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Revisão
Hidratação cutânea
Cutaneous moisturizing


Adilson Costa
Especialista em Dermatologia pela SBD/AMB. Mestre em Dermatologia pela EPM/Unifesp. Safety Assessor in Cosmetics in Europe - Vrije Universiteit Brussels, Bruxelas, Bélgica. Coordenador dos Ambulatórios de Cosmiatria e Acne - HMCP/PUC-Campinas. Coordenador do Núcleo de Pesquisa Clínica em Dermatologia - HMCP/PUC-Campinas.
RBM Abr 09 V 66 ED ESPEC DERMATOLOGIA

© Copyright Moreira Jr. Editora.
Todos os direitos reservados.

Indexado na LILACS sob nº: S0034-72642009002500004

Unitermos: hidratação cutânea, xerose, fator de hidratação natural e hidratantes.
Unterms: cutaneous moisturizing, xerosis, natural moisturizing factor and moisturizings.

Numeração de páginas na revista impressa: 15 à 21

Resumo


A hidratação cutânea é, sem dúvida alguma, uma das modalidades terapêuticas mais empregadas pelos dermatologistas em sua prática clínica diária. O bom conhecimento dos mecanismos fisiológicos para se manter a pele hidratada, bem como as condições que são capazes de quebrar tal equilíbrio e os mecanismos de ação dos principais princípios hidratantes existentes no mercado são fundamentais para a obtenção de uma conduta clínica ideal que, realmente, beneficie o paciente. Neste artigo, objetiva-se elucidar estes pontos, a fim de se disponibilizar um material de consulta prático para os dermatologistas interessados no assunto.

Introdução

A pele, além de ser o primeiro órgão de defesa de nosso corpo contra as adversidades do meio externo, possui papéis importantes, cujas complexidades e higidez contribuem para a manutenção da homeostase do organismo. Tais propriedades, no entanto, só são desempenhadas com excelência se o tecido tegumentar estiver em condições normais e plenas de funcionamento e cuidado.

Para que a nossa pele esteja em um estado adequado de funcionamento, dois processos básicos agem em conjunto, a limpeza e a hidratação cutânea. A limpeza contribui para a remoção dos debris externos, secreções cutâneas naturais e micro-organismos. A hidratação, por sua vez, tem o papel primordial de manter o conteúdo de água na epiderme e manter a barreira epidérmica em perfeito estado1,2.

Neste ínterim, vale a pena ressaltar que uma barreira epidérmica intacta permite que haja um equilíbrio cutâneo de água, o que, em última instância, é essencial para o bom funcionamento da "máquina" cutânea e para a manutenção de uma aparência normal deste órgão.

Mecanismos fisiológicos de manutenção da integridade da barreira cutânea: a pele hidratada

A barreira epidérmica é composta de dois componentes de função: matriz proteica celular (composta por uma trama de ceratinócitos entrelaçados, disposta em camadas, limitadas superficialmente pelos corneócitos) e matriz intercelular (composta por uma dupla camada lipídica)1.




O equilíbrio entre os compartimentos celular proteico e intercelular lipídico estabelece o estado que mantém o balanço hídrico normal, respeitando suas características setoriais (camadas celulares epidérmicas superficiais repelem água, enquanto que as profundas a retêm), primordiais para o equilíbrio deste tecido2,8.

Nos meios intra e extracelulares não existem, apenas, estruturas proteicas e lipídicas que são importantes para a hidratação cutânea. Outras partículas químicas, orgânicas ou não, embebidas nestes dois compartimentos são tão importantes quanto e ajudam a formar estruturas fundamentais para a manutenção da hidratação da pele.

Desta forma, podemos dividir os mecanismos dinâmicos envolvidos na hidratação cutânea em "fator de hidratação natural" (FHN), lípides intercelulares e bombas iônicas.

