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GANEPÃO 2011
TEMA LIVRE (TL)
RBM Especial Ganepão Junho/2011

TL1 - SUPLEMENTAÇÃO DE TRIBUTIRINA INDUZ MENORES NÍVEIS DE TRIACILGLICEROL PLASMÁTICO E HEPÁTICO EM RATOS CAQUÉTICOS

Instituição: Universidade de São Paulo - ICB, São Paulo
Autores: Donatto FF; Xavier R; Rosa F; Seelander MCL.

Objetivos: Aumentos nos níveis de triacilglicerol (TAG) plasmático e intrahepático são marcadores bioquímicos indicativos da caquexia associada ao câncer, levando ao quadro de esteatose hepática. O butirato é um ácido graxo de cadeia curta que possui propriedades antiinflamatórias, agindo em marcadores nutrigênomicos específicos. Desta forma, a tributirina é um triacilglicerol de cadeia curta que pode ser utilizado como uma ferramenta nutricional no tratamento da caquexia associada ao câncer. Avaliar os efeitos da suplementação de tributirina sobre os níveis de triacilglicerol plasmático e intrahepático de animais caquéticos. Materiais e Métodos: 30 ratos wistar foram randomizados em 3 grupos experimentais: controle (CT), grupo tumor bearing (TB) e TB suplementado com tributirina (TBTRI). Os grupos suplementados receberam 400 mg de tributirina por kg de peso via intra gástrica durante 8 semanas. As células tumorais de Walker 256 na concentração de 2x107 foram inoculadas na sexta semana do protocolo experimental. Após 8 semanas, os animais foram eutanaziados para a retirada do tecido hepático e a obtenção do plasma. A dosagem da concentração plasmática de triacilglicerol foi realizada por kit colorimétrico (mg/dl) e a quantidade de lipídios intrahepáticos foi realizada pelo método de Folck (mg/g de tecido). A analise estatística foi feita pelo método ANOVA, considerando o valor de p<0,05. Resultados: Os resultados demonstram maiores concentrações plasmáticas e intrahepática no grupo TB quando comparado com os grupos CT e TBTRI, conforme demonstra a Tabela 1.

Tabela 1. Concentração de TAG nos grupos experimentais
Parâmetros CT TB TBTRI
TAG plasmático (mg/dl) 37.5 + 1.2 92.0 + 4.2a 66.7 + 8.2a,b
TAG intrahepático (mg/g) 65.3 + 2.4 106.5 + 6.7a 74.7 + 4.7b
a = diferença sobre CT; b = diferença sobre TB

Conclusão: A suplementação de tributirina demonstrou ser eficaz na redução do TAG plasmático e intrahepático no animais com caquexia, influenciando de forma positiva contra a esteatose hepática. É necessário avaliar quais são as vias moleculares para tais efeitos. Unitermos: Caquexia, triacilglicerol, esteatose hepática, tributirina.


TL2 - O EFEITO DO TREINAMENTO FÍSICO DE ALTA INTENSIDADE SOBRE O PERFIL LIPÍDICO DE RATOS TRATADOS COM DEXAMETASONA

Instituição: Laboratório de Química Fisiológica da Contração Muscular - UFRJ, Rio de Janeiro
Autores: Ramos D; Martins EG; Pires L; Casimiro-Lopes G.

Objetivos: Avaliar os efeitos do treinamento não-exaustivo de alta intensidade sobre o perfil lipídico de animais tratados com dexametasona. Materiais e Métodos: O projeto teve aprovação do Comitê de Ética em Experimentação Animal do Centro de Ciências Biológicas. Foram utilizados 20 ratos Wistar (Rattus norvegicus) machos divididos em: sedentários (SED), treinamento (Tr), tratados com dexametasona (DEXA) e tratados com DEXA e treinados (DEXA-Tr). A injeção foi realizada sempre pela manhã nos animais SED e Tr (solução salina; i.p) e nos animais DEXA e DEXA-Tr (1mg/kg; i.p), durante 8 dias consecutivos. Após este tratamento, os grupos Tr e DEXA-Tr foram submetidos a um protocolo de exercício de alta intensidade não-exaustivo em piscina durante três dias intercalados, consistindo de 3 séries com 20 segundos de duração, intercalada por 10 segundos de intervalo. Utilizamos uma carga externa de 10% da massa corporal total. O colesterol total (CT) e HDL-c foram mensurados com kits comerciais Bioclin®. O LDL-c e VLDL-c foram estimados pela fórmula de Friedwald e a partir destas medidas também foram calculados os índices de Castelli I e II. Após 48 horas da última sessão de treinamento todos os animais foram sacrificados com uma dose letal de tiopental sódico (5 mg/100 g de peso). A análise estatística foi realizada pelo teste de analise variância univariada com pós-teste de Newman-Keuls, com significância de p<0,05. Resultados: O tratamento com DEXA não influenciou os níveis plasmáticos de HDL-c, no entanto gerou maiores valores de CT (+32%), LDL-c (+69%) e VLDL (+137%) que não foram afetados pelo treinamento. Por outro lado, os índices de Castelli I e II, que se mostraram maiores nos animais DEXA (+88%) e (+64%) respectivamente foram normalizados após nos animais DEXA-Tr. Conclusão: O protocolo de treinamento utilizado foi suficiente para afetar de forma positiva o indices de CastelliI e II, que estão relacionados com o aparecimento de doença arterial coronariana. Além disso, cabe ressaltar que estes efeitos foram observados após um período de treinamento, cuja duração era de 60 segundos. Sendo assim, a utilização de programas de treinamento por períodos maiores de tempo pode induzir outras modificações benéficas em outros parâmetros sem depender de grande disponibilidade de tempo, fato que em humanos facilita a adesão a esta modalidade complementar de tratamento. Unitermos: Perfil lipídico, dexametasona, treinamento físicoo de alta intensidade, exercício físico, indice de castelli, doença arterial coronariana.
TL3 - ÁCIDO DOCOSAHEXAENOICO AUMENTA A EXPRESSÃO DE GENES ENVOLVIDOS COM DIFERENCIAÇÃO CELULAR EM LINHAGEM EPITELIAL MAMÁRIA HUMANA NORMAL

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Almeida DF; Roela RA; Furuya TK; Castro RCB; Brentani MM.

Objetivos: Os ácidos graxos ômega 3, incluindo o ácido docosahexaenoico (DHA), estão envolvidos na diferenciação celular da mama. No entanto, o mecanismo exato para essa ação não está totalmente elucidado. Alterações histológicas e funcionais envolvidas na diferenciação da glândula mamária são reguladas por mudanças de expressão gênica. Alguns genes já foram descritos por atuarem como moduladores da diferenciação celular em tecido mamário e essenciais para a síntese de gordura do leite, como: CEACAM1 e FABP3. Neste sentido, o objetivo do nosso estudo foi analisar o perfil de expressão gênica global na linhagem epitelial mamária humana após o tratamento DHA. Materiais e Métodos: A linhagem celular HB4a, derivado do epitélio mamário humano normal, foi mantida em cultura e após atingir 70% de confluência foi realizado o tratamento com 100ìM de DHA por 72 horas. Foi analisado o perfil de expressão gênica global através da técnica de microarranjos (Microarray) com o GeneChip 1.0 ST Array. Os dados de microarray foram analisados usando o método SAM (Significance Analysis of Microarrays) com p < 0,01 corrigido por FDR (False Discovery Rate), para comparar o tratamento com o etanol (controle). Resultados: Observamos aumento significante (p < 0,01) na expressão de genes envolvidos com a diferenciação celular mamária (FABP3 [Fold Change: 1,344], CEACAM1 [FC: 1.526]), genes relacionados com adesão celular (CLDN1 [FC:1,754], SDC1 [FC:1,367], ITGA2 [FC: 1,508], DSG3 [FC:2,090]), e genes importantes para o metabolismo lipídico (PDK4 [FC:4,620],CPT1A [FC:2,151], ANGPTL4 [FC:1,782] ). Além disso, houve aumento significativo de importantes genes supressores de tumor (LOX [FC: 1,468], CLCA2[FC:2,562], SERPINB5 [FC:1,526], NUPR1[FC:1,777], ABLIM1[FC:1,809]). Conclusão: Em conjunto, nossos resultados mostraram que o tratamento de células normais com DHA pode favorecer diferenciação mamária e participar da prevenção contra o câncer de mama. Estudos funcionais devem ser elaborados para compreender os mecanismos associados à resposta biológica da célula mamária em relação ao tratamento com DHA. Unitermos: Ácidos graxos ômega 3, ácido docosahexaenoico, expressão gênica, diferenciação celular mamária, nutrigenômica

TL4 - ARGININA, ÓXIDO NÍTRICO E PERMEABILIDADE INTESTINAL

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Quirino IEP; Santos RGC; Alvarez-Leite JI; Fiuza JA; Cardoso VN; Correia MITD.

