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Células-tronco
Pesquisadores apresentam estudos sobre células-tronco normais e neoplásicas em São Paulo Aplicação e desafios no campo da terapia gênica serão debatidos em conferência na USP, dias 25 e 26 Os aspectos relativos às células-tronco como ferramentas para estudo de doenças e o potencial desta tecnologia para gerar órgãos ex-vivo e até mesmo sistemas celulares para testar medicamentos serão discutidos no encontro “Células-Tronco: normais e neoplásicas”, que acontece na Universidade de São Paulo (USP), nos dias 25 e 26 de outubro. De acordo o hematologista, Eduardo Rego, que é um dos coordenadores do encontro, várias doenças hematológicas benignas e malignas são candidatas a terapia celular, como as leucemias, além de beneficiarem outras áreas da medicina. “Quando estudamos quais os mecanismos que fazem uma célula do rim ser uma célula do rim (o mesmo sendo válido para qualquer tecido e orgão), abre-se uma oportunidade para novos tratamentos das doenças genéticas, degenerativas ou malignas e, portanto, todas as especialidades médicas podem se beneficiar”, relata Eduardo Rego, que também é vice-diretor financeiro da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH). O hematologista explica que, só as células-tronco normais têm aplicação, enquanto o desafio, no caso das do câncer (neoplásicas), é como eliminá-las. E, para discutir os avanços e desafios da terapia gênica, nove pesquisadores internacionais de destaque na área apresentarão resultados de pesquisas e as perspectivas futuras de desenvolvimento no campo da terapia celular. Dentre eles, o Professor Ravindra Majeti, da Universidade de Stanford (Estados Unidos), apresentará resultados de sua pesquisa em que explora uma proteína frequentemente expressa pelas células-tronco da leucemia como um alvo para o tratamento. Já o professor Tsvee Lapidot, do Weizmann Institute of Science (Israel), um dos pesquisadores que propôs o conceito e demonstrou as primeiras evidências da existência de células-tronco leucêmicas, apresentará dados sobre como funciona a rede de sinais, que promove a interação entre os sistemas nervoso e hematopoiético, há pouco tempo identificada por ele. Eduardo Rego destaca que no campo da terapia celular, embora ainda em fase experimental, o Brasil tem uma inserção científica significativa no tema, como no caso dos estudos sobre a aplicação da terapia celular em doenças autoimunes ou degenerativas (diabetes tipo 1, lúpus e esclerose múltipla) ou degenerativas; os estudos genômicos comparando diferentes tipos de células-tronco, e a geração de uma linhagem brasileira de células-tronco embrionárias, entre outros. Tipos de células-tronco normais: hematopoiéticas, mesenquimais e embrionárias Hematopoéticas - as mais usadas. São a base da regeneração da medula óssea após os transplantes de medula óssea. Mesenquimais - As mesenquimais são de grande interesse, pois possuem capacidade de modular o sistema imune. Por exemplo, seu uso nos transplantes em que a compatibilidade entre doador/receptor não é completa. Nestes casos pesquisas indicam que o uso das mesenquimais reduzem a doença do enxerto contra hospedeiro (DECH). Embrionárias - As células-tronco embrionárias atraem a atenção pela sua enorme capacidade de diferenciar-se em células de diferentes tecidos. “Deve-se ter em mente, que o uso destas células, na maior parte das situações deve ser vista como experimental, e submetida a crítica científica, por meio de desenhos experimentais adequados”, alerta o especialista.(qual deles) Sobre a Conferência A iniciativa faz parte do programa de Conferências da Universidade de São Paulo (USP) e conta com o apoio da ABHH, da FMUSP-Ribeirão Preto e, do Hemocentro de Ribeirão Preto. Sob a coordenação do Dr. Dimas Tadeu Covas (FMRP-USP e vice-presidente da ABHH); Dr. Eduardo Rego (FMRP-USP e vice-diretor da ABHH); Dr Lygia Veiga Pereira (Instituto de Biociências da USP), e Dr. Flávio Meirelles (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP), o encontro tem por objetivo promover a integração científica entre cientistas internacionais e especialistas brasileiros em hematologia e hemoterapia, além de áreas correlatas, que atuem ou tenham interesse no campo da terapia celular. Programação e informações: www.abhheventos.com.br/stemcells2011/ |