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Aneurisma
Cirurgia minimamente invasiva corrige aneurisma com rápida recuperação do paciente O procedimento será discutido no 39º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular em São Paulo Especialistas de todo país se reúnem em São Paulo, entre 11 e 15 de outubro, no 39º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular. O evento discutirá as novas tecnologias e dispositivos médicos para tratamentos minimamente invasivos. Um dos principais temas desta edição é a técnica endovascular para tratar aneurisma da aorta abdominal (AAA). A doença acontece quando a aorta, principal artéria do corpo humano, se dilata na região do abdome causando o enfraquecimento das paredes arteriais. Estima-se que a doença atinja cerca de 6% da população mundial acima dos 65 anos, sendo mais comum em homens acima dos 50 anos. Seus principais fatores de risco são o tabagismo, hipertensão, colesterol alto, aterosclerose e histórico familiar. O aneurisma é silencioso, já que na maioria das vezes não provoca sintomas. Geralmente ele é detectado por acaso, durante exames de rotina. Mas se não é descoberto em tempo, apresenta alto risco de morte. “Muitas vezes, só se descobre o aneurisma quando ele se rompe. Infelizmente, nem sempre o atendimento acontece em tempo hábil para se fazer uma intervenção”, afirma O Dr. Roberto Takeda, cardiologista e gerente médico da Medtronic. “A ruptura do aneurisma leva a um sangramento fatal entre 80% e 90% dos casos, daí a importância do tratamento precoce”. Exames simples de imagem, como o ultrassom ou mesmo a radiografia, podem identificar o aneurisma ainda no início. “O ideal seria que todas as pessoas acima dos 50 incluíssem a checagem da aorta abdominal e torácica no check up anual,” explica o médico. Quando o aneurisma é considerado pequeno, a opção terapêutica deve ser o acompanhamento e a eliminação de qualquer fator de risco. Porém, se a aorta abdominal apresentar uma dilatação que representa risco de ruptura, o tratamento é cirúrgico. Existem dois métodos disponíveis. Um deles é a cirurgia convencional, que consiste em um corte extenso que dá acesso à cavidade abdominal para a substituição da parte danificada da artéria. A novidade é a técnica endovascular, um procedimento mais moderno e menos invasivo que visa implantar uma endoprótese para desviar o fluxo sanguíneo e assim proteger a parede fraca da aorta abdominal, impedindo que ela se rompa. Para a inserção desta endoprótese, são feitos pequenos cortes na virilha por onde são introduzidos os cateteres que levam o dispositivo até a área comprometida da artéria. “A endoprótese possui um sistema de acoplamento anatômico às artérias. Na região do aneurisma, o sangue é desviado por dentro do dispositivo, impedindo o rompimento da parede arterial, mesmo que a pressão sanguínea do paciente esteja alta ou quando ele faz algum esforço físico”, explica o Dr. Takeda. “A cirurgia endovascular é segura, evita a perda de sangue e proporciona ao paciente a recuperação mais rápida. E por isso, o paciente permanece menos tempo internado e o risco de complicações pós-cirúrgicas é menor. O procedimento é indicado principalmente para pacientes com alto risco cirúrgico”, complementa. Sobre a Medtronic: A Medtronic é líder mundial em tecnologia médica, oferecendo, há mais de 60 anos, soluções para toda a vida a pacientes que sofrem de inúmeras doenças crônicas. Pesquisa, produz e comercializa produtos, terapias e serviços que contribuem para a melhoria e o prolongamento da vida das pessoas. Todos os anos milhões de pacientes se beneficiam da tecnologia Medtronic para aliviar a dor, restabelecer a saúde e prolongar a vida. |