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Arritmias -
HCor
Serviço de Arritmias do Hospital do Coração realiza primeiro mapeamento eletroanatômico do Brasil Novos equipamentos de última geração como o Ensite Velocity™ e o Carto 3™ reproduzem imagens tridimensionais do interior do coração, sem uso de Raios-X, e permitem o mais avançado mapeamento espacial das arritmias cardíacas O método mais utilizado para o tratamento definitivo das arritmias cardíacas é a ablação por radiofrequência termo-controlada por computador. Este foi o maior avanço no tratamento das arritmias que ocorreu no final do século passado e o HCor - Hospital do Coração, em São Paulo, foi um dos primeiros hospitais da América do Sul a realizar este procedimento. Entretanto o sucesso e a segurança desta técnica dependem de um mapeamento detalhado do foco de origem da arritmia. Desta forma, o Serviço de Arritmias Cardíacas do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, acaba de receber dois novos equipamentos que aliam a mais alta tecnologia para reproduzir virtualmente a superfície interna do coração e mapear as arritmias cardíacas em 3 dimensões. Os dois sistemas, Carto 3™ (Biosense Webster / Johnson & Johnson-USA), e Ensite Velocity™ (St. Jude Medical-USA) já estão sendo utilizados rotineiramente no tratamento definitivo das arritmias cardíacas no laboratório de eletrofisiologia do HCor, inserindo o hospital no rol dos centros mais avançados da cardiologia mundial. “Foi no laboratório de eletrofisiologia do HCor que realizamos o primeiro mapeamento eletroanatômico do Brasil utilizando a nova tecnologia do sistema Velocity”, relata o Dr. Enrique Pachón, coordenador do serviço. Os pacientes do HCor contam agora com o que há de mais moderno no mundo em mapeamento tridimensional. Com excelente definição os aparelhos podem reproduzir a superfície interna do coração e seus vasos, tornando possível visualizar os catéteres utilizados nos procedimentos, com altíssima precisão e em tempo real. “Podemos acrescentar outras vantagens como a redução do tempo dos procedimentos, redução significativa de radiação e a não utilização de contraste injetável. Tudo é obtido através de ondas eletromagnéticas aplicadas na superfície do tórax e o uso de uma tecnologia semelhante ao GPS, de forma absolutamente indolor”, explica o Dr. Pachón. Todas as arritmias cardíacas podem ser tratadas com esta tecnologia. A aplicação maior é no tratamento definitivo da fibrilação atrial por ser o tipo de arritmia mais frequente. Nos EUA existem mais de 5 milhões de portadores, número que deverá triplicar até 2050. Essa arritmia apresenta considerável risco de tromboembolismo que é a formação de coágulos no coração os quais podem se desprender e causar AVC - Acidente Vascular Cerebral (conhecido como derrame). Pacientes que sofreram infarto do coração e estão apresentando algum tipo de palpitação após o tratamento inicial, também serão beneficiados com os novos equipamentos. "No Brasil 26% dos pacientes com mais de 80 anos, que já tiveram acidente vascular cerebral, são portadores de fibrilação atrial. Mesmo na fibrilação atrial isolada, sem cardiopatia estrutural, o risco de tromboembolismo duplica. Nos casos de fibrilação atrial da cardiopatia reumática o risco pode aumentar até 17 vezes em relação à população normal”, explica Dr. Pachón. A Ablação por Radiofrequência (ARF) guiada pelo mapeamento tridimensional e espectral continua sendo o tratamento definitivo mais indicado. Além da possibilidade de cura, o procedimento é indolor, não precisa de abertura do tórax e internação em UTI, sendo realizada sem cirurgia numa curta internação de dois dias e com baixíssimo índice de complicações. O sucesso pode variar de 70% a 93% e depende da técnica e do tipo de fibrilação atrial, sendo maior quanto mais precoce for o tratamento. Serviço de Arritmias Cardíacas do Hospital do Coração Com um dos mais avançados centros tecnológicos de saúde da América Latina, o HCor atende mais de 1,5 mil pacientes por mês para investigação diagnóstica, prevenção e tratamento dos mais variados tipos de arritmias cardíacas. “Trata-se de uma questão que merece atenção permanente. O tratamento preventivo das arritmias cardíacas é altamente eficaz permitindo evitar grande número de casos de morte súbita” explica Dr. Pachón. Além disto, o tratamento através da ablação por ondas de rádio aplicadas com soro fisiológico permite curar uma grande variedade de arritmias sem a necessidade de cirurgia. “Os focos das arritmias são eliminados sem abertura do tórax, por meio de um eletrodo posicionado sob controle computadorizado e radiológico que aplica radiofrequência através de soro fisiológico, de forma totalmente indolor. O paciente permanece no hospital de um a dois dias, e poderá retornar rapidamente para suas atividades”, acrescenta. Adicionalmente, um dos diferenciais do Serviço de Arritmias HCor é a Telemedicina capaz de transmitir o eletrocardiograma de um paciente de qualquer parte do país e devolver o laudo em alguns minutos. Outro grande avanço do serviço é o Web-Looper, equipamento portátil que grava o ritmo cardíaco e envia o eletrocardiograma, em tempo real, via internet, diretamente para o médico, permitindo um diagnóstico imediato das arritmias que frequentemente estão ausentes durante a consulta médica. O Serviço de Arritmias do HCor também é um dos centros pioneiros e com maior experiência no implante dos ressincronizadores cardíacos, que são marcapassos especiais que utilizam pelo menos três eletrodos. Estes marcapassos promovem a estimulação sequencial do coração em vários pontos, sincronizando as paredes cardíacas. “Este recurso permite aumentar a eficiência do coração que apresenta insuficiência cardíaca bem como a melhora da qualidade de vida e a redução da mortalidade destes pacientes”, salienta Dr. Pachón. O HCor sempre foi inovador e pioneiro, buscando oferecer aos seus pacientes os mais avançados recursos, tanto de diagnóstico quanto de tratamento. A Instituição reúne profissionais especializados e equipamentos de ponta para oferecer o que há de melhor na cardiologia mundial, tendo se transformado num centro de referência para o diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças cardiovasculares. |