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Hospital do
Grajaú Sírio-Libanês assume
gestão de hospital e ambulatório estadual em SP
Acordo entre a Secretaria de Estado da Saúde e o Instituto de
Responsabilidade Social Sírio-Libanês foi oficializado nesta 6ª
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo oficializou nesta
sexta-feira, 27 de janeiro, acordo com o Instituto de
Responsabilidade Social Sírio-Libanês, para gestão do Hospital
Geral do Grajaú e do AME (Ambulatório Médico de Especialidades)
Interlagos, ambos na zona sul da capital.
Os dois serviços estaduais atendem, pelo SUS (Sistema Único de
Saúde), a uma população de mais de dois milhões de habitantes
que moram entre os bairros Capela do Socorro e Parelheiros. É a
primeira vez que o Sírio passa a administrar unidades públicas
estaduais de saúde, sob o modelo de OSS (Organização Social de
Saúde) implantado desde 1998 pelo governo paulista.
Com contrato para os próximos cinco anos, o Sírio deverá receber
mais de R$ 600 milhões da Secretaria para administrar o hospital
e o AME. Para 2012 o orçamento do hospital do Grajaú cresceu
16,7%, passando de R$ 89 milhões para R$ 103,8 milhões. O AME
teve seu orçamento reajustado em 11,5%, passando de R$ 10,4
milhões para R$ 11,6 milhões em 2012.
No Hospital Geral Grajaú, referência em maternidade de alto
risco e de atendimento de média complexidade, o contrato prevê
14.496 internações e 288 mil atendimentos de urgência no
primeiro ano. Além disso, a OSS deve garantir a realização de
pelo menos 1.200 exames de ultrassonografia ainda em 2012. Os
contratos são flexíveis e ajustados conforme a demanda. O
hospital tem atualmente 246 leitos operacionais e 1.245
funcionários.
Já no AME Interlagos, referência ambulatorial na região, o
contrato prevê a realização de 102.960 atendimentos
ambulatoriais por ano entre as 20 especialidades médicas que a
unidade oferece, 50.088 atendimentos não médicos, 1.620
cirurgias ambulatoriais e 6.576 diagnósticos em radiologia,
endoscopia e especialidades.
Segundo a diretora geral do Hospital Geral do Grajaú e do AME
Interlagos, Jocelene Batista Pereira, este tipo de parceria com
OSS permite utilizar recursos do Estado para melhorar a
assistência em saúde aos usuários do SUS, com gestão eficiente e
ágil.
“Queremos aprimorar ainda mais essa gestão, conseguindo manter o
custo previsto no orçamento mas mantendo um padrão de excelência
e qualidade ao atendimento médico prestado à população.
Pretendemos também ampliar a área de ensino e pesquisas na
unidade”, diz a diretora.
A expectativa é que, durante a vigência do contrato de gestão, a
Secretaria amplie do número de cirurgias realizadas pelo AME e
promova a implantação de um hospital-dia para prestar
atendimento e assistência aos pacientes que serão submetidos a
procedimentos terapêuticos, pequenas cirurgias e aqueles que
necessitam de observação de até 12 horas.
O modelo de hospital-dia visa proporcionar melhor gestão dos
leitos de internação clínica e cirúrgica, possibilitando ampliar
o atendimento, além de permitir ao paciente permanecer mais
tempo com a família.
Em relação ao Hospital Geral do Grajaú, a prioridade é rever os
fluxos do pronto-socorro e a estrutura física para melhor
atender aos pacientes, em parceria e integração com os demais
serviços de saúde existentes na região. Gradativamente unidade
deverá se tornar referência em atendimentos especializados em
neurotraumas, incluindo a realização de neurocirurgias.
“O SUS paulista ganha dois equipamentos públicos de saúde com a
grife do Sírio Libanês, um hospital reconhecido pela excelência
e qualidade de seu corpo clínico e administrativo”, afirma
Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.
Organizações Sociais de Saúde
Atualmente 37 hospitais, 38 ambulatórios, 1 centro de
referência, duas farmácias e três laboratórios de análises
clínicas do Estado são administrados por Organizações Sociais de
Saúde. Os novos hospitais, inaugurados desde 1998, colocaram a
serviço do SUS cerca de 6.000 novos leitos no Estado de São
Paulo.
O contrato de gestão com as OSS define as metas assistenciais de
saúde que o hospital deverá atingir, seja de quantidade ou
qualidade.
O Estado tem a responsabilidade da manutenção financeira desses
hospitais e controla onde e como é investido o dinheiro público.
Mensalmente o governo paulista recebe um relatório com a
prestação de contas das OSS, contendo a discriminação dos gastos
e do atendimento realizado. O documento é encaminhado,
posteriormente, ao Tribunal de Contas do Estado e a uma comissão
composta por dois representantes do Conselho Estadual de Saúde,
outros dois da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa e por
técnicos indicados pela Secretaria, garantindo a transparência
do processo.
As Organizações Sociais de Saúde paulistas inspiraram modelos
similares adotados por estados como Rio de Janeiro e Bahia, além
de municípios como São José dos Campos, Guarulhos e a capital
paulista.
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