Objetivos: Avaliar os efeitos da suplementação com arginina e da ação do óxido nítrico sobre a permeabilidade intestinal em modelo de obstrução intestinal. Materiais e Métodos: Camundongos C57BL/6 wild-type e iNOS Knockout (-/-) de 04 semanas foram divididos em 6 grupos de 15 animais cada: Grupos sham e sham-/- (ração convencional e ausência de OI); grupos OI e OI-/- (ração convencional + OI); grupo Arg e Arg-/- (ração suplementada com arginina a 2% do VET +OI). Após 7 dias de tratamento, os animais receberam por gavagem 0,1mL de solução de ácido dietileno triamino pentacético radio-marcado com 99mTecnécio. Após 90 minutos, os animais foram anestesiados e realizou-se ligadura do íleo terminal. Nos animais dos grupos sham e sham-/- não foi feita a ligadura. Após 4, 8 e 18 horas da indução da obstrução intestinal, os animais foram sacrificados e 500µL de sangue foram coletados para determinação da radioatividade. Os resultados foram expressos em % dose, calculados por meio da equação: % dose = contagem em 500µL sangue / contagem da dose administrada x 100. Os resultados foram analisados por ANOVA/ Teste de Tukey. Valores de p<0,05 foram considerados significativos. Resultados: Após 4 horas da indução da obstrução, os grupos IO e IO-/- (0,108 ± 0,021 e 0,115 ± 0,063 respectivamente) já apresentavam significante elevação da permeabilidade quando comparados aos grupos sham (0,037 ± 0,024), sham-/- (0,041 ± 0,018), Arg (0,061 ± 0,010 e Arg-/- (0,059 ± 0,007). Após 8 horas, a permeabilidade intestinal dos grupos OI e OI-/- continuou em significante elevação (0,151 ± 0,087 e 0,1435 ± 0,0486 respectivamente). O grupo Arg-/- também mostrou significante aumento da permeabilidade em relação ao tempo de 4 horas (0,114±0,024). Os grupos sham (0,030 ± 0,088), sham -/- (0,030 ± 0,0112) e Arg (0,042 ± 0,0188) mantiveram constantes os níveis de radiação no sangue. No tempo de 18 horas, o grupo Arg-/- teve permeabilidade intestinal reestabilizada, com valores (0,030 ± 0,010) significantemente similares ao tempo de 4 horas. O grupo OI continuou apresentando elevação significante da permeabilidade (0,279 ± 0,102) enquanto os grupos sham (0,007 ± 0,005), sham -/- (0,009 ± 0,005) e Arg (0,040 ± 0,018) não mostraram alterações significantes. Conclusão: Estes resultados mostram que a suplementação com arginina foi capaz de impedir alterações ou restaurar a permeabilidade intestinal em modelo de obstrução. A ausência da síntese de óxido nítrico pode ser um dos fatores responsáveis pela elevação da permeabilidade, como observado no grupo Arg-/-. No grupo OI-/-, a ausência da iNOS não provocou alterações tão evidentes. É possível que a obstrução intestinal tenha ação danosa mais importante e mais visível do que o ausência do óxido nítrico na elevação da permeabilidade. Portanto, a arginina e seu metabólito, o óxido nítrico, são necessários à manutenção da permeabilidade intestinal no modelo estudado. Unitermos: Arginina, óxido nítrico, permeabilidade intestinal.

TL5 - RESTRIÇÃO ALIMENTAR MATERNA DURANTE A LACTAÇÃO PROGRAMA OS RECEPTORES DE LEPTINA NO TESTÍCULO DA PROLE ADULTA

Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Gombar FM; Sampaio JFB; Ramos CF.

Objetivos: Acredita-se que a restrição proteico-calórica materna durante a lactação seja uma doença multifatorial que causa alterações na vida adulta, fenômeno conhecido como programação metabólica. O objetivo deste trabalho foi avaliar se a restrição alimentar materna durante a lactação programa a expressão das diferentes isoformas dos receptores de leptina (OBR) no sistema urogenital da prole. Materiais e Métodos: Ratas Wistar foram divididas em 2 grupos no dia do nascimento da ninhada: controle (C) - livre acesso a ração com 23% de proteína; restrição proteico-calórica (RPC) - livre acesso a ração com 8% de proteína. A dieta foi administrada durante o período de lactação, 21 dias, a partir do qual os animais receberam ração com 23% de proteína, até o sacrifício, aos 90 dias de idade. Os testículo foram excisados e armazenados para análise dos OBR por RT-PCR e Wester blot. Testosterona foi dosada no soro por RIA aos 38 dias, no dia da puberdade e aos 90 dias e a leptina também foi dosada por RIA aos 90 dias de idade. Resultados: A restrição alimentar materna durante a lactação aumentou a expressão das isoformas OBRb (C=0,9±0,05; RPC=1,1±0,08; p<0,05) e OBRa (Ct=0,7±0,1; RPCt=1,0±0,2, p<0,05).A isoforma ObRc não mostrou alteração e a ObRe não conseguiu ser detectada por RT-PCR semiquantitativo. Os níveis proteicos das isoformas do receptor de leptina também não mostrou alteração.Os níveis séricos de testosterona e leptina não apresentaram aumento significativo. Contudo o grupo RPC apresentou aumento nos níveis de testosterona em relação ao grupo C no dia da puberdade (C=0,12±0,07; RPC=0,76±0,3, p<0,06)) e aumento significativo quando comparado ao RPC aos 38 dias (C=0,05±0,02; RPC=0,76±0,3; p<0,03). O grupo C também apresentou aumento de testosterona no dia da puberdade em relação aos 38 dias não sendo significativo, porém em quantidade inferior ao do grupo RPC. Conclusão: Sugerimos que o grupo restrição proteico-calórica parece apresentar concentrações séricas hormonais de testosterona maiores que o grupo controle para que seja capaz de entrar na puberdade e uma possível perda na sensibilidade hipotalâmica ao hormônio.Esses dados também sugerem que a restrição alimentar materna durante a lactação altera a expressão dos receptores de leptina no sistema urogenital, independente da concentração séricas hormonais. Unitermos:Restrição alimentar; puberdade; testículo; testosterona; leptina.

TL6 - A INFLUÊNCIA DO CONSUMO DE ÓLEO DE PEIXE NA MODULAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO EM RATOS

Instituição: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Autores: Farias DF; Pires L; Marques RG.

Objetivos: Verificar o efeito do consumo de óleo de peixe, por curto período, no perfil lipídico plasmático de ratos wistar. Materiais e Métodos: Foram utilizados 20 ratos machos da linhagem Wistar com 2 meses de vida com o peso entre 160g – 200g. Os animais foram mantidos em biotério com temperatura (25±1ºC) e ciclo claro-escuro (7:00 – 19:00) controlados, sendo acomodados em gaiolas para 5 animais cada, de acordo com o grupo. A cada 3 dias era realizado a verificação do ganho de peso corporal, através da pesagem individual de cada animal, em balança digital (Filizola), além da substituição da ração e a verificação da ingestão alimentar através da pesagem sobra/ ingesta por gaiola. Esses animais foram divididos em 4 grupos experimentais com 5 animais, e receberam por 15 dias ração de manutenção, de acordo com a regulamentação da AIN-93, acrescida de óleo de peixe (sigma), na dependência do grupo. O perfil lipídico foi avaliado através de espectofotometria utilizando o kit comercial da Bioclin. Resultados: Dentre os ratos que receberam diferentes proporções de óleo de peixe, encontramos uma melhor relação com todos indicadores do perfil lipídico, nos animais que receberam ração com 35% de óleo de peixe enquanto o que recebeu maior dose (45%) apresentou resultados insatisfatórios, com redução da fração HDL, indicando possíveis efeitos negativos do excesso do consumo desses AGPI n-3. Conclusão: Nossos resultados sugerem que o consumo de AGPI n-3 em quantidades adequadas é capaz de ativar diversos mecanismos metabólicos como: favorecimento do potencial antiinflamatório, aumento da excreção de ácidos biliares e de receptores LDL no fígado, inibição da síntese de TGC no fígado e da enzima LPL, além do aumento da apoB-100, o que justificaria as alterações positivas no perfil lipídico desses animais. Apesar de nossos ratos não apresentarem nenhum desequilíbrio no perfil lipídico anterior ao tratamento com óleo de peixe, nossos resultados sugerem que o consumo de uma ração de melhor qualidade nutricional e menor razão W6:W3, é capaz de modular o perfil lipídico promovendo um mecanismo preventivo a doenças ateroscleróticas. Outros estudos são necessários para que tempo e dose ideal de administração de ômega 3 em diferentes situações sejam estabelecidos. Unitermos: Óleo de peixe, perfil lipídico em ratos, W6:W3.

TL7 - HIPOALBUMINEMIA E MORTALIDADE EM PACIENTES EM USO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL

Instituição: Hospital de Clínicas Unicamp, Campinas
Autores: Pegorer LF; Gil-da-Silva-Lopes VL; Nogueira JRN.

