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Editorial
Tenho 90 anos: devo fazer PSA ?
Valdemar Ortiz
Editor Científico

"E, no final das contas, não são os anos em sua vida que conta. É a vida nos seus anos"

Abraham Lincoln

A literatura urológica não se posiciona com clareza na definição do limite para a determinação do PSA no rastreamento do câncer de próstata. Os guidelines da AUA determinam que o rastreamento seja realizado nos homens com expectativa de vida acima de dez anos. Essa recomendação é, sem dúvida, a mais correta quando se considera a individualidade de cada homem, porém não se aplica para estudos populacionais.

O rastreamento populacional deve levar em conta a esperança de vida dos homens numa determinada região do planeta. No Brasil, para quem tem 70 anos de idade há uma esperança de vida de mais 10 anos. Portanto, no Brasil, o rastreamento populacional para o câncer de próstata deve considerar o limite superior de idade em 70 anos. Esse limite, embora correto do ponto de vista epidemiológico, pode ser cruel para alguns homens com idade acima de 70 anos e plenamente saudáveis.

Para quem tem mais de 80 anos, com PSA elavado e/ou toque retal alterado, uma abordagem prática seria realizar uma cintilografia óssea que, constatando metástase, indicaria o bloqueio androgênico. Diante de uma cintilografia normal o paciente poderia ser colocado em observação vigilante sem necessidade de biópsia.
Enquanto aguardamos estudos controlados para definir essa controvérsia, o bom senso deve prevalecer em cada situação individual.