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Revalidação de Diplomas
CRM-PB questiona a forma de validação adotada pela UFPB
REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS
CRM-PB questiona a forma de validação adotada pela UFPB
A revalidação de diplomas de Medicina pela Universidade Federal da
Paraíba (UFPB) somente por meio da equivalência curricular foi objeto de
denúncia apresentada ao Conselho Federal de Medicina (CFM). Pelo
entendimento do Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRMPB),
essa maneira de convalidar diplomas é uma contradição ao atual processo
de revalidação de diplomas de medicina patrocinado pelo Ministério da
Educação. Atualmente, este modelo segue os critérios do projeto
Revalida, que objetiva dar transparência e boa formação na prática
profissional no país.
No caso da UFPB, de acordo com o apresentado pelo CRM-PB, a universidade
publicou dois editais para revalidação de diplomas e certificados
estrangeiros de graduação em Medicina, nos quais a decisão apresenta
indícios de irregularidade. O relato foi feito ao CFM pelo presidente do
conselho regional, João Medeiros. O problema reside no fato de que a
Resolução 3/10, homologada pelo Centro de Ciências Médicas da UFPB,
conflita com as diretrizes e regras definidas pela Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação e resoluções do Consepe-UFPB.
“Como o colegiado do Centro de Ciências Médicas está hierarquicamente
abaixo do Consepe, entendemos que há vício formal que deve ser corrigido
para garantir que os termos legais e administrativos sejam observados do
modo correto”, afirmou o conselheiro Dalvélio Madruga, representante da
Paraíba no CFM. A denúncia também causou repercussão no Ministério
Público Federal, que recomendou suspender a emissão de certidões de
revalidação de diplomas estrangeiros até que a decisão tomada pela UFPB
seja esclarecida.
Segundo o procurador Regional dos Direitos do Cidadão na Paraíba,
Duciran Farena, inconsistências verificadas no edital de convocação de
interessados na revalidação e na resolução podem, em tese, levar ao
reconhecimento indiscriminado de diplomas de cursos inidôneos ou com
nível de exigência incompatível com a prática médica no país.
Há indícios, afirmou Farena, de que houve uma corrida nacional de
portadores de diplomas de Medicina expedidos por cursos estrangeiros,
especialmente oriundos da Bolívia e Cuba, à UFPB, na crença de que não
haverá exigência de prova para a revalidação.
Há indícios, afirmou Farena, de que houve uma corrida nacional de
portadores de diplomas de Medicina expedidos por cursos estrangeiros,
especialmente oriundos da Bolívia e Cuba, à UFPB, na crença de que não
haverá exigência de prova para a revalidação.
Palavras chave: diploma médico, Conselho Federal de Medicina
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