Objetivos: Determinar a relação da hipoalbuminemia e risco preditivo para óbito em pacientes em uso de nutrição parenteral (NP) em um hospital terciário. Materiais e Métodos: Estudo baseado na análise de prontuários de pacientes internados no Hospital de Clínicas UNICAMP e que receberam NP no período de janeiro de 2009 a fevereiro de 2011. Foi utilizado uma ficha de coleta, contendo a identificação do paciente, indicação de NP: cirúrgica (pré ou pós-operatório) ou clínica, dados antropométricos: peso, altura e índice de massa corporal (IMC), valor laboratorial da albumina no início do uso de NP e o desfecho da evolução (alta ou óbito). Os dados gerais foram avaliados usando os teste de QuiQuadrado ou exato de Fisher. O risco relacionado a óbito foi calculado pelos critérios de Stepwise e depois analisada pela curva ROC (Receiver Operrating Cheracteristic curve). Resultados: A amostra estudada foi de 329 pacientes, sendo que 68,4% do sexo masculino e 31,6% do sexo feminino, a indicação de parenteral foi cirúrgica em 49,8% dos casos e clínica em 50,2%. A maioria dos pacientes apresentavam IMC acima de 18 (90%), isto é, eram considerados eutróficos em relação as medidas antropométricas. Os pacientes foram divididos em 2 grupos conforme os desfechos da evolução: alta ou óbito. Ambos os grupos apresentaram caraterísticas semelhantes, sem diferença significativa em relação à distribuição de idade, sexo, IMC ou indicação de parenteral. Entretanto, na avalição do valor médio de albumina, essa foi significantemente menor no grupo óbito (2,63X2,37 p=0.007). Utilizando o critério de Stepwise, a albumina teve significante associação com o risco de óbito, isto é, os pacientes com maior risco de óbito apresentavam menores valores de albumina, a cada redução de 1g/dl na unidade de albumina, o risco de óbito aumenta em 74% ( OR=1,74, IC95%: 1.15-2,62). Na análise da curva de ROC, o valor de albumina que mostrou maior especificidade para risco de óbito foi abaixo de 2,15 g/dl, porém com baixa sensibilidade (Especif: 74,23% Sensib: 46,38% p= 0,007). Assim comparando os pacientes do grupo óbito x alta, 48,38% do primeiro grupo apresentavam albumina menor que 2,15g/dl e no grupo alta apenas 25,77% (p<0,001). Conclusão: A albumina é usada tradicionalmente como padrão ouro para determinar risco nutricional e mortalidade, apesar de numerosos fatores que influenciam os seus valores, como volemia, estado de hipercatabolismo e mesmo o tempo de evolução da doença. No presente trabalho, a albumina mostrou-se importante para predizer risco de óbito em paciente em uso de nutrição parenteral. Entretanto os valores de albumina encontrados nesse estudo foram consideravelmente menores do que encontrado na literatura, que é abaixo de 2,4g/dl, considerado hipoalbuminemia grave. Consideramos que esta diferença possa estar relacionada a características próprias da população estudada. Unitermos: Hipoalbunemia, nutrição parenteral, mortalidade.
L8 - INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL PARENTERAL: 3 ANOS DE ACOMPANHAMENTO

Instituição: Hospital Universtitário USP, São Paulo
Autores: Sewell CD; Caruso L; Ribeiro E; Soriano FM.

Objetivos: Avaliar a Terapia Nutricional Parenteral (TNP) de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com aplicação de indicadores de qualidade. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo na UTI adulto de um Hospital Escola, durante os anos de 2008 a 2010, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP891/09). Critérios de inclusão: pacientes com idade superior a 18 anos com TNP exclusiva por mais de 72h. Os parâmetros foram coletados durante o período que o paciente recebeu TNP. Foram aplicados os indicadores de qualidade de acordo com o proposto pela Força Tarefa (ILSI Brasil, 2008). A gravidade dos pacientes foi avaliada pelo APACHE II. Os dados foram descritos por meio de distribuição de frequência simples, média e desvio padrão e processados no programa Excel®. Resultados: A amostra total estudada foi composta por 65 pacientes distribuídos no período de 2008 a 2010, com predominância do sexo masculino (65%) e idade inferior a 65 anos (58%). Com relação ao diagnóstico, mais de 80% dos pacientes eram cirúrgicos. Os valores de APACHE II foram de 19,5 ± 3,8 (2008); 19,8 ± 5,0 (2009) e 22,6 ± 7,4 (2010). O tempo para atingir a meta nutricional foi de 80 ± 35,8, 70 ± 29,6 e 63 ± 27,5 horas, nos três anos de acompanhamento respectivamente. O tempo de permanência em TNP foi de 11,3 ± 10,1 dias. Os valores prescritos de energia e proteínas foram de 24,1 ± 2,9 kcal/kg e 0,97 ± 0,19 g/kg de peso corpóreo. Ao longo dos anos houve aumento na adequação da administração em relação ao que foi prescrito tanto para energia: 96% (2008), 97% (2009) e 100% (2010) quanto para proteínas 93,5% (2008), 97% (2009) e 100% (2010). Dos indicadores de qualidade aplicados, o período em jejum antes do início da TNP foi superior à 48h em 84,6% dos pacientes em 2008, 75% em 2009 e 69% em 2010. A frequência de administração da dieta com aporte calórico inadequado atingiu a meta proposta (<20%) nos três anos. A meta (<10%) de aporte proteico insuficiente foi atingida em 2010 (2,2%), fato que não aconteceu nos anos anteriores: 2008 (11%) e 2009 (11,3%). A evolução para dieta via oral atingiu a meta (>30%) em 2008 (44%) e 2010 (37,5%), ao contrário de 2009 (29,2%). Na análise dos exames bioquímicos, 74% dos pacientes apresentavam todos os exames antes do início da TNP em 2008, e em 2009 e 2010 o percentual de pacientes foi de 75%, não atingindo a meta (100%). A porcentagem de pacientes que foram a óbito foi de 56% em 2008, 66,7% em 2009 e 50% em 2010. Conclusão: Observou-se ao longo dos anos que o tempo em jejum na UTI diminuiu, assim como o tempo para atingir a meta nutricional. A frequência de dias de oferta calórica e proteica inadequadas também melhorou, da mesma maneira que adequação do que foi administrado em relação ao que foi prescrito. Isso mesmo considerando que o APACHE II foi maior em 2010. Dessa forma, a monitoração contínua dos indicadores de qualidade em TNP mostrou resultados positivos, indicando que as condutas da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional estão associadas a estratégias visando a melhoria, sempre buscando a qualidade na assistência. Unitermos: Avaliação nutricional, nutrição parenteral, indicadores de qualidade

TL9 - NUTRIÇÃO ENTERAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: SEIS ANOS DE ACOMPANHAMENTO

Instituição: Hospital Universitario da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Vale MCPR; Caruso L; Damasceno NRT; Soriano FG.

Objetivos: Analisar a adequação da Terapia Nutricional Enteral (TNE) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) visando à melhoria da qualidade da assistência nutricional. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo e observacional conduzido na UTI adulto de hospital escola entre 2005 e 2010. Foram incluídos pacientes maiores 18 anos com TNE exclusiva por mais de 72h e não incluídos aqueles em cuidados paliativos. O cálculo das necessidades nutricionais foi realizado conforme protocolo da unidade. Utilizou-se sistema fechado e sondas em posição pós-pilórica para administração da fórmula enteral. Os valores anuais médios de energia e proteínas calculados, prescritos e administrados foram comparados. Os fatores responsáveis pela não conformidade na administração de dieta enteral foram classificados em causas externas ou internas à UTI. Foram aplicados indicadores de qualidade propostos pela Força Tarefa em Nutrição Clínica do ILSI Brasil (2008). Para análise estatística utilizou-se o programa estatístico SPSS versão 15. Resultados: Foram acompanhados 178 pacientes, cujas metas nutricionais calculadas para energia e proteína foram de 24,9 (± 2,77) kcal/kg/dia e 1,1 (± 0,15) g/kg/dia, respectivamente. A razão administrado/prescrito aumentou significativamente de 74% em 2005 para 87% em 2009 e 82,3% em 2010. Ao analisar os fatores contribuintes para a não conformidade em 2010, a interrupção devido a problemas relacionados à sonda (22,1%) e as complicações gastrointestinais (18,6%) foram os principais. Quanto aos indicadores de qualidade, a frequência de pacientes com jejum por mais de 48h antes do início da TNE esteve de acordo com a meta (<20%), exceto em 2010 que foi encontrado o valor de 22,6%. Os de dias com oferta energética inadequada esteve de acordo com a meta (<20%) apenas em 2008. Quanto aos dias com aporte proteico insuficiente observa-se tendência em direção a meta (<10%) de 2005 a 2008, porém um distanciamento em 2009 (19,4%) e 2010 (22,4%). A frequência de diarreia na UTI estudada é baixa, encontrando-se em todos os anos abaixo da meta (<10%). A média do índice APACHE II foi calculada para os últimos 3 anos: 19,2 (2008); 19,7 (2009) e 23,6 (2010). Conclusão: Observou-se uma grande melhora nos indicadores de qualidade ao comparar 2005 com os outros anos. Posteriormente em 2010 houve um distanciamento da meta, que pode estar relacionado com a gravidade dos pacientes acompanhados, cujo APACHE II médio foi maior em 2010, ou ainda a mudanças relacionadas aos recursos materiais e execução dos procedimentos. Essa monitoração rotineira da TNE instrumentaliza a Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional, propicia uma análise da tendência, sinaliza os processos a serem revisados e permite o desenvolvimento de estratégias para realinhamento das condutas, buscando práticas em consonância com as diretrizes mais recentes. Unitermos: Nutrição enteral, avaliação nutricional, indicadores de qualidade.

TL10 - TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E BALANÇO CALÓRICO NO PERÍODO DE 10 DIAS EM PACIENTES ATENDIDOS PELA EMTN DE UM HOSPITAL GERAL

Instituição: Nutropar, Curitiba
Autores: Ordoñez AM; Kliemann EB; Jung RM; Borges A; Andrade RF, Campos ACL.

