A perda de peso foi de 8,14% após a cirurgia (média de peso pós-operatório: 71,27 kg) em relação ao período pré-operatório (média de peso pré-operatório: 77,59 kg).O IMC médio foi 29,56 e 27,33 kg/m2 antes e após a cirurgia, respectivamente, portanto houve diminuição em 7,55%. A média da Circunferência Abdominal (CA) foi de 102,21 e 100,52 pré e pós-operatório, respectivamente, logo a queda foi de 1,66%. Houve um aumento da média de peso de 0,7% após a ingesta de óleo de Palma (72,65kg) em relação ao período pré ingesta do óleo (72,2kg). O IMC médio foi de 27,23 e 27,41 antes e após a ingesta de óleo de palma, respectivamente, portanto o aumento foi de 0,7%. A média de massa corporal magra em kilogramas antes e depois da administração de óleo de Palma respectivamente foi de 49,64kg e 51,11kg, logo, houve um aumento de 2,88%. A média do porcentual corpóreo de massa magra antes e após a administração do óleo, respectivamente, foi de 67,86% e 70,03%, portanto houve um aumento de 2,17%. A média de massa gorda em kilogramas antes e após a ingesta do óleo, respectivamente, foi de 23,32kg e 22,45kg, mostrando uma diminuição de 3,73%. A média do porcentual de massa gorda antes e após a ingesta do óleo, respectivamente, foi de 32,48% e 30,85%, portanto a queda foi de 1,63%. Conclusão: Com base neste material pode-se inferir que a administração de óleo de palma e glutamina por um periodo de 90 dias foi útil no aumento da massa magra e redução da massa gorda dos pacientes analisados. Unitermos: Diabetes tipo 2, IMC, óleo de palma, glutamina, interposição ileal.

IC16 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE ADULTOS JOVENS ATRAVÉS DE NOVOS MÉTODOS ANTROPOMÉTRICOS: MÚSCULO ADUTOR DO POLEGAR E FORÇA DO APERTO DE MÃO

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão
Autores: Santos MRO; Maciel SNMB; Silva ETL; França GQF; Almeida MCL; Petribú MMV.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de adultos jovens através do músculo adutor do polegar (MAP) e da força do aperto de mão (FAM), correlacionando-os com a quantidade de massa muscular, além de testar a reprodutibilidade intra e inter avaliador dos mesmos. Materiais e Métodos: Estudo transversal, realizado com 264 universitários. As seguintes variáveis foram estudadas: Índice de massa Corpórea (IMC), quantidade de massa magra pelo método de bioimpedância, FAM e espessura do MAP. A análise estatística foi realizada no programa Epi-info versão 6.04 e no SPSS versão 12.0. Foi adotado o nível de significância de 5% para rejeição da hipótese de nulidade. Resultados: A população foi composta em sua maioria por estudantes do sexo feminino (84,1 %) e que apresentaram um estado de eutrofia (72,7%) segundo o IMC. De acordo com o MAP e a FAM a maioria dos estudantes apresentou-se eutróficos. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa quando comparada a classificação do estado nutricional segundo a mão dominante e a mão não dominante, exceto para a FAM no sexo feminino. Foi observada uma concordância regular a boa intra e inter avaliador para a FAM e uma concordância sofrível a regular para o MAP. Houve uma correlação positiva entre a FAM, o MAP e a quantidade de massa magra. Conclusão: A FAM e o MAP mostraram serem métodos reprodutíveis e com bom desempenho como indicador do estado nutricional, sendo útil na avaliação nutricional de indivíduos jovens saudáveis e podendo ser recomendados como uma ferramenta para identificar pacientes desnutridos ou em risco nutricional. Unitermos: Avaliação nutricional, adulto jovem, antropometria.

IC17 - PRECISÃO DO SOMATÓRIO DE PREGAS CUTANEAS EM DIAGNOSTICAR CORRETAMENTE O EXCESSO DE GORDURA CORPORAL AVALIADA PELA BIOIMPEDÂNCIA

Instituição: Departamento de Nutrição - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife
Autores: Ferreira AGS; Ponzi FKAX; Trigueiro JG; Arruda Neta ACP; Farias MMF; Cabral PC.

Objetivos: Determinar a precisão do somatório de pregas cutâneas em diagnosticar corretamente o excesso de gordura corporal avaliada pela bioimpedância em estudantes de uma universidade pública do Recife. Materiais e Métodos: Estudo transversal, com estudantes dos cursos da área de saúde de uma instituição de ensino superior da cidade do Recife – PE. As pregas cutâneas tricipital, bicipital, subescapular e supra-ilíaca foram obtidas segundo a padronização de Lohman et al, 1991, com o auxílio do adipômetro tipo Cescorf científico (unidade de medida de 1mm e resolução de 0,05mm), tendo sido realizada três aferições da mesma medida e, posteriormente, calculada uma média aritmética. De posse desses quatro valores, o percentual de gordura corporal foi obtido através de uma tabela elaborada por Durnin & Womersley, 1994, contendo o somatório das quatro pregas com o equivalente percentual de gordura corporal, de acordo com idade e sexo. As medidas de bioimpedância foram realizadas com o aparelho Maltron BF-906 (Maltron, Reino Unido), com uma frequência de 50Hz em corrente alternada de quatro eletrodos. O aparelho fornecia o percentual de gordura diretamente através de equações já programadas pelos fabricantes no próprio instrumento. As medidas foram feitas com o indivíduo deitado sobre uma superfície não-condutora (colchonete), na posição supina, com pernas e braços abduzidos a 45º, sem portar brincos, relógio, anéis e objetos metálicos. A análise estatística foi feita por meio do software Epi-Info versão 6.04. Resultados: Dos indivíduos avaliados (331) 74,9% foram do sexo feminino. A média do percentual de gordura avaliada pela BIA foi de 22,3 ± 6,2 nas mulheres e 15,2 ± 4,2 nos homens. Quanto ao somatório de pregas esses valores foram de 26,6 ± 4,9 e 16,9 ± 5,8 respectivamente. Os valores de gordura corporal obtidos pelo somatório das pregas cutâneas foram similares aos avaliados pela BIA somente nos homens. No entanto, as mulheres apesar de apresentarem diferencial estatisticamente significante, não houve diferença quanto ao diagnóstico clínico, pois são considerados acima da faixa de normalidade percentual de gordura maior que 30% para mulheres. Conclusão: Os dados encontrados evidenciam que a gordura avaliada pelo somatório de pregas cutâneas pode ser usada na prática clínica ou em estudos epidemiológicos na ausência do método da bioimpedância. Unitermos: Avaliação nutricional, percentual de gordura corporal, bioimpedância, pregas cutâneas.

IC18 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM DOENÇA HEPÁTICA CRÔNICA EM ATENDIMENTO AMBULATORIAL

Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Larraona TMC.

Objetivos: Os objetivos desse estudo foram verificar o estado nutricional (EN) de pacientes com doença hepática crônica (DHC), utilizando medidas subjetivas e objetivas da prática diária, e compará-las entre os pacientes com hepatopatia crônica em fase não cirrótica (HC), cirrose compensada (CC) e cirrose descompensada (CD). Materiais e Métodos: Foi realizada avaliação nutricional em 305 pacientes ambulatoriais com DHC no período de 03/06 a 12/07. A avaliação nutricional compreendeu a avaliação global subjetiva (AGS), antropometria (peso, índice massa corpórea-IMC, dobra cutânea triciptal-DCT, circunferência do braço-CB e circunferência muscular do braço-CMB) e parâmetros laboratoriais (albumina e linfócitos). O percentual de adequação foi obtido considerando-se o percentil 50 da tabela de distribuição de percentis como ideal. A análise estatística foi realizada utilizando o teste Qui-quadrado e teste Exato de Fisher. Resultados: Dos 305 pacientes, observou-se que 174 pacientes (57%) hepatopatia crônica (HC) em fase não-cirrótica e 131 pacientes (43%) apresentaram cirrose hepática. Destes, 83 pacientes cirróticos (63%) eram Child A e foram classificados como cirrose compensada(CC) e os 48 pacientes Child B e C (37%) como cirrose descompensada (CD). De acordo com a AGS, dos pacientes com HC, 156 pacientes (90%) foram classificados como bem nutridos e 18 pacientes (10%) como moderadamente desnutridos segundo a AGS. Em relação aos pacientes com CC, 70 pacientes (84%) foram classificados como bem nutridos e 13 pacientes (16%) foram classificados como moderadamente desnutridos. Dos paciemtes com CD, mais de 90% dos pacientes apresentaram-se desnutridos, sendo 87% moderados e 13% gravemente desnutridos. Houve relação est atisticamente significativa entre AGS e classificação funcional da doença hepática. A análise comparativa dos parâmetros antropométricos (valores absolutos e percentuais de adequação) entre os três grupos, não houve diferenças estatisticamente significativas em relação ao peso, ao Índice de Massa Corporal (IMC), a Dobra Cutânea Triciptal (DCT), a Área Muscular do Braço (AMB), a Área de Gordura do Braço (AGB) e a Circunferência Muscular do Braço (CMB). Já a Circunferência do Braço (CB) apresentou redução estatisticamente significatica com a progressão da doença. Da mesma forma, os parâmetros bioquímicos (albumina e linfócitos) apresentaram relação estatisticamente segnificativa. Conclusão: A AGS, apesar de potencialmente subestimar a DPC em pacientes com HC e CC, se mostrou um método melhor para detectar DPC do que as medidas objetivas antropométricas, que foram pouco sensíveis para diagnosticar DPC em todos os espectros da DHC. Por outro lado, as medidas objetivas laboratoriais comumente usadas na prática clínica para avaliação nutricional também refletem a gravidade da doença hepática, o que pode limitar sua acurácia no diagnóstico de DPC. Novos métodos objetivos de avaliação nutricional precisam ser incorporados na prática diária. Unitermos: Doença hepática cronica, estado nutricional, antropometria.

IC19 - ESTADO NUTRICIONAL ANTROPOMÉTRICO DE PACIENTES COM HEPATITE PELO VÍRUS C

Instituição: Escola de Nutrição, Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Casé NA; Cavalcante JG; Castro FOF; Heine M; Rocha R.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi investigar o estado nutricional segundo avaliação antropométrica de pacientes com hepatite pelo vírus C (HCV). Materiais e Métodos: No período de agosto/2010 a fevereiro/2011 foram selecionados 34 pacientes com diagnóstico de HCV sem outra doença hepática associada, tratamento antiviral ou ascite, atendidos no Ambulatório de Hepatologia do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos - UFBA. Um questionário composto de três seções foi aplicado: a primeira com dados de identificação; a segunda com informações clínicas prévias e dados antropométricos (altura, peso e circunferência abdominal) e a terceira, avaliação do resultado de biópsia hepática realizada há no máximo dois anos. Resultados: Sete pacientes foram excluídos por ainda não terem o resultado da biópsia hepática. A maioria (63,0 %) dos pacientes estudados era do gênero feminino e a média de idade de 51,4 ± 10,4 anos. Os pacientes relataram, em maioria, não serem portadores de diabetes (92,6%), hipertensão (70,4%) e dislipidemia (81,5%). A prática de exercício físico era realizada por 44,4% dos indivíduos. Cerca de 50,0% dos pacientes tinham excesso de peso, 11,1% desnutrição, e 25,9% tinham circunferência da cintura aumentada. Aproximadamente metade (46,8%) apresentou esteatose hepática, 81,5% algum grau de fibrose e 7,4% de cirrose. Quatorze pacientes tinham identificação do genótipo do vírus C e destes 78,6% eram genótipo 1. Não foi observada associação entre dados antropométricos, classificação do índice de massa corporal e circunferência da cintura respectivamente, e presença de esteatose ou fibrose (P > 0,05). Conclusão: Os dados preliminares indicam que apesar da frequência de pacientes com HCV que apresentam excesso de peso este fator não parece influenciar no desenvolvimento de alterações histológicas no fígado. Unitermos: Nutrição, hepatite C.

IC20 - USO DO DINAMÔMETRO EM PACIENTES COM DOENÇA HEPÁTICA CRÔNICA PARA AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR

Instituição: Universidae do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Larraona TMC.

Objetivos: A desnutrição proteico-calórica (DPC) é comum em pacientes com doença hepática crônica (DHC). Os parâmetros nutricionais frequentemente usados têm valor limitado nos pacientes com DHC. A dinamometria do aperto de mão parece ser uma alternativa simples e barata para detectar DPC. O objetivo desse estudo foi medir a força muscular de pacientes ambulatoriais com DHC pela dinamometria do aperto de mão, comparando-a entre os grupos de pacientes com hepatopatia crônica em fase não- cirrótica (HC), cirrose compensada (CC) e cirrose descompensada (CD). Materiais e Métodos: Foi realizada a dinamometria do aperto de mão dos pacientes ambulatoriais com DHC no período de 03/06 a 12/07. A força muscular foi obtida pela medida da força de preensão palmar através do dinamômetro Jamar, onde a força de preensão pode ser estabelecida em quilogramas/força [Kg/f] ou em libras/polegadas. Foram realizadas três medições, nos membros dominante e não–dominante, com intervalo de pelo menos um minuto entre elas. O valor final é a média entre as 3 medidas. A análise estatística foi realizada utilizando o teste Qui-quadrado e teste exato de Fisher, considerando-se um valor de p<0,05 para rejeição da hipótese nula. Resultados: Foram avaliados 305 pacientes, sendo 163 (53%) do sexo masculino, com média de idade de 54 ± 12 anos (18 – 80). Quanto ao diagnóstico, 174 pacientes (57%) apresentavam HC, 83 (63%) CC (Child A) e 39 (37%) CD (Child B e C). Cerca de 80% da amostra tinha etiologia viral (B ou C). Na dinamometria, a força muscular do membro não-dominante foi de 37 ± 8 quilogramas/força no grupo de HC, 33 ± 8 quilogramas/força no grupo com CC e 27 ± 10 quilogramas/força no grupo com CD (p<0,001). A força muscular do membro dominante foi de 40 ± 7 quilogramas/força no grupo de HC, 36 ± 7 quilogramas/força no grupo com CC e 32 ± 9 quilogramas/força no grupo com CD (p<0,001). Conclusão: Houve uma redução progressiva da força muscular com o agravamento da doença hepática. A dinamometria do aperto de mão poderá ser um método adicional importante na avaliação nutricional desses pacientes. Unitermos: Doença hepática crônica, dinamometria, força muscular.

IC21 - AVALIAÇÃO GLOBAL SUBJETIVA X PREVALÊNCIA DE DESNUTRIÇÃO, DE ACORDO COM A CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DA DOENÇA HEPÁTICA

Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Larraona TMC.

Objetivos: Os objetivos desse estudo foram verificar a prevalência de desnutrição através de avaliação global subjetiva (AGS), de acordo a classificação funcional de doença hepática comparando-a entre os grupos de pacientes com hepatopatia crônica em fase não cirrótica (HC), cirrose compensada (CC) e cirrose descompensada (CD). Materiais e Métodos: Foi realizada a avaliação global subjetiva (AGS) (Detsky,1987) em 305 pacientes ambulatoriais com doença hepática crônica (DHC) no período de 03/06 a 12/07. A análise estatística foi realizada utilizando o teste Qui-quadrado e teste Exato de Fisher. Resultados: Foram avaliados 305 pacientes, sendo 163 (53%) do sexo masculino, com média de idade de 54 ± 12 anos (18 – 80). Quanto ao diagnóstico, 174 pacientes (57%) apresentavam HC, 83 (63%) CC (Child A) e 39 (37%) CD (Child B e C). Cerca de 80% da amostra tinha etiologia viral (B ou C).
De acordo com a AGS, 229 pacientes (75%) foram classificados como bem nutridos, 70 pacientes (23%) como moderadamente desnutridos e 6 pacientes (2%) como gravemente desnutridos. Portanto, segundo a AGS, 76 pacientes (25%) eram desnutridos. Houve relação estatisticamente significativa entre a AGS e classificação funcional da doença hepática. Dos pacientes com HC, 156 pacientes (90%) foram classificados como bem nutridos e 18 pacientes (10%) como moderadamente desnutridos segundo a AGS. Em relação aos pacientes com CC, 70 pacientes (84%) foram classificados como bem nutridos e 13 pacientes (16%) foram classificados como moderadamente desnutridos. Dos pacientes com CD, mais de 90% dos pacientes apresentaram-se desnutridos, sendo 87% moderados e 13% gravemente desnutridos com p<0,001. Conclusão: A AGS, é um método prático de se obter diagnóstico nutricional do paciente e em nosso estudo se mostrou um bom método para detectar DPC. Unitermos: Desnutrição, avaliação global sujetiva, doença hepática crônica.

IC22 - ESTILO DE VIDA E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM HEPATITE CRÔNICA B (HBV) E C (HCV)

Instituição: Faculdade de Medicina UFMG, Belo Horizonte
Autores: Silva LD; Menta PLR; Nascimento EMC; Paulino FGC; Correia MITD; Teixeira R.

Objetivos: Hábitos de vida saudáveis como a alimentação e a prática de esportes são pontos relevantes na abordagem clínica de pacientes com doenças crônicas. Evidências apontam que o estilo de vida interfere na progressão da doença hepática. Entretanto, dados sobre o impacto de hábitos de vida saudáveis na evolução da hepatite crônica B ou C são escassos. Objetivo: Avaliar os hábitos de vida (etilismo/tabagismo) e o estado nutricional de pacientes com hepatite crônica B ou C. Materiais e Métodos: Prospectivamente, 94 pacientes com hepatite crônica [HCV (n=65) e HBV (n=29)] foram submetidos à avaliação clínica. Ainda, o protocolo de pesquisa englobava (1) aspectos sócio-demográficos (gênero, idade, escolaridade); (2) hábitos de vida (alcoolismo/tabagismo); (3) estágio da doença hepática (classificação Child-Pugh). Alcoolismo foi avaliado pelo questionário Cut down, Annoyed, Guilty and Eye-opener (CAGE). Avaliação nutricional foi feita pela avaliação global subjetiva e medidas antropométricas. Os dados foram analisados no software SPSS (SPSS Inc., Chicago, Illinois, vs. 16.0). Associações entre dependência/abuso de álcool, tabagismo, estado nutricional, estágio da doença hepática, gênero e idade foram avaliadas pela análise univariada. Variáveis com valor de p < 0,20 na análise univariada foram incluídas na análise multivariada. Diferenças foram consideradas estatisticamente significativas quando p < 0,05. Razões de chance e intervalos de confiança (95,0%) foram calculados. Resultados: As características demográficas e detalhes clínicos dos pacientes com hepatite crônica B ou C foram idade média 47,9 ± 11,1 anos e 53,8 ± 9,0 anos; 62,0% sexo masculino e 55,0% sexo feminino; 14,0% e 22,0% cirróticos (Child A); 55,3% e 47,7% tabagistas e 17,0% e 22,0% apresentavam dependência/abuso de álcool, respectivamente. Em relação ao estado nutricional, pacientes com HBV e HCV eram 58,0% e 49,0% eutróficos; 4,0% e 15,0% desnutridos; 25,0% e 20,0% sobrepeso; 13,0% e 15,0% obesos (p=0,49). Nos pacientes com HCV, na análise univariada, a variável alcoolismo (p=0,02) foi selecionada e permaneceu, independentemente, associada ao sobrepeso/obesidade (OR=5,8; IC95,0%=1,50 - 23,81, p=0,02). Conclusão: Vários fatores influenciam o estado nutricional de pacientes com HCV e HBV, no entanto, a associação entre alcoolismo e sobrepeso/obesidade necessita ser melhor estudada. Recomendações sobre hábitos de vida saudáveis (interrupção do tabagismo e do etilismo; prática de atividades físicas e alimentação adequada) são medidas relevantes na abordagem clínica de pacientes com HBV e HCV. Ainda, essas orientações devem ser incluídas em programas educativos direcionados para promover benefícios na qualidade de vida dessa população. Unitermos: Estilo de vida, estado nutricional, hábitos saudáveis de vida, hepatite crônica B ou C.

IC23 - AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA CINCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA NA MENSURAÇÃO DA MASSA MUSCULAR DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE

Instituição: Hospital Maria Lucinda- Recife/PE, Recife
Autores: Costa DB; Almeida GRA; Marinho MAD; Albuquerque MM; Lacerda TVV; Araújo RR.

Objetivos: Avaliar a eficácia da circunferência da panturrilha na mensuração da perda de massa muscular, em pacientes com insuficiência renal crônica em programa regular de hemodiálise de um Hospital Filantrópico do Recife - PE. Materiais e Métodos: Foi feito um estudo de corte transversal com 33 pacientes submetidos a tratamento dialítico em um Hospital Filantrópico da Cidade do Recife/PE, de ambos os sexos, no mês de março de 2011. Elaborou-se um formulário, destinado para esta pesquisa, para obtenção dos dados, onde foram coletados: nome, sexo, idade, tempo desde o início do tratamento e circunferência da panturrilha. O diagnóstico nutricional foi realizado através da circunferência da panturrilha, esta foi avaliada através de parâmetros da OMS (1995). Esta medida foi aferida após diálise dos pacientes. Foi feita uma análise estatística utilizando o software Microsoft Excel 2003. Resultados: Dos 33 pacientes da amostra, 61% eram do sexo feminino e 39% do sexo masculino. A média de idade destas pessoas foi de 56,1 anos (DP=15,2), sendo 48% de idosos. A média de tempo de tratamento foi em meses de 34,2 (DP=34,3). Comparando o tempo de início de diálise e a medida da circunferência da panturrilha, obteve-se que 27% apresentam medidas abaixo da adequação e que estes iniciaram seu tratamento no período mínimo de 1 ano (12 meses). Conclusão: Como mostra a literatura, a perda muscular em pacientes dialíticos é percebida e mostra valores aproximados ao encontrado na amostra. Contudo vale ressaltar que a revisão da literatura apresenta trabalhos com alto rebuscamento nas medidas utilizadas para avaliar o perfil muscular destes pacientes. O presente trabalho mostra que a circunferência da panturrilha pode ser um método prático e eficaz para quantificação destas medidas, onde a literatura evidencia que esta pode ser uma medida precisa para identificar a perda muscular, tanto em idosos, como acamados, com pouca atividade física, como também em pacientes em processo catabólico. Unitermos: Hemodiálise, perda muscular, circunferência da panturrilha.

IC24 - AVALIAÇÃO LONGITUDINAL DO PERFIL BIOQUÍMICO EM RESPOSTA À PRIMEIRA TERAPIA ANTIRETROVIRAL EM UMA COORTE DE CRIANÇAS INFECTADAS PELO HIV

Instituição: Escola de Medicina - UFMG, Belo Horizonte
Autores: Maia MMM; Fausto MA; Amaral LC; Lacerda PE; Kakehasi FM; Pinto JA.

