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Projeto
Borboleta
Telessaúde pretende melhorar programas de saúde da família Projeto Borboleta usará smartphones para otimizar atendimentos feitos pelo Centro de Saúde Escola do Butantã Do USPonline O Instituto de Matemática e Estatística (IME), junto com a Faculdade de Medicina (FMUSP) e o Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa (CSEB), que fica no bairro do Butantã, em São Paulo, uniram-se em parceria e desenvolveram o programa de telessaúde Borboleta, que tem como principal modernizar o serviço de Atenção Domiciliar Primária do CSEB. “Trata-se de um projeto multidisciplinar e que pode trazer um grande benefício a sociedade”, opina Rafael Correia, pesquisador do IME que participou do desenvolvimento do sistema. O Borboleta é um software de código aberto, programado em linguagem Java, que será utilizado pelas equipes do programa de saúde da família do CSEB. O projeto visa otimizar não só o registro dos acompanhamentos, mas também o agendamento de visitas, anteriormente feito sem um controle mais efetivo, além da criação de um catálogo de doenças e de um sistema de controle da demanda por medicamentos — somente este último não está completo, de acordo com o pesquisador. Ainda em fase de testes, prevê-se que, a partir da utilização do Borboleta, haja um aumento na produtividade da equipe médica. “Indiretamente, isso pode levar a um aumento na precisão dos dados, o que deve gerar uma eficiência maior nos atendimentos. Além disso, há a possibilidade de se dedicar mais ‘atenção’ aos pacientes, embora esse último seja um aspecto bem subjetivo”, acredita, enfatizando que, “com a Tecnologia da Informação (TI), toda a documentação física pode ser transformada em eletrônica, trazendo vantagens como buscas mais fáceis por dados e menor custo de armazenamento”. O projeto teve início em 2007. “Foi um grande desafio, porque, na época, tanto os aparelhos portáteis quanto os sistemas para desenvolvimento de programas dedicados a eles eram rudimentares”, relembra Correia. O Borboleta, que foi programado na linguagem de computadores Java, é na verdade parte de outro sistema chamado Sagui Saúde, que serve como um servidor, dando suporte ao Borboleta. O Sagui, por sua vez, foi desenvolvido na plataforma Rub on Rails — utilizada também, por exemplo, pelo site Twitter — e usa o sistema Postgre SQL como banco de dados. Os dados inseridos pelos agentes de família no Borboleta são, portanto, armazenados dentro do Sagui, por intermédio do Postgre SQL. “O Borboleta é voltado puramente para a ADP, enquanto o Sagui Saúde é muito maior e procura englobar outros aspectos mais gerais, como o gerenciamento de todo o CSEB”, explica o pesquisador. Mais informações: email rafaemj@ime.usp.br Palavras chave: Atenção Domiciliar Primária, Centro de Saúde Escola do Butantã, IME, Saúde, Tecnologia da Informação (TI) |