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Serviço de Hemodinâmica
Ministro da Saúde inaugura novas instalações no INCOR
MINISTRO DA SAÚDE INAUGURA
NOVAS INSTALAÇÕES DO SERVIÇO DE HEMODINÂMICA DO INCOR E ANUNCIA
PROGRAMAS DO MINISTÉRIO
Investimento de mais de R$ 4 milhões do Ministério e da
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo dobra a capacidade de
o Instituto realizar exames e procedimentos em cardiologia
intervencionista, área em que o Incor é um dos maiores centro de
atendimento, ensino e pesquisa do Hemisfério Sul.
O Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) recebeu o
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta terça-feira, 13 de
dezembro de 2011, para inauguração das novas instalações do
Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Incor
"Prof. Dr. Siguemituzo Arie" e lançamento dos programas
nacionais do Ministério da Saúde para Protocolo de Trombólise no
SUS e para Estímulo das Unidades Coronarianas. Como parte do
primeiro programa, o de Trombólise, o Ministro anunciou a
inclusão na tabela de pagamentos do SUS de três medicamentos
trombolíticos usados no tratamento do infarto agudo do miocárdio
(Alteplase, Tenecteplase e Clopidogrel) e do exame Troponina,
que mede o grau de morte do músculo cardíaco no infarto. Com
isso, os serviços passam a ter mais alternativas de tratamento
de emergência da doença, com melhores resultados de sobrevida e
qualidade de vida do paciente.
O Programa de Estímulo das Unidades Coronarianas prevê a criação
da 40 unidades de tratamento intensivo exclusivas para doenças
das coronárias (infarto e angina) em dez regiões metropolitanas
brasileiras que apresentam índices maiores de mortalidade por
infarto. Inclui, também, o aumento da diária nessas unidades dos
atuais R$ 400,00 para R$ 800,00.
Além desses dois programas, Padilha também assinou termo de
compromisso entre o Ministério e a indústria alimentícia para
programa de redução do sódio nos alimentos industrializados.
A modernização da infraestrutura e a atualização tecnológica do
Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Incor
visou a substituição de aparelhos antigos por quatro novos
equipamentos de hemodinâmica. O investimento de R$ 4.400.000,00
propiciou a duplicação da capacidade de o hospital realizar
exames de eletrofisiologia e tratamento por ablação, em
decorrência da criação de mais uma sala exclusiva para esses
procedimentos. Além disso, a recente modernização resultou em
imagens mais nítidas, adquiridas com maior rapidez e com
tecnologia avançada de controle de dispersão de Raio X.
Do montante investido, R$ 3.400.498,00 foram originários do FNS
(Fundo Nacional de Saúde) do Ministério da Saúde, e R$
1.000.000,00 vieram da Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo.
Maior centro especializado nessa área, o Incor possui cinco
salas de hemodinâmica e, agora, duas de eletrofisiologia. Essa
estrutura é responsável pela realização de uma média de 550
cateterismos, 150 angioplastias, 30 estudos eletrofisiológicos e
10 ablações por mês.
ENTENDA O INFARTO E A TROMBÓLISE
O infarto do miocárdio consiste na obstrução de um trecho das
artérias do coração, impedindo que o sangue alimente o músculo
cardíaco (miocárdio) de oxigênio e de nutrientes.
Isso acontece quando o diâmetro interno da artéria (luz) que já
estava reduzido, em função do depósito de placas de gordura
(ateroma), é completamente obstruído pela parada de um coágulo
sanguíneo da região. O trombo sanguíneo funciona como um
“tampão” do fluxo na artéria, impedindo a passagem do sangue.
Nessa condição, as células musculares vão paulatinamente
morrendo. O miocárdio perde progressivamente sua eficiência de
contração e, consequentemente, de bombear o sangue com eficácia
para todo o organismo.
Obstruções que fecham até 50% da área interna da artéria
aumentam enormemente o risco de a passagem do sangue ser
totalmente obstruída.
A eliminação do coágulo pode ocorrer pela dissolução por
medicamentos, chamada trombólise, ou pelo procedimento
hemodinâmico da angioplastia. No primeiro caso, são aplicadas
drogas trombolíticas, segundo um protocolo (passo-a-passo).