Objetivos: A dislipidemia é uma complicação comum entre indivíduos HIV infectados e ocorre mais frequentemente em indivíduos em uso de terapia antiretroviral altamente ativa (HAART). No entanto, a etiologia e as inter-relações destas complicações ainda são pouco estudadas na população pediátrica. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do uso da HAART no perfil de triglicérides e colesterol em crianças e adolescentes infectadas com o HIV virgens de tratamento. Materiais e Métodos: Estudo de coorte aberta realizado em um serviço de referencia para assistência a criança infectada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Foram incluídas 27 crianças HIV infectadas virgens de tratamento antiretroviral após iniciarem o primeiro esquema. Foram avaliados o perfil de triglicérides e colesterol, parâmetros clínicos e o tipo e tempo de exposição a HAART de crianças de 1 mês a 13 anos de idade durante 41,9 meses (mediana). Os dados foram analisados, utilizando o modelo de regressão linear de efeitos mistos ajustado por máxima verossimilhança restrita. Resultados: 27 crianças foram estudadas, 13 (48.2%) eram do sexo masculino, 20 crianças eram menores do que 8 anos (74%). 6 (26.1%) apresentavam um CD4 < 15% e 11 (47.8%), CD4 =25%. 2 (10.0%) crianças tinham carga viral < 400 copias por mL e 16 (80%) apresentavam mais de 10.000 copias por mL. Nas categorias de infecção N e C haviam 3 e 5 crianças. 16 (59.3%) iniciaram a terapia HAART com IP e 11 (40.7%) iniciaram a terapia HAART baseada ITRNN. A mediana basal dos níveis plasmáticos de triglicérides e colesterol foi de 117mg/dL e 113mg/dL, respectivamente. Os níveis de triglicérides séricos apresentaram uma redução média mensal de 2.52 mg/dL, independente do tipo de esquema antiretroviral (p<0.001). Crianças em uso de HAART/IRTNN tiveram uma maior redução nos níveis séricos de triglicerídeos (-104.11mg/dL; p<0.001), quando comparadas com o grupo que fez uso de HAART/IP (-42.55mg/dL; p=0.01). Foi observado aumento nos níveis de colesterol em ambos os grupos associados ao aumento dos níveis séricos de CD4% (p=0,017). Crianças do grupo HAART/ITRNN e do HAART/IP apresentam um aumento de 23.38 mg/dL e 52.47mg/dL respectivamente, nos níveis de colesterol (p<0.0001). Conclusão: O estudo demonstrou uma redução nos níveis de triglicérides em crianças expostas HAART/ITRNN em todas as faixas de idade, no entanto crianças acima de 3 anos de idade em uso de HAART/IP apresentaram um aumento destes níveis. Foi observado aumento dos níveis de colesterol relacionado ao tipo de esquema antiretroviral, sendo que no grupo HAART/IP houve maior elevação destes níveis em todas as faixas de idade. Estes resultados reforçam a importância de investigar os fatores relacionados com as alterações no metabolismo de lipídeos e indicam a necessidade de identificar precocemente crianças e adolescentes com o HIV-1 em uso de HAART e reavaliar as intervenções nutricionais, como as orientações alimentares que visam minimizar os efeitos adversos do uso da HAART. Unitermos: HIV, crianças, HAART, triglicérides, colesterol.

IC25 - ESTADO NUTRICIONAL CORRELACIONA-SE AO GRAU DE IMUNIDADE E AO TEMPO DE HOSPITALIZAÇÃO EM PACIENTES HIV/AIDS INTERNADOS EM UMA INSTITUIÇÃO DE PESQUISA EM DOENÇAS INFECCIOSA

Instituição: IPEC/FIOCRUZ, Rio de Janeiro
Autores: Brito PD; Santo RE; Cardoso CSA; Silva PS; Almeida CF.

Objetivos: Comparar a prevalência de desnutrição por diferentes parâmetros nutricionais e verificar sua correlação com o estado de imunidade e tempo de hospitalização em portadores de HIV/AIDS hospitalizados. Materiais e Métodos: Estudo observacional retrospectivo com pacientes portadores de HIV/AIDS internados em um hospital de doenças infecciosas no período de janeiro de 2008 a dezembro de 2009. Dados demográficos, clínicos, bioquímicos e antropométricos foram coletados do banco de dados do Serviço de Nutrição. O estado nutricional foi definido nas primeiras 48h de hospitalização como desnutrido ou não-desnutrido, de acordo com os pontos de corte de cada um dos parâmetros nutricionais: índice de massa corporal (IMC; <18,5 kg/m2), percentual de perda de peso (PPP; =10%); dobra cutânea triciptal (DCT; 500 céls/ µL apresentaram maiores IMC (p<0,001), PPP (p<0,01), DCT (p<0,01), CMB (p<0,01) e ALB (p<0,05) quando comparados àqueles com CD4 <200 céls/µL. A prevalência de desnutrição foi subestimada com o uso isolado do IMC (23,4%, p<0,0001) comparado aos demais parâmetros (35,5% PPP; 555% DCT; 52,3% CMB; 77,6% ALB; 99,3% TF). A contagem de CD4 e o tempo de hospitalização apresentaram correlação com todos os parâmetros da avaliação nutricional: IMC (r=0,32 e -0,32, respectivamente; p<0,0001), PPP (r=-0,35 e 0,37; p<0,0001), CMB (r=0,23 e -0,20; p<0,005), DCT (r=0,14 e -0,18; p<0,05), ALB (r=0,25 e -0,31; p<0,0005) e TF (r=0,19 e -0,29; p<0,05). Conclusão: Em nossa casuística de pacientes HIV/AIDS hospitalizados, aqueles com comprometimento do estado nutricional, também apresentaram pior estado de imunidade. A desnutrição pode ser um fator que prolongue o tempo de hospitalização. O uso isolado do IMC pode subestimar a desnutrição, e proteínas plasmáticas podem não ser fidedignas pela presença de infecções secundárias. Portanto, a avaliação nutricional deve ser realizada o mais precocemente possível e incluir vários parâmetros antropométricos. Unitermos: Avaliação nutricional, desnutrição, HIV/AIDS.

IC26 - INVESTIGAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR DE PACIENTES ATENDIDOS EM AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO

Instituição: Universidade Federal de São Paulo, São Paulo
Autores: Aprikian M; Sachs A; Santos GMS; Coelho LC; Asakura L; Demézio da Silva CV.

Objetivos: Investigar os fatores de risco cardiovascular de pacientes em triagem ambulatorial de nutrição. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado em ambulatório de nutrição de uma universidade pública de São Paulo, incluindo pacientes de ambos os sexos (adultos e idosos), sem histórico de evento cardiovascular ou miocardiopatias. Os dados foram coletados no período de julho de 2009 a novembro de 2010. Foram utilizados dados antropométricos, bioquímicos, de hábitos de vida e o escore de Framingham (EF). Foi feita análise descritiva da amostra. Para comparação entre os gêneros, foi utilizado o teste t de student. Resultados: A amostra final foi composta por 142 pacientes, a maioria adultos (74,64%), do sexo feminino (73,23%), com idade média de 51 anos. Identificou-se que 9,15% da amostra era tabagista e 30,98% ex-tabagista. Observou-se que 64,08% dos indivíduos apresentaram obesidade (IMC médio do sexo masculino 31,74±5,76kg/m2 ; IMC médio do sexo feminino 32,85±10,30 kg/m2), que foi mais frequente entre as mulheres (65,39%). Com relação à presença de HAS e DM, o estudo encontrou 78,16% e 33,09%, respectivamente, sendo ambos mais frequentes entre os homens. Quanto aos indicadores bioquímicos, observou-se alteração da glicemia de jejum (130,72±72,77 para o sexo masculino e 107,41±35,77 para o sexo feminino) e elevação do LDL-c (115,48±40,69 para o sexo masculino e 121,06±32,61 para o sexo feminino), não havendo diferença entre homens e mulheres. Os níveis de triglicerídeos foram mais elevados entre os homens em relação às mulheres (192,34±106,76 mg/dl no sexo masculino vs 136,49±61,14 mg/dl no sexo feminino, p=0,003); bem como menores níveis de HDL (42,86±12,12 mg/dl no sexo masculino vs 48,97±11,17 mg/dl no sexo feminino, p=0,008). Os valores médios da Circunferência de Cintura encontraram-se elevados, havendo diferença estatística entre homens e mulheres (108,75±14,31 cm no sexo masculino vs 101,98±14,40 cm no sexo feminino, p=0,015), e o mesmo resultado foi encontrado para o Índice de Conicidade (1,362±0,081 no sexo masculino vs 1,324±0,078 no sexo feminino, p=0,015). Em relação à Razão cintura-estatura, os valores médios também se encontraram acima dos padrões recomendados pela literatura, não havendo diferença entre os sexos (0,643±0,083 no sexo masculino e 0,653±0,086 no sexo feminino). Quanto ao risco cardiovascular diagnosticado pelo EF, a maioria das mulheres (44,23%) foi classificada como médio risco. Entre os homens, grande parte apresentou risco elevado (68,42%). Conclusão: Os resultados constataram elevada prevalência de múltiplos fatores de risco para doenças cardiovasculares na população estudada, principalmente entre os homens. Isso sugere a necessidade de que a intervenção nutricional, individual ou em grupo, seja feita o mais precocemente possível. Unitermos: Nutrição, ambulatório, risco cardiovascular, dados antropométricos, bioquímicos.

IC27 - SÍNDROME METABÓLICA EM ADULTOS PORTADORES DE DOR CRÔNICA MIOFASCIAL

Instituição: Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Tanajura KTB; Cortes ML; Silva DES; Barros Neto JA; Kraychete DC; Mazza RPJ.

Objetivos: Determinar a prevalência de síndrome metabólica em pacientes com dor crônica miofascial, acompanhados em um Centro de Referencia em dor crônica. Materiais e Métodos: Estudo de corte transversal realizado com 28 indivíduos adultos de ambos os gêneros. Foram incluídos dados sócio-demográficos, de estilo de vida, antropométricos, propedêutica e tratamento da dor, pressão arterial, glicemia e perfil lipídico. A presença de síndrome metabólica foi avaliada conforme os critérios do National Cholesterol Program-Adult Treatment Panel III (NCEP- ATP III), com os valores para glicemia e circunferência abdominal sugeridos pela International Diabetes Federation (IDF). Para o processamento dos dados foi utilizado o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na versão 17.0, sendo fixado p<0,05. Resultados: A média da idade foi de 45,9 anos + 7,6DP. A intensidade da dor apresentou média de 7,5 + 1,4 DP. A prevalência de Síndrome Metabólica (SM) foi de 53,4%. O excesso de peso correspondeu a 75%. No grupo com SM, excetuando-se a obesidade abdominal, pressão arterial elevada (PA) e HDL-c reduzido foram os critérios mais frequentes (66,7% e 40%). No grupo sem SM, 76,9% dos indivíduos possuíam dois critérios diagnósticos, sendo os mais frequentes: obesidade abdominal (76,9%), PA elevada (46,2%) e HDL-c reduzido (23,1%). Conclusão: A prevalência de SM e excesso de peso nesta população foi elevada. A obesidade abdominal foi o critério mais frequente mesmo no grupo sem SM, contribuindo para que a maior parte dos indivíduos desse grupo preenchesse dois critérios para SM. Unitermos: Dor crônica miofascial, síndrome metabólica, obesidade abdominal.

IC28 - ALTERAÇÕES NO PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES COM DOR CRÔNICA MIOFASCIAL ATENDIDOS EM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Santo Antonio de Jesus
Autores: Barros Neto JA; Silva DES; Gomes TS; Tanajura KTB; Jesus RP; Kraychete DC.

Objetivos: Identificar alterações no perfil lipídico de pacientes atendidos no Ambulatório da Dor do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgar Santos - UFBA. Materiais e Métodos: Estudo exploratório e observacional de corte transversal composto por 28 pacientes atendidos na Clínica de Dor do Hospital (HUPES). Nesse estudo foram incluídos os portadores de dor crônica com intensidade maior que quatro avaliados pela escala numérica da dor, com diagnóstico prévio de dor miofascial em qualquer músculo associado à presença de ponto gatilho muscular. Foi preenchido protocolo de atendimento para obtenção dos dados sócio-demográficos, características clínicas da dor e qualidade de vida. O estado nutricional foi classificado pela avaliação do IMC segundo pontos de cortes da OMS, 1995. Foram realizados exames laboratoriais para dosagem do perfil lipídico que foi classificado segundo os parâmetros da IV Diretriz Brasileira sobre dislipidemia e prevenção da aterosclerose. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na versão 17.0. Resultados: A média de idade foi de 45,9 anos (+/- 7,6 DP), sendo 82,1% (n = 23) dos pacientes do sexo feminino e 17,9% (n = 5) do sexo masculino. A média do IMC da amostra foi de 27,3 kg/m² (+/- 3,9 DP) e 75% (n = 21) dos pacientes apresentavam IMC > 24,9kg/m². O nível de atividade física da amostra representou uma prevalência de sedentarismo, onde 78,6% (n = 23) dos pacientes referiram não praticar nenhuma atividade física. Em relação ao perfil lipídico, pacientes 71,4% (n = 20) apresentavam algum tipo de dislipidemia. Desses, 6 pacientes (21,4%) apresentaram hipercolesterolemia isolada, 4 (14,3%) apresentavam hipertrigliceridemia isolada, 4 (14,3%) hiperlipidemia mista e 6 (21,4%) encontravam-se com HDL baixo. Quanto as concentrações séricas das frações lipídicas, foram encontradas as médias de colesterol total, triglicerídeos e LDL-c iguais a 98,0 mg/dl (+/- 39,8 DP), 140,2 mg/dl (+/- 92,8 DP) e 123,6 mg/dl (+/- 37,7 DP), respectivamente. As médias de HDL-c encontradas foram 40,2 mg/dl (+/- 4,7 DP) entre os homens e 47,6 mg/dl (+/- 9.7 DP) entre as mulheres. Não foram encontradas associações estatisticamente significantes entre alterações no perfil lipídico desses pacientes com outras variáveis do estudo como sexo, IMC, Atividade física, Intensidade da dor ou tempo de existência da dor (p > 0,05). Conclusão: A dislipidemia esteve presente na grande maioria dos pacientes com dor crônica miofascial, aumentando o risco para o desenvolvimento de aterosclerose nesses pacientes. O perfil lipídico deve sempre ser investigado na clínica e apesar de não ter sido encontrado associações estatisticamente significantes, tais alterações podem ser explicadas por mudanças no estado nutricional e estilo de vida desses pacientes ou estar associado ao tratamento medicamentoso desta síndrome dolorosa. Outros estudos devem ser realizados a fim de identificar possíveis associações entre alterações do perfil lipídico desses pacientes e outras variáveis clinicas. Unitermos: Dor miofascial, estado nutricional, perfil lipídico.

IC29 - EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DIETÉTICA COM ÓLEO DE COCO NO PERFIL LIPÍDICO E CARDIOVASCULAR DE INDIVÍDUOS HIPERCOLESTEROLÊMICOS

Instituição: Universidade Paulista, Brasília
Autores: Fortes RC; Silva RSM; Soares HF.

Objetivos: Avaliar o efeito da suplementação dietética com óleo de coco extra virgem no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos hipercolesterolêmicos. Materiais e Métodos: Ensaio clínico aberto realizado em um Ambulatório de Cardiologia de Valparaíso de Goiás. A amostra foi composta por 32 pacientes, hipercolesterolêmicos, 50% do sexo feminino, idade média de 48 anos. Todos os pacientes foram suplementados com 30mL/dia de óleo de coco extra virgem durante 3 meses. Analisou-se o peso corporal, índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal (CA), relação abdômen quadril (RAQ), consumo alimentar (Recordatório de 24 horas), assim como o lipidograma completo, glicemia de jejum, apolipoproteínas (apo) A-I e B, proteína C reativa ultra-sensível (PCR-us), lipoproteína (a) - Lp(a) e fibrinogênio antes e após a suplementação. Utilizou-se, para análise dos dados, os testes estatísticos T-student e F com significância de 5%. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Paulista. Resultados: Após a suplementação com óleo de coco, observou-se redução significativa do peso corpóreo, IMC, RAQ, CA, triglicérides, lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL-c) e PCR-us, bem como aumento significativo nos níveis de apo A-I. Observou-se, também, uma tendência a redução do colesterol total, lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) e Lp(a), assim como um ligeiro aumento de lipoproteína de alta densidade (HDL-c) e fibrinogênio, porém esses resultados não foram significativos. Conclusão: Os resultados sugerem que a suplementação dietética com óleo de coco extra virgem é capaz de exercer benefícios no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos hipercolesterolêmicos. Unitermos: Triglicerídeos de cadeia média, doenças cardiovasculares, dislipidemia, marcadores de risco.

IC30 - AVALIAÇÃO DOS VALORES DE LEUCÓCITOS E FENÓTIPOS LINFOCITÁRIOS, POR CITOFLUORIMETRIA, EM INDIVÍDUOS SUBMETIDOS A CIRURGIA CARDÍACA

Instituição: Santa Casa de Misericórdia da Bahia - HSI - SENEP, Salvador
Autores: Dantas ATM; Sampaio GP; Barbosa DMO; Meyer R; Freire SM; Freire ANM.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi analisar os valores dos leucócitos totais e fenótipos linfocitários (CD3+, CD4+, CD8+, CD56+ CD19+) de indivíduos submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio. Materiais e Métodos: Foram coletadas amostras de 22 adultos voluntários (16 homens e 6 mulheres), entre 48 a 72 anos, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio (100% com uso de circulação extracorpórea), desde o início do procedimento cirúrgico até a alta da unidade de terapia intensiva (UTI). Foram classificadas os tempos como T1, T2, T3 (referentes ao processo cirúrgico), T4, T5, Tn (referentes ao período de internação na UTI). Em cada uma das amostras foram realizadas contagem total de leucócitos e imunofenotipagem por citometria de fluxo (FACSCalibur – BD Biosciences, software CellQuest) utilizando os kits Lymphogram® e microesferas PerfectCount™ (ambos Cytognos – Espanha). Com os kits foram quantificados simultaneamente, linfócitos T totais (CD3+) LT auxiliares (CD4+), LT citotóxicos (CD8+), células natural killer (CD56+) e linfócitos B (CD19+). Resultados: Os pacientes permaneceram, em média, dois dias na UTI. Oito deles permaneceram mais tempo internados (entre 3 e 15 dias), e desses, dois evoluíram para óbito. Os intervalos da contagem absoluta de cada fenótipo linfocitário (células/µL) foram: CD3+ (393-1552), CD4+ (230-914), CD8+ (137-554), CD56+ (169-685), CD19+ (61-177). Nas análises dos fenótipos linfocitários foi observada diminuição de células CD3+, CD4+ e CD19+ durante a cirurgia, enquanto células CD56+ aumentaram progressivamente durante este processo. Os fenótipos CD3+ e CD8+ variaram sem uma tendência particular durante o procedimento cirúrgico. No período de 24 horas após o procedimento, todos os fenótipos, exceto o CD19+, apresentaram diminuição na contagem absoluta. Conclusão: 1ª: No período pós-operatório, todos os pacientes apresentaram eosinopenia e linfocitopenia, além de variação dos fenótipos linfocitários. 2ª: A variação pode ter correlação com a evolução clínica e poderá no futuro ser um marcador prognóstico, além de auxiliar na instituição precoce de imunoterapia. Unitermos: Contagem leucocitária, cirurgia cardíaca, prognóstico.

IC31 - EXISTE DIFERENÇA NO PADRÃO ALIMENTAR DE PACIENTES COM SÍNDROME METABÓLICA?

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Ferolla SM; Couto CA; Reis TO; Lima MLP; Fausto MA; Ferrari TCA.

Objetivos: A síndrome metabólica (SM) constitui condição clínica complexa representada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina (RI). Dieta, em particular a quantidade e o tipo de carboidrato e gordura ingeridos, está relacionada a RI e pode aumentar o risco de desenvolvimento de DM tipo 2 e prejudicar o metabolismo pós-prandial de lipídeos. Partindo dessa premissa, o presente estudo teve como objetivo comparar o padrão alimentar de pacientes com e sem SM e compará-los às recomendações propostas pelo guia alimentar da população brasileira. Materiais e Métodos: trata-se de estudo caso-controle com inclusão prospectiva de pacientes com alterações metabólicas associadas. O grupo estudo apresentava SM definida segundo os critérios do III National Cholesterol Education Program’s Adult Treatment Panel e foi comparado ao controle semelhante em relação às características demográficas e de estilo de vida. Todos os pacientes foram submetidos à avaliação bioquímica, ultrassonográfica, antropométrica e dietética. O padrão alimentar foi avaliado por meio do questionário de frequência alimentar (QFA). Os alimentos foram classificados por grupos. Para a análise estatística utilizou-se o software STATA 9.0. Resultados: De 95 pacientes (77% mulheres; idade média 54±10 anos), 66 apresentavam SM. Todos apresentavam doença hepática gordurosa não alcoólica associada. Pacientes com SM apresentavam obesidade mais acentuada (IMC: 33,1± 4,0 kg/m² e CC: 104,9±10,4 cm) do que aqueles sem SM (IMC: 30,1± 4,9 kg/m² e CC: 97,3±12,2cm; p=0,002; p=0,002; respectivamente). Foi observado diferença no padrão alimentar de pacientes com e sem SM, quando respectivamente comparados ao que é preconizado pelo guia alimentar da população brasileira: grupo dos cereais, tubérculos e raízes (p< 0,00005; p< 0,00005), grupo das frutas (p=0,0003; p=0,02), grupo do leite e derivados (p<0,00005; p<0,00005), grupo das gorduras (p<0,00005; p<0,00005) e grupo dos açúcares (p<0,00005; p=0,0002). Somente os pacientes com SM apresentaram ainda, diferença no consumo de alimentos do grupo dos feijões e alimentos vegetais ricos em proteína (p=0,007) e do grupo das carnes e ovos (p=0,01). Em ambos os grupos, o consumo de legumes e verduras não foi diferente ao recomendado. Tanto pacientes com SM quanto aqueles sem SM apresentaram consumo deficiente de cereais, tubérculos, raízes, frutas, leite e derivados e consumo excessivo gorduras e açúcares em relação ao guia alimentar. Na comparação do número médio de porções de grupos alimentares ingeridos pelos pacientes com e sem SM, nenhuma diferença foi encontrada. Conclusão: Apesar de pacientes com SM apresentarem maior gravidade de obesidade e maior frequência de doenças associadas, o padrão alimentar não foi diferente do padrão daquele de pacientes com características demográficas e de estilo de vida semelhantes, porém sem SM. No entanto, o consumo usual de cereais, tubérculos, raízes, frutas, leite derivados e dos alimentos fontes de gordura e de açúcar em ambos os grupos foi diferente ao determinado pelo guia alimentar da população brasileira. Unitermos: Síndrome metabólica, padrão alimentar, grupos de alimentos, guia alimentar para a população brasileira.