Objetivos: Verificar o balanço calórico atingido em pacientes hospitalizados em uso de terapia nutricional enteral via sonda no dia 10 de terapia nutricional e relacionar com o desfecho clínico da internação. Materiais e Métodos: Compõe o estudo pacientes internados em um hospital geral que no período de janeiro a março de 2011, receberam terapia nutricional enteral via sonda por um período mínimo de 10 dias. Foram coletados dados de gênero, idade, valor energético total calculado (VET), total calórico infundido em até 3 (D3) e 10 (D10) dias e evolução clínica (alta ou óbito). Os valores foram analisados através de estatística descritiva (média e desvio padrão). Resultados: Foram incluídos no estudo 44 pacientes atendidos pela EMTN de um hospital geral. Destes, 28 eram do sexo feminino. A média de idade foi de 69,6±14,97 anos. Evoluíram com alta hospitalar 18 pacientes e 26 foram a óbito. A média do VET calculado até o D3 de terapia nutricional enteral foi de 5.389,84±645,73 kcal/dia. Para este período a média de kcal infundidas em relação ao VET foi de 2.995,36±884,71 kcal/dia (57,1±19,84%). A média do VET calculado até o D10 de terapia nutricional enteral foi de 17.963,81±2.554,44 kcal/dia. Para este período a média de kcal infundidas em relação ao VET foi de 12.483,27±2.549,92 kcal/dia (71,50±19,71%). Quando avaliado o balanço calórico (BC) no D10 de terapia nutricional enteral, o grupo com BC zero (pacientes com balanço positivo) apresentou 2 indivíduos e ambos evoluíram com desfecho de óbito. No grupo com BC entre 0 e -5000 kcal foram 16 pacientes, 10 óbitos (38,46% do total de óbitos). Para BC inferior a cinco mil calorias negativas (BC < -5.000kcal) foram 26 pacientes, 14 óbitos (53,84 % do total de óbitos). Conclusão: O grupo de pacientes que tiveram BC negativo que ultrapassou -5.000kcal foi o que concentrou maior número de indivíduos e apresentou maior número de óbitos (53,85% do total de óbitos). Os pacientes que apresentaram maiores taxas de déficit calórico durante a internação estiveram relacionados com piores desfechos clínicos. PERSPECTIVAS: Dar continuidade ao estudo incluindo o balanço calórico atingido em até 30 dias, propor estratégias de monitoramento que sejam efetivas no controle de infusão de dieta enteral, minimizar o número de pacientes com balanço calórico negativo durante o período de uso de nutrição enteral. Unitermos: Terapia nutricional, nutrição enteral, balanço calórico.

TL11 - A ABREVIAÇÃO DO JEJUM PRE-OPERATÓRIO PARA 2 HORAS COM CARBOIDRATO E GLUTAMINA MELHORA A RESPOSTA ENDÓCRINO METABÓLICA E OXIDATIVA EM PACIENTES SUBMETIDAS A VÍDEO-COLECISTECTOMIA: ESTUDO DUPLO-CEGO

Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, Cuiabá
Autores: Dock-Nascimento DB; Aguilar-Nascimento JE; Caporossi C; Faria MS; Caporossi FS.

Objetivos: Avaliar a resposta endócrino metabólica e oxidativa em pacientes submetidos a vídeo-colecistectomia eletiva após a ingestão de uma bebida com carboidrato e glutamina 2h antes da indução anestésica. Materiais e Métodos: Estudou-se 60 pacientes adultas do sexo feminino (19-62 anos) candidatas a video-colecistectomia eletiva. As pacientes foram randomizadas em quatro grupos para receber, jejum tradicional (Grupo jejum, n=15) e três bebidas diferentes: água pura (grupo placebo, n=15), maltodextrina (Grupo CHO, n=15) e maltodextrina com glutamina (Grupo GLN, n=15). As bebidas foram oferecidas 6h (400ml; grupo GLN: 50g maltodextrine, 40g GLN, 639.2 mOsm; e grupo CHO group: 50g maltodextrine; 240 mOsm) e 2h (200 mL; grupo GLN: 25g maltodextrine, 10g GLN; 219.8 mOsm; e grupo CHO: 25g maltodextrine; 120 mOsm) antes da anestesia. O grupo placebo recebeu aguá pura na mesma quantidade e horário. O estudo fora aprovado pelo comitê de ética e todos os pacientes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. O sangue foi coletado na indução anestésica e 10 horas após a cirurgia. Todos os pacientes foram operados ás 7h da manhã. A ureia urinária foi coletada em 18 horas para determinar a perda nitrogenada. As varáveis principais foram: a resistência periférica a insulina determinada pelo HOMA-IR equation (Homeostasis Model Assessment-Insulin Resistance), o balance nitrogenado (BN), a glutationa peroxidade e as dosagens de interleucina-6 (IL6) e a proteína C reativa (PCR). Determinou-se também a albumina e a pré-albumina sérica. Adotou-se o nível de significancia de 5%. Os dados foram avaliados pela ANOVA de medidas repetidas e em seguida aplicou-se o teste de Tukey. Resultados: Não houve ocorrência de morte, regurgitação ou aspiração do conteúdo gástrico e nenhuma complicação pós-operatória. O HOMA-IR pós-operatório foi estatisticamente maior para os pacientes que permaneceram em jejum tradicional (4,0 ± 3,6) quando comparado com os outros 3 grupos (placebo = 1,9 ± 0,33, p = 0,03; CHO =1,7 ± 0,8, p = 0,02; e GLN = 1,5 ± 0,6, p = 0,01). Todos os pacientes apresentaram BN negativo, porém o grupo GLN apresentou BN significativamente menos negativo (-1,30 ± 1,08 gN) que os outros 3 grupos (placebo = -9,69 ± 2,83gN, p = 0,001; jejum = -7,25 ± 0,44gN, p = 0,01; e CHO = -5,87± 0,56, p = 0,05). A glutationa sérica aumentou no grupo GLN quando comparada com o jejum (p=0,04). Apenas o grupo GLN não apresentou aumento da IL6 no pós-operatório (p=0,15). Conclusão: A abreviação do jejum pré-operatório para 2h com carboidrato e glutamina é seguro, não resulta em aspiração e complicações, melhora a resistência periférica da insulina e o BN, atenua a resposta inflamatória e ainda reduz o estresse oxidativo pós-operatório de pacientes submetidas a videocolecistectomia eletiva. Unitermos: Jejum, perioperatório, glutamina, carboidrato.

TL12 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E DO GASTO ENERGÉTICO DE REPOUSO EM PACIENTES COM HEPATITE C CRÔNICA ANTES E DURANTE O TRATAMENTO COM INTERFERON E RIBAVIRINA

Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Campinas
Autores: Fioravante M; Alegre SM; Sevá-Pereira T; Lorena SLS; Cotrim EC.

Objetivos: A infecção pelo vírus da hepatite C é um problema de saúde pública mundial extremamente grave. Em estudos clínicos, a perda de peso dos pacientes tratados com Interferon peguilado alfa 2a/2b e ribavirina tem sido descrita em 11% a 29%, representando uma importante e previsível resposta biológica ao tratamento, não sendo ainda totalmente conhecidas suas causas. O objetivo deste estudo foi avaliar o estado nutricional e o gasto energético de repouso de pacientes com hepatite C crônica antes e na 12ª semana de tratamento com interferon e ribavirina. Materiais e Métodos: O presente estudo avaliou, prospectivamente, o gasto energético de repouso e o estado nutricional de 42 pacientes portadores do vírus da hepatite C encaminhados ao ambulatório de Hepatites Virais do Gastrocentro da Universidade Estadual de Campinas e submetidos ao tratamento com interferon peguilado e ribavirina. Todos os indivíduos foram avaliados no momento pré-tratamento e reavaliados após 12 semanas do início das medicações. Os pacientes faziam uso semanal de injeções de interferon peguilado alfa-2a ou alfa 2b (180 µg) mais ribavirina (1000 ou 1200 mg/dia). A avaliação do estado nutricional incluiu avaliação antropométrica de peso e altura para cálculo do IMC e circunferência abdominal. A composição corporal também foi analisada por bioimpedância elétrica, assim foram estimados os valores de massa magra em kilogramas e porcentagem de gordura corporal. O gasto energético de repouso de cada indivíduo foi obtido pelo método da calorimetria indireta e o consumo alimentar avaliado por recordatório de 24 horas. Resultados: A amostra foi composta por 42 indivíduos portadores de hepatite C crônica, submetidos ao tratamento com interferon e ribavirina, sendo 30 (71,4%) homens e 12 (28,6%) mulheres com média de idade igual a 46,3 anos. No momento basal do estudo, 40,5% dos pacientes eram eutróficos, 33,3% sobrepesos e 26,2% apresentavam algum grau de obesidade. Os indivíduos apresentaram perda de peso significativa durante o tratamento (79,1 ± 15,6 vs. 75,7 ± 15 kg; p<0,001) com consequente redução de IMC (27,5 ± 5,2 vs. 26,3 ± 5 kg/m²; p<0,001) e de circunferência abdominal (97,8 ± 14,3 vs. 95,5 ± 14,1 cm; p<0,001). A perda de peso deu-se com redução significativa de gordura corporal (29 ± 8,2 vs. 26,7 ± 7,8%; p<0,001), sendo que não houve redução de massa magra (55,6 ± 10 vs. 55 ± 10,2 kg; p=0,210). Houve redução significativa no consumo alimentar (2131 ± 890 vs. 1834 ± 699 kcal; p=0,012), avaliado pelo recordatório de 24 horas, porém não houve alteração no gasto energético de repouso (1168,2 ± 303 vs. 1151,3 ± 249 kcal; p=0,670) e no gasto energético de repouso corrigido pela massa magra (20,9 ± 3,7 vs. 21,1 ± 3,7 kcal/kg; p=0,864). Conclusão: Os pacientes com hepatite C crônica submetidos ao tratamento com interferon e ribavirina apresentaram importante perda de peso. Observou-se redução significativa do consumo calórico, porém sem alteração do gasto energético de repouso. Mais estudos são necessários para tentar elucidar as verdadeiras causas de perda de peso nesses pacientes. Unitermos: Hepatite C, avaliação nutricional, gasto energético.

