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Editorial
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Thelma Prado Moraes
Editora Científica
RBM Jun 10 V 67 Especial Clínica Geral

Que sensação é essa que desfigura, subtrai, subjuga,ultraja, dilacera,isola, deprime, indigna, apavora, maltrata? Essa sensação é a dor.

Faz do indivíduo um nada, quando presente. As doenças relacionadas aos músculos, tendões, fáscias musculares, ossos, articulações e seus ligamentos são as causas mais frequentes de dor na prática clínica diária e, podem levar o indivíduo à incapacidade ou limitações de suas atividades. A dor músculo-esquelética pode ter sua origem ligada a traumas, inflamações, isquemia ou tumores ou, ainda, sobrecarga funcional. É mais comum no sexo feminino, e após os 60 anos. Assim, 70% dos indivíduos nessa faixa etária apresentam dor articular. Pode ser classificada, segundo a localização, em generalizada, craniofascial, cervical, ombros e membros superiores, torácica, lombar e de membros inferiores.

Diversa é a terapêutica para a síndrome músculo-esquelética, tendo o objetivo de restabelecer a musculatura normal e o movimento articular. Além dos tratamentos comportamentais, sabidamente relevantes, é importante o farmacológico, que compreende o uso de anti-inflamatórios, relaxantes musculares, antidepressivos e opioides, entre os mais recomendados. O tema é abordado em profundidade no artigo “Dor músculo-esquelética”, que temos o prazer de oferecer ao leitor neste suplemento.

Outra dor muito frequente na prática clínica é a “Cefaleia”, também foco do presente suplemento. Os indivíduos com cefaléia geralmente sofrem limitações significativas de produtividade no trabalho e nas atividades rotineiras. O prejuízo na qualidade de vida é significativo. O diagnóstico das cefaleias primárias se baseia em critérios clínicos publicados pela Sociedade Internacional das Cefaleias. A migrânea se caracteriza por dor pulsátil ou latejante, unilateral, de moderada a forte intensidade, piora com movimentos de abaixar e levantar a cabeça, além de fotofobia, fonofobia, náuseas e/ou vômitos. A cefaleia tensional, por outro lado, é identificada como dor em aperto ou peso, bilateral, que não piora com a movimentação do corpo, nem se acompanha de náuseas, vômitos, foto ou fonofobia. O tratamento da migrânea na crise aguda é baseado no uso de analgésicos, anti-inflamatórios, ou triptanos. Nos pacientes com crises frequentes, se utilizam medicamentos profiláticos. Quanto à cefaleia tensional, o tratamento é feito com analgésicos. Também em casos crônicos se pode fazer profilaxia.

Finalmente, incluímos também neste número uma interessante revisão sobre “Doença hepática alcoólica” ou hepatopatia induzida pelo etanol. Diferentemente de muitas outras enfermidades, ela pode ser evitada, desde que a ingestão etílica não ultrapasse determinados limites, e permanecer estável ou mesmo regredir após abstenção alcoólica. O diagnóstico deve se basear na anamnese, exame físico, exames laboratoriais, métodos de imagem, exame histológico em alguns casos e resposta terapêutica à abstenção alcoólica.

Boa leitura!

Thelma Prado Moraes