IC32 - DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DE PACIENTES ADMITIDOS EM CLÍNICA DE CIRURGIA DIGESTIVA

Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Autores: Dias CA; Burgos MGPA; Barros Neto JA.

Objetivos: Diagnosticar o estado nutricional de pacientes cirúrgicos. Materiais e Métodos: Avaliaram-se 70 pacientes com idade =20 anos admitidos na Clínica de Cirurgia Digestiva do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) no período de abril a setembro de 2008, portadores de patologias do trato gastrintestinal (TGI) que permaneceram internados por um período superior a 7 dias. Todos os dados foram obtidos das fichas de avaliação nutricional individual e o diagnóstico nutricional foi realizado através de parâmetros antropométricos (peso, altura, Índice de Massa Corporal e percentual de perda de peso) e bioquímicos (albumina, hematócrito e hemoglobina) na admissão e em dois períodos do internamento hospitalar. As análises foram realizadas pelo SPSS versão 13.0 e obtidas medidas estatísticas: média, desvio padrão, variação (valor mínimo ao valor máximo), distribuições absolutas e percentuais e os testes estatísticos: Mc-Nemar, t-Student para uma amostra; teste t-Student pareado, teste Qui-quadrado de Pearson ou Exato de Fisher quando as condições para utilização do teste Qui-quadrado não foram verificadas. O nível de significância foi definido por um p < 0,05. Resultados: Do total de admitidos, 54% (38) eram do sexo masculino e 46% (32) do feminino, com idade de 55,66 ± 14,77 anos (24-83). Dentre os homens, 50% deles eram idosos, enquanto nas mulheres 43% eram adultas. Na admissão detectaram-se maior percentual de desnutrição em idosos (32,4%) e de excesso de peso em adultos (33,4%). Na evolução ponderal durante os 15 dias de internamento, 88,6% teve perda de peso < 5% e redução significativa do IMC, mas mantendo-se dentro da normalidade. Os pacientes com doença maligna apresentaram risco nutricional elevado na admissão e associação positiva com hipoalbuminemia. Constataram-se mais desnutridos nesta população quando se utilizou o risco nutricional através do percentual de perda de peso (63%), em comparação com o Índice de Massa Corporal (38%) e com a albuminemia isolada (17,1%). Conclusão: 1- Não houve perda de peso grave em todo o internamento; 2- Na admissão e durante o internamento, a perda ponderal foi o melhor instrumento de avaliação do estado nutricional de pacientes cirúrgicos, quando comparada com o Índice de Massa Corporal e com a albumina. Unitermos: Desnutrição, estado nutricional, cirurgia.

IC33 - EFEITO DA RAÇÃO HUMANA NA PERDA DE PESO E NO FUNCIONAMENTO INTESTINAL DE PACIENTES COM SOBREPESO E OBESIDADE DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO SUL DE MINAS GERAIS

Instituição: Universidade do Vale Do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Araújo JA; Tiengo A.

Objetivos: Avaliar o efeito da ração humana na perda de peso e funcionamento intestinal de pacientes com sobrepeso e obesidade de uma Unidade Básica de Saúde do bairro São João, na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado com 50 pacientes obesos e sobrepeso de ambos os gêneros, com faixa etária entre 20 e 59 anos de idade. Os pacientes foram divididos em dois grupos de tamanhos iguais (25 pacientes em cada grupo), sendo o controle composto apenas por pacientes que receberam dieta e o estudo por pacientes que receberam dieta e ração humana, orientados a consumir 2 colheres de sopa por dia associada à outros alimentos como substituto do lanche da tarde durante 8 semanas. Os pacientes foram submetidos à avaliação antropométrica no início e no final do estudo para cálculo do IMC e avaliação dietética através do Recordatório Alimentar 24 horas. Após realização do recordatório, iniciou-se um programa com orientação alimentar durante 8 semanas, baseada em cálculo de dieta individualizada com distribuição equilibrada de macronutrientes e restrição calórica para ambos os grupos. Ambos os grupos analisaram no início e no final da pesquisa o formato de suas fezes através da Escala de Bristol. Para a análise dos resultados foi aplicado o Teste de Wilcoxon e o Teste de Mann Whitney. Resultados: Após 8 semanas do estudo, tanto o grupo estudo quanto o controle, apresentaram perda de peso corporal e redução no IMC, porém sem diferença estatística significativa quando comparados entre si (p = 0,197). No grupo estudo foi observada redução de 4% na prevalência de sobrepeso e consequente aumento na eutrofia, já no grupo controle verificou-se aumento na prevalência de sobrepeso em 8%, porém redução do mesmo percentual na prevalência de obesidade. Ao analisar o grupo estudo e controle separadamente, houve redução do peso e IMC com diferença estatística significativa em ambos os grupos (p<0,01). Observou-se em ambos os grupos melhora da ingestão alimentar, com redução no consumo de açúcares e gorduras e aumento no consumo de frutas, verduras e legumes. Ao analisar o funcionamento intestinal do grupo estudo e controle separadamente, foi observado que no grupo controle não houve diferença estatística significativa em relação ao funcionamento intestinal (p=0,083), enquanto no grupo estudo foi observada diferença estatística significativa (p<0,01), porém quando comparado os grupos entre si, não foi verificado diferença estatística significativa (p=0,145). Conclusão: A partir dos dados apresentados pode-se observar que o consumo da ração humana não favoreceu maior perda de peso corporal, redução do IMC e melhor funcionamento intestinal do grupo estudo comparado ao grupo controle que recebeu apenas dieta, salientando que este produto melhora a qualidade da alimentação, entretanto a perda de peso está diretamente relacionada à uma dieta saudável e equilibrada associada à rotina de atividade física. Unitermos: Ração humana, funcionamento intestinal, emagrecimento.

IC34 - EFEITOS DA CAMELLIA SINENSIS EM PACIENTES COM SOBREPESO E OBESIDADE EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE EM POUSO ALEGRE - MINAS GERAIS

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Filiagi KP; Tiengo A.

Objetivos: Verificar os efeitos proporcionados pelo fitoterápico Camellia sinensis (chá verde) em pacientes portadores de sobrepeso e obesidade na Unidade Básica de Saúde do bairro São Cristóvão, em Pouso Alegre - Minas Gerais. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado com 53 pacientes de ambos os gêneros, portadores de sobrepeso e obesidade divididos em dois grupos, sendo um controle (n=23) e outro estudo (n=30). O grupo estudo recebeu durante 60 dias, 1 cápsula de 250 mg de Camellia Sinensis/dia, enquanto o grupo controle recebeu uma cápsula de placebo. Os participantes foram submetidos à avaliação de peso e altura para cálculo de Índice de Massa Corpórea (IMC) e das sete dobras cutâneas (tricipital, subescapular, suprailíaca, torácica, axilar média, coxa e abdominal) para avaliação da composição corporal, além de avaliação sócio-econômica. Para análise estatística foi aplicado o teste Qui-Quadrado, Teste de Wilcoxon (Siegel) e Teste de Mann-Whitney. Resultados: Em relação ao IMC e dobras cutâneas para avaliação do possível efeito termogênico do extrato de chá verde, pôde-se observar que o grupo estudo que recebeu Camellia sinensis (chá verde) em cápsulas, apresentou diferença estatística significativa quando comparado os valores de IMC antes (32,2 ± 6,4 Kg/m²) e depois (32,0 ± 6,3 Kg/m²) do consumo de chá verde (p<0,01). Entre as dobras cutâneas avaliadas, todas apresentaram redução significativa (p<0,05) após o consumo de chá verde, exceção feita à axilar média que não apresentou diferença estatística significativa. Já o grupo controle não apresentou diferença estatística significativa quando comparado o IMC antes (32,9 ± 5,4 Kg/m²) e depois (33,0 ± 5,0 Kg/m²) do consumo do placebo (p=0,51). Em relação às dobras cutâneas, nenhuma dobra apresentou redução significativa após o consumo do placebo (p>0,05). Em relação a % de gordura corporal, verificou-se redução significativa no grupo estudo quando comparado o período anterior (24,1 ± 3,5%) e após o consumo do chá verde (22,7 ± 3,3%) com diferença estatística significativa (p<0,01), já no grupo controle, não foi observada diferença estatística (p>0,05) quando comparado o percentual de gordura corporal antes (25,0 ± 3,6%) e depois (25,0 ± 3,5%) do consumo do placebo. Quando comparados os grupos entre si, foram verificadas reduções significativas em relação ao IMC (p<0,01), dobras cutâneas (p<0,01) e percentual de gordura corporal (p<0,01). Conclusão: Os dados apresentados neste trabalho encontram-se semelhantes à alguns estudos existentes na literatura, diferindo em relação à outros. Essas diferenças podem estar relacionadas à dosagem utilizada bem como o tempo de duração dos estudos da literatura que duraram em média 12 semanas.A partir dos dados apresentados, sugere-se que o consumo do extrato de chá verde, pode aumentar a oxidação de gordura e ainda melhorar o estilo de vida em pacientes com sobrepeso e obesidade quando usados corretamente. Entretanto, recomenda-se a realização de novos estudos com diferentes dosagens e maior duração, para maior concretização dos efeitos termogênicos do extrato de chá verde. Unitermos: Obesidade, camellia sinensis, fitoterapia.

IC35 - PROGRAMA DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL COM GRUPO DE INDIVÍDUOS PORTADORES DE OBESIDADE MÓRBIDA EM PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA BARIÁTRICA

Instituição: Hospital Santa Marcelina, São Paulo
Autores: Miranda RA; Crecencio SSH; Lessa M.

Objetivos: Descrever o programa de educação nutricional aplicado em grupo de pacientes em pré-operatório de cirurgia Bariátrica. Materiais e Métodos: O presente estudo traz uma abordagem qualitativa, quantitativa e retrospectiva. A pesquisa foi realizada em um Ambulatório Médico de Especialidades (AME), no período de abril/2009 a março/2011. Os pacientes foram encaminhados para o ambulatório de nutrição pelo cirurgião ou endocrinologista. No programa de Educação Nutricional foram formados grupos com 10 a 15 pacientes e os familiares foram convocados para o 1º encontro em grupo, a presença nos outros foi facultativa. Participaram de 4 encontros, 12 grupos, totalizando 213 pacientes, sendo 93% do sexo feminino e 7% do sexo masculino, com idade entre 23 e 58 anos e Índice de Massa Corporal entre 40 e 65 kg/m². Do total, 21% (45) saíram do grupo, sendo 7% (14) por perda do segmento com a nutricionista; 11% (24) perda do segmento com a equipe e 3,5% (7) foram remanejados para acompanhamento individual. Resultados: O atendimento foi dividido em 2 consultas individuais e 4 encontros em grupo, com frequência a cada 2 meses. Na primeira consulta, o atendimento foi individual com avaliação nutricional e bioquímica, anamnese alimentar, orientação nutricional e sobre o protocolo de acompanhamento em grupo. Em cada encontro, foi realizado aula expositiva ou atividade dirigida, com informações básicas sobre o funcionamento do sistema digestório, função e composição dos alimentos, diferença entre valor nutricional e energético utilizando embalagens, dicas para mudanças de comportamento, depoimentos de pacientes que perderam peso com e sem cirurgia, participação da psicóloga. No último encontro, foi realizado avaliação, utilizando modelos de alimentos, onde todos os grupos conseguiram exemplificar um cardápio equilibrado. Na segunda consulta individual, foi realizado avaliação sobre mudanças de hábitos, através de recordatório alimentar e perda de peso. Constatou-se que 58% dos pacientes apresentaram perda e 23% manutenção de peso no pré operatório. A presença dos familiares atingiu 53% no 1º encontro, o que consideramos relativamente baixo, visto a importância dos mesmos como participantes ativos, em criar condições para a realização de mudanças. A identificação entre os participantes e o compartilhar experiências, gerou aprendizado, funcionou como suporte social, fortalecendo vínculo com o nutricionista, incentivando maior adesão ás orientações. Conclusão: O programa de Educação Nutricional aborda a importância de novos hábitos alimentares e comportamentais, desde o pré operatório, otimizando perda de peso, promovendo mudanças e possibilitando uma melhor adaptação no pós operatório. Unitermos: Educação nutricional, cirurgia bariátrica, obesidade mórbida, perda de peso.

IC36 - QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA

Instituição: Universidade Paulista, Brasília
Autores: Fortes RC; Milhomem PD; Araújo MSM; Oliveira ML; Arruda SLM.

Objetivos: Avaliar as alterações na qualidade de vida de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo de inquérito populacional realizado com 25 pacientes que preencheram o questionário BAROS MAII. Os dados foram correlacionados com a porcentagem da perda do excesso de peso, tempo de cirurgia, melhora nas condições clínicas, complicações e reoperações. Resultados: Dos 25 pacientes, 16% eram do sexo masculino e 84% do sexo feminino. A idade média era de 37,0±4,43 anos e o tempo médio de cirurgia de 4,8±1,59 meses (2 a 8 meses pós-operatório). O IMC médio no pré-operatório foi de 38,4±4,48kg/m², (33kg/m² a 47,6kgm/m²). O IMC médio no pós-cirúrgico foi de 31,3±4,43kg/m²(25,4kg/m² a 41,2kg/m²). No domínio %PEP os pacientes tiveram uma média de 47,8±16,1 e 17 operados (68%) ainda não haviam atingido o sucesso cirúrgico. Quanto às condições clínicas, ninguém referiu agravamento ou inalteração. 24% tiveram suas condições clínicas melhoradas; 24% apresentaram uma das maiores co-afeccções resolvidas e outras melhoradas e 52% tiveram todas as maiores co-afecções resolvidas e outras melhoradas. No questionário de qualidade de vida, o quesito auto-estima obteve 100% de pontuações positivas. Nos demais quesitos a maioria dos resultados foram positivos. Nenhum paciente apresentou qualidade de vida insuficiente ou aceitável. Mais de 80% dos pacientes foram classificados como tendo qualidade de vida boa ou muito boa. Conclusão: Observou-se que todos os pacientes tiveram sua qualidade de vida melhorada após a cirurgia bariátrica, principalmente por apresentar alterações positivas nas condições clínicas. Unitermos: Cirurgia bariátrica, qualidade de vida, obesidade mórbida

IC37 - EFICIÊNCIA DA GASTROPLASTIA REDUTORA COM DERIVAÇÃO EM Y DE ROUX NO CONTROLE E/OU NA CURA DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM OBESOS

Instituição: Universidade Paulista, Brasília
Autores: Fortes RC; Barbosa LBG; Oliveira MLS; Arruda SLM.

Objetivos: Investigar a eficiência da Gastroplastia redutora com derivação em Y de Roux (GRYR) no controle e/ou na cura do DMT2 em obesos, dois anos após a cirurgia. Materiais e Métodos: Foram analisados 23 prontuários de pacientes obesos diabéticos submetidos a GRYR contendo dados pré e pós-operatório de idade, sexo, peso, estatura, índice de massa corporal (IMC), Glicemia em jejum, Homa - Ir, Hemoglobina glicosilada (HbA1), uso de hipoglicemiantes e/ou insulina e duração do diabetes. Resultados: Os prontuários foram divididos em dois grupos, “Grupo Curado” e “Grupo não Curado”. A maior prevalência foi do sexo feminino (69,5%) e apenas 30,5% do sexo masculino, com média de idade de 45,7 ± 11,9 anos. Após dois anos observou-se uma redução significativa do IMC nos períodos pré e pós-operatório, de 40,1 ± 2,89 kg/m² para 27,2 ± 2,62 kg/m² no grupo curado (p < 0,0001), e de 44,4 ± 5,65 kg/m² para 33,7 ± 4,50 kg/m² no grupo não curado, p = 0,0085 (Teste T pareado). A Glicemia em jejum, Homa-Ir e HbA1 retornou aos níveis normais em 82,6% dos pacientes. Houve uma redução significativa no uso de antidiabéticos orais (69,2%) e insulina (100%), seguido do tratamento cirúrgico. O grupo de pacientes que apresentou remissão do DMT2 (n - 19), revelou menor tempo de doença e maior perda de peso após a cirurgia. Conclusão: A cirurgia de GRYR se mostrou eficiente tanto na redução significativa e sustentada de peso, quanto na melhora ou no controle total do DMT2, porém, estudos ressaltam que a cirurgia deve ser feita o quanto antes, pois o tempo de DMT2 e o aumento do IMC interferem na normalização do metabolismo dos carboidratos. Unitermos: Obesidade, diabetes mellitus tipo 2, cirurgia bariátrica.

IC38 - PACIENTES SUBMETIDOS À CIRUGIA BARIÁTRICA: EVOLUÇÃO PONDERAL E DE PARÂMETROS BIOQUÍMICOS

Instituição: Universidade Federal De Goiás, Goiânia
Autores: Melo PG; Silveira EA; Peixoto MRG; Figueiredo LD.

Objetivos: Analisar a evolução ponderal e de parâmetros bioquímicos, em períodos pré e pós-operatório, de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica sob acompanhamento no ambulatório de Nutrição e Obesidade no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Materiais e Métodos: Estudo do tipo ensaio clínico não-controlado, sendo a intervenção tratamento dietoterápico específico. O período de seguimento foi de agosto de 2007 a agosto de 2008. Foram avaliadas variáveis socioeconômicas, peso, altura, Índice de Massa Corporal e exames bioquímicos (hemoglobina, hematócrito, linfócitos, glicemia de jejum, perfil lipídico, colesterol total, LDL-c, HDL-c, triglicerídeos, ureia, ácido úrico, ferro sérico, cianocobalamina, ácido fólico e albumina) de sete pacientes obesos, do sexo feminino. Todos os aspectos éticos foram respeitados. Para a estruturação do banco de dados utilizou-se o software Epi-info 6.04 e a análise de dados foi realizada no Stata 7.0. O nível de significância utilizado na decisão dos testes estatísticos foi de 5%. Resultados: Quanto à evolução ponderal, considerando desde o período de pré-operatório até o terceiro mês após cirurgia, foi constatada uma média de perda de peso de 24,83 kg ± 6,74, o que representa um percentual igual a 22,60% ± 7,31. Entretanto, se considerarmos apenas o período pós-operatório, as médias do percentual de perda de peso e percentual de perda do excesso de peso em relação ao peso na ocasião da cirurgia, foram de 20,62% ± 6,67 e 39,92% ± 15,34, respectivamente. Para todos os exames laboratoriais realizados entre o período pré-operatório e terceiro mês de pós-operatório não foi encontrada diferença estatisticamente significativa (p>0,05). Conclusão: A evolução ponderal no período pré-operatório foi satisfatória, porém com grande variabilidade entre os pacientes visto que este grupo iniciou o tratamento nutricional no momento de implantação do ambulatório. A perda ponderal pós-cirúrgica ocorreu de forma acentuada e crescente nos primeiros três meses e não foi constatado presença de deficiências nutricionais, superando as expectativas da equipe. Destaca-se, portanto que o tempo de preparo para a cirurgia é importante para estabelecer uma relação de confiança entre o profissional nutricionista e o paciente, possibilitando uma maior capacidade de compreensão e adesão do paciente a todas as orientações e adaptação a nova realidade alimentar no pós-operatório. Unitermos: Obesidade, cirurgia bariátrica, perda ponderal.

IC39 - ESTUDO DO EFEITO DA EXCLUSÃO DUODENO-JEJUNAL ASSOCIADA À INTERPOSIÇÃO ILEAL, SEM RESSECÇÃO GÁSTRICA, NO TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 – AVALIAÇÃO TARDIA

Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM, Uberaba
Autores: Crema E; Dijigow FB; Nunes EBP; Hallal BJ; Terra Júnior JA; Silva AA.

Objetivos: Emprego da técnica mista (Hindgut + Foregut) em portadores de DM2 com Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 26 e 35 kg/m2. Materiais e Métodos: Vinte portadores adultos de DM2 com mais de 2 anos de diagnóstico e idade de 18 à 60 anos em acompanhamento ambulatorial especializado, sob insulinoterapia. Foram excluídos os pacientes que apresentavam anti-GAD e anti-IA2 positivos e peptídeo C menor que 1. Todos foram submetidos à cirurgia videolaparoscópica com interposição de segmento ileal de 100cm a 70cm do ângulo Treitz e mantendo um seguimento duodeno jejunal de 100cm excluso do transito. Sem gastrectomia longitudinal. Todos foram prospectivamente avaliados. Resultados: A média de idade foi de 51,6 anos (31-60), sendo 13 do sexo feminino, com o tempo médio de diabetes de 12,3 anos (5-17). Houve uma redução de 8,14% do peso pós-operatório (71,27) quando comparado com o pré-operatório (77,59). O IMC foi em média 29,56 no pré-operatório e de 27,33 no pós-operatório. Observou-se que a glicemia de jejum pré-operatório foi de 218,08 (127,1-371,8) e após 6 meses de cirurgia foi de 121,6 (52,5-154) e a glicemia pós-prandial no pré-operatório foi de 309,02 (193,3-584) e no pós-operatório 149,4 (64,5- 197,8). Notou-se que a média de hemoglobina glicada no pré-operatório foi de 10,02 (7,2-15,6) reduzindo-se para 7,15 (5,78-9,1). Dos 20 pacientes estudados, todos insulino-dependentes no pré-operatório, 8 ainda necessitavam de dose média de 47,07 U/dia (150-30) passaram a necessitar no pós-operatório 23,13U/dia (49-8) com redução de 49,14%. 5 dos 12 casos que não necessitam de insulina no pós-operatório estão em uso de hipoglicemiantes orais após acompanhamento médio de 19,66 meses (12-30). 7 não necessitam de nenhum tipo de medicamento para o controle da glicemia. O procedimento realizado mostrou-se útil no controle do metabolismo lipídico. Observou-se redução média de 38,21% nos níveis séricos de colesterol, 52,21% nos níveis de triglicerídeos, 12,87% do HDL e 45,56% do LDL. Conclusão: A cirurgia proposta demonstrou eficácia no controle da glicemia e deve ser considerada como opção terapêutica para os pacientes diabéticos com IMC menor que 35 kg/m2. Unitermos: Interposição ileal; diabetes tipo 2; exclusão duodeno-jejunal.

IC40 - EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO ORAL DO ÓLEO DE PALMA E GLUTAMINA SOBRE O GLP1 E GLICEMIA EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2 SUBMETIDOS A INTERPOSIÇÃO ILEAL DUODENOJEJUNAL

Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM, Uberaba
Autores: Crema E; Gomes RAS; Dijigow FB; Porta R; Takeuti TD; Terra Júnior JA.