TL13 - ESTADO NUTRICIONAL E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM HEPATITE CRÔNICA B E C

Instituição: Faculdade de Medicina da UFMG, Belo Horizonte
Autores: Silva LD; Menta PLR; Nascimento EMC; Nogueira M; Correia MITD; Teixeira R.

Objetivos: Questionário de qualidade de vida relacionada à saúde [Health-related quality of life (HRQOL)] é empregado para avaliar condições que interferem na qualidade de vida. Sabe-se que especialmente, a hepatite crônica C possui um impacto negativo na HRQOL. Diagnóstico e classificação do grau de nutrição desses pacientes ainda não foram completamente esclarecidos. Objetivo: (1) Caracterizar qualidade de vida (QV) e estado nutricional de pacientes com hepatite crônica B (HBV) ou C (HCV); (2) Avaliar a influência do estado nutricional na QV desses pacientes. Materiais e Métodos: Foram avaliados 168 pacientes com HBV [n=47; média de idade 44,4 + 11,3 anos; 55,0%, sexo masculino; 10,0%, cirrose compensada] e HCV (n=121; média de idade 53,7 + 10,5 anos; 59,0%, sexo feminino; 14,0%, cirrose compensada). Avaliação nutricional foi feita pela avaliação global subjetiva, pelo índice de massa corporal e medidas antropométricas. Qualidade de vida foi avaliada pelo questionário Liver Disease Quality of Life (LDQOL 1.0). Diferenças foram consideradas estatisticamente significativas quando p<0,05. Resultados: A classificação do estado nutricional de acordo com o IMC dos pacientes com HBV e HCV foi 0,0% e 1,0% (IMC <16,0); 2,2% e 0,0% (IMC 16,0-16,9); 4,3% e 1,7% (IMC 17,0-18,4); 47,0% e 49,6% (IMC 18,5-24,9); 32,0% e 32,0% (IMC 25,0-29,9); 8,5% e 16,0% (IMC 30,0-34,9); 6,4% e 0,0% (IMC 35,0-39,9); 0,0% e 1,0% (IMC > 40), respectivamente (p=0,9). Em pacientes com HCV, foi observada queda do escore do LDQOL nos domínios esperança e problemas da função sexual nos indivíduos com IMC (17,0-18,4) e IMC <16,0, (p=0,05) e (p=0,003), respectivamente. IMC (35,0-39,9) estava associado a baixos escores do LDQOL em 4 domínios [sintoma da doença hepática (p=0,01), qualidade de interação social (p=0,04), preocupação com a doença hepática (p=0,03) e isolamento (p=0,04)]. Nos pacientes com HBV, IMC 25,0-29,9 e IMC 16,0-16,9 estavam associados a baixo escore do LDQOL nos domínios problemas da função sexual e sintomas da doença hepática, respectivamente. Conclusão: Vários fatores afetam a qualidade de vida de pacientes com HCV e HBV, especialmente o estado nutricional deve ser investigado e monitorizado durante a avaliação clínica desses indivíduos. Unitermos: Estado nutricional, qualidade de vida, hepatite crônica B, hepatite crônica C.

TL14 - PHASE ANGLE IS A PROGNOSTIC TOOL IN PEDIATRIC INTENSIVE CARE UNIT

Instituição: Instituto da Criança - HCFMUSP, São Paulo
Autores: Zamberlan P; Delgado AF; Feferbaum R; Leone C; Carvalho WB.

Objetivos: The objective of this study was to assess the angle phase as predictor of severity and mortality in children and adolescents in the pediatric intensive care unit (PICU). Materiais e Métodos: The nutritional status of 256 children and adolescents was assessed during the first 24 hours in the PICU by BIA and the severity of patients was evaluated by Pediatric Index Mortality (PIM). The relationship of phase angle with severity was analyzed using correlation and linear regression analyses with Pearson coefficient calculations, and Mann-Whitney test was used for phase angle with mortality. Resultados: There was a correlation between phase angle and severity (p< 0,01; r2 = 0,02707) and lower phase angle values were found in patients who died than in those who survived (p = 0,0006). Conclusão: Phase angle is considered a global health and nutritional status marker and it can be a useful tool for prognosis of children and adolescents in the PICU. Unitermos: Eletric impedance, intensive care units, children.

TL15 - INFLUÊNCIA DA GESTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA SOBRE O PESO AO NASCER EM UM MUNICÍPIO DO SUL DE MINAS GERAIS

Instituição: Faculdade de Medicina de Itajubá, Itajubá
Autores: Ferreira G; Macksur G.

Objetivos: Verificar a influência da gestação na adolescência sobre o baixo peso ao nascer no município de Itajubá no período de 1998 a 2005. Materiais e Métodos: A pesquisa foi feita com dados obtidos do DATASUS, de mães adolescentes e mães adultas, dos 10 aos 49 anos de idade e o número total de recém-nascidos, sendo estes dados posteriormente tabulados e analisados estatisticamente, correlacionando os vários parâmetros levantados. As informações incluíram além da idade materna, outras variáveis tidas como de risco para o baixo peso ao nascer. A análise estatística dos resultados foi obtida por comparação de proporção utilizando-se o Teste de Qui-quadrado. Resultados: Os recém-nascidos de baixo peso de mães adolescentes representaram 12,5% e os de mães adultas representaram 8,8% da população estudada. Observou-se risco aumentado para o baixo peso ao nascer entre mães adolescentes (p = 0,0000, ou seja, < 0,01) quando comparadas com aquelas de idade variando de 20 a 49 anos. Conclusão: Assim, pode-se afirmar que a gravidez na adolescência influencia o nascimento de bebês com baixo peso, bem como os fatores de risco como o tipo de gravidez, o número de consultas no pré-natal, a duração da gestação e estado civil. Unitermos: Gestação, adolescente, baixo peso ao nascer.
TL16 - IMPORTÂNCIA DA CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL NA TRIAGEM DE SÍNDROME METABÓLICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE UMA COORTE EM VERANÓPOLIS, RS, BRAZIL

Instituição: PUCRS, Porto Alegre
Autores: Spolidoro JVS; Pitrez-Filho ML; Santana JC; Vargas LTR; Pitrez E; Bruscato N; Kreiling A; Athayde R; Piva JP.

Objetivos: Determinar a importância do acompanhamento da medida de circunferência abdominal (CA) em crianças e adolescentes como marcador precoce de sobrepeso, síndrome metabólica (SM) e alterações cardiovasculares em adulto jovens. Materiais e Métodos: Estudo de coorte com 159 indivíduos (feminino 51,6%) em 1999 com idade média 13,2 anos. Foram realizadas 3 avaliações: 1999, 2006 e 2008. Peso, altura, pressão arterial (PA) e CA coletados nas 3 avaliações. Em 2006 coletados também exames laboratoriais para diagnóstico de SM. Em 2008 realizada tomografia computadorizada abdominal (TCA) para quantificar depósitos de gordura. Resultados: A CA medida enquanto criança ou adolescente correlacionou-se fortemente (Correlação de Pearson) com o índice de massa corporal (IMC) (r=0,917) medido simultaneamente e estabeleceu uma forte correlação com as medidas de circunferência abdominal como adulto jovem (r=0,631 em 2006 e r=0,619 em 2008), assim como com a evolução do IMC (r=685 em 2006; r=0,545 em 2008). A CA correlacionou-se fortemente com os depósitos de gordura em TCA, sendo que a CA em 1999 expressou melhor a gordura externa (AGE) (r=0,539), enquanto a CA quando adulto jovem expressou forte correlação tanto com gordura interna (AGI, r=0,541) quanto AGE (r=0,895). A correlação da CA com os depósitos de gordura foi mais forte no sexo feminino. A PA elevada como adulto jovem ocorreu significativamente mais naqueles que em 1999 tinham CA (p<0,05) e IMC (p<0,001) acima do ponto de corte de risco cardiovascular. A CA e não o IMC em 1999 foi significativamente maior no grupo que evoluiu para SM (8,8%) (p=0,03 e p=0,07 respectivamente). Conclusão: A CA em crianças e adolescentes foi útil na triagem de pacientes para SM e risco de hipertensão. CA expressou os acúmulos de gordura abdominal, principalmente gordura subcutânea. CA pode ser usado como parâmetro para discriminar aqueles com risco de evoluir para SM, indicando intervenção para prevenir a evolução para esta grave doença e suas consequências na vida adulta. Unitermos: Pediatria, criança, adolescente, circunferência abdominal, tecido adiposo abdominal, obesidade, estudos de coortes, fatores de risco, aterosclerose.

TL17 - IMPLANTAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE TRIAGEM NUTRICIONAL DE PACIENTES ADULTOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Hospital de Clínicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas
Autores: Dreyer E; Giordano LCRS; Almeida AO de; Armelin R.