Os trombolíticos são usados para a dissolução de coágulos no
infarto, há 20 anos no mundo. No Brasil, eles foram introduzidos
como terapia em alguns hospitais, há quinze anos. O uso de
trombolíticos no tratamento do infarto diminui
significativamente sua letalidade. Hoje, em centros de
excelência, a mortalidade do infarto pode ser tão baixa quanto
menos de 5% dos casos.
Em hospitais de maior complexidade, que possuem unidades de
hemodinâmica e cardiologia intervencionista, como o Incor, o
protocolo de tratamento do infarto agudo do miocárdio nas
primeiras horas é a angioplastia.
SAIBA MAIS SOBRE ANGIOPLASTIA E CATETERISMO
Os procedimentos de hemodinâmica são usados para diagnosticar e
tratar uma série de cardiopatias. Com eles, pode-se, por
exemplo, estudar mais detalhadamente problemas nas válvulas do
coração, malformações congênitas e obstruções nas coronárias. Na
área de transplante, o exame tem papel fundamental no controle
da rejeição do órgão transplantado, por meio da realização do
exame de biópsia endomiocárdica. A angioplastia, geralmente
realizada utilizando stents (pequenas peças metálicas), é
largamente aplicada para dilatar artérias do coração e hoje é o
procedimento coronário mais frequentemente realizado no mundo.
A eletrofisiologia, por sua vez, foca seus procedimentos na
análise (estudo eletrofisiológico) e na correção (ablação) de
anomalias do sistema elétrico do coração que dão origem às
várias modalidades de arritmias cardíacas.
COMO FUNCIONA
Os procedimentos de hemodinâmica e de cardiologia
intervencionista (cateterismo e angioplastia) e de
eletrofisiologia (estudo e tratamento das arritmias cardíacas)
têm como característica básica o uso do cateter - delicado e
diminuto tubo que serve de veículo para a entrada de fluidos,
instrumentos e equipamentos de estudo e de intervenção no
coração.
O exame de cateterismo é realizado com o paciente deitado na
mesa do equipamento, que possui a ele acoplado um aparelho de
Raio X, entre outros componentes. O médico introduz o cateter no
corpo do paciente, através de um corte de 2 mm a 3 mm de
largura, em uma veia ou artéria. As imagens captadas em série
pelo Raio X guiam o médico, em tempo real, em seu trabalho de
fazer chegar o cateter até o órgão.
Por esse pequeno tubo é introduzido, primeiro, o contraste, que
é liberado na região do corpo que será estudada. Esse fluido
permite a visualização de detalhes do fluxo do sangue e da
dinâmica de funcionamento do órgão.
Na angioplastia, o cateter serve como veículo de intervenção do
médico para corrigir obstruções nas artérias do coração que
causam infarto e angina.
No primeiro caso, o do infarto, a obstrução fecha totalmente um
trecho da artéria e, assim, impede que o sangue alimente o
músculo cardíaco (miocárdio). No segundo caso, o da angina,
embora a obstrução da artéria seja parcial, ela é suficiente
para impedir que o sangue chegue ao músculo em quantidade
adequada. Essa condição resulta na dor no peito da qual muitos
cardiopatas se queixam.
Obstruções que fecham mais que 50% da área interna da artéria
aumentam enormemente o risco de a passagem do sangue ser
totalmente obstruída. Nessa condição, é muito comum um trombo
sanguíneo fechar totalmente o fluxo da artéria.
Para desobstruí-la, o médico introduz no cateter um balão
desinflado que, ao chegar na região da obstrução, é inflado para
“esmagar” a placa de “gordura” (ateroma) contra a parede
arterial, de maneira a abrir a passagem para o sangue.
Essa abertura é reforçada, então, pela colocação de um
dispositivo, chamado stent, para sustentar a parede da artéria.
O stent é uma mola em forma de cilindro, semelhante a um bobe de
cabelo. Assim como o balão, ele é introduzido fechado no cateter
para ser aberto assim que estiver posicionado na região da
artéria que será reforçada.
Além do coração, o cateterismo e a angioplastia podem ser
realizados para estudo e intervenção em outros órgãos do corpo
humano, como os rins e o cérebro.
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