Objetivos: Avaliar os níveis glicêmicos e das incretinas GLP1 e PPY após administração oral de óleo de palma e glutamina. Materiais e Métodos: Foram estudados 17 adultos portadores de DM2 submetidos a interposição ileal duodenojejunal, sem gastrectomia, após período médio de 19,66 meses (12 - 30). Após coleta de sangue em jejum de 4 horas, foi administrado por via oral 9,1g de óleo de palma. Decorridos 1 e 2 horas, novas coletas de sangue foram realizadas. No soro obtido foi dosado a glicemia, o GLP1, PPY, insulina, glucagon e grelina em todos os momentos. Em outro momento utilizou-se como estímulo 30g de glutamina dissolvido em 400ml de água e realizadas as mesmas dosagens. Resultados: A média da glicemia de jejum foi 130,71 (60,2-281,6), observou-se que após 1 hora da ingestão do óleo de palma, a média da glicemia foi de 121,6 (43,6-248,6) e após 2 horas 112,94 (45,5-212). Nota-se redução de 6,96% e 13,59% nas 1ª e 2ª horas respectivamente. Com relação ao estímulo da glutamina os valores glicêmicos iniciais foram de 135 mg/dl, e 1 e 2 horas após foram de 126 e 114 mg/dl respectivamente. Com redução significante de 11,11% e 15,55% após a primeira e a segunda hora. Observou-se valores elevados da insulina, PPY e GLP-1 nos pacientes, em jejum, antes dos estímulos no controle tardio dos pacientes submetidos à interposição ileal. Após 2 horas da administração do óleo de palma notou-se elevação significante dos valores médios séricos da insulina (19,79 µU/ml) quando comparado ao pré-estímulo (15,41 µU/ml). Observou-se também elevação significante após 2 horas com estímulo da glutamina (25,56 µU/ml). Detectou-se que os valores médios do PPY em jejum foram de 566,18 pg/dl, e que após 2 horas do estímulo com o óleo de palma elevou-se para 614 pg/dl. Os valores após o estímulo com a glutamina foram de 589 pg/dl. Ambos aumentos estatisticamente significantes. Quanto aos níveis séricos do GLP-1 após 2 horas dos estímulos com óleo de palma e glutamina, notou-se aumento dos valores significantemente (19,06 e 19,94 pmol) respectivamente quando comparado com o pré-estímulo (17 pmol). Conclusão: A identificação de substâncias que aumentam a secreção de GLP1 e PPY podem ser úteis para o controle dos pacientes diabéticos tipo 2, clínicos ou cirúrgicos, em especial, os pacientes submetidos às cirurgias de interposição ileal e/ou derivação intestinal jejunal ou ileal. Já foi descrito que a glutamina é um potente estimulador da secreção de GLP1 pelas células L, localizadas principalmente no segmento ileal e que o óleo de palma tem sido empregado como breque ileal no controle e tratamento da obesidade, contudo seu emprego no controle do diabetes tipo 2 ainda não foi relatado. No presente estudo verificou-se que os dois estímulos utilizados foram úteis na redução significante da glicemia dos pacientes nos tempos estudados. Com base nesses resultados, vislumbra-se que o emprego da glutamina e do óleo de palma isolados ou associados, possa auxiliar no controle dos pacientes diabetes tipo 2. Unitermos: Óleo de palma, glutamina, diabetes tipo 2, GLP-1, PPY, insulina.

IC41- EFEITOS DO GYMNEMA SYLVESTRE EM PACIENTES PORTADORES DE DIABETES MELLITUS TIPO II

Instituição: Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre
Autores: Santos JM; Silva KK; Tiengo A.

Objetivos: Verificar os efeitos proporcionados pelo fitoterápico Gymnema sylvestre, em pacientes portadores de Diabetes Mellitus tipo II, do Centro Municipal de Educação em Diabetes do bairro Colinas de Santa Bárbara, na cidade de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais. Materiais e Métodos: A população estudada foi composta por 54 pacientes de ambos os gêneros, com idade entre 30 e 59 anos, dividida em grupo controle (n= 25) e estudo (n=29). O grupo estudo recebeu durante 60 dias, 1 cápsula de 400 mg de Gymnema sylvestre/dia. Os pacientes foram orientados a consumir apenas uma cápsula por dia (dose recomendada entre 400 e 600 mg/dia). Tanto no grupo estudo quanto no grupo controle os pacientes mantiveram o tratamento medicamentoso. Ambos os grupos foram submetidos à duas coletas de sangue para avaliação da glicemia no início e fim do experimento, assim como à avaliação antropométrica para aferição de peso e altura para cálculo do Índice de Massa Córporea (IMC). Para a análise dos resultados foi utilizado o Teste Student, t, com nível de significância p < 0,05. Resultados: Dos pacientes estudados 72,2% eram do sexo feminino, 61,1% eram sedentários, com faixa etária média de 44,5 ± 21 anos e apresentaram como doenças associadas principalmente a hipertensão arterial (44,4%), seguida pela dislipidemia (14,8%) e doenças cardiovasculares (11,1%). Quanto ao IMC pôde-se observar que 48,2% dos pacientes diabéticos apresentavam-se obesos, 29,6% em sobrepeso e apenas 22,2% em eutrofia. Em relação à utilização do fitoterápico Gymnema sylvestre, pôde-se observar que as dosagens de glicemia séricas iniciais e finais tanto do grupo estudo quanto do grupo controle não apresentaram diferença estatística significativa entre si (p= 0,05). A média de glicemia obtida antes do início do estudo foi de 173 ± 89 mg/dL para o grupo controle e de 169 ± 68 mg/dL para o grupo estudo. Após a utilização do Gymnema sylvestre por um período de 60 dias, a média de glicemia encontrada para o grupo estudo foi de 157 ± 49 mg/dL, valor este menor quando comparado à primeira coleta, porém sem diferença estatística significativa (p= 0,05). Para o grupo controle após dois meses do estudo, foi observado uma glicemia de 161 ± 59 mg/dL, também sem diferença estatística significativa quando comparado à primeira coleta e aos valores encontrados para o grupo estudo, o que pode ser justificado pela menor duração do estudo quando comparado aos estudos existentes na literatura que chegam a utilizar o produto por 6 meses até 30 meses. A partir dos resultados obtidos pela avaliação antropométrica inicial e final, observou-se que a média de peso encontrada no início do trabalho para o grupo estudo foi de 81,4 ± 16 Kg e após 60 dias de 81,2 ± 17 Kg (p= 0,05). Já para o grupo-controle a média do peso antes foi de 78 ± 13 Kg e após 60 dias foi 76,64 ± 12 Kg (p=0,05), não apresentando diferença estatística significativa entre os grupos. Conclusão: Sugere-se a realização de novos trabalhos com um tempo diferente, ao menos 6 meses de duração, maior população estudada e com padronização de peso e glicemia. Unitermos: Diabetes mellitus, fitoterápico, gymnema sylvestre.

IC42 - ERROS NA PRESCRIÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL

Instituição: FAMAP Ltda, Belo Horizonte
Autores: Santos EG; Carvalho CMG.

Objetivos: Segundo o Institute for Safe Medication Practices (ISMP), “Medicamentos potencialmente perigosos são aqueles que possuem risco aumentado de provocar danos significativos nos pacientes em decorrência de falha na utilização”. Embora não sejam os erros que ocorrem com maior frequência, são os que podem levar a danos mais graves ao paciente. A Nutrição Parenteral (NP) faz parte de uma classe terapêutica considerada potencialmente perigosa. Nosso objetivo foi levantar incidência de erros ou ilegibilidade ocorridas em Prescrições Médicas de Nutrição Parenteral (PMNP) e gerar dados aos hospitais atendidos pela FAMAP, fornecendo subsídios que favorecessem a redução desses erros. Materiais e Métodos: Estudo transversal abrangendo PM atendidas no período de dez/2010 a mar/2011. Requisitos apurados de acordo com práticas seguras para PM: Ilegibilidade em (I)dados do paciente, (II)nome do médico, (III)descrição da fórmula; erros de decisão em decorrência de (IV)desvio do tempo de infusão x validade, (V)osmolaridade inadequada para via de infusão, (VI)problemas com estabilidade, (VII)doses inadequadas; erros de redação por (VIII)erro da descrição da fórmula, (IX)via de infusão ausente, (X)ausência de peso do paciente. Essa classificação foi obtida a partir de análise individual de cada PMNP recebida. As que apresentaram falhas foram segregadas com carimbo e, após análise, era descrito na própria PM a abordagem e correção dada antes da preparação da fórmula. Os dados foram reunidos em uma planilha mensal, contendo todos os 10 requisitos de falha ou erro analisados. Ao final de cada mês foi apurado um índice geral de ocorrências/PM e também o índice para cada requisito/total de ocorrências. Estes resultados foram notificados aos hospitais mensalmente, com sugestões de melhoria para problemas reincidentes. Para peso ausente, de pacientes adultos, foi analisada a adequação de doses da formulação, considerando pacientes com 70kg. No requisito via de infusão ausente, foi indicada via – central ou periférica – de acordo com a osmolaridade da fórmula. Os outros erros foram prontamente corrigidos. Resultados: No período foram atendidas 15192 PM. A ilegibilidade foi responsável por 13,8% do total de falhas, sendo (I)2,3%, (II)6,7%, (III)4,8%. Os erros de decisão 1,84%, sendo (IV)0,20%, (V)0,29%, (VI)0,19%, (VII)1,16%. Em erros de redação foi obtido índice de 84,31%, sendo (VIII)2,87% (IX)44,68%, (X)36,76%. Evolução geral de falhas ou erros/PM durante 04 meses: Dez=13,97%, Jan=12,46%, Fev=11,93%, Mar=10,49%. Conclusão: Como 44,68% das falhas são via de infusão ausente a probabilidade de detectar falhas na adequação da osmolaridade da fórmula ficou reduzida. A ausência de peso também limitou a apuração dos erros relativos a doses inadequadas de nutrientes, ficando os Erros de Decisão subestimados. Após as intervenções muitos hospitais alteraram a forma da PM e adotaram PM eletrônicas ou digitadas. Esta ação confirma recomendações de publicações cientificas de que estas são medidas eficazes para prevenção de erros. Unitermos: Medicamentos potencialmente perigosos, nutrição parenteral, erros de prescrição.

IC43 - FATORES LIMITANTES PARA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL PRECOCE EM PACIENTES CRÍTICOS

Instituição: Santa Casa de Misericórdida da Bahia - HSI - Senep, Salvador
Autores: Silva IC; Moreira PS; Costa GLB; Barbosa DMO; Ribeiro ACF; Freire ANM.

Objetivos: Avaliar os fatores limitantes para a introdução da nutrição enteral precoce em pacientes críticos. Materiais e Métodos: A coleta de dados foi realizada com pacientes adultos internados em unidades de terapia intensiva, do Hospital Santa Izabel – Santa Casa de Misericórdia da Bahia, no período de outubro de 2010 a março de 2011, atendidos pelo SENEP (Serviço de Nutrição Enteral e Parenteral). Analisou-se dados como: idade, sexo, afecção principal, diagnóstico nutricional, início de terapia nutricional enteral precoce e fatores limitantes para não introdução da mesma. Resultados: A amostra foi composta por 200 indivíduos, sendo que 54% deles eram do sexo feminino. A média de idade encontrada foi de 69,08 anos. E as afecções principais mais identificadas: 27% de origem respiratórias, seguidas de 20% neurológicas e 20% pós-cirúrgicas. Instituiu-se NEP em 76% dos pacientes analisados, sendo observados como fatores limitantes para não introdução da mesma: presença de instabilidade hemodinâmica, em 75% dos casos, seguidos de íleo paralítico em 17% dos analisados. Obtiveram alta da unidade de terapia intensiva 54% dos avaliados. Conclusão: É importante, a agilidade nas decisões relativas à terapia nutricional enteral, já que são potencialmente capazes de influenciar nos resultados clínicos, de acordo com recentes evidências. Unitermos: Nutrição enteral precoce, paciente crítico.

IC44 - IMPACTO DO USO DE DROGAS VASOATIVAS EM PACIENTES CRÍTICOS SUBMETIDOS A TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela, Maceió
Autores: Britto RPA; Veríssimo MH; Silva RRL; Quintela AWS; Borges EM; Albuquerque KM.

Objetivos: Investigar o impacto do uso de drogas vasoativas (DVA) em pacientes críticos submetidos à terapia nutricional enteral (TNE) internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado de Alagoas (HGE). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal prospectivo realizado na UTI do HGE, localizado em Maceió-AL. Foram estudados de abril a setembro, todos os pacientes internos que utilizaram TNE exclusiva por ao menos 72h. Informações acerca do diagnóstico, sinais vitais, parâmetros bioquímicos, distúrbios gastrointestinais (DGI), complicações da TNE, utilização de droga vasoativa (DVA) e procinéticos, e prescrição nutricional foram avaliados diariamente. Os dados foram analisados no SPSS versão 15.0. Os resultados obtidos foram considerados estatisticamente significantes quando a probabilidade de erro foi inferior a 5% (p<0,05). Resultados: Dentre os 63 pacientes incluídos no estudo, 44 pacientes eram do sexo masculino (69,8%). A idade média foi de 38,17 ± 16,19 anos. Todos os pacientes fizeram uso de ventilação mecânica invasiva no internamento. Os principais motivos de internação foram os politraumatismos (46%), as doenças pulmonares (15,9%), o acidente vascular encefálico (12,7%) e lesões por arma branca e arma de fogo (12,7%). A hiperglicemia apresentou-se em 77% dos internos. Em relação aos fármacos utilizados, a DVA esteve presente durante a internação em 57,1% da amostra, com uma média de uso de 6,35 ± 5,54 dias. A utilização desses medicamentos esteve correlacionada estatisticamente com a prevalência de hiperglicemia [p=0,041]. Os pacientes que utilizaram DVA apresentaram 2,5 vezes mais chances de desenvolver hiperglicemia. A utilização de procinéticos foi observada em 68,3% dos pacientes críticos, sendo administrada durante um intervalo de 8,31 ± 8,60 dias. Dentre os DGI, a presença de distensão abdominal apresentou-se como o fator de maior relevância com 55,5%, seguido do resíduo gástrico elevado - RGE (49,2%), diarreia (42,8%) e vômitos (33,3%). O RGE foi a complicação mais associada à interrupção da TNE. O uso de DVA não apresentou associação significativa com DGI ou interrupção da TNE. Conclusão: O uso de DVA associou-se significativamente à presença de hiperglicemia, sendo esses dois fatores correlacionados ao aumento da estase gástrica em pacientes críticos, no entanto, nesse estudo não houve correlação aos DGI ou interrupção da TNE. Unitermos: Droga vasoativa, paciente crítico, nutrição enteral.

IC45 - IMPACTO DO BALANÇO CALÓRICO NEGATIVO SOBRE A MORBIMORTALIDADE DE PACIENTES CRÍTICOS

Instituição: Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela, Maceió
Autores: Britto RPA; SilvaRRL; Verrísimo MH; Albuquerque KM; Borges EM; Quintela AWS.

Objetivos: Avaliar o impacto do balanço calórico total negativo (BCTN), durante a primeira semana de internação hospitalar, sobre a morbimortalidade de pacientes críticos em uso de terapia nutricional enteral. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal prospectivo, realizado entre abril e setembro de 2010, com todos os pacientes admitidos na Unidade de Terapia Nutricional do Hospital Geral do Estado de Alagoas que receberam nutrição enteral exclusiva. Foram avaliados parâmetros antropométricos, bioquímicos e exame físico nutricional, necessidades calórico-proteicas estimadas, prescritas e infundidas, tipo de dieta enteral utilizada, bem como a ocorrência de intercorrências relacionadas à infusão da dieta. A tabulação e análise dos dados foram realizadas com o auxílio do pacote estatístico SPSS versão 15.0. O BCTN foi a variável dependente e dividido em 2 grupos: Grupo 1 = - 5000 a zero Kcal/semana e Grupo 2 = > - 5000 Kcal/semana. Para determinar a associação entre as variáveis, foi utilizado o teste de correlação linear de Spearman. Na comparação de frequência, utilizou-se o teste qui quadrado e para comparar as médias foi utilizado o teste T de Student. O odds ratio foi utilizado como medida de risco. Os resultados obtidos foram considerados estatisticamente significantes quando a probabilidade de erro foi inferior a 5% (p<0,05). Resultados: A amostra estudada foi composta por 44 pacientes, sendo 33 (75%) do sexo masculino e 11 (25%) do sexo feminino, com idade média de 37,75 ± 15,41 anos. Destes, 59,1% tiveram os traumatismos como principal causa de internação. Dos pacientes investigados, 27,5% evoluíram para o óbito. Em relação ao estado nutricional, 90,9% dos pacientes estavam em risco nutricional, e 9,1% apresentaram desnutrição. Dentre os principais fatores da inadequação calórico-proteica observados, está a alta prevalência (88,6%) de suspensão provisória da nutrição enteral. A principal causa isolada de interrupção na administração da terapia nutricional enteral foi o resíduo gástrico elevado (41%), seguido de complicações mecânicas e vômitos. O BCTN superior a - 5000 Kcal/semana foi identificado em 76,9% da amostra estudada. Os pacientes inseridos no grupo 2, apresentaram maior prevalência de azotemia (p=0,013) e insuficiência renal (p=0,042), e tiveram maiores chances de desenvolver úlceras por pressão (p=0,016), anemia (p=0,05) e hiperglicemia (p=0,049), quando comparados aos pacientes do grupo 1. Conclusão: O BCTN, principalmente acima de 5.000 Kcal em pacientes graves na primeira semana de internação, aumentou o risco de úlceras por pressão, anemia, hiperglicemia e IRA pré-renal em detrimento aos pacientes que receberam um aporte calórico superior. Não foi encontrada relação com o tempo de internamento, ventilação mecânica ou mortalidade. Unitermos: balanço calórico, nutrição enteral, paciente crítico.

IC46 - PERCENTUAL DE ADEQUAÇÃO DA TNE PRESCRITA X INFUNDIDA COMO INDICADOR DE QUALIDADE DA EMTN

Instituição: Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, Ponta Grossa
Autores: Ferreira VA; Ortolan GL.

Objetivos: Acompanhar as necessidades nutricionais pré-estabelecidas pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional Enteral (EMTN); Mensurar o consumo calórico dos pacientes internados submetidos à nutrição enteral; Apontar os motivos que impedem a administração completa das fórmulas enterais. Materiais e Métodos: Este trabalho foi realizado em um hospital geral no município de Ponta Grossa, sendo desenvolvido através dos seguintes procedimentos: Pesquisa exploratória numa abordagem qualitativa, com a realização de pesquisa em documentos oficiais que normatizam a implantação e atuação da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional Enteral (EMTN). Neste contexto foram coletados e analisados os dados referentes a volume de fórmulas prescritas e infundidas nos prontuários médicos dos pacientes assistidos pela EMTN submetidos à TNE nesta instituição, em relação aos volumes dispensados serão analisados relatórios emitidos pelo Serviço de Farmácia Hospitalar da Instituição, abrangendo o período de janeiro à março de 2010 em todas as unidades de internação. Resultados: 109 pacientes avaliados pela EMTN; 87 com TNE iniciada 80% ;Média de pacientes – 22; MP- 7,25 dias; 80% TNE por SNE; 64% em pós-pilórica; 957 prescrições acompanhadas; Média de Volume prescrito – 207,7 lts; Média de volume dispensado – 186 litros; Adequação de volume prescrito; Dispensado - 89,5%; Infundido – 53,4%; 53,7% das calorias prescritas foram administradas; 349 motivos: Exames de Rx – 25%; Atraso – 14%; 70% causas evitáveis. Conclusão: O presente estudo relacionando o volume prescrito com o volume dispensado e volume infundido para os pacientes em Terapia Nutricional enteral permitiu as seguintes conclusões. Do total da amostra de pacientes (n=87), obervou-se média de 22 pacientes avaliados pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional Enteral (EMTN), dos 109 pacientes avaliados pela EMTN no período, 87 iniciaram a Terapia Nutricional Enteral (TNE) (80%), os quais permaneceram em TNE em média 7,25 dias (min.2; máx. 36 dias). A maioria dos pacientes (80%) recebeu dieta via sonda nasoenteral, sendo destas a maioria em posição pós-pilórica (64%). Dos 957 acompanhamentos das prescrições de dieta enteral, a média do volume prescrito foi de 207,7 litros (207.700 mililitros) com variação de 400 mililitros a 1.800 mililitros. O volume dispensado foi de 186 litros (186.000 mililitros) com variação de 0 a 2.000 mililitros. A comparação entre os volumes prescritos, dispensados e infundidos a análise comparativa permitiu constatar que o volume dispensado ficou muito próximo do prescrito com adequação de 89,5%, sendo que não foram dispensadas apenas 10,5% do volume prescrito, já o volume infundido em relação ao prescrito a adequação foi de 53,4% os quais foram realmente infundidos, do total de volumes prescritos 46,6% não foram administrados nos pacientes em Terapia Nutricional Enteral, referente ao volume dispensado o percentual de volume infundido foi de 59,7%, sendo que 40,3% do volume dispensado não foi infundido. Unitermos:Terapia nutricional enteral, aporte calórico, equipe multidisciplinar.

IC47 - TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM UTIS: UTILIZAÇÃO DOS INDICADORES DE QUALIDADE

Instituição: Hospital Esperança/Rede Dor, Recife
Autores: Dias CA; Oliveira SM; Santos LGC; Campelo EC; Gomes AL; Rodrigues CAD.

