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Idosos e o AVC
Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que idosos são maioria entre hospitalizados por AVC

Mais de 15 mil idosos são internados em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC) na rede pública do Estado de São Paulo

Segundo o último levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, cerca de 110 pacientes são internados por dia em hospitais públicos do Estado de São Paulo em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC). Em 2010 houve 38,9 mil internações por AVC no SUS (Sistema Único de Saúde) paulista, número acima das 36,1 mil registradas em 2009, o que representa um aumento da patologia para mais de 2 mil pessoas.

Com o avanço do envelhecimento populacional, fenômeno que ocorre no Brasil (hoje o país tem 14,5 milhões de idosos, segundo IBGE), as doenças típicas da maturidade também ganham proporções maiores. De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC é a doença cardiovascular que mais mata os adultos brasileiros. Dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) apontam que a cada ano surgem 250 mil novos casos de AVC no país, sendo que 40% das aposentadorias precoces decorrem dos derrames e infartos.

No Estado de São Paulo, pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença, com 15,9 mil internações só em 2010. A segunda faixa etária com mais hospitalização é de 50 a 59 anos, com 7,3 mil registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5,5 mil internações.

Entre as principais causas de AVC está a fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca comum, que afeta principalmente as pessoas com idade avançada. “O acidente vascular cerebral decorrente da fibrilação atrial tende a ser mais grave do que o AVC causado por aterosclerose (placas de gordura que obstruem as veias no cérebro)”, explica o Dr. Roberto Miranda, chefe do Serviço de Cardiologia da Disciplina de Geriatria da UNIFESP e presidente do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). “Para um paciente idoso, as consequências de um AVC relacionado à arritmia cardíaca são mais complicadas, pois o derrame tende a ser mais extenso, com mais sequelas motoras e tempo de internação maior, fatores que pioram muito sua qualidade de vida”, comenta Miranda.

De acordo com o Dr. Mauricio Scanavacca, cardiologista do Grupo de Arritmias Cardíacas do Instituto do Coração (Incor, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), cerca de 60% dos pacientes acima dos 75 anos com fibrilação atrial são mulheres. “É uma doença que praticamente não acomete pessoas jovens e está relacionada a fatores como hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares pré-existentes”, afirma Scanavacca.

No entanto, os especialistas afirmam que é possível prevenir o AVC em boa parte dos pacientes com fibrilação atrial com o uso de anticoagulantes modernos, como a rivaroxabana (Xarelto®, da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, atualmente em fase de aprovação pela ANVISA para essa indicação). “O tratamento padrão aplicado nos últimos 50 anos à base de varfarina é eficaz, no entanto, de difícil administração e acompanhamento por parte de médicos e pacientes, pois demanda a realização de exames periódicos para verificar a coagulação sanguínea e também possui diversas interações com outros medicamentos usados pelos pacientes mais idosos, bem como com alimentos”, destaca o Dr. Mauricio Scanavacca.

O surgimento de anticoagulantes modernos como Xarelto® é visto como uma oportunidade de ampliar a prevenção do AVC entre os pacientes com fibrilação atrial. “Até o momento, com apenas um tratamento que possui diversas limitações, o número de pessoas beneficiadas pela prevenção não é grande, o que deve mudar com o surgimento de drogas de administração mais fácil”, conclui o Dr. Roberto Miranda.

Sobre a fibrilação atrial (FA) – A fibrilação atrial é o distúrbio mais comum do ritmo cardíaco e tem o avanço da idade como um dos principais fatores de risco. Em pacientes com fibrilação atrial, o batimento cardíaco irregular torna-os vulneráveis ​​à formação de um coágulo de sangue nos átrios.

Esses coágulos podem viajar para o cérebro por meio do sistema circulatório, resultando em um AVC. O acidente vascular cerebral causa danos ao cérebro e pode resultar em incapacidade física e comportamental, ou mesmo morte. Pessoas com fibrilação atrial correm um risco cinco vezes maior de AVC em comparação com a população em geral. Cerca de um terço desses pacientes sofrerá um derrame cerebral.

Sobre a rivaroxabana (Xarelto®, da Bayer HealthCare Pharmaceuticals) – A rivaroxabana é um anticoagulante oral que foi descoberto nos laboratórios da Bayer HealthCare, em Wuppertal, na Alemanha, e está sendo desenvolvido em conjunto pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals e a Johnson & Johnson Pharmaceutical Research & Development, L.L.C.

Esse princípio ativo tem um rápido início de ação com uma dose-resposta previsível e alta biodisponibilidade, não exige o monitoramento da coagulação e também possui pouco potencial de interação com alimentos e outros medicamentos.

A rivaroxabana é comercializada sob a marca Xarelto® para prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes adultos, após cirurgias eletivas de substituição do joelho ou quadril e é o único anticoagulante oral que tem demonstrado eficácia superior em relação à enoxaparina para esta indicação. Até o momento, a rivaroxabana foi lançada com sucesso pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals em mais de 85 países, incluindo o Brasil, para esta indicação. Nos EUA, onde a rivaroxabana foi lançada em julho de 2011, a Janssen Pharmaceuticals, Inc. (a empresa Johnson & Johnson) detém seus direitos de comercialização.

O extenso programa de ensaios clínicos que apoiam a rivaroxabana faz com que ela seja o inibidor oral direto do Fator Xa mais estudado e amplamente divulgado. Os estudos, publicados e em andamento, envolvem mais de 75 mil pacientes para a prevenção e tratamento de doenças venosas e tromboembólicas arteriais, em uma ampla gama de condições agudas e crônicas, incluindo a prevenção do AVC em pacientes com fibrilação atrial, o tratamento de TEV e a prevenção secundária da Síndrome Coronária Aguda.

O Comitê Europeu de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) – que faz parte da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) – acaba de recomendar a aprovação de Xarelto® para a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial (FA), para o tratamento da trombose venosa profunda (TVP) e para prevenção de TVP recorrente e embolia pulmonar (EP) em pessoas que já sofreram um episódio de TVP.

A expectativa da Bayer é de que, em breve, seja possível oferecer aos pacientes e médicos da Europa uma alternativa eficaz para prevenção e tratamento desses problemas cardiovasculares, os quais estão entre as principais causas de morte no continente.

A decisão da Comissão Europeia deverá ser divulgada no quarto trimestre de 2011 e uma aprovação transformará Xarelto® no único anticoagulante oral disponível para pacientes adultos em três indicações em todos os países membros da UE.

A recomendação do CHMP para aprovar Xarelto® para a prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial é baseada na importância dos benefícios clínicos demonstrados no ROCKET AF, um estudo global rigoroso, duplo-cego de fase III que comparou a rivaroxabana uma vez ao dia com a varfarina em mais de 14 mil pacientes. Os resultados do estudo ROCKET AF foram apresentados no Congresso da American Heart Association (AHA) em novembro de 2010 e publicados no New England Journal of Medicine, em agosto de 2011.

Sobre a Bayer HealthCare Pharmaceuticals: A Bayer HealthCare Pharmaceuticals, divisão da Bayer HealthCare, reúne 38 mil funcionários, em mais de 150 países e está entre as 10 maiores corporações de especialidades farmacêuticas do mundo com faturamento anual superior a €10 bilhões. A Bayer HealthCare Pharmaceuticals é formada pela união mundial da Bayer e da Schering AG, oficializada em 2006. A unidade brasileira é a sua maior subsidiária na América Latina. A atuação no Brasil contempla diferentes áreas de negócio: Saúde Feminina, Medicina Especializada, Medicina Geral e Diagnósticos por Imagem.