Fator de hidratação natural e lípides intercelulares
A água presente na epiderme não é suficiente para a hidratação epidérmica se não houver fatores para a sua retenção, impedindo a evaporação para o meio. Nesse sentido, duas estruturas desempenham este papel, o FHN e os lípides intercelulares.

O componente ceratinocítico, o FHN (conjunto de estruturas higroscópicas, que interagem entre si), retém água e condiciona um aspecto normal para o tegumento3 (Quadro 1).

Os lípides intercelulares (originados dos ceratinócitos nucleados e dispostos na camada córnea) são estruturas bipolares (com "cabeças" hidrofílicas e "caudas" hidrofóbicas) que controlam a permeabilidade e o movimento intercelular da água. Tais estruturas gordurosas selam o FHN nos corneócitos, mantendo o conteúdo hídrico intercelular1,3 (Quadro 2).

Tais lípides são tão importantes para o funcionamento normal da epiderme que, quando aplicados topicamente, atravessam o estrato córneo, são capturados por vesículas fagocíticas na parede das células granulosas epidérmica. Migram para uma fusão ao sistema reticular-Golgi, sendo novamente exocitados para o espaço intercelular corneano, a fim de recompor a função hidratante dos lípides intercelulares dessas células anucleadas1.

Bombas iônicas
Como se pode observar, o componente iônico é, depois dos aminoácidos, a estrutura molecular mais importante do FHN, sendo, em sua totalidade, responsável por 18,5% desta estrutura. Estes oligoelementos estão em constante interação entre si, estabelecendo um equilíbrio eletrolítico primaz. Tal estado iônico, bem como sua interface com as demais estruturas de barreira cutânea contribuem para o estabelecimento de um perfil de hidratação adequado.

Os íons têm participação ativa na manutenção do conteúdo de água dos meios intra e extracelulares, não só das células epidérmicas, mas de todas as células dos mamíferos. Este fato ocorre devido à existência de diferenças em suas concentrações nestes dois meios, as quais contribuem para a integridade celular4-6. Graças ao fato de estarem, então, presentes tanto nos meios intra como extracelulares eles assumem papel importante na composição do FHN (Quadro 3).

Tais diferenças iônicas são mantidas graças à difusão facilitada destas moléculas através de canais proteicos, os chamados canais iônicos, presentes em todas as células humanas, cuja atividade é dependente de energia (ATP). São canais de ação rápida, íons seletivos e que atuam sob demanda, ou seja, são requisitados quando houver desequilíbrio iônico entre os meios4-6.



Dos canais iônicos, a bomba de Na+/K+ é a mais conhecida, a qual, juntamente com bomba de K+, ajuda a manter as concentrações ótimas intra e extracelulares destes íons4-6.

A bomba de Na+/K+ garante o equilíbrio hídrico intra e extracelulares. O meio intracelular é rico em compostos orgânicos, os quais, por si, levariam a um estado hiperosmótico, atraindo água para o interior da célula, edemadiando-a e, até mesmo, rompendo-a4-6. Tal mecanismo, então, poderia manter o espaço extracelular melhor hidratado, assegurando, no caso da epiderme, a hidratação tecidual.

Outro íon de suma importância na hidratação epidérmica é o Ca2+, cujo canal iônico também é ATPase-dependente5,6. Ele é um componente necessário à diferenciação ceratinocítica e à estabilização de desmossomas, aumentando a coesão intercelular corneocítica, o que diminui a descamação e, consequentemente, melhora a função da barreira epidérmica7.

Fisiologicamente, existe uma alta concentração de Ca2+ no estrato granuloso alto, o qual é muito baixo no restante epidérmico. Tal diferença é fundamental para a epiderme, já que mudanças na distribuição deste íon, vistas quando há agressão da barreira, alteram-na funcionalmente. Quando se vê aumento na concentração de Ca2+, por exemplo, a recuperação da barreira epidérmica é inibida, pois este íon restringe a secreção de corpos lamelares7.