Objetivos: Avaliar a Terapia Nutricional Enteral (TNE) de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade Coronariana (UCO) adultos a partir da utilização de indicadores de qualidade. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo realizado no período de julho de 2010 a fevereiro de 2011, cujos dados foram coletados a partir das fichas de acompanhamento nutricional de pacientes adultos internados na UTI e UCO do Hospital Esperança/Rede Dor, Recife-PE, em uso de TNE exclusiva com administração em sistema fechado de forma contínua em bomba de infusão, por período superior a 72h, sendo aplicados os indicadores de qualidade de acordo com a proposta da Força Tarefa em Nutrição Clínica (ILSI, 2008; ILSI, 2010): 1. Frequência de medida ou estimativa do gasto energético (GE) e necessidades proteicas; 2. Frequência de dias de administração com aporte calórico adequado no total de dias em TNE; 3. Frequência de pacientes que atingiram as necessidades nutricionais em 72h após início da TNE; 4. Frequência de dias de administração com aporte proteico insuficiente no total de dias em TNE; 5. Frequência de episódios de diarreia em pacientes em TNE; 6. Frequência de saída inadvertida de sonda enteral em pacientes em TNE. Os dados foram descritos por distribuição de frequência simples, média e desvio padrão e processados no programa Excel ®. Resultados: A amostra estudada foi composta por 76 pacientes, onde 56,6% e 43,4% eram do sexo feminino e masculino, respectivamente, com idade média de 69,2 ± 19,9 anos (variação de 19 a 100). A maior parte do diagnóstico de admissão na UTI constituía de desordens neurológicas, respiratórias e cardiológicas (35,5%, 25% e 14,5%, respectivamente), seguido de sepse (13,2%). O tempo de permanência na UTI foi de 17,8 ± 17,5 dias (variação de 3 a 91), com 83% dos pacientes tendo alta e 17% foram a óbito. A meta nutricional estimada foi atingida em 55,3 ± 28,9 horas (variação de 24 a 144), onde 75% dos pacientes (57) atingiram em até 72h e 9% (7) não conseguiram alcançar suas necessidades calórico-proteicas. A aplicação dos indicadores de qualidade revelou que a frequência de estimativa do gasto energético e necessidades proteicas foi de 100%, ou seja, houve estimativa individualizada para todos os pacientes, alcançando a meta de =80% proposta pela literatura. A frequência de dias com aporte calórico adequado (80,3%), de atender as necessidades nutricionais em 72h (76,1%), de episódios de diarreia (1,87%) e de saída inadvertida de sonda (2,24%) também atingiram as meta recomendadas (>70%, <70%, <10% e <5%, respectivamente); porém, a frequência de dias com oferta proteica insuficiente foi de 15,2% não atendendo ao proposto (<10%), devido à interrupção da TNE para realização de procedimentos, exames e instabilidade hemodinâmica. Conclusão: Os resultados encontrados dos indicadores de qualidade atenderam a meta proposta pela literatura, exceto a frequência de dias do aporte proteico insuficiente. Isto indica que o acompanhamento da TNE está ocorrendo de forma contínua e de acordo com referenciais científicos, onde possivelmente os fatores que contribuíram foram a presença de uma Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN), a existência de um protocolo de assistência nutricional, bem como a educação permanente da equipe. A intenção de aproximar os resultados ao valor de referência adotado representa a diretriz para garantia da qualidade na assistência nutricional prestada pela equipe multidisciplinar, assumindo alguns deles papel importante para a obtenção de parâmetros nutricionais mais sensíveis para pacientes críticos em UTI. Unitermos: Terapia nutricional, nutrição enteral, indicadores de qualidade em assistência à saúde.

IC48 - INGESTÃO DIETÉTICA E VARIAÇÃO PONDERAL DE INDIVÍDUOS ANTES E APÓS PROGRAMA DE SUPORTE NUTRICIONAL ENTERAL AMBULATORIAL

Instituição: Divisão de Nutrição e Dietética do Instituto Central do Hospital das Clínicas da FMUSP, São Paulo
Autores: Scabim VM; Marques APA; Trecco SMLSS.

Objetivos: A terapia nutricional tem como objetivo recuperar ou manter o estado nutricional dos pacientes. Dietas enterais industrializadas são nutricionalmente completas, no entanto, não estão acessíveis para a maioria da população brasileira. Dietas não industrializadas constituem-se de fórmula manipulada a partir de alimentos in natura e/ou produtos alimentícios, não tendo composição nutricional definida por ser estimada por tabelas e podem ser nutricionalmente inadequadas. O objetivo do estudo foi caracterizar a ingestão dietética e evolução ponderal de pacientes antes e após a participação em programa de suporte nutricional ambulatorial. Materiais e Métodos: Foram avaliados dados retrospectivos de variação ponderal e anamnese ou recordatório alimentar de 24 horas de 25 sujeitos antes de entrar no programa de suporte nutricional, na última consulta no programa, e na primeira consulta após o mesmo. Resultados: Os indivíduos participaram do programa por período médio de 29,88 ± 23,16 meses e receberam dieta industrializada polimérica fornecida pela instituição. Houve melhora do estado nutricional, observado por meio do ganho de peso (6,01 ± 5,6kg), ingestão adequada de energia (1226,97 ± 621,75kcal para 1860,53 ± 486,39kcal) e de proteínas (1g/kg/dia para 1,4g/kg/d). Quando estes mesmos pacientes foram orientados a administrar dieta artesanal, após o programa, observou-se uma perda de peso de 2,67 ± 3,39kg, bem como ingestão insuficiente de energia (1.860,53 ± 486,39kcal para 1253,63 ± 356,81kcal) e de proteínas (1,4g/kg/dia para 1g/kg/d) em período de 2,76 ± 0,83 meses em média. Conclusão: A administração de dieta industrializada possibilitou a ingestão adequada de energia e proteínas, que por sua vez contribuiu com o ganho de peso dos pacientes participantes do programa de suporte nutricional, enquanto o contrário ocorreu em curto espaço de tempo com a utilização da dieta artesanal. Unitermos: Não informado.

IC49 - DIETA ENTERAL NÃO ADMINISTRADA NO HOSPITAL: O CUSTO DO DESPERDÍCIO

Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Maringá
Autores: Auler F; Lapi MF.

Objetivos: A terapia nutricional enteral está associada à evolução favorável dos parâmetros nutricionais e bioquímicos. Por ser um procedimento de alta complexidade, a terapia nutricional enteral exige a participação de diversos profissionais da saúde, e para isso foi proposta a criação da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, constituído de pelo menos um médico, um nutricionista, um enfermeiro e um farmacêutico. A presença do nutricionista é de grande importância, pois atual na relação direta com o paciente internado e na área de produção de dietas enterais, além de realizar a avaliação, diagnóstico nutricional e cálculos nutricionais, supervisão do preparo, conservação e transporte das dietas, controle de custos e do desperdício. Desta maneira o objetivo do estudo foi identificar o custo do desperdício das formulas enterais não administradas. Materiais e Métodos: Estudo transversal e descritivo com dados de pacientes internados com uso exclusivo de terapia enteral em um hospital público do noroeste do Paraná entre fevereiro e abril de 2010. O hospital utiliza dietas industrializadas em sistema aberto de forma intermitente em 6x/dia. Foram incluídas na amostra as prescrições e infusões do período com informações coerentes. Para esse estudo foram analisados o volume prescrito e o volume infundido diariamente, sendo a diferença positiva desses valores considerada “desperdício”. As variáveis analisadas foram gênero, faixa etária e tipo de dieta. Os valores de custo das dietas foram baseados em valores da licitação do hospital.Os dados foram armazenados em banco de dados no Excel for Windows e analisados por meio de observação dos valores absolutos, relativos e médias. Resultados: Foram analisados 28 pacientes com idade média de 69 anos (53,5% homens e 71,4% idosos). A partir desses pacientes, foram analisadas 174 prescrições, sendo 32 (18,4%) de dieta padrão e 142 (81,6%) de dieta especializada Quanto ao desperdício, 102 (58,7%) não tiveram desperdício e 72 (41,3%) tiveram desperdício. Analisando as variáveis, o sexo masculino, os idosos e a dieta especializada representaram, respectivamente 66,7%, 62,5% e 81,9% dos desperdícios. O desperdício das dietas no período foi de 32.900ml (440mL/dia), representando 17,9% da prescrição, com um custo total de R$682,53 em dois meses. Conclusão: O desperdício das dietas no período estudado foi alto, acometendo principalmente os homens, as dietas especializadas (que possuem maior custo) e os idosos (faixa etária mais susceptível às complicações e piora do estado nutricional). Com o valor do desperdício seria possível comprar outras dietas para o hospital, alimentando outros pacientes que necessitam de nutrição enteral. Portanto, o controle do desperdício é uma medida necessária dentro dos hospitais, principalmente havendo a participação efetiva dos membros da equipe multiprofissional, para redução dos custos hospitalares e uma melhora do estado nutricional do paciente advinda da dieta infundida corretamente. Unitermos: Desperdício, custo, dieta enteral, hospital.

IC50 - TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM PACIENTES INTERNADOS EM ENFERMARIA DE DOENÇAS TROPICAIS

Instituição: Faculdade de Medicina - UNESP/Botucatu, Botucatu
Autores: Goto RL; Francisquete FV; Pereira PCM.

Objetivos: Avaliar o uso da terapia nutricional enteral (TNE) nos pacientes internados e associar com tempo de internação, tempo de terapia, índice de massa corporal (IMC), alta hospitalar e óbito. Materiais e Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, realizado com pacientes internados na Enfermaria de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp no período de 2009/2010, em dois momentos, antes e após início da TNE.Resultados: Foram avaliados 36 pacientes, sendo 68% do gênero masculino, com 53,4 ± 13,3 anos e média de tempo de internação de 30,9 ± 19,3 dias. De acordo com o índice de massa corporal (IMC) 68% (15) eram desnutridos e 32% (07) eutróficos, sendo a média de IMC no momento da admissão de 18,9 ± 3,4 kg/m², evoluindo para 17,7 ± 2,7 kg/m² na segunda avaliação, porém sem diferença significativa. O tempo médio de terapia utilizada foi de 16 dias.O nível serico de albumina inicial e final foi respectivamente 2,75 e 2,54mg/dl. Dos pacientes, 59% tiverem alta hospitalar, com tempo médio de internação de 36,4 ± 18,5 dias e média de IMC de 17,7 kg/m², recebendo em torno de 19 dias de TNE e 41% foram a óbito, com tempo médio de internação de 19,7 ± 19,4 dias, e média de IMC de 19,1 kg/m², recebendo em torno de 8 dias de TNE.Cabe salientar que 50% dos pacientes apresentavam diagnostico de HIV/Aids. Conclusão: Uma das indicações para uso de TNE é quando houver risco de desnutrição, como mostrou o nosso estudo, porém não foi observado melhora ou recuperação do estado nutricional após introdução da terapia, podendo concluir que os pacientes podem ter recebido aporte calórico menor do que o prescrito ou interrupções da dieta decorrentes de complicações gastrointestinais, gravidade da doença ou pausas para realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos podem contribuir para que não se administre corretamente a TNE. Unitermos: Terapia nutricional enteral, índice de massa corporal, tempo de internação, desnutrição.

IC51 - AVALIAÇÃO DO CREDENCIAMENTO DOS HOSPITAIS PÚBLICOS PARA ATENDIMENTO AO SUS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE, EM BELÉM - PA

Instituição: Departamento de Vigilância Sanitária/Secretaria de Estado de Saúde Publica do Pará, Belém
Autores: Santos VRC; Moreira SH; Oliveira MP.

Objetivos: Avaliar o processo de credenciamento em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral (TNEP), através do relatório de vistoria da Vigilância Sanitária Estadual que deverá emitir um parecer que será encaminhado para ao Ministério da Saúde/SAS (Secretaria de Atenção à Saúde). Materiais e Métodos: A Terapia Nutricional (TN) se define como um conjunto de procedimentos terapêuticos utilizados para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio de Nutrição Parenteral ou Enteral. O Ministério da Saúde com a intenção de garantir aos pacientes em risco nutricional ou desnutridos, uma adequada assistência nutricional, por intermédio de equipes multiprofissionais, publicou portarias regulamentando essa área no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram avaliados “in loco” oito hospitais públicos, no período de janeiro a março de 2010, com aplicação de roteiro de inspeção com exigências específicas para credenciamento compreendendo toda estrutura física e funcional, materiais e equipamentos com registro de manutenção preventiva e corretiva de materiais e equipamentos e uma Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) devidamente capacitada (o coordenador clínico em TNEP deve ser um médico especialista com formação específica em TN) e atuante, com protocolos de enfermagem, de triagem e avaliação, indicação e acompanhamento nutricional bem estabelecidos para auxiliar a prestação de assistência aos portadores de doenças nutricionais. Resultados: De acordo com os dados obtidos e analisados verificamos que no universo destes oito hospitais avaliados, apenas um apresentou condições favoráveis ao credenciamento atendendo as exigências da legislação vigente. Sete hospitais não atenderam a todos os requisitos solicitados pela portaria Nº 120 de 14 de abril de 2009, apresentado parecer desfavorável para habilitação em serviço de assistência de alta complexidade em TNEP. Conclusão: Deve-se enfatizar que a TN é um importante recurso terapêutico na redução da morbidade e mortalidade de pacientes criticamente enfermos com demonstração irrefutável dos inúmeros potenciais benefícios. Este estudo destaca a importância desta TN no âmbito do SUS e a necessidade que os hospitais se enquadrem aos critérios da Portaria com objetivo de assegurar um suporte nutricional seguro e eficaz. Unitermos: Terapia nutricional enteral e parenteral (TNEP), legislação, credenciamento.

IC52 - DIARREIA E FATORES DE RISCOS ASSOCIADOS EM PACIENTES CRÍTICOS EM USO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Escola de Nutrição, Universidade Federal da Bahia, Salvador
Autores: Pedrosa LAC; Rocha R; Casé N; Sahade V.

Objetivos: O objetivo deste estudo foi determinar a ocorrência de diarreia e fatores de riscos associados em um grupo de pacientes críticos em uso de terapia nutricional em um hospital referência em trauma. Materiais e Métodos: Estudo de coorte prospectivo realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital referência em trauma, Salvador. Foram avaliados pacientes com permanência igual ou superior a 72 h de internação na UTI, que estavam em uso de terapia nutricional via sonda por no mínimo 48h. Para definição de diarreia, considerou-se 3 ou mais episódios de dejeções líquidas ou semi-líquidas em 24h. Foram avaliados dados demográficos, epidemiológicos, clínicos e nutricionais. Resultados: Trinta pacientes foram monitorados, a maioria do sexo masculino (90%) com média de idade de 34,0 ±17,3 anos. O principal diagnóstico clínico foi Traumatismo Crânio Encefálico (66,7%). A frequência de diarreia foi de 70%, com duração variando de 1 a 9 dias. O tempo de internamento foi superior entre os indivíduos que apresentaram diarreia (21,8 dias) quando comparados com aqueles sem o evento (9,7 dias) (p=0,0001). Todos os pacientes que utilizaram terapia procinética combinada (metroclopramida e eritromicina) cursaram com diarreia (p= 0,027). Não foi encontrada associação entre a diarreia e insuficiência respiratória, presença de infecção, uso de antibiótico, droga vasoativa, imunomodulador, desnutrição e características da dieta. Conclusão: A elevada frequência de diarreia associada ao uso de procinético precisa ser mais bem estudada, com intuito de elaborar protocolo para evitar o uso indiscriminado desse tipo de terapia. Unitermos: Não informado.

IC53 - INCIDÊNCIA DE DIARREIA E CONSTIPAÇÃO EM PACIENTES INTERNADOS NUMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA GERAL DE UM HOSPITAL PÚBLICO

Instituição: Hospital Universitário Regional de Maringá/UEM, Maringá
Autores: Beraldo LLR; Rona MSS; Bassan MSA; Gomes BHC; Sainz NA; Bianco I.

Objetivos: Verificar a incidência de diarreia e constipação em pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM). Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 168 pacientes internados em uma UTI de adultos e idosos, de ambos os sexos, no período de 19 de julho de 2010 a 31 de março de 2011. Para a coleta de dados foi utilizada a ficha de controle diário da enfermagem. Para classificar a constipação foi estabelecida a não eliminação de fezes por 3 dias consecutivos e para classificar a diarreia foi considerado evacuações líquidas =3 vezes ao dia. A amostra foi dividida em três grupos: um que apresentavam somente diarreia, outro somente constipação e outro constipação e diarreia. A UTI estabelece um protocolo de tratamento de constipação, utilizando a administração de lactulona aos pacientes que a partir do terceiro dia de internação permaneciam sem evacuar. Resultados: Da amostra geral, 129 (76,79%) pacientes apresentaram diarreia e/ou constipação e 39 (23,21%) não apresentaram nenhum dos quadros. Dos 129 (76,79%) pacientes que apresentaram diarreia e/ou constipação, 29 (22,48%) apresentou diarreia, 56 (43,41%) constipação e 44 (34,11%) diarreia e constipação. Dos pacientes que apresentaram diarreia e constipação, foi observado que 39 (88,64%) apresentaram inicialmente quadro de constipação e depois diarreia. Esse fato pode ser devido à administração da lactulona após o primeiro episódio de constipação, conforme protocolo, ou a utilização de antibióticoterapia. Conclusão: Pacientes internados em UTI cursam com transtornos intestinais que podem levar a piora do prognóstico, comprometendo a evolução do suporte nutricional não atingindo o aporte calórico e proteico adequado, o que pode levar a redução da capacidade funcional, redução da capacidade de cicatrização de feridas, aumento do número de infecções além de aumento do tempo de internação e da morbidade e mortalidade. Torna-se importante o diagnóstico e tratamento dos transtornos intestinais nas UTIs, uma vez que podem resultar em benefício aos pacientes facilitando a progressão do suporte nutricional com melhora do quadro clínico geral do paciente. Unitermos: Constipação intestinal, diarreia, unidade de terapia intensiva.

IC54 - AVALIAÇÃO DOS HOSPITAIS REGIONAIS DO ESTADO DO PARÁ SEGUNDO AS NORMAS ESPECÍFICAS DA PORTARIA Nº 120 DE 14 DE ABRIL DE 2009 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA CREDENCIAMENTO/HABILITAÇÃO EM TERAPIA NUTRICIONAL

Instituição: Departamento de Vigilância Sanitária/Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará, Belém
Autores: Moreira SH; Oliveira MP; Alhadef AS; Santos VRC; Monteiro HS.

Objetivos: Avaliar as condições técnico-operacionais dos hospitais regionais do Pará quanto à assistência de alta complexidade em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral (TNEP), conforme as portarias nº 120 de 14 de abril de 2009, nº 272 de 08 de abril 1998 e Resolução-RDC nº 63 de julho de 2000, a fim de subsidiar parecer técnico para possível habilitação pelo Ministério da Saúde. Materiais e Métodos: A complexidade da Terapia Nutricional (TN) exige o cumprimento das normas específicas para habilitação, assim sendo, as Unidades Hospitalares (UH) devem dispor de: estrutura física, materiais e equipamentos, recursos humanos, bem como a equipe multiprofissional devidamente qualificada e capacitada (o coordenador clínico em TNEP deve ser um médico especialista com formação específica em TN), recursos diagnósticos e terapêuticos: laboratório de análises clínicas disponível 24 h; serviço de imagenologia; hematologia disponível 24 h por agência transfusional (AT); unidade de tratamento intensivo (UTI) cadastrada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), rotinas e normas de funcionamento e atendimento: manutenção preventiva e corretiva de materiais e equipamentos; protocolos médico cirúrgicos; protocolos de enfermagem e protocolos de triagem e avaliação, indicação e acompanhamento nutricional. A inspeção sanitária ocorreu no período de março a abril de 2010, sendo utilizados os roteiros da vigilância sanitária anexos da portaria 272 de 08 de abril 1998 e Resolução RDC nº 63, de julho de 2000, conforme preconizado pela legislação vigente, para inspeção “in loco” de serviço de assistência de alta complexidade em TNEP, e foi aplicado em 04 hospitais regionais do Estado identificados como A, B, C E D. Resultados: De acordo com a inspeção realizada as não conformidades observadas conforme a legislação vigente foram as seguintes: Hospital A não apresentou rotinas e normas de funcionamento e atendimento e o coordenador clínico não possui formação em TN, o Hospital D apresentou protocolo médico cirúrgico em fase de validação, os Hospitais B e C atenderam a todos os requisitos solicitados pela portaria Nº 120 de 14 de abril de 2009. Conclusão: Dos quatro hospitais avaliados os hospitais B e C obtiveram parecer favorável para habilitação em serviço de assistência de alta complexidade em TNEP, o hospital D foi habilitado apenas para Terapia Nutricional Enteral (TNE), enquanto que o hospital A obteve parecer desfavorável para habilitação em serviço de assistência de alta complexidade em TNEP. Unitermos: Terapia nutricional enteral e parenteral (TNEP), credenciamento/habilitação, serviço de assistência de alta complexidade.

IC55 - AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE DIARREIA EM PACIENTES SUBMETIDOS A ANTIBIOTICOTERAPIA ACOMPANHADOS PELA EMTN

Instituição: Faculdade de Medicina do ABC, São Bernardo do Campo
Autores: Santos CA; Bastos N.

Objetivos: Avaliar o risco de diarreia em pacientes em acompanhamento pela equipe multidisciplinar de terapia nutricional (EMTN) que recebem antibioticoterapia Materiais e Métodos: Foram avaliados 62 pacientes consecutivos entre Março e Abril de 2011 em acompanhamento pela EMTN. Os dados coletados foram idade, sexo, diagnóstico de admissão, tipo de terapia nutricional, uso de antibioticoterapia e hábito intestinal (frequência e consistência das fezes). Foi considerada diarreia a presença de dois ou mais episódios de fezes líquidas. Os dados foram analisados e a razão de possibilidades (OR) calculada. Resultados: Dos 62 pacientes, 23% apresentaram diarreia, destes 75% estavam em uso de antibioticoterapia. O OR da prevalência de diarreia nos pacientes em uso de TNE foi de 5,83. Conclusão: A antibioticoterapia aumentou de maneira substancial o risco de diarreia nos pacientes. Unitermos: Diarreia, EMTN, antibioticoterapia.

IC56 - INCIDÊNCIA DE CONSTIPAÇÃO E O USO DE FIBRAS EM PACIENTES SUBMETIDOS À TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL

Instituição: Nutriterápica Terapia Médico Nutricional Ltda, Belém
Autores: Silva LS; Nogueira MG; Moreira JC.

Objetivos: Este estudo teve como objetivo observar a incidência de constipação e a resposta ao uso de fibras em pacientes submetidos à TNE exclusiva acomodados em Unidade de Terapia Intensiva. Materiais e Métodos: É um estudo retrospectivo, onde foi realizada análise de 235 fichas de monitorização dos pacientes, de ambos os sexos, submetidos à terapia nutricional exclusiva, acomodados em unidade de terapia intensiva com evacuação ausente durante um período de 5 dias consecutivos durante o segundo semestre do ano de 2010. Resultados: Nos 235 pacientes analisados 60 (25,5%) apresentaram constipação, estes tinham faixa etária entre 13 e 99 anos, sendo 66,7% idosos; 33 (55%) do sexo feminino e 27(45%) sexo masculino; com diagnóstico clínico de internação: 31 (51,7%) doenças neurológicas; 20 (33,3%) doenças respiratórias e 9 (15%) com outras patologias, destes 10 (16,7%) receberam dieta polimérica padrão isenta de fibras; 35 (58,3%) receberam dieta polimérica especializada e 15 (25%) iniciaram com dieta polimérica padrão isenta de fibras e ao apresentarem distúrbio metabólico foi trocada para uma polimérica especializada. Dos pacientes acompanhados 34 (56,7%) foi possível a troca da dieta para uma dieta com mix de fibras (51% de fibra solúvel e 49% insolúvel) e foi aumentada a oferta hídrica sendo que 26 (76,5%) responderam positivamente a terapia após 48h da mudança da conduta. Conclusão: A incidência de obstipação nos pacientes acompanhados foi de 25,5% do público analisado, e é predominante em idosos, do sexo feminino e com doenças neurológicas, pois o uso de algumas medicações como: analgésicos e relaxantes musculares, antidepressivos, diuréticos, anti-hipertensivos, anti-histamínicos e anti-parkisonianos e baixa ingesta hídrica podem ter contribuído para o quadro de obstipação. O acompanhamento diário é de extrema importância para que a conduta diária seja ajustada, pois o acréscimo de fibras e o aumento da ingesta hídrica tiveram resposta positiva no público analisado. Unitermos: Constipação, UTI, TNE.

