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Editorial
Prostatectomia robótica: o que dizem os pacientes
Valdemar Ortiz
Editor Científico

Numeração de páginas na revista impressa: 3 à 7

Há matérias sobre as quais, com constância, o mundo gosta de ser enganado

Cardeal de Retz


Estudo recente¹, produzido na Duke University, revelou que pacientes submetidos à prostatectomia radical robótica apresentam um índice de insatisfação quatro vezes maior que os submetidos à prostatectomia radical aberta. A principal razão da insatisfação foi a expectativa criada pelo cirurgião de que a robótica apresenta melhores resultados oncológicos e funcionais.

Essa “inverdade” dita ao paciente e largamente divulgada pelos hospitais americanos nos seus sítios na Internet e na mídia causa grande expectativa nos pacientes e seus familiares.
Embora não exista nenhuma evidência científica da superioridade da robótica, em 78% dos 116 hospitais americanos avaliados há a informação de que a robótica produz menos disfunção erétil que a cirurgia aberta². Apenas 15% deles informam que o risco de disfunção erétil é similar em ambas as técnicas.

Não devemos condenar a cirurgia robótica que, a meu ver, veio para ficar e expandir suas aplicações. Entretanto é preciso orientar os pacientes de que seus resultados são iguais aos da cirurgia aberta, não criando expectativa otimista e inverossímil nos mesmos.




Bibliografia
1. Schroeck FR et al. - Eur Urol 2008 54:785.
2. Rojas-Cruz C et al. - J Urol 2007 177:342.