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Editorial
A obesidade, o fumo e as estatísticas
Valdemar Ortiz
Editor Científico

Recentemente a revista eletrônica Ploss Medicine publicou um artigo, patrocinado pelo Instituto de Saúde Pública da Holanda, avaliando o impacto da obesidade e do tabagismo sobre as contas públicas na área da saúde.

A conclusão do estudo mostrou que obesos e fumantes, ao longo da vida, custam menos aos cofres públicos que não obesos e não fumantes. A causa dessa diferença parece simples, já que obesos e fumantes vivem menos porque apresentam complicações fatais, como o infarto do miocárdio e o câncer de pulmão.

Embora as campanhas de saúde pública de combate à obesidade e ao tabagismo sejam necessárias, elas não devem reduzir os custos da saúde.

Essa conclusão assusta porque o seu lado econômico é perverso. Estamos vivendo tempos de aumento de esperança de vida em nossa população e, ao mesmo tempo, um aumento galopante da obesidade. Quanto mais se vive, maiores as despesas aos cofres da saúde e da previdência.

Esse exercício contábil já concluiu que o câncer de bexiga, embora muito menos freqüente, custa mais que o câncer de próstata. Cistoscopias e ressecções endoscópicas das recorrências contribuem para esse fardo maior do câncer de bexiga.

Essa visão macroeconômica da saúde pública nos remete a algumas reflexões sobre o jogo de interesse de alguns governantes por esse mundo afora.