IC57 - CARACTERIZAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES MECÂNICAS EM TNE EM PACIENTES ADULTOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Figueredo LP; Miyadahira ANK.

Objetivos: Caracterizar as complicações mecânicas ocorridas em pacientes adultos submetidos à terapia nutricional enteral. Materiais e Métodos: Estudo restrospectivo por meio de registros das fichas de notificação de intercorrência e prontuários dos 2008 e 2009; Sujeitos: 151 pacientes adultos submetidos a terapia nutricional enteral que tiveram complicações mecânicas relacionadas ao uso das sondas enterais. Local: hospital universitário do Município de São Paulo. Resultados: A maioria era do sexo masculino (55,6%) e com idade acima de 60 anos. O total de complicações mecânicas foi de 239, havendo predomínio das saídas não programadas da sondas nasoenterais (88,0%), obstrução (5,0%), deslocamento (4,6%), lesão nasal (0,4%) e as não identificadas (2,0%). Em 73,2% dos casos não houve danos frente estas ocorrências, entretanto, em 18,4% observou-se consequências após as complicações como: permanência do jejum, a não repassagem da sonda, repassagem via endoscopia, reintubação orotraqueal em decorrência da saída da sonda nasoenteral e pneumotórax. Os eventos foram predominantes nas unidades de cuidados intensivos e semi-intensivos. Em relação ao período, 53,3% dos casos ocorreram no noturno e de 2ª a 6ª feira (65,7%), com associação estatisticamente significativa (p=0,038). Conclusão: Conclui-se que as complicações mecânicas foram expressivas e passíveis de prevenção, visto que em sua totalidade houve interferência do próprio paciente, sobretudo nos casos de saídas não programadas das sondas, durante os procedimentos ou encontradas no leito. Estas ocorrências submeteram os pacientes a risco e danos. Considerando as ocorrências de obstruções, deslocamentos e lesão nasal, caracteriza a manutenção inadequada da sonda pelos profissionais de enfermagem. Medidas preventivas devem ser intensificadas, como também o programa de educação continuada e o aprimoramento de supervisão dos profissionais, sobretudo os de enfermagem que são responsáveis pela administração da nutrição enteral, assim como do cuidado das sondas de alimentação. Unitermos: nutrição enteral, intubação gastrointestinal, complicações, eventos adversos, sonda enteral.

IC58 - OBSTIPAÇÃO EM PACIENTES COM DOR CRÔNICA MIOFASCIAL: ASPECTO RELEVANTE PARA O TRATAMENTO CLÍNICO

Instituição: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Santo Antonio de Jesus
Autores: Barros Neto JA; Cortes ML; Tanajura KTB; Gomes TS; Jesus RP; Kraychete DC.

Objetivos: Considerando a alta prevalência de obstipação em pacientes com dores crônicas músculo-esqueléticas, o presente estudo teve como objetivo identificar a presença de distúrbios da motilidade intestinal correlacionando-os com as variáveis clínicas e nutricionais apresentadas por pacientes portadores de dor crônica miofascial atendidos em ambulatório de referência. Materiais e Métodos: Estudo de caso-controle realizado com 54 indivíduos adultos de ambos os gêneros, sendo 28 pacientes (grupo I) e 26 indivíduos sem dor (grupo II). A intensidade referida da dor foi avaliada por meio escala numérica da dor. A presença de obstipação foi avaliada a partir dos critérios de Roma III. Foram aplicados 2 Recordatórios de 24h e Registro alimentar de 3 dias para avaliar o consumo de fibras e ingestão hídrica. Para o processamento dos dados foi utilizado o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na versão 17.0, sendo fixado um p= 0,05%. Resultados: A média da idade foi de 45,9 anos + 7,6DP e 41,2 anos + 12,2DP nos grupos I e II, respectivamente. A intensidade da dor referida apresentou média igual 7,5 + 1,4 DP. O grupo I apresentou-se mais sedentário (p = 0,028). A frequência de obstipação foi maior entre os pacientes do grupo I, onde a chance de apresentar quadro de obstipação foi 4,2 vezes maior quando comparados aos indivíduos sem dor (p = 0,018). O número de dejeções semanais apresentou correlação negativa com a intensidade da dor referida pelos pacientes (r = - 0,644 e p = 0,00). Em nenhum dos dois grupos a obstipação apresentou associação com a ingestão de fibras, ingestão hídrica, prática de atividade física ou uso de fármacos (p> 0,05). A presença de sintomas de ansiedade e depressão apresentou diferença significante entre os indivíduos com obstipação em relação aos indivíduos com ritmo intestinal normal (p=0,029 e 0,024, respectivamente). Conclusão: A obstipação foi frequente nesta população e apresentou importante associação com a intensidade da dor. A ingestão hídrica, ingestão de fibras, hábitos de vida e uso de medicamentos não apresentaram associação com a obstipação nesse estudo. Unitermos: Dor miofascial, obstipação, intensidade da dor.

IC59 - AVALIAÇÃO DO SUPORTE NUTRICIONAL ENTERAL EM PACIENTES DE TERAPIA INTENSIVA

Instituição: Hospital Servidor Público Estadual, São Paulo
Autores: Fernandes FSF; Toledo DO, Silva Junior JM, Rezende E.

Objetivos: Nutrição é importante suporte para recuperação dos pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI), entretanto problemas durante a administração da dieta ocorrem e impedem a correta quantidade necessária para garantir adequada oferta de nutrientes. Portanto, o objetivo do estudo foi avaliar pacientes graves em uso de suporte nutricional e problemas relacionados à administração. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo observacional, durante 3 meses, em unidade de terapia intensiva de hospital terciário, todos pacientes necessitando de suporte nutricional foram envolvidos no estudo Resultados: Foram incluídos 47 pacientes. A idade foi 64,0±19,6 anos, 59,6% do sexo feminino. O SAPS 3 foi 58,1±25,4 e a mortalidade hospitalar foi de 53,2%. A porcentagem de pacientes desnutridos foi 59,6% e com risco nutricional foi 40,4%. Entretanto, 78,7% dos pacientes atingiram o valor calórico total somente no 4,0(3,0-5,5) dia. O valor médio da necessidade energética total estimada foi de 1718,1±158,5 ml, porem a média calórica administrada foi de 1108,4±377,8 ml, p<0,001, além disso, as porcentagens médias de adequação calórica e proteica foram respectivamente 64,1±23,4 e 67,3±24,9. Conclusão: Pacientes de terapia intensiva apresentam alta ocorrência de desnutrição, contudo garantir adequado suporte nutricional permanece um desafio, sendo que as porcentagens de adequação calórica e proteica foram inferiores as recomendadas. Unitermos: Terapia nutricional nutricional, adequação calórica, adequação protéica.

IC60 - QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DAS FÓRMULAS NÃO AUTOCLAVADAS DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO DE NÍVEL TERCIÁRIO NO ESTADO DE SÃO PAULO

Instituição: Instituto da Criança HCFMUSP, São Paulo
Autores: Gil LP; Silva APA.

Objetivos: Avaliar a qualidade microbiológica das fórmulas não autoclavadas, produzidas em hospital pediátrico. Materiais e Métodos: foram analisadas 33 amostras de fórmulas não autoclavadas produzidas no lactário de um hospital pediátrico de nível terciário no Estado de São Paulo. Estas fórmulas após o preparo foram armazenadas sob refrigeração, por até 12 horas. No período de janeiro de 2009 a março de 2011. Os utensílios, frascos completos e água utilizada no preparo foram autoclavados em temperatura de 100°C / 10 minutos, previamente ao inicio do preparo das fórmulas. Foram usados para comparação os limites estipulados pela RDC 121 para fórmulas infantis que não receberam tratamento térmico. Coliformes totais (35°C) 20 UFC/g; Coliformes fecais (45°C) 1 UFC/g; Bacillus cereus 5.10² UFC/g; Salmonella sp Aus.; Staphilococcus coagulase positiva 5.10 UFC/g. Resultados: Do total de 33 amostras das fórmulas não autoclavadas analisadas, 95% estavam dentro do padrão estabelecido pela RDC 121. Dessas 3 (três) amostras (9,09%) apresentaram Coliformes totais e 2 (dois) amostras (6,06%) apresentaram Coliformes fecais. O grupo de coliformes é conhecido como indicador microbiológico da qualidade sanitária e a sua presença fornece informações sobre as condições higiênicas do produto4, 5, 11. Como conduto foi verificar os Procedimentos Operacionais Padrão (POP), incluindo a correta lavagem de mãos e orientação sobre os cuidados de evitar a contaminação cruzada. Conclusão: Os resultados das análises microbiológicas nos orientam na presença de problema e na melhoria da qualidade do produto final. Para manter os resultados dentro do padrão estabelecido é necessário o constante monitoramento das condições higiênicas ambientais, do controle da temperatura e do tempo e do treinamento constante da equipe. Unitermos: Fórmulas não autoclavadas, analises microbiológicas.

IC61 - PRINCIPAIS CUIDADOS COM A MANUTENÇÃO DO CATETER CENTRAL INSERIDO PERIFERICAMENTE EM NEONATOLOGIA

Instituição: Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto
Autores: Natalin GM; Natalin HM; Petenusso M.

Objetivos: O cateter central inserido perifericamente tem sido utilizado na prática clínica principalmente quando tratamos de cuidado ao recém-nascido. Trata-se de um cateter central, indicado principalmente quando há necessidade de acesso venoso por tempo prolongado; como na nutrição parenteral, hidratação venosa, antibioticoterapia, infusão de soluções hiperosmolares, drogas vasoativas e soluções vesicantes e irritantes. Devido às complicações locais, bem como as sistêmicas associadas ao seu uso, faz-se de extrema importância o manuseio correto pela equipe que atende ao recém-nascido em uso do Cateter Central Inserido Perifericamente (CCIP). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado em dois hospitais sendo um hospital público (A) na cidade de São Bernardo do Campo e um hospital privado (B) na cidade de Santo André - SP. Fizeram parte deste, uma população de 06 médicos e 14 enfermeiros (sendo metade da instituição A e metade da instituição B), ambos atuam em unidades de cuidados neonatais. Os dados foram coletados entre os meses de junho à julho de 2010, através de um questionário fechado contendo 12 questões acerca dos principais cuidados quanto à manipulação do CCIP. Resultados: Após análise dos dados, ficaram evidentes que os principais fatores que necessitam de maiores discussões foram: realização do flush e soluções para permeabilização do cateter, desobstrução, infusão de hemoderivados, além dos procedimentos que devem ser adotados para prevenção de infecção. Conclusão: Vários desafios ainda precisam ser vencidos no cuidado prestado ao recém-nascido que utilizam o CCIP. É de conhecimento dos profissionais que os procedimentos invasivos, e manipulação excessiva, podem comprometer os RN, porém este cateter é um dos que têm menor risco de complicações quando comparados aos outros tipos de cateteres centrais. Assim faz- se necessário estabelecer protocolos que clarifiquem como os cateteres devem ser manipulados, a fim de diminuir iatrogênias. Unitermos: Cateter central inserido perifericamente, CCIP, PICC, neonatologia.

IC62 - NUTRITIONAL THERAPY IN PEDIATRIC INTENSIVE CARE UNIT: INDICATIONS, MONITORING AND COMPLICATIONS

Instituição: Instituto da Criança/HCFMSUP, São Paulo
Autores: Zamberlan P; Delgado AF; Leone C; Feferbaum R; Okay TS.

Objetivos: Describe the NT used in a pediatric intensive care unit (PICU) tertiary. Materiais e Métodos: We evaluated NT used for 90 patients that were hospitalized for 7 days in the PICU of Instituto da Criança, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Brazil. NT was established following the protocol provided by the institution’s nutrition therapy team and was monitored through a weekly anthropometric nutritional assessment and evaluation of complications and balance of fluid and nutrients. Resultados: NT was initiated on average, with 72 hours of hospitalization. Most children (80%) received enteral nutrition therapy (ENT), 35% orally and the rest by tube. There were gastrointestinal complications in 5% of patients, which needed post-pyloric tube. Parenteral nutrition therapy (PNT) was used in only 10% of cases and mixed nutrition (ENT + PNT) for the remaining 10%. The average calorie and protein supply was 82 Kcal/kg per day and 2.7 g protein/kg per day. There was nutritional deterioration in arm circumference (- 1,37 to -1,89; p < 0,0001) and triceps skinfold thickness (9,2 mm to 8,0 mm; p < 0,0001). Conclusão: There was a prevalent use of ENT in the PICU tertiary, and few clinical complications. There was no statistically significant change in most anthropometric indicators used during hospitalization, suggesting that the NT probably contributed to maintaining the nutritional status of patients. Unitermos: Pediatric intensive care units, nutritional assessment, anthropometry, children, nutrition therapy, enteral nutrition, parenteral nutrition.

IC63 - ARM MEASURES ARE USEFUL INDICATOR IN THE NUTRITIONAL ASSESSMENT OF CRITICALLY ILL PATIENTS ADMITTED TO PEDIATRIC INTENSIVE CARE UNIT

Instituição: Instituto Da Criança/HCFMUSP, São Paulo
Autores: Zamberlan P; Delgado AF; Feferbaum R; Leone C; Carvalho WB.

Objetivos: The objective of this study was to describe undernutrition prevalence among children and adolescents hospitalized in a PICU by anthropometric indicators, and identify the one that best discriminates the nutritional status of these patients. Materiais e Métodos: We performed anthropometric nutritional assessment within the first 24 hours after admission in 256 patients in PICU. It included weight (W), height or length (H or L), arm circumference (AC), triceps skinfold (TS), arm muscle circumference (AMC) and arm muscle area (AMA). The nutritional classification was performed with the Z-score for W/age (W/A), H/A or L/A, W/H or W/L, body mass index/A (BMI/A) and AC/A, and percentile for TS/A, AMC/A and AMA/A, adopting the reference values of the National Center for Health Statistics (NCHS, 2000) for children over five years, and the WHO/2006 for those under five years old for Z-score. Frisancho´s reference values were used for percentile in all children. Undernutrition was considered values under - 2 Z-score or percentile 5. The frequency of undernutrition in each indicator was calculated and expressed as percentage. Resultados: Undernutrition was found on admission in 37% of patients by the indicator Z H/A, 23% for Z W/A, 12.7% for Z W/H or W/L, 15.6% for Z BMI/A, 43.2% for Z AC/A, 28.5% for TS/A, 43% for AMC/A, 43% for AMA/A. Conclusão: The results suggest that anthropometry is useful in nutritional assessment of critically ill children in the PICU, and arm measures seem to indicate more actual nutritional status of these patients at admission. Unitermos: Pediatric intensive care units, nutritional assessment, anthropometry, child, adolescent.

IC64 - SÍNDROME METABÓLICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS

Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia
Autores: Morais PRS; Ponciano IC; Cunha FA; Macedo A.

Objetivos: O objetivo do estudo foi o de verificar a prevalência de síndrome metabólica e fatores de risco associados entre crianças e adolescentes. Materiais e Métodos: Estudo do tipo transversal realizado em crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos de idade atendidas no ambulatório de nutrição e endocrinologia do Hospital Geral de Goiânia e no Cais Amendoeiras por meio de questionário, análise de prontuários e avaliação antropométrica Resultados: Foram avaliados 22 indivíduos, sendo 54,5% do sexo masculino e média de idade de 13,6 ± 2 anos. A prevalência de síndrome metabólica encontrada foi de 18,2%, estando de acordo com a literatura 5,6,7. Os fatores de risco mais frequentes foram a circunferência da cintura alterada (68,1%) e baixos níveis de HDL-c (45,4%), assim como o encontrado em outros estudos8,9,10 Conclusão: Conclui-se que a prevalência de SM está em concordância com a literatura, além de constatar um grande número de crianças e adolescentes com pelo menos um fator de risco para DCV e para a SM necessitando assim de ações intervencionistas e de prevenção no combate a esta síndrome em indivíduos mais jovens. Unitermos: Sindrome metabólica, crianças, adolescentes.

IC65 - FIBROSE CÍSTICA EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NO BRASIL: PERFIL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES USUÁRIAS DE UM PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR

Instituição: Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Brasilia
Autores: Haack A; Novaes MRG.

Objetivos: Descrever o perfil de portadores de fibrose cística (FC), usuários do programa de atendimento domiciliar, atendidos em um Centro de Referência em Brasília. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado nos meses de agosto a novembro de 2009, com 40 crianças e adolescentes com idade entre 2 a 19 anos, nos quais foram avaliados aspectos socioeconomicos, a prevalencia de diagnósticos por avaliação genética, o estado nutricional (EN) pela determinação do percentil do Índice de Massa Corporal, o consumo alimentar, o uso de suplementos nutricionais fornecidos pelo programa do governo, o percentual de atingimento das RDA’s, a distribuição des macronutrientes, a colonização por pseudomonas aeruginosa, e o volume expiratório forçado (VEF1). O estudo foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal - SES-DF. Resultados: 40% dos FC possuem renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos, 57% do sexo feminino, brancos, residentes em Brasília. Embora todos tenham realizado teste de suor, 45 % realizaram teste genético para confirmação mediante convênio com instituição filantrópica. 52,5 % apresentaram EN adequado; 17,5% estão em risco nutricional e 30% com falência nutricional. O percentual de atingimento das recomendações foi de 101% e a distribuição dos macronutrientes encontrada foi de carboidratos(52,3%), proteínas(21,5%) e lipídios(26%); 67,5 % usam suplementos que fornecem, em média, 36,5% do valor calórico total da dieta.A colonização por pseudomonas aeruginosa atingiu 60% da amostra e, destes, 20,8% possuem a cepa mucoide. O VEF1 mostrou valores de comprometimento pulmonar em 33% dos fibrocísticos e apresentou associação estatisticamente significativa com a colonização por P. aeruginosa (p<0,01). Conclusão: Os resultados sugerem que os fibrocísticos atendidos possuem baixa renda e necessitam de intervenção nutricional, embora seja fornecida suplementação dietética. A manutenção do estado nutricional adequado é fundamental para a integridade dos pulmões e menor risco de infecção bacteriana que interfere e contribui infecção bacteriana crônica. Unitermos: Fibrose cistica, estado nutricional, doença pulmonar, pseudomonas aeruginosa.

IC66 - ANÁLISE SOBRE PATOLOGIAS E/OU ALERGIAS ALIMENTARES APRESENTADAS PELOS ALUNOS MATRICULADOS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DA PREFEITURA DE BRUMADINHO, MINAS GERAIS

Instituição: Prefeitura Municipal de Brumadinho, Brumadinho
Autores: Andrade VF.

Objetivos: Verificar a frequência, tipos e correlação estatística entre as alergias alimentares ou patologias apresentados pelos alunos da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura de Brumadinho. Materiais e Métodos: Foram coletados dados nas Escolas municipais da Prefeitura de Brumadinho no período de junho a agosto de 2010. Os dados foram repassados à Secretaria Municipal de Educação pelos Coordenadores das Escolas. Os dados coletados foram o sexo, as patologias e as alergias apresentadas pelos alunos. Resultados: Amostra composta de 43.69 alunos (77,90%). A dimensão da amostra (intervalo de confiança), segundo avaliação utilizada pelo Epiinfo, apresentou-se satisfatória (>95% de confiança). Dos alunos que participaram da pesquisa, 6,43% (n=281) apresentaram patologia (PAT) ou alergias alimentares (AE’s), sendo que destes, 85,9% apresentaram PAT e 15,9% apresentaram AE. Houve maior porcentagem de alunos do sexo masculino com PAT ou AE (56,5%). Houve maior porcentagem de alunos com PAT ou AE’s nas Escolas pertencentes à zona rural do município (59,4%). A média de patologia (PAT) ou alergia alimentar (AE) por escola foi de 16,5 alunos. As AE’s encontradas foram: 23,68% chocolate; 21,05% leite e derivados; 13,15% frutas; 2,63% hortaliças; 2,63% frutos do mar e peixes; 2,63% carne suína; 2,63% amendoim; 2,63% cereal; 2,63% glúten; 2,63% ovos. Já as patologias de maior prevalência foram: sobrepeso (36,61%), desnutrição (24,46%), dificuldade para se alimentar (14,16%), hipertensão arterial sistêmica (5,57%), hipotensão arterial (5,15%). Houve correlação estatística (Epiinfo) significativa entre: 1. sexo e patologia (ANOVA p-value 0,0088 e Kruskal-Walls p-value 0,0118); 2. região e patologia (ANOVA p-value 0,0010 e Kruskal-Walls p-value 0,0018); 3. região e alergia (ANOVA p-value 0,0166); 4. alergia e patologia (ANOVA p-value 0,0024). Conclusão: Houve correlação estatística entre diversas variáveis e porcentagem significativa de crianças na Rede Municipal de Ensino que necessitam de acompanhamento nutricional. A obesidade e a desnutrição, embora antagônicas, representaram alta porcentagem dentre as patologias e, constatou-se que vários alunos apresentaram alergias alimentares. Dessa forma, há necessidade de orientação às cantineiras quanto à diferenciação de alimentação destes alunos. Unitermos: Alergias alimentares, patologias, escolares.