Objetivos: De acordo com as normas de credenciamento (Portaria SAS/MS 131/2005), as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional devem dispor de mecanismos de triagem nutricional, capazes de identificar precocemente os pacientes, desnutridos ou em risco, que podem se beneficiar de terapia nutricional. O objetivo deste estudo foi descrever os resultados e dificuldades da implantação de um protocolo de triagem nutricional de pacientes adultos hospitalizados em um hospital universitário público. Materiais e Métodos: O instrumento utilizado é o Malnutrition Universal Screening Tool - MUST- (www.bapen.org.uk/must_tool.html) que consiste no cálculo de um escore com base no índice de massa corpórea, na perda involuntária de peso e no efeito da doença aguda. De acordo com a triagem, os pacientes podem apresentar risco nutricional baixo (MUST = 0), médio (MUST = 1) ou alto (MUST =2). O instrumento é aplicado por enfermeiros que inserem o resultado no sistema informatizado de controle de pacientes. Assim, o risco nutricional aparece automaticamente nos mapas de dietas utilizados pelos nutricionistas, na prescrição médica e no censo diário de pacientes, constituindo um alerta para toda a equipe de saúde. O serviço de informática encaminha estatística mensal do número de pacientes internados por categoria de risco em cada unidade de internação (UI). O indicador definido para monitorar este processo de trabalho é a porcentagem dos pacientes adultos internados no mês que foram submetidos à triagem e tem-se como meta avaliar 80% dos pacientes. De maio a junho de 2010, foi realizado um projeto piloto em duas UIs e a ampliação progressiva para o hospital ocorreu nos sete meses subsequentes. Capacitaram-se 134 enfermeiros, perfazendo 2/3 do total que atua nas UIs. Os dados foram repassados mensalmente às equipes de enfermagem para discussão dos resultados e estímulo da adesão ao protocolo. Resultados: Houve 10.126 internações no período considerado. O instrumento de triagem nutricional foi aplicado em 3.842 pacientes (38%). Entre esses, 38% apresentaram risco alto, 31% risco médio e 31% risco baixo. Com a ampliação do projeto a todas as UIs, o indicador aumentou progressivamente de 24%, em maio de 2010, a 58%, em fevereiro de 2011. Nesse último mês, a porcentagem de pacientes submetidos à triagem em cada UI variou de 11 a 92%, refletindo importantes diferenças na adesão dos enfermeiros ao protocolo. Os fatores de não adesão foram: convicção de que a triagem é função do nutricionista, sobrecarga de trabalho, falta de conhecimento, alta rotatividade dos pacientes e falta de balança adequada. Conclusão: A maioria dos pacientes avaliados apresentou risco nutricional alto, mas este dado tem um viés já que o trabalho foi iniciado em enfermarias com alta prevalência de desnutrição, onde houve também maior adesão dos enfermeiros. A meta estipulada ainda não foi alcançada e novas estratégias deverão ser aplicadas para estimular a adesão dos enfermeiros nas áreas com baixo desempenho. Unitermos: Desnutrição, triagem, avaliação nutricional, terapia nutricional.

TL18 - ÂNGULO DE FASE: INDICADOR DO ESTADO NUTRICIONAL E USO PROGNÓSTICO EM DISFÁGICOS HOSPITALIZADOS

Instituição: Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, São Paulo
Autores: Duarte FF; Costa MMF; Silva ALND; Carreira MC.

Objetivos: Avaliar o estado nutricional de pacientes disfágicos hospitalizados e determinar seu ângulo de fase, correlacionando-o com prognóstico. Materiais e Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, pacientes internados em Clínica Médica de um Hospital Universitário admitidos no período de 2008 a 2010. Foram coletados dados antropométricos (peso, estatura, circunferência do braço, prega cutânea tricipital e circunferência muscular do braço), além de dados bioquímicos (albumina, hemoglobina, hematócrito e proteína C reativa). O ângulo de fase (AF) foi determinado por bioimpedância elétrica seguindo protocolo padronizado. O programa SPSS para Windows 17.0 foi usado para a análise estatística. Resultados: A amostra foi composta de 91 pacientes disfágicos, distribuídos igualmente entre os sexos, sendo a maioria da cor branca (n = 67) e idosos (n = 73). A disfagia apresentou-se na forma aguda em 62,6% dos indivíduos (n = 57). Ao analisar o desfecho clínico dos pacientes, verificou-se que 11,2% evoluíram a óbito (n = 11) e 88,8% receberam alta hospitalar. Os parâmetros antropométricos apresentaram valores inadequados em mais de 40% dos indivíduos. Esse perfil foi reforçado pelas variáveis bioquímicas, onde 66,0% dos indivíduos apresentaram valores de hemoglobina abaixo do padrão de referência. Hematócrito (72,5%) e albumina (68,9%) apresentaram tendência semelhante. A média do AF foi de 4,66° (± 1,79°), sendo que 63,2% dos pacientes apresentaram valores > 4°. Destaca-se que dos 11 indivíduos que foram a óbito, somente 03 apresentaram AF > 4°. Os valores de AF apresentaram correlações robustas com os indicadores antropométricos, bioquímicos e com a idade. Conclusão: Neste estudo observou-se grau significativo de depleção de reservas nutricionais em pacientes disfágicos hospitalizados, com baixos valores de índice de massa corporal, circunferência muscular do braço e prega cutânea tricipital. O AF apresentou associação positiva com o perfil nutricional e com o prognóstico clínico. Unitermos: Disfagia, idosos, ângulo de fase, estado nutricional.

TL19 - IMPACTO DA RESTRIÇÃO CALÓRICA NA REDUÇÃO PONDERAL E NA ALTERAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL NO PERÍODO HOSPITALAR PRÉ-OPERATÓRIO DE OBESOS CANDIDATOS À CIRURGIA BARIÁTRICA

Instituição: Divisão de Nutrição e Dietética do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, São Paulo
Autores: Serafim MP; Nunes-Silva JG; Salimon CC; Evazian D.

Objetivos: Avaliar a redução ponderal e alteração da composição corporal no período hospitalar pré-operatório de indivíduos obesos candidatos à cirurgia bariátrica em uso de dieta restrita em calorias. Materiais e Métodos: os pacientes ingeriram dieta com 800 Kcal ao dia. Todos os pacientes permaneceram hospitalizados durante o período do estudo. O peso foi aferido diariamente e a bioimpedância elétrica semanalmente. Para avaliação do percentual de redução ponderal e alteração da composição corporal comparou-se o peso inicial com o peso final e resultados iniciais e finais de massa magra e gorda, respectivamente. Resultados: 19 pacientes foram acompanhados durante um período médio de 15,84 ± 7,88 dias, e apresentavam idade média de 49,63 ± 10,9 anos. Da amostra estudada 15,8% eram de idosos, 84,2% adultos, e 89,5% mulheres. O peso médio inicial foi de 118,45 ± 20,03 kg e final de 113,99 ± 19,59 kg. A redução ponderal média no período de acompanhamento foi de 4,46 ± 1,59 Kg (3,76% e (p=0,4630). Os pacientes apresentaram redução de 1,52 ± 5,25 kg de massa gorda (2,58% e p=0,4128) e 2,94 ± 4,71 kg de massa magra (4,93% e p=0,3300). Quando comparada a alteração de massa gorda com a de massa magra, esta última apresentou redução 1,9 vezes maior do que a primeira, porém a diferença não se apresentou estatisticamente significante (p=0,3250). Conclusão: A restrição calórica proporcionou redução ponderal aos pacientes, apesar de não ter sido estatisticamente significante e de não atingir as recomendações de 10% de perda de peso no período de acompanhamento. As alterações de massa magra e massa gorda não se apresentaram estatisticamente significantes. Houve redução de massa magra proporcionalmente maior em relação à massa gorda, porém sem significância estatística. A continuidade do estudo é sugerida para aumentar a representatividade da amostra. Unitermos: Obesidade mórbida, restrição calórica, cirurgia bariátrica, composição corporal.

TL20 - CAPACIDADE FUNCIONAL REDUZIDA DETERMINA TEMPO DE INTERNAÇÃO PROLONGADO EM PACIENTES CLÍNICOS

Instituição: Hospital Universitário Júlio Muller, Cuiabá
Autores: Dias ALA; Paese MAC; Pexe PA; Costa HCBALC; Dock-Nascimento DB; Aguilar-Nascimento JE.

Objetivos: Verificar a associação entre a força de preensão palmar (FPP), o estado nutricional e o tempo de internação hospitalar em pacientes internados para tratamento clínico. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo clínico prospectivo de coorte transversal realizado em um hospital universitário, no período de julho de 2010 a março de 2011 com um total de 257 pacientes. As variáveis estudadas foram: sexo, idade, tempo de internação, IMC, a FPP determinada pelo Hand grip (Baseline - Brasil®), a condição nutricional determinada pela avaliação subjetiva global (ASG). Para a associação da FPP com o tempo de internação hospitalar, foi adotado um ponto de corte de 31,0kg. Resultados: A idade média dos pacientes pesquisados foi de 48 anos (15 a 96 anos), sendo 109 (42%) do sexo feminino e 148 (58%) do masculino. De acordo com a avaliação nutricional 196 (76,3%) pacientes foram classificados como desnutridos (ASG=B e C) e 23,7% como eutróficos (ASG=A). O IMC mostrou (conforme ponto de corte de 18,0 kg/m2) que apenas 17% dos pacientes (n=37) foram classificados como desnutridos. A FPP média foi de 18,8 ±13,3 kg. Pacientes desnutridos pela ASG apresentaram FPP menor que os não desnutridos (16,7 vs 25,4; p=0,000). A dinamometria foi estatisticamente menor nas pacientes do sexo feminino quando comparado com os masculinos (13,5 vs 22,9; p=0,000). Os idosos de ambos os sexos também apresentaram FPP menor que os não idosos (15,1 vs 20,5; p=0,01). Pacientes com FPP menor que 31 kg permanecem mais tempo internados que os com FPP acima desse valor (15 dias vs 12 dias; p=0,04). Conclusão: Pacientes clínicos desnutridos apresentam FPP reduzida a qual associou com maior tempo de internação hospitalar. Unitermos: Força muscular, desnutrição, tempo de internação

TL21 - NUTRIENTES ANTIOXIDANTES E ÂNGULO DE FASE EM MULHERES COM NEOPLASIA MAMÁRIA

Instituição: UNIFOR, Fortaleza
Autores: Castro AS; Oliveira CA; NobreVS; Carneiro PCPDM; Sampaio AP; Verde SML.