Xerose cutânea: a pele "pede água"

O funcionamento adequado desta barreira confere integridade, equilíbrio d'água, hidratação e descamação corneocítica organizada à pele. Na vigência de distúrbio de um desses componentes de barreira, há um aumento da perda de água transepidérmica (TEWL - sigla inglesa de Transepidermal Water Loss), resultando na xerose, com seus sinais e sintomas clássicos1,2. Sabe-se que o conteúdo normal de água no estrato córneo é de 20% a 35% quando inferior a 10%, sinais e sintomas xerósicos visíveis são evidenciados1.

Tal estado xerósico altera o ritmo normal de maturação e descamação dos corneócitos, já que a hidratação da pele ativa as enzima quimiotrípicas córneas (responsáveis pela hidrólise dos corneodesmossomas), impedindo o desprendimento e a separação dos corneócitos superficiais um a um. Com isso, vê-se que os mesmos se destacam em blocos celulares, o que é perceptível, diferentemente do que se vê na separação unitária corneocítica em uma pele normalmente hidratada1-3,8,9.

A xerose cutânea não é um mecanismo uníssono e estático. Existem várias condições intrínsecas e extrínsecas que podem contribuir para o estabelecimento da xerose cutânea (como, por exemplo, umidade ambiental excessiva, radiação solar, extremos de idade, estresse emocional, baixa umidade relativa do ar, testosterona, traumas físicos e inflamação cutânea)1,8.

Clinicamente, a xerose é caracterizada por aspereza cutânea, resultante, em última análise, de uma desidratação epidérmica. Podemos classificá-la em: do tipo "pele seca" e a do tipo ictiose (ou ictiose-like). Frequentemente esta condição cutânea acarreta desconforto e alterações estéticas importantes, as quais geram a necessidade de um tratamento adequado (que, na maioria das vezes, é local, sintomático e acompanhado de orientações gerais)1,2.

Estudos importantes nesta área apontam que a gravidade do quadro clínico xerósico individual parece estar associada à diminuição na quantidade de lípides neutros (ésteres de colesterol e triglicérides), um aumento na quantidade de ácidos graxos livres cutâneos, além da diminuição na atividade glandular sebácea e das estearases da pele9.

Como se vê no esquema acima, a xerose pode ser uma manifestação secundariamente associada a várias condições.

Dentre as condições orgânicas que apresentam xerose como manifestação clínica, sobressaem-se a psoríase10-15, dermatite atópica16-33, senilidade33-42, climatério42, diabetes mellitus43-50, hipotireoidismo51-58 e hanseníase59-62.

Fundamentos hidratantes dos produtos comerciais

O uso frequente de produtos hidratantes é, ainda, a primeira terapia de escolha para o tratamento da xerose cutânea63. O objetivo primordial do uso destes compostos é o de aliviar a xerose e irritação cutâneas, prevenindo a recidiva de tais quadros. No entanto, a formulação do produto deve ser especialmente observada, haja vista que a eficácia do mesmo está diretamente relacionada a ela2,8,64,65.

Os hidratantes são classificados de acordo com o mecanismo de ação de seus componentes. Desta forma, podem ser: oclusivos, umectantes, emolientes e reparadores proteicos. Na imensa maioria das vezes os produtos comerciais disponíveis utilizam componentes de cada uma destas classes nas suas formulações64-66.

A composição de um produto hidratante é o segredo do seu sucesso. Sua eficiência, tanto no tocante a seu objetivo clássico, a hidratação corneocítica, quanto nos seus atributos secundários (por exemplo, prevenção e tratamento de dermatites irritativas em peles sensíveis a esta ou não67-69, bem como no auxílio na abordagem antienvelhecimento64), e, principalmente, seu perfil de segurança estão diretamente relacionados às matérias-primas nele utilizados.