IC67 - SUPLEMENTAÇÃO DE ROTINA NÃO ATENDE NECESSIDADES NUTRICIONAIS DE VITAMINA A E FERRO EM GESTANTES SUBMETIDAS À GASTROPLASTIA REDUTORA COM RECONSTITUIÇÃO EM Y DE ROUX

Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro/Instituto de Nutrição Josué de Castro/Núcleo de Pesquisa em M, Rio de Janeiro
Autores: Chagas CB; Silva JS; Pereira SE; Saboya CJS; Ramalho A.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de vitamina A, ferro, zinco em gestantes que foram submetidas previamente a Gastroplastia Redutora com Reconstituição em Y de Roux. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo prospectivo, longitudinal constituído por gestantes adultas atendidas em uma clínica privada do município do Rio de Janeiro. Como rotina do atendimento todas as gestantes seguiram protocolo de suplementação, recebendo 5000 UI de retinol, 210mg de ferro e 40 mg de zinco diariamente. Para avaliação dos indicadores bioquímicos foram realizados exames laboratoriais a cada trimestre gestacional. Foi utilizado o método CLAE-UV para quantificação do retinol e â-caroteno, sendo considerado deficiência de vitamina A, retinol < 1,05 ìmol/L e â-caroteno = 40 µg/dL. O ferro e a hemoglobina foram dosados pelo método colorimétrico, sendo o valor de referência do ferro de 50 e 170 mcg/dl. Foi considerado anemia, hemoglobina sérica menor que 11,0, 10,5, e 11,0g/dl, no 1º, 2º e 3º trimestres gestacionais, respectivamente. A ferritina foi dosada por radioimunoensaio, considerando os valores de 10 a 64mcg/l. O zinco foi obtido por espectrometria de absorção atômica, sendo considerado normal acima de 70 mcg/dl. Resultados: Participaram do estudo 27 gestantes, com as seguintes características em média: 30 anos, IMC pré-gestacional de 27, ganho ponderal total de 8 kg e intervalo entre cirurgia e gestação de 20 meses. O percentual de inadequação foi acima de 60% para retinol e ferro, e de 70% para â-caroteno, em todos os trimestres. O percentual de de anemia foi de 51,8% no primeiro e 57,7% no terceiro trimestre. As concentrações séricas de ferritina e zinco permaneceram dentro dos limites de normalidade em todos os trimestres. Conclusão: Os dados apresentados sugerem que a realização do bypass gástrico pode intensificar a deficiência de vitamina A e anemia ferropriva e que a suplementação rotineiramente oferecida não foi capaz de atender as demandas nutricionais desse momento biológico. Tais resultados oferecem subsídios para revisão e/ou estabelecimento do protocolo nutricional ao longo de todo pré-natal, objetivando melhor prognóstico e evolução do grupo materno-infantil. Unitermos: Gestação, deficiência de vitamina A, anemia ferropriva, vitamina A, ferro, ferritina, zinco, gastroplastia redutora com reconstituição em Y de Roux

IC68 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE GESTANTES ATENDIDAS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE MARICÁ-RJ

Instituição: UNIPLI, Niteroi
Autores: Pessoa MA; Cagnin F; Simões PP, Cunha FAG

Objetivos: Avaliar o consumo energético de gestantes atendidas em uma unidade básica de saúde no município de Maricá, RJ. Avaliar o consumo de macro e micronutrientes de população supramencionada; Determinar o estado nutricional de gestantes atendidas em uma unidade básica de saúde;Investigar o estado nutricional pré-gestacional. Materiais e Métodos: Os dados sobre o consumo alimentar foram levantados, em entrevista, por um Recordatório de 24 horas, no qual registrou-se todos os alimentos consumidos no dia anterior à entrevista, a quantidade e o tipo de preparação. Para avaliação da composição química das dietas, empregou-se o software de nutrição Avanutri 2.0.0. Para avaliação do estado nutricional pré-gestacional utilizou-se o índice de Massa Corporal (IMC) obtido pela relação: peso usual (kg)/[altura (m)](2) e a classificação do estado nutricional seguiu os parâmetros do World Health Organization (WHO, 1998) que considera IMC < 18,5 baixo peso, IMC entre 18,5 – 24,9 eutrofia, IMC entre 25 – 29,9 pré-obeso ou sobrepeso, e IMC =30 obesidade; e para determinação do perfil nutricional gestacional utilizou-se o IMC obtido pela relação: peso atual (kg)/[altura (m)](2) e o gráfico Curva de Atalah que relaciona o IMC gestacional obtido com a idade gestacional. A definição de adequação de energia para 2500 kcal/dia e macronutrientes seguiu os critérios da WHO (1998), que estabelece ingestão de energia em relação às necessidades diárias <90% como insuficiente, entre 90% a 110 % como adequada e >110% como excessiva. De acordo com os referidos critérios, considerou-se a ingestão de carboidratos em relação ao total energético <55% como insuficiente, entre 55% a 75% como adequada e >75% como excessiva; determinou-se o consumo de proteínas em relação ao total energético <10% como insuficiente, entre 10% a 15% como adequada e >15% como excessivo; e identificou-se o consumo de lipídeos em relação ao total energético <15% como insuficiente, entre 15 a 30% como adequado e >30% como excessivo. Resultados: As trinta gestantes atendidas tinham idade média de 22,2 anos pouco mais da metade já haviam concluído ou estavam cursando o ensino médio (63%) e apresentavam uma renda familiar média de 2 salários mínimos. Quanto a classificação das gestantes quanto ao número de gestações, foram obtidos os seguintes percentuais: 70% estavam na primeira gestação, 16,6% encontravam-se na segunda gestação e 13,4% estavam na terceira ou mais. E com relação ao aborto, somente 10% da amostra (n=30) afirma ter sofrido aborto espontâneo. No que diz respeito ao histórico de doença familiar, 70% apresentava casos de diabetes melitus e/ou hipertensão arterial, e 30% não apresentavam nenhuma patologia. Quanto a distribuição das gestantes de acordo com o IMC pré-gestacional, 17% apresentaram IMC <18,5, 22% apresentaram valores entre > 18,5 e < 25, 27% mostraram valores compreendidos entre > 25 e < 30 e em 35% verificou-se IMC acima de 30Kg/m2 O IMC pré-gestacional médio encontrado entre as gestantes foi de 23,7 kg/m2, indicando a prevalência de eutrofia. Conclusão: Com os resultados encontrados neste estudo, conclui-se que as gestantes estudadas possuíam dieta com total energético inadequado, com alto consumo proteico e de lipídeos próximo ao limite permitido pela da Organização Mundial. Pela avaliação do ganho de peso pré-gestacional e IMC gestacional o grupo apresentou diagnóstico de eutrofia, na maioria da amostra. Unitermos: Gestantes, avaliação do estado nutricional, consumo alimentar.

IC69 - INTENÇÃO DE AMAMENTAR E PERSPECTIVA DE INTRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPLEMENTARES DE PARTURIENTES DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO SUL DO BRASIL

Instituição: Universidade Federal de Pelotas, Pelotas
Autores: Pastore CA; Machado AKF, Elert VW.

Objetivos: O presente estudo tem o objetivo de conhecer a intenção de parturientes, atendidas em um hospital universitário do sul do país, de amamentar ou não seus filhos, bem como conhecer a dieta pretendida por elas para o primeiro ano de vida da criança. Materiais e Métodos: Estudo transversal descritivo realizado no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas/RS. A amostra foi composta de parturientes internadas no hospital, maiores de 18 anos, que concordaram em participar do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados foram obtidos através de um questionário padronizado e pré-codificado, contemplando perguntas sobre fatores socioeconômicos, amamentação e alimentação complementar. A coleta de dados ocorreu entre Setembro e Dezembro de 2010, sendo realizada por acadêmicas da Faculdade de Nutrição da UFPEL. A digitação dos dados foi realizada em banco do software Microsoft Excel® e convertido através do software Stat Transfer® para a análise estatística, na qual foi utilizado o pacote Stata 9.2®. Resultados: Foram entrevistadas 170 parturientes, com idade entre 18 e 43 anos (média 26,5 ± 5,8 anos). Oitenta e oito por cento das mulheres eram casadas/viviam com companheiro e a média de filhos foi de 2,2 ±1,6 (com um máximo de 10 filhos). A renda familiar de 25% da amostra foi de até 500 Reais, sendo que 72% das mulheres afirmaram não trabalhar fora. Quanto à escolaridade, 47% da amostra apresentou Ensino Médio (EM) completo ou incompleto, sendo que apenas 8% estudou apenas até a 4ª série do Ensino Fundamental (EF). Quase 99% das entrevistadas realizaram pelo menos uma consulta pré-natal (média de 8 ±2,7 consultas realizadas), porém apenas 49% delas lembra-se de ter recebido informações acerca de aleitamento materno e/ou alimentação complementar durante o pré-natal. Todas as mulheres entrevistadas afirmaram desejar amamentar seus filhos. A média de duração da amamentação exclusiva pretendida pelas mães foi de 5,5 ±1,6 meses, variando de um até 12 meses. No presente estudo, estiveram associados ao maior tempo de pretensão de amamentação exclusiva a maior escolaridade (p=0,002), a mãe não trabalhar fora (p=0,006), renda familiar entre 500 e 1000 Reais (p=0,007) e a idade materna (p=0,000), onde as mães mais jovens (18 a 25 anos) desejam amamentar por tempo superior que as demais de forma exclusiva. Conclusão: O tempo de amamentação exclusiva pretendida pelas parturientes avaliadas ainda está aquém do preconizado pela OMS (aleitamento materno exclusivo até os seis meses e após, esta idade, alimentos complementares devem ser introduzidos e o aleitamento materno continuar até os dois anos de idade ou mais). Apesar do tempo médio pretendido de amamentação exclusiva ter sido de 5,5 meses, a pretensão de introduzir chás na dieta da criança se dá aos 3,4 meses, demonstrando que talvez o conceito de amamentação exclusiva não esteja bem claro para as parturientes. Unitermos: Aleitamento materno exclusivo, amamentação, alimentação complementar.

IC70 - ESPESSURA DO MÚSCULO ADUTOR DO POLEGAR: UM MÉTODO RÁPIDO E CONFIÁVEL NA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM CÂNCER

Instituição: Hospital das Clínicas-Centro de Ciências da Saúde/Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Autores: Silva RA; Cabral PC; Burgos MGPA.

Objetivos: Investigar se a medida da espessura do músculo adutor do polegar é um parâmetro confiável para avaliação nutricional de pacientes com neoplasias gastrointestinais e se correlaciona bem com outros parâmetros antropométricos e clínicos. Materiais e Métodos: Pacientes com neoplasias gastrointestinais, sem tratamento prévio, foram submetidos à avaliação nutricional subjetiva (ASG-PPP) e avaliação antropométrica. Resultados: Foram avaliados 48 indivíduos, com idade de 61.04 + 14.0 anos (30 - 85 anos), houve predomínio do sexo masculino (64.6%), das neoplasias intestinais (35.5%) e gástricas (33.3%). A perda de peso foi classificada como grave em 91.6% da população, sendo detectado elevado percentual de desnutrição pela PCT (83.3%), CB (72.9%) e CMB (64.6%), segundo a ASG-PPP somente 1 indivíduo (2.1%) encontrava-se sem risco nutricional. A EMAP apresentou distribuição normal e valores médios de 10.79 mm (DP = 2.23) para a EMAPD e 9.85 mm (DP = 2.03) para EMAPND. Conclusão: Mudanças na contração e no relaxamento do músculo adutor do polegar (MAP) podem ser fatores indicativos de alterações na composição muscular do corpo inteiro, sendo um método de fácil execução, baixo custo, confiável e transmite segurança na avaliação do estado nutricional e, por isso, pode ser utilizado na prática clínica em pacientes oncológicos. Unitermos: Neoplasias gastrointestinais, avaliação nutricional, desnutrição, antropometria, estado nutricional

IC71 - UTILIZAÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL CENTRAL (NPC) EXCLUSIVA OU USO DE DIETA HIPOGORDUROSA ASSOCIADA COM TRIGLICERÍDEO DE CADEIA MÉDIA (TCM) PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS COM QUILOTÓRAX? RELATO DE CASO

Instituição: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - ICESP, São Paulo
Autores: Alvarenga LN; Cardenas TC; Goastico SSV; Lima SCTC.

Objetivos: Avaliar as estratégias de terapia nutricional utilizadas em pacientes oncológicos complicados com quilotórax e observar os resultados para sua resolução. Materiais e Métodos: Foram estudados casos de três pacientes com diagnóstico oncológico de linfoma e tendo como complicação quilotórax entre o período de Junho de 2010 a Fevereiro de 2011 admitidos no setor de Hematologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Resultados: Dois pacientes eram do sexo masculino e um do sexo feminino. A doença de base era Linfoma Não-Hodking de Grandes Células B. Os três casos apresentavam na admissão hospitalar diagnóstico de Risco Nutricional segundo a NRS-2002 e tinham idades de 48, 61 e 92 anos. O valor médio da Proteína C-Reativa (PCR) na admissão foi de 82,3 mg/L e na alta hospitalar foi de 113,7 mg/L. O IMC médio na admissão foi 22,4 kg/m2 e na alta hospitalar foi 19,5 kg/m2, nos três casos houve redução do IMC. Quanto à terapia nutricional utilizada, no caso 1, assim que diagnosticado o quilotórax (triglicérides no líquido pleural (TLP) = 2783 mg/dL), foi iniciado NPC padrão exclusiva por 9 dias. No 10° dia, o TLP reduziu-se para 31 mg/dL e assim, foi iniciada dieta VO hipogordurosa associado ao uso de TCM VO concomitante com a NPC. Observou-se no 18° dia que o TLP elevou-se novamente para 110 mg/dL sendo optado então pela suspensão da dieta VO e manutenção da NPC por mais 9 dias. Após este período, o TLP reduziu-se novamente para 32 mg/dL, bem como o débito do líquido pleural. No caso 2, o TLP inicial foi de 545 mg/dL e foi iniciado NPC exclusiva por 11 dias. No 12° dia, o TLP era de 83mg/dL sendo optado pela suspensão da NPC e iniciada dieta VO hipogordurosa associado ao uso de TCM VO. No 17° dia observou-se que o TLP aumentou para 830 mg/dL, com volume do dreno pleural reduzido a ponto de ser considerado resolvido. No caso 3, o TLP inicial foi de 381 mg/dL, sendo iniciado NPC exclusiva por 13 dias. No 14° dia foi optado pela suspensão da NPC (sem dosagem de TLP) e iniciada dieta VO hipogordurosa associado ao uso de TCM. No 17° dia, observou-se que o TLP reduziu-se para 20 mg/dL, sendo suficiente a dieta oral hipogordurosa + TCM para reversão do quadro. Conclusão: Observa-se que a terapia nutricional para o tratamento do quilotórax ainda é controverso. Embora a literatura recomende o uso de dieta hipogordurosa associada à TCM, observa-se que em 2 casos, após sua introdução, elevou-se o TLP, retardando assim a resolução do quilotórax. O uso exclusivo de NPC parece ser a melhor terapia nutricional a ser iniciada, porém é necessária maior investigação sobre qual o seu período mínimo de uso e/ou critérios considerados elegíveis para decisão da suspensão, tais como aspecto do líquido, volume e TLP. Sugere-se que protocolos para o Manejo Nutricional do quilotórax em pacientes oncológicos sejam elaborados em conjunto com a Equipe de Cirurgia Torácica e EMTN a fim de definir qual a melhor conduta a ser adotada e evitar a depleção do estado nutricional do paciente durante o tratamento. Unitermos: Linfoma não-hodking, quilotórax, terapia nutricional, TCM.

IC72 - ESTADO NUTRICIONAL E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE MULHERES COM CÂNCER DE MAMA EM QUIMIOTERAPIA

Instituição: UNIFOR, Fortaleza
Autores: Oliveira CA; Silva AC; Vale N; Antunes MF; Carneiro CPDM; Verde SML.

Objetivos: Verificar a influência da quimioterapia no estado nutricional e na composição corporal de mulheres com neoplasia mamária. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal, observacional e quantitativo, onde foram avaliadas 19 mulheres com diagnóstico clínico e anátomo-patológico de câncer de mama e idade de 47 anos (±6,6) atendidas em um Centro de Referência em Oncologia, Fortaleza – Ce. As pacientes foram avaliadas nos momentos T1- antes da quimioterapia e T2 – após a quimioterapia, nos quais foram coletados peso atual (PA) e altura, para determinação do índice de massa corporal (IMC – kg/m2), e realizada impedância bioelétrica para determinação da composição corporal (% de massa magra - MM, % de massa gorda - MG e ângulo de fase - AF). Resultados: No T1 o peso médio foi 66,6Kg (±12,4) e o IMC foi de 28,5Kg/m² (±5,09). No T2, a média de peso foi de 69,4 kg (±12,1) e o IMC foi de 29,6Kg/m² (±4,9). Os resultados mostraram que o tratamento quimioterápico esteve associado ao aumento significativo no peso das pacientes (+2,8Kg; p=0.00). Essa variação refletiu as diferenças significativas observadas nos valores IMC (+1,12 kg/m2; p=0.00) e promoveu aumento no percentual de pacientes com sobrepeso (10,5%) entre os momentos T1 e T2. O percentual de gordura permaneceu inalterado entre os dois momentos. Entretanto verificamos aumento de massa magra. Ao contrário, o ângulo de fase mostrou redução (-0,6º; p= 0.01). Conclusão: O tratamento quimioterápico em mulheres com câncer de mama promoveu ganho de peso associado à redução no ângulo de fase. A alteração dessas variáveis agrava o prognóstico clínico dessas pacientes. Unitermos: Câncer de mama; estado nutricional; composição corporal; quimioterapia

IC73 - PREVALÊNCIA DE DESNUTRIÇÃO EM MULHERES SUBMETIDAS À QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA, SEGUNDO DIFERENTES INDICADORES

Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Autores: Melo MA; Dias CA; Burgos MGPA; Carneiro ICLM.

Objetivos: Diagnosticar a prevalência de desnutrição em mulheres submetidas à quimioterapia (QT) antineoplásica através de indicadores objetivos e subjetivos. Materiais e Métodos: Estudo do tipo série de casos, realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) e no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), onde foram avaliadas 67 pacientes ambulatoriais, entre abril e setembro de 2009. Os indicadores utilizados foram: Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo Paciente (ASG-PPP), Índice de Massa Corpórea (IMC), Prega Cutânea Tricipital (PCT), Circunferência do Braço (CB), Circunferência Muscular do Braço (CMB) e percentual de Perda de Peso (% PP). Na análise estatística foi utilizado o teste t-Student, Exato de Fisher e Qui-quadrado de Pearson; o nível de significância para os testes foi de 5%. Resultados: A amostra foi constituída por mulheres adultas (69%) e idosas (31%) com idade de 52,7±13,3 anos (variação de 27 a 86). O câncer de mama foi o mais frequente, tanto em adultas (45,6%) quanto nas idosas (28,6%). Destacou-se que 29,85% da amostra apresentaram ganho de peso médio de 2,56 kg/mês, após tratamento quimioterápico, onde 65% destas apresentavam câncer de mama. Houve maior percentual de desnutridas naquelas portadoras de neoplasia de pulmão e de intestino. Em todos os grupos etários, a ASG-PPP foi o método que detectou maior prevalência de desnutrição (71,6%), enquanto o IMC foi o indicador antropométrico que mostrou menor prevalência (14,9%). Quanto ao % PP, 30 pacientes (44,7%) apresentaram perda de peso (PP) significativa (PP > 10%), e o local do tumor que apresentou maior relação com a perda de peso foi estômago (100%), intestino (75%) e pulmão (62,5%). Além disso, observou-se que dentre as mulheres que apresentaram metástase, 82,6% estavam desnutridas em relação ao %PP. Ao associar a localização da neoplasia com os indicadores antropométricos e a ASG-PPP constatou-se maior prevalência de desnutrição nas mulheres com neoplasia de intestino e de pulmão pelo IMC (p=0,049), PCT (p=0,013) e ASG-PPP (p=0,004). Conclusão: A frequência de desnutrição nas mulheres em tratamento quimioterápico foi elevada, principalmente naquelas com neoplasia pulmonar e intestinal e as portadoras de câncer gástrico apresentaram perda ponderal significativa mais acentuada. A ASG-PPP foi o melhor instrumento para avaliar o estado nutricional de pacientes com neoplasia, seguido do percentual de perda de peso. A utilização da ASG-PPP associada aos outros métodos de avaliação nutricional deve ser sugerida, a fim de possibilitar um diagnóstico nutricional mais fidedigno, promovendo intervenções mais adequadas às necessidades do paciente oncológico. Unitermos: Estado nutricional, avaliação nutricional, mulheres, neoplasias, quimioterapia, desnutrição.

IC74 - ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE O TEMPO DE INTERNAÇÃO E O RISCO NUTRICIONAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS

Instituição: TNC-GAN, Niterói
Autores: Ferreira A; Nasser EM; Freire AEM; Rosa JM; Costa FS; Peixoto JCMS.

Objetivos: A Avaliação Subjetiva Global (ASG), além de ser instrumento diagnóstico, se revela como um identificador de pacientes com maior risco de complicações em decorrência do estado nutricional, sendo um método de fácil execução, baixo custo e que pode ser realizado por qualquer profissional, devidamente treinado, da equipe multidisciplinar de terapia nutricional. O objetivo deste trabalho é determinar a prevalência do risco nutricional (RN) e correlacioná-lo com o tempo de internação. Materiais e Métodos: Pacientes admitidos em 2 hospitais de Niterói, de abril de 2008 a março de 2009, rastreados pela ASG, classificados em A (sem RN) e B e C (com RN moderado e desnutrição, respectivamente). Realizou-se o teste ANOVA para associação do RN com o tempo de internação, com significância estatística p< 0,05. Resultados: Foi feita a avaliação de 86 pacientes: 64% mulheres e 36% homens. A ASG mostrou que 58 (67,4%) pacientes encontravam-se sem RN, 22 (25,5%) foram diagnosticados com RN moderado e 6 (6,9%) com desnutrição. O tempo médio de internação para pacientes sem RN foi de 7,65 dias, com RN moderado foi de 13,32 dias e de desnutridos 20,67 dias. Houve correlação entre o grau de RN e o tempo de internação (p< 0,001). Conclusão: Nesta população a prevalência de RN foi de 32,5%. O tempo de internação foi diretamente proporcional ao estado nutricional: quanto maior o grau de RN, maior o tempo de permanência hospitalar. Unitermos: Terapia nutricional, avaliação subjetiva global, tempo de internação, oncologia.

IC75 - ASSOCIAÇÃO ENTRE ÍNDICE DE MASSA CORPORAL, PERFIL LIPÍDICO, RESISTÊNCIA A INSULINA E CÂNCER DE MAMA

Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
Autores: Cibeira GH; Schneider S; Giacomazzi J; Prolla PA; Caleffi M; Moriguchi E.

Objetivos: Avaliar a associação entre o índice de massa corporal, perfil lipídico, resistência à insulina e câncer de mama. Materiais e Métodos: estudo de caso controle com 214 mulheres, sendo 47 com câncer de mama (casos) e 167 sem a doença (controles). Foram verificados índice de massa corporal, pressão arterial e dosagens séricas de triglicerídios, colesterol total, HDL, LDL e glicemia em jejum. Foram feitas análises de Regressão Logística e estatísticas descritivas. Utilizou-se o software SPSS versão 18 para análise dos dados e considerou-se um nível descritivo de 5%. Resultados: a média de idade obtida foi de 56,4+8,7 anos. Entre as mulheres com câncer de mama, observou-se que 78,7% delas possuíam circunferência abdominal acima do recomendado (maior ou igual a 88cm). O índice de massa corporal mostrou uma associação significativa com a doença (OR=1,196 e IC95% [1,04; 1,38]), porém não foram observadas associações significativas entre a circunferência abdominal (p=0,681), LDL (p=0,106), colesterol total (p=0,144), triglicerídios (p=0,927), diabete mellitus (p=0,532), hipertensão arterial (p=0,232) e a neoplasia mamária. Conclusão: nosso estudo mostrou que o índice de massa corporal está associado de forma significativa com o câncer de mama. No entanto, não foi verificada associação positiva entre resistência a insulina aumentada ou perfil lipídico alterado com a neoplasia mamária. Unitermos: Índice de Massa Corporal, Câncer de Mama, Resistência à Insulina.

