Medicamentos
biológicos
Brasil define
normas: medida
anunciada
Brasil define
normas para
cópia de
medicamentos
biológicos
Medida
anunciada pelo
ministro da
Saúde incentiva
a fabricação
nacional de
produtos com
patentes
vencidas. Área
compromete 34%
do orçamento do
SUS
O ministro da
Saúde, Alexandre
Padilha,
anunciou, nesta
quarta-feira
(19), no Rio de
Janeiro, durante
a Conferência
Mundial de
Determinantes
Sociais da
Saúde, a
publicação de
normas que
servem de base
para a cópia,
registro e
produção de
medicamentos
biotecnológicos
no país. Esses
produtos, como
vacinas, kit
diagnóstico e
tratamento para
doenças como
câncer, são
criados a partir
de organismos
vivos ou parte
deles. A medida
é um estímulo ao
ingresso da
indústria
nacional neste
mercado, com
base em patentes
de produtos
vencidos e
preparar-se para
os estão para
vencer. A nova
normatização
sobre o setor
será publicada
pela Anvisa
(Agência
Nacional
Vigilância
Saúde).
“Os produtos
biotecnológicos
são a nova
fronteira de
produtos mais
eficazes e
seguros para a
população. A
Anvisa, ao
estabelecer as
regras de
registro no
país, está
incentivando a
participação da
indústria
nacional neste
mercado. E
quando
começarmos a
produzir aqui
esses
medicamentos,
vamos reduzir os
custos de compra
e,
consequentemente,
atender ainda
mais pessoas”,
destacou o
ministro
Padilha.
A biotecnologia
tem
revolucionado a
investigação e o
desenvolvimento
de novos
medicamentos,
mas chegam ao
mercado a um
custo muito
maior que os
demais produtos.
Para se ter uma
idéia do
impacto, esses
materiais hoje
representam 1%
da oferta do
Sistema Único de
Saúde, no
entanto
comprometem 34%
do orçamento do
Ministério da
Saúde para
compra de
medicamentos.
Hoje esses
produtos são
utilizados no
tratamento de
câncer, doenças
inflamatórias e
infecciosas,
entre outras.
“Acreditamos que
a nova
regulamentação
proposta,
fornecerá as
diretrizes
legais e
científicas
necessárias ao
desenvolvimento
de cópias de
produtos
biotecnológicos
no Brasil e
preencherá
lacunas
regulatórias
existentes
anteriormente”,
disse Dirceu
Raposo,
diretor-presidente
da Anvisa. O
esforço da
Anvisa coincide
com o fim da
patente de
produtos
biológicos e
possibilidade de
início da
produção de
cópias no país.
As normas são
apresentadas em
quatro guias
criados pela
agência e
estarão
disponíveis em
sua página na
internet
(www.anvisa.gov.br).
Dois dos
materiais
aprovados pelo
órgão trazem
informações para
o registro de
eparina, um
anticoagulante,
e alfa
interferon,
usado no
tratamento de
doenças
infecciosas.
Além disso, foi
criada uma
Câmara Técnica
de Medicamentos
Biológicos, que
facilitará a
implementação de
regras neste
setor.
Em reunião com
representantes
da indústria
nacional na
manhã desta
quarta-feira
(19), a
diretora-geral
da Organização
Mundial de Saúde
destacou que,
com o
crescimento que
o mercado
brasileiro vem
apresentando, o
país tem
capacidade para
exportar
produtos e,
principalmente,
para não perder
a oportunidade
do mercado de
biosimilares.
Segundo ela,
para ultrapassar
essas barreiras
é preciso que o
país invista em
tecnologia.
Por Camila
Rabelo, da
Agência Saúde –
Ascom/MS
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