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Conselho Editorial
Cirurgia robótica: fim do romantismo?
Valdemar Ortiz
Editor Científico

"É impossível haver progresso sem mudanças, e quem não consegue mudar a si mesmo não muda coisa alguma"

George Bernard Shaw


O médico, nos dias atuais, tem se afastado cada vez mais do contato físico com o paciente. A inspeção, a palpação e a ausculta são métodos propedêuticos quase abandonados pelo médico moderno. Exames laboratoriais e de imagem sofisticados substituíram todo o arsenal que o médico transportava em sua maleta. Para que tocar o paciente se a anamnese e os exames permitem diagnosticar tudo?
Esse distanciamento do médico em relação ao paciente está transferindo-se também para o cirurgião. Os dedos que palpam um tumor, que sentem um batimento arterial e que identificam estruturas anatômicas durante uma operação estão sendo substituídos por instrumentos sofisticados capazes de reproduzir suas ações.

A cirurgia laparoscópica já afastou, por alguns centímetros, as mãos do cirurgião do contato íntimo com o paciente, agora a cirurgia robótica o distancia por alguns metros. Esse distanciamento físico está transformando o cirurgião num profissional técnico, como o comandante de uma aeronave, um sorriso no embarque e outro no desembarque.