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HC-SP alerta

Crianças c/Psoríase e Vitiligo são vítimas de bullying

Hospital das Clínicas alerta:
crianças com Psoríase e Vitiligo são vítimas de bullying nas escolas


No mês em que se comemora o Dia das Crianças, a Dermatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP alerta para a prática do bullying nas escolas. Segundo a Dra. Zilda Najjar, das doenças crônicas mais freqüentes da pele, as crianças portadoras de Psoríase e Vitiligo são as grandes vítimas.

Uma alta porcentagem de crianças com estas dermatoses em tratamento no hospital, adianta a médica, apresentam angústia, depressão, estresse e ansiedade, fatores que agravam as doenças, que acometem cerca de dois milhões de habitantes no Brasil.

A falta de conhecimento é a principal responsável pelo preconceito, que causa humilhação e vergonha e, na maioria das vezes, levam às crianças a se afastarem do convívio social ou a esconderem sua condição através de blusas de mangas longas, calças compridas e chapéus.

Outro alerta diz respeito aos pais. Eles não devem esconder que a criança é portadora de Psoríase ou Vitiligo. Do contrário, precisam tratar o assunto de maneira natural com os professores. “A conscientização é importante para que a escola não seja mais um agente estigmatizador”.

A psoríase é uma doença inflamatória, não contagiosa, que causa o aparecimento de placas avermelhadas com escamas esbranquiçadas na pele. Os braços, pernas e couro cabeludo são as áreas mais acometidas, porém a doença pode comprometer qualquer região do corpo e até mesmo se disseminar. A exposição solar moderada auxilia o tratamento. O diagnóstico é clínico e o tratamento depende da extensão do quadro apresentado.

Vitiligo: O Vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da pigmentação natural da pele. Causas genética, emocional e autoimune podem desencadear a doença, que se manifesta em qualquer idade. O diagnóstico precoce leva à cura em quase 50% dos casos.

A despigmentação da pele ocorre geralmente em forma de manchas brancas. As áreas mais afetadas são: face, punhos, dorso das mãos, dedos, axilas, pescoço, cotovelos, joelhos, virilha e antebraços. A maioria dos pacientes procura o médico pelo transtorno estético que a doença ocasiona. O tratamento é geralmente local e há melhora com a exposição da área à luz solar ou fototerapia de forma controlada.