IC76 - SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL ESPECÍFICA EM PACIENTES PORTADORES DE CANCER GÁSTRICO NO PERÍODO PRÉ-CIRÚRGICO

Instituição: Hospital Guilherme Álvaro, Santos
Autores: Ferraz LF; Campos ACF.

Objetivos: Avaliar a intervenção nutricional no período pré-operatório através da suplementação oral em pacientes com câncer gástrico e indicação cirúrgica, internados em um hospital público na cidade de Santos, São Paulo. Materiais e Métodos: Amostra composta por 25 pacientes adultos. Foram coletados dados de identificação, antropométricos (peso, altura, circunferência braquial e da panturrilha), exames bioquímicos, dieta prescrita e aceitação da mesma. A classificação do estado nutricional foi feita segundo critérios da World Health Organization (WHO, 1997) para adultos e Organização Panamericana de Saúde (OPAS, 2002) para idosos. O suplemento utilizado era especifico para pacientes oncológicos, a intervenção durou em média 11 dias e a posologia utilizada foi de 2 unidades diárias. Resultados: A evolução nutricional avaliada pelos parâmetros antropométricos apontou aumento ou manutenção de peso corporal na maior parte dos pacientes (75%). Observou-se também melhora na aceitação da dieta hospitalar em 55% e as alterações laboratoriais foram normalizadas em 46% devido a intervenção precoce e eficiente. Conclusão: Pacientes com câncer gástrico frequentemente apresentam emagrecimento, anorexia, fadiga, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal, fatores estes que contribuem negativamente, aumentando as complicações, tempo de hospitalização e custos. Portanto, o acompanhamento e instituição da terapia nutricional é fundamental e se mostrou benéfica, contribuindo para manutenção/evolução do estado nutricional, fator importante na redução de morbidade e complicações pós-operatória. Unitermos: Terapia nutricional específica, avaliação nutricional, câncer gástrico.

IC77 - COMPARAÇÃO DO USO DA AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL E AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL PRODUZIDA PELO PRÓPRIO PACIENTE PARA DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM CÂNCER

Instituição: Hospital de Câncer de Mato Grosso, Cuiabá
Autores: Costa HCBAL; Dias ARVL; Alamos TAV; Patriota BS.

Objetivos: O objetivo deste trabalho foi comparar a precisão dos métodos de avaliação do estado nutricional em pacientes portadores de câncer por meio da utilização da ASG e ASG-PPP. Materiais e Métodos: Este estudo foi realizado no Hospital de Câncer de Mato Grosso – Cuiabá, onde foram estudados prospectivamente 141 pacientes adultos portadores de câncer, cuja idade variou de 18 a 97 anos com mediana de 57 anos. Foram excluídos pacientes não portadores de câncer, os que estavam internados na clínica pediátrica ou na unidade de terapia intensiva, os pacientes terminais e os que se negaram a participar do estudo. Resultados: Dentre os pacientes estudados, 61 (43,3%) eram do sexo feminino e 80 (56,7%) do sexo masculino, e que estavam realizando tratamento clínico (106 pacientes; 75.2%) e tratamento cirúrgico (35 pacientes; 34,8%). O tempo médio de internação foi de 4,6 dias (DP± 4,5), destes pacientes 136 (96,5%) receberam alta e 5 (3,5%) foram à óbito. Dos pacientes estudados 68 (48,2%) necessitaram de ajuda para responder o formulário e 73 (51,8%) não necessitaram de ajuda. Em relação à ASG, o estudo demonstrou que 71 dos pacientes estudados encontravam-se classificados como não desnutridos, já 70 dos pacientes apresentavam desnutrição moderada ou desnutrição grave. De acordo com a ASG-PPP, o estudo demonstrou que 55 dos pacientes encontravam-se não desnutridos, dos pacientes desnutridos que são ASG-PPP B e C foram 86 pacientes que diagnostica desnutrição moderada ou desnutrição grave. Conclusão: Através desse estudo foi demonstrado que ambos os métodos de avaliação do estado nutricional foram ótimos instrumentos para detecção da desnutrição, porém a ASG-PPP apresentou maior destaque em relação aà ASG por ser um instrumento específico ao paciente oncológico referente aos sintomas da enfermidade, no entanto, esse método apresentou alguns obstáculos na aplicação devido à dificuldade do paciente em responder o formulário, necessitando de ajuda do cuidador ou do aplicador. Unitermos: Câncer, desnutrição, ASG, ASGPPP.

IC78 - AVALIAÇÃO DO RISCO NUTRICIONAL DE PACIENTES ONCOLOGICOS EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO

Instituição: Hospital Vera Cruz, Belo Horizonte
Autores: Reis TO; Neta CFS; Ferreira P; Couto OFM; Ferolla SM.

Objetivos: Avaliar e comparar o estado nutricional e a frequência de sintomas em pacientes com diversos tipos de câncer (CA) em um centro referência Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional com inclusão prospectiva de 54 pacientes (idade media 60,8±10,9 anos; 72,2% mulheres) em tratamento quimioterápico por tempo médio de 7,0±4,4 meses. Para avaliação do risco nutricional utilizou-se a avaliação nutricional subjetiva global para pacientes oncológicos proposta por Ottery e hemograma. O estudo foi aprovado pelo CEP e todos os pacientes assinaram o termo de consentimento. Para análise estatística utilizou-se o software STATA, 9.0. Resultados: CA de mama acometeu 39,6% dos pacientes, seguido de CA gastrointestinal (GI) em 37,7%, aparelho urinário em 11,3%, cabeça e pescoço, pulmão e aparelho reprodutor feminino em 3,8%. Observou-se redução ponderal progressiva na maioria dos casos: peso médio há um ano, 69,2±15,2kg; há seis meses 66,0±14,3kg e na avaliação, 65,3±13,0kg com IMC de 24,5±4,9kg/m². O percentual médio de perda de peso foi 6,3%. Quando estratificado por tipo de CA e por sexo, não houve diferença na distribuição do IMC (p=0,4; p= 0,06; respectivamente). Nas duas semanas anteriores a avaliação 52,8% dos pacientes apresentaram ingestão alimentar inalterada, 37,7% reduzida e 9,4% aumentada, sem diferença por tipo de CA (p= 0,7). Dentre aqueles com ingestão diminuída 3,8% usavam suplemento alimentar. Quando comparados por tipo de neoplasia não houve diferença nas causas de redução da ingestão, sendo que as mais frequentes foram xerostomia (37,7%), disgeusia (35,9%), hiporexia (24,5%), náuseas e dor (18,9%), vômitos e lesões na cavidade oral (17%) e constipação (11,3%). 62,3% relatou prejuízo da capacidade funcional embora 3,8% fossem acamados; não houve diferença de acordo com o diagnóstico (p=0,1). Ao exame físico 88,7% apresentavam perda de tecidos adiposo e muscular, 17% edema de tornozelo e 2% sacral. Pacientes com CA de mama e GI apresentavam edema de tornozelo com mais frequência do que aqueles com outros tipos de CA (p=0,02). A maior parte dos pacientes (70,4%) estava moderadamente desnutrida, 22,2% eram gravemente desnutridos e 7,4% eutróficos. Não houve diferença no diagnóstico nutricional segundo localização do CA (p=0,5). Nível sérico médio de hemoglobina foi 11,7± 1,5g/dl, sem diferença por sexo (p=1,0) ou por CA (p=0,8). Conclusão: Nesta população embora IMC médio sugira eutrofia, a avaliação da história nutricional demonstrou perda ponderal progressiva, sugerindo reserva adiposa previamente ao tratamento. Além disso, a presença de sintomas GI com impacto negativo na ingestão oral bem como a redução da capacidade física, e depleção de tecidos adiposo e muscular podem ser considerados indicadores de deterioração do estado nutricional. Acredita-se que o tamanho da amostra possa ter influenciado na ausência de diferença na análise da maior parte das variáveis de acordo por tipo CA, sendo necessário estudos maiores. Unitermos: Avaliação nutricional, câncer, indicadores de desnutrição, sintomas.

IC79 - ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM DOENÇAS ONCO-HEMATOLÓGICAS NO PERÍODO PRÉ-TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS

Instituição: Facudade de Medicina de Rio Preto - FAMERP, São José do Rio Preto
Autores: Lima CAF; Soares NG; Freitas AF; Silva LMF; Pontes ER; Albertini SM.

Objetivos: Este estudo prospectivo objetivou analisar o Estado Nutricional de pacientes onco-hematológicos candidatos ao Transplante de Células Tronco Hematopoéticas (TCTH). Materiais e Métodos: Foram estudados, num hospital de ensino, entre maio/2009 e janeiro/2011, 69 pacientes (37H:32M) onco-hematológicos, candidatos ao Transplante de Células Tronco Hematopoéticas (TCTH), com média de idade de 45,4+/- 14,8 (DP) anos (18 a 67 anos). No protocolo empregado no período pré-TCTH, utilizou-se a avaliação nutricional subjetiva global (ANSG), indicadores antropométricos (peso, altura, índice de massa corporal, medidas de circunferências, pregas cutâneas) e bioquímicos (proteínas totais, albumina sérica, transferrina e proteína C-reativa). Resultados: A maioria (55,1%) relatou perda de peso (pp) em 06 meses, e em 29% deles a % de p.p. foi maior que 10%. Quatorze (20,3%) pacientes apresentaram mudança na ingestão alimentar, 17 (24,6%) perda de apetite, 37 (53,6%) alteração na capacidade funcional (destes, 47,8% realizavam trabalho sub-ótimo), 19 (27,5%) depleção de tecido adiposo e 24 (34,8%) depleção de massa muscular. De acordo com a ANSG, 44,9% foram categorizados como bem nutridos, 49,3% moderadamente desnutridos ou em risco nutricional e 5,8% com desnutrição grave; 23 (33,3%) apresentavam IMC maior que 24,9 kg/m2 e 12 (17,4%) IMC acima de 30 kg/m2. Dos pacientes, 36 (52,1%) apresentaram níveis séricos de transferrina abaixo de 200 mg/dl, 34,8% proteína C reativa maior que 1,0 mg/dl, 52,2% colesterol sérico acima de 200 mg/dl e 49,3% triglicérides sérico maior que 150 mg/dl. Segundo os indicadores antropométricos e bioquímicos utilizados, 21 (30,4%) pacientes foram classificados como eutróficos, 18 (26,1%) com sobrepeso, 11 (15,9%) com obesidade, 06 (8,7%) em risco nutricional e 13 (18,7%) com desnutrição. Conclusão: Os pacientes onco-hematológicos candidatos ao TCTH apresentam alterações nutricionais importantes que devem ser mensuradas no período pré-transplante. Considerando-se que a alteração do estado nutricional pré TCTH é um fator prognóstico negativo para a evolução destes pacientes, interferindo no tempo de enxertia, conclui-se que a avaliação nutricional iniciada no periodo pré TCTH pode racionalizar a terapia nutricional. Unitermos: Doenças onco-hematológicas, estado nutricional,transplante de células tronco hematopoéticas.

IC80 - ESTADO NUTRICIONAL DE GASTRECTOMIZADOS E SUA ASSOCIAÇÃO COM EVOLUÇÃO CLÍNICA E DIETÉTICA EM UM HOSPITAL GERAL DE SÃO LUÍS/MA

Instituição: Hospital Geral Tarquínio Lopes Filho - HTLF, São Luís, Maranhão
Autores: Dias RSC; Matos HR; Hortegal EV; Moreira KFO; Pinheiro AL; Santos AFS.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de pacientes gastrectomizados e sua associação com evolução clínica e dietética em um Hospital Geral de São Luís/MA Materiais e Métodos: Estudo transversal com 37 pacientes, de ambos os sexos e maiores de 20 anos internados em um Hospital Geral de São Luís – MA, no período de Julho a Dezembro de 2010. O estado nutricional dos pacientes no pré-operatório foi avaliado por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), Percentual de Perda de Peso (% PP); Prega Cutânea Tricipital (PCT); Prega Cutânea Bicipital (PCB); Prega Cutânea Subescapular (PCSE); Prega Cutânea Supra-ilíaca (PCSI); Circunferência do Braço (CB); Circunferência Muscular do Braço (CMB), Circunferência da Cintura (CC), Circunferência do Quadril (CQ) e Relação Cintura-Quadril (RCQ) e Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente – ASGPPP. O estado nutricional no pós – operatório foi avaliado por meio do IMC e Percentual de Perda de Peso (% PP). As variáveis quantitativas foram apresentadas por média e desvio padrão. Para comparação das variáveis qualitativas, foi utilizado o teste Qui-quadrado. O nível de significância adotado foi de 5%. Os dados foram analisados por meio do programa EPI INFO 3.5.2 Resultados: Os pacientes apresentaram idade média de 60,18 ± 14,16 anos, predomínio do sexo masculino (63,20%). A média do tempo de internação foi de 17,54 ±13,18 dias e predominou a gastrectomia subtotal (59,5%). 62,2% dos pacientes apresentaram complicação no pós-operatório sendo a mais frequente síndrome de dumping (24,3%). A falta de apetite e plenitude gástrica foram os sintomas mais presentes e a ingestão alimentar estava menor do que a habitual em 73%. 45,9% dos pacientes ficaram de 3 a 6 dias em terapia nutricional por via enteral e média de permanência de 4,57±4,92 dias, 2,08 ± 1,04 dias com dieta zero e iniciaram via oral com 4,59±5,66 dias. Segundo o IMC, houve maior prevalência de indivíduos desnutridos no pré e pós-operatório, 42,1% e 60,5%, respectivamente. Quanto a CB, CMB e PCT foi observada maior frequência de desnutrição, 70,6%, 62,1% e 83,8%, respectivamente. A maioria dos pacientes foi classificada como em risco nutricional ou moderadamente desnutrido segundo a ASGPPP (62,2%). 41,7% dos pacientes desnutridos, segundo a CB, apresentaram diarreia e síndrome de dumping (p=000). A desnutrição foi maior nas gastrectomias totais (46,7%). 80% dos pacientes que iniciaram alimentação por via oral com mais de 8 dias, tiveram complicação no pós-operatório (p=0,04). Conclusão: A desnutrição teve maior prevalência nas gastrectomias totais e nos pacientes que iniciaram via oral com mais de 8 dias e foi associada com complicações no pós-operatório. Unitermos: Desnutrição, gastrectomia, avaliação nutricional.

IC81 - EFEITOS DO LEITE FERMENTADO COM BIFIDOBACTERIUM ANIMALIS DN-173 010 EM MULHERES ADULTAS

Instituição: Faculdade de Apucarana, Apucarana
Autores: Bosso DG; Lourival NBS.

Objetivos: Analisar os efeitos do leite fermentado com B. Animalis em mulheres. Materiais e Métodos: A pesquisa foi realizada nas dependências da Faculdade de Apucarana (FAP – PR), com autorização do Comitê de Ética da Instituição. Onde o tipo de pesquisa foi estudo de coorte. Foram avaliadas 39 estudantes da Faculdade de Apucarana – FAP, na qual foram divididas em 4 grupos. Vale ressaltar que toda amostra receberam uma dieta equilibrada e regular às suas necessidades nutricionais diárias. A tabela abaixo mostra os grupos da pesquisa e que tipo de produto recebeu.



A cada 15 dias, ou seja, no primeiro, décimo quinto e trigésimo dia, foi aplicado questionário de hábito intestinal e realizadas avaliação antropométrica em toda a amostra, apenas peso e altura, para posterior cálculo de índice de massa corporal (IMC). Resultados: A frequência de evacuação foi observada ao longo do estudo. Pode-se observar que apenas o grupo GCC obteve melhora significativa, pois os outros grupos não alcançaram o valor tabelado do fator da ANOVA, neste caso 3,35. O tratamento neste grupo demonstra que houve uma variação significativa nos intervalos do início do estudo ao décimo quinto dia e do início ao trigésimo dia, não havendo uma variação estatisticamente significativa em comparação ao décimo quinto dia até ao final da pesquisa. Além da frequência, a consistência das fezes também foi questionada. Apenas o grupo GPC obteve uma resposta favorável quando comparados aos demais analisados. A variação significativa ocorreu do primeiro ao décimo quinto e do décimo quinto dia ao trigésimo dia. Vale ressaltar que essa variância foi maior, atingindo quase o dobro do fator tabelado. A dor ao evacuar também foi indagada na pesquisa. Os grupos de pessoas que continham constipação intestinal obtiveram melhorias em relação às dores ou dificuldade ao defecar. A alteração positiva do grupo GCC foi ainda mais expressiva que a do grupo GPC que consumiu o iogurte com probiótico. Conclusão: Inúmeras publicações afirmam que o consumo de alimentos contendo probióticos é eficaz no tratamento de diversas doenças inclusive a constipação intestinal. Porém nesta pesquisa não se observou uma melhoria estatisticamente significativa apenas no tratamento com o uso do leite fermentado com Bifidobacterium animalis DN173 010, uma vez que o grupo que utilizou um iogurte “comum”, sem adição do probiótico também obteve uma modificações na sua função intestinal. Unitermos: Constipação intestinal, probióticos.

IC82 - APLICAÇÃO DE INDICADOR DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE RECIFE - PE

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão
Autores: Silva TH; Araújo JGC; Santos CM; Lamour LL; Dourado KF.

Objetivos: Mensurar o tempo de jejum em pacientes da unidade de terapia intensiva (UTI) em um hospital público de Recife - PE. Materiais e Métodos: Estudo de caráter prospectivo observacional, realizado no período de janeiro à março de 2011, através de dados secundários obtidos dos prontuários e do mapa de acompanhamento nutricional diário. Para o cálculo do tempo médio de jejum foram coletadas data e hora de admissão bem como data e hora de início da terapia nutricional. Os dados foram compilados em planilha elaborada no programa Microsoft Excel versão 2007 e analisados segundo o indicador de qualidade em terapia nutricional A1, que corresponde à frequência de ingestão oral reduzida em pacientes em terapia nutricional, proposto pelo International Life Sciences Institute (ILSI) Brasil. Na análise estatística utilizou-se programa Epi info 3.5.1. Resultados: Foram acompanhados no total 61 pacientes, com tempo médio de jejum de 21,1 ± 2,9horas, sendo 49,2% do sexo feminino e 37,7% com idade entre 31 e 60 anos. A via de administração inicial prevalente foi a enteral (49,2%). Em 4,9% da amostra verificou-se tempo de jejum inadequado. Conclusão: A terapia nutricional deve ser iniciada o mais precoce¬mente possível, visto que atenua a resposta inflamatória de fase aguda mediada por toxinas, preserva a integridade da mucosa intestinal e diminui do risco de trans¬locação bacteriana. O resultado obtido demonstra concordância com a meta estabelecida pelo indicador estudado (<80%), sugerindo a qualidade no serviço prestado. Unitermos: Indicador de qualidade, terapia nutricional, unidade de terapia intensiva.

IC83 - IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL COM CRIANÇAS DE 1 A 5 ANOS

Instituição: Farmoterápica, São Paulo
Autores: Satiro CAF; Nascimento EF; Peres CM; Kfouri MF; Akamine D.

Objetivos: Verificar o impacto da implantação de um programa de educação nutricional em um centro de educação infantil (CEI). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de coorte que ocorreu entre 2009 e 2010, em um CEI que atende aproximadamente 160 crianças de 1 a 5 anos na cidade de São Paulo, sendo 42,9% do sexo feminino e 57,1% do sexo masculino. No início do estudo, para conhecer melhor o público alvo foram enviados questionários para os pais, solicitando informações sobre os hábitos alimentares da criança e da família, pratica de atividade física, doenças crônicas não transmissíveis, dados socioeconômicos, entre outros. Todas as crianças que entraram no CEI no ano de 2010 também receberam este questionário. Foram feitas avaliações antropométricas, peso e estatura, mensalmente, que foram realizadas e avaliadas de acordo com o preconizado pela Organização Mundial da Saúde 2006, através dos indicadores de Índice de Massa Corporal para Idade (IMC) e Estatura para Idade (E/I), utilizando o software Anthro. Os demais dados foram tabulados no Microsoft Excel, Epi Info versão 3.5.2. Resultados: Após avaliação do perfil das famílias atendidas foi possível observar que 68,5% e 21,5% pertenciam às classes econômicas C e D, respectivamente. As crianças permaneciam no CEI em período integral e recebiam 5 refeições: café da manhã: leite ou composto lácteo e pão ou biscoito com enriquecedor (margarina ou geleia); colação: suco natural; almoço: um alimento do grupo dos carboidratos, uma leguminosa, carne ou frango ou peixe ou ovo ou salsicha ou linguiça (sendo os dois últimos permitidos somente uma vez por semana e para maiores de 2 anos), legume e/ou verdura e fruta de sobremesa; lanche da tarde: similar ao café da manhã; e o jantar: sopa ou similar ao almoço, mas sem alimentos do grupo das leguminosas. O intervalo entre as refeições era de aproximadamente 2 a 3 horas. Apesar disso, 100% dos pais afirmaram que as crianças recebiam outra refeição em casa: 42,4% jantar, 20,6% lanches que incluem pães, biscoitos e cereais, e 17,7% leite. As preferências alimentares eram alimentos do grupo dos carboidratos (28,3%), frutas (18,3%) e leguminosas (11%); alimentos como doces (6,4%), embutidos (4,2%), macarrão instantâneo (1,5%) e frituras (1,3%) também foram citados. Em relação às aversões alimentares, predominaram as verduras (29,3%) e legumes (19,5%). No início do estudo de acordo com o IMC 65% das crianças estavam eutróficas, 23% com risco de sobrepeso, 11% com obesidade e 2% em estado de magreza. 15,4% das crianças praticavam alguma atividade física. Conclusão: Concluiu-se que a educação nutricional contribuiu de forma positiva na melhor aceitação alimentar de hortaliças e no estado nutricional das crianças deste estudo. É importante observar o sedentarismo, os maus hábitos alimentares e o número excessivo de refeições ofertadas, que contribuem para o aumento de peso, presente nesta população. Para o crescimento e desenvolvimento adequado das crianças, além da intervenção nutricional, é fundamental a participação dos pais e da escola. Unitermos: Alimentação pré-escolar, estado nutricional, educação nutricional.