Oclusivos

São produtos ricos em componentes oclusivos os quais retardam a evaporação e perda d'água epidérmica através da formação de um filme hidrofóbico na superfície da pele e no interstício entre os ceratinócitos superficiais1,64.

São compostos frequentemente gordurosos, mais efetivos quando aplicados com a pele levemente umedecida. Vale ressaltar que embora gordurosos, eles podem dar um perfil "sem óleo" (oil free) para o produto, desde que estes não sejam substâncias oclusivas de origem mineral ou vegetais1 (Quadro 4) .

Umectantes

São produtos compostos por substâncias que retém água na camada córnea, seja por atrai-la da derme ("mecanismo de dentro para fora"), seja, em ambientes com umidade atmosférica maior que 70%, por atrai-la do ambiente ("mecanismo de fora para dentro")1,64.

Estes compostos, no entanto, devem estar associados a compostos oclusivos, pois, caso contrário, ao invés de promoverem a hidratação, podem, sim, acelerar a TEWL em até 29%, desidratando a pele1 (Quadro 5).

Emolientes

Também conhecidos como produtos de "Mecanismos Especiais", os produtos ditos emolientes são os ricos em compostos capazes de "preencher as fendas" intercorneocíticas, retendo água nesta camada. Tal capacidade hidratante é alcançada graças ao aumento da coesão entre essas células, aumentando a capacidade "oclusiva" natural da camada córnea1.

São compostos oleosos e lipídicos não gordurosos que espalham facilmente na pele, melhorando a aceitação cosmética do produto, conferindo uma melhor textura, maciez, viço e flexibilidade à pele1,64 (Quadro 6).



Reparadores proteicos

São produtos que possuem, nunca isoladamente, compostos proteicos em sua formulação, cujo discurso de mercado é o de ajudar a reparar estruturas proteicas dérmicas danificadas ou estimular a produção das mesmas.

Produtos com estes compostos agiriam como hidratantes, pois assumiriam um papel osmótico, embebendo-se de água, retendo-a na epiderme e derme. Por diferença de gradiente osmótico, a água fluiria, então, em direção à camada córnea, passando por toda a epiderme, hidratando-a.

Destas estruturas, o colágeno é o mais utilizado, sendo este o principal composto dérmico intencionado a ser reposto por estes produtos. No entanto, o peso molecular dos extratos colágenos é o ponto crucial para que estes produtos desempenhem sua função prometida. Vale a pena ressaltar que a grande maioria destes extratos tem peso molecular de 15.000 a 50.000 daltons, mas somente substâncias com peso molecular até 5.000 daltos podem penetrar pelo estrato córneo3.

Resultados clínicos evidentes do benefício do uso destes extratos são, ainda, o "tendão de Aquiles" dos produtos que os possuem. A imensa maioria dessas evidências clínicas assumidas são oriundas de estudos em modelos animais, in vitro ou humanos, grande parte deles de metodologia duvidosa outra fonte de confirmação advém de suposições científicas teóricas, porém nada práticas.

Conclusões

A hidratação cutânea é um campo de excelência prescritiva para os dermatologistas. Conhecimentos científicos sobre os mecanismos envolvidos na manutenção fisiológica da mesma, bem como daquelas que a desregulam são fundamentais para o encontro de novos princípios ativos a serem usados nos produtos hidratantes comerciais.

Por ser uma condição relativamente constante, seja de origem primária, seja de origem secundária, a xerose é o grande aliado dos cientistas nesta busca frenética por conhecimento. Além disso, a xerose instiga as empresas cosméticas a laçarem bons e novos produtos hidratantes comerciais constantemente, grandes aliados de nossa prática clínica.

O conhecimento constante destas informações criam diretrizes para nós, médicos, sabermos escolher o melhor produto, para a condição cutânea específica de nossos pacientes, satisfazendo-os e auxiliando-nos naquilo que melhor fazemos: sanar condições inquietantes para a saúde da população.




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