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Revisão
Imunoterapia no câncer de próstata
João Manzano
Grupo de Uro-oncologia. Disciplina de Urologia da Unifesp-EPM.

Unitermos: câncer de próstata, imunoterapia, terapia anti-hormonal

Numeração de páginas na revista impressa: 54 à 56

O tratamento sistêmico para câncer de próstata atualmente consiste em terapia anti-hormonal e agentes citostáticos. A deprivação androgênica, apesar de ser um tratamento efetivo para doença recorrente, possui uma duração limitada, pelo desenvolvimento de tumor hormônio-independente. No manejo dos pacientes hormônio-refratários, a quimioterapia é a principal alternativa, porém, ainda até o momento, com poucos benefícios na sobrevida desses pacientes.

Desde 2006 novos estudos com vacinas antitumorais têm sido desenvolvidos, buscando estratégias adicionais de tratamento para prevenir a progressão dos tumores localizados para avançados, além de melhorar a sobrevida dos tumores metastáticos.
Imunoterapia-alvo contra o câncer tem como objetivo atingir os mecanismos de resposta imune celular e humoral para específico reconhecimento e eliminação de células tumorais. O braço mais promissor da imunoterapia específica representa a vacinação, buscando estimular resposta das células T antitumorais com a administração de anticorpos.

A imunoterapia baseada nas células T surgiu da observação de que células T citotóxicas CD8+ têm alta capacidade de reconhecer e destruir células tumorais que expõem peptídeos derivados de antígenos tumor-associados no complexo HLA classe I.
Baseado no papel crucial dessas células T na eliminação de células tumorais, atenções têm se voltado para a identificação de proteínas associadas ao tumor que podem funcionar como alvos. O câncer de próstata pode ser considerado como um alvo atrativo para as terapias baseadas em anticorpos, pelo fato de não ser um órgão vital, podendo estender o espectro das moléculas-alvo para o tecido prostático como um todo e não especificamente para o tumor. Um número grande de proteínas tem sido estudado como possíveis antígenos-alvo na próstata e são listados na Figura 1, muitos deles já demonstraram ser efetivos em modelos animais.
Estudos clínicos fase 1/2 estão sendo realizados na tentativa de determinar a aplicabilidade, toxicidade e resposta clínica dessas terapias de anticorpos contra-alvos moleculares, muitos com respostas promissoras e geralmente com poucos efeitos colaterais.


Figura 1

Conclusão

O desenvolvimento de modalidades de tratamento mais efetivo para o câncer de próstata avançado é necessário, o qual poderá ser obtido com maior sucesso pela combinação de estratégias de vacinação associado a rádio, hormônio e quimioterapia, melhorando a sobrevida desses pacientes. Mais estudos clínicos são necessários para definir quais pacientes se beneficiariam e seriam elegíveis a esta modalidade de tratamento ou da associação com outras terapias.




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