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Quimioterapia oral
Planos devem cobrir quimioterapia oral
Planos devem cobrir quimioterapia oral
A CAS - Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal discutiu
em 15 de dezembro último a proposta de ampliar a cobertura dos
planos de saúde, para incluir o tratamento oral de
quimioterapia, de acordo com o projeto de lei do Senado (PLS
352/11).
O presidente da AMB, Florentino Cardoso, participou da audiência
pública e falou que a AMB estará sempre defendendo o que for
melhor para os pacientes. A quimioterapia oral já tem larga
aceitação e resultados excelentes em vários tipos de câncer
(mama, pulmão, rim etc.). Existem situações em que a
quimioterapia oral tem custos inferiores a determinados
tratamentos convencionais (por via venosa). Lembrou ainda, que
existem "custos não mensuráveis", apontando que "resultados
iguais ou melhores" podem ser alcançados com o tratamento em
casa, onde o paciente está perto da família e tem menos riscos
para contrair outras doenças, quando no ambiente hospitalar.
Florentino Cardoso também chamou a atenção que, nesse momento, a
prescrição desses quimioterápicos deve ser feita por médicos
especialistas e sob diretrizes clínicas.
A vantagem do tratamento em casa também foi ressaltada pela
presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, para quem a
legislação deveria ser atualizada para incluir tratamentos orais
de quimioterapia nos planos de saúde privados.
As pessoas portadoras de neoplasias devem ter direito ao "que há
de melhor" para seu tratamento. Essa é a opinião manifestada por
Waldemir Moka (PMDB-MS) relator do projeto, apresentado por Ana
Amélia (PP-RS). Moka também avalia que "quem sai na chuva é para
se molhar. Não posso colocar no mercado um plano de saúde e,
após 20 anos, quando o cliente mais precisa, dar a informação de
que infelizmente o seu caso não tem cobertura".
Representante da Agência Nacional de Saúde ¬Suplementar (ANS),
Martha Regina de Oliveira observou que os medicamentos orais já
possuem eficácia muitas vezes superior à dos tratamentos
tradicionais endovenosos.
Por sua vez, o médico Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia
do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, informou que já existem
mais de dez drogas orais para o tratamento do câncer. Não deve
haver liberdade excessiva na prescrição de medicamentos desse
custo. O sistema de saúde complementar deveria ver essas
medicações como vê as endovenosas, pois estas vão ser a exceção,
e a rotina vai ser o tratamento oral, mais eficiente e
provavelmente mais econômico — previu Hoff.
Para o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo,
Arlindo de Almeida, a inclusão de mais obrigações para os planos
pode acabar "elitizando" o sistema. |