Objetivos: Avaliar o consumo de nutrientes antioxidantes em pacientes com câncer de mama e sua relação com ângulo de fase. Materiais e Métodos: Estudo transversal, observacional e quantitativo, onde foram avaliadas 27 mulheres com diagnóstico de câncer de mama, idade média de 46,7 anos (±7), antes de iniciarem a quimioterapia. O consumo alimentar de zinco, selênio e das vitaminas A, C, E foi avaliado por história alimentar – dieta habitual de 24h e analisado em softwear. O consumo alimentar foi avaliado também pelas porções dos grupos de alimentos da pirâmide alimentar (Philippi et al., 2006), Os valores de ângulo de fase foram obtidos por impedância bioelétrica. Os dados antropométricos coletados foram peso e altura para determinação do índice de massa corporal (IMC- Kg/m2). Análises de frequência e coeficiente de Pearson foram realizadas com auxílio do software SPSS (16.0), sendo considerados significativos os valores de p<0,05. Os nutrientes foram avaliados em seus valores brutos, por não apresentarem correlação com a energia. Resultados: Os resultados mostraram que o consumo de vitamina A (281,8 ± 160,4µg), vitamina C (70,2±87,2mg), vitamina E (9,9±6,2mg) e zinco (7,3±3,7mg) estava abaixo do recomendado. Entretanto, o consumo de selênio (68,7±40,9µg) mostrou-se acima da recomendação. Com relação ao consumo pelas porções da pirâmide verificamos consumo insuficiente pela maioria das mulheres para verduras e legumes(96,2%), frutas(84,6%), leite, queijo e iogurte(92,3%), carnes e ovos(26,9%), arroz, pão, massa, batata, mandioca(80,8%), óleos e gorduras(96,2%) e açúcares e doces(80,8%). A maioria das pacientes apresentou diagnóstico de sobrepeso (52%; n=14), com IMC médio de 27,6Kg/m²(± 3,1Kg/m²). O ângulo de fase teve média de 6,5º (± 0,9º). Verificamos correlação positiva entre o ângulo de fase e o consumo de zinco (p=0,02). Conclusão: O consumo de zinco mostrou correlação positiva com os valores de ângulo de fase. Entretanto não verificamos correlação da ingestão das vitamina A, C, E, e do selênio com ângulo de fase. Observamos consumo insuficiente dos alimentos de todos os grupos da pirâmide alimentar. Esses achados indicam a importância da alimentação na manutenção da integridade celular e a necessidade de orientações alimentares precoces. Unitermos: Câncer de mama, antioxidantes, ângulo de fase, pirâmide alimentar.

TL22 - DETERMINAÇÃO DO GASTO ENERGÉTICO BASAL MEDIDO POR CALORIMETRIA INDIRETA EM PACIENTES COM CÂNCER DE ESÔFAGO

Instituição: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre
Autores: Becker CB; Vargas J; Guerra LT; Grigoletti SS; Rosa ARP; Kruel CDP.

Objetivos: Determinar o gasto energético basal (GEB) por calorimetria indireta (CI) e compará-lo com os métodos de bioimpedância e equação de Harris e Benedict (HB) em pacientes com neoplasia de esôfago. Materiais e Métodos: Estudaram-se 24 pacientes com carcinoma epidermoide de esôfago sem intervenção prévia internados no Grupo de Cirurgia do Esôfago, Estômago e Intestino Delgado do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O GEB foi estimado pela HB e medido pela CI. Avaliação nutricional foi realizada por antropometria, avaliação bioquímica e capacidade pulmonar. Resultados: A média da idade foi 61 anos. 66,67% são do sexo masculino. Segundo classificação da American Joint Committee on Cancer (AJCC), 9(37,5%) pertenceram ao estágio III e 8(33,33%) ao IIA. As características nutricionais foram: peso 61,36 ±14,27 Kg; altura 164,83 ±10,5 cm; IMC 22,51 ±4,4; gordura corporal 30,66 ±7,98%; massa magra 42,92 ±27,14%; CMB 22,21 ± 2,3 cm. 21 (87,5%) apresentaram disfagia com tempo médio de 4 meses. 11(45,83%) são eutróficos com GEB medido pela HB de 1359,55 ± 170,48 Kcal e pela CI de 1554,55 ± 212,6 Kcal diferindo 12,25 ± 5,85%. O GEB aferido pela bioimpedância e CI respectivamente foram de 185,72 ± 192 Kcal e 1553,49 ± 212,77 Kcal com diferença de 12,15 ± 8,51%. Os desnutridos são 8 (33,33%) com GEB medido pela HB de 1095,12 ±152,38 Kcal e pela CI de 1085,09 ±205,63 Kcal, diferença de -3,34 ± 18,96%. Pela bioimpedância, o GEB foi de 1071,62 ± 130,52 Kcal e pela CI 1084,80 ±205,17 Kcal diferindo em -1,40 ± 18,62%. Entre os 5 (20,83%) obesos/sobrepeso, o GEB medido pela HB foi 1509,23 ± 280,35 Kcal e pela CI foi 1763,07 ±340,29 Kcal diferindo 13,92 ±9,91 Kcal. Pela bioimpedância foi de 1403 ± 236,59 Kcal e pela CI de 1762,47 ± 339,8 Kcal, diferença de 17,33 ±18,58%. Entre os pacientes com perda de peso significativa, a diferença do GEB aferido pela bioimpedância e CI foi 15,41 ± 9,48%; entre a HB e CI foi 14,73 ± 6,84%. Os que não obtiveram perda de peso significativa diferiram em 9,15 ± 4,03% e 10,68 ± 4,49% respectivamente. Conclusão: A diferença entre a medição do GEB por CI em relação à HB e à bioimpedância são, respectivamente, 8,54 ±13,39% e 7,32 ±15,86%. A partir destes resultados preliminares sugere-se o uso da CI para a determinação do GEB nestes pacientes. Caso este método não esteja disponível, o uso de um fator de correção para a estimativa do GEB deve ser considerado. Pode ser utilizado um fator de correção de 1,12 para a HB e de 1,11 para a bioimpedância. Unitermos: Neoplasia de esôfago, desnutrição, calorimetria indireta, metabolismo energético, avaliação nutricional.

TL23 - GRELINA, LEPTINA E ÂNGULO DE FASE EM PACIENTES COM CÂNCER GÁSTRICO

Instituição: UNIFESP, São Paulo
Autores: Barão K; Ozório GA; Vicente MA; Oyama LM; Forones NM.

Objetivos: Comparar as concentrações sérias de grelina e leptina associadas ao ângulo de fase entre pacientes com câncer gástrico em tratamento ou acompanhamento clínico. Materiais e Métodos: Foram estudados 48 pacientes com câncer gástrico atendidos no Ambulatório de Oncologia da Disciplina de Gastroenterologia da Unifesp/EPM. Os pacientes foram pesados e medidos para a realização do exame de bioimpedância (BIA) com o aparelho Biodynamics 410. As concentrações de grelina e leptina foram determinadas por ELISA usando o Kit da Linco Research para grelina e leptina humana,conforme orientação do fabricante. Análise estatística foi realizada utilizando o teste t de student e a correlação de Spearmann. Resultados: Entre os 48 pacientes, 26 eram do grupo controle e 22 do grupo caso, sendo 50% mulheres. A média de idade no grupo controle foi de 61,3±13,5 e no grupo caso 58,5±12 (p=0,44). Não encontramos diferenças significantes em relação ao ângulo de fase entre os grupos (0,21). O %FAT foi maior no grupo controle, mas sem diferenças significantes (0,12). A leptina foi maior no grupo controle (p=0.01) enquanto que a grelina foi menor (p=0,56) porém sem apresentar diferenças significantes. Utilizando o teste de correlação de Spermann, o ângulo de fase apresentou correlação negativa com a idade (r=-0.5 p<0.01), assim como o %FAT com a grelina (-0.53 p<0.01). O IMC correlacionou-se positivamente com a leptina (r=0,64 p<0.01) assim como o %FAT (r=0,58 p <0.01). Conclusão: A leptina apresentou correlação positiva tanto com o IMC quanto com o %FAT, confirmando os dados encontrados na literatura. A grelina no entanto, apresentou correlação negativa apenas com o % fat e não com o IMC, reforçando que o peso não é um bom indicador para avaliar pacientes oncológicos. As concentrações de leptina foram menores entre os pacientes em tratamento, sugerindo a utilização primária das reservas de gordura entre os pacientes com câncer gástrico. Mais estudos abrangendo um maior número de pacientes são necessários para compreender o comportamento da grelina, leptina e do ângulo de fase em pacientes oncológicos. Unitermos: Grelina, leptina, ângulo de fase, câncer gástrico.
TL24 - EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DIETÉTICA COM FUNGOS AGARICUS SYLVATICUS NO METABOLISMO E NA PRESSÃO ARTERIAL DE PACIENTES COM CÂNCER COLORRETAL EM FASE PÓS-OPERATÓRIA

Instituição: Universidade de Brasília, Brasília
Autores: Fortes RC; Novaes MRCG.

