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Aneurisma
Tratamento menos invasivo de aneurisma diminui
risco de lesões cerebrais
Anatomia do paciente precisa ser propícia ao tratamento
endovascular
Silencioso na maioria dos casos, o aneurisma pode causar uma das
manifestações mais graves de AVC (acidente vascular cerebral).
Isso porque a doença provoca a dilatação anormal de uma artéria
do cérebro, que pode se romper e causar sangramento, ocasionando
o AVC hemorrágico, popularmente conhecido como derrame. O
tratamento, antes restrito à cirurgia convencional, que envolve
a abertura do crânio, pode ser realizado hoje com a utilização
de métodos menos invasivos, via cateter. As principais vantagens
das novas técnicas em relação às cirurgias tradicionais são a
redução do risco de lesões cerebrais e do tempo de internação
para os pacientes.
Atualmente, o método mais utilizado é a embolização endovascular,
na qual o neurocirurgião preenche o interior do aneurisma com
micro molas de titânio, através do cateter, impedindo a entrada
de sangue e a ruptura do vaso. Contudo, especialistas afirmam
que existem indicações específicas para a cirurgia tradicional e
para a embolização. Segundo o Dr. Rangel Guimarães,
neurocirurgião da Clínica Fluxo Hemodinâmica, “a anatomia do
paciente precisa ser propícia ao tratamento endovascular para
que os métodos menos invasivos sejam recomendados”, explica.
Outra técnica, mais recente, consiste na implantação de um stent
(duto em forma de malha), por meio do cateter, na artéria
portadora do aneurisma, redirecionando o fluxo sanguíneo em seu
interior e permitindo a oclusão da dilatação do vaso. No caso de
pacientes idosos, com risco cirúrgico alto ou sangramento, o
tratamento endovascular é o mais indicado.
A maior parte dos casos de aneurisma cerebral está relacionada a
fatores hereditários, hipertensão e tabagismo. Entre as
manifestações mais frequentes da doença, estão a compressão do
nervo óptico, que causa alterações na visão, e a cefaleia,
principal indicador da patologia. Mas, de acordo com o Dr.
Rangel, “normalmente quando o paciente tem a doença e apresenta
dores de cabeça é porque o aneurisma já rompeu ou está prestes a
romper”.
Por isso, médicos alertam que as pessoas precisam estar atentas
à presença de fatores associados e, em caso de suspeita, devem
procurar o serviço de saúde mais próximo para uma avaliação
clínica e radiológica, se for necessário aprofundamento da
análise. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o
aneurisma cerebral atinge 5% da população mundial. De acordo com
especialistas, a doença é 80% mais comum em pessoas com idade
média de 30 anos. |
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