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Válvula aórtica Hospital do Coração realiza técnica menos invasiva para troca de válvula aórtica Procedimento realizado pelo Heart Time do Serviço de Hemodinâmica do Hospital dispensa necessidade da abertura do tórax O Serviço de Hemodinâmica do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, realizou o implante de 12 próteses para a correção de estenose aórtica em idosos acima de 70 anos, sem a necessidade da abertura do tórax, devido ao risco do procedimento nessa faixa etária. A estenose aórtica é uma das doenças cardíacas que causa morte súbita com mais frequência em pacientes idosos. O procedimento é realizado pelo Heart Time do Serviço de Hemodinâmica do HCor. Considerada a melhor da América Latina, por reunir a maior experiência no emprego dessa técnica no país, a equipe é composta por intervencionista, cirurgião, cardiologista clínico, anestesista, ecocardiografista e médico da tomografia. Segundo o cardiologista responsável pelo Serviço de Hemodinâmica do HCor, Dr. Eduardo Sousa, a Estenose Aórtica (EA) degenerativa é o estreitamento da abertura da valva que separa o coração da aorta, o que aumenta a resistência ao fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para a aorta e todo o organismo. Essa doença é típica de pessoas idosas, sendo resultante do acúmulo gradativo de cálcio nos folhetos da valva. Por essa razão, a EA degenerativa inicia-se após os 60 anos de idade e não produz sintomas até os 70 ou 80 anos, e pode ser decorrente de doença reumática na infância ou com defeitos congênitos de nascimento, como a valva aórtica bicúspide. “Com uma agulha, puncionamos a artéria femoral na virilha direita ou esquerda. Introduzimos um guia que vai até a aorta, para desobstruir a valva com um balão (parecido com o stent), que libera a válvula (prótese) que substituirá a valva que está danificada e com estenose”, explica Dr. Sousa. O diagnóstico da estenose aórtica, para identificação da causa e determinação da gravidade, geralmente é feito após a constatação de um sopro cardíaco característico, que pode ser detectado pelo uso do estetoscópio, pela presença de anormalidades do pulso ou hipertrofia ventricular no eletrocardiograma. “Qualquer adulto que apresentar tonturas, desmaios, angina do peito e dificuldade respiratória ao esforço provocados por uma EA grave deve ser encaminhado para a substituição valvar (cirúrgica ou percutânea), de preferência antes que ocorra uma lesão irreparável do ventrículo esquerdo. O tratamento precoce é importante, porque previne a morte súbita, que pode ocorrer tão logo surjam os sintomas mencionados”, esclarece Dr. Sousa. Estenose Aórtica: A estenose aórtica ocorre quando a área de abertura valvar reduz-se abaixo de 1,0 cm2. Esse estreitamento importante afeta o ventrículo esquerdo (VE), que passa a bombear o sangue contra uma grande resistência. Em virtude disso surge a hipertrofia gradativa de suas paredes, o que até certo momento da evolução clínica compensa a situação. Porém com a evolução da doença, as paredes hipertrofiadas do VE passam a ter uma irrigação sanguínea relativamente insuficiente, aparecendo a angina do peito e deficiência funcional, expressa por falta de ar. Além disto, com a progressão do estreitamento valvar, surgem, principalmente aos esforços, momentos de súbita má irrigação cerebral, causando tonturas, desmaios ou síncopes, situações que podem levar à morte súbita. Serviço de Hemodinâmica do HCor – Hospital do Coração: Na Cardiologia Intervencionista, o intenso foco nos implantes percutâneos dos stents coronários farmacológicos e da prótese valvar aórtica, a correção endovascular dos aneurismas da aorta e das diversas cardiopatias congênitas, muitas delas tratadas com procedimentos híbridos cirúrgico-percutâneos são uma das marcas de vanguardismo do HCor – Hospital do Coração, que possui uma equipe reconhecida mundialmente pelas suas contribuições científicas nos procedimentos hemodinâmicos. Com know-how e expertise de ponta, o Serviço de Hemodinâmica do HCor possui três modernos laboratórios para procedimentos de cardiologia invasiva, que reúnem todos os equipamentos necessários para a realização de exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos. O setor, que faz cerca de 20 exames por dia, é considerado referência na área de saúde. Boa parte desta reputação deve-se aos trabalhos científicos desenvolvidos pelo Dr. Eduardo Sousa, médico reconhecido mundialmente pelo trabalho pioneiro com os stents recobertos com medicamentos, um marco na história da Cardiologia. Desde que esses stents começaram a ser utilizados, em maio de 2002, o HCor já implantou mais de 6.500 próteses farmacológicas, com resultados excelentes. “Na aplicação dos stents convencionais há uma incidência média de 20% de reestenoses. No caso de stents com medicamentos esta taxa não ultrapassa a 5%, afirma Dr. Sousa, que implantou o primeiro stent em humanos no mundo em 1987, e os primeiros stents farmacológicos no mundo em 1999, superando, atualmente, a marca de 10 mil pacientes tratados com próteses metálicas no HCor.
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