Objetivos: Avaliar os efeitos metabólicos e na pressão arterial de pacientes com câncer colorretal após a suplementação dietética com fungos Agaricus sylvaticus. Materiais e Métodos: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, placebo-controlado realizado no Hospital de Base do Distrito Federal - Brasil. Amostra constituída por 56 pacientes com câncer colorretal, separados em dois grupos: suplementado com Agaricus sylvaticus (30 mg/kg/dia) e placebo. Realizadas três avaliações séricas de glicose; colesterol total; triglicérides; ácido úrico; ureia; creatinina; fosfatase alcalina; bilirrubinas total, direta e indireta; aspartato-aminotransferase e alanina-aminotransferase; imunoglobulinas A (IgA), G (IgG) e M (IgM); proteínas totais e frações, além de aferido os níveis pressóricos ao longo do tratamento. Os resultados foram analisados pelos programas Microsoft Excel 2003 e SPSS 14.0, com os testes T-student e F, com significância para p =0,05. Resultados: Observou-se, no grupo Agaricus sylvaticus, redução significativa de glicemia de jejum (p = 0.02), colesterol total (p = 0.01), creatinina (p = 0.05), aspartato-aminotransferase (p = 0.05), alanina-aminotransferase (p = 0.04), IgA (p = 0.0001), IgM (p = 0.02), pressão arterial sistólica (p = 0.0001) e pressão arterial diastólica (p = 0.0001). Essas alterações não foram observadas no grupo placebo. Conclusão: Os resultados sugerem que a suplementação dietética com fungos Agaricus sylvaticus é capaz de exercer benefícios metabólicos e nos parâmetros bioquímicos, enzimáticos e pressóricos de pacientes com câncer colorretal em fase pós-operatória. Unitermos: Agaricus sylvaticus, alterações metabólicas, pressão arterial, câncer.

TL25 - PERFIL CORPORAL DE UMA AMOSTRA ALEATÓRIA DA POPULAÇÃO DE NATAL/RN

Instituição: Nutrivida Ltda, Natal
Autores: Lisboa FF; Menegassi M; Lima AM; Rocha LF; Davom MC; Silva RM.

Objetivos: Conhecer o perfil da composição corpórea segmentada de uma amostra da população da cidade de Natal, Rio Grande do Norte. Materiais e Métodos: Estudo observacional, de uma amostragem por disponibilidade da população de Natal/RN, onde foi realizada a avaliação segmentada da composição corporal através da técnica de impedância bioelétrica tetrapolar de 8 pontos táteis (In Body 230 - Biospace). Foram excluídos os participantes que relataram ingestão prévia de cafeína e /ou álcool, uso de diuréticos, realização de atividade física nas últimas 24 horas, mulheres gestantes ou em período menstrual, portadores de marcapasso, stent e outros metais. As variáveis quantitativas foram descritas através de média e desvio padrão e as qualitativas através de frequências absolutas e relativas. Para comparar médias, o teste t-student foi utilizado. Para avaliar a associação entre as variáveis categóricas, foi aplicado o teste qui-quadrado de Pearson complementado pelo teste dos resíduos ajustados para localizar as associações. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05) e as análises foram realizadas no programa SPSS versão 18.0. Resultados: Houve diferença significativa entre as faixas etárias em praticamente todas as variáveis, exceto na classificação do IMC. Os indivíduos abaixo de 30 anos apresentam massa muscular esquelética (MME) inferior aos parâmetros de normalidade e a faixa de 30 a 39 anos com maior proporção de MME acima (p< 0.001). De 40 a 49 anos houve maior % de massa gorda (MG), % de gordura (%PG) e relação cintura-quadril (RCQ). As faixas etárias a partir de 50 anos apresentaram maior proporção de normalidade de MME, no entanto, valores acima da normalidade para a MG, PG e RCQ (p< 0.001). Os homens diferiram das mulheres em praticamente todas as variáveis antropométricas, exceto na MG. Da amostra, 78,2% apresentaram o IMC dentro da normalidade, 13.9% pré-obesidade, 7.5% obesidade e 0.3% baixo peso. Das mulheres, 33,5% apresentaram MME baixo, enquanto os homens 8,8% (p< 0.001). Os homens, quando comparados com as mulheres, tiveram % mais elevado de pré-obesidade (p< 0.001) e mais MME. Já as mulheres apresentaram maior %PG e RCQ do que o recomendado. Apesar de 78% da amostra com IMC=18.5Kg/m2 ou de 18,5 a 24,9 Kg/m2, 29.9% apresentou a MME abaixo do recomendado e 66.3% a MG elevada, assim como valores acima do recomendado para %PG (78,5%) e RCQ (53%). Conclusão: Na amostra estudada foi avaliada com maior precisão a composição corpórea, na qual os valores de massa gorda, percentual de gordura e relação cintura-quadril se encontravam acima dos parâmetros recomendados, fatores estes associados a maior risco de mortalidade e morbidade decorrentes da distribuição e localização da gordura corporal. Unitermos: Obesidade, impedância bioelétrica, índice de massa muscular, massa muscular esquelética, massa gorda, percentual de gordura, relação cintura-quadril.

TL26 - MASSA MUSCULAR MAGRA: FATOR PREDITIVO PARA GASTO ENERGÉTICO DE REPOUSO DE PACIENTES EM LISTA DE ESPERA PARA TRANSPLANTE HEPÁTICO

Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
Autores: Ferreira LG; Anastácio LR; Cunha CE; Faleiros MH; Lima AS; Correia MITD.

Objetivos: O fígado é o principal órgão metabólico do corpo, sendo que distúrbios no gasto energético em pacientes em lista de espera para transplante hepático são comuns. As fórmulas preditoras de gasto energético de repouso levam em consideração o peso corporal, que na maioria das vezes é afetado, em pacientes cirróticos, por retenção hídrica. Desse modo, avaliar o GER em tais pacientes e obter fórmula que possa predizer o gasto energético nesses pacientes é de suma importância para se obter valor mais aproximado das reais necessidades nutricionais, sendo esse o nosso objetivo. Materiais e Métodos: Pacientes em lista de espera para transplante hepático do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG, que realizam tratamento no ambulatório Bias Fortes, tiveram o GER avaliado por calorimetria indireta, no período de Abril/10 a Mar/11. Todos os exames foram feitos pela manhã e o paciente em jejum de 10 a 12 horas. O GER foi calculado pela equação de Weir. A associação com entre gasto energético e idade, sexo, cor da pele, etiologia, gravidade e exames bioquímicos relacionados à doença, dados antropométricos, dados de composição corporal por bioimpedância, força muscular e avaliação global subjetiva foram avaliados. As variáveis categóricas foram apresentadas como frequência, as varáveis contínuas com distribuição normal, por média e desvio-padrão e com distribuição não normal por mediana, mínimo e máximo. Regressão linear simples (p<0,02) foi utilizada para verificar as variáveis que poderiam entrar no modelo final que foi analisado por regressão linear múltipla (p<0,05). Todos os testes foram realizados no programa SPSS (16.0). Resultados: Foram avaliados 47 pacientes com idade mediana de 52 (20-66) anos sendo 74,5% do sexo masculino. As doenças, de indicação para transplante hepático mais comuns foram cirrose etanólica (16), vírus C (11) e criptogênica (6). 61,7% dos pacientes foram classificados como Child B e 21,7% Child C e a média do MELD foi de 15,02 ± 4,7. No dia da avaliação, 73,8% dos pacientes apresentavam retenção hídrica (ascite e/ou edema) e 57,4% foram considerados desnutridos pela avaliação global subjetiva. O GER foi de 1.440 kcal (526-3.237 kcal), sendo que a principal fonte energética durante o repouso foram os lipídeos (mediana - 75,9%; 7,7-100%). O quociente respiratório oscilou entre 0,6 a 1,8 (mediana 0,7). Sexo, indicação por cirrose etanólica, índice de massa corporal anterior à doença hepática, circunferência, área muscular e área de gordura do braço, as pregas cutâneas tricipital e subescapular, dinamometria, ângulo de fase, massa muscular magra (kg), água corporal total (L), água intra e extracelular (L e %) e sódio sérico foram consideradas significativas para a predição do gasto energético na análise univariada. O modelo final da regressão indicou a massa muscular magra (MM) como preditora do gasto energético de repouso, obtendo-se como equação final: GER = 117,59 ± 25,34 (MMM), significando que para cada aumento de 1kg na massa muscular, o gasto energético de repouso aumenta em 25,34 unidades (kcal). Esse modelo prediz corretamente o GER de 63,7% dos casos (R2 ajustado = 0,63). Conclusão: O gasto energético de repouso de pacientes em lista de espera para transplante hepático é influenciado por muitas variáveis individualmente, mas somente a massa muscular magra está relacionada diretamente com o mesmo. Unitermos: Gasto energético de repouso, calorimetria indireta, massa muscular